sexta-feira, 24 de junho de 2016

Desânimo...

É muito triste chegar ao limiar de um novo período sem muitas perspectivas positivas. No final de 2014, com a troca de governo nacional (ou melhor, a manutenção do mesmo grupo que já estava havia 12 anos), pelo menos “metade” (bem, metade não… Já que a presidente foi eleita com 38,16% dos votos… Pois 35,74% votaram no outro candidato e 26,10% em branco, nulo ou abstenções… Ou seja, 61,84% dos votos não foram para a, atualmente, presidente afastada)... Mas uma boa parcela da população parece que manteve a esperança de que a coisa “continuaria melhorando”. O ano veio, passou... Acabou 2015… As notícias não melhoraram… Muito ao contrário, cada dia apareciam mais escândalos e mais notícias ruins. Veio 2016 e os milhões de desempregados só crescem em número.
Em nossa região, desde 2013 a chuva não vem como necessária. Colheitas chegando a menos de 10% do que deveria ter sido colhido. 😢😢😢
Vimos que todos (ou quase) os indicadores econômicos tinham sido maquiados em 2013. E parece que a cada novo dia mais um aparece. Agora é a “Oi” que pede recuperação econômica… Alguns dizem que é porque não recebe mais subsídio de bancos federais (aina vão apurar isso…) É tanta novidade que não se tem tempo de aprender o que significa cada nova informação: é “peculato”, “condução coercitiva”, “recuperação econômica”, “contabilidade criativa”...
Ainda em fins de 2014 se supunha, o que se mostrou real: as tais “pedaladas” que não fazem bem pra saúde de ninguém. Bem, pra alguém fez, pois houve reeleição. Vimos programas sociais sendo cortados aos milhões, enquanto eram descobertos desvios de TRILHÕES. Vimos as contas se multiplicarem (água, luz, telefonia, combustível)...
Em nosso Estado, com a desculpa da seca, quiseram inventar outra cobrança para a água (o que ainda está parado, por enquanto, mas já já alguém propõe de novo). Naquela proposta o cidadão pagaria pela água que consome (se você não sabe, a gente [dizem] paga pelo tratamento e não pela água, ou seja, estão querendo cobrar da gente pelo tratamento e pela água consumida). É triste quando querem se aproveitar de uma situação triste para pisar ainda mais em quem já paga por absolutamente tudo. É triste ver gado morrendo no pasto… Plantações dizimadas… Lavradores cabisbaixos e cheios de dívidas a pagar, de investimentos que foram feitos, mas que não deram resultado.
Nessas horas, a vontade é sentar à beira do caminho e chorar? Talvez seja. Mas vai adiantar? Certamente não. Se nós não fizermos nada a coisa vai melhorar? Talvez sim, talvez não. Mas se fizermos algo, certamente a coisa pode começar a mudar. Porém esta mudança começa com a nossa atitude. Começa quando nós mesmos ensinamos nossos filhos a serem pessoas melhores. Vi um vídeo muito interessante, de um ex-primeiro-ministro português (https://www.youtube.com/watch?v=pAt1xfUyfOg). Pedro Santana Lozes, ex-primeiro-ministro, é como se fosse o nosso ex-presidente.
O que acontece é mais ou menos isso:
A jornalista corta para a entrada ao vivo, e um repórter aparece apenas comentando que José Mourinho havia desembarcado. Ele nem aparece. É um corte de alguns segundos, quando ela volta para o estúdio e quer retomar a conversa, acontece isto, começando o diálogo pela repórter:
—Volto agora a conversar com Pedro Santana Lopes, estávamos a falar...
— Sabe onde é que estava?
— Sei, estávamos a falar...
