quinta-feira, 9 de fevereiro de 2017

Para onde estamos indo?

Sabe quando você ouve uma conversa sem querer, mas não tem como sair do lugar?... Pois bem, outro dia isso me aconteceu. Estava esperando por um serviço e, do meu lado, um rapaz começou a contar de sua noite (acredito que tenha sido a noite imediatamente anterior)... A conversa foi mais ou menos assim (vou omitir detalhes, nomes, etc… Não entenda como indireta, sou sempre direto):
— Cara ontem deu até tiro. Tiveram que parar de cantar várias vezes, por causa das brigas. Tinha briga no salão e na área vip. O “artista” apelava para pararem as brigas, mas não adiantou nada. Ele (o tal artista, que era um dos da noite), só tocou 4 músicas e parou, por causa das brigas. E o “artista 2” foi o melhor… Entrou só na nóia (drogado) e com um copo de uísque na mão… Esse show foi “loco”... Tinha um monte de “nóia” brigando com os seguranças… Eles chamavam os seguranças pra porrada. Só começaram a respeitar quando a polícia entrou, mas nem assim.
Esse “show” não foi em um dos “morros cariocas”. Foi aqui, ou em Nova Venécia ou arredores. Realmente não sei onde foi.
E era de ficar admirado como o rapaz que contava a história, parecia extasiado com tudo que tinha acontecido. Falava: “morreu um cara de tiro e uma menina de garrafa quebrada” (talvez seja exagero, mas vai saber…). O fato é que ele estava visivelmente extasiado pelo que presenciou. Não sei se o rapaz mesmo usou qualquer droga, mas parecia gostar do que viu. Talvez pra contar vantagem pessoal de ter estado em uma “zona de guerra” e ter saído sem arranhões. Talvez tudo isso que ele contou seja apenas “conversa”...
Mas muitas dessas festas acontecem mesmo por aí. Onde há drogas, sexo fácil, e a maior das drogas: álcool generalizado. Será que seus filhos não estão nessas festas também? Você sabe por onde eles andam?
Não adianta confiar no rastreador de GPS do seu celular… Há aplicativos que simulam a localização. Ou seja, seus filhos (ou quem quer que seja) podem usar o app e mandar a localização de qualquer lugar do mundo, mesmo estando em outro.
Não existe receita fácil quando se trata de criar os filhos.
Para ensiná-los a dormir sozinhos, muitas vezes você terá que ficar ali, do lado da cama, até que durmam. Para ensiná-los a comer com qualidade, você deverá mudar a sua dieta. Para ensiná-los a estudar, você tem que estudar com eles. Para que escovem os dentes, eles precisam ver você escovando os seus. E a lista é quase infinita. Depende de você, se eles vão aprender ou não.
É exatamente por isso que tem tanta criança mal educada… Porque os pais não as educam com a dedicação necessária. Acham que simplesmente dando uma ordem, magicamente, uma criança se tornará exemplo. Não rola. Não adianta dizer para não falarem palavrões, se os pais falam… Para não desrespeitarem o próximo, se os pais falam mal dos vizinhos.
Claro que há casos raros de crianças mal educadas, mesmo com pais dedicados à sua educação… Mas são raros. Diz o ditado que “a fruta não cai muito longe do pé”.
Respondendo à pergunta título: não sei para onde iremos. Eu só posso responder por aquilo que eu mesmo tento fazer com minhas filhas. É todo meu alcance. Mas quando vemos gente “normal” saqueando lojas só porque não tem Polícia, é porque alguma coisa está muito errada. E precisa ser corrigida com urgência. Eu faço a minha parte, na minha casa… Você precisará fazer a sua.
Eu levo minhas filhas à igreja. Igreja de verdade, não esse mercados de milagres e profecias fajutas… Levo para aprendam de Deus a respeitar aos pais, às autoridades, ao próximo. Leve os seus também. Mas os ensine também em casa.
Dá trabalho.
Mas não há recompensa maior do que ver os filhos seguindo bons passos.
Jarbas Hoffimann é formado em Teologia e pastor da Igreja Evangélica Luterana do Brasil, em Nova Venécia. (pastorjarbas@gmail.com; facebook.com/pastorjarbas)

Estes e outros artigos são publicados no Jornal Correio 9, de Nova Venécia (curta para ser avisado das edições diárias, leitura completa online): https://www.facebook.com/correio9

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2017

Contra ou a favor?

