Destaque

Brasil da Ansiedade e do Rivotril

      Você já deve ter se deparado diversas vezes com a expressão de que o povo brasileiro é um povo alegre, cheio de felicidade e alegria n...

terça-feira, 18 de setembro de 2018

Quem será o piloto?




      O próximo Presidente terá nas mãos o comando de um enorme avião sucateado. Por isto o receio, tanto dos passageiros nas poltronas do lado esquerdo, do meio e do lado direito. Afinal, todos querem chegar sãos e salvos. A pergunta deve ser bem ponderada: Quem é a pessoa mais qualificada para pilotar este Boeing cheio de botões, com graves problemas técnicos, passageiros temerosos, e com terroristas à bordo? Tem os copilotos – os parlamentares (que também vamos escolher) e os juízes. Mas, o Presidente é o comandante deste avião que funciona pelos mecanismos da Constituição Brasileira, e, dependendo da cabeça e do coração dele, chegaremos tranquilos ao destino final. Se a comparação é válida, cabe lembrar que o tumulto numa aeronave piora a situação. É essencial seguir as ordens dos comissários, caso contrário, a confusão pode derrubar o avião.
      Mas, em qualquer situação, “nenhuma autoridade existe sem a permissão de Deus” (Romanos 13.1). Nesta regra divina num mundo com tendência do avião cair, devemos pagar impostos e respeitar as autoridades (v.7). Um respeito de duas vias, pois a Bíblia também lembra que "quando o governo é justo, o País tem segurança; mas, quando o governo cobra impostos demais, a nação acaba na desgraça" (Provérbios 29.4). E sobre as relações entre o céu e terra, as palavra de Jesus são referência: “A Cesar o que é de Cesar e a Deus o que é de Deus”. Por isto o Código de Ética da igreja em que eu atuo: “Mesmo que deva estar atento aos problemas da sociedade, não quero, enquanto pastor, exercer política partidária”. Uma atitude sabia quando a função da igreja é acalmar o ânimo dos passageiros.
      Por isto a Bíblia orienta: "Orem por aqueles que têm autoridade para que possamos viver uma vida calma e pacífica, com dedicação a Deus e respeito aos outros" (1Timóteo 2.2). Neste momento, a intercessão tem outro destino: “Orem pelos eleitores”. E boa viagem!

Marcos Schmidt
pastor luterano

sábado, 15 de setembro de 2018

Como nós temos usado a língua?

Resultado de imagem para usar a língua para o bemÁudio da pregação

Tiago 3.1-12

      No livro de Tiago, capítulo 3, v. 9 está escrito:
“Usamos a língua tanto para agradecer ao Senhor e Pai como para amaldiçoar as pessoas, que foram criadas parecidas com Deus.”
      Da mesma boca saem bênção e maldição...
      Como pode isso?
      Está certo isso?
      Esta é a vontade do Senhor para seus filhos?

      Também o Salmo 116 fala assim:
1. Eu amo a Deus, o Senhor, porque ele me ouve; ele escuta as minhas orações.
2. Ele me ouve sempre que eu clamo pedindo socorro.
4. Então clamei ao Senhor, pedindo: “Ó Senhor Deus, eu te peço: Salva-me da morte!” 
      Notem que nesses versículos aparece a interação entre “falar” e “ouvir”, entre “clamar” e “ser ouvido”.

      E depois, como gratidão, o salmista termina dizendo:
17-19. Eu te darei uma oferta de gratidão e a ti farei as minhas orações. Na reunião de todo o teu povo, nos pátios do teu Templo, em Jerusalém, eu te darei o que prometi. Aleluia!
      Temos aqui a dinâmica do falar e do ouvir. Podemos falar coisas boas a Deus, podemos pedir coisas boas... Mas muitas vezes o povo de Israel amaldiçoou a Deus com suas palavras... Usou a língua para adorar falsos deuses.
      Igualmente nossas palavras podem ser bênção ou maldição a Deus e contra as pessoas ao nosso redor. O que queremos ser: “bênção ou maldição”?

      O Profeta Isaías nos dá outra luz nesse relacionamento entre o ouvir e o falar.
Is 50.4:
“O Senhor Deus me ensina o que devo dizer a fim de animar os que estão cansados. Todas as manhãs, ele faz com que eu tenha vontade de ouvir com atenção o que ele vai dizer.”
      Isaías nos lembra que mais importante do que ter algo a dizer é ouvir antes de falar. Sabe aqueles programas de pergunta e resposta, que, no meio da pergunta alguém aperta o botão? Daí, quando a pergunta termina, o sujeito não sabe responder, porque não ouviu a pergunta inteira...
      Antes de falar e emitir opiniões precisamos ouvir (ou ler, já que muitas coisas hoje nos chegam por escrito)... E muitas vezes quando falamos, também falamos por escrito.

      Você ouve bem? Quando você ouve, está, de fato, ouvindo?
      Não é sem motivo que Jesus muitas vezes repete: “Quem tem ouvidos para ouvir, ouça” (Mt 11.15; 13.9,43; Mc 4.9; Lc 8.8; 14.35; Ap 2.7,11,17,29; 3.6,13,22)...
      É uma frase importante. Que nos chama atenção ao “ouvir”.
      Não é só ouvir...
É internar as palavras ouvidas. Meditar nelas, como a Bíblia diz que Maria fazia e guardava tudo em seu coração. (Lc 2.19 – depois da visita dos pastores; 2.51 – Jesus entre os doutores). Nos dois momentos Maria “ouve e medita nestas coisas em seu coração.”
      Estes dois momentos de Maria, distantes 11 anos, nos fazem entender quanto tempo ela guardava e meditava em seu coração as palavras que, sobre Jesus, ouvia. 11 anos...

      Precisamos aprender a ouvir. Refreando a língua.
      Tiago 3.2 diz: “Quem não comete nenhum erro no que diz é uma pessoa madura, capaz de controlar todo o seu corpo.”

      Quando ouvimos (ou lemos) algo sobre alguém, precisamos ler uma segunda vez. Precisamos tempo... Paciência... Informações corretas.
      Quando apuramos a notícia real, se ainda desejamos emitir opinião, ao falar, precisamos ver no outro um irmão em Cristo ou, se ainda não é nosso irmão em Cristo, precisamos ver alguém que Deus também ama e quer salvar. Se nossas palavras não forem boas, podemos afastar a pessoa de Jesus...
      Queremos trazer as pessoas para Jesus ou afastar dele?

      Todos querem dar opinião em tudo hoje. Todos querem falar, até do que não sabem. Todos são especialistas... Todos parece que precisam dar opinião em tudo. Nunca foi tão difícil ouvir um “não sei”. E dizer “não sei” quando você não sabe, não é fraqueza. É humildade. É autoconhecimento.
      É reconhecer que você não sabe ou ainda não sabe, pois pode aprender... Mas quando você acha que sabe, pode acabar estragando tudo.

      Algum tempo atrás eu vi um vídeo de um sujeito criticando as versões bíblicas e afirmando que a bíblia que ele prefere é a Almeida Corrigida Fiel...
      Bem, gosto ele pode ter... To dos têm sua versão bíblica de preferência, mas daí para dizer qual é melhor, qual é pior, precisa de um conhecimento mais específico.
      Esse senhor afirmava no vídeo que a Versão Nova Almeida (de 2017) não é uma versão boa da Bíblia. Como conheço a equipe de tradutores e sei da responsabilidade da Sociedade Bíblica, dei atenção ao vídeo e fui conferir...
      Que surpresa! O “especialista” é, na verdade, palestrante, autor, estrategista, storyteller (parece que tem vergonha de falar em português: “contador de estórias”) e ele é um bom contador de histórias. Faz os outros acreditarem em suas “opiniões”, como se fossem verdade. Mas o que ele sabe de Bíblia. Nad a além de seu gosto pessoal.
      Ele não estudou grego e hebraico, não estudou hermenêutica, nem exegese... Não leu livros de arqueologia e nunca fez teologia. Simplesmente decidiu que sabe mais de bíblia do que os especialistas, formados e capacitados da Sociedade Bíblica.
      Aquele sujeito poderia ter dito: “eu li as diversas versões bíblicas e gosto mais desta ou daquela...” Em vez disso ele passou a difamar não só a versão da bíblia, como a própria sociedade bíblica e as pessoas honestas e dedicadas que trabalham ali.
      O mundo tá cheio de gente assim. Gente que acha que sabe de tudo e sai falando. E essa é uma doença que contamina especialmente os mais jovens. Como disse Umberto Eco: “As redes sociais deram voz a legião de imbecis.”