— E acha que isso justifica? — Desculpe a pergunta. Estou falando da interrupção. Isso justifica?
— A interrupção da entrevista...
— José Mourinho é mais importante que qualquer um de nós, sem dúvida nenhuma. A chegada dele põe o país em delírio e os problemas dos partidos e do sistema político não interessam nada? Só lhe pergunto: é assim que o país anda para a frente? Os senhores me convidaram para vir aqui, para vir falar destes assuntos importantes, eu vim com sacrifício pessoal, um sacrifício pessoal. Chego aqui e sou interrompido por causa da chegada de um treinador de futebol? Acho que o país está doido, desculpe dizer. Com todo o respeito, e, portanto, eu não vou continuar a entrevista. As pessoas têm que aprender... Peço desculpas, mas não vou continuar. Sem nenhum pretensiosismo. Agora... Tenho regras e não quebro minhas regras.
O entrevistado se levanta, ao vivo, e vai embora… Julga que se um técnico de futebol é mais importante que a economia do país, se deve, então, falar apenas do futebol...
Quanto a nós, enquanto nossa maior preocupação ainda for se nosso time cai ou é “incaível”... Aqueles que sabem disso, usarão até isso para nos deixar ainda mais desanimados. E a cada dia tomamos outro 7x1: na educação, na economia, na segurança...
É preciso ter atitude. E a primeira delas é (Hebreus 12.12-16): “Portanto, levantem as suas mãos cansadas e fortaleçam os seus joelhos enfraquecidos. Andem por caminhos aplanados para que o pé aleijado não manque, mas seja curado.
Procurem ter paz com todos e se esforcem para viver uma vida completamente dedicada ao Senhor, pois sem isso ninguém o verá. Tomem cuidado para que ninguém abandone a graça de Deus. Cuidado, para que ninguém se torne como uma planta amarga que cresce e prejudica muita gente com o seu veneno. E tomem cuidado também para que ninguém se torne imoral ou perca o respeito pelas coisas sagradas, como Esaú, que, por causa de um prato de comida, vendeu os seus direitos de filho mais velho. Como vocês sabem, depois ele quis receber a bênção do seu pai. Mas foi rejeitado porque não encontrou um modo de mudar o que havia feito, embora procurasse fazer isso até mesmo com lágrimas.”
Destaco acima o versículo 15: No meio dessa sensação ruim, não se deixem levar pelo desânimo. Deus continua no comando. Também não se deixem tornar pessoas amargas, buscando pensar só em si mesmas e abandonando o amor ao próximo.
Os próximos dias, meses e anos serão melhores? Talvez sim... Talvez não. Se tirar o povo que hoje governa, vai resolver? Está cada vez mais difícil acreditar que sim… Mas talvez sim, talvez não. Certo é que se nós nos deixarmos abater, aí já teremos sido derrotados antes mesmo das lutas do ano que vem começarem. E elas virão. Elas sempre vêm. Assim como também vem a bonança. Na hora da tristeza precisamos ainda mais nos firmar naquilo que nos dá segurança: fé em Deus, família, cônjuge…
Continue confiando… Continue orando… E, se ainda não fez, faça a sua parte. Não eleja nenhum político que te ofereça qualquer benefício egoísta… Ele oferece hoje e precisará tirar amanhã para repor. Não aceite vender sua honra por alguns sacos de cimento, areia, um tanque de gasolina, uma “receitinha” na farmácia, um tranporte de ambulância ou funerária, uma consulta “mais rápida” no SUS ou particular… Não se venda. Ensine honra a seus filhos aí você estará fazendo um país melhor.
E confie. O Senhor continua olhando para o bem dos seus. No momento cherto a chuva virá novamente.