Parece que hoje todos precisam ter uma opinião sobre tudo…
E isso não seria problema. O problema é emitir opinião sem conhecer o assunto. E hoje parece que não se pode dizer que ainda não pensou sobre o assunto… Precisa posicionar-se. Contradizendo a célebre frase de um dos sujeitos mais sábios que já habitou o planeta: “Só sei que nada sei” (Sócrates, filósofo).
Tem alguém que parece concordar com Sócrates: Salomão (aliás, como Salomão viveu 500 anos antes de Sócrates, acho que era o filósofo quem concordaria).
Mas Salomão foi recebeu sabedoria, de presente, do próprio Deus (1º Reis 3.5-9), Foi o ser humano mais sábio (e lembre-se sempre que há diferença entre sabedoria e inteligência) que habitou o planeta. Embora Salomão também tenha sido inteligente, por óbvio. Então, Salomão, tendo recebido sabedoria, disse: “Até um tolo pode passar por sábio e inteligente se ficar calado.” (Provérbios 17.28) Mas tem muita gente perdendo a oportunidade de ficar calada. Talvez eu seja um (desculpem se for o caso).
Não faz muito tempo, escrevi outro artigo (https://pastorjarbas.blogspot.com.br/2016/06/vai-um-cafezinho-ai-bom-de-verdade.html), no qual citava a angústia de Umberto Eco ao reconhecer que as redes sociais deram voz a uma “legião de imbecis” e, disse ele: “Normalmente, eles [os imbecis] eram imediatamente calados, mas agora eles têm o mesmo direito à palavra de um Prêmio Nobel”.
No meio desse monte de gente que hoje parece ter a necessidade de se pronunciar sobre tudo e todos, todos se pronunciam sobre todos. Mas quem prefere esperar um pouco mais, conhecer um pouco mais, para assim, refletidamente, dar opiniões… Estes são chamados de “isentões” e são achincalhados, porque hoje você é “obrigado” a ter uma opinião contra ou a favor de tudo. Se não é contra, já é colocado no lado dos “a favor” e vice-versa…
Qual sua opinião sobre o aborto? Sobre o “casamento” de pessoas do mesmo sexo? Sobre a corrupção? Sobre a educação de filhos? Sobre a Bíblia ser usada em escolas? Sobre machismo ou feminismo (e as “feminaze”)? Sobre… Sobre… Sobre…
Pois é… Lembre-se: Você não é obrigado a ter opinião… E mesmo que a tenha, não é obrigado a externá-la.
Disse Benedito Valadares: “Não sou contra, nem a favor, muito pelo contrário.” Conhecendo o autor desta frase, até a compreendo melhor. Ele foi uma liderança política, mas também era jornalista. Acho que precisamos de gente que não seja nem contra, nem a favor, sem conhecimento adequado das coisas. Que espere para emitir opiniões, pelo menos, ouvindo mais que um lado da história. Que não pegue uma foto ou uma informação descontextualizada e crie uma tese sobre isso. Que fique “em cima do muro” até o momento adequado para posicionar-se refletidamente.
Muitos anos atrás, no extinto Casseta e Planeta, havia uma reportagem sobre a questão da soja transgênica e saíram pesquisando a opinião das pessoas nas ruas. Quando então, o repórter-casseta, vira-se para a câmera e diz: “O brasileiro é um povo fantástico… Ninguém sabe nada sobre o assunto, mas metade já é contra e a outra metade à favor.”. Ótima descrição da situação presente. Quando parece que só existe direita/esquerda, coxinha/mortadela, machista/feminista…
Eu já tenho opiniões formadas sobre muitas coisas. Mesmo assim, elas também podem mudar, se eu perceber que estava enganado. O que não vai mudar é a Palavra de Deus. Esta está correta (sempre). As interpretações mirabolantes que alguns dão pra ela é que costumam ser o problema. Mas a Bíblia não muda. O que pode acontecer é eu, estudando honestamente, aprender algo que entendia errado. Lutero, quando confrontado com seus escritos, disse diante da “Dieda de Worms” (reunião que durou de 28 de janeiro a 25 de maio de 1521), que até mudaria de opinião e abandonaria seus escritos, se fosse provado “Pela Escritura” que estava errado.
Literalmente:
Johann: Lutero, repeles teus livros e os erros que eles contêm?
Lutero: Que se me convençam mediante testemunho das Escrituras e claros argumentos da razão, porque não acredito nem no Papa nem nos concílios já que está provado amiúde que estão errados, contradizendo-se a si mesmos. Pelos textos da Sagrada Escritura que citei, estou submetido a minha consciência e unido à palavra de Deus. Por isto não posso nem quero retratar-me de nada, porque fazer algo contra a consciência não é seguro nem saudável.
Este foi o diálogo central da reunião. Mas é preciso lembrar que Lutero pediu 24 horas para pensar antes de dar sua resposta. Depois de responder assim, foi condenado e perseguido. E se não tivesse sido protegido por seus amigos (contra sua vontade) teria sido morto.
Você tem opiniões. Todos temos. Enquanto elas são suas (ou seja, enquanto você não as expressa), você pode mais facilmente mudar de ideia sem criar crises. Mas se você expressar suas convicções (com coerência e tranquilidade), se souber ouvir o outro e suas opiniões também, certamente vai crescer e faremos do mundo um local melhor para viver.
Então, como diz a placa de cruzamento de trem: “pare, olhe, escute”... Daí, caso necessário, cruze a pista.
Você certamente pode expressar sua opinião e pode ser contrária à tudo que eu escrevi, mas façamos com respeito. Com educação e, acima de tudo, discutindo idéias e não denegrindo pessoas.
Jarbas Hoffimann é formado em Teologia e pastor da Igreja Evangélica Luterana do Brasil, em Nova Venécia. (pastorjarbas@gmail.com; facebook.com/pastorjarbas)

