Veja o curso (ainda está sendo publicado) completo sobre o Santo Ministério, dos pastores da Região Sudeste, da Igreja Evangélica Luterana do Brasil.
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sexta-feira, 21 de junho de 2019
sexta-feira, 10 de agosto de 2018
Aqui estou para cantar - Carlos Magrão Gospel
Estará em Nova Venécia, na Praça Adélio Lubiana
É hoje! 19h
quarta-feira, 8 de agosto de 2018
Pai Nosso - Carlos Magrão Gospel
Estará em Nova Venécia, na Praça Adélio Lubiana
dia 10 de agosto, na feirinha.
terça-feira, 7 de agosto de 2018
A posição da IELB sobre o aborto
Porto Alegre, RS, 07 de agosto de 2018
A POSIÇÃO DA IELB SOBRE O ABORTO
Visto que o aborto foi levado ao Supremo Tribunal Federal e ali foi discutido em audiência pública, líderes de igrejas também se manifestaram. Alguns colocaram sua posição contrária ao aborto, outros, porém, colocaram-se a favor. Diante disso, também a Igreja Evangélica Luterana do Brasil (IELB) foi questionada a respeito. Em resposta, evidentemente, não é possível dar um longo parecer. No entanto, trazemos, de forma resumida, a posição da IELB.
Em primeiro lugar, a IELB chama atenção para o fato de que julgamentos feitos por cortes judiciais, inclusive pelo Supremo Tribunal Federal, sobre a legalidade ou ilegalidade de ações das pessoas, não resolvem assuntos morais e não são determinativos para a consciência cristã.
Em segundo lugar, quanto ao aborto, evidentemente, ocorrem abortos espontâneos e inevitáveis, que se equiparam à morte de uma pessoa. Agora, quanto a abortos provocados, a posição da IELB é esta: Visto que o aborto provocado implica em tirar uma vida humana, ele não é uma opção moral viável, a não ser que se trate de um infeliz e inevitável procedimento médico necessário para evitar a morte de outro ser humano, a saber, da mãe. Se não houver esta infeliz e inevitável necessidade de escolha entre duas vidas, o aborto provocado se equivale ao assassinato, pois claramente é uma desobediência aberta ao quinto mandamento, dado por Deus, que diz: “Não mate” (Êxodo 20.13). Isto, porque, do ponto de vista bíblico, o embrião humano já é um ser humano, conforme Davi, inspirado pelo Espírito Santo, claramente
confessa no Salmo 139.13-16 (NAA):
Pois tu formaste o meu interior,Além de o aborto provocado ser uma séria ofensa contra o quinto mandamento, ele também é ofensa contra o primeiro mandamento, em que Deus diz: “Não tenha outros deuses diante de mim” (Êxodo 20.3). Pois a ação de abortar claramente é manifestar rejeição de honrar a Deus como o Criador e de buscá-lo acima de tudo em tempos de necessidade. Assim, isso se encaixa naquilo que diz o apóstolo Paulo, em Romanos 1.32: “Embora conheçam a sentença de Deus, de que os que praticam tais coisas são passíveis de morte, eles não somente as fazem, mas também aprovam os que as praticam”.
tu me teceste no ventre de minha mãe.
Graças te dou, visto que de modo assombrosamente maravilhoso
me formaste;
as tuas obras são admiráveis,
e a minha alma o sabe muito bem.
Os meus ossos não te foram encobertos,
quando no oculto fui formado e entretecido como nas profundezas
da terra.
Os teus olhos viram a minha substância ainda informe,
e no teu livro foram escritos todos os meus dias,
cada um deles escrito e determinado,
quando nem um deles ainda existia.
Portanto, em consonância com o ensinamento bíblico, a IELB é contrária à prática do aborto provocado de forma indiscriminada.
Atenciosamente,
Rev. Dr. Rudi Zimmer
Presidente da IELB
segunda-feira, 6 de agosto de 2018
Juventude Luterana - DVD A LUZ
Estará em Nova Venécia, na Praça Adélio Lubiana
dia 10 de agosto, na feirinha.
sexta-feira, 3 de agosto de 2018
Programa Acorde (Parte 4) Carlos Magrão
Estará em Nova Venécia, na Praça Adélio Lubiana
dia 10 de agosto, na feirinha.
quarta-feira, 1 de agosto de 2018
Programa Acorde (Parte 3) Carlos Magrão
Estará em Nova Venécia, na Praça Adélio Lubiana
dia 10 de agosto, na feirinha.
quarta-feira, 25 de julho de 2018
Programa Acorde (Parte 2) Carlos Magrão
Estará em Nova Venécia, na Praça Adélio Lubiana
dia 10 de agosto, na feirinha.
terça-feira, 17 de julho de 2018
Programa Acorde (Parte 1) Carlos Magrão
Estará em Nova Venécia, na Praça Adélio Lubiana
dia 10 de agosto, na feirinha.
