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sábado, 16 de julho de 2016

Queriam fazê-lo rei... Hoje querem ser reis

As notícias do mundo sempre falam da briga para ser “rei”... Parece que cada nova etapa das operações da Polícia Federal apontam para esse desejo… Alguém queria “ser rei”... Aliás, muitos “alguéns” querendo ser rei. Alguns se contentando em ser reis menores, mas ainda assim, rei sobre alguém…
Há ainda a busca pelo posto de “rei do tráfico”, “rei do crime” (não aquele que persegue o Homem Aranha, e do Demolidor, mas o real). Quantos esquemas de corrupção para “ser rei”...
Na Europa, plebiscito para sair de uma União Europeia hoje contestada, para “ser rei” (opa, lá não pode, porque já tem a rainha, que é mais uma figura decorativa, por isso a luta é para ser primeiro ministro, ou seja, o rei da vez). E quando passada a eleição, decidiu-se sair… Os candidatos a “futuro rei” pulam um a um do barco. Porque o ser rei, também implica em tomar decisões. E como a Inglaterra e o Reino Unido como um todo, parece ser um lugar de gente séria, se não fazem o que prometem…
Mas nas terras da banana e do Carnaval (nada contra a fruta, nem às festas) parece que se pode prometer de tudo… Tipo quando a companhia telefônica liga pra você e diz que tem uma forma de você pagar menos. Já fui tolo várias vezes (ou inocente, acreditei). Comigo, nunca, jamais, em hipótese alguma (nunquinha mesmo) foi vantajoso para mim. E gastei outras infinitas horas para cancelar o tal “benefício” que nunca me beneficiou, mas você certamente sabe como é isso…
Resumo da avalanche de ideias acima: aqui você vota num vereador (ou qualquer outro candidato) que pode prometer o que quiser, pois ninguém vai cobrar dele mesmo e, se cobrar, ele se torna tão inatingível, que você não consegue falar com ele. Por isso, nas próximas eleições, faça vídeos das promessas do seu candidato a prefeito e a vereador. Afinal, suas promessas não serão particulares, serão públicas. E, no decorrer dos anos, caso ele seja eleito, cobre a partir daqueles vídeos. Não vai dar pra dizer: “eu não falei isso”... E, ainda bem, ainda há bons políticos (pode acreditar… Basta procarar).
Quanto à igreja, faça vídeos do que te prometem também… Se quiser vir à minha igreja, pode vir gravar nossos cultos. Não prometeremos nada que o Senhor mesmo não prometeu em sua Palavra. E lá, ele só prometeu uma coisa neste mundo: “eu estou com vocês todos os dias, até o fim dos tempos”. (Mateus 28.20). Mas isso não livrou nem  os apóstolos de serem martirizados, ou João de ser exilado em Patmos, onde escreveu Apocalipse… O Senhor prometeu estar conosco. Não prometeu um Lamborghini… Prometeu nos amparar nos sofrimentos… Não nos prometeu vida eterna aqui neste mundo…
Sempre me pergunto porque esses “prometedores” de saúde, não vão aos hospitais, em vez de fazer com que os supostos “doentes” vão até seus templos pra pegar um paninho… Ou por que os “prometedores” de casamento feliz não se assentam em frente às varas de família para resolver os problemas… Ou ainda, aqueles “prometedores” de sucesso financeiro não vão nas filas de desempregados que se multiplicam… Porque em seus “templos” podem ser os reis…
Não caia no “conto do vigário”... O Senhor Jesus (o verdadeiro) nunca te prometeu “vitória” NO mundo. Ele venceu O mundo… Isso é bem diferente.
Nem quando o quiseram transformar em rei, ele permitiu: “Jesus ficou sabendo que queriam levá-lo à força para o fazerem rei; então voltou sozinho para o monte.” (João 6.15).
O que tinha acontecido para que quisessem transformar Jesus em rei? Ele tinha alimentado uma multidão… Daí o povo que ganhou comida, logo queria transformá-lo em rei. Algo como ganhar uns sacos de cimento durante a campanha (nããããooo!!!! isso não acontece, nosso povo não se deixa vender #sqn…).
Então: Jesus tinha alimentado muita gente e esse povo logo acha que é a solução para seus problemas… Bastava seguir o “milagreiro” que fome não passariam mais.
Mas Jesus faz o contrário dos milagreiros de hoje: “vocês estão me procurando porque comeram os pães e ficaram satisfeitos e não porque entenderam os meus milagres” (João 6.26) Ou seja: Jesus deixa bem claro: estou aqui para proclamar minha Palavra e não para fazer milagres (Jesus só realizou milagres, quando estes serviam para anunciar sua Palavra, não para encher os bolsos).
Assim, aquela numerosa multidão, não desiste dos favores: “Eles disseram: Que milagre o senhor vai fazer para a gente crer no senhor?” (João 6.30) “Pelamor!!!…” Jesus já tinha alimentado mais de 5 mil pessoas, que milagre ainda precisava fazer? Eles queriam as benesses de estar perto da “nobreza” (e que Jesus fosse rei logo), assim como ainda hoje se quer.
Jesus não quer ser um rei nesse mundo. Ele quer ser o rei da sua vida. Ele não te oferece vida fácil… Mas te oferece vida eterna. Se você quer vida fácil, tem alguém que oferece: “Depois o Diabo levou Jesus para um monte muito alto, mostrou-lhe todos os reinos do mundo e as suas grandezas e disse: Eu lhe darei tudo isso se você se ajoelhar e me adorar.” (Mateus 4.8)... E muita gente ainda continua querendo “todos os reinos do mundo”. Então, se te oferecerem vida fácil neste mundo, tenha certeza: NÃO FOI JESUS QUE PROMETEU.