quinta-feira, 26 de janeiro de 2017

E a "Globeleza" não está mais pelada

Pois é...
Depois de anos apenas com pintura corporal...
Agora ela está usando uma “roupa”. Pra lembrar, dançando, que daqui uns dias tem carnaval. E francamente, nem sei se faz alguma diferença, mesmo porque a roupa parece mesmo aquela antiga pintura.
Um parêntese: 
O carnaval está perdendo apoio de governos, por causa da crise financeira. Confesso que nunca entendi como governos liberam dinheiro de impostos para certas coisas. E o carnaval é uma delas... No meu ponto de vista isso tudo deveria ser bancado pelos seus próprios interessados e não por toda a sociedade.
Não penso que isto deveria ser assim apenas para o carnaval... Não estou querendo “puxar a sardinha pro meu assado”. Não é isso. Não deveria haver aporte financeiro público para o carnaval, nem para a “parada gay”, ou para sindicados (aliás, se a contribuição sindical é obrigatória, qual é o direito do trabalhador que não quer ser sindicalizado? Este não tem direito numa sociedade livre? De escolher não ser sindicalizado?)...Vou além, não deveria ter aporte público financeiro (não sei se tem... Não sei mesmo.) para as “marchas por jesus” (e é “jesus” minúsculo mesmo, pois essas marchas só servem para promover distanciamento entre cristãos de diversas denominações... Para extremismos e inflar egos de supostos pregadores e supostos evangelistas e, ora vejam, levitas (esse povo nem sabe o que faziam os levitas – acham que eram só cantores, e não eram).Então, acho que você já percebeu que me parece incorreto impostos serem usados para apoiar qualquer dessas “marchas”, festas, etc... Tudo deveria ser bancado pelo retorno que desse, ou pelo interesse de seu realizador. É a mesma coisa com os espetáculos. Se for o que o povo quer assistir, dará retorno financeiro e não precisará de apoio. Se não der retorno, quer dizer que ninguém quer ver, e o cidadão que não quer ver, não precisa pagar, com seus impostos, certas ideologias que são bancadas com o mito de “cultura”. Incluindo religiões que, quando classificadas como “cultura” não apenas deixam de pagar impostos (como acontece com igrejas), mas ainda recebem aporte financeiro público. Se você é a favor, é direito seu. Eu sou contra e posso ser. Se não entendeu nada do que eu disse acima, leia com calma, novamente e se quiser perguntar diretamente para mim, meus endereços estão abaixo.Entendo que deveria haver aporte financeiro à cultura nas escolas, com fim educacional. Que se aprendesse teatro, música, e outras artes, bancado sim com dinheiro público. Mas para “grandes” artistas, estes, se são grandes, não precisam de dinheiro público para suas ideias mirabolantes. Nossas crianças e jovens estudantes precisam, se querem seguir nessa carreira.
Mas vamos à “Globeleza”...
Estranhamente, ninguém parece ter problema com uma moça (sempre negra, para explorar o machismo e racismo embutidos na coisa), quase nua, dançando a qualquer hora do dia na televisão... Enquanto que alguns programas que (no meu entendimento) crianças poderiam assistir, são classificados para 12 anos ou mais.
Estranhamente, nunca foi uma loira, ou ruiva, ou outra etnia qualquer, das tantas que, também representam a população brasileira. E ninguém acha que isso é racismo (deve ser porque loira não samba...). Mas se fosse uma loira, certamente alguém gritaria que é racismo.
Na paranoia pelo politicamente correto, até “Rei Momo” (que é a figura mítica conhecida por ser glutão, se não nem faz sentido), teve que ficar magro em algumas edições. Bem, se o Momo gordo incentiva a comilança e a falta de cuidado com a saúde, o que sugere uma moça seminua, dançando na TV? O que os de fora de nosso país pensam sobre nossas lindas moças negras, vendo aquela propaganda? E assistindo ao carnaval?
E pior, o que pensam nossas crianças quando assistem a isto? Quando assistem às brigas do BBB (um programa para criar acéfalos)? Quando assistem ao programa da Fátima (eu preferia o Bob Esponja) tratando de temas que deveriam ser também classificados para maiores de 16 ou 18 anos? E nos outros canais têm programas equivalentes, mas eu aprendi como não assistir e posso ensinar: desligue a TV ou mude para um canal menos pernicioso.
Não sou adepto aos atos extremos (acho que por ser luterano, sempre aprendemos que há um caminho mediano)... Os extremos costumam sempre levar a caminhos muito ruins. Por isso não sou adepto a boicotes. Mas tenho a liberdade de simplesmente desligar a TV (cuidando de mim e da minha família). Não vou levantar uma bandeira e transformar isso num ato político... Todos têm um cérebro (normalmente em excelente estado pelo pouco uso), têm seus preceitos, têm sua cultura, que se use conforme aprendeu, ou até mude. Você pode mudar-se.
Não estou sugerindo que você boicote o carnaval ou a Globo. O que aparece ali são sintomas de um sociedade doente. Assim como as corrupções nos mais altos níveis de nosso país. Não são a doença, são o sintoma. A doença é a corrupção entranhada em nós, povo brasileiro, que se orgulha do “jeitinho”... Você já parou pra pensar que dar um jeitinho é simplesmente agir desonestamente? É como fazer uma “gambiarra”... É como oferecer uma “cervejinha” para ganhar alguma coisa ou se livrar de uma multa.
Mas a “Globeleza” vestida revela também que não há mais o que fazer para chamar a atenção...
Em época de internet, onde os “nudes” de whatzapp fazem sucesso, não faz diferente mais uma moça negra dançando sem roupa... Há milhares de moças e rapazes, de todas as etnias, dispostos a tirar a roupa para conseguir uns “likes”. É uma sociedade triste, onde as pessoas carecem da atenção virtual, porque parecem não ter atenção no lar e da sociedade física em volta.
Assim, se quiser fazer como eu, desligue a TV, olhe seus filhos nos olhos, brinque com eles na terra... Suje-se. Diz que omo limpa tudo. É possível limpar a sujeira, mas não é possível recuperar o tempo perdido. Se você frequenta locais que seus filhos ou esposa (marido) não podem ir, repense e não vá. Se você recebe pornografia pelo telefone, saia daquele grupo. Cuidado com o que você acessa... Pode estar destruindo você e sua família.
E... Seja feliz, cante, dance... Seja saudável espiritual e psicologicamente também.

