sexta-feira, 27 de novembro de 2015

Coroa de Advento

Tomo a liberdade de publicar um texto do pastor Horst Kuchenbecker sobre o Advento. Muito importante, especialmente no caso deste tempo em que vivemos (não o Advento), mas a nossa atualidade, quando a Igreja (ou melhor, as igrejas) perdeu o sentido de liturgia, ano litúrgico, e mesmo culto. Outro dia, vi um vídeo do Youtuber Franklin Medrado, no qual ele lembrava que "antigamente" o culto tinha início, meio e fim... E hoje vai "na liberdade do Espírito" (aqui palavras minhas)... O problema é que esta liberdade do Espírito normalmente não tem nada a ver com o Espírito Santo, pois o Espírito Santo de Deus sempre traz as coisas com ordem e decência e o que vemos são cultos onde não se sabe o que vem depois e nem por que vem...
Então, viva o Advento, nesta ordem que existe, sabendo que, mesmo nesta ordem, o Advento do Menino Jesus já passou e hoje vivemos o segundo Advento (que dura, na verdade, o tempo em que este mundo durar, mas o lembramos mais neste período de cada ano)...

Eis o texto do pastor Horst:


Advento é tempo de júbilo e de alegria para a cristandade. A razão do júbilo é Cristo. Pois Advento significa vinda, chegada. Os quatro domingos de Advento lembram os quatro mil anos, nos quais o povo de Deus esperou pelo nascimento do Salvador Jesus. A primeira promessa da vinda de um salvador foi dada por Deus a Adão e Eva, logo após a queda destes em pecado (Gn 3.15). A promessa foi repetida muitas vezes aos patriarcas e profetas (Hb 1.1-3). Desde Adão e Eva, muitos fiéis esperaram ansiosamente pelo cumprimento desta promessa de Deus, até que finalmente, “o tempo se cumpriu” (Gl 4.4), e o Salvador Jesus nasceu em Belém da Judéia (Lc 2.4-7).
Hoje, olhamos para trás e observamos como o povo de Deus do passado aguardava a vinda de Jesus. Eles meditavam nas misteriosas profecias, buscando nelas consolo, orientação e forças para a caminhada esperançosa. Deles queremos aprender a confiar na Palavra de Deus, a lutar e esperar, pois também nós vivemos em tempo de espera. Esperamos a segunda vinda de Cristo. Em breve Jesus voltará, não mais humilde, mas em grande glória e poder, com todos os santos anjos, para julgar vivos e mortos (At l1.11;17.31). Então criará novo céu e nova terra (Ap 21.1), para habitar com os fiéis eternamente.
No tempo de advento, muitas igrejas estão enfeitadas com a coroa de advento. Este símbolo ainda não tem muita história na Igreja cristã. Ele se firmou como símbolo de Advento na Europa, após a primeira guerra mundial. Mas, sua simbologia é muito significativa. Vejamos.
    
A COROA
A coroa simboliza vitória e poder. Coroas são usadas para festejar vitórias. Soldados e atletas vencedores são homenageados com coroas. Os cristãos passaram a usar coroas também em seus atos fúnebres, para declarar: Nossos irmãos falecidos são vencedores, pela graça de Cristo. As coroas expressam a esperança e certeza da ressurreição.
A coroa de Advento quer anunciar a vitória de Cristo sobre: pecado, morte e Satanás. Seus ramos verdes falam da nova esperança, da vida e da alegria que aguarda os fiéis na eternidade, pois cremos na “remissão dos pecados, ressurreição da carne e na vida eterna.”
A fita vermelha simboliza o sangue de Cristo que nos purifica de todos os pecados (1 Jo 1.7). Esta fita envolve a coroa, assim o sangue de Cristo envolve toda a vida cristã e dá certeza do perdão, concede paz e firma na esperança da vida eterna.
A coroa de advento tem o formato de um anel, que lembra a aliança de amor. Uma aliança que envolve os que nela participam. A coroa de Advento fala do amor de Deus em Cristo, da nova aliança de amor com aqueles que nele crêem. Este amor penetra os corações e concede vida nova. Pela fé em Cristo, somos novas criaturas. Isto se revela no dia a dia e perpassa a vida familiar, profissional, social, nossas alegrias e tristezas, a tal ponto que também a coroa de espinhos, que Jesus carregou e pela qual santificou nossos sofrimentos. Sabemos “que todas as coisas cooperam para o bem daqueles que temem e amam a Deus” (Rm 8.28).