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quinta-feira, 7 de junho de 2018
Erguei as vozes jubiantes
Erguei as vozes, jubilantes: Pastor Jarbas
Para ver os vídeos de ensaio de cada voz, acesse o canal do youtube:
www.youtube.com/pastorjarbas
Inscreva-se e ative as notificações (o sininho) para ser informado sobre as postagens de vídeos do canal.
Também é possível ver os vídeos em www.musicaluterna.blogspot.com.
Quando houver mid e pdf, estarão nesta página do site PastorJarbas: Palavra Candada
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quarta-feira, 6 de junho de 2018
Oração de Habacuque
Não tenho como manter a partitura online, pois uso a versão free do musescore, que só permite 10 partituras online.
Assim, se precisar, entre em contato.
Veja os vídeos de ensaio.
Soprano | Contralto | Barítono | Baixo | 4 vozes
Quando houver mid e pdf, estarão nesta página do site PastorJarbas: Palavra Cantada
Assim, se precisar, entre em contato.
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Soprano | Contralto | Barítono | Baixo | 4 vozes
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quinta-feira, 3 de maio de 2018
Firmes - Hino Coral - Quadriênio 2019-2022 (IELB)
Firmes - Hino IELB 2019-2022" - Pastor Jarbas
Demais arquivos de áudio e pdf, no site www.ielb.org.br.
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sexta-feira, 6 de abril de 2018
quinta-feira, 26 de outubro de 2017
História de Lutero - 1 - Do nascimento à Universidade
Nesta semana que se comemora os 500 anos da Reforma Luterana, veja algumas informações históricas sobre o Reformador que reconduziu a Igreja à verdade bíblica de que a "salvação é somente pela fé em Cristo Jesus".
Nascimento
Martinho Lutero nasceu na cidade de Eisleben, na Alemanha, no dia 10 de novembro de 1483. E foi batizado no dia seguinte, que era o Dia de São Martinho, por isso recebeu seu nome em homenagem ao santo do dia. Seu pai era camponês e, mais tarde tornou-se mineiro. Trabalhava da manhã à noite nas sombrias minas de carvão. Chamava-se João Lutero. Sua mãe chamava-se Margarida Lutero. Os pais de Martinho oravam com todo fervor aos santos, ensinando a seus filhos a fazer o mesmo. Amavam muito a seus filhos, mas eram também muito severos quando estes lhes desobedeciam.Lutero na Escola
Com a idade de 5 anos, Martinho começou a frequentar a escola na cidade de Mansfeld, para onde seus pais se haviam mudado. Nessa escola Lutero aprendeu os Dez Mandamentos, o Credo, o Pai Nosso, música sacra e também um pouco de Latim e Aritmética. Entretanto muito pouco aprendeu do amor de Deus. Ensinavam-lhe que Jesus era um Juiz severo e não um Amigo dos pecadores. E, assim, em vez de ele amar a Jesus, tinha-lhe medo. Martinho aprendeu depressa, pois era um bom aluno, muito aplicado e inteligente. Aos 14 anos matriculou-se na Escola Superior de Latim, em Magdeburgo, distante uns 90 quilômetros de onde morava. Foi aí que Lutero encontrou pela primeira vez uma Bíblia. No ano seguinte seu pai o transferiu para uma escola em Eisenach. Para se sustentar, Lutero e seus colegas tinham de cantar pelas ruas, angariando dessa forma o suficiente para viver. Numa dessas ocasiões, cantando em frente à casa de uma senhora de nome Úrsula Cotta, esta se interessou por ele e o recebeu em sua casa, dando-lhe desde então casa e comida de graça. Lutero aceitou com alegria e gratidão a oferta. Agora tinha mais tempo para se dedicar aos estudos. A família Cotta era muito culta e apreciava as artes, principalmente a música. Foi assim que Lutero passou a se dedicar à música. Mais tarde fez uso desse dom, compondo muitos hinos, que hoje são cantados na Igreja Luterana em todo o mundo. O principal desses hinos é Castelo Forte.Lutero na Universidade
Afinal Lutero ingressou na Universidade. Nessa época seu pai já prosperara o suficiente para poder custear seus estudos universitários. Reconhecendo os dons de seu filho, desejava que se formasse advogado. Foi por isso que o mandou para a Universidade, em Erfurt. Lutero continuou a estudar com afinco, e principalmente era diligente nas orações a Deus. Aos 21 anos recebeu o título de Bacharel em Artes, estando habilitado a lecionar. Para agradar a seu pai, Lutero continuou a estudar Direito, mas logo perdeu o interesse pela matéria. Cada vez mais se dedicava ao estudo de religião, sentindo o peso dos seus pecados. Mas, por mais que quisesse agradar a Deus com a sua vida, não pôde achar a desejada paz de espírito.sexta-feira, 8 de setembro de 2017
Culto Luterano - Absolvição
3. A Absolvição
Novamente
encontramos uma variedade de nomes para a Absolvição. Ela é chamada de
Confissão, Santa Absolvição, Poder das Chaves, as Chaves, Sacramento da
Penitência.[1]
Ao usar qualquer dessas designações, as Confissões Luteranas ou Livros
Simbólicos, referem-se à confissão e absolvição privada, e não a um grupo de
pessoas muitas vezes não identificáveis como no culto público.[2]
Nessa
situação privativa, a efetiva confissão dos pecados perde a sua força legalista
e a importância que ela tinha no período da pré-Reforma. A confissão pode ser breve,
sem necessidade de distinguir pecados veniais e mortais. O penitente deveria
confessar aqueles pecados que de forma especial oprimiam a sua consciência.