Jarbas Hoffimann é formado em Teologia e pastor da Igreja Evangélica Luterana do Brasil, em Nova Venécia. (pastorjarbas@gmail.com; facebook.com/pastorjarbas)


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quarta-feira, 18 de janeiro de 2017

Se souber olhar, só verá a beleza da criação

De férias, na praia (depois de muito tempo)...
Fiz o que gosto de fazer na praia: nada. Aliás, é o que eu gosto de fazer nas férias (preferencialmente com a família). Na verdade, gosto de “fazer nada”, estudar e escrever...
E enquanto fazia nada, na praia, sentado à sobra (porque só na sombra) de um guarda-sol, observava. Não estava espiando ou espionando, ou “stalqueando”, apenas contemplando.
O que se vê na praia?
O mais obvio: o mar. Coisa mais linda da criação de nosso Deus. Daí tem areia e vento (que em alguns dias chega a incomodar, mas refresca)...
Além disso, vê-se pessoas. Muitos vendedores... Animais na areia, não vi.
Há crianças, que correm pra água, seguidas por seus pais (ou outros responsáveis) meio desesperados... Há adolescentes, poucos, porque parece que a maioria prefere dormir até meio-dia e eu fui pela manhã. Jovens também têm certa preferência por dormir pela manhã, então são poucos. Há adultos (aqueles que estavam correndo atrás das crianças, lembra?) e outros ouvindo música (pois é... inventaram essas caixinhas de bateria recarregável e o sossego acabou até na praia), há idosos...
Entre estas pessoas todas, há negros (ou pretos, ou afrodescendentes — já não sei como chamar pra não ofender, então escolha o de sua preferência e se tiver outra palavra ainda, me avise para que agregar ao meu vocabulário politicamente correto)... Alguns destes, bem negros (mesma observação do parêntese anterior) e há brancos (acho que branco dá pra chamar só de branco ainda, se não, me ajude) e alguns bem brancos. No restante, a grande maioria das pessoas tem tons de pele que passeiam entre estes dois tons mencionados (se pensamos em cor e não em etnias). E há famílias onde um é negro o outro branco e os filhos lindamente misturam isso. Nesse dia foi o que vi.
Há também musculosos (poucos... Devem estar dormindo pra sair de noite, ou devem estar na academia), há “saradas” (também poucas, acho que pelo mesmo motivo dos musculosos)...
Há pessoas muito magras outras que estão acima do peso (sem preconceito pra um ou outro, só observando).
Enfim, há pessoas diversas de corpos em formatos diversos e de idades diversas.
Toda esta diversidade me fez pensar na criação de Deus. Perfeita.
Se não tivermos preconceito, achando que nós somos melhores que alguém, veremos a beleza da criação. Beleza de negros e brancos convivendo, juntos, numa mesma praia. Beleza de idosos e crianças convivendo... Beleza de homens e mulheres, também esquecendo um pouco o “machismo” e o “feminismo” e convivendo pacificamente perante a beleza do mar que encantava Tom Jobim e Caymmi... Este último cantava ser “doce morrer no mar”, embora eu discorde (e posso discordar). Doce é saber que quem criou o mar, continua a cuidar de nós: Deus Pai, Filho e Espírito Santo. Nenhum outro. E, quando eu morrer, pela fé em Jesus, o Pai me receberá. A mim e a todos quantos creem em Jesus.
Deus criou tudo e a cada momento da criação ele disse: “eis que tudo é perfeito”. Eu não sou melhor (nem pior) porque tenho olhos claros e nem mesmo porque estes meus olhos, já um pouco gastos pela idade, ainda enxergam... Não sou melhor que aquele que não enxerga. Talvez eu tenha algumas facilidade de fazer algumas coisas vendo, quando meu irmão que não enxerga precisaria lidar com essa dificuldade de forma diferente. Mas acredito que ele teria facilidades que eu não tenho, simplesmente por ter outros sentidos treinados para viver sem a visão. Mas esse é o ponto de vista de quem enxerga... Posso estar enganado. E essa é a beleza também: não somos os donos da razão e, estando abertos ao diálogo, podemos aprender muito.