Jarbas Hoffimann é formado em Teologia e pastor da Igreja Evangélica Luterana do Brasil, em Nova Venécia. (pastorjarbas@gmail.com; facebook.com/pastorjarbas)


Estes e outros artigos são publicados no Jornal Correio 9, de Nova Venécia (curta para ser avisado das edições diárias, leitura completa online):

sábado, 14 de novembro de 2015

Não há dinheiro que pague

Mas ninguém pode salvar a si mesmo, nem pagar a Deus o preço da sua vida, pois não há dinheiro que pague a vida de alguém. Por mais dinheiro que uma pessoa tenha, Salmos 49:7-8 NTLH
Não há mais o que dizer. Salvação não se compra, mas as pessoas não querem mais a salvação, nem o Salvador. Querem o carro do ano, as férias de sonhos e um mundo cheio de prazeres terrenos. Esse lixo ainda é ensinado como sw fosse a vontade de Deus.
Deus quer a sua salvação, mesmo que neste mundo haja sofrimentos na sua vida.

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Grandes pregadores, pequenos resultados

Este artigo foi publicado pela primeira vez em 2009. Mas resolvi republicá-lo com alguns acréscimos, haja vista alguns acontecimentos recentes.

Há duas décadas, fui convidado pela primeira vez para participar de uma agência nacional de pregadores. Um companheiro de púlpito me ofereceu um cartão e disse: “Seria um prazer tê-lo em nossa agência”. Então, lhe perguntei: “Como funciona essa agência?” E a sua resposta me deixou estarrecido: “As igrejas ligam para nós, especificam que tipo de pregador desejam ter em seu evento, e nós cuidamos de tudo. Negociamos um bom cachê”.

É impressionante como o pregador, de uns tempos para cá, se transformou em um produto. Há alguns anos, depois de eu ter pregado em uma igreja (não me pergunte onde), certo pastor me disse: “Gostei da sua pregação, mas o irmão conhece algum pregador de vigília?” Achei curiosa essa pergunta, pois eu gosto de oração, já preguei várias vezes em vigílias, porém, segundo aquele irmão, eu não serviria para pregar em uma vigília!

Em nossos dias — para tristeza do Espírito Santo — pertencer a uma agência de pregadores tornou-se comum e corriqueiro. E os convites para ingressar nessas agências chegam principalmente pela Internet. Nos sites de relacionamento encontramos comunidades pelas quais os internautas mencionam quem é o seu pregador preferido e por quê. Certa jovem, num tópico denominado “O melhor pregador”, declarou: “Não existe ninguém melhor que ninguém; cada um tem a sua maneira de pregar, e cada pessoa avalia segundo o seu gosto”.