      Aí fica difícil de refrear a língua e acabamos emitindo opiniões, como se fossem verdades e acabando com amizades e pessoas.
      Você não precisa e nem pode ter opinião sobre tudo. Você não conhece tudo. Você não conhece todas as pessoas. Você não entende tudo de Bíblia. É cansativo até tentar entender e saber tudo de tudo... Dizer não sei é bem melhor do que falar uma bobagem...

      Lembrem-se de Lutero na Dieta de Worms (reunião que durou de 28 de janeiro a 26 de maio de 1521).
      Lutero foi convocado a esta reunião, onde supostamente poderia se defender e falar do que estava errado na igreja, mas não era bem isso que os dirigentes da reunião queriam.
      Logo na sua chegada à reunião, apresentaram 25 de seus livros para que ele os renegasse como heresia. Lutero disse não poder responder e pediu mais tempo para pensar.
      No dia seguinte (18 de abril de 1521), refizeram as perguntas a Lutero:
      1. Estes Livros são de sua autoria?
      2. Você renega como heresia?

“São todos meus, mas, no caso da segunda pergunta, não são todos do mesmo tipo”... 
      E respondeu com a consciência  tranquilo e bem preparado. Depois de pensar e meditar.

      Tiago fala ainda:
“A língua é um fogo. Ela é um mundo de maldade, ocupa o seu lugar no nosso corpo e espalha o mal em todo o nosso ser. Com o fogo que vem do próprio inferno, ela põe toda a nossa vida em chamas.” (6) E: “Usamos a língua tanto para agradecer ao Senhor e Pai como para amaldiçoar as pessoas, que foram criadas parecidas com Deus.” (9)
      Pra quê você tem usado sua língua? Para abençoar ou maldizer?
      Quando você se despede, que tal um “vá com Deus” ou “fique com Deus”, ou ainda “Deus te abençoe e acompanhe”?
      Quando vai fazer suas refeições, que tal um “obrigado Senhor”?
      Quando vai trazer suas ofertas ao altar, em vez de pe nsar no dinheiro, porque não pensar: “obrigado Senhor, pois se tenho para ofertar, da tua mão o recebi”?

      Se todos tivermos esta atitude de usar a língua para o bem, o mundo se tornará um lugar melhor.
      Jesus usou para o bem. Inclusive, no seu último momento, bradou: “Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem”. E orou por nós, para nossa Salvação.
      Vamos usar nossa língua para falar bem do próximo, para testemunhar da Salvação em Jesus, para abençoar nossas crianças. Jesus nos torna bênçãos ao mundo, nos enviando para proclamar a Salvação a todos.
      Deus os abençoe.
      Amém.

Rev. Jarbas Hoffimann
pastor luterano
www.ielb.org.br

quinta-feira, 13 de setembro de 2018

Culto Doméstico 08/2008 - Da IELB

Culto Doméstico – nº 08/2018 – Setembro/2018

1. Saudação e acolhimento (Pelo dirigente)

2. Invocação

Iniciamos este Culto Doméstico em nome do Pai, do Filho e do Espírito
Santo, um só Deus em três Pessoas. Amém.

3. Oração 

Amado Deus Pai, Filho e Espírito Santo.
Deste a todos nós a vida e as condições necessários para vivermos. Agradecemos muito por estas maravilhosas dádivas. Lembramos também, de modo especial, a graciosa salvação em Jesus Cristo. Sem Jesus nós estaríamos perdidos e condenados eternamente. Mas, Ele sacrificou a sua vida por nós, garantindo o perdão, vida e salvação aos que creem nele. É a graça não merecida por nós. Reconciliados contigo por Jesus, estamos felizes e muito agradecidos. Te louvamos por esta obra de misericórdia e amor!
Pedimos que nos fortaleças sempre com os meios da graça, Palavra e Sacramentos. Queremos continuar firmes e batalhadores no teu Reino. Dá-nos sempre a assistência do teu Espírito Santo.
Abençoa o Culto Doméstico de hoje, por Jesus Cristo. Amém.

4. Hino: 513 (HL) – Estrofes 1-3

1. Divino Salvador, / contempla com favor / nosso país. /Dá-nos justiça e paz, /governo bom, capaz, / pátria em que nos apraz / viver feliz.

2. Olhamos para ti; / oh! Vem reinar / aqui, tu, Rei dos reis. / Dirige o pátrio lar, ensina a governar, / conforme o teu mandar, por justas leis.

3. A quem governa, ó Deus, / inspira desde os céus / o teu temor. / Ao povo vem unir, / disposto a te servir, e em nome teu agir / com fé e amor.

Reflexão:

Ler Salmo 133

(Nota: Estamos próximos às eleições públicas, estaduais e nacionais. Na mídia circulam muitas manifestações relacionadas às eleições. Algumas são muito agressivas, desrespeitosas e falsas. Os cristãos correm o risco de também se manifestarem de modo inconveniente e de desrespeito à opinião de irmãos de fé. Devido a isso, reedito uma reflexão que publiquei em 2016. Vamos refletir sobre este assunto. Esta reflexão é para a vida dos cristãos. Não apenas referente às eleições, mas para todo o relacionamento com os irmãos).

A Palavra de Deus fornece orientações aos seus filhos, visando a salvação e o bem-estar deles. Entre estas orientações encontramos o texto de hoje. Ele é uma exclamação afirmativa da importância da união e convívio fraterno e harmonioso dos filhos de Deus.

Surge uma pergunta preocupante: Como conviver com pessoas que têm opiniões e gostos muito diferentes da gente? Encrencar com eles, criar conflitos e afastar-se deles? Desprezá-los? Não e não! “Ah, mas eu não suporto as ideias, as posições, e as ... do fulano”, poderia alguém alegar.

O que dizer a uma pessoa que assim se manifesta?

1º - É claro que nunca devemos concordar com os pecados e os erros dos outros. Devemos condenar o pecado, mas amar o pecador. Devemos saber perdoar. É assim que Jesus Cristo age conosco. Ainda: Qual deve ser a nossa atitude se nos acharmos mais fortes e mais cristãos do que os outros? A resposta encontramos em Rm 15.1: “Nós que somos fortes devemos suportar as debilidades dos fracos, e não agradar-nos a nós mesmos”. Que versículo! Pensemos sobre isto. É bom, reconhecer os próprios defeitos e pecados e não se achar melhor do que os outros. Lembremos a história do fariseu e do publicano, registrada em Lc 18.9-14 (Ler).

Vamos ler também o que está em 1 Co 9.22 (NTLH): “Quando estou entre os fracos na fé, eu me torno fraco também a fim de ganha-los para Cristo. Assim, eu me torno tudo para todos a fim de poder, de qualquer maneira possível, salvar alguns”.

A frase “me torno fraco” significa que não vou me exibir ou vangloriar diante dos fracos, mas vou deixar claro que eu também sou fraco e que dependo do amor, da misericórdia e do poder de Deus. Indo assim ao encontro dos outros, serei melhor aceito e com mais facilidade posso ajudá-los.

Há também um prejuízo pessoal em guardar rancor e desprezo pelos outros e não perdoá-los. Em Mt 18 encontramos a parábola do credor incompassivo (que não teve compaixão). Este homem havia sido perdoado numa enorme dívida, mas não perdoou o seu companheiro que tinha uma pequeníssima dívida com ele. Então o senhor, que o havia perdoado, o chama de volta, retira o perdão e o condena. A parábola é concluída com este versículo (NTLH): “É isto que meu Pai, que está no céu, vai fazer com vocês se cada um não perdoar sinceramente o seu irmão”. 

Busquemos de Deus a capacidade para cumprir o que está escrito nos seguintes versículos:

Ef 4.32 (NTLH): “Sejam bons e atenciosos uns para os outros, e perdoem uns aos outros, assim como Deus, por meio de Cristo, perdoou vocês”.  Estamos felizes com o perdão gratuito que Cristo nos dá? Sim! Então, assim como Cristo nos perdoa, perdoemos nós também.
Cl 3.12-13 (NTLH): “Vocês são o povo de Deus. Ele os amou e os escolheu para serem dele. Portanto, vistam-se de misericórdia, de bondade, de humildade, de delicadeza e de paciência. Não fiquem irritados uns com os outros e perdoem uns aos outros, caso alguém tenha alguma queixa contra outra pessoa. Assim como o Senhor perdoou vocês, perdoem uns aos outros”. 