Você viu negros (veja a observação acima) e achou feios (ou bonitos)? E brancos? Lembre que nossos padrões são normalmente definidos pela nossa cultura histórica, geográfica, familiar, etc... E que nem tudo que é bonito pra mim, será pra você e vice-versa... Gostos não se forçam, embora sejam minimamente ensinados. Então, não tenha preconceito, apesar de que você terá gostos e padrões diferentes... Ter gostos é gostar de jiló, quando outros o detestam... Mesmo assim, amamos a pessoa que gosta de jiló e não vamos exterminar o jiló do planeta por “jilófobia”.
Não ensine a seus filhos piadas que denigrem as outras pessoas, sejam elas brancas, negras, portugueses, japoneses, ou brasileiros (aliás, o termo brasileiro surgiu pejorativo, você sabia?)...
Ria de si mesmo e consigo mesmo. Faça amigos aonde for. Experimente a comida que te oferecerem. Você será muito mais feliz se rodeado de tudo e de todos que Deus criou. E que, na criação, era perfeito.

Jarbas Hoffimann é formado em Teologia e pastor da Igreja Evangélica Luterana do Brasil, em Nova Venécia. (pastorjarbas@gmail.com; facebook.com/pastorjarbas)


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terça-feira, 17 de janeiro de 2017

E se o Valdomiro tivesse morrido?

Você ficaria feliz se o Valdomiro tivesse morrido no ataque? (que alguns já dizem ter sido simulado... Esperemos investigações). Mas acho que muitos ficariam felizes...
Eu não ficaria. E explico o óbvio: cristão nenhum fica feliz com a morte de qualquer outra pessoa. Mesmo que seja um falso profeta, como se supõe o líder da pomposa Igreja Mundial do Poder de Deus... Uma dissidência da Igreja Universal do Reino de Deus... De outro líder “exótico”. Mesmo que fossem bandidos, dentro de um presídio, brigando por comando.
O Senhor Jesus não ficaria feliz — nunca — quando um pecador morre sem arrependimento e se você acha que estes que citei são falsos profetas, se você acha que eles estão em pecado, o pior para eles seria morrerem sem o perdão e o verdadeiro Jesus em suas vidas. Assim como é o pior que pode acontecer comigo ou com você.
Jesus não fica feliz com nenhum pecador que se perde. Você, cristão, esqueceu disso? É muito fácil esquecer disso com tantas pessoas ensinando, “em nome de Jesus”, o que Jesus nunca ensinou. Vive-se uma teologia do “toma-lá-dá-cá”, na qual você faz sua “oferta” e “d’us” (vou escrever assim, porque não é assim que Deus é)... Então, esse d’us é obrigado a te “restituir”, “dar a vitória” e tantos outros jargões que se coleciona por aí. Mas essa teologia do “toma-lá-dá-cá” ensina que você dá uma coisa e merece outra... Assim, por assimilação, se você é criminoso, merece morrer... Se você é falso profeta, merece castigo...
Ainda bem que com Deus não é assim. Deus, quando nós não queremos saber dele, continua nos buscando. Continua procurando nos tratar com amor e oferecer o perdão. E ele faz isso não porque você oferta ou é dizimista. Ele faz isso porque é o Deus de amor que quer a salvação de todos os pecadores. Dos falsos profetas e dos criminosos também.
Não fique feliz quando alguém de quem você não gosta se dá mal. Ore por essa pessoa. Lembra?: “Orem pelos que perseguem vocês” (Jesus que disse)... Lembrem que Jesus, no alto da cruz, pediu: “Pai, perdoe... Eles não sabem o que fazem.”
Fique feliz com cada pecador que se arrepende. Ajude a pregar o perdão e o amor. De ódio e odiosos o mundo já está cheio o suficiente.
Jesus te ama... E ama ao Valdomiro também.

