sexta-feira, 27 de novembro de 2015

Coroa de Advento

Tomo a liberdade de publicar um texto do pastor Horst Kuchenbecker sobre o Advento. Muito importante, especialmente no caso deste tempo em que vivemos (não o Advento), mas a nossa atualidade, quando a Igreja (ou melhor, as igrejas) perdeu o sentido de liturgia, ano litúrgico, e mesmo culto. Outro dia, vi um vídeo do Youtuber Franklin Medrado, no qual ele lembrava que "antigamente" o culto tinha início, meio e fim... E hoje vai "na liberdade do Espírito" (aqui palavras minhas)... O problema é que esta liberdade do Espírito normalmente não tem nada a ver com o Espírito Santo, pois o Espírito Santo de Deus sempre traz as coisas com ordem e decência e o que vemos são cultos onde não se sabe o que vem depois e nem por que vem...
Então, viva o Advento, nesta ordem que existe, sabendo que, mesmo nesta ordem, o Advento do Menino Jesus já passou e hoje vivemos o segundo Advento (que dura, na verdade, o tempo em que este mundo durar, mas o lembramos mais neste período de cada ano)...

Eis o texto do pastor Horst:


Advento é tempo de júbilo e de alegria para a cristandade. A razão do júbilo é Cristo. Pois Advento significa vinda, chegada. Os quatro domingos de Advento lembram os quatro mil anos, nos quais o povo de Deus esperou pelo nascimento do Salvador Jesus. A primeira promessa da vinda de um salvador foi dada por Deus a Adão e Eva, logo após a queda destes em pecado (Gn 3.15). A promessa foi repetida muitas vezes aos patriarcas e profetas (Hb 1.1-3). Desde Adão e Eva, muitos fiéis esperaram ansiosamente pelo cumprimento desta promessa de Deus, até que finalmente, “o tempo se cumpriu” (Gl 4.4), e o Salvador Jesus nasceu em Belém da Judéia (Lc 2.4-7).
Hoje, olhamos para trás e observamos como o povo de Deus do passado aguardava a vinda de Jesus. Eles meditavam nas misteriosas profecias, buscando nelas consolo, orientação e forças para a caminhada esperançosa. Deles queremos aprender a confiar na Palavra de Deus, a lutar e esperar, pois também nós vivemos em tempo de espera. Esperamos a segunda vinda de Cristo. Em breve Jesus voltará, não mais humilde, mas em grande glória e poder, com todos os santos anjos, para julgar vivos e mortos (At l1.11;17.31). Então criará novo céu e nova terra (Ap 21.1), para habitar com os fiéis eternamente.
No tempo de advento, muitas igrejas estão enfeitadas com a coroa de advento. Este símbolo ainda não tem muita história na Igreja cristã. Ele se firmou como símbolo de Advento na Europa, após a primeira guerra mundial. Mas, sua simbologia é muito significativa. Vejamos.
    
A COROA
A coroa simboliza vitória e poder. Coroas são usadas para festejar vitórias. Soldados e atletas vencedores são homenageados com coroas. Os cristãos passaram a usar coroas também em seus atos fúnebres, para declarar: Nossos irmãos falecidos são vencedores, pela graça de Cristo. As coroas expressam a esperança e certeza da ressurreição.
A coroa de Advento quer anunciar a vitória de Cristo sobre: pecado, morte e Satanás. Seus ramos verdes falam da nova esperança, da vida e da alegria que aguarda os fiéis na eternidade, pois cremos na “remissão dos pecados, ressurreição da carne e na vida eterna.”
A fita vermelha simboliza o sangue de Cristo que nos purifica de todos os pecados (1 Jo 1.7). Esta fita envolve a coroa, assim o sangue de Cristo envolve toda a vida cristã e dá certeza do perdão, concede paz e firma na esperança da vida eterna.
A coroa de advento tem o formato de um anel, que lembra a aliança de amor. Uma aliança que envolve os que nela participam. A coroa de Advento fala do amor de Deus em Cristo, da nova aliança de amor com aqueles que nele crêem. Este amor penetra os corações e concede vida nova. Pela fé em Cristo, somos novas criaturas. Isto se revela no dia a dia e perpassa a vida familiar, profissional, social, nossas alegrias e tristezas, a tal ponto que também a coroa de espinhos, que Jesus carregou e pela qual santificou nossos sofrimentos. Sabemos “que todas as coisas cooperam para o bem daqueles que temem e amam a Deus” (Rm 8.28).

AS VELAS
A coroa de Advento é enfeitada com quatro velas vermelhas e algumas colocam uma vela branca no centro da coroa. As quatro velas lembram os quatro mil anos em que o povo de Deus esperou pelo nascimento do Salvador Jesus. Cada vela quer simbolizar e anunciar um conteúdo bem específico. Jesus a luz do mundo: que veio para libertar, trazer a paz e voltará para julgar vivos e mortos. Ele enche nossa alma de alegria, paz e esperança.

1ª VELA – Jesus, a luz do mundo
A primeira vela, acesa no primeiro domingo de Advento, anuncia que Jesus é o verdadeiro Filho de Deus, a luz do mundo, nosso Salvador, conforme a promessa dada a Adão e Eva: “Porei inimizade entre ti e a mulher, entre a tua descendência e o seu descendente. Este te ferirá a cabeça e tu lhe ferirás o calcanhar” (Gn 3.15). O que dizem estas palavras? Adão e Eva pecaram. O pecado os separou de Deus e os tornou réus da eterna condenação. Agora, corrompidos pelo pecado, eram espiritualmente mortos e escravos de Satanás. Tudo estava perdido. Não podiam libertar-se. Trêmulos estavam diante de Deus. Eles esperavam a sentença condenatória. Mas quando Deus começou a falar, que surpresa. Deus se colocou ao lado deles e disse: Vou salvar vocês. A guerra que vocês perderam eu vou retomar e lutar em vosso lugar. Vou salvar-vos pelo descendente da mulher que é Jesus, meu próprio e unigênito Filho. Jesus esmagará a cabeça da serpente, que é Satanás, e trará à humanidade plena e completa salvação. E todo aquele que confiar nesta promessa, nesta salvação que Deus prometeu, será salvo. Que maravilha. Ao longo da história, Deus foi explicando esta salvação e iluminando esta tão preciosa promessa com detalhes. Confira algumas das promessas: Gn 9.13,27; Gn 12.1-3; Gn 49.10; Dt 18.15; 2 Sm 7.11-16; Is 4.2-4; Mq 4.1-4; Jr 30.21,22; Zc 9.9; Jr 23.5,6; Ez 34.23,24; Jr 28.16; Zc 6.l2,13).
Finalmente, “vindo a plenitude do tempo (Gl 4.4), o Verbo se fez carne, e habitou entre nós, cheio de graça e de verdade, e vimos sua glória, glória como do unigênito de Pai” (Jo 1.14). Jesus veio em profunda pobreza e humildade. A grande maioria, infelizmente, não o reconheceu. Não o reconheceram, porque não deram atenção às profecias. Sonhavam com um libertador dos sofrimentos terrenos. Após três anos de ministério, tendo ressuscitado de Lázaro, o povo de Jerusalém recebeu a Jesus cantando: “Hosana ao Filho de Davi! Bendito o que vem em nome do Senhor! Hosana nas maiores alturas!” (Mt 21.9), mas isto foi só um momento de entusiasmo. Pouco depois, vendo-se frustrados em suas esperanças materiais, eles levantaram seus punhos contra Jesus e gritaram: “Crucifica-o, crucifica-o! Não queremos que este reine sobre nós!” (Mc 15.13; Lc 19.14). O evangelista João, escreve no seu evangelho: “Veio para o que era seu, mas os seus não o receberam” (Jo 1.11). Hoje, não somos melhores do que o povo no tempo de Jesus. Mesmo tendo diante de nós as profecias cumpridas, questionamos a Palavra de Deus e duvidamos do amor de Deus para com a humanidade. Quantas vezes  nos afastamos dos caminhos de Deus e não queremos que Jesus governe sobre nós? Precisamos reconhecer nossa incredulidade e nos arrepender. Suplicar a Jesus por perdão, apegar-nos e confiar em sua promessa de perdão. E então, como filhos de Deus pela fé na graça, renunciar ao diabo e ser fiel a Cristo na fé, nas palavras e nas obras até ao fim.  
Que consolo! Jesus veio salvar a humanidade e livrá-la do pecado, da morte e do poder de Satanás. E todos os que confiam em sua palavra têm o que as palavras lhe oferecem, dão e selam: perdão dos pecados, vida e eterna salvação. O que crê, recebe a adoção de filho de Deus e herdeiro da vida eterna. Ao acendermos a vela diante do altar e ou ao contemplarmos a vela acesa, queremos renunciar ao diabo, entregar-nos a Deus e pedir que ele nos firme nesta fé, para lhe sermos fiéis até ao fim.  