2º - Quando se lida com ideias, gostos, estratégias diferentes (que nada tem a ver com assuntos doutrinários, vitais e éticos), devemos saber tolerar e conviver. Até, às vezes, abdicar de nosso gosto e opiniões para que haja paz, boa vontade e harmonia. Pois, os cristãos que amam de fato são aqueles que sabem ceder em favor dos outros irmãos. É isto que o apóstolo Paulo ensina em 1 Co 9.22.

3º - Também precisamos entender que muitas vezes nós somos os intransigentes e provocadores de desunião, e não sempre os outros. (Será que os “fracos” são sempre os outros?). Cada um precisa olhar para si mesmo e verificar a sua situação, os seus pecados, suas teimosias, suas intransigências e, então, em verdadeiro arrependimento buscar junto ao trono gracioso de Deus o perdão em Jesus Cristo e a força do Espírito Santo para aperfeiçoar a sua vida, tonando-se mais humilde, amoroso, compreensivo e fraterno. 

O arrependimento e a fé são condição necessária para que Deus nos perdoe. Ele acolhe a cada um de nós porque nos ama muito. Lembremo-nos sempre do texto áureo: “Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo o que Nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna” (Jo 3.16).

Queira Deus guardar-nos em sua graça e não permitir em nós um espírito farisaico e faccioso que só vê defeitos nos outros e os condena e se auto exalta como “o bom e perfeito”. 

Somos muito felizes com o perdão que Deus já nos deu gratuitamente. Vivamos, então, sempre em arrependimento e fé, e amemos os nossos irmãos, sejam eles considerados por nós fracos ou fortes.

Vivendo assim estaremos alcançando e promovendo o que o Salmo 133 propõem: a VIDA BONITA em UNIÃO COM OS IRMÃOS DE FÉ.

Os cristãos têm direito de ter opiniões diferentes sobre os assuntos políticos. Que estas diferenças de opiniões e posicionamentos políticos não perturbem a paz entre os irmãos e prejudiquem o trabalho harmonioso e produtivo no Reino de Deus.

                                                                                                    Martinho Sonntag

6. Hino: “Eu só confio no Senhor” (189 – LS)

1. Eu só confio no Senhor que não vai falhar. Eu só confio no Senhor, sigo a cantar. Se o sol chegar a escurecer e o céu toldar, eu só confio no Senhor que não vai falhar. Posso confiar, posso confiar que um lar no céu Cristo vai me dar, Se o sol chegar a escurecer e o céu toldar, eu só confio no senhor que não vai falhar.

2. Confiando no meu Senhor, eu não temo o mal. Confiando no meu Senhor, tenho paz real. Se o mal me vier tanto faz, nele confiarei. Pois a Jesus me entreguei, ele é meu Rei.  Agora sou feliz, agora sou feliz. Como sou feliz, como sou feliz. Se o mal me vier tanto faz, nele confiarei. Pois a Jesus me entreguei, ele é meu Rei.

7. Oração livre 

8. Pai Nosso – em conjunto.

9. Hino: 513 (HL) – Estrofes 4 e 5

4. À amada pátria vem / sustento e todo o bem / de ti, Senhor. / Aos pobres dá comer, / e a todos faz saber / de como é bom viver / em mútuo amor.

5. Sublime bênçãos dás, / amor, perdão e paz / e a salvação. / Que a Nova de tua cruz / rebrilhe em clara luz, e guiando a ti, Jesus, / toda a nação.

10. Bênção – conjunto.

O Senhor nos abençoe e nos guarde.
O Senhor faça resplandecer o seu rosto sobre nós e tenha misericórdia de nós.
O Senhor, sobre nós, levante o seu rosto e nos dê a paz.
Amém.

quarta-feira, 12 de setembro de 2018

Triste e Dolorosa Guerra Brasileira

Resultado de imagem para senhor andante     Estamos evolvidos em uma guerra sangrenta, bem diante de nossos olhos. Centenas de vidas brasileiras são colhidas todos os dias, não em campos de batalhas, mas em nosso trânsito. Dados estatísticos trazem a cruel média de que, ao terminar mais um dia, 107 famílias estarão chorando a morte de um ente querido e que, pasmem, outros 641 brasileiros estarão inválidos para o resto da vida. Eis aí números de uma guerra sangrenta no Brasil, que é o 5º país nos recordes de acidentes de trânsito no mundo.
      Lembro-me de um desenho da Disney que contava a história de um senhor chamado Walker. Ele era um cidadão pacato, de bem com a vida, apreciador da natureza e cheio de amor. Porém, ao entrar em seu carro transformava-se em um monstro, passando por cima de tudo e de todos, dirigindo acima de qualquer lei. Lembrei desta história ao observar os dados da Polícia Rodoviária Federal, com base no ano de 2016, a respeito das principais causas de acidentes com morte no trânsito brasileiro que são, na sequência: falta de atenção, excesso de velocidade, dirigir alcoolizado, desobedecer à sinalização, ultrapassagens proibidas e dirigir com sono. Infelizmente todas as causas centradas no ser humano, na falha humana e na imprudência humana.
      Diante deste cenário de guerra, qual é o nosso papel, como cristãos? O conselho bíblico é: “recomende aos irmãos que respeitem as ordens dos que governam e das autoridades, que sejam obedientes e estejam prontos a fazer tudo o que é bom” (Tito 3.5). Como qualquer outro cidadão brasileiro, nós cristãos estamos sujeitos às leis de trânsito e devemos obedecer a elas. E, acima de tudo, temos no trânsito a oportunidade de testemunhar a fé no Salvador Jesus. Em vez de nos transformarmos em monstros acima da lei, como naquele desenho da Disney, podemos semear o amor, a gentileza e a paciência sobre quatro rodas, em nossa cidade ou em rodovias. Precisamos ter a consciência de que muitas vidas, inclusive a nossa e de nossa família, dependem do nosso comportamento no trânsito.
      Então fica a dica: sabendo que estamos expostos a diversos riscos no trânsito brasileiro, pedimos a Deus que ele nos abençoe com as palavras finais do Salmo 121: “Ele o guardará quando você for e quando voltar, agora e sempre”. E não há como não falar que, como cristãos, precisamos cuidar dos feridos, sequelados e enlutados desta triste e dolorosa guerra brasileira.

Pastor Bruno A. K. Serves
Congregação Evangélica Luterana
Candelária, RS

terça-feira, 11 de setembro de 2018

É preciso calcular

      Cada candidato à Presidência tem 25 policiais para sua proteção. É questão de “segurança nacional” num País tão violento. É o sonho de consumo de cada brasileiro que só tem polícia quando liga para o 190. Se queremos segurança pessoal, precisamos pagar além do que já é descontado direto do nosso bolso. E daí, então, a explicação do radicalismo por mudanças. É oito ou oitenta, é agora ou nunca, é tudo ou nada. É o grito “Independência ou Morte” quando a opressão portuguesa mudou de endereço nos palácios das regalias, da corrupção, da incompetência.
     Como conseguir as mudanças? Porque, no final das contas, todos da direita e da esquerda querem a mesma coisa. Aí surgem as diferenças nas propostas para que os “25 policiais” estejam presentes na nossa rua, mesa, escola, hospital, empresa, na vida de todos. Por exemplo, é melhor todo mundo ter arma ou deixar só na mão da polícia? O caminho é privatizar ou estatizar? Fazer a reforma da previdência ou deixar como está? E por aí vai, um monte de coisas complicadas, assuntos dos “politizados” que a grande maioria só vai entender na hora quando estiver na fila do hospital, for assaltado, desempregado, desiludido.
      Ao tratar dos custos por mudanças na vida cristã, Jesus lembra que ninguém constrói uma torre sem primeiro calcular o preço. Será uma grande vergonha não concluir a obra (Lucas 14.29). Este é o nosso problema na religião e na política. Queremos uma vida melhor, felicidade, prosperidade — o céu. Mas não olhamos o projeto nem calculamos os custos. E daí surgem os espertalhões que aproveitam o sofrimento e a ignorância com falsas promessas. Se na vida cristã é preciso estar atento, calcular e deixar de lado interesses pessoais e desleixo, na vida política não tem outro jeito. Tragicamente, quando “cruz” virou sinal de “quanto vou ganhar?”, torres nunca chegarão até o final e outras vão cair.

