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Mostrando postagens de Dezembro, 2011

Os maias, o fim e o medo

Só  falta esta agora, o mundo acabar em 2012. Mas, e a Copa em 2014? As Olimpíadas em 2016? A gente brinca, mas o assunto é sério. Esta agitação sobre o calendário dos maias lembra um episódio parecido há dez anos. Naquela época uma profecia de Nostradamus fez muita gente acreditar que o mundo terminaria no dia 11 de agosto de 1999 – no último eclipse do século e do milênio. Lembro-me que a mídia criou um grande sensacionalismo, aproveitando o mito antigo “a mil chegará, de dois mil não passará”. Já se foi uma década, e é só espiar no retrovisor da história para desvendar uma infinidade de profecias que não deram em nada.
Mas o que dizer da promessa bíblica sobre a volta de Cristo e o juízo final? É outro mito de gente fanática que escreveu a Bíblia? Na verdade,  o “novo céu e a nova terra” (Apocalipse 21.1) é uma das doutrinas básicas da fé cristã, professada no “creio em Jesus Cristo que virá para julgar os vivos e os mortos; creio na ressurreição da carne e na vida eterna”. E …

Arrumação no armário

Achei oportuna a dica de uma consultora de organização: “Seu armário anda abarrotado e, apesar disso, você tem sempre a impressão de que não há nada adequado à ocasião para vestir? Com a chegada do Natal e do fim de ano, é uma boa hora de dar uma reciclada em tudo. Doe todas as peças que não usou nenhuma vez em 2009. Junte as roupas que não servem mais, os acessórios que não vale a pena consertar, o que caiu de moda e, principalmente, os itens que comprou por impulso e que não combinam com você”.
O armário de roupas, na verdade, diz muita coisa sobre nós. Ele é nossa cara. Ou melhor, é o nosso coração. E se antigamente eram pequenos, com poucos cabides, e hoje são grandes e com múltiplos compartimentos, isto já diz tudo. Nos entulhamos com coisas e ficamos sem espaço para guardar o que interessa. Por isto, se existe vontade para organizar o roupeiro, desfazer-se daquilo que é supérfluo, e doar para alguém que precisa, interessante a dica de outro consultor: “Livrem-se de tudo isto: d…

Ano Novo que já ficou velho

O que mais virá neste ano que já ficou velho? “Não há nada de novo neste mundo”, já disse o sábio três mil anos atrás. Por isto a conclusão: “Todas as coisas levam a gente ao cansaço” (Eclesiastes 1.8). Sim, já estamos sem fôlego no começo, cansados em ver e ouvir tanta coisa ruim. E mesmo assim não querendo acreditar que “tudo é ilusão” (1.2). Ilusão do paraíso que virou inferno. Olhei as fotos da pousada Sankay em Angra dos Reis antes e depois da tragédia. A vida humana é assim. Se as avalanches não soterram sonhos e projetos em segundos, desfazem-lhes lenta e progressivamente em poucos anos. Qual a diferença quando tudo tem o mesmo destino? É só comparar as nossas fotos atuais com as amareladas, aquelas do tempo quando éramos jovens. Parece que foi ontem, resmungamos. Mas o Senhor Calendário não discute nem manda recados. Terrível mesmo quando surge a Senhora Tragédia. Inesperadamente, sem aviso prévio, no meio da noite sob o assombroso estrondo de um morro que despenca, ou de cim…

Agulhas de Natal

O que a história do Natal e a do menino das agulhas têm em comum? O padrasto! Por isto Deus escolheu a dedo o pai emprestado de Jesus. Imaginem se José fosse um cara ciumento? Ele até pensou em desfazer o noivado, tudo de maneira sigilosa, sem difamação. Mas o anjo logo desfez o mal entendido: Ela não te traiu, “ela está grávida pelo Espírito Santo” (Mateus 1.20). Por pouco a salvação da humanidade teria sido um “fracasso de Copenhague”. E se não fosse outra vez o aviso do anjo, o bolo de Natal teria desandado logo após a visita dos reis magos, desta vez com as agulhas de Herodes. Por isto a importância de um bom padrasto, que “se levantou no meio da noite, pegou a criança e a sua mãe e fugiu para o Egito”. No final da história – final para alguns – nem José nem o Pai verdadeiro “conseguiram” livrar Jesus das agulhadas da cruz. Era o único caminho. Mas este é outro capítulo, ou o mesmo, pois a manjedoura de Belém e a cruz do Calvário são da mesma madeira. Como disse a profecia, “... …

o aniversário sem aniversariante

Jesus veio para o que era seu, e os seus não o receberam (João 1.11).

HAVIA uma propaganda na TV em que apareciam enfeites e árvore de Natal, um monte de papais-noel e até neve, mas o rapaz só percebeu que o Natal chegou quando viu uma loja de certa marca de perfumes. "Nada lembra mais o Natal do que o perfume tal...", dizia a propaganda.

É incrível como hoje até perfume virou símbolo do Natal. E muita gente só vê que o Natal está próximo por causa das "musiquinhas" de "blim-blom" ou "deixei meu sapatinho..." nas lojas, para atrair os clientes.

AGORA, imaginem uma festa de aniversário. Tudo está pronto: a comida, os docinhos, o bolo, a bebida, os enfeites e a música. Os convidados chegam e, na hora de cantar os parabéns e entregar os presentes, descobrem que o aniversariante não está ali! É um aniversário sem aniversariante – situação muito estranha, pois o principal motivo da festa, o ponto central, não está presente.

POIS é exatamente assim que mu…

Bugigangas de Natal

Tem uma explicação bem simples para este sentimento contraditório de frustração nesta época do ano! Somos bombardeados por votos de paz, felicidade, esperança – mas não é isto que vivemos. Natal e final de ano, apesar das festas, confraternizações, presentes, comida e bebida, carrega um sentimento de vazio, solidão, perda, fome e sede... Aliás, é zona de alto risco para o suicídio. “Eu quero paz”, suplica Leila Lopes, expondo um desejo de todos. “Estou cansada, cansada da cabeça! Não aguento mais pensar, pagar contas, resolver problemas”, reclama a estrela decadente. E pior que a gente se enche cada vez mais de compras e contas, na esperança de ser feliz com as últimas novidades. Mas logo depois descobre que tudo é velho. Por isto, não adianta salvar o clima do planeta se a gente entulha o mundo e o coração com lixo, e fica vazio daquilo que nunca estraga.
Mas Natal só tem sentido onde o clima está pesado. Afinal, o Deus que nasce humano vem resgatar os flagelados. É o socorro b…