Teologicamente, as Confissões Luteranas, ao enaltecerem os benefícios e a
importância da confissão privada, focalizam especialmente a absolvição
pronunciada pelo ministro: “eu perdôo os
teus pecados...”.[3]
Assim
como no Batismo e na Santa Ceia, este é o perdão dos pecados aplicado ao
indivíduo, o qual é apropriado pela fé deste indivíduo no perdão dos pecados em
Jesus Cristo. Esta é a forma de absolvição que dá especial conforto e
consolação às consciências atribuladas pelo pecado. A certeza e o poder desta
absolvição direta está baseada no poder das chaves (Mt 16.19; 18.18 e Jo
20.22-23), o poder que Deus exerce por meio de seus ministros da Palavra
chamados, ou seja, pelo ministério público.
Várias
influências, práticas e teológicas, gradativamente levaram a Confissão e
Absolvição privada ao declínio. Derivada de práticas da pré-Reforma (o Confiteor do rito romano e as formas
cúlticas de orações confessionais públicas [Offene
Schuld] na Alemanha), confissões grupais no culto público tornaram-se
comuns. Nestas situações, as formas de “absolvição” eram expressas por meio de
orações de perdão, afirmações declaratórias (“eu vos declaro o perdão de todos
os vossos pecados, etc.”), e por meio de declarações simples da graça,
utilizando passagens genéricas da Escritura que falam do amor salvador de Deus
em Cristo pela humanidade em pecado.
As
formas de Confissão e Absolvição que se encontram nas Ordens I e II do Hinário
Luterano, são adaptações de formas que apareceram em várias ordens do século
XVI. Enquanto uma tem suas raízes na Confissão Privada e em situações
confessionais envolvendo grupos menores e, portanto, mais direta e
individualizada, a outra forma tem a intenção de ser mais geral ou uma
Confissão de grupo preparatória para o culto público. Neste caso, seguida por
uma declaração simples da graça na qual o pastor se inclui. Não é uma situação
de pastor versus penitente, como em
situações de confissão privada ou de pequenos grupos. Fica a critério do pastor
a decisão pela conveniência de usar uma ou outra.[4]
[1] Livro de Concórdia, Ap XII, p.197.39,
41; XIII p.223.4.
[2] Id. Ibid., Ap XII, p.208.99-103; Ap XXIV, p.266.1.
[3] Id. Ibid., AE III-VIII, p.335.1 e 2.
[4] Nelson KIRST
alerta para o fato de que “Lutero não incluiu um ato penitencial nas duas
grandes liturgias que elaborou (1523 e 1526). Algumas tradições protestantes
“democratizaram” a antiga oração preparatória dos oficiantes. Essa oração
preparatória “democratizada” passou a ser entendida como confissão de pecados
e, como tal, entrou no culto regular de muitas tradições depois da Reforma.” Op. cit., p.125.
quinta-feira, 7 de setembro de 2017
Culto Luterano - Santa Ceia
2. A Santa Ceia
As
Confissões chamam o Sacramento do Altar por uma variedade de nomes. Ela é
conhecida como a Ceia, Ceia do Senhor, Santa Ceia, o Sacramento, o mui
venerável Sacramento, o Santo Sacramento, o Sacramento do Altar, a Missa. Com
menor frequência é também chamada de Comunhão, o Corpo do Senhor, Eucaristia,[1]
Liturgia, Synaxis e Agape.[2]
Surpreendentemente, a construção “Santa Comunhão”, o termo mais corrente e
preferido nos EUA, nunca ocorre nesta forma nas Confissões. Quer parecer que
tenha sido importado para dentro da Igreja da Confissão Augsburgo a partir da Igreja
da Inglaterra. É com boa razão que o Lutheran
Worship preferiu o nome Culto Divino (Gottestdienst)
para o culto principal da igreja.