2ª VELA – Jesus, o Libertador
A segunda vela, acesa no segundo domingo de Advento, lembra a grande libertação que Jesus trouxe. Jesus veio para libertar. Ele disse aos judeus: “Se vós permanecerdes na minha palavra, sois verdadeiramente meus discípulos; e conhecereis a verdade e a verdade vos libertará” (Jo 8.32). Os judeus responderam a Jesus, como muitos hoje: “Jamais fomos escravos de alguém”, e não se aperceberam de quanto eram escravos do pecado, da morte e de Satanás; incapazes de libertarem-se por próprias forças, e de que precisavam de um salvador.
Se, pois, o Filho vos libertar, verdadeiramente sereis livres” (Jo 8.36), disse Jesus. Esta libertação é a libertação de nossos verdadeiros inimigos. O inimigo número um está dentro de nós, e é o pecado original, nossa natureza egoísta e corrompida pelo pecado, inclinada para todo o mal e sujeita à condenação (Ef 2.3). Cristo nos libertou da dívida, do castigo e do domínio do pecado. O inimigo número dois é a morte. A morte não é algo natural, mas um intromissor. Deus disse: “O salário do pecado é a morte” (Rm 6.23.) Jesus venceu a morte. Ele disse: “Eu sou ressurreição e a vida. Quem crer em mim, ainda que morra, viverá” (Jo 11.25). Cristo nos libertou do poder da morte. Não preciso mais temer a morte corporal, porque a morte eterna não tem mais poder sobre nós. O terceiro inimigo é Satanás. “Cristo veio para destruir as obras do maligno” (1 Jo 3.8). Jesus venceu o diabo e nos trouxe perfeita libertação. Cristo nos libertou do poder de Satanás. Ele não pode mais nos acusar diante do trono de Deus e nos podemos resistir-lhe vitoriosamente. Esta vitória de Cristo, esta libertação nos é oferecida pela Palavra de Deus e pelos sacramentos, batismo e santa ceia. Por estes meios o Espírito Santo abre nossos olhos para a realidade e nos conduz ao arrependimento. Por estes meios ele nos leva ao reconhecimento de que Jesus é o verdadeiro filho de Deus, nosso irmão na carne que nos salvou e nos leva a confiar na graça de Cristo. Por esta fé, a salvação de Cristo se torna nossa. Fomos libertados e feitos filhos de Deus, membros do seu reino e herdeiros do céu. Não queremos permitir que alguém nos roube esta salvação. Podem nos colocar em cadeias, ou martirizar, “podem matar o corpo, mas não podem matar a alma” (Mt 10.28). “Se, pois, o Filho vos libertar, verdadeiramente sereis livres” (Jo 8.36). Que maravilhosa libertação. “Grato sou por tanto amor, meus bendito Redentor.”

3ª VELA – Jesus, o Príncipe da Paz
A terceira vela, acesa no terceiro domingo de Advento, lembra que Jesus veio como príncipe da paz. - O culto está por começar. As pessoas estão chegando. Aproximo-me do altar para acender a terceira vela. Lembro o Príncipe da Paz. Viro-me e olho para a congregação. Vejo pessoas entrando. Penso nelas. Diversas recordações me vêm à mente. Quanta indisposição, ressentimentos, antipatias ainda existem mesmo numa congregação cristã. E, nem preciso pensar neles. Olho para o meu próprio coração. Lá dentro não é diferente. Quanta luta. Como é difícil conservar a paz na família, nas reuniões, na congregação e com os vizinhos. Quantas guerras estão em andamento nas cidades, nos países e no mundo? Estamos num mundo mergulhado em trevas, egoísmos e ódios. Enquanto o mundo enaltece o ser humano, suas qualidades seu amor, sua busca e seus esforços pela paz, o apóstolo Paulo exclama, à luz da palavra de Deus e em profundo arrependimento: “Porque eu sei que em mim isto é, na minha carne não habita bem nenhum ... Desventurado homem que sou! quem me livrará do corpo desta morte? Graças a Deus, por Jesus Cristo” (Rm 7.19, 24-25). Sim, graças a Deus por Jesus Cristo, o Príncipe da Paz (Is 9.6). Ele nos reconciliou com Deus (2 Co 5.19). Nele temos perdão dos pecados, e pelo perdão, paz com Deus. Jesus disse: “Deixo-vos a paz, a minha paz vos dou; não vo-la dou como a dá o mundo. Não se turbe o vosso coração, nem se atemorize” (Jo 14.27). Por esta paz temos a vida e eterna salvação (Jo 3.16). O perdão de Jesus nos move a amarmos o nosso próximo e até os nossos inimigos e esforçar-nos pela paz (Lc 6.27; 2 Jo 5).

4ª VELA – Jesus, o Rei dos reis
A quarta vela, acesa no quarto domingo de Natal, anuncia a grande alegria natalina, de que Jesus é Rei dos reis. Feliz quem tiver parte, pela fé, no reino eterno de Jesus.
Na primeira vinda, Jesus veio humilde. “Eis aí te vem o teu Rei humilde” (Mt 21.5). Ele se humilhou profundamente. Sendo verdadeiro Filho de Deus, “não julgou como usurpação o ser igual a Deus: antes a si mesmo se esvaziou, assumindo a forma de servo, tornando-se em semelhança de homem; e, reconhecido em figura humana, a si mesmo se humilhou, tornando-se obediente até à morte, e morte de cruz” (Fp 2.7,8). Assim trouxe maravilhosa salvação que nos enche de alegria e júbilo, como os anjos o anunciaram no dia de Natal: “Eis que vos trago boa nova de grande alegria, que o será para todo o povo: é que hoje vos nasceu na cidade de Davi, o Salvador, que é Cristo o Senhor” (Lc 2.10,11). Então os anjos cantaram e nos ainda hoje cantamos cheios de alegria com eles: “Glórias a Deus nas maiores alturas, e paz na terra aos homens, a quem ele quer bem” (Lc 2.14).
Em breve Jesus voltará. Não mais em humilhação, mas em grande glória e majestade, com todos os seus santos anjos, (Jo 14.18) para julgar vivos e mortos. E não como muitos imaginam e ensinam, para levantar aqui na terra um reino glorioso de mil anos. Jesus disse: “Quando virdes estas cousas a suceder, exultai e erguei as vossas cabeças; porque a vossa redenção se aproxima” (Lc 21.15-18). Aguardamos com grande alegria a segunda vinda de Cristo em glória. Então passaremos do crer para o ver. O apóstolo João escreveu: “Amados, agora somos filhos de Deus, e ainda não se manifestou o que havemos de ser. Sabemos que, quando ele se manifestar, seremos semelhantes a ele, porque havemos de vê-lo como ele é” (1 Jo 3.2).

