quarta-feira, 14 de novembro de 2018

O preço do perdão

      Ressentimentos. Repetição de um sentimento ruim. De mágoa, raiva, ódio. Motivos não faltam, afinal, a maldade anda mais solta que os bandidos. Mas, ressentimento é tomar veneno e esperar que a pessoa detestada morra. O jeito, portanto, é perdoar.
      Perdonare, diz o latim.  Per – total. Donare – doar. Ato que vem da razão, não da emoção. Não é esquecer. É não mais cobrar. Coisa que o coração não faz. Coisa que o Pedro perguntou:
“Senhor, quantas vezes devo perdoar o meu irmão que peca contra mim? Sete vezes?”. “Você não deve perdoar sete vezes, mas setenta e sete vezes”.
      Coisa de maluco. Mas, e a loucura da cruz? Interessante que o termo “perdão” tem vários irmãos gêmeos nas páginas da Bíblia. Nasa, kaphar, salach na língua hebraica, aphesis, aphíemi, charizomai, apolúo, paresis, dikaio, katalasso na língua grega. É um monte de palavras complicadas na pronúncia assim como o próprio perdão na prática, mas que carregam o mesmo significado fácil e simples de entender: apagar, deixar de lado, expiar, doar, presentear.
      O perdão não é facultativo. É regra primordial de convivência onde todos se ofendem. Além do mais, é a primeira obra do amor cristão. Tanto que, se o perdão não vier lá de cima, nunca haverá chance aqui em baixo. Mas, Jesus lembrou:
“Se não perdoarem (...), o Pai de vocês também não perdoará as ofensas de vocês” (Mateus 6.15).
      É causa e efeito. É fé e ação. Deus me perdoa e eu perdoo. Eu não perdoo e o perdão divino congestiona. Foi o problema do credor incompassivo (Mateus 18). Na parábola, o empregado livre de milhões não anistiou seu colega que lhe devia cem, e o incalculável indulto do patrão retornou ao vermelho. “Perdoa as nossas dívidas”, ensinou Jesus, “assim como nós também perdoamos aos nossos devedores”.
      “Quem ama não guarda mágoas” (1Coríntios 13.5), sublinha o hino do amor. Não é fácil. Para Deus custou a vida do seu único Filho. E para mim?

Marcos Schmidt
pastor luterano
Novo Hamburgo, RS

terça-feira, 13 de novembro de 2018

Pisadinha Luterana


Um dos fantásticos e divertidos momentos do nosso Dia das Crianças 2018.
Muito mais vem por aí, com as músicas e outras apresentações também das crianças.

segunda-feira, 12 de novembro de 2018

Culto 17/nov/2018

      Leia os textos bíblicos indicados.
      Se não tem ainda, instale um app da Bíblia em seu celular.


domingo, 11 de novembro de 2018

A "alma volta ao universo"