Jarbas Hoffimann é formado em Teologia e pastor da Igreja Evangélica Luterana do Brasil, em Nova Venécia. (pastorjarbas@gmail.com; facebook.com/pastorjarbas)

Estes e outros artigos são publicados no Jornal Correio 9, de Nova Venécia (curta para ser avisado das edições diárias, leitura completa online):
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terça-feira, 21 de junho de 2016

Vai um cafezinho aí? Bom de verdade.

Mais um “achado” científico muda o que antes a ciência dava como certo. Mas desta vez; que bom! Pode-se tomar o café sem se preocupar se ele causa ou não câncer. Por 25 anos se indicava que causaria a temível e terrível doença. Agora “sabe-se” (sabe-se lá até quando se saberá) que é (ou deve ser) a temperatura muito elevada o “gatilho” do câncer… Daí quem ainda se manteve na mira foi o amado “chimarrão galdério”, que é servido na temperatura de fervura (este é o ponto da temperatura da água).
Certamente, você que é um pouco mais velho, lembra de quantas vezes as pesquisas científicas já mudaram de ideia. Mas isso é justamente fazer ciência: é não dar nada como terminado e continuar pesquisando (utilizando o método científico), pois amanhã podem surgir ferramentas que não se tem hoje e aprimoramentos científicos nunca antes sonhados. Daí se revisa a pesquisa. Por isso também, nada “cientificamente” provado pode ser considerado como verdade definitiva.
Ovo já foi “veneno”, depois não era bem assim e passou a ser recomendado. Sobre gorduras, cada dia tem uma nova: um dia é a banha de porco que não presta, no outro dia é a manteiga, depois é a margarina, mas daí alguém diz que é só a “light”... Depois nada mais faz mal.
Em muitos momentos a ciência se parece mais com os “achismos” de rede social. As “redes sociais deram voz a uma legião de imbecis”, segundo Umberto Eco (falecido em 19 de fevereiro deste ano). Ele tem razão. As pessoas veem um “post” e “retuítam” sem nem saber do que se trata, de fato. Sem profundidade, sem pesquisa. Já vi corrente de oração pelos personagens de “Diários de Vampiro”, “The Walking Dead”, “Breaking Bad”, entre outros. Um monte de gente digitando “amém” pra ajudar os personagens. Quase comentei: “kkkkkk”, mas fiquei com pena da inocência e avisei.
No campo político, vejo “posts” mentirosos sobre todas as figuras públicas, de todos os partidos. A infâmia e imbecilidade parece não escolher alvo, atira para todo o lado. Isso é próprio daquele que acha que sabe tudo, mas, de fato, nada sabe… (Que saudade do Sócrates, não o Dr. Corinthians, que também deixa saudades nesse pífio futebol de hoje, mas mais saudades do original: filósofo, que disse, depois de muito estudar: “só sei que nada sei”). Hoje ninguém estuda e sabe tudo.
É aquele que grita para não “perder uma discussão”, pois o grito é a solução daquele que está sem argumento fático. Gritar é impor-se pela força… Porque os argumentos inexistem.
Segundo Eco, então, a TV já tinha colocado o “idiota da aldeia” num patamar onde ele se achava superior. “O drama da internet é que ela promoveu o idiota da aldeia a portador da verdade.” E num mundo individualista, parece não interessar mais “a verdade”... Interessa aquilo que é verdade para você. Nesse panorama de verdades de todos os lados, parece que distamos cada vez mais do que é real. Quando cada um “decide” o que é verdade, ela já não é.
No campo da religião, o que ontem era, hoje não é mais e amanhã, quem sabe… Vai depender da cabeça do “paxxxtor” (ou como queiram chamar). Ontem se demoniza a Igreja Católica, amanhã são os orixás, depois o “negócio” é ficar rico, daí um concorrente começa a fazer milagres e a vertente muda… Quando pensa-se que nada mais é possível, aparece um pseudo-rabino-evangélico-sei-lá-o-quê… E parece que seguem a máxima atribuída a Paulo Maluf: “falem mal, mas falem de mim”. E daí deputados brigam pra todo lado, para permanecer na “mídia”... O que ontem era inimigo, amanhã será compadre. Parece não importar “a verdade”... Importa aparecer.
E o café? O café é gostoso (Pra quem gosta. É bem verdade.).
O café causa câncer, “opa, pera”... Não causa mais (pelo menos não por enquanto, tomara que nunca mais, porque eu não vou parar de beber).
No mundo há muitas verdades. E, respeitando a opinião de cada um que lê este artigo, digo que a verdade revelada é Jesus Cristo, único Salvador.
Na religião cristã existe um axioma: “Deus é e se revela”. Isso é verdade. Ele era, é e será para sempre o mesmo. Sua verdade não muda: ele quer salvar a todo aquele que está longe dele (os de perto também). Se você tem outras “verdades”, com todo o respeito peço, apenas pense no assunto. Hoje ainda é hora de ler, aprofundar conhecimentos, opiniões e conhecer o que é verdade. Essa não é uma “verdade” para mim. É A VERDADE. E nem depende de que outros acreditem, para que seja verdade. É e pronto. Que tal um café, agora? Já que mesmo que causasse câncer, a vida aqui é um pedaço daquela que espera todo aquele que crê em Jesus.