A VELA BRANCA – NATAL
Após o quarto domingo de Advento, vem o dia 25 de dezembro, Natal. A vela branca é acesa. Ela simboliza o nascimento de Jesus. Veio o príncipe da Paz. O profeta Isaías profetizou a respeito do Natal: “Porque um menino nos nasceu, um filho se nos deu; o governo está sobre os seus ombros; e o seu nome será: Maravilhoso, Conselheiro, Deus Forte, Pai da Eternidade, Príncipe da paz; para que aumente o seu governo e venha paz sem fim sobre o trono de Davi; e venha paz sem fim sobre a casa de Davi e sobre o seu reino, para o estabelecer e o firmar mediante o juízo e a justiça desde agora e para sempre. O zelo do Senhor dos Exércitos fará isto” (Is 9.6,7). O mesmo profeta ainda escreveu: “Eis que a virgem conceberá e dará à luz um filho, e lhe chamará Emanuel” (Is 7.l4). Por isso os anjos anunciaram aos pastores nos campos de Belém: “Não temais: eis aqui vos trago boa nova de grande alegria, que o será para todo o povo: é que hoje vos nasceu na cidade de Davi, o Salvador, que é Cristo o Senhor. E isto vos servirá de sinal: encontrareis uma criança envolta em faixas e deitada em manjedoura. E subitamente apareceu com o anjo uma multidão da milícia celestial louvando a Deus e dizendo: Glória a Deus nas maiores alturas, e paz na terra aos homens, a quem ele quer bem” (Lc 2.10-14). No dia do Natal se manifestou a benignidade do Senhor e o seu amor para com todos os homens (Tt 3.4). Que amor. Jesus, o filho de Deus, gerado do Pai desde a eternidade e também verdadeiro homem nascido da virgem Maria, veio ao mundo. Ele veio de uma maneira bem estranha. Podemos dizer: ao contrário do que se poderia imaginar e esperar. Quem jamais procuraria o Salvador Jesus numa pobre estrebaria. Quem poderia imaginar que ele salvaria a humanidade por sua profunda paixão e morte de cruz? Mas foi assim que ele veio e salvou a humanidade do pecado, da morte e do poder de Satanás. Por isso o próprio Jesus disse a Nicodemos: “Porque Deus amou ao mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo o que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna. Porquanto Deus enviou o seu Filho ao mundo, não para que julgasse o mundo, mas para que o mundo fosse salvo por ele. Quem nele crê não é julgado; o que não crê já está julgado, porquanto não crê no nome do unigênito Filho de Deus. O julgamento é este: Que a luz veio ao mundo, e os homens amaram mais as trevas do que a luz; porque as suas obras eram más” (Jo 3.16-19). Por isso escreve o apóstolo Paulo: “Porque pela graça sois salvos, mediante a fé; e isto não vem de vós, é dom de Deus; não de obras, para que ninguém se glorie. Pois somos feituras dele, criados em Cristo Jesus para boas obras, as quais Deus de antemão preparou para que andássemos nelas” (Ef 2.9-10). Por isso o mesmo apóstolos nos conclama: “Alegrai-vos sempre no Senhor; outra vez digo, alegrai-vos. Seja a vossa moderação conhecida de todos os homens. Perto está o Senhor. Não andeis ansiosos de cousa alguma; em tudo, porém, sejam conhecidas diante de Deus as vossas petições, pela oração e pela súplica, com ações de graças. E a paz de Deus, que excede todo o entendimento, guardará os vossos corações e as vossas mentes em Cristo Jesus(Fp 4.4-7).

CONCLUSÃO
Eis a mensagem da coroa de Advento: Cristo é Rei dos reis. Ele venceu nossos inimigos: pecado, morte e Satanás. E todo o que confia na palavra de Deus tem o que estas palavras lhe oferecem, dão e confirmam, perdão dos pecados, vida e eterna salvação. Em breve Jesus voltará para julgar vivos e mortos e receber os seus fiéis no reino da glória, no novo céu e na nova terra. Que esta mensagem se grave fundo em nossa alma para bênção, para crescimento na fé, bem como para a prática de toda a boa obra, para sermos cheios de frutos da justiça (Fp 1.3-11); e nos firme na esperança da vinda de Cristo para o grande e derradeiro dia, de sua vinda em glória. Por isso a Bíblia termina com a mensagem de Advento: “Certamente venho sem demora. E a igreja toda responde: Amém. Vem, Senhor Jesus” (Ap 22.20).

quinta-feira, 26 de novembro de 2015

Advento

Entrem pelos portões do Templo com ações de graças, entrem nos seus pátios com louvor. Louvem a Deus e sejam agradecidos a ele. Salmos 100.4 NTLH
Neste fim de semana começa o Advento.
Quando lembramos a espera do Natal... Mas é também tempo de lembrar que o primeiro Advento já passou e o menino Jesus já veio.
Agora, neste segundo Advento que compreende a Ascensão de Jesus até à sua segunda vinda, é tempo de nós prepararmos para, quando ele vier, ir com ele. Prepare-se! Jesus voltará.

sexta-feira, 20 de novembro de 2015

É melhor que a vida

O teu amor é melhor do que a própria vida, e por isso eu te louvarei. Enquanto viver, falarei da tua bondade e levantarei as mãos a ti em oração. Sl 63:3-4 NTLH

Tanta coisa para agradecer, mas muitas vezes nos contentamos apenas em reclamar...
Senhor, obrigado pela vida, pelo teu amor, pela tua bondade...
Pela fé em Jesus, que dá a Salvação.
Amém.

quinta-feira, 19 de novembro de 2015

Meu corpo. Minhas regras. (?)

Ainda causa alvoroço nas redes sociais, um vídeo pró-aborto, feito por atores da Globo. Logo que vi o vídeo pensei: “vão ter problema com a igreja e as famílias católicas por todo o país”, e não deu outra. O vídeo conseguiu ofender não somente os católicos, porque ofende um princípio fundamental da fé cristã: o nascimento virginal de Cristo. Comparando, é como se, no Islamismo, se ofendesse Maomé.
Como curiosidade, Lutero, um dos personagens centrais da Reforma Protestante, não só acreditava no nascimento virginal, como acreditava no “Semper Virgo”, até hoje dogma católico. Se Maria permaneceu ou não, virgem, para os protestantes não faz muita diferença, mas o nascimento virginal é importante para toda a cristandade porque é uma promessa bíblica. Isaías 7.14: “eis que a virgem conceberá e dará à luz um filho e lhe chamará Emanuel”. Pra quem não sabe: “Emanuel” é igual “Deus-conosco”, o Deus encarnado: Jesus Cristo, segundo à fé cristã.
Parece que os atores fizeram uma pequena pesquisa antes de difamar a fé cristã. Mas uma pesquisa muito rasa e certamente por pessoas completamente incapazes para tal pesquisa. Usam uma argumentação incorreta sobre a tradução do termo “virgem”. Debocham para dar a entender que a bíblia está errada quando usa o termo virgem. Argumentam ser um erro de tradução. Ainda bem que são atores e não teólogos ou historiadores...
O termo “almah”, no hebraico, pode ter dois significados: “virgem” e “moça jovem”. Hoje em dia pode ser que a sexualidade esteja de uma forma que não se sabe mais até que idade as “moças” continuarão sendo “moças” (os mais antigos vão lembrar que moça, até pouco tempo, em português, era sinônimo de “virgem”). Enfim: naquela época, não fazia diferença se era “moça”, “jovem”, ou “virgem”... Em todos estes casos, naquela idade, a menina ainda não tinha tido relacionamento sexual, ou seja: é virgem.
Como o texto de Isaías é repetido no Novo Testamento (Mateus 1.23), ainda podemos ver a palavra no original grego: “partênos”, que tem o significado de: uma moça jovem, ainda não casada, ou simplesmente “virgem”. Para definir um pouquinho mais, a Septuaginta (LXX), ou a Bíblia dos 70, que foi uma tradução do Antigo Testamento ao grego, para ser colocada na Biblioteca de Alexandria (Alexandre, o Grande queria uma cópia de cada livro do mundo, por isso ele criou a biblioteca), também traz o mesmo termo, usado mais tarde no Novo Testamento. Não há dúvidas, o significado é “virgem” no sentido de alguém que não teve relacionamento sexual.
Fora isso, os atores usam uma lógica burra: afinal: “meu corpo, minhas regras” esquece que o corpo que cresce dentro do outro corpo, também terá suas regras. O aborto não é uma amputação. A mulher (o seu corpo) permanece completa. Não quero emitir julgamento sobre alguém que tenha feito o aborto. Eu sou, por questões de fé e posicionamento pessoal, contra. Mas não tenho capacidade de julgar por outros, aliás, esta nem é tarefa minha.
O vídeo é um fracasso: apesar de mais de 1 milhão de visualizações, já tem mais de 200 mil “não gostei”. Está caminhando para ser o vídeo mais odiado do YouTube brasileiro. E os atores têm sido taxados de hipócritas, por ir à TV pedir dinheiro para crianças carentes, enquanto argumentam que não se deve trazer ao mundo, crianças que serão carentes... Eles estão sendo hostilizados. Pois é! O país que vivemos ainda é uma democracia, ou seja, fala-se o que quer e, muitas vezes, ouve-se o que não se quer.
Peço, apenas, para pensarmos bem e não respondermos com ódio. O amor sempre a melhor resposta. Tomara que os bebês em gestação também sejam sempre alvo do amor. E não do hedonismo egoísta reinante.