Os
elementos terrenos no Sacramento do Altar são pão e vinho.[3]
As Confissões não especificam o tipo de pão ou vinho. Historicamente, todavia,
os Luteranos desejaram depreciar a simbólica associação do pão e o vinho, a
qual poderia dar a impressão que o corpo e sangue de Cristo estavam sendo
meramente simbolizados com pão e vinho. Por esta razão se manteve a hóstia e se
deu preferência ao vinho branco ou âmbar, ao invés do vinho sacramental
vermelho na Igreja Luterana.
Espera-se
que os comungantes recebam ambos, pão e vinho. Esses elementos visíveis do pão
e vinho não devem ser adorados no Santo Sacramento.[4]
À
base de nossa doutrina, com respeito ao Sacramento do Altar, são as Palavras da
Instituição. Essas palavras são a Palavra de Deus no Santo Sacramento. É quando
esta Palavra de Deus vem aos elementos que ele se torna um sacramento. Nossas
confissões citam com aprovação essa máxima teológica de Santo Agostinho.[5]
As Palavras da Instituição devem ser entendidas em seu sentido pleno e não de
forma simbólica ou sentido metafórico.[6]
Para
ser uma celebração válida do Sacramento do Altar, as Palavras da Instituição
devem ser usadas para consagrar os elementos. Essas palavras de Cristo são
eficazes mesmo em face de uma descrença ou imoralidade tanto por parte do
celebrante como do comungante. O corpo e o sangue estão verdadeiramente
presentes no Sacramento do Altar, e os comungantes recebem o corpo e o sangue
do Senhor oralmente, não meramente de forma espiritual. Alguns recebem o
Sacramento para salvação, fielmente crendo na palavra e promessa de Cristo.
Outros, recebem o corpo e o sangue para seu próprio juízo, não discernindo ou
reconhecendo o corpo e o sangue do Senhor, já que não têm fé.[7]
Se
Cristo está presente no Sacramento, qual tipo de presença é essa? Esse problema
foi uma preocupação para os teólogos na Idade Média. As Confissões definem, de
forma mais ampla, o modo da presença do Senhor em termos negativos. As
Confissões negam a teoria da transubstanciação. Elas negam a mudança de
essência, tanto dos elementos terrenos ou celestes. Elas condenam um
confinamento local para o corpo e o sangue de Cristo nos elementos terrenos.
Elas condenam qualquer tipo de interpretação que sugira uma “ausência real” do
corpo e o sangue de Cristo.[8]
Afirmamos
a Presença Real. A pergunta, então, passa a ser como essa presença é possível?
Aqui mantemos o nosso intelecto cativo em obediência a Cristo, assim como o
fazemos em outros artigos de fé, aceitando esse mistério unicamente pela fé,
assim como está revelado na Palavra.
Quando
essa Presença Real ou união sacramental acontece? Os Livros Simbólicos não
discutem o momento quando essa união sacramental inicia ou termina, com exceção
da afirmação que se encontra na Fórmula de Concórdia, artigo VII, de que ela
não acontece à parte do uso do Sacramento, conforme divinamente instituído. Ou
seja, a consagração, a distribuição e a recepção oral. O fato simples é que, no
Sacramento do Altar, o pão e o vinho são o corpo e o sangue de Cristo.
O
propósito do Sacramento é conferir o perdão dos pecados no sentido mais pleno
do termo. Mas o efeito do Sacramento é descrito de muitas outras maneiras:
nossa fé é fortalecida em nós; lembramos os benefícios de Cristo e os recebemos
por fé, de modo que somos renovados por meio deles; recebemos a garantia de que
somos incorporados em Cristo, unidos a Ele e lavados pelo Seu sangue. O
Sacramento do Altar é um remédio contra o pecado, a carne, o diabo, o mundo, a
morte, o perigo e o inferno, e uma aplicação da graça, da vida, do paraíso, do
céu, de Cristo, de Deus, e de todo o bem; um salva-guarda contra a morte e
todos os males, um alimento para a alma, um nutrimento e um fortalecimento do
novo homem, um pasto e um sustento diário, uma renovação da nossa fé nas lutas
da vida, e um precioso antídoto contra o veneno da fraqueza.[9]
Uma
das controvérsias cruciais da Reforma girou em torno do sacrifício. As
Confissões afirmam que a Ceia do Senhor não é um sacrifício expiatório a ser
aplicado em favor dos vivos e dos mortos. Entretanto, as Confissões também
afirmam de que a Ceia do Senhor é um sacrifício de louvor e gratidão. No artigo
XXIV da Apologia, Melanchthon claramente propõe o termo “sacrifício”. A
cerimônia sacramental, como se afirma, é um sacrifício de louvor e ação de
graças a Deus por todos os seus benefícios:
“assim como entre os sacrifícios de louvor, isto é, entre os louvores de Deus,
incluímos a pregação da palavra, assim pode ser louvor ou ação de graças o
próprio recebimento da Ceia do Senhor.”[10]
O
Sacramento é para ser celebrado na Igreja com grande reverência e obediência,
até o fim do mundo. Os Confessores estavam convencidos de que eles celebravam a
missa com maior dignidade e devoção, do que fizeram seus oponentes.