AS VELAS
A coroa de Advento é enfeitada com quatro velas vermelhas e algumas colocam uma vela branca no centro da coroa. As quatro velas lembram os quatro mil anos em que o povo de Deus esperou pelo nascimento do Salvador Jesus. Cada vela quer simbolizar e anunciar um conteúdo bem específico. Jesus a luz do mundo: que veio para libertar, trazer a paz e voltará para julgar vivos e mortos. Ele enche nossa alma de alegria, paz e esperança.

1ª VELA – Jesus, a luz do mundo
A primeira vela, acesa no primeiro domingo de Advento, anuncia que Jesus é o verdadeiro Filho de Deus, a luz do mundo, nosso Salvador, conforme a promessa dada a Adão e Eva: “Porei inimizade entre ti e a mulher, entre a tua descendência e o seu descendente. Este te ferirá a cabeça e tu lhe ferirás o calcanhar” (Gn 3.15). O que dizem estas palavras? Adão e Eva pecaram. O pecado os separou de Deus e os tornou réus da eterna condenação. Agora, corrompidos pelo pecado, eram espiritualmente mortos e escravos de Satanás. Tudo estava perdido. Não podiam libertar-se. Trêmulos estavam diante de Deus. Eles esperavam a sentença condenatória. Mas quando Deus começou a falar, que surpresa. Deus se colocou ao lado deles e disse: Vou salvar vocês. A guerra que vocês perderam eu vou retomar e lutar em vosso lugar. Vou salvar-vos pelo descendente da mulher que é Jesus, meu próprio e unigênito Filho. Jesus esmagará a cabeça da serpente, que é Satanás, e trará à humanidade plena e completa salvação. E todo aquele que confiar nesta promessa, nesta salvação que Deus prometeu, será salvo. Que maravilha. Ao longo da história, Deus foi explicando esta salvação e iluminando esta tão preciosa promessa com detalhes. Confira algumas das promessas: Gn 9.13,27; Gn 12.1-3; Gn 49.10; Dt 18.15; 2 Sm 7.11-16; Is 4.2-4; Mq 4.1-4; Jr 30.21,22; Zc 9.9; Jr 23.5,6; Ez 34.23,24; Jr 28.16; Zc 6.l2,13).
Finalmente, “vindo a plenitude do tempo (Gl 4.4), o Verbo se fez carne, e habitou entre nós, cheio de graça e de verdade, e vimos sua glória, glória como do unigênito de Pai” (Jo 1.14). Jesus veio em profunda pobreza e humildade. A grande maioria, infelizmente, não o reconheceu. Não o reconheceram, porque não deram atenção às profecias. Sonhavam com um libertador dos sofrimentos terrenos. Após três anos de ministério, tendo ressuscitado de Lázaro, o povo de Jerusalém recebeu a Jesus cantando: “Hosana ao Filho de Davi! Bendito o que vem em nome do Senhor! Hosana nas maiores alturas!” (Mt 21.9), mas isto foi só um momento de entusiasmo. Pouco depois, vendo-se frustrados em suas esperanças materiais, eles levantaram seus punhos contra Jesus e gritaram: “Crucifica-o, crucifica-o! Não queremos que este reine sobre nós!” (Mc 15.13; Lc 19.14). O evangelista João, escreve no seu evangelho: “Veio para o que era seu, mas os seus não o receberam” (Jo 1.11). Hoje, não somos melhores do que o povo no tempo de Jesus. Mesmo tendo diante de nós as profecias cumpridas, questionamos a Palavra de Deus e duvidamos do amor de Deus para com a humanidade. Quantas vezes  nos afastamos dos caminhos de Deus e não queremos que Jesus governe sobre nós? Precisamos reconhecer nossa incredulidade e nos arrepender. Suplicar a Jesus por perdão, apegar-nos e confiar em sua promessa de perdão. E então, como filhos de Deus pela fé na graça, renunciar ao diabo e ser fiel a Cristo na fé, nas palavras e nas obras até ao fim.  
Que consolo! Jesus veio salvar a humanidade e livrá-la do pecado, da morte e do poder de Satanás. E todos os que confiam em sua palavra têm o que as palavras lhe oferecem, dão e selam: perdão dos pecados, vida e eterna salvação. O que crê, recebe a adoção de filho de Deus e herdeiro da vida eterna. Ao acendermos a vela diante do altar e ou ao contemplarmos a vela acesa, queremos renunciar ao diabo, entregar-nos a Deus e pedir que ele nos firme nesta fé, para lhe sermos fiéis até ao fim.  