Jarbas Hoffimann

é formado em Teologia
e pastor da Igreja Evangélica Luterana do Brasil,
em Nova Venécia.

Meu Corpo, Minhas Regras ?? - @ReinaldoAzevedo





Hipócritas.
Pois é. O Islamismo também é contra o aborto, será que alguém aí teria coragem de falar contra isso?

quarta-feira, 18 de novembro de 2015

terça-feira, 17 de novembro de 2015

Não abandonem a fé... Pode ser impossível voltar

Recebi a seguinte pergunta:
“Lendo Hebreus fiquei em dúvida e curiosa. Na citação que li: Hebreus 6.4,6. Que fala da fé de quem se desviou dela, não pode mais retornar.
Devo não ter entendido.
Podes me Ajudar? E carecendo isso.

Vamos tentar ajudar, então:

Uma pequena introdução:
A Carta aos Hebreus foi escrita a cristãos que estavam correndo o risco de abandonar a sua fé em Cristo (6.4). Estavam desanimados (12.12-13), e alguns deles já tinham deixado de assistir aos cultos da igreja (10.25). Essas pessoas, ao que parece, eram judeus que tinham se convertido a fé crista, mas que, possivelmente por causa de perseguição, estavam pensando em voltar a religião judaica. Se fizerem isso, adverte o autor, eles se tornarão inimigos de Cristo e, por assim dizer, estarão crucificando outra vez o Filho de Deus (6.6). O autor sabe que os seus leitores ainda não tinham negado Cristo (6.9-12), mas enxerga, melhor do que eles, o grande perigo que correm. “Vamos em frente!”, diz ele (6.3), dando aos cristãos daquele tempo uma lição que vale para os cristãos de todos os tempos.

O texto completo é do versículo 1 até o 12 (Versão Almeida Revista e Ataualizada):
Hebreus 6:
1 Por isso, pondo de parte os princípios elementares da doutrina de Cristo, deixemo-nos levar para o que é perfeito, não lançando, de novo, a base do arrependimento de obras mortas e da fé em Deus,
2 o ensino de batismos e da imposição de mãos, da ressurreição dos mortos e do juízo eterno.
3 Isso faremos, se Deus permitir.
4 É impossível, pois, que aqueles que uma vez foram iluminados, e provaram o dom celestial, e se tornaram participantes do Espírito Santo,
5 e provaram a boa palavra de Deus e os poderes do mundo vindouro,
6 e caíram, sim, é impossível outra vez renová-los para arrependimento, visto que, de novo, estão crucificando para si mesmos o Filho de Deus e expondo-o à ignomínia.
7 Porque a terra que absorve a chuva que freqüentemente cai sobre ela e produz erva útil para aqueles por quem é também cultivada recebe bênção da parte de Deus;
8 mas, se produz espinhos e abrolhos, é rejeitada e perto está da maldição; e o seu fim é ser queimada.
9 Quanto a vós outros, todavia, ó amados, estamos persuadidos das coisas que são melhores e pertencentes à salvação, ainda que falamos desta maneira.
10 Porque Deus não é injusto para ficar esquecido do vosso trabalho e do amor que evidenciastes para com o seu nome, pois servistes e ainda servis aos santos.
11 Desejamos, porém, continue cada um de vós mostrando, até ao fim, a mesma diligência para a plena certeza da esperança;
12 para que não vos torneis indolentes, mas imitadores daqueles que, pela fé e pela longanimidade, herdam as promessas.

Sempre se deve olhar o texto da seguinte maneira:
1.      Versículo
2.      Capítulo
3.      Livro
4.      Tipo de livro (no caso Epístolas)
5.      Testamento
6.      Bíblia

Ou seja, tentar ver o contexto mais amplo, quanto possível.
É muito arriscado tomar um texto isoladamente.

O autor está muito preocupado com as pessoas que estão abandonando a Cristo, por isso ele é tão enfático.
Não há salvação para quem voltar atrás, depois de haver posto a sua fé em Cristo (6.4-8). O autor não mede palavras para mostrar a esses cristãos o grande perigo que estão correndo (2.2-3; 8.12; 10.26-31; 12.16-17). Ele cita o exemplo dos israelitas que não conseguiram entrar na Terra Prometida porque não tinham fé (3.7-4.11). Assim, também, é possível que esses cristãos não entrem na Terra Prometida da eternidade.

Quanto à pergunta em questão, é o seguinte:
Como... pessoas que abandonaram a fé podem se arrepender de novo? Esta severa advertência vem acompanhada de lembretes a respeito de tudo de bom (vs. 4b-5) que Deus tem preparado para aqueles que creem e têm paciência (v. 12). O dom do céu Isto é, a salvação dada por Deus.
É impossível levar essas pessoas a se arrependerem de novo. Não se trata de pessoas que cometeram pecados de fraqueza, comuns na vida do cristão, mas de pessoas que abandonaram a fé.
Ou seja, não é aquele pecado que cometemos, muitas vezes sem conseguir evitar, mesmo que tentemos. É o abandono intencional da fé. Não se trata, por exemplo, daqueles que, em tempo de perseguição, para salvar sua vida ou salvar a família, acabaram negando sua fé... Mesmo que ainda tivessem a fé. Estes, depois de passada a perseguição, foram perdoados e recebidos novamente pela igreja.

Hb 10.26-29: destacando especialmente o 26 e o 29:
26Pois, se continuarmos a pecar de propósito, depois de conhecer a verdade, já não há mais sacrifício que possa tirar os nossos pecados. 27Pelo contrário, resta apenas o medo do que acontecerá: medo do Julgamento e do fogo violento que destruirá os que são contra Deus. 28Quem desobedece à lei de Moisés é condenado sem dó à morte, se for julgado culpado depois de ouvido o testemunho de duas pessoas, pelo menos. 29Então, o que será que vai acontecer com os que desprezam o Filho de Deus e consideram como coisa sem valor o sangue da aliança de Deus, que os purificou? E o que acontecerá com quem insulta o Espírito do Deus, que o ama? Imaginem como será pior ainda o castigo que essa pessoa vai merecer!

A Carta aos Hebreus se dirige a pessoas que correm o perigo de abandonar a fé. Esse perigo é real, e essas pessoas podem acabar se perdendo (6.6). Por isso, o autor faz uma severa advertência (6.4-6), talvez uma das mais severas em todo o NT (Hb 10.26-31). Ao mesmo tempo, ele está certo de que os cristãos hebreus têm as melhores bênçãos que vêm da salvação (6.9) e que vão continuar com entusiasmo até o fim, para receber o que esperam (6.11). A vida cristã é uma caminhada que não para: “Vamos em frente!”, exorta o autor (6.1,3).

Sem o arrependimento, não podem receber o perdão de pecados (Mt 12.32; Mc 3.29; 1Jo 5.16). O autor diz isso não porque deseja levar seus leitores ao desespero, mas porque quer evitar que se tornem preguiçosos na fé (v. 12).


Pesquisas na Bíblia NTLH de Estudo e na Almeida Revista e Atualizada.