2 P.S. (E não é “Play Station 2”):
1. Os abrasileiramentos de palavras estrangeiras aprendi com José Ângelo Campos, na época em que trabalhamos juntos em um dos jornais da cidade. Ele repórter e redator… Eu digitava. Grato por isso.
2. “idiota”, é bom saber, é uma das formas para a palavra “político” em seu original. A outra é “politicós”.O “politicós” é aquele que se interessa e quer ajudar o outro. O “idiota” só se interessa no que o ajuda, sendo honesto ou não.


Jarbas Hoffimann é formado em Teologia e pastor da Igreja Evangélica Luterana do Brasil, em Nova Venécia. (pastorjarbas@gmail.com; facebook.com/pastorjarbas, @pastorjarbas)

terça-feira, 14 de junho de 2016

Intolerância (mais uma vez)

Antes de começar, preciso definir algo: sou cristão, pastor, teólogo luterano, pai de família, cidadão… Tento ser o melhor nisso tudo aí… Nem sempre consigo. É a triste realidade de ser “justo” e “pecador” ao mesmo tempo. Pois é feliz ser declarado justo por causa da justiça de Cristo… Entretanto, enquanto estamos no mundo, o pecado continua a insistir em nós, para nos afastar da justiça. Reconheço que, diante da Bíblia, muitas coisas, segundo a fé cristã bíblica, são pecado, como, por exemplo, o homossexualismo. Entenda bem, não se trata de uma questão ética, mas sim, religiosa. Minha fé. Talvez não a sua. Ninguém é pessoa pior porque é homossexual.
Definindo acima, apenas para lembrar que tenho meus princípios morais e religiosos, fruto da fé que o Senhor me deu em Cristo, meu Salvador. Você não precisa nem concordar comigo, nem ter a mesma fé para que eu o ame. Afinal, o Senhor Jesus ensina justamente isto: amar a todos. E todos não se classifica, ou são “TODOS”, ou não é o que Jesus ensinou… Né!?
Voltando do culto neste domingo, liguei a TV para ver um pouco do vôlei… Um dos poucos esportes que ainda alegra o brasileiro, junto com o basquete do Flamengo(!), porque a seleção já faz tempo que parece fazer mais politicagem para vender e comprar jogadores, do que jogar mesmo… Não é mais a seleção do povo, mas uma seleção espúria de uma CBF cheia de acusações de conchavos para enriquecer seus diretores…
Liguei a TV e lá estava uma informação de que uma “Boate Gay” tinha sido atacada na madrugada, matando 20 pessoas e ferindo outras 40… Não sei porque tanta ênfase em “Boate Gay”, mas vamos lá… Demorei para digerir a notícia (embora isso pareça ser normal nos Estados Unidos, assim como está normal a criminalidade e a corrupção aqui no Brasil).
Naquele primeiro momento, postei, ainda estupefato, em minha página no facebook: “Mais uma vez a ignorância, o desamor, o ódio se sobrepõem ao amor, perdão, e todo o ensino de Jesus. Num atentado a uma boate nos EUA. Antes de serem "gays" (ou não) são pessoas. E são alvos do amor e do perdão de Deus. Oremos por todos aqueles que são vítimas de intolerância. Assim como oramos pelos cristãos perseguidos.
Mais tarde, não eram apenas 20 as pessoas mortas, mas 50 seres humanos que tinham sido mortos. E outros 53 feridos (ainda pode morrer mais alguém).
É bom que se ressalte: antes de se definir aquelas pessoas como “gays” se deveria falar das pessoas que ali foram mortas ou feridas. São pessoas com pais, mães, tios, amigos, vizinhos… São pessoas com sonhos (mesmo que não concordem com os seus e meus), são pessoas com vida (mesmo que você e eu discordemos de como a vivem)... São pessoas, acima de tudo, amadas também por Jesus. E fico triste em pensar que possa haver pessoas que se digam cristãs e que estejam felizes com essa grande catástrofe.