As
Confissões enfatizam os aspectos corporativos da celebração sacramental.
Sacerdotes, por exemplo, foram advertidos contra a celebração exclusiva de
missas privadas, com a finalidade de celebrarem a sua própria Comunhão. O
ideal, de acordo com os Livros Simbólicos, é a missa comum ou pública, na
presença de toda a congregação no culto principal, pelo menos todos os Domingos
e Dias Santos.[11]
Com a restauração do Sacramento do Altar ao seu lugar histórico na vida da
igreja, celebrações diárias privativas da Santa Ceia, realizadas à parte do
culto corporativo, sem a presença do povo, ficam difíceis de ser sustentadas.
Considerando que a celebração dominical tornou-se a norma, as Confissões
indicam que o mesmo deve ser celebrado tão frequentemente quanto os comungantes
o desejarem. A partir desta concepção, as Confissões contemplam a possibilidade
de celebrá-lo diariamente.[12]
Entretanto,
nenhuma regra pode ser estabelecida quanto à frequência da participação. Não há
exceção quanto a esse princípio. As Confissões levemente tocam na questão da
pessoa que permanece longe do Sacramento por um ano ou mais. Para assegurar que
isto não aconteça, os ministros devem exortar os leigos à Comunhão frequente.[13]
E, contrariamente à prática contemporânea, o celebrante pode receber o
Sacramento de suas próprias mãos durante o culto.[14]
[1] Segundo WHITE, o
termo eucaristia tem sido usado desde o final do século 1., op. cit., p.175.
[2] Livro de Concórdia, Ap XXIV, p.282.78 -
p.284.88; CM IV, p.490.39.
[3] Id. Ibid., Ap X, p.188.1; Cm VI, p.378.1 e 2; FC DS VII, p.611.9.
[4] Id. Ibid., FC Epítome, p.523.40; FC DS VII, p.633.126.
[5] Conferir acima a
nota de no 37.
[6] Livro de Concórdia., FC Epítome VII,
p.519.7; FC DS VII, p.617.38 e 39.
[7] Id. Ibid., CM IV, p.493.61 e 69; FC
Epítome VII, p.521.18; FC DS VII, p.621.60 e p. 623.68.
[8] Id. Ibid., AE III - VI, p.334.5; FC DS VII, p. 612.14, p.616.35.
[9] Id. Ibid., Ap XXIV, p.285.90; CM IV, p.488.23 e 24, p.493.68; FC DS VIII,
p.650.76.
[10] Id. Ibid., Ap XXIV, p.273.33.
[11] Id. Ibid., Ap XXIV, p.266.6; AE II.II, p.314.8.
[12] James F. WHITE
observa que: “a tentativa da maioria dos reformadores de restaurar a comunhão
freqüente para os leigos teria sido um ganho formidável para os leigos, não
fosse essa uma mudança demasiadamente radical em relação à prática medieval
tardia de recepção pouco freqüente do sacramento...Porém alcançaram ganhos
claros no culto sacramental por meio de ritos vernaculares simplificados, maior
participação da congregação, canto comunitário, leigos bem catequizados e uma
nova ênfase na pregação da palavra.” Op. cit.,
p.144.
[13] Id. Ibid., Cm Prefácio,p.365.21 e 22.