     Recentemente li algo sobre o tema de que "cientista renomado" descobriu que a morte não existe de verdade, que a alma volta ao ao universo de um modo "quântico". Essa história de "quântico", para mim seja bem legal nas histórias em quadrinhos... Com camadas sobre camadas do mesmo "multiverso" e das "infinitas terras", como no seriado "The Flash". Ou em "O Homem Formiga e a Vesta".
      Fora isso, não entendo nada desta "ciência" (que coloco entre aspas por nem entender se é ciência de fato ou especulação). Já ouvi falar de computador quântico também (mas com preços que giravam em torno de 10 milhões de dólares, nem sei se estão sendo fabricados)... E pelo que li na página do techtudo, a coisa ainda demora:
"Se fosse fácil produzir um computador quântico, eles já estariam em todos os cantos. Há uma série de desafios tecnológicos em torno dessas máquinas e um dos mais impressionantes tem a ver com a temperatura. Para funcionar, o D-Wave 2000Q precisa ser mantido a -273º Celsius, temperatura que é poucas frações acima do zero absoluto e 180 vezes mais fria do que o espaço interestelar."
      Deixa esse troço pra lá, então... Nossa geração dificilmente terá um desses sobre a mesa. Até porque os atuais projetos estão do tamanho de uma vã.
      Vamos falar de alma.
      Há muita especulação sobre o que acontece com a alma na hora da morte. Aliás, tem gente que discute até entre dicotomia (corpo e alma) e tricotomia (corpo, alma e espírito). Nem nisso há consenso. Imagina no resto.
      Vou falar do que eu creio e, pela fé, entendo. Talvez você discorde, tudo bem, mas leia:
      Na hora da morte, há separação entre corpo e alma. A alma vai para junto de Deus, se a pessoa tinha (tem) fé em Jesus Cristo, ou para a condenação do Inferno, se a pessoa não cria em Jesus. Não há outro caminho possível segundo a Bíblia Sagrada. Purgatório é uma "novidade" bem depois do templo bíblico. E mesmo que existisse, as regras pra sair de lá são tão difíceis, que já seria um inferno.
      Um Deus bondoso e misericordioso, a meu ver, não daria um castigo antes da Salvação. Ele já dá a Salvação logo, quando partimos deste mundo... Por outro lado, sendo justo, também condena ao infiel. Não tem segunda chance.
      Na hora da volta de Jesus, quando acontecerá a ressurreição (muuuuuuito diferente de reencarnação, observe isso)... Então! Nessa hora, Deus "recria" o mesmo corpo e une com a alma. Tanto o corpo dos salvos, que será perfeito como o de Cristo, incorruptível, quanto o corpo dos condenados, que irá ser parte do sofrimento do inferno.
      A alma não fica num "universo paralelo" ou sobreposto quântico)... Ela vai, desde o momento da morte, para o céu ou para o inferno.
      E só tem um jeito de se livrar do inferno: Jesus Cristo. Pela fé nele, todos podem ter salvação. Por obras que fazemos, nada merecemos, se não condenação. Mesmo nossas obras, a bíblia chama de "trapos de imundície". Porque sem Cristo, tudo que fazemos é lixo. Com Cristo, tudo terá sua recompensa.
      Pense. Reflita. Leia a Bíblia.
      Deus o abençoe.
Rev. Jarbas Hoffimann

Congregação Castelo Forte
Nova Venécia, ES
Igreja Evangélica Luterana do Brasil

sábado, 10 de novembro de 2018

A maldição da Mega-Sena

      As notícias de hoje, enquanto escrevo este texto, dão conta de que a Mega-Sena sorteará a fortuna de 22 milhões de Reais. Pense bem: milhões! Pobre ganhador. Quem sabe você não vá concordar comigo, mas arrisco a dizer que com esta fortuna, o ganhador é tão pobre e tão rico. Com tamanha fortuna, vai ter que abrir mão da sua vida anônima. Vai viver em prisões disfarçadas de mansões luxuosas, monitoradas eternamente e de segurança máxima. Vai ter que colocar inúmeros seguranças ao redor dos seus filhos, dos seus familiares, das pessoas que mais ama. A montanha de dinheiro será como uma camada de isolamento, tornando impossível um simples caminhar anônimo e despreocupado pelas ruas da cidade.
      O dinheiro não é uma praga. O dinheiro é uma bênção de Deus. É fruto do trabalho honesto, digno. Mas já vi muitas reportagens contando a história de tantos ganhadores da Mega-Sena que acabaram na desgraça. Vítimas dos sanguessugas que se aproximaram apenas para tirar proveito. Vítimas de assassinatos arquitetados pelos próprios seguranças, pela própria esposa, pelas pessoas que deveriam proteger e amar. Foram vítimas dos desejos do seu próprio coração, que bate no tom da onipotência de quem tudo pode a qualquer momento e em qualquer lugar. O título da reportagem? A maldição da Mega-Sena.
      Você pode concordar comigo ou não sobre a fortuna astronômica da Mega-Sena. Mas este é um bom momento para lembrar algo importante:
“o amor ao dinheiro é uma fonte de todos os tipos de males” (1Timóteo 6.10).
      O dinheiro, por si só, não é o problema. O amor ao dinheiro que é o começo da ruína moral, familiar, ética. Nosso Brasil, corrupto e quebrado, está repleto de exemplos. O amor ao dinheiro corrompe. O amor ao dinheiro faz esquecer valores morais.
      Então fica a dica: o dinheiro é uma bênção de Deus, é com o dinheiro que honramos a Deus com nossas ofertas, que aproveitamos a vida, que somos felizes. Deposite seu coração naquele que pagou nossas dívidas, assumiu nossas culpas, perdoou nossos pecados e é Salvador: Jesus. E seja feliz com o dinheiro e o salário honesto e digno que você tem. Ah, e se você pudesse dar um conselho ao ganhador da Mega-Sena? Que tal este:
“Aos que têm riquezas neste mundo ordene que não sejam orgulhosos e que não ponham a sua esperança nessas riquezas, pois elas não dão segurança nenhuma. Que eles ponham a sua esperança em Deus, que nos dá todas as coisas em grande quantidade, para o nosso prazer!” (1Timóteo 6.17). 
Rev. Bruno A. K. Serves
Congregação Cristo
Igreja Evangélica Luterana do Brasil
Candelária, RS