Se tiver uma pergunta, mande pra mim: www.facebook.com/pastorjarbas

domingo, 15 de novembro de 2015

MÚSICA GOSPEL X MÚSICA SECULAR

Tomem cuidado para que ninguém engane vocês

Quando Jesus estava saindo do pátio do Templo, um discípulo disse: — Mestre, veja que pedras e edifícios impressionantes!  Jesus respondeu: — Você está vendo estes enormes edifícios? Pois aqui não ficará uma pedra em cima da outra; tudo será destruído!  Jesus estava sentado no monte das Oliveiras, olhando para o Templo, quando Pedro, Tiago, João e André lhe perguntaram em particular:  — Conte para nós quando é que isso vai acontecer. Que sinal haverá para mostrar quando é que todas essas coisas vão começar?  Então Jesus começou a ensiná-los. Ele disse: — Tomem cuidado para que ninguém engane vocês. Porque muitos vão aparecer fingindo ser eu e dizendo: “Eu sou o Messias!” E enganarão muitas pessoas. Não tenham medo quando ouvirem o barulho de batalhas ou notícias de guerras. Tudo isso vai acontecer, mas ainda não será o fim. Uma nação vai guerrear contra outra, e um país atacará outro. Em vários lugares haverá tremores de terra e falta de alimentos. Essas coisas serão como as primeiras dores de parto.  — Vocês precisam ter cuidado porque serão presos e levados aos tribunais e serão chicoteados nas sinagogas. Por serem meus seguidores, vocês serão levados aos governadores e reis para serem julgados e falarão a eles sobre o evangelho. Pois, antes de chegar o fim, o evangelho precisa ser anunciado a todos os povos. Quando prenderem e entregarem vocês às autoridades, não fiquem preocupados, antes da hora, com o que irão dizer. Quando chegar o momento, digam o que Deus lhes der para dizer. Porque as palavras que disserem não serão de vocês mesmos, mas virão do Espírito Santo. Muitos entregarão os seus próprios irmãos para serem mortos, e os pais entregarão os filhos. E os filhos ficarão contra os pais e os matarão. Todos odiarão vocês por serem meus seguidores, mas quem ficar firme até o fim será salvo.
Marcos 13:1-13 NTLH

Nosso texto se passa no pátio do templo. Na verdade, a conversa ali, por causa das grandes pedras do templo. Os discípulos parecem fica impressionados... Mas Jesus, que conhece todas as coisas, sabia o que iria acontecer. Alias foi por causa dessa frase que Jesus foi julgado e condenado.
No momento da acusação de Jesus, os acusadores disseram que ele estava falando mal do templo. Na verdade, ele sabia o que iria acontecer. Cerca de 35 anos mais tarde, aquele templo foi destruído e o que existe hoje é apenas uma parede, que é conhecida por “muro das lamentações”.
Logo mais adiante Jesus avisa sobre as coisas do fim. E algo que é especialmente lembrado em dias como hoje, quando ainda lembramos dos ataques terroristas na França, é dos tais “rumores de guerra”. Muita gente logo se levanta para dizer: “olha, isso é sinal do fim”. Bem, rumores de guerra sempre acompanharam a história humana. Desde que Caim matou Abel. O próprio povo de Israel se envolveu em diversas guerras. Algumas delas foram ordenadas pelo próprio Deus, outras foram castigo de Deus contra seu povo desobediente.
O que quero destacar do texto de Marcos 13 é o seguinte: “ Tomem cuidado para que ninguém engane vocês.” (v. 5).
Jesus deu este aviso, porque ele sabe que quando as pessoas estão desesperadas, se tornam presas fáceis para os mercenários, os bandidos, as aves de rapina.
Todas as vezes que conversei com comerciantes que tinham sido vítimas de falsificação ou cheques roubados, a história foi mais ou menos a mesma: a pessoa chega com uma cara boazinha, se faz de coitada ou de muito esperta... Normalmente quando o funcionário está ocupado com outros afazeres ou com a loja cheia... Daí não vai ter tempo de conferir a nota ou o cheque adequadamente e acaba recebendo algo que não vale nada.
Muitas pessoas que se dizem portadores da fé, hoje em dia, agem exatamente assim: Plantam o desespero no coração das pessoas. Dizem para você que fizeram um trabalho para você e que isso está te tirando o emprego, a saúde, a família... Ou dizem que você está sendo possuído pelo diabo ou por pessoas que servem ao diabo. Uma vez que você esteja com medo, eles vendem o serviço...
É igual aquele vigia de rua que chega e diz: olha, a partir de hoje eu vou cuidar da rua e você pode me ajudar com algum trocado? Você diz: mas aqui o bairro é tranquilo e nunca aconteceu nada... É, era tranquilo até hoje... Só essa frase já te faz ficar com medo e você pode acabar cedendo. Uma coisa: esses vigias nunca quiseram trabalhar em lugares perigosos mesmo. Eles buscam os locais residenciais, com boa vizinhança e onde as pessoas estão bem protegidas... Ali eles dizem trabalhar. Ali, onde justamente ninguém precisa do seu trabalho.
Cuidado para não serem enganados.
Em tempos desesperadores, podemos tirar os olhos da Cruz de Cristo. Em tempos de seca, podemos perder a fé e seguir os falsos profetas. Em tempos de miséria e desemprego, também. Quando falta a saúde, podemos querer resolver por nós mesmos e ficar tentados a acreditar nos falsos profetas que prometem solução pra tudo.
Tem uns até que construíram o templo de novo. Como se aquele templo ainda fosse necessário. O templo que foi destruído, não precisa mais ser reconstruído. Ele era uma figura do que ainda estava por vir. Primeiro veio o tabernáculo, que era construído durante a caminhada do povo pelo deserto. Era móvel e representava a presença de Deus entre o povo. Quando o povo fixou residência, o templo foi construído. Foi erigido e inaugurado por Salomão e abençoado por Deus. Foi destruído quando o povo abandonava Deus. Pois não fazia sentido querer a presença de Deus, se ninguém mais ligava para isso...
Depois, quando o povo se arrependeu, Deus permitiu que o templo fosse reconstruído. Mais tarde, o verdadeiro templo apareceu: era o próprio Jesus Cristo. Por isso que ele fala: vocês vão destruir o templo e ele será reconstruído em três dias. Ele falava de sua morte e ressurreição. E esse templo não é mais fixo em algum lugar. Ele nos acompanha. Ele está conosco sempre. Ele quer nos proteger dos falsos profetas e falsos messias.
Cuidado para que ninguém engane vocês. Permaneça em Cristo e você tem a vida eterna. Nas outras situações, sempre haverá dúvidas. Com Cristo estaremos seguros aqui e rumaremos para a vida eterna. Amém.

sábado, 14 de novembro de 2015

Não há dinheiro que pague

Mas ninguém pode salvar a si mesmo, nem pagar a Deus o preço da sua vida, pois não há dinheiro que pague a vida de alguém. Por mais dinheiro que uma pessoa tenha, Salmos 49:7-8 NTLH

Não há mais o que dizer. Salvação não se compra, mas as pessoas não querem mais a salvação, nem o Salvador. Querem o carro do ano, as férias de sonhos e um mundo cheio de prazeres terrenos. Esse lixo ainda é ensinado como sw fosse a vontade de Deus.
Deus quer a sua salvação, mesmo que neste mundo haja sofrimentos na sua vida.

O Deus verdadeiro

Sabemos também que o Filho de Deus já veio e nos deu entendimento para conhecermos o Deus verdadeiro. A nossa vida está unida com o Deus verdadeiro, unida com o seu Filho, Jesus Cristo. Este é o Deus verdadeiro, e esta é a vida eterna. 1 João 5:20 NTLH

O Deus verdadeiro quer a vida, não a morte. Quer salvar e não matar.

Castelo Forte

https://youtu.be/eGCx1q4HD_U

sexta-feira, 13 de novembro de 2015

VIM PARA ADORAR-TE EM JAPONÊS!

You Are Holy (Prince Of Peace)Tú es Santo, (em Japones)

MIDORI TAMASIRO RUDE CRUZ 失礼クルス

Diante da Cruz em Japones ..Hallelujah Community Church

Te louvarei- cantado em japonês 私の人生の主なる神

Cuidado com seus desejos

Quando alguém for tentado, não diga: “Esta tentação vem de Deus.” Pois Deus não pode ser tentado pelo mal e ele mesmo não tenta ninguém. Mas as pessoas são tentadas quando são atraídas e enganadas pelos seus próprios maus desejos.
Tiago 1.13-14 NTLH

Quantas pessoas traídas por seus próprios desejos...
Quantas pessoas ligando muito mais para o agora do que para o amanhã...
Não se deixe levar pelo que parece mais fácil e de melhor resultado. Lembre que há um caminho largo e fácil, mas que leva para longe do Senhor.
Na hora da tentação, lembre que Pedro, ao afundar, recebeu a mão do Salvador que o colocou novamente em segurança.

quinta-feira, 12 de novembro de 2015

Tipo assim e a "não prosperidade de Malafaia"...

