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Cansei de "ser desonesto"

     Não... Não enlouqueci.      Faz um tempão que estou incomodado com frases que ouço (e leio) repetidamente. E mesmo uma mentira, repe...

terça-feira, 14 de agosto de 2018

Aborto — direito da mulher?

      Os argumentos a favor do aborto partem, basicamente, do que disse a presidente do Conselho Nacional dos Direitos Humanos na audiência pública no STF, que negar o “direito de a mulher decidir sobre sua própria vida reprodutiva é incompatível com o direito humano à vida com dignidade e à liberdade sexual e reprodutiva”.
      Muito estranho. Se elas têm este “poder”, então nada importa um feto com 12 semanas ou 9 meses. E se o corpo é dela e faz o que bem entende com ele, então ela pode decidir o que fazer com o filho no colo, se amamenta ou não. Afinal, de quem são os seios? Outro argumento estranho é que a criminalização leva para clínicas clandestinas, provoca riscos de morte à gestante, e a legalização vai cuidar melhor da saúde da mulher.
      Bom, a gente sabe que os filhos fazem um enorme estrago na vida da mãe e do pai. Preocupação, pressão alta, sacrifícios físicos, emocionais e financeiros, um monte de coisa que abrevia a vida dos pais. Portanto, se alguém na barriga ou fora dela está sendo um estorvo, se a mulher tem todo o direito sobre o corpo dela, se o aborto é a solução, e se a clínica legal evita riscos à saúde da gestante, e se o importante é a liberdade da mulher, então, tirem as crianças da sala. Ou da vida dos pais.
      O tema é complicado quando o fascínio das pessoas virou só prazer, felicidade própria, conquistas pessoais, beleza física – tempos de doutores “bumbum”. Também é difícil dar opinião religiosa quando dizem “lá vem eles com estas ideias ultrapassadas”. Mas, a regra continua: “Não matarás”. E a vida, que brota do sopro divino, começa naquilo que a ciência tenta explicar e que Davi já sabia: “Tenho sido pecador desde o dia em que fui concebido” (Sl 51). Herança maldita convertida em bênção pelo Deus também concebido no ventre da mulher e que, certa vez, ordenou: “Deixem que as crianças venham a mim”.

Marcos Schmidt - pastor luterano

Card - próprio 15 (14 a 20/ago) - B

quinta-feira, 9 de agosto de 2018

Escravos de Si Mesmos

     Parece-me que vivemos tempos em que a individualidade e o amor a si mesmo estão supervalorizados. É óbvio que demos nos amar, nos cuidar e nos aceitar. Afinal, o próprio Jesus nos ensinou a amar ao próximo como a si mesmo. Mas chamo a atenção para a idolatria do eu, do amor próprio acima de tudo, da satisfação pessoal praticamente acima do bem e do mal.
     Como sinais deste auto amor exagerado e perigoso, poderiam entrar na lista os relacionamentos descartáveis. Casamentos já não são até que a morte os separe, mas sim, até o primeiro desentendimento. Parece ser mais fácil descartar o que traz sofrimento do que tentar resolver o problema. E, porque não, também entra na lista destes sinais o debate a respeito da descriminalização do aborto até a 12ª semana de gestação para qualquer mulher que assim o deseja cometer. Uma das argumentações para a legalização do aborto nestas condições é o direito da gestante escolher se é ou não um bom momento para se ter um filho. Se o filho for atrapalhar os planos de carreira ou estudos, então ele será punido e sacrificado? O que mais espanta é que, de forma clandestina, estes abortos acontecem aos montes, causando graves problemas de saúde pública. E não são raras as mães que, pelo resto da vida, tornam-se escravas de si mesmas, de suas consciências que não esquecem o aborto realizado.
     Vivendo em uma sociedade onde o amor próprio está perigosamente no centro de tudo, nós cristãos confessamos que quem precisa estar no centro de nossas vidas é a Palavra de Deus. Confessamos que ela é a Verdade! E dela aprendemos que o casamento não deve ser algo descartável, mas “que ninguém separe o que Deus uniu” (Mateus 19.6). E sobre o aborto, confessamos enraizados na Palavra de Deus de que “tu viste quando os meus ossos estavam sendo feitos, quando eu estava sendo formado na barriga da minha mãe, crescendo ali em segredo” (Salmo 139.15). Sim, a Palavra de Deus nos ensina a ver o casamento como algo duradouro e a gestação como um filho com direito à vida.
     Então fica a dica: cuidado para não se tornar escravo de suas próprias vontades corrompidas. Como herdeiros da Reforma Luterana, pedimos a Deus para que a sua Palavra seja o centro de nossas vidas. Para restaurar, transformar e salvar nossas vidas Deus enviou Jesus, seu Filho. Nele há perdão que nos liberta da escravidão de nossos erros. E assim pedimos a este Deus de amor: “Ó Deus, cria em mim um coração puro e dá-me uma vontade nova e firme!” (Salmo 51.10).
Pastor Bruno A. Krüger Serves
CEL Cristo, Candelária-RS

quarta-feira, 8 de agosto de 2018

Artigo, Adão Paiani - A pastora das trevas

*Adão Paiani

     A IECLB (Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil), a mais antiga denominação luterana em nosso país, trazida pelos imigrantes alemães chegados ao Rio Grande do Sul no século XIX, se colocou na defesa da mais torpe, vil, miserável, canalha e abjeta das causas, o aborto, ou assassinato de crianças inocentes e indefesas ainda no ventre das mães.