Marcos Schmidt
pastor luterano

sábado, 8 de setembro de 2018

Estamos divididos? A Quem isso interessa?


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Áudio do texto abaixo


Tiago 2.1-10,14-18      Não é de hoje que estamos divididos entre nós e eles. Não é coisa da política atual. Na verdade, a primeira divisão aconteceu na queda em pecado e nós mesmo, os seres humanos, nos lançamos nela. Vivia-se na perfeição e na presença do Senhor, mas... O inimigo soprou “novidades” nos ouvidos. Prometeu coisas grandiosas... Disse que o Senhor era mau e que ele era bom. Isso nunca mudou. Aquele que quer dividir, sempre diz que será melhor. E, nem diz que quer dividir, quer que “você tome as rédeas de sua vida”... Quer que “você ganhe melhor”... Quer que “você seja mais valorizado”. Quer “te dar um futuro melhor”. A gente sabe onde essa primeira divisão terminou: foram todos expulsos do paraíso. E hoje padecem em pecado.
      Dessa divisão procedem todas as outras entre “nós” e “eles”. E é claro, como os grandes ditadores psicopatas desta terra, “nós” sempre é melhor que “eles. Mas não é. Nunca é. A verdade, nesta situação, nunca é simples. Nunca é “preto no branco”... Tem milhares de tons entremeio e nem são tons de cinza. São milhões de tons de todas as cores.
      O problema é que atualmente o “nós” contra “eles” tomou proporções alarmantes que estão fazendo com que paremos de nos ver como seres humanos. Talvez, protegidos na distância de um celular... De uma tela de computador...
      Ninguém mais sabe o nome do vizinho. Temo a hora que nos esqueceremos de quem são nosso filhos e nossos pais.
      Dividir, parece ser certo, apenas naquela célebre frase sobre a guerra: “é preciso dividir para conquistar”. E o diabo conseguiu dividir e conquistar boa parte da humanidade para si. Há outros inimigos usando as mesmas técnicas. Quem quer dividir você das pessoas que te amam, nunca quer o seu bem. Mas sempre vem com uma conversa bonita a seus ouvidos.

      Vejam estes diálogos:

      — Que isso cara! Seus pais não sabem o que é bom pra você. Eles são velhos.
      — Mas sempre parecerem querer o melhor pra mim, mesmo quando me castigavam.
      — Se te amassem de verdade, não te castigariam.  (Diz seu amigo adolescente, te oferecendo drogas, prostituição, violência...).

      — Que isso! Perdoar sue marido por quê? Tem tanto homem por aí...
      — Mas a coisa nem foi tão grave, ele mentiu em algo pequeno e já resolvemos.
      — É. Mas começa assim, agora foi uma mentirinha, daqui a pouco aparece com uma amante. Ou começa a te bater. (Diz sua amiga que, amargurada, não consegue ser feliz e quer ver os outros assim também).

      — Se eu fosse você, processava seu patrão.
      — Mas ele não me fez nada.
      — Não importa, processa que alguma coisa você arranca. (Diz seu amigo que quer se vingar por você, mesmo que você não tenha motivos para vingança, aliás, nunca há motivos justificáveis de vingança, por isso ela pertence a Deus).

      Essa “divisão” já era combatida, na igreja, por Tiago, que em sua carta, capítulo 2, escreve sobre a “acepção de pessoas”. Fazer diferença entre uma pessoa e outra.
      E quase 2 mil anos após esta carta, continuamos a nos dividir entre nós e eles. Entre homens e mulheres, entre negros e brancos, entre velhos e jovens, entre pobres e ricos e entre tantas outras divisões que temos inventado...
      Deus não nos quer divididos. O diabo quer e vai usar de tudo para isso.
      Vai usar a sexualidade... Luta de classes... Times de futebol... Campanha política... Gostos musicais e tudo mais que estiver ao seu alcance.
      O que precisamos perguntar: vale a pena eu perder um irmão na fé porque ele torce para outro time? Ou porque come só vegetais enquanto eu prefiro churrasco?
      E o que ainda mais me preocupa é a quantidade de ira que está sendo justificável neste momento. Como se aprende nos filmes: o inimigo você pode matar. Quem disse que alguém que pense diferente de nós é nosso inimigo? Quem disse que alguém que diz que você está errado está querendo o seu mal?
      Deus, por exemplo, toda hora diz que somos maus. Mas o que ele quer que, reconhecendo isso, nos arrependamos e tenhamos dele a vida eterna, pelo perdão conquistado em Cristo.

      Quero fazer alguns destaques do texto de Tiago, então:
“Meus irmãos, vocês que creem no nosso glorioso Senhor Jesus Cristo, nunca tratem as pessoas de modo diferente por causa da aparência delas.” (Tiago 2.1)
      Ou, como na versão clássica: “não fazer acepção de pessoas”: tratar alguém injustamente baseado em critérios do mundo. Porque como diz o versículo 1.27:
“A religião pura e verdadeira é esta: ajudar os órfãos e as viúvas nas suas aflições e não se manchar com as coisas más deste mundo.”
      Ou seja, não tem nada a ver com idade ou posição social.
      Deus não faz diferença entre uma pessoa e outra.
“Haverá sofrimentos e aflições para todos os que fazem o mal, primeiro para os judeus e também para os não judeus. Mas Deus dará glória, honra e paz a todos os que fazem o bem, primeiro aos judeus e também aos não judeus. Pois ele trata a todos com igualdade.” (Romanos 2.9-11)
      E Deus quer que seu povo faça o mesmo. Trate todos com igualdade, mesmo com opiniões divergentes. Podemos e precisamos divergir, mas que seja feito com ordem e decência e com amor acima de tudo.
      Nos versículos 2 a 4, há o exemplo da vestimenta. Uma coisa simples, mas que é muito discutida hoje em dia. E eu me atentei para ela cerca de 28 anos atrás e sempre tenho testado esta teoria na prática.

Exemplo 1:

      Certa vez fui ao banco, com uns 18 anos, queria abrir uma conta... Estava de camiseta regata, bermuda e chinelo. Bem vestido para um lugar onde pode entrar com qualquer roupa e num lugar tão quente como Nova Venécia, no verão. Fui mal atendido.
      Mais tarde, já com o uniforme da empresa, de calça, sapato e camisa gola polo, quando me viram de pé na porta, o gerente veio pergunta se eu precisava de algo...

Exemplo 2:

      Outra vez, já no ministério, uma ex-presidente das servas nacional olhou pra mim (que estava de colarinho clerical) e me disse: você parece pastor. Me intriguei e perguntei: “como assim?” Olha em volta, se você não conhecesse quem são os pastores, saberia dizer quem são, olhando roupa e comportamento?

Exemplo 3:

      Durante a greve dos caminhoneiros, tivemos que ir para o Sul, para a reunião dos departamentos. Eu já fui de colarinho pastoral desde aqui de Nova Venécia. Em todos os locais as pessoas me tratavam com cordialidade e respeito. Imagino quantos lembraram de sua fé cristã só porque ali tinha alguém que se podia identificar como um sacerdote.

      Sabemos que a roupa não “é” a pessoa. Mas sabendo que as roupas (a aparência) e o comportamento comunicam e podem dividir, Tiago faz um alerta.
      Claro, nos casos que citei acima, as vestimentas estavam comunicando coisas boas. Mas nossas atitudes e vestimentas estão comunicando o que sobre nós?
      Quando lançamos mão do ódio e da intolerância ao semelhante, o que comunicamos? Que somos de Jesus, ou do inimigo?
      O inimigo é que quer dividir para conquistar.
Jesus quer nos unir em torno de si e nos dar a vida eterna.