Jarbas Hoffimann é formado em Teologia e pastor da Igreja Evangélica Luterana do Brasil, em Nova Venécia. (pastorjarbas@gmail.com; facebook.com/pastorjarbas)

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sexta-feira, 9 de dezembro de 2016

(Re)pensando a Escola Bíblica Infantil

Encontrei o artigo na Internet e resolvi acrescentar alguns comentários.
Ele trata de uma prática que nós luteranos temos tido já há alguns anos, que é retirar nossas crianças do culto para que tenham escola bíblica. Imagino que isso tenha acontecido conforme aumentou a dificuldade de os pais levarem seus filhos à escola bíblica em horário diverso do culto. Mas será que hoje não é mais fácil levar as crianças do que era antigamente? Meios de condução se popularizaram... Claro que em grandes centros, é geralmente um grande deslocamento. Mas será que mesmo ali não daria para tentar algo?
A meu ver, estamos deseducando nossas crianças de irem e ficarem no culto. As mandamos para a Escola Bíblica e já dá pra sentir a inquietação no culto quando este momento demora um pouquinho a mais. Ou quando, por algum motivo, não terá Escola Bíblica junto com o culto. Daí, quando estão na confirmação, queremos que “milagrosamente” aprendam a ficar quietinhas e prestar atenção ao culto... Nesse momento, o ficar no culto parece-me quase um “castigo”, porque lá na Escola Bíblica cantavam, corriam, pulavam, falavam com os coleguinhas e faziam perguntas ao professor... Mas “Deus-me-livre” se fizerem uma pergunta ao pastor durante o culto...
Porquê, então, manter nossas crianças no culto, junto com os pais?
Passo às perguntas que achei na internet, como lá não tinha referência do autor, deixo sem a referência. Mas não fui eu que cunhei os pontos abaixo. Embora concorde com eles. Abaixo de cada ponto, teço comentários.
1º. Crianças aprendendo o que é culto e como cultuar a Deus de forma reverente, não lúdica.
É até desejável que crianças aprendam de forma lúdica, mas o que acontece no culto também é importante. Eu já vi situações em que crianças não obedeciam os professores de Escola Bíblica, e sabe qual era o castigo? Voltar pro culto... Isso mesmo! Voltar pra igreja era castigo. O que isso ensina?

2°. Crianças sendo instruídas sobre o sentido de corpo, de adoração comunitária, adorando com os pais e os outros irmãos do Corpo de Cristo.
É triste que hoje se ensine, mesmo que sem querer, pais e filhos a se separarem já durante o culto. Culto se torna coisa de gente grande e Escola Bíblica é coisa de criança... Há locais hoje em dia que, se uma criança menor, começa a chorar, gera um incômodo muito grande, como se tivéssemos desaprendido a tolerar o choro de nossas crianças (nossas sim, da igreja).

3°. Crianças descobrindo, pela simples observação dos adultos, algumas emoções importantes e pouco encontradas em outros ambientes como reverência, alegria, contrição, arrependimento, exortação, consolo...
O aprendizado pelo exemplo, que tanto se fala, até biblicamente. Jesus diz: “aprendam de mim, porque sou manso” e Paulo: “sejam meus imitadores”. Mas não damos oportunidade para nossas crianças nos virem no culto. Nós não ensinamos mais pelo exemplo. E criança que não aprende com os exemplos de casa, aprende com os exemplos de fora.

4°. Pastores pregando mensagens com linguagem mais simples e aplicações direcionadas também para crianças e adolescentes.
Claro que nós pastores queremos atingir a todos dentro da nave eclesiástica, mas se não tivermos crianças no culto, nossa linguagem mudará instintivamente. E ter crianças no culto nos força a falar também pra elas e nos preocupar com elas no comedimento de certas expressões que não usaríamos em sua presença... Encontraríamos outras formas de dizer a mesma coisa, com palavras melhores.

5°. Pais treinando os filhos para o culto, durante a semana, por meio do culto doméstico diário.
No culto aconteceria o “treinamento” para o momento devocional no lar. E vice-versa. Ou seja, em casa espera-se que as crianças parem e fiquem quietinhas para a devoção, mas na Escola Bíblica não é isso que normalmente acontece. Os professores usam de técnicas diversas para manter a atenção, como ilustrações, bonecos, fantoches... Coisas que normalmente não temos em casa. Mas se as crianças participam com os pais no culto aprenderão isso naturalmente e se participam de devoções no lar, ficarão mais tranquilas no culto.