Ela tem razão. Ser pregador, hoje em dia, não basta. Você tem de atender às preferências do povo. Já ouvi irmãos conversando e dizendo: “Fulano é um ótimo pregador, mas não é pregador de congresso” ou “Fulano tem muito conhecimento, mas não gosta do reteté”.

Conheçamos alguns tipos de pregador e seus públicos-alvo:

Pregador humorista. Diverte muito o seu público-alvo. Tem habilidade para contar fatos anedóticos (ou piadas mesmo) e fazer imitações. Ele é como famosos humoristas do gênero stand-up comedy. De vez em quando cita versículos. Mas os seus admiradores não estão interessados em ouvir citações bíblicas. Isso, para eles, é secundário.

Pregador “de vigília”. Também é conhecido como pregador do reteté. Aparenta ter muita espiritualidade, mas em geral não gosta da Bíblia, principalmente por causa de 1 Coríntios 14, especialmente os versículos 37 e 40: “Se alguém cuida ser espiritual, reconheça que as coisas que vos escrevo são mandamentos do Senhor... faça-se tudo decentemente e com ordem”. Quando ele vê alguém manejando bem a Palavra da verdade (2 Tm 2.15), considera-o frio e sem unção. Ignora que o expoente que agrada a Deus precisa crescer na graça e no conhecimento (2 Pe 3.18; Jo 1.14; Mt 22.29). Seu público parece embriagado e é capaz de fazer tudo o que ele mandar.

Pregador “de congresso”. Entre aspas porque existe o pregador de congresso que faz jus ao título. Mas o pregador “de congresso” anda de mãos dadas com o pregador “de vigília”, mas é mais famoso. Segundo os admiradores dessa modalidade de pregação, trata-se do pregador que tem presença de palco e muita “unção”. Também conhecido como pregador malabarista ou animador de auditórios, fica o tempo todo mandando o seu público repetir isso e aquilo, apertar a mão do irmão ao lado, beliscá-lo... Se for preciso, gira o paletó sobre a cabeça, joga-o no chão, esgoela-se, sopra o microfone, emite sons de metralhadora, faz gestos que lembram golpes de artes marciais... Exposição bíblica, mesmo, quase nada!

Pregador “de congresso” agressivo. É aquele que tem as mesmas características do pregador acima, mas com uma “qualidade” a mais. Quando percebe que há no púlpito alguém que não repete os seus bordões, passa a atacá-lo indiretamente. Suas principais provocações são: “Tem obreiro com cara de delegado”, “Hoje a sua máscara vai cair, fariseu”, “Você tem cara amarrada, mas você é minoria”. Estas frases levam o seu fanático público ao delírio, e ele se satisfaz em atacar as pessoas que não concordam com a sua postura espalhafatosa.

Pregador popstar. Seu pregador-modelo é o show-man Benny Hinn, e não o Senhor Jesus. É um tipo de pregador admirado por milhares de pessoas. Já superou o pregador de congresso. É um verdadeiro artista. Veste-se como um astro; sua roupa é reluzente. Ele, em si, chama mais a atenção que a sua pregação. É hábil em fazer o seu público abrir a carteira. Seus admiradores, verdadeiros fãs, são capazes de dar a vida pelo seu pregador-ídolo. Eles não se importam com as heresias e modismos dele. Trata-se de um público que supervaloriza o carisma, em detrimento do caráter.

Pregador “ungido”. Para impressionar o seu público, derrama óleo sobre a própria cabeça ou pede para seus auxiliares fazerem isso. Um desses pregadores pediu, recentemente, para sua equipe derramar doze jarras de azeite em sua cabeça! E o terno? Ah, isso não importa. Somente os fariseus se preocupam com desperdício. Para os fãs desse tipo de pregador tudo atos pretensamente proféticos valem muito mais que uma simples exposição bíblica...