      E Tiago dá a ênfase no que quero ainda ressaltar hoje:
“Ame os outros como você ama a você mesmo. Mas, se vocês tratam as pessoas pela aparência, estão pecando, e a lei os condena como culpados.” (Tiago 2.8-9)
      Se entrasse alguém pela porta, agora, com a camisa #lulalivre, ou #bolsonaropresidente... Que é a guerra que vivemos agora. Você que simpatiza com uma ou outra ideia, conseguiria falar de Jesus ao outro? Espero que sim.
      Precisamos superar o que nos divide, porque o que nos une é muito maior.
      E para concluir é impossível não destacar:
“Meus irmãos, que adianta alguém dizer que tem fé se ela não vier acompanhada de ações? Será que essa fé pode salvá-lo? Por exemplo, pode haver irmãos ou irmãs que precisam de roupa e que não têm nada para comer. Se vocês não lhes dão o que eles precisam para viver, não adianta nada dizer: “Que Deus os abençoe! Vistam agasalhos e comam bem.” Portanto, a fé é assim: se não vier acompanhada de ações, é coisa morta. Mas alguém poderá dizer: “Você tem fé, e eu tenho ações.” E eu respondo: “Então me mostre como é possível ter fé sem que ela seja acompanhada de ações. Eu vou lhe mostrar a minha fé por meio das minhas ações.” (Tg 2.14-18)
      Temos fé em Jesus?
      Temos fé nesse Salvador que nos une “assim como a galinha ajunta os seus pintinhos debaixo das suas asas” (Mateus 23.27)?
      Ele quer nos unir, porque ele, acima de todos nós, sabe o que é bom para nos.

      É hora de orar por uma vida melhor de cada cristão. Mais dedicado a buscar a união em Jesus Cristo. Porque quem hoje está vivo, amanhã não estará... Quem é criança, será velho... Quem hoje é rei, amanhã será mendigo e vice-versa... Tudo passa debaixo do sol.
      A única coisa que permanece é a fé em Jesus Cristo.
      Esta nos une, nos perdoando por todos os nossos pecados.
      O mundo passará, mas aqueles que permanecerem unidos com Cristo, viverão eternamente com ele, perdoados de seus pecados. Busquem a união. Amém.

Rev. Jarbas Hoffimann
Congregação Castelo Forte
Igreja Evangélica Luterana do Brasil
Nova Venécia
8/set/2018

sexta-feira, 7 de setembro de 2018

Os Três Pedros

Resultado de imagem para independência     Aproveitando a Semana da Pátria, onde somos convidados a apreciar o civismo e cultivar o amor pelo Brasil, quero lhes convidar a apreciar três personalidades bem distintas, separadas pelo tempo. São três Pedros que deixaram seus nomes gravados nas páginas de nossa história.
     Comecemos pelo grande proclamador da República, Dom Pedro I, o qual fico a imaginar a certidão quilométrica de Batismo com seu nome completo: Pedro de Alcântara Francisco Antônio João Carlos Xavier de Paula Miguel Rafael Joaquim José Gonzaga Pascoal Cipriano Serafim de Bragança e Bourbon. Mais fácil chamá-lo de Dom Pedro I, não é mesmo? Conta-nos a história de que no dia 7 de setembro de 1822, o nosso Dom Pedro I anunciou independência ou morte. E cá estamos nós, vivendo no Brasil livre de Portugal e ao mesmo tempo refém de si mesmo, ou melhor, refém de um sistema corrupto que arrecada fortunas e repassa para a população migalhas.
     E como não falar de outro Pedro, bem mais velho que o Dom Pedro I, mas que vinha do mesmo continente europeu. Estou falando de Pedro Álvares Cabral, grande navegador. Assim nos é ensinado oficialmente de que Pedro Álvares Cabral e toda a sua comitiva gostaria de ir para a Índia, mas que no dia 22 de Abril de 1500 acabaram chegando em um local diferente, o qual foi chamado por eles de Ilha de Vera Cruz – que hoje é a nossa pátria amada. E imagino que Pedro Álvares Cabral também tenha participado da primeira celebração cristã em solo brasileiro, em 26 de Abril de 1500, em pleno domingo de Páscoa, ali mesmo, na terra recém descoberta.
     E agora, dando um salto bem maior em direção ao passado, lhes convido a apreciar o terceiro Pedro. À exemplo do Pedro descobridor do Brasil, este Pedro também conhecia muito bem o barco e a água. Estou falando do apóstolo Pedro, o pescador que foi chamado por Jesus para ser pescador de gente. É da boca deste Pedro que surge uma das mais belas e convictas confissões a respeito de Jesus: “O senhor é o Messias, o Filho do Deus vivo” (Mateus 16.16). Esta confissão de fé é tão verdadeira que Jesus mesmo mostra que esta confissão foi revelada a Pedro pelo próprio Deus e que, sobre esta confissão (e não sobre Pedro), Jesus construiria a sua igreja cristã pelos quatro cantos do mundo.
     Juntando os três Pedros, juntando a fé cristã em solo brasileiro, é importante lembrar das palavras do Pedro que foi discípulo do Salvador Jesus: “Por causa do Senhor, sejam obedientes a toda autoridade humana: ao Imperador, que é a mais alta autoridade; e aos governantes, que são escolhidos por ele para castigar os criminosos e elogiar os que fazem o bem. Pois Deus quer que vocês façam o bem para que os ignorantes e tolos não tenham nada que dizer contra vocês. Vivam como pessoas livres. Não usem a liberdade para encobrir o mal, mas vivam como escravos de Deus. Respeitem todas as pessoas, amem os seus irmãos na fé, temam a Deus e respeitem o Imperador (1Pedro 2.13-17).
     Então fica a dica: ore pelo Brasil. Viva no Brasil a sua fé cristã. Ore e viva para que mais brasileiros confessem, como Pedro, de que Jesus é o Salvador, o Filho do Deus vivo!

Pastor Bruno A. Krüger Serves
Candelária-RS

terça-feira, 4 de setembro de 2018

Passado em chamas

Resultado de imagem para incendio museu      O incêndio que destruiu o Museu Nacional no Rio de Janeiro é um triste exemplo da irresponsabilidade no cuidado com as coisas do passado. Aprendemos nas aulas de história: quem não conhece o ontem não está preparado para o amanhã. Tudo hoje no Brasil está em perigo por falta de preservação. No caso do museu criado por D. João VI, ele precisava de cuidados, algo normal para um prédio de 200 anos. Podemos imaginar o que vai acontecer daqui há 200 anos com edifícios, estradas, pontes, se não houver constante manutenção. Mas, isto já acontece hoje quando tanta coisa “pega fogo”. Não em prédios, mas no que é primordial para a preservação da vida. Coisas que agora prometem na campanha quando falam de segurança, educação, saúde etc. Aliás, dizem que somos um povo sem memória quando o assunto é política.
      A nossa vida depende das memórias. É por isto que cada um de nós tem o seu pequeno museu. Fotos, relíquias, objetos pessoais que nos remetem à boas e más lembranças. Coisas importantes aos filhos e netos para valorizar as origens e aprender nos acertos e erros. Filhos que colocam “fogo nos museus” dos pais, jogam fora valiosa experiência de vida, e terão quase nada para ensinar aos seus descendentes. É o que acontece com a atual geração, sobretudo no assunto “objetos da fé cristã”. Dizem que estas coisas da igreja estão ultrapassadas, não têm sentido, que os tempos são outros. Mas, as consequências estão aí, numa sociedade que mais parece um prédio em ruínas.
      Preservar os antigos, mas atuais ensinamentos da Bíblia, é uma tarefa cada vez mais complicada nestes tempos de grandes incêndios nas tradições que recebemos dos antepassados. A própria Bíblia, no entanto, se defende: “Toda a Escritura Sagrada é inspirada por Deus e é útil para ensinar a verdade, condenar o erro, corrigir as faltas e ensinar a maneira certa de viver” (2 Timóteo 3.16).

Marcos Schmidt
pastor luterano

quinta-feira, 30 de agosto de 2018

Uma Porta Perdoadora?