Abra-se o mar


Há uma música assim: “então eu direi: abra-se o mar. Então passarei pulando e dançando em sua presença”. Muito bonita a música. Muito animada. Enfim...
Muito há desse pensamento hoje em dia. De que as grandes coisas registradas na Bíblia vão se repetir na vida diária das pessoas. Mas uma olhada geral no Livro Sagrado já indica o contrário. O mar não foi aberto muitas vezes, foi só uma. A Abraão se pediu o sacrifício de seu filho uma única vez e a mais nenhum cristão foi aplicado um teste de fé tão difícil. Jesus não ressuscitou todas as pessoas da sua época, nem curou todos os doentes. Então, não é porque aquela vez, com propósito específico, Deus abriu o mar, fez mortos ressuscitarem, mandou pão do céu, fez o sol parar... Que ele vai fazer isso de novo quando eu quiser.
Deus age sempre com propósitos. E o principal propósito de Deus é salvar as pessoas. Por isso Jesus algumas vezes pedia: não falem ainda... Outra vez, quando já era hora e ele estava descendo pra ser julgado e crucificado, ele disse: “Então tiraram a pedra. Jesus olhou para o céu e disse: Pai, eu te agradeço porque me ouviste. Eu sei que sempre me ouves; mas eu estou dizendo isso por causa de toda esta gente que está aqui, para que eles creiam que tu me enviaste. Depois de dizer isso, gritou: Lázaro, venha para fora!”. (João 11.41-43) O propósito não era simplesmente a ressurreição de Lázaro. Mas era mostrar que ele era mesmo o Messias e que viera para fazer a vontade do Pai e salvar a humanidade de seus pecados.
Não. Deus não vai abrir o mar só porque você quer. Mas ele vai te socorrer em todas as vezes que o mar ameaçar te afogar. Seja o mar a falta de emprego, de dinheiro, de paz, de esperança... Deus prometeu estar com você (Mateus 28.19-20) e ele estará. Mas talvez você tenha que passar por problemas, porque o mundo traz problemas. Todos os temos. Ter problemas não significa que Deus te abandonou. Cada um dos discípulos teve problemas. Alguns foram martirizados, mas hoje vivemos um tempo em que dizem pra você que cristão não vai ter problemas. É mentira. Deus nunca prometeu isso. Porém Jesus prometeu: “Eu digo isso para que, por estarem unidos comigo, vocês tenham paz. No mundo vocês vão sofrer; mas tenham coragem. Eu venci o mundo.” (João 16.33). E aqui a chave para entender a grande diferença: Jesus nunca prometeu que nós venceríamos NO mundo, mas ele prometeu que venceríamos O mundo. Ou seja. Passar por problemas não é igual a ser derrotado. Sucumbir ao desânimo e falta de fé, isso é ser derrotado. Fomos chamados para vencer O mundo e quando alcançamos o fim de nossa vida, com a fé em Jesus Cristo, daí sim: vencemos O mundo. Talvez, aos olhos do mundo, sejamos derrotados. Como o próprio Jesus pareceu derrotado no alto da cruz. Mas sabemos que aquela foi a maior vitória de todos os tempos. Vitória que não nos abriu o mar. Mas abriu as portas do céu para todo o que crer.
Jarbas Hoffimanné formado em Teologia
e pastor da Igreja Evangélica Luterana do Brasil,
em Nova Venécia.
www.facebook.com/pastorjarbas

Força e poder

Tu és grande e poderoso, glorioso, esplêndido e majestoso. Tudo o que existe no céu e na terra pertence a ti; tu és o Rei, o supremo governador de tudo.
1 Crônicas 29:11 NTLH (http://bible.com/211/1ch.29.11.NTLH)

É muito bom, a cada manhã, reconhecer que o Senhor todo poderoso cuida de tudo.
Continue confiando. O Senhor governa tudo e está.sempre disposto a perdoar e ajudar.

quarta-feira, 11 de novembro de 2015

Não vi, mas cri.

"Vocês o amam, mesmo sem o terem visto, e creem nele, mesmo que não o estejam vendo agora. Assim vocês se alegram com uma alegria tão grande e gloriosa, que as palavras não podem descrever. Vocês têm essa alegria porque estão recebendo a sua salvação que é o resultado da fé que possuem." (1Pedro 1.8-9)

Não é preciso "ver para crer". Se você vê, já não precisa mais crer. Assim como se você recebe algo que tinha esperança, já não precisa mais da esperança, pois já recebeu.
Mas àquele que ama a Cristo, mesmo sem o ter visto fisicamente, está reservada a alegria de saber que sua esperança está firmada para a vida eterna.
Tem gente que só tem esperanças para esta vida. Tem gente sem esperança. Nós, porém, esperamos em Cristo. E um dia não precisaremos esperar mais, pois veremos o Cristo descendo do céu, com seus anjos, para vir salvar os que "o amam, mesmo sem o terem visto".

Pedalar, correr, ou ir de carro?

Vivemos numa época em que as pessoas estão gastando pequenas fortunas para comprar uma “bike”. Sobre o preço, a política de impostos tem muita culpa. Há 44,5% de impostos, que elevam o preço da bicicleta em 80,3% (segundo dados de “oglobo.com”). Ou seja, se uma “bike” sai da fábrica a R$ 1.000,00, pode chegar às suas mãos por R$ 1.803,00, fora o frete.
Apesar disso, expressões como “vou fazer um pedal” têm se tornado comum. Eventos que juntam ciclistas, como aconteceu em alguns anos, por ocasião da celebração de “Nossa Senhora Aparecida” estão juntando centenas de ciclistas “profissionais” e amadores, adultos e crianças, jovens e idosos... Há todo um incentivo para que se faça exercícios. Aí também tem gente que prefere a caminhada, ou a corrida.
No meio disso, aparece também a discussão da mobilidade urbana. Dizem que é melhor abandonar o carro e ir de bicicleta ou à pé. As montadoras de veículo já começam a se preocupar, porque os jovens já não sonham com sua moto ou carro. Estão preferindo “ir de bike”. E olha que nem temos estrutura para as bicicletas circularem. Não há bicicletários em prédios públicos. Não há lugar para você deixar sua bicicleta em segurança, enquanto faz suas tarefas. Ciclovias ou ciclo faixas, então, são sonhos distantes. Pior ainda, Nova Venécia tem pelo menos dois bairros onde o acesso seguro só pode ser feito de carro, moto, ônibus. Não se pode ir à pé ou de bicicleta, sem correr algum risco. Falo do bairro Bela Vista e o São Cristóvão e todos os novos bairros nessa região. Há outros, mas me parece que estes estão em maior risco.
Você já percebeu que para esses bairros não há acesso à pé ou de bicicleta que não passe pelo meio da rua? Ou por beiras de estrada espinhosas, acidentadas e arriscadas? E alunos que estudam no São Cristóvão se arriscam entre carros e poeira para ir de casa para a escola e voltar.
Acredito que devamos ter mais acesso para bicicleta. É “o futuro”. Entretanto, querer uma ciclovia no centro, quando os trabalhadores ainda não conseguem nem chegar em casa em segurança, parece um contrassenso. Mas se queremos melhorar não precisamos esperar pelo poder público. Será que nós mesmos não podemos fazer algo? Há tantos ciclistas. Quem sabe juntam pessoas que saibam como fazer, fazem um projeto, apresentam para a prefeitura e, sendo liberado, partem para a execução, com apoio da própria sociedade. Aí, além da boa saúde, ainda ajudaríamos mais nossa população. Não precisa ser “autoridade” para trabalhar para o povo. É uma ideia.
Caminhos adequados são muito importantes.
Pode parecer meio bobo, mas as estradas tiveram que ser inventadas. Uma das causas da grande e rápida propagação do evangelho de Jesus Cristo, foi que quando todo aquele evento aconteceu, os romanos tinham acabado de inventar as estradas pavimentadas, que ligavam Roma ao resto do mundo. Daí o ditado: “todos os caminhos levam à Roma”. Ter estradas adequadas é importante e conhecer a estrada, também é importante.
Jesus é chamado de “o” caminho. Ele mesmo contou a história de que em um caminho perigoso, um bom samaritano ajudou um homem que foi assaltado e espancado. O caminho que seguimos é também o lugar de fazer o bem. A todos. Isso é seguir Jesus: ajudar o próximo a ter melhores caminhos e não ser uma “pedra de tropeço”.
  