Pregador milagreiro. Também tem como paradigma Benny Hinn, mas consegue superar o seu ídolo. Sua exegese é sofrível. Baseia-se, por exemplo, em 1 Coríntios 1.25, para pregar sobre “a unção da loucura de Deus”. Cativa e domina o seu público, que, aliás, não está interessado em ouvir uma exposição bíblica. O que mais deseja é ver sinais, como pessoas lançadas ao chão supostamente pelo poder de Deus e fenômenos controversos. Em geral, o pregador milagreiro, além de ilusionista e “poderoso” (Dt 13.1-4), é aético e sem educação. Mesmo assim, ainda que xingue ou ameace os que se opõem às suas sandices e invencionices, o seu público é fiel e sempre diz “aleluia”.

Pregador mercantilista. Todas as suas mensagens têm como meta induzir o seu público e dar dinheiro. Esse tipo de pregador existe desde os tempos dos apóstolos (2 Co 2.17; 2 Pe 2.1-3) e, na atualidade, aparece bastante na televisão. Alguns pregadores mercantilistas pertencem também à categoria popstar. Qualquer passagem bíblica pode ser usada a bel-prazer, a fim de atender aos seus propósitos. Isaque é a “melhor oferta financeira”, jumentinho que Jesus montou é “BMW”. E assim por diante.

Pregador contador de histórias. Conta histórias como ninguém, mas não respeita as narrativas bíblicas, acrescentando-lhes pormenores que comprometem a sã doutrina. Costuma contextualizar o texto sagrado ao extremo. Ouvi certa vez um famoso pregador dizendo: “Absalão, com os seus longos cabelos, montou na sua motoca e vruuum...” Seu público — diferentemente dos bereanos, que examinavam “cada dia nas Escrituras se estas coisas eram assim” (At 17.11) — recebe de bom grado histórias extrabíblicas e antibíblicas.

Pregador cantante. Indeciso quanto à sua chamada. Costuma cantar dois ou três hinos (hinos?) antes da pregação e outro no meio dela. Ao final, canta mais um. Seu público gosta dessa “versatilidade” e comemora: “Esse irmão é uma bênção! Prega e canta”. Na verdade, ele não faz nenhuma das duas coisas bem.

Pregador “massagista”. É hábil em dizer palavras que massageiam os egos e agradam os ouvidos (2 Tm 4.1-5). Procura agradar a todos porque a sua principal motivação é o dinheiro. Ele não tem outra mensagem, a não ser “vitória”, principalmente a financeira. Talvez seja o tipo de pregador com maior público, ao lado dos pregadores humorista, popstar, mercantilista e milagreiro.

Pregador sem graça. É aquele que não tem a graça de Deus (At 4.33). É um pregador bem suado, e não necessariamente abençoado. Sua pregação, literalmente sem graça, é como uma espada: comprida e chata (maçante, enfadonha). Mas até esse tipo de pregador tem o seu público, formado pelos irmãos que gostam de dormir ou conversar durante a pregação.

Pregador chamado por Deus (1 Tm 2.7). Prega a Palavra de Deus com verdade. Estuda a Bíblia diariamente. Ora. Jejua. É verdadeiramente espiritual. Tem compromisso com o Deus da Palavra e com a Palavra de Deus. Seu paradigma é o Senhor Jesus Cristo, o maior pregador que já andou na terra. Ele não prega para agradar ou agredir pessoas, e sim para cumprir o seu chamado. Seu público — que não é a maioria, posto que são poucos os fiéis (Sl 12.1; 101.6) — sabe que ele é um profeta de Deus. Sua mensagem é Cristo (1 Co 1.22,23; 2.1-5). Esse tipo de pregador está em falta em nossos dias, mas não chama muito a atenção das agências de pregadores. A bem da verdade, estas sabem que nunca poderão contar com ele...

Qual é a sua modalidade preferida, prezado leitor? Você pertence a qual público? E você, pregador, qual dos perfis apresentados mais lhe agrada? Qual é a sua motivação? Você prega para agradar a Deus, verdadeiramente, ou tem outros interesses?

Artigo originalmente publicado por Ciro Sanches Zibordi em seu blog pessoal.

Leitura Bíblica para a Quaresma 2026

Você sabe o que é a Quaresma? Muita gente acha que é o tempo de sofrimento e privação (jejum etc...) que começa depois do carnaval. Infelizm...