6°. Pais ensinando seus filhos a permanecerem em silêncio em ambientes que o requerem, como o culto.
Há crianças que são mais “barulhentas” que outras e isso parece incomodar. Não deveria. Todos já tivemos contato com crianças e sabemos que elas aprendem conforme as ensinamos. E não há lugar melhor para ensinar respeito e hora para cantar, falar e silenciar, do que no culto. Num primeiro momento será difícil, especialmente para os pais que parecem se incomodar mais que os outros. Mas ao aprendermos o valor de trazer nossos filhos ao culto, aprenderemos a ter mais tolerância com crianças que às vezes se excedem e com pais que ainda não conseguem silenciá-los... Às vezes é um aprendizado mútuo, tanto para pais quanto para crianças e ainda para a igreja. A igreja deveria se alegrar com as crianças no culto... Elas garantem a continuidade daquela mesma igreja.

7°. Pais continuando o ensino do sermão em casa, verificando se os filhos entenderam a mensagem, resolvendo dúvidas, e aplicando o ensino mais diretamente na vida do filho.
Hoje os (quando lembram ou se importam) perguntam para os filhos: “Qual foi a história de hoje na escolinha?” E daí, normalmente as crianças explicam... É ótimo. Mas não seria muito bom pais e filhos continuarem refletindo sobre a aplicação do sermão? Não seria uma oportunidade de pais passarem exemplos para seus filhos? Isso não existe mais pois pais têm um culto e filhos (se queremos considerar culto a Escola Bíblica, mas não é) têm outro culto... Até aí os estamos separando. Não apenas fisicamente, mas também no conhecimento adquirido naquele momento, nas experiências trocadas e muito mais.

8°. Adultos sendo menos egoístas, aprendendo a suportar algum eventual barulho infantil.
Disto já falei acima, mas é incrível como os adultos estão se tornando “pirracentos” também. Não suportam uma criança, que pra mim é o barulho da vida... Mas se dão muito bem numa igreja onde os decibéis vão aos píncaros... Ou num evento social onde mal conseguimos ouvir (gritando) alguém que está sentado na mesma mesa, ao nosso lado. Isso quando não fazemos de nossa própria casa um local tão barulhento (TV, Computador, Celular com fone nas alturas...) que ninguém mais se ouve... Mas daí, um bebê chorando por fome, dor ou outro incômodo, nos é “impossível” de suportar. Temos ficado tão egoístas que nem na necessidade daquela criança ficar no culto pensamos mais...

9°. Adultos “adotando” crianças no culto, isto é, trazendo para seu banco crianças cujos pais não são crentes, para que elas não fiquem sozinhas;
É raro que haja crianças nos visitando sem os pais, mas acontece. E que bom se pudermos ser os “pais espirituais adotivos” dessas crianças. Que coisa mais linda. Mas se trouxermos os “visetantezinhos” para o culto e os mandarmos para a Escola Bíblica, tirando o momento da história bíblica, é quase como se a estivéssemos levando a uma festa infantil.

10°. Pastores com a consciência tranquila em cumprir exatamente o prescrito na Palavra: Família da Aliança em adoração conjunta.
Acho que este último ponto é o que mais me incomoda, como pastor. Não que desconfie de forma alguma do que os professores estão ensinando. Tenho certeza que é a verdadeira e pura Palavra de Deus. Mas o Senhor me chamou para ser pastor de toda a família. E, nós pastores, quase não temos mais contato com os pequeninos.

Não tenho respostas ou soluções e nem quer mudar nada radicalmente na igreja. Mas estou convencido de que estamos ensinando nossas crianças a não gostarem do culto. Se lá pela década de 80 falávamos do valor de ter toda a família no culto, junta, hoje parece que separamos pais e filhos sem muita cerimônia.
Vamos pensar juntos, quem sabe achamos uma forma melhor, não de acabar com a Escola Bíblica, que é essencial, mas de que as crianças tenham ambas as oportunidades, porque o maior evento da igreja é, sem dúvida, o Culto e estamos privando nossas crianças dele. Assim como privamos, e aqui outro ponto de preocupação, nossos professores.
Feliz a congregação que, como a minha, tem 12 ou mais professores e ajudantes... Daí o professor “falta” ao culto apenas uma vez a cada 6 semanas... Mas e aquelas que têm poucas destas vocações? Como se tem feito para que os professores não percam a oportunidade de usufruir o perdão junto com os irmãos, de participar da Santa Ceia e ouvir a pregação?
É pra pensar. Orar e agir.
Rev. Jarbas Hoffimann
Pastor Luterano
Igreja Evangélica Luterana do Brasil
Congregação Castelo Forte
Nova Venécia, ES