Se alguém está feliz com isso, não entendeu o que Jesus ensinou. É como os “cristãos” que durante as cruzadas montaram um exército de crianças para retomar Jerusalém. Queriam, pela força, impor a palavra de Jesus. E mataram suas crianças, numa guerra insana (se é que há alguma que não seja).
Jesus, ao contrário, agiu assim: “Aí Simão Pedro tirou a espada, atacou um empregado do Grande Sacerdote e cortou a orelha direita dele. O nome do empregado era Malco. Mas Jesus disse a Pedro: Guarda a sua espada! Por acaso você pensa que eu não vou beber o cálice de sofrimento que o Pai me deu?” (João 18.10-11) e diante de Pilatos, instigado a revidar: “O meu Reino não é deste mundo! Se o meu Reino fosse deste mundo, os meus seguidores lutariam para não deixar que eu fosse entregue aos líderes judeus Mas o fato é que o meu Reino não é deste mundo! (João 18.36)
É um reino que transcende este mundo. Um reino que não vai querer matar o outro, porque o outro quer viver diferente. É claro que nós cristãos não podemos fugir do que a Bíblia trata como pecado. Isso não pode acontecer. Mas não é pela força que Jesus é testemunhado.
Não sem motivo, quando perguntado sobre qual o maior mandamento Jesus respondeu: ame a Deus e ame ao próximo. E quando diante de um líder judeu, foi a vez de Jesus perguntar qual era o maior mandamento: “O homem respondeu: Ame o Senhor, seu Deus, com todo o coração, com toda a alma, com todas as forças e com toda a mente. E ame o seu próximo como você ama a você mesmo.” (Lucas 10.27).
O problema é que, como aquele homem, os cristãos querem escolher quem é o seu próximo. Aquele homem perguntou: “mas quem seria o meu próximo?” Então Jesus conta a linda parábola do Bom Samaritano (leia em: http://pt.bibles.org/por-NTLH/Luke/10).
Você é cristão, quem é seu próximo? A teologia luterana define o próximo: “é aquele que precisa do seu amor”.
E quem precisa do seu amor? Cada pessoa à sua volta. Você não concorda com a vida que outras pessoas estão levando? Ore por elas. Fale de Jesus a elas. Mas não torne o pecado delas maiores do que os seus. Somos todos pecadores. Não podemos e nem devemos tolerar o pecado, mas, a exemplo de Jesus, precisamos ser mais tolerantes com os outros pecadores. Falando do perdão que só Jesus pode dar.
A você que é homossexual ou ama alguém que seja, não me odeie. Eu não te odeio. Te amo em Cristo, embora não concorde com a vida que você escolheu levar. Assim como talvez você não concorde com a vida que eu levo...
Por fim, um convite aos cristãos: oremos pelos entes queridos daqueles mortos nos Estados Unidos, no massacre do dia dos namorados. Oremos para que os que ficaram vivos se recuperem. Oremos para que os cristãos sejam amorosos e ajudadores nesse momento difícil. Oremos para que os ódios no Brasil também sejam sobrepujados pelo amor. Ódio só produz mais ódio. Amor produz diálogo. E para falar de Jesus, precisamos dialogar.


Jarbas Hoffimann é formado em Teologia e pastor da Igreja Evangélica Luterana do Brasil, em Nova Venécia. (pastorjarbas@gmail.com; facebook.com/pastorjarbas, @pastorjarbas)


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segunda-feira, 6 de junho de 2016

Casamento - entradas

Há muitas entradas "estranhas" nos casamentos atualmente...
Bem, cada um faz o que quer (eu acho, desde que o local e as leis permitam)...
Mas muitas dessas entradas alegres, dançantes, brincalhonas, acabam por esvaziar o sentido desta cerimônia tão significativa.