[14] Segundo Luther
D. REED, Lutero não só aprovava a auto-comunhão, como repetidamente a defendeu
(deinde communicet tum sese, tum populum)
[Formula Missae]. E, por quase duas gerações este ato litúrgico era comum nos
cultos luteranos. Mais tarde, com o declínio da percepção e do conhecimento
litúrgico, o biblicismo dogmático e o subjetivismo pietista provocaram seu
abandono. Contudo, os dogmáticos, permitem seu uso quando não há um outro
ministro presente na celebração. E os Artigos de Esmalcalde [parte II, artigo
2] proíbem a auto-comunhão apenas quando envolve a recepção à parte da
congregação. Ainda, segundo Reed, Chemnitz afirma que assim como o ministro se inclui
na Confissão e Absolvição, ele também pode se incluir na Comunhão. O ministro
não deveria ser exigido a participar de todas as celebrações, nem deveria ser impedido
de comungar sempre que desejasse. (The Lutheran Liturgy, p.372).
quarta-feira, 30 de agosto de 2017
Culto Luterano - O culto litúrgico 1
II - O Culto Litúrgico - História e Teologia
A. Definindo Termos
Não
é fácil falar e definir um assunto que é tão amplo como a história do próprio
homem. Mas, precisamos fazê-lo de alguma forma, pois é importante entender o
que estamos fazendo quando nos reunimos. James F. White nos serve de auxílio
nessa grandiosa empreitada, mostrando como diferentes pensadores protestantes,
católicos e luteranos usam o termo.
Escrevendo
a partir da tradição metodista, o
professor Paul W. Hoon define a vida
cristã como sendo uma vida litúrgica. O culto para ele está vinculado
diretamente aos eventos da história da salvação. Para ele, o núcleo do culto é
“Deus agindo para dar a sua vida ao ser humano e para levar o ser humano a
participar dessa vida”. As palavras-chave na compreensão de Hoon sobre culto
parecem ser “revelação” e “resposta”. Trata-se, portanto, de uma relação
recíproca em que Deus toma a iniciativa em relação ao homem por meio de Jesus
Cristo e nós, por meio de Jesus Cristo, respondemos usando uma variedade de
emoções, palavras e ações.
Jean-Jaques von Allmen, escrevendo
dentro da tradição reformada,
defende vigorosamente o culto cristão como sendo a recapitulação daquilo que
Deus já fez. Para ele o culto “resume e confirma sempre de novo a história da
salvação, cujo ponto culminante se encontra na intervenção encarnada do
Cristo”. Von Allmen ainda descreve o culto como sendo a “epifania da igreja”,
visto que, ao resumir a história da salvação, capacita a igreja a tornar-se ela
mesma, tomar consciência de si mesma e se confessar entidade específica.
Finalmente, ele acrescenta que culto é ao mesmo tempo ameaça de juízo e
promessa de esperança para o próprio mundo. O culto, portanto, para von Allmen
tem três dimensões-chave: recapitulação, epifania e juízo.
Na Igreja Católica Romana é comum
descrever o culto como “a glorificação de Deus e a santificação da humanidade”.
A origem dessa definição é do papa Pio X, que em ao falar sobre música na
igreja em 1903, disse que o culto deve ser para “a glória de Deus e a
santificação e edificação dos fiéis”. A mesma definição se repete com Pio XII e
aparece com frequência na Constituição
sobre a Sagrada Liturgia do Vaticano II em 1963, porém, invertendo essa
ordem, ou seja, fala primeiro da santificação do ser humano e então da
glorificação de Deus. Felizmente mais tarde, se chegou à conclusão que
glorificação e santificação formam uma unidade. Tanto a glorificação de Deus
quanto a santificação das pessoas caracterizam o culto cristão.
Peter Brunner, representando
o pensamento luterano, se vale do
termo cunhado por Lutero — Gottesdienst,
que tem tanto a conotação de serviço de Deus aos seres humanos quanto a de
serviço dos seres humanos a Deus. Com respeito ao culto, Brunner cita palavras
do próprio Lutero, “que nele [culto] nenhuma outra coisa aconteça exceto que
nosso amado Senhor ele próprio fale a nós por meio de sua santa palavra e que
nós, por outro lado, falemos com ele por meio de oração e canto de louvor”[1].
Para
os luteranos, o culto é mais do que uma via de mão dupla; ele pressupõe a ação
anterior de Deus e, a partir disso, provoca a resposta do homem. Por isso,
entre os luteranos, se afirma que o culto é teocêntrico
(centralizado em Deus), é cristocêntrico
(centralizado naquilo que Deus fez por nós em Cristo) e espiritocêntrico (centralizado na ação do Espírito Santo pelos meios
da graça).[2]
O
termo liturgia, apesar de clássico e
consagrado, é recente. O termo é pouco encontrado em documentos oficiais da
igreja, ante do século XX, ganhando popularidade somente no século XXI. Muitas
definições, mesmo que tendo sido elaboradas por grandes nomes, mereceram
reparos.