Jarbas Hoffimann

é formado em Teologia
e pastor da Igreja Evangélica Luterana do Brasil,
em Nova Venécia.
www.facebook.com/pastorjarbas

terça-feira, 10 de novembro de 2015

Pessoas livres

"Pois Deus quer que vocês façam o bem para que os ignorantes e tolos não tenham nada que dizer contra vocês. Vivam como pessoas livres. Não usem a liberdade para encobrir o mal, mas vivam como escravos de Deus." (1 Pedro 2:15-16 NTLH - http://bible.com/211/1pe.2.15-16.NTLH)

Viva como alguém livre. Está frase é intrigante. Alguns acham que ser livre é fazer tudo que quiser. Mas assim, acabam prisioneiros de seus desejos mais animalescos. De bebidas... De drogas... De mídias sociais.
Ser livre não é não ter ninguém a quem prestar contas. Ser livre é escolher respeitar tanto a outra pessoa, a ponto de dar atenção aos seus conselhos.
Algo assim acontece no casamento. Onde homem e mulher são livres, e nessa liberdade, escolhem submeter sua vontade um ao outro. Por amor. Por respeito. Por honra.
Ser livre é escolher servir. Por amor. Para o bem. 😉

sábado, 7 de novembro de 2015

Morreu. Mas vai ressuscitar.

Há muitos seriados que tratam do tema da morte. Um deles, mais recente é “Resurrection” . Pra quem nunca assistiu, as pessoas (mortas há muito tempo) começam a reaparecer, até com a mesma roupa que morreram. Na verdade, não são ressurreições como imaginamos, mas elas reaparecem.
Antes já havia outras séries que tratavam do tema da morte, como “Lost”, que, quando se chegou ao final (aviso de “spoiler”), descobriu-se que todos estavam mortos desde a queda do avião e que, segundo a filosofia da série, enquanto todos não aceitassem a morte, ninguém poderia seguir à diante. E o Jack é o último que aceita a morte.
Fora isso, que sucesso fazem os CSI! São mais de 15 anos de cadáveres e assassinos em série recheando a tela de todos os canais. A morte é um assunto que dá ibope. Jornais falam de mortes e acidentes, pessoas falam de mortes e acidentes. Há pessoas que, ao saberem de um acidente, saem do conforto da sua casa, para ir ver os corpos dilacerados. Outros, sem bom-senso, postam em redes sociais, ignorando o respeito á família enlutada e à pessoa falecida. Aliás, isso é crime. É vilipêndio (previsto no artigo 212 do Código Penal Brasileiro, lei nº 2.848 de 07 de Dezembro de 1940). Claro que é preciso de uma interpretação específica, mas corre-se o risco de ir preso ou ser multado.
E se alguém ressuscitasse agora? Bem! Certamente haveriam problemas jurídicos, uma vez que os bens já seriam de posse dos herdeiros, por exemplo. Seria preciso “provar” que está vivo para, na justiça, reaver os direitos.
Mas por que se teme tanto à morte. Tem gente que nem fala da morte, porque diz que “atrai”. Olha, o que atrai a morte é se colocar em situação de risco... Afinal, “para morrer, basta estar vivo”.
Para os cristãos, a morte também é uma realidade. Mas lidamos com ela de uma forma diferente: “Onde está, ó morte, a sua vitória? Onde está, ó morte, o seu poder de ferir?” (1º Coríntios 15.55).
É claro que sentimos dor. Sofremos. Choramos. Mas não choramos porque aquela pessoa desapareceu para sempre. Choramos porque se chora em despedidas. Ainda mais quando vai demorar um pouco para nos vermos novamente. Mas choramos na certeza do reencontro. Afinal, todo aquele que morre crendo em Jesus Cristo, cremos, parte para a vida eterna. E se nós estivermos na mesma fé, um dia nos reencontraremos.
Finados passou. E é um dia que muitos vão honrar seus mortos. Isso é bom. É bom reconhecer aquelas pessoas que nos ajudaram a chegar até aqui. Mas é preciso reconhecer que, como disse Fernando Pessoa: “o homem é um cadáver adiado”. E uma hora dessas, todos vamos.

Lembro também de uma cerimônia fúnebre que assisti. Um padre a ministrou e, ali, junto ao caixão, ele disse: “agora é hora de deixar todas as mágoas. Se você ainda tem algo a pedir desculpas ao falecido, peça a Deus e receba dele o perdão. Não guarde mágoas, guarde boas lembranças.” E, assim, até finados é uma data boa: de uma saudade que aperta o peito, mas conforta na certeza de que aquele túmulo ficará vazio novamente.

Jarbas Hoffimann
  
é formado em Teologia
 e pastor da Igreja Evangélica Luterana do Brasil,
 em Nova Venécia.
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Estatisticamente falando...

Estatística está presente em tudo atualmente. Política, implantação de planos, esportes... Embora faça parte das “exatas” não parece muito “exato” você apontar para estatísticas prováveis.
A estatística, depende, na sua maior parte, não só da coleta adequada e honesta dos dados, com um método correto para interpretação dos dados coletados.
Quanto à coleta dos dados, vai influenciar até o horário em que você fizer a pesquisa. Um exemplo para entender: se você for ao mercado com fome, certamente comprará muito mais por impulso. Por isso, especialistas em economia do lar, indicam que você deve ir descansado e bem alimentado ao mercado. Assim terá mais paciência de ver o melhor preço e sua tendência para comprar supérfluos é menor.
Assim, se você quer saber sobre a real implicação da pobreza, não pode pesquisar somente entre os bairros ricos. Ali, certamente eles terão uma noção mais “filosófica” da pobreza. Nos bairros pobres, nos locais de trabalhadores braçais, você terá uma noção “prática” dessa realidade. Então é preciso que se tenha honestidade e imparcialidade na interpretação dos dados. Para clarear esta ideia: certa vez conversei com um amigo padre, que tinha uma missão em uma favela em São Paulo. Lá a paróquia tinha construído uma sede, tinha casa, templo, etc. Mas não conseguiam que o povo se integrasse à igreja. O padre resolveu fazer uma pesquisa:
— Por que vocês não vêm à Igreja, nós estamos aqui com vocês. Somos parte da comunidade. (Perguntava o padre)
— Vocês não são daqui, padre (respondeu um morador da favela).
— Como não, estamos aqui todos os dias, trabalhamos e comemos juntos.
— É! Mas se começar uma guerra entre os traficantes, vocês têm pra onde fugir, mas nós vamos ficar aqui.
Foi aí que o padre entendeu que, mesmo morando ali, ele não era dali. Ele sempre tinha outros lugares para onde “fugir”. Naquele momento ele entendeu que estavam interpretando equivocadamente os dados apresentados.
A Bíblia é cheia de estatísticas. Jesus nasceu quando se fazia um censo, que nada mais é do que a contagem de pessoas para decisões posteriores. O livro de Números traz uma contagem do povo de Israel: “Você e Arão devem fazer a contagem do povo de Israel por grupos de famílias e por famílias. Façam a lista de todos os homens de vinte anos para cima, isto é, todos os que já têm idade para o serviço militar.” (Números 1.2-3). Fora essa, ainda tem a estatística dos filhos de Jacó que entraram no Egito (Gênesis 46.27, Êxodo 1.5) e dos que saíram (Êxodo 12.37); a estatística de quantos comeram pães e peixes (Mateus 14.21); a pregação de Pedro e o número de convertidos (Atos 2.41)...
Estatisticamente falando, muita gente vai ouvir a pregação do puro evangelho, de que Jesus Cristo salva, mas vai preferir ignorar. Vai preferir “viver do seu jeito”, vai dizer que “não precisa de uma igreja”... Estatisticamente falando, há muita gente que se diz cristão e nem vai à sua Igreja. Estatisticamente falando, muitos vão viver a vida dentro da Igreja, sem nunca ter feito parte dela.
Então lembre-se da estatística que mais interessa: Jesus cumpriu 100% de sua promessa de salvação. Jesus quer 100% das pessoas na vida eterna. Jesus ama você 100%. E lembrem: até números estatísticos humanos podem falhar, mas a Palavra de Deus não falha. Estatisticamente falando ela acerta 100%.
  