Escolhi uma que me pareceu levar a sério a coisa.
E a dedico a todos os namorados deste próximo dia 12. Aqueles que ainda estão há passos do casamento e àqueles que há anos sabem que não há felicidade maior do que encontrar a pessoa certa e dividir tudo com ela.

Veja o vídeo. E abaixo a música original e a tradução.



TRADUÇÃO

Você Me Eleva

Quando estou triste, e, oh, minha alma, tão cansada
Quando os problemas fazem o coração pesar
Então, eu paro no meio do silêncio
Até você vir e sentar-se por um instante comigo

Você me levanta para alcançar montanhas
Você me eleva para andar sobre o mar
Eu sou forte quando estou sobre seus ombros
Você me levanta mais do que eu possa alcançar

Você me levanta para alcançar montanhas
Você me eleva para andar sobre o mar
Eu sou forte quando estou sobre seus ombros
Você me levanta mais do que eu possa alcançar

Não há vida - não há vida sem este desejo
Cada batida do meu coração tão imperfeito
Quando quando você chega e eu me espanto
Às vezes, eu acho ter vislumbrado a eternidade

Você me levanta, para alcançar montanhas
Você me eleva, para andar sobre o mar
Eu sou forte, quando estou sobre seus ombros
Você me levanta mais do que eu possa alcançar

Você me levanta, para alcançar montanhas
Você me eleva, para andar sobre o mar
Eu sou forte, quando estou sobre seus ombros
Você me levanta mais do que eu possa alcançar

ORIGINAL

You Raise Me Up

When I am down and, oh, my soul, so weary
When troubles come and my heart burdened be
Then, I am still and wait here in the silence
Until you come and sit awhile with me

You raise me up, so I can stand on mountains
You raise me up, to walk on stormy seas
I am strong, when I am on your shoulders
You raise me up: To more than I can be

You raise me up, so I can stand on mountains
You raise me up, to walk on stormy seas
I am strong, when I am on your shoulders
You raise me up to more than I can be

There is no life - no life without its hunger
Each restless heart beats so imperfectly
But when you come and I am filled with wonder
Sometimes, I think I glimpse eternity

You raise me up, so I can stand on mountains
You raise me up, to walk on stormy seas
I am strong, when I am on your shoulders
You raise me up to more than I can be

You raise me up, so I can stand on mountains
You raise me up, to walk on stormy seas
I am strong, when I am on your shoulders
You raise me up to more than I can be

domingo, 5 de junho de 2016

Não chore!!!

Que a graça do Senhor Jesus Cristo, o amor de Deus e a presença do Espírito Santo estejam com todos vocês! (2Co 13.13).