sexta-feira, 9 de novembro de 2018

Curso sobre a Doutrina do Ministério - lançamento dos vídeos





Todos os outros vídeos aparecerão neste mesmo canal de Youtube. São várias e várias horas de curso sobre a doutrina do Santo Ministério.

Por onde andar?


      A foto acima foi tirada anteontem, perto do Santo Antônio, em Nova Venécia. Tinha chovido bastante nos dias anteriores. Meu tênis nunca tinha visto lama, pois só o usava para asfalto... Tava com a sola ainda bem branquinha...
      Daí eu pergunto, olhando para a foto, onde você pisaria? Ou voltaria para o asfalto, para não pisar na lama?
      Olhando para a foto, vemos uma parte mais molhada, que dá mais a impressão de que ali vai sujar mais. Daí nossa reação seria pisar na parte mais alta e menos úmida da estrada. Se você cresceu em locais onde nunca tem lama, talvez não perceba que um dos dois lugares é mais seguro do que o outro para se pisar...
      Se você for por seus olhos e imaginar que a parte mais seca é a melhor, acabará com o risco de afundar o pé inteiro na lama. É isso mesmo, a parte aparentemente mais seca é justamente a parte onde carros e motos não passam, então a terra se acumula e, nela, mesmo que não na superfície, a água está. Se você pisar na parte que diz para seus olhos: "estou mais seca", possivelmente terá uma resposta desagradável...
      Já a parte que está mais úmida, chegando a ter água, é "batida" e por isso pode pisar ali que nem lama agarra direito na sola dos sapatos. Há o perigo de escorregar, mas é menor do que na parte aparentemente mais seca.
      Olhando para os caminhos de sua vida, quantas vezes você já imaginou estar indo pelo caminho certo, quando viu, estava num atoleiro? Pra se livrar de um aparente problema, pra tentar (visualmente) resolver mais rápido, acabou indo pelo caminho mais sujo...
      Nem sempre, nos caminhos da vida, a gente vai perceber onde está mais perigoso e onde está mais seguro. Assim como caminhar nas estradas enlameadas requer experiência, viver também requer. Podemos e devemos aprender com nossos erros passados, para ter um futuro melhor. Insistir no erro é burrice. Simples assim. Segundo Einsten "insanidade é continuar fazendo a mesma coisa e esperar resultados diferentes".
      Olhe os caminhos de sua vida. O que não tá funcionando bem, mude a forma de fazer. Às vezes é preciso derrubar para construir de novo.
      E nunca se esqueça que existe UM CAMINHO que é sempre seguro. Se você tem por objetivo alcançar a Vida Eterna, só há um caminho: "Eu sou o caminho, a verdade e a vida; ninguém pode chegar até o Pai a não ser por mim." (João 14.6).
      Então, pise na lama... Suje seus pés... Brinque com sua família... Seja feliz... Mas nunca se afaste DO CAMINHO.
Rev. Jarbas Hoffimann

Congregação Castelo Forte
Nova Venécia, ES
Igreja Evangélica Luterana do Brasil