2ª VELA – Jesus, o Libertador
A segunda vela, acesa no segundo domingo de Advento, lembra a grande libertação que Jesus trouxe. Jesus veio para libertar. Ele disse aos judeus: “Se vós permanecerdes na minha palavra, sois verdadeiramente meus discípulos; e conhecereis a verdade e a verdade vos libertará” (Jo 8.32). Os judeus responderam a Jesus, como muitos hoje: “Jamais fomos escravos de alguém”, e não se aperceberam de quanto eram escravos do pecado, da morte e de Satanás; incapazes de libertarem-se por próprias forças, e de que precisavam de um salvador.
Se, pois, o Filho vos libertar, verdadeiramente sereis livres” (Jo 8.36), disse Jesus. Esta libertação é a libertação de nossos verdadeiros inimigos. O inimigo número um está dentro de nós, e é o pecado original, nossa natureza egoísta e corrompida pelo pecado, inclinada para todo o mal e sujeita à condenação (Ef 2.3). Cristo nos libertou da dívida, do castigo e do domínio do pecado. O inimigo número dois é a morte. A morte não é algo natural, mas um intromissor. Deus disse: “O salário do pecado é a morte” (Rm 6.23.) Jesus venceu a morte. Ele disse: “Eu sou ressurreição e a vida. Quem crer em mim, ainda que morra, viverá” (Jo 11.25). Cristo nos libertou do poder da morte. Não preciso mais temer a morte corporal, porque a morte eterna não tem mais poder sobre nós. O terceiro inimigo é Satanás. “Cristo veio para destruir as obras do maligno” (1 Jo 3.8). Jesus venceu o diabo e nos trouxe perfeita libertação. Cristo nos libertou do poder de Satanás. Ele não pode mais nos acusar diante do trono de Deus e nos podemos resistir-lhe vitoriosamente. Esta vitória de Cristo, esta libertação nos é oferecida pela Palavra de Deus e pelos sacramentos, batismo e santa ceia. Por estes meios o Espírito Santo abre nossos olhos para a realidade e nos conduz ao arrependimento. Por estes meios ele nos leva ao reconhecimento de que Jesus é o verdadeiro filho de Deus, nosso irmão na carne que nos salvou e nos leva a confiar na graça de Cristo. Por esta fé, a salvação de Cristo se torna nossa. Fomos libertados e feitos filhos de Deus, membros do seu reino e herdeiros do céu. Não queremos permitir que alguém nos roube esta salvação. Podem nos colocar em cadeias, ou martirizar, “podem matar o corpo, mas não podem matar a alma” (Mt 10.28). “Se, pois, o Filho vos libertar, verdadeiramente sereis livres” (Jo 8.36). Que maravilhosa libertação. “Grato sou por tanto amor, meus bendito Redentor.”