Basilica di Santa Maria di Collemaggio: Porta Santa      Você já imaginou quantas portas você utiliza ao longo do seu dia? Seja dentro de sua própria casa, como a porta do quarto ou do banheiro, seja no trabalho, na escola, no mercado, no banco ou na igreja. E qual a finalidade destas portas? Possibilitar o acesso a um local, bem como proteger, proporcionar privacidade, fechar.
      Porém, na cidade italiana de Áquila, mais especificamente na Basílica de Santa Maria de Collemaggio, existe uma porta, digamos assim, diferenciada. Em 1924 o então Papa Celestino 5º declarou que quem atravessasse a porta principal daquela Basílica receberia o perdão dos seus pecados. Esta absolvição estava cancelada desde o ano de 2009, quando um grave terremoto causou destruição e morte na região, atingindo inclusive a porta perdoadora. Porém, neste ano a porta foi reinaugurada, oferecendo perdão a todo aquele que passar por ela.
      Por falar nisto, é inevitável lembrar da porta de uma outra igreja. Vamos sair de Áquila, na Itália, e vamos para Wittenberg, na Alemanha. E desta vez a porta não tem poder de oferecer perdão, mas sim, de testemunhar a verdade. Em 31 de Outubro de 1517 o jovem e promissor padre e professor universitário Martinho Lutero pregou na porta da igreja do Castelo de Wittenberg as 95 teses contra o abuso do clero com o povo. E, dentre as quais, estava a comercialização do perdão dos pecados. Bem, aí a gente conhece o resto da história. Aquela porta de Wittenberg testemunhou o início da Reforma Luterana que, neste ano, vai comemorar o seu 501º aniversário.
      Os ecos da Reforma Luterana continuam a ressoar e a confrontar os mesmos erros. Não há como concordar que uma porta ofereça perdão dos pecados. Acima de qualquer decreto ou lei humana está a Palavra de Deus, que sublinha insistentemente que
“Deus perdoou todos os nossos pecados e anulou a conta da nossa dívida, com os seus regulamentos que nós éramos obrigados a obedecer. Ele acabou com essa conta, pregando-a na cruz.” (Colossenses 2.13-14)
      Somos perdoados somente por causa da graça de Deus, somente pela fé em Cristo, e isto aprendemos somente pela Palavra de Deus!
      Então fica a dica: atravessar uma porta nos garante perdão? Que nada! Nos juntamos ao apóstolo Pedro para dizer que “todos os profetas falaram a respeito de Jesus, dizendo que os que creem nele recebem, por meio dele, o perdão dos pecados” (Atos 10.43).

Pastor Bruno A Krüger Serves
CEL Cristo, Candelária-RS

terça-feira, 28 de agosto de 2018

Tudo só na conversa

Resultado de imagem para ponte avenida dos municípios      O problema do Brasil é parecido com a ponte na Avenida dos Municípios (no Rio Grande do Sul) que não sai do papel. Desconfia-se que interesses atrapalham a obra, como, por exemplo, os lucros de um pedágio. Outro exemplo deste País que não funciona é a falta de ajuda adequada de Brasília aos refugiados venezuelanos. Dizem que é para “não encher a bola” da governadora de Roraima, adversária do Planalto. A politicagem movida pela ganância dificulta a nossa vida em tudo. E o mais grave nisto é a ausência de vontade popular em conhecer a raiz dos problemas. Como agora, na campanha política, o pouco interesse nos debates dos candidatos. Ou seja, o eleitor quer seguir por pontes que já caíram. Quer soluções rápidas e egoístas, parecidas com as religiosas que pregam: “Venham, aqui resolvemos na hora todos os seus problemas”. As soluções para um País melhor têm custos, mas, enquanto as pessoas estiverem movidas pela ambição, egoísmo e corrupção, tudo vai continuar só na conversa.
      Se na política é preciso colocar em prática coisas fundamentais, óbvias, básicas, na religião Jesus não deixa dúvidas:
“Quem ouve meus ensinamentos e não vive de acordo com eles, é como um homem sem juízo que construiu a sua casa na areia” (Mt 7.26).
      Diz isto para àqueles que transformam a fé numa ponte fictícia, sem a prática básica da religião que é o amor ao próximo. E, se o Salvador é o fundamento deste amor, infelizmente, ele também é a pedra que os construtores rejeitaram (Mateus 21.42). Por isto, quando insiste que ele é o caminho e ninguém chega a Deus a não ser por ele (João 14.6), então lembra do abismo entre nós e Deus, e da única ponte – sem qualquer atalho.
      Sem dúvida, a questão é o blá blá blá. E por isto, quem sabe, aquilo que Paulo profetizou:
“Vai chegar o tempo em que as pessoas não vão dar atenção ao verdadeiro ensinamento, mas seguirão os seus próprios desejos” (2Timóteo 4.3). 
Marcos Schmidt
pastor luterano

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sábado, 25 de agosto de 2018

Satanás é o pai do "politicamente correto"

Imagem relacionada     Li este texto (que não consegui identificar a autoria):
Elias ZOMBOU dos falsos profetas. Paulo foi além e mandou "entregar a Satanás" os falsos mestres. Esse papo de "ore por ele" pode te parecer bonito, mas na prática é só uma forma de se esquivar e não fazer nada. Quem lê diariamente as Escrituras nota com tanta evidência as ironias e sarcasmo de Paulo e Jesus que não pode mais ficar no politicamente correto do "vamos amar entregando flores". Tenha alguma decência e se manifeste DE VERDADE contra homens inescrupulosos.

     Enfim, me parece apropriado refletir sobre ele. Especialmente nestes tempos do "politicamente correto". (Uma obs.: politicamente correto é Satanás, ok? Deus não é. Ele age pra te salvar, não pra você parar de mimimi).
     Mas vamos lá.
     Elias zombou dos falsos profetas (1Reis 18.26-27)
Os profetas de Baal pegaram o touro que havia sido trazido para eles, e o prepararam, e oraram a Baal desde a manhã até o meio-dia. ...
Ao meio-dia, Elias começou a caçoar deles. Ele dizia:
— Orem mais alto, pois ele é deus! Pode ser que esteja meditando ou que tenha ido ao banheiro. Talvez ele tenha viajado ou talvez esteja dormindo, e vocês terão de acordá-lo!
     Mais tarde Elias comanda o "extermínio" dos profetas ao falso deus (1Reis 18.40). Lembremos que aqui é um período em que a idolatria era punida com a morte física. Hoje ainda é punida com a morte, mas a Morte Eterna. A Eterna condenação ao Inferno.
     Paulo "entrega a Satanás" (1Timóteo 1.19-20):
Conserve a sua fé e mantenha a sua consciência limpa. Algumas pessoas não têm escutado a sua própria consciência, e isso tem causado a destruição da sua fé. Entre elas estão Himeneu e Alexandre, que eu já entreguei a Satanás para que aprendessem a não blasfemar mais.
     Neste texto Paulo fala a Timóteo, como ele deverá conservar sua própria fé. E cita exemplos de pessoas que estavam abandonando a fé. E que, ao ver do apóstolo, não tinham mais jeito. Esta frase, no texto bíblico, significa o que hoje a igreja entende por "excomunhão"... Eles queriam fazer de conta que eram da igreja, mas sua vida era do mundo. Assim, Paulo os expulsa da congregação.
     Claro, que se eles se arrependessem, perdoados por Cristo, seriam novamente aceitos na congregação. Mas aparentemente queriam viver seu pecado e viver de aparência na igreja. Isso não dá.
     Mas o texto que cito no início, parece sugerir que não se deve orar pelas pessoas. E nisso está errado. Jesus mesmo disse: "amem os seus inimigos e orem pelos que perseguem vocês."
     É nosso dever de amor orar por todos. Pelos que hoje não creem em Deus, pelos que vivem falsamente sua fé, enganando a si mesmos... O objetivo de Deus é salvar a todos.
     Entretanto, fazer de conta que está tudo bem, com esse monte de falso profeta por aí, é ser "politicamente correto" e quem faz assim, será entregue para Satanás também. Porque está sendo omisso em apontar para a verdade.
     Não saiam matando.
     Não saiam brigando.
     Orem e orem muito pelos pecadores, a começar por vocês (nós) mesmos.
     Mas não façam de conta que tá tudo bem "só pra não perder a amizade". É melhor estremecer a amizade para salvar o amigo, do que ser amigo a vida inteira e deixar que a pessoa vá para o Inferno.
     Deus nos chamou para ser sal e luz. Sejamos.


quinta-feira, 23 de agosto de 2018

Brasil da Ansiedade e do Rivotril

      Você já deve ter se deparado diversas vezes com a expressão de que o povo brasileiro é um povo alegre, cheio de felicidade e alegria nos pés para sambar, jogar um bom futebol e comemorar um contagiante carnaval. Será que somos assim mesmo?