sábado, 26 de novembro de 2016

Fidel morreu, não fique feliz

Neste título apenas citei um fato. Ponto. Fidel Castro morreu. Você também vai morrer. E, pasmem, eu também. Mas hoje em dia as pessoas só leem e escutam o que querem.
Lembrem-se quando Jesus foi chamado para dar opinião sobre algumas pessoas que morreram num incidente. Está registrado em Lucas 13.1-5: “Naquela mesma ocasião algumas pessoas chegaram e começaram a comentar com Jesus como Pilatos havia mandado matar vários galileus, no momento em que eles ofereciam sacrifícios a Deus. Então Jesus disse: — Vocês pensam que, se aqueles galileus foram mortos desse jeito, isso quer dizer que eles pecaram mais do que os outros galileus? De modo nenhum! Eu afirmo a vocês que, se não se arrependerem dos seus pecados, todos vocês vão morrer como eles morreram. E lembrem daqueles dezoito, do bairro de Siloé, que foram mortos quando a torre caiu em cima deles. Vocês pensam que eles eram piores do que os outros que moravam em Jerusalém? De modo nenhum! Eu afirmo a vocês que, se não se arrependerem dos seus pecados, todos vocês vão morrer como eles morreram.”
Quero me ater a este versículo: “Vocês pensam que, se aqueles galileus foram mortos desse jeito, isso quer dizer que eles pecaram mais do que os outros galileus?”
Notem que Jesus não está se referindo à forma da morte, mas sim ao fato de que todos vão morrer. E todos vamos. Veja: “todos vocês vão morrer como eles morreram”. O “como eles morreram” não é a forma da morte, mas que a morte virá para todos. Até para os que criticavam os mortos daquele momento.
As pessoas que estavam falando com Jesus estavam se achando superiores em sua fé, àqueles que morreram. Estavam querendo dizer que aquelas mortes tão notórias eram mostra de que eles, os mortos, seriam mais pecadores do que eles, que interpelam Jesus.
Me parece que na morte de pessoas proeminentes, das quais discordamos, há muita gente que se acha superior aos que morrem. Hoje foi o Fidel… Amanhã será quem? E se o Trump morrer, quantos festejariam? Infelizmente muitos destes que comemoram a morte de alguém tido como ímpio são ou somos nós cristãos… Ou acham que são cristãos… Pois cristão nenhum, consciente de sua missão, comemoraria a morte de quem quer que seja… Aliás, o cristão comemora sim a morte… Comemoramos a morte de outros cristãos fiéis. Comemoramos porque eles venceram. É normalmente um momento triste, de despedida, mas estamos dando graças por aquele que venceu o mundo e agora está com Cristo, esperando pela ressurreição.
Mas hoje parece que cristãos têm prazer na morte de pessoas que são consideradas “inimigas” de princípios cristãos. Parece que se alegram quando coisas ruins acontecem a pessoas que são julgadas como más. Aliás, muitos pedem a “justiça de Deus” contra os outros. Mas nessas palavras, não querem justiça, querem vingança.
Veja o que diz Ezequiel 18.23: “Vocês pensam que eu gosto de ver um homem mau morrer? — pergunta o Senhor Deus. — Não! Eu gostaria mais de vê-lo arrepender-se e viver."
Não há muito o que dizer… Além do versículo 21 e 22 do mesmo texto: “Se um homem mau parar de pecar, se guardar as minhas leis e se fizer o que é certo e bom, não morrerá; é certo que viverá. Todos os seus pecados serão perdoados serão perdoados, e ele viverá porque fez o que é certo.” E o “não morrerá” remete à condenação eterna. Ou seja, mesmo que morra temporalmente, se foi convertido e voltou-se para Deus, não será condenado.
Deixe Deus ser Deus. Deixe ele perdoar, pois ele quer perdoar. Deixe ele condenar, se for necessário condenar.
O Senhor dá o tempo de uma vida para a pessoa se arrepender: “O Senhor não demora a fazer o que prometeu, como alguns pensam. Pelo contrário, ele tem paciència com vocês porque não quer que ninguém seja destruído, mas deseja que todos se arrependam dos seus pecados.” (2º Pedro 3.9) E, ao contrário de Deus, nós não somos muito “pacientes”. Queremos nos vingar com as próprias mãos. Ficamos felizes com a morte de pessoas tidas como más. E esquecemos que diante da Lei de Deus todos somos maus e todos somos condenados. Se não fosse a misericórdia de Jesus, o que seria de nós.
Ao contrário de se alegrar com a perda de alguém como se supõe Fidel Castro ter sido perdido, deveríamos orar para que o Senhor dê mais e mais tempo para os ímpios serem alcançados por nosso testemunho.
O tempo urge. Se você é cristão, se concentre em falar do amor de Jesus. Pois ele perdoou até o bandido na cruz. E perdoa você também.

Jarbas Hoffimann é formado em Teologia e pastor da Igreja Evangélica Luterana do Brasil, em Nova Venécia. (pastorjarbas@gmail.com; facebook.com/pastorjarbas)