3ª VELA – Jesus, o Príncipe da Paz
A terceira vela, acesa no terceiro domingo de Advento, lembra que Jesus veio como príncipe da paz. - O culto está por começar. As pessoas estão chegando. Aproximo-me do altar para acender a terceira vela. Lembro o Príncipe da Paz. Viro-me e olho para a congregação. Vejo pessoas entrando. Penso nelas. Diversas recordações me vêm à mente. Quanta indisposição, ressentimentos, antipatias ainda existem mesmo numa congregação cristã. E, nem preciso pensar neles. Olho para o meu próprio coração. Lá dentro não é diferente. Quanta luta. Como é difícil conservar a paz na família, nas reuniões, na congregação e com os vizinhos. Quantas guerras estão em andamento nas cidades, nos países e no mundo? Estamos num mundo mergulhado em trevas, egoísmos e ódios. Enquanto o mundo enaltece o ser humano, suas qualidades seu amor, sua busca e seus esforços pela paz, o apóstolo Paulo exclama, à luz da palavra de Deus e em profundo arrependimento: “Porque eu sei que em mim isto é, na minha carne não habita bem nenhum ... Desventurado homem que sou! quem me livrará do corpo desta morte? Graças a Deus, por Jesus Cristo” (Rm 7.19, 24-25). Sim, graças a Deus por Jesus Cristo, o Príncipe da Paz (Is 9.6). Ele nos reconciliou com Deus (2 Co 5.19). Nele temos perdão dos pecados, e pelo perdão, paz com Deus. Jesus disse: “Deixo-vos a paz, a minha paz vos dou; não vo-la dou como a dá o mundo. Não se turbe o vosso coração, nem se atemorize” (Jo 14.27). Por esta paz temos a vida e eterna salvação (Jo 3.16). O perdão de Jesus nos move a amarmos o nosso próximo e até os nossos inimigos e esforçar-nos pela paz (Lc 6.27; 2 Jo 5).

4ª VELA – Jesus, o Rei dos reis
A quarta vela, acesa no quarto domingo de Natal, anuncia a grande alegria natalina, de que Jesus é Rei dos reis. Feliz quem tiver parte, pela fé, no reino eterno de Jesus.
Na primeira vinda, Jesus veio humilde. “Eis aí te vem o teu Rei humilde” (Mt 21.5). Ele se humilhou profundamente. Sendo verdadeiro Filho de Deus, “não julgou como usurpação o ser igual a Deus: antes a si mesmo se esvaziou, assumindo a forma de servo, tornando-se em semelhança de homem; e, reconhecido em figura humana, a si mesmo se humilhou, tornando-se obediente até à morte, e morte de cruz” (Fp 2.7,8). Assim trouxe maravilhosa salvação que nos enche de alegria e júbilo, como os anjos o anunciaram no dia de Natal: “Eis que vos trago boa nova de grande alegria, que o será para todo o povo: é que hoje vos nasceu na cidade de Davi, o Salvador, que é Cristo o Senhor” (Lc 2.10,11). Então os anjos cantaram e nos ainda hoje cantamos cheios de alegria com eles: “Glórias a Deus nas maiores alturas, e paz na terra aos homens, a quem ele quer bem” (Lc 2.14).
Em breve Jesus voltará. Não mais em humilhação, mas em grande glória e majestade, com todos os seus santos anjos, (Jo 14.18) para julgar vivos e mortos. E não como muitos imaginam e ensinam, para levantar aqui na terra um reino glorioso de mil anos. Jesus disse: “Quando virdes estas cousas a suceder, exultai e erguei as vossas cabeças; porque a vossa redenção se aproxima” (Lc 21.15-18). Aguardamos com grande alegria a segunda vinda de Cristo em glória. Então passaremos do crer para o ver. O apóstolo João escreveu: “Amados, agora somos filhos de Deus, e ainda não se manifestou o que havemos de ser. Sabemos que, quando ele se manifestar, seremos semelhantes a ele, porque havemos de vê-lo como ele é” (1 Jo 3.2).