      Dados da Organização Mundial da Saúde revelam que o povo brasileiro é líder mundial não no quesito felicidade, mas em ansiedade. Somos o povo mais ansioso do planeta, com cerca de 10% da população sofrendo de ansiedade. Sem falar nos índices de depressão, bem acima da média mundial. E, para fechar a conta, os números revelam que o Rivotril, famoso antidepressivo, é o segundo medicamento mais vendido no Brasil, ficando atrás somente dos analgésicos. O país da alegria nos pés busca alívio para a mente e o coração. É interessante nos perguntarmos o porquê deste cenário ansioso. Será que é pelo conjunto da obra, ou seja, pelo cenário caótico de insegurança pública, crises financeiras, políticas, morais e sociais?

      E quando a religião entra em campo neste cenário carregado de ansiedade e Rivotril? O Brasil está repleto de apelos da chamada teologia da glória, da prosperidade, do sucesso. A lógica é de que, quanto maior a fé, maior é o sucesso. Mas aí nos deparamos com personagens bíblicos, homens cheios de fé, enfrentando seus dilemas pessoais e tomados de ansiedades. Abraão sofria por não conseguir ser pai. José sofreu nas mãos dos seus irmãos, foi até mesmo preso no Egito. Davi sofreu amargamente com perseguições e com consequências de seus erros. Jó carregou as piores dores que um ser humano pode carregar. E ainda olhamos para Jesus, e mesmo sendo Deus, ele carregou no seu coração as piores angústias, a ponto de seu suor de pavor parecer gotas de sangue. Mesmo sendo Deus, carregou todo sofrimento e culpa em sua cruz, foi humilhado e crucificado.

      Diante de tudo isto, ter fé nos torna imunes às estatísticas de ansiedade, depressão ou do uso de Rivotril? Não! Fé cristã não é uma caixa de isopor que nos protege de tudo. Sofremos porque fazemos parte da criação de Deus que foi arruinada pela queda em pecado, desde Adão e Eva.

      Há um doce consolo para os corações ansiosos e às mentes que sofrem como reféns de seus próprios pensamentos: “os bons passam por muitas aflições, mas o SENHOR os livra de todas elas” (Salmo 34.19). Cristãos também estão entre as estatísticas de ansiedade e depressão. Mas Jesus é Deus que cuida também nas crises e enfermidades. Consolador é saber que ele está ao lado dos ansiosos e depressivos e os cuida através de médicos, psicólogos, amigos, abraços e, principalmente, através da sua Palavra que fala ao coração aflito e à mente ansiosa: “Não fiquem com medo, pois estou com vocês; não se apavorem, pois eu sou o seu Deus. Eu lhes dou forças e os ajudo; eu os protejo com a minha forte mão” (Isaías 41.10).

      Então fica a dica: Jesus ama corações e mentes ansiosas. Pela fé em Cristo, há grande consolo para os dias de ansiedade e forças para superar as crises.

Pastor Bruno A. K. Serves | CEL Cristo, Candelária-RS

quinta-feira, 16 de agosto de 2018

Diferentes Percepções de Tempo

Resultado de imagem para o tempo voa
       Quando éramos crianças parecia que o relógio andava mais devagar, não é mesmo? Parecia que o espaço entre um Natal e outro era enorme, que era quase uma eternidade aguardar as próximas férias. E, quando nos tornamos adultos, cheios de responsabilidades e afazeres, parece que o relógio funciona plenamente acelerado. Nesta fase da vida mal nos damos conta, mas vamos empilhando rapidamente sobre os ombros os natais, aniversários, férias e tudo o mais que, lá nos tempos de criança, pareciam ser distantes e lentos para serem vividos.
       Estes dias li uma explicação científica para esta sensação do tempo ser lento na infância e acelerado quando adultos. É a chamada Lei de Weber. A explicação é simples. Quando somos crianças, com nossa pouca idade, a diferença de tempo é muito perceptível. Quando temos poucos anos é mais fácil perceber a diferença entre uma data e outra. E, por outro lado, quando adultos a diferença entre as datas é menos perceptível. Ou seja, para um jovem de 13 anos o ano pode parecer bem mais longo do que para o adulto de 50 anos, que já viveu muito mais tempo. Quanto mais vivemos, maior é a impressão de que o tempo voa!
       Independente da fase da vida e das diferentes percepções de tempo que temos, há um conselho bíblico valioso:
“Faze com que saibamos como são poucos os dias de nossa vida para que tenhamos um coração sábio” (Salmo 90.12).
       O Senhor convida a entregarmos em suas mãos cada dia de nossa existência, com nossos dilemas, medos, culpas e sonhos. Afinal, o Deus eterno fez-se homem e habitou entre nós, experimentando nosso tempo e indo à cruz para resgatar a tudo e a todos. E, com sua ressurreição, garantiu a vida que vai além do tempo, a vida que dura para sempre. Jesus é o Salvador, Jesus é Senhor sobre o tempo, Jesus é Senhor sobre nossos dias, Jesus garante a vida que nunca termina. Vida que é gerada unicamente pela fé!
       Então fica a dica: se a percepção de tempo pode mudar ao longo da vida, o que não muda é o amor Deus, presente nas mais diversas fases de nosso viver:
“desde que vocês nasceram, eu os tenho carregado; sempre cuidei de vocês. E, quando ficarem velhos eu serei o mesmo Deus; cuidarei de vocês quando tiverem cabelos brancos. Eu os criei e os carregarei; eu os ajudarei e salvarei” (Isaías 46.3-4).  
Pastor Bruno A. Krüger Serves
CEL Cristo, Candelária-RS

terça-feira, 14 de agosto de 2018

Aborto — direito da mulher?

      Os argumentos a favor do aborto partem, basicamente, do que disse a presidente do Conselho Nacional dos Direitos Humanos na audiência pública no STF, que negar o “direito de a mulher decidir sobre sua própria vida reprodutiva é incompatível com o direito humano à vida com dignidade e à liberdade sexual e reprodutiva”.
      Muito estranho. Se elas têm este “poder”, então nada importa um feto com 12 semanas ou 9 meses. E se o corpo é dela e faz o que bem entende com ele, então ela pode decidir o que fazer com o filho no colo, se amamenta ou não. Afinal, de quem são os seios? Outro argumento estranho é que a criminalização leva para clínicas clandestinas, provoca riscos de morte à gestante, e a legalização vai cuidar melhor da saúde da mulher.
      Bom, a gente sabe que os filhos fazem um enorme estrago na vida da mãe e do pai. Preocupação, pressão alta, sacrifícios físicos, emocionais e financeiros, um monte de coisa que abrevia a vida dos pais. Portanto, se alguém na barriga ou fora dela está sendo um estorvo, se a mulher tem todo o direito sobre o corpo dela, se o aborto é a solução, e se a clínica legal evita riscos à saúde da gestante, e se o importante é a liberdade da mulher, então, tirem as crianças da sala. Ou da vida dos pais.
      O tema é complicado quando o fascínio das pessoas virou só prazer, felicidade própria, conquistas pessoais, beleza física – tempos de doutores “bumbum”. Também é difícil dar opinião religiosa quando dizem “lá vem eles com estas ideias ultrapassadas”. Mas, a regra continua: “Não matarás”. E a vida, que brota do sopro divino, começa naquilo que a ciência tenta explicar e que Davi já sabia: “Tenho sido pecador desde o dia em que fui concebido” (Sl 51). Herança maldita convertida em bênção pelo Deus também concebido no ventre da mulher e que, certa vez, ordenou: “Deixem que as crianças venham a mim”.