     Ao permitir que a "pastora" das trevas abrigada em seu meio, Lusmarina Campos Garcia, fosse ao Supremo Tribunal Federal defender a descriminalização da maior das atrocidades que um ser humano pode cometer contra outro,  a IECLB demonstra que de cristã absolutamente mais nada tem, mas tornou-se apêndice e instrumento das idéias de uma diabólica Nova Ordem Mundial.

     Ao abrigar em seus quadros a torpe figura da foto (no blog do autor tem a foto) - comunista, feminista, abortista, petista e defensora de tudo o que de mais desprezível existe na face da terra - a outrora digna, tradicional  e respeitável IECLB sinaliza ao Brasil e ao mundo que tornou-se um valhacouto de covardes, bárbaros e canalhas defensores não dos mais sagrados princípios cristãos, mas da mais indigna de todas as bandeiras, travestida do direito de matar inocentes.


     É com tristeza que escrevo estas palavras, pois  por muitos anos mantive com a IECLB laços de grande admiração e respeito, e lá por muitos anos pude conviver com homens e mulheres da mais pura e genuína fé cristã; mas ante tamanha indignidade é impossível se calar.


     A IECLB que foi a vida e missão de homens como os Pastores e Teólogos Gottfried Brakemeier, Rolf Drost e Godofredo Boll, dentre tantos outros pilares da fé cristã e luterana; a IECLB da Casa Matriz de Diaconisas (CMD) e suas "schwesters" dedicadas à caridade, ao amor e cuidado de crianças, doentes e idosos; a IECLB  da Comunhão dos Obreiros Diaconais (COD); a IECLB da Ordem Auxiliadora das Senhoras Evangélicas (OASE); a IECLB do legado de Martinho Lutero e Dietrich Bonhoeffer - essa deixou de existir.


     Uma história quase bicentenária de fé e trabalho hoje se resume a uma Lusmarina de tal. Triste epílogo de uma fé.


     O preço de tamanha indecência, torpeza e crueldade certamente será cobrado na eternidade.


     É o que eu acredito e espero.

*Advogado do RS.

Obs.:
Nós somos luteranos da IELB, que não compactua com causas como esta do aborto. Se uma mulher, em desespero, acaba por abortar, será acolhida como alguém que precisa da Palavra de perdão e de amor. Mas não endossamos a tentativa de legalizar (não estão tentando descriminalizar, mas legalizar) o aborto.

Pai Nosso - Carlos Magrão Gospel


Estará em Nova Venécia, na Praça Adélio Lubiana
dia 10 de agosto, na feirinha.

terça-feira, 7 de agosto de 2018

A posição da IELB sobre o aborto

Porto Alegre, RS, 07 de agosto de 2018

A POSIÇÃO DA IELB SOBRE O ABORTO

    Visto que o aborto foi levado ao Supremo Tribunal Federal e ali foi discutido em audiência pública, líderes de igrejas também se manifestaram. Alguns colocaram sua posição contrária ao aborto, outros, porém, colocaram-se a favor. Diante disso, também a Igreja Evangélica Luterana do Brasil (IELB) foi questionada a respeito. Em resposta, evidentemente, não é possível dar um longo parecer. No entanto, trazemos, de forma resumida, a posição da IELB.
     Em primeiro lugar, a IELB chama atenção para o fato de que julgamentos feitos por cortes judiciais, inclusive pelo Supremo Tribunal Federal, sobre a legalidade ou ilegalidade de ações das pessoas, não resolvem assuntos morais e não são determinativos para a consciência cristã.
     Em segundo lugar, quanto ao aborto, evidentemente, ocorrem abortos espontâneos e inevitáveis, que se equiparam à morte de uma pessoa. Agora, quanto a abortos provocados, a posição da IELB é esta: Visto que o aborto provocado implica em tirar uma vida humana, ele não é uma opção moral viável, a não ser que se trate de um infeliz e inevitável procedimento médico necessário para evitar a morte de outro ser humano, a saber, da mãe. Se não houver esta infeliz e inevitável necessidade de escolha entre duas vidas, o aborto provocado se equivale ao assassinato, pois claramente é uma desobediência aberta ao quinto mandamento, dado por Deus, que diz: “Não mate” (Êxodo 20.13). Isto, porque, do ponto de vista bíblico, o embrião humano já é um ser humano, conforme Davi, inspirado pelo Espírito Santo, claramente
confessa no Salmo 139.13-16 (NAA):
Pois tu formaste o meu interior,
tu me teceste no ventre de minha mãe.
Graças te dou, visto que de modo assombrosamente maravilhoso
me formaste;
as tuas obras são admiráveis,
e a minha alma o sabe muito bem.
Os meus ossos não te foram encobertos,
quando no oculto fui formado e entretecido como nas profundezas
da terra.
Os teus olhos viram a minha substância ainda informe,
e no teu livro foram escritos todos os meus dias,
cada um deles escrito e determinado,
quando nem um deles ainda existia.
     Além de o aborto provocado ser uma séria ofensa contra o quinto mandamento, ele também é ofensa contra o primeiro mandamento, em que Deus diz: “Não tenha outros deuses diante de mim” (Êxodo 20.3). Pois a ação de abortar claramente é manifestar rejeição de honrar a Deus como o Criador e de buscá-lo acima de tudo em tempos de necessidade. Assim, isso se encaixa naquilo que diz o apóstolo Paulo, em Romanos 1.32: “Embora conheçam a sentença de Deus, de que os que praticam tais coisas são passíveis de morte, eles não somente as fazem, mas também aprovam os que as praticam”.
     Portanto, em consonância com o ensinamento bíblico, a IELB é contrária à prática do aborto provocado de forma indiscriminada.
     Atenciosamente,

Rev. Dr. Rudi Zimmer
Presidente da IELB