Do
início do movimento litúrgico (1909) até o Concílio Vaticano II (1962-1965), a
maioria dos autores tentou chegar a uma definição de liturgia que englobasse
tanto sua natureza quanto suas características essenciais. A dificuldade de
fazê-lo residia no fato de a liturgia ser “uma realidade ao mesmo tempo viva e
rica. Só participando dela é que pode ser compreendida. Ela não permite ver-se
encerrada em conceitos”.[3]
De
acordo com Arthur A. Just, uma das melhores definições é a que entende o termo leitourgia como sendo um serviço, um
dever de estar na presença do Deus vivo, devido ao que Jesus é — o Ungido de
Deus que veio para realizar a salvação do mundo, e devido ao que nós somos — os
ungidos de Deus que carregam em seus corpos a plenitude da salvação. E nesse
sentido, cristãos se reúnem para fazer liturgia, não para divertir-se — pois
talvez até nem gostem da mesma, não para fazer algo que seja bom para eles,
ainda que fato seja, mas eles se reúnem para fazer algo que é bom para o mundo.
Portanto,
nosso foco litúrgico não é para dentro,
e sim, para fora. Primeiro ele se
dirige a Deus em Cristo por meio do Espírito Santo, depois se dirige para o
mundo ao qual Cristo foi enviado pelo Pai no Espírito para redimir e restaurar
o mundo ao seu Criador.[4]
[1] James F. WHITE, Introdução ao Culto Cristão. São
Leopoldo, IEPG e Sinodal, 1997., pp.14-18.
[2] William J.
SCHMELDER, Por esta Causa me Ponho de
Joelhos - Manual do Líder. Porto Alegre, Concórdia, pp.14 e 15.
[3] Aimé G.
MARTIMORT, A Igreja em Oração -
Introdução à Liturgia. Vol. I. Petrópolis, Vozes, 1988, pp.31-33.
[4] Arthur A. JUST, Liturgy as Pastoral Care. (ensaio não publicado),
1985, pp.3 e 4.
terça-feira, 29 de agosto de 2017
O culto luterano - Palavras indrodutórias
Estou revisando material "publicado" na Convenção Nacional 56.
Então, à medida que for concluindo, será postado aqui.
Trata-se de orientações elaboradas pela Comissão de Culto da IELB.
Então, à medida que for concluindo, será postado aqui.
Trata-se de orientações elaboradas pela Comissão de Culto da IELB.
O Culto Luterano
I - Palavras Introdutórias
A IELB vem trabalhando esse
tema — culto, ou aspectos ligados ao culto há muito tempo. Exemplos:
·
Por
treze anos uma comissão trabalhou na reforma do Hinário Luterano, o qual foi
editado em 1986.
·
A
produção de material complementar: hinos para Missões (1a Edição em
1968 com 54 hinos), produções independentes (Love Songs - Louvor, composto e impresso por Arnaldo Koller em
1977, com 130 cânticos; Musi Jovem,
coletânea de cânticos e hinos para jovens, compilada por Gijsbertus van Hattem,
DIPA, 1a edição 1980, com 100 hinos); hinários para jovens (Todos os Povos o Louvem, JELB, 1a
edição 1982, com 104 hinos) e crianças (Cânticos
de Louvor - Vol 1, 2a edição 1986, com 113 hinos e Cânticos de Louvor - Vol 2, 1a
edição 1990, com 65 hinos), estudos em Convenções: “Uma Proposta Litúrgica para a IELB” (apresentado na 50a
Convenção Nacional da IELB de 21 a 26 de janeiro de 1986, em São Leopoldo, RS).
·
Aprovação
de vestes litúrgicas na Convenção Nacional da IELB (1988 em São Leopoldo - RS)
·
Produção
de livros na década de 80: Manual da Comissão de Altar (1987); O Culto Cristão
(1988); Por Esta Causa me Ponho de Joelhos (1989).
·
A
adoção da Série Trienal em 1980.
·
A
produção de vários Preciso Falar com
auxílios para a pregação e o culto (Vol. 1, 1975; Vol 2, 1976; Vol. 3, 1978;
Vol 4, 1984; Vol 5 A e B, 1985; Vol 6, 1986; Vol 7, 1986; Dois Vol., 1998).
Citamos esses pontos, além de
trabalhos publicados nas revistas teológicas dos Seminários (Igreja Luterana e
Vox Concordiana) e artigos no Mensageiro Luterano, para enfatizar a preocupação
da IELB, com a questão litúrgica e do culto corporativo, principalmente nas
últimas três décadas. E agora, em 1998, com a ênfase Adorando como Filhos de Deus, a IELB se vê desafiada a mais uma vez
refletir sobre a sua vida de culto.