Jarbas Hoffimanné formado em Teologia
 e pastor da Igreja Evangélica Luterana do Brasil,
 em Nova Venécia.
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Seca. Será castigo?

Nova Venécia “começou” assim, segundo informação oficial do IBGE: “O território do atual Município de Nova Venécia foi habitado pelos índios Aimorés, que, fugindo dos combates com as forças portuguesas, nas proximidades da foz do rio Cricaré, procuraram refúgio nas serras situadas nas cabeceiras daquele rio. A primeira penetração no território efetuou-se em 1870, pelo Major Antônio Rodrigues da Cunha, Barão de Aimorés, quando, em Cachoeira do Cravo, no rio Cricaré, foi tentado a explorar uma serra que dali se avistava. ... Tangidos pela seca de 1880, vários grupos cearenses reuniram-se aos primeiros colonizadores e, em 1890, chegaram os imigrantes italianos para o vale do rio São Mateus. Em 1893, serra dos Aimorés foi elevada à sede de distrito do município de São Mateus. No ano seguinte, a sede do distrito foi transferida para a Vila Aimoreslândia, que, mais tarde, passou a ser conhecida por Nova Venécia... Elevado à categoria de município com a denominação de Nova Venécia, pela lei estadual nº 767, de 11/12/1953, desmembrado de São Mateus. ... Constituído de 4 distritos: Nova Venécia, Córrego Grande, Guararema e Rio Preto. Instalado em 26/01/1954...”
Neste breve registro consta que uma das causas de Nova Venécia existir é a seca. Não aqui, mas no nordeste, trazendo aqueles cidadãos para fazerem parte de nossa plural história. Pois é, Nova Venécia é um pouco cearense, mas a gente nem se dá conta disso... Enfim, isso fique para os historiadores.
A Seca: no último dia 15 de outubro, o município decretou situação de emergência por causa da estiagem. Na crise, as pessoas costumam procurar culpados.
É preciso economizar. Deus nos ordenou cuidar de sua criação. Mas nesse momento, muitos também começam a se perguntar, o que fizemos para Deus mandar esse castigo? Outros dizem que é a natureza “se vingando”, como se a natureza fosse um ente com pensamentos e decisões próprias, assim como aquelas árvores da Trilogia “O Senhor dos Anéis”...
Está escrito em 1º Reis capítulo 17, versículo 1: “Um profeta chamado Elias, de Tisbé, na região de Gileade, disse ao rei Acabe: Em nome do Senhor, o Deus vivo de Israel, de quem sou servo, digo ao senhor que não vai cair orvalho nem chuva durante os próximos anos, até que eu diga para cair orvalho e chuva de novo.” Aqui, claramente, a seca é uma ordem de Deus. E não choveu. Deus queria ensinar uma lição àquele povo rebelde. Como não temos atualmente (desde Jesus Cristo não vieram mais) profetas que falam diretamente da parte de Deus, podemos cogitar, a partir do que entendemos da Palavra.
Deus nem sempre quer simplesmente castigar, muitas vezes quer ensinar: a confiar nele, mesmo em momentos de crise hídrica. Que pode vir pela seca, ou pelo excesso de chuvas nas vésperas do Natal, como ocorrido em 2013. A natureza não se vinga, mas colhemos os frutos de nossa irresponsabilidade. Então é preciso cuidar sempre mais.
Quem sabe esta seca nos sirva pelo menos para olharmos com mais cuidado para um bem que é necessário a todos: a água. Usemos com cuidado, repartamos com amor e nos humilhemos debaixo daquele que pode fazer brotar água da rocha no meio do deserto.
Deus sempre faz a parte dele e logo vai chover novamente. Quando chover, continue cuidando da natureza.


Jarbas Hoffimann
  
é formado em Teologia
e pastor da Igreja Evangélica Luterana do Brasil,
em Nova Venécia. (www.
facebook.com/pastorjarbas)

Você é rico? E a sua salvação?

“Falta mais uma coisa para você fazer. Venda tudo o que você tem, e dê o dinheiro aos pobres, e assim você terá riquezas no céu. Depois venha e me siga. Quando o homem ouviu isso, ficou muito triste, pois era riquíssimo.” (Lucas 17.22-23)
O texto bíblico acima é de Lucas 17 e conta do encontro que Jesus teve com um jovem líder judeu, que era rico. Não é um texto sobre a administração. Jesus não está ensinando o comunismo (afinal: “meu reino não é deste mundo”).
Alguns entendem que este texto indicaria que Jesus tem “preferência” pelos pobres. Há teologias inteiras construídas sobre esse argumento da “preferência” de Jesus pelos pobres. Lembra-se: “É mais difícil um rico entrar no Reino de Deus do que um camelo passar pelo fundo de uma agulha.”  (Lucas 17.25). Então se criaram hipóteses do que Jesus estaria querendo dizer com isso...
Por exemplo: Há a afirmação de que este “buraco da agulha” seria uma pequena porta em Jerusalém que, um camelo, ajoelhado (então com muito esforço) passaria. Mas não é esta a interpretação deste texto, se você acha que é isso, te ensinaram equivocadamente.
A explicação é bem mais simples: Jesus está usando uma hipérbole (lembram do português na escola?) para dizer que para um rico é impossível (não só difícil) entrar no reino do céu. Mas não para qualquer rico...
Se fosse qualquer rico, teríamos que aceitar que o rei Davi não foi salvo e até parar de ler seus Salmos... Abraão era tão rico, que não havia pasto suficiente para todo seu rebanho e de seu sobrinho Ló e, por isso, precisaram se separar. Houve mulheres ricas que ajudaram no ministério do apóstolo Paulo. Há muitos outros exemplos de ricos fiéis a Cristo.
O texto lembra é que nenhum rico entrará, por suas forças (ou pela força de suas riquezas) no céu. Mas o pobre também não. Lembre-se: “o amor ao dinheiro é uma fonte de todos os tipos de males”. (1º Timóteo 6.10). Não é o dinheiro e sim “o amor ao dinheiro” que é mau. Os recursos financeiros são bons, pois com eles podemos ajudar o próximo. Podemos fazer o bem, por exemplo, investindo na Apae, ou a AASERDEQ que vai ajudar dependentes químicos de nossa cidade.
Mas quem preza suas riquezas, mais do que a Jesus, está perdendo a salvação. Esse não vai entrar no reino do céu, seja rico ou seja pobre. Tentar conquistar a salvação pelas próprias forças afasta de Jesus. Pois a salvação é “por graça” (Efésios 2.5)
E, por fim, quem disse que Jesus “prefere” alguém? De onde surgiu isto? Jesus não “prefere” alguém. Quem acha que Deus tem preferência, desconhece textos como este: “Mas agora Deus já mostrou que o meio pelo qual ele aceita as pessoas não tem nada a ver com lei. A Lei de Moisés e os Profetas dão testemunho do seguinte: Deus aceita as pessoas por meio da fé que elas têm em Jesus Cristo. É assim que ele trata todos os que creem, pois não existe nenhuma diferença entre as pessoas.” (Romanos 3.21-22).
Jesus prefere você. Seja rico ou pobre. Lembre-se que é pela força do sacrifício de Jesus que se é salvo e não pelo poder das riquezas. Use o que você tem com sabedoria.

Jarbas Hoffimann
é formado em Teologia
e pastor da Igreja Evangélica Luterana do Brasil,
em Nova Venécia.
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