sábado, 19 de dezembro de 2015

A verdadeira luz

Vi uma reportagem sobre a falta de luzes nas diversas capitais e outras cidades maiores do país. Dizem que a crise fez com que diminuíssem as iluminações. Mostraram até um prédio que ano passado estava todo colorido e que este ano não tem nenhuma luzinha. O que não falaram é que aquele prédio, ano passado, era de um banco e agora está vazio, para alugar... Também falaram que a grande árvore em São Paulo diminuiu... Mas diminuiu para caber nas “selfies” porque era muito grande e sempre faltava um pedaço nas fotos.
Na contramão desta sensação, parece estar a iluminação de Nova Venécia, que este ano está bem iluminada e enfeitada. Muito bonita. Mas aqui também tem crise... Basta andar pelas ruas e conversar com algumas pessoas. Ou tentar ir ao mercado fazer qualquer “comprinha”.
Alguns diriam que a iluminação de Natal não é importante.
Aposto que outros até diriam que não precisava se fazer uma passarela aos moldes da que está sendo feita... “Podia ser mais simples”. Eu penso (e cada um pode pensar diferente, obviamente) que tem coisas que a gente precisa embelezar.
Quando você vê as belas paisagens do Rio Grande do Sul, os rios de Bonito, MS; a ponte no início da Reta da Penha, ou aquela bem parecida em São Paulo... Cidades com suas entradas floridas, como é a região das hortênsias no sul do país, ou bem enfeitadas, como é o caso da região de Domingos Martins... São de encher os olhos. A gente gasta muitos “megabaites” de imagens. A gente quer guardar a lembrança de coisas tão lindas, porque elas nos alegram.
Hoje, passando pelo centro, só de ter um guindaste segurando a base da nova passarela, já virou meio que um ponto turístico. As pessoas param na ponte e apontam seus celulares para a obra. Imagina quando ficar pronta e enfeitada com as luzes do próximo Natal! E ande pelas ruas de Nova Venécia nestas noites quentes, você verá pessoas fotografando perto das luzes de Natal.
Acredito que precisamos embelezar as coisas para nos lembrar que há mais alegria do que nós normalmente vemos. Você certamente gosta mais de entrar numa loja bem arrumada do que numa toda bagunçada e onde nem a poeira é tirada. Todo mundo capricha para atrair o cliente. Nós caprichamos para receber uma visita. E nenhuma visita é mais importante que o menino que veio no primeiro Natal. Para ele são todas as luzes, não para o Papai Noel. O velho barbudo é um coadjuvante que teima em querer ser mais importante... Mas o presente mesmo... Aquele que precisa estar presente em todos os momentos... Aquele que vai iluminar a sua vida, mesmo quando a prefeitura recolher as luzes de Natal, é Jesus Cristo, luz do mundo.

Ilumine sua vida com luzes de Natal. É bonito. Alegra aos que passam e veem e alegrará você também. Mas deixe-se iluminar pela verdadeira luz: Jesus.

Estes e outros artigos são publicados no Jornal Correio 9, de Nova Venécia (curta para ser avisado das edições diárias, leitura completa online):

Ouviram... Não se ouve mais.

Não quero ter um tom saudosista neste artigo... Mas não tem como pensar em “antigamente”.
Explico: outro dia fui a uma cerimônia de formatura. Há muitas nesta época. Como toda cerimônia que se preze, há o momento cívico, normalmente com os hinos. É pena que desconheçamos o hino do Estado e mais ainda da cidade. No Rio Grande do Sul, onde morei alguns anos, seria impensável um momento cívico sem o hino estadual e eles estão certos, nós, nem tanto...
Mas... No momento cívico, parecia que apenas eu e outros “gatos pingados” sabíamos o hino. Não há cantar. Não há postura. Aliás, será que alguém ainda sabe que há postura correta para cantar o Hino? Se não fosse um “playback” com a voz, certamente o hino não sairia. Nem os dirigentes pareciam saber. Ou, se sabiam, não se importavam.
Estamos carentes de recuperar o amor por nossa pátria. É tanta notícia ruim, que o “mar de lama” faz “secar” nossa alma. Não há mais emoção em cantar o Hino Nacional. Muitos estão com vergonha do país. Decepcionados com autoridades em diverso níveis. É fato. Sem entrar no mérito, há muita coisa que mudar... E não creio que um novo regime militar resolva. Não enquanto cada um aceitar que colar na prova é normal... Que receber troco a mais é burrice do caixa... Que achar uma carteira é azar de quem perdeu... Que tudo bem, receber alguns tijolos por um voto, uma cesta básica...
Enquanto você e eu não mudarmos, como povo, não há muito que se fazer.
Porém, para o cristão, há sempre o que fazer: primeiro, procurar seguir os mandamentos de Deus. Segundo, orar e trabalhar pelo bem da cidade:
“Trabalhem para o bem da cidade para onde eu os mandei como prisioneiros. Orem a mim, pedindo em favor dela, pois, se ela estiver bem, vocês também estarão.” (Jeremias 29.7)

Orem pela paz da cidade... Mesmo que sejamos, muitas vezes, reféns de nossas frustrações e medos. O Senhor continuará conduzindo.

Estes e outros artigos são publicados no Jornal Correio 9, de Nova Venécia (curta para ser avisado das edições diárias, leitura completa online):

quinta-feira, 3 de dezembro de 2015

Gente esperta

Quem anda com os sábios será sábio, mas quem anda com os tolos acabará mal. Pv 13:20 NTLH

Este verso não podia estar mais atual...
Tem muita gente andando com "espertos" achando que vão se dar bem pra sempre. Não vão.