Na medida em que nós nos
aproximamos do limiar de um novo milênio, é mais do que natural que reflitamos
como igreja sobre onde estamos e para onde queremos ir. Que mudanças o mundo
sofrerá? E como isso afetará o nosso país, as nossas comunidades, as nossas
profissões, as nossas famílias, etc.?
Convém perguntar o mesmo da
igreja! Em particular o povo da IELB. Na medida em que ela olha para frente,
para um novo milênio, e observa as muitas mudanças culturais e demográficas em
desenvolvimento, precisamos nos perguntar o que o futuro nos reserva em termos
de nosso culto corporativo.
Qualquer previsão tem seus
riscos. Muitos são os fatores que podem influenciar qualquer item. Quem
poderia, por exemplo, prever, no início do século, que a língua alemã utilizada
indiscriminadamente em nossos cultos, sofreria uma mudança radical na década de
40. E quem poderia prever que a reforma litúrgica de Vaticano II pudesse afetar
as demais igrejas cristãs no que concerne a uma revisão litúrgica. Quem poderia
prever as mudanças quase radicais que ocorreram a partir da década de 60, com o
advento dos Beatles, no que se refere à linguagem e ao estilo musical, ambos
centrais ao culto corporativo.
O Sínodo de Missouri
preocupado com novas tendências, em 1987 instalou uma Comissão de Culto, com a
tarefa específica de reunir dados que ajudassem a igreja a vislumbrar o futuro
e melhor corresponder aos anseios do nosso tempo. Os dados levantados revelaram
as seguintes tendências:
1. Mensagem: Os sermões continuarão a receber um destaque muito especial
no culto luterano. Mas deverão ser mais curtos do que os atuais e usarão uma
variedade maior de estilos de comunicação. Possivelmente, o esboço do sermão
aparecerá impresso nos programas de culto. Os sermões também deverão abordar
com maior frequência os temas sociais.
2. Música: Variedade e simplicidade serão os destaques quanto à música
e canto nos próximos anos. Se tornará comum o uso de outros instrumentos
musicais para acompanhar os hinos. Haverá uma preferência por ritmos e textos
mais alegres e leves.
3. Recepção: As congregações, de forma geral, prestarão mais atenção às
dinâmicas sociais nos cultos. As oportunidades para interação entre os membros
durante o culto serão expandidas (ampliadas). Os projetos das igrejas ideais
incluirão espaços específicos para que membros possam confraternizar antes e
depois do culto.
4. Ordens Litúrgicas: Esta é a área que deverá receber a maior
atenção e adaptação nos próximos anos. Os membros e frequentadores dos cultos
estão na expectativa de maior variedade litúrgica. Também ampliarão o seu
envolvimento no culto. Os cultos dominicais serão elaborados cuidadosamente com
vistas à integração do velho e do novo, no que se refere a formas litúrgicas.
5. Crianças: A presença e a participação de crianças no culto e vida
congregacional se tornará um item prioritário em muitas congregações locais.
Sermonetes passarão a ser um item regular nos cultos corporativos. As crianças
também deverão acompanhar os pais por ocasião da distribuição da Santa Ceia
para, num gesto especial, receberem uma bênção do pastor.
6. Outras tendências: As congregações se tornarão mais atentas
quanto às necessidades espirituais e sociais dos membros e da comunidade em
geral. Mais tempo e esforço será empregado no sentido de tornar a experiência
cúltica mais agradável, significativa e positiva.[1]
No Brasil, infelizmente, não
temos pesquisa similar, todavia, observa-se, ainda que desordenadamente,
tendências semelhantes. Observa-se que várias congregações da IELB criaram suas
comissões de culto e altar, outras, elaboraram suas próprias ordens de cultos
alternativas, a Concórdia recentemente lançou novos auxílios litúrgicos (Vinde, Adoremos, 96/97) e o Seminário
Concórdia dedicou em 97 um Laboratório de Litúrgica e Homilética, visando
equipar e capacitar estudantes de teologia, pastores e congregações para
acompanharem adequadamente as tendências, exigências e necessidades do nosso
tempo.
Considerando que a Igreja
Luterana é uma igreja historicamente litúrgica. Considerando que desde a sua
origem nossos pais, ao longo da história, sempre procuraram orientar suas ações
por princípios teológicos sadios, neste momento em que a IELB se propõe a
examinar mais uma vez a questão litúrgica, sob a ênfase Adorando como Filhos de Deus, não poderíamos deixar de fazê-lo sem
considerar esses princípios teológicos.
[1] “Worship Toward
2000” Challenges and Opportunities. A Task Force
Report from the Commission on Worship, The Lutheran Church-Missouri Synod,
Janeiro, 1991.
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