Queridos irmãos e irmãs em Jesus Cristo.
Você já se sentiu apenas com vontade de chorar? Mas chorar de desespero, de desânimo, de falta de perspectiva...
Os textos bíblicos apresentam situações onde isso acontece a duas mulheres. E, numa delas, Jesus diz: “Não chore!”
Esta é a frase o Salvador disse a uma mãe que estava acompanhando o sepultamento de seu único filho.
O pior é que esta mãe ainda era uma viúva, numa sociedade que deixava as viúvas de lado. Ninguém se preocupava com elas. A não ser os filhos. E aquela mulher estava sozinha agora.
Junto com o filho, a viúva de Naim estava sepultando todas as suas esperanças para o futuro. Ninguém mais olharia por ela. Dali em diante ela estaria sozinha, porque não tinha mais seu marido e, agora, não tinha mais o único filho. A situação não poderia ser mais desesperadora.
Então Jesus chega perto da mulher e diz: “Não chore!”...
No texto do 1Rs acontece algo parecido: a viúva de Sarepta, que tinha ajudado o profeta Elias no período da seca, também tinha apenas um filho. E agora o filho dela morre inesperadamente jogando por terra todas as suas esperanças.
Ela faz o que qualquer um costuma fazer quando está desorientado. Ela vai ao profeta e diz:
“Homem de Deus, o que o senhor tem contra mim? Será que o senhor veio aqui para fazer com que Deus lembrasse dos meus pecados e assim provocar a morte do meu filho?” (1Rs 17.18).
Quantas vezes já fizemos assim! A gente olha nossa vida e pergunta: meu Deus, por quê? E é isso que a mulher faz ao falar com o profeta de Deus.
Elias pegou o rapazinho dos braços da mãe e o levou ao quarto. Ele orou a Deus:
“Ó Senhor, meu Deus, por que fizeste esta coisa tão terrível para esta viúva? Ela me hospedou, e agora tu mataste o filho dela!” ... “Ó Senhor, meu Deus, faze com que esta criança viva de novo!” (1Rs 17.20-21).
A criança ressuscitou e assim Deus restaurou as esperanças daquela viúva.
E no texto do Evangelho, Jesus está na cidade de Naim e as pessoas que estavam ali conheciam a história de Elias e a ressurreição do menino.
Jesus vê o enterro saindo e sente pena daquela mulher, que estava desesperada e se aproxima do cortejo fúnebre.
Primeiro Jesus consola a mulher: “Não chore!” (Lc 7.13). Mas como não chorar perdendo o único filho? A última esperança de não ficar desamparada no futuro? Além de perder o filho, aquela mulher estava perdendo as esperanças. E Jesus, sabendo disto diz: “Não chore!” (Lc 7.13).
Jesus toca o caixão e diz ao rapaz:
“Moço, eu ordeno a você: levante-se!” (Lc 7.14).
“O moço sentou-se no caixão e começou a falar, e Jesus o entregou à mãe.” (Lc 7.15).
As esperanças da mulher foram renovadas.
Nestas duas histórias muito parecidas há uma diferença fundamental. Há um profeta em cada história. Mas a diferença é que o profeta do Novo Testamento, além de profeta, é também o próprio Filho de Deus. E enquanto Elias precisa pedir que Deus ressuscite o rapaz, Jesus simplesmente olha pro caixão e diz: “Moço, eu ordeno a você: levante-se!”. Porque Jesus é o verdadeiro Deus. Porque Jesus é que pode curar e consolar.
É ele quem te diz: não chore! Mas às vezes a pergunta vêm à nossa cabeça: “como não chorar?” “Como não desesperar?” Frente a problemas na família, no emprego, na saúde e tantos outros...
Jesus diz: não chore!
E eu digo a vocês, em nome do Senhor Jesus: “não chore!” Encha seu coração de alegria... Porque até mesmo nas dificuldades o Senhor está contigo. Ele vem a você e te revigora.
Se a situação está desesperadora, faça como o salmista no Salmo 116:
Os laços da morte estavam me apertando, os horrores da sepultura tomaram conta de mim, e eu fiquei aflito e apavorado. Então clamei ao Senhor, pedindo: “Ó Senhor Deus, eu te peço: Salva-me da morte!” (Sl 116.3-4).
E Deus sempre responde, como respondeu ao salmista:
Deus me livrou da morte, fez parar as minhas lágrimas e não deixou que eu caísse na desgraça. Por isso, no mundo dos que estão vivos, viverei uma vida de obediência a ele.” (Sl 116.8-9).
Recorra ao Senhor Jesus, porque quando Jesus está próximo sempre há esperança.
Na dor, mesmo que sejam os horrores da morte, fale com Deus e mostre sua dor. Se faltar a saúde e as forças, peça forças a quem pode te dar: o Senhor. E procure andar com Deus todos os dias.
O Pai que te ama, se você estiver perto dele ele vai te atender, porque ele prometeu fazer isto.
Não chore! Creia no Senhor Jesus e você vencerá o mundo. Amém.


E a paz de Deus, que ninguém consegue entender, guardará o coração e a mente de vocês, pois vocês estão unidos com Cristo Jesus. Amém. (Fp 4.7)