A VELA BRANCA – NATAL
Após o quarto domingo de Advento, vem o dia 25 de dezembro, Natal. A vela branca é acesa. Ela simboliza o nascimento de Jesus. Veio o príncipe da Paz. O profeta Isaías profetizou a respeito do Natal: “Porque um menino nos nasceu, um filho se nos deu; o governo está sobre os seus ombros; e o seu nome será: Maravilhoso, Conselheiro, Deus Forte, Pai da Eternidade, Príncipe da paz; para que aumente o seu governo e venha paz sem fim sobre o trono de Davi; e venha paz sem fim sobre a casa de Davi e sobre o seu reino, para o estabelecer e o firmar mediante o juízo e a justiça desde agora e para sempre. O zelo do Senhor dos Exércitos fará isto” (Is 9.6,7). O mesmo profeta ainda escreveu: “Eis que a virgem conceberá e dará à luz um filho, e lhe chamará Emanuel” (Is 7.l4). Por isso os anjos anunciaram aos pastores nos campos de Belém: “Não temais: eis aqui vos trago boa nova de grande alegria, que o será para todo o povo: é que hoje vos nasceu na cidade de Davi, o Salvador, que é Cristo o Senhor. E isto vos servirá de sinal: encontrareis uma criança envolta em faixas e deitada em manjedoura. E subitamente apareceu com o anjo uma multidão da milícia celestial louvando a Deus e dizendo: Glória a Deus nas maiores alturas, e paz na terra aos homens, a quem ele quer bem” (Lc 2.10-14). No dia do Natal se manifestou a benignidade do Senhor e o seu amor para com todos os homens (Tt 3.4). Que amor. Jesus, o filho de Deus, gerado do Pai desde a eternidade e também verdadeiro homem nascido da virgem Maria, veio ao mundo. Ele veio de uma maneira bem estranha. Podemos dizer: ao contrário do que se poderia imaginar e esperar. Quem jamais procuraria o Salvador Jesus numa pobre estrebaria. Quem poderia imaginar que ele salvaria a humanidade por sua profunda paixão e morte de cruz? Mas foi assim que ele veio e salvou a humanidade do pecado, da morte e do poder de Satanás. Por isso o próprio Jesus disse a Nicodemos: “Porque Deus amou ao mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo o que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna. Porquanto Deus enviou o seu Filho ao mundo, não para que julgasse o mundo, mas para que o mundo fosse salvo por ele. Quem nele crê não é julgado; o que não crê já está julgado, porquanto não crê no nome do unigênito Filho de Deus. O julgamento é este: Que a luz veio ao mundo, e os homens amaram mais as trevas do que a luz; porque as suas obras eram más” (Jo 3.16-19). Por isso escreve o apóstolo Paulo: “Porque pela graça sois salvos, mediante a fé; e isto não vem de vós, é dom de Deus; não de obras, para que ninguém se glorie. Pois somos feituras dele, criados em Cristo Jesus para boas obras, as quais Deus de antemão preparou para que andássemos nelas” (Ef 2.9-10). Por isso o mesmo apóstolos nos conclama: “Alegrai-vos sempre no Senhor; outra vez digo, alegrai-vos. Seja a vossa moderação conhecida de todos os homens. Perto está o Senhor. Não andeis ansiosos de cousa alguma; em tudo, porém, sejam conhecidas diante de Deus as vossas petições, pela oração e pela súplica, com ações de graças. E a paz de Deus, que excede todo o entendimento, guardará os vossos corações e as vossas mentes em Cristo Jesus(Fp 4.4-7).

CONCLUSÃO
Eis a mensagem da coroa de Advento: Cristo é Rei dos reis. Ele venceu nossos inimigos: pecado, morte e Satanás. E todo o que confia na palavra de Deus tem o que estas palavras lhe oferecem, dão e confirmam, perdão dos pecados, vida e eterna salvação. Em breve Jesus voltará para julgar vivos e mortos e receber os seus fiéis no reino da glória, no novo céu e na nova terra. Que esta mensagem se grave fundo em nossa alma para bênção, para crescimento na fé, bem como para a prática de toda a boa obra, para sermos cheios de frutos da justiça (Fp 1.3-11); e nos firme na esperança da vinda de Cristo para o grande e derradeiro dia, de sua vinda em glória. Por isso a Bíblia termina com a mensagem de Advento: “Certamente venho sem demora. E a igreja toda responde: Amém. Vem, Senhor Jesus” (Ap 22.20).