Marcos Schmidt - pastor luterano

Card - próprio 15 (14 a 20/ago) - B

quinta-feira, 9 de agosto de 2018

Escravos de Si Mesmos

     Parece-me que vivemos tempos em que a individualidade e o amor a si mesmo estão supervalorizados. É óbvio que demos nos amar, nos cuidar e nos aceitar. Afinal, o próprio Jesus nos ensinou a amar ao próximo como a si mesmo. Mas chamo a atenção para a idolatria do eu, do amor próprio acima de tudo, da satisfação pessoal praticamente acima do bem e do mal.
     Como sinais deste auto amor exagerado e perigoso, poderiam entrar na lista os relacionamentos descartáveis. Casamentos já não são até que a morte os separe, mas sim, até o primeiro desentendimento. Parece ser mais fácil descartar o que traz sofrimento do que tentar resolver o problema. E, porque não, também entra na lista destes sinais o debate a respeito da descriminalização do aborto até a 12ª semana de gestação para qualquer mulher que assim o deseja cometer. Uma das argumentações para a legalização do aborto nestas condições é o direito da gestante escolher se é ou não um bom momento para se ter um filho. Se o filho for atrapalhar os planos de carreira ou estudos, então ele será punido e sacrificado? O que mais espanta é que, de forma clandestina, estes abortos acontecem aos montes, causando graves problemas de saúde pública. E não são raras as mães que, pelo resto da vida, tornam-se escravas de si mesmas, de suas consciências que não esquecem o aborto realizado.
     Vivendo em uma sociedade onde o amor próprio está perigosamente no centro de tudo, nós cristãos confessamos que quem precisa estar no centro de nossas vidas é a Palavra de Deus. Confessamos que ela é a Verdade! E dela aprendemos que o casamento não deve ser algo descartável, mas “que ninguém separe o que Deus uniu” (Mateus 19.6). E sobre o aborto, confessamos enraizados na Palavra de Deus de que “tu viste quando os meus ossos estavam sendo feitos, quando eu estava sendo formado na barriga da minha mãe, crescendo ali em segredo” (Salmo 139.15). Sim, a Palavra de Deus nos ensina a ver o casamento como algo duradouro e a gestação como um filho com direito à vida.
     Então fica a dica: cuidado para não se tornar escravo de suas próprias vontades corrompidas. Como herdeiros da Reforma Luterana, pedimos a Deus para que a sua Palavra seja o centro de nossas vidas. Para restaurar, transformar e salvar nossas vidas Deus enviou Jesus, seu Filho. Nele há perdão que nos liberta da escravidão de nossos erros. E assim pedimos a este Deus de amor: “Ó Deus, cria em mim um coração puro e dá-me uma vontade nova e firme!” (Salmo 51.10).
Pastor Bruno A. Krüger Serves
CEL Cristo, Candelária-RS

quarta-feira, 8 de agosto de 2018

Artigo, Adão Paiani - A pastora das trevas

*Adão Paiani

     A IECLB (Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil), a mais antiga denominação luterana em nosso país, trazida pelos imigrantes alemães chegados ao Rio Grande do Sul no século XIX, se colocou na defesa da mais torpe, vil, miserável, canalha e abjeta das causas, o aborto, ou assassinato de crianças inocentes e indefesas ainda no ventre das mães.

     Ao permitir que a "pastora" das trevas abrigada em seu meio, Lusmarina Campos Garcia, fosse ao Supremo Tribunal Federal defender a descriminalização da maior das atrocidades que um ser humano pode cometer contra outro,  a IECLB demonstra que de cristã absolutamente mais nada tem, mas tornou-se apêndice e instrumento das idéias de uma diabólica Nova Ordem Mundial.

     Ao abrigar em seus quadros a torpe figura da foto (no blog do autor tem a foto) - comunista, feminista, abortista, petista e defensora de tudo o que de mais desprezível existe na face da terra - a outrora digna, tradicional  e respeitável IECLB sinaliza ao Brasil e ao mundo que tornou-se um valhacouto de covardes, bárbaros e canalhas defensores não dos mais sagrados princípios cristãos, mas da mais indigna de todas as bandeiras, travestida do direito de matar inocentes.


     É com tristeza que escrevo estas palavras, pois  por muitos anos mantive com a IECLB laços de grande admiração e respeito, e lá por muitos anos pude conviver com homens e mulheres da mais pura e genuína fé cristã; mas ante tamanha indignidade é impossível se calar.


     A IECLB que foi a vida e missão de homens como os Pastores e Teólogos Gottfried Brakemeier, Rolf Drost e Godofredo Boll, dentre tantos outros pilares da fé cristã e luterana; a IECLB da Casa Matriz de Diaconisas (CMD) e suas "schwesters" dedicadas à caridade, ao amor e cuidado de crianças, doentes e idosos; a IECLB  da Comunhão dos Obreiros Diaconais (COD); a IECLB da Ordem Auxiliadora das Senhoras Evangélicas (OASE); a IECLB do legado de Martinho Lutero e Dietrich Bonhoeffer - essa deixou de existir.


     Uma história quase bicentenária de fé e trabalho hoje se resume a uma Lusmarina de tal. Triste epílogo de uma fé.


     O preço de tamanha indecência, torpeza e crueldade certamente será cobrado na eternidade.


     É o que eu acredito e espero.

*Advogado do RS.

Obs.:
Nós somos luteranos da IELB, que não compactua com causas como esta do aborto. Se uma mulher, em desespero, acaba por abortar, será acolhida como alguém que precisa da Palavra de perdão e de amor. Mas não endossamos a tentativa de legalizar (não estão tentando descriminalizar, mas legalizar) o aborto.

Pai Nosso - Carlos Magrão Gospel


Estará em Nova Venécia, na Praça Adélio Lubiana
dia 10 de agosto, na feirinha.

terça-feira, 7 de agosto de 2018

A posição da IELB sobre o aborto

Porto Alegre, RS, 07 de agosto de 2018

A POSIÇÃO DA IELB SOBRE O ABORTO

    Visto que o aborto foi levado ao Supremo Tribunal Federal e ali foi discutido em audiência pública, líderes de igrejas também se manifestaram. Alguns colocaram sua posição contrária ao aborto, outros, porém, colocaram-se a favor. Diante disso, também a Igreja Evangélica Luterana do Brasil (IELB) foi questionada a respeito. Em resposta, evidentemente, não é possível dar um longo parecer. No entanto, trazemos, de forma resumida, a posição da IELB.
     Em primeiro lugar, a IELB chama atenção para o fato de que julgamentos feitos por cortes judiciais, inclusive pelo Supremo Tribunal Federal, sobre a legalidade ou ilegalidade de ações das pessoas, não resolvem assuntos morais e não são determinativos para a consciência cristã.
     Em segundo lugar, quanto ao aborto, evidentemente, ocorrem abortos espontâneos e inevitáveis, que se equiparam à morte de uma pessoa. Agora, quanto a abortos provocados, a posição da IELB é esta: Visto que o aborto provocado implica em tirar uma vida humana, ele não é uma opção moral viável, a não ser que se trate de um infeliz e inevitável procedimento médico necessário para evitar a morte de outro ser humano, a saber, da mãe. Se não houver esta infeliz e inevitável necessidade de escolha entre duas vidas, o aborto provocado se equivale ao assassinato, pois claramente é uma desobediência aberta ao quinto mandamento, dado por Deus, que diz: “Não mate” (Êxodo 20.13). Isto, porque, do ponto de vista bíblico, o embrião humano já é um ser humano, conforme Davi, inspirado pelo Espírito Santo, claramente
confessa no Salmo 139.13-16 (NAA):
Pois tu formaste o meu interior,
tu me teceste no ventre de minha mãe.
Graças te dou, visto que de modo assombrosamente maravilhoso
me formaste;
as tuas obras são admiráveis,
e a minha alma o sabe muito bem.
Os meus ossos não te foram encobertos,
quando no oculto fui formado e entretecido como nas profundezas
da terra.
Os teus olhos viram a minha substância ainda informe,
e no teu livro foram escritos todos os meus dias,
cada um deles escrito e determinado,
quando nem um deles ainda existia.
     Além de o aborto provocado ser uma séria ofensa contra o quinto mandamento, ele também é ofensa contra o primeiro mandamento, em que Deus diz: “Não tenha outros deuses diante de mim” (Êxodo 20.3). Pois a ação de abortar claramente é manifestar rejeição de honrar a Deus como o Criador e de buscá-lo acima de tudo em tempos de necessidade. Assim, isso se encaixa naquilo que diz o apóstolo Paulo, em Romanos 1.32: “Embora conheçam a sentença de Deus, de que os que praticam tais coisas são passíveis de morte, eles não somente as fazem, mas também aprovam os que as praticam”.
     Portanto, em consonância com o ensinamento bíblico, a IELB é contrária à prática do aborto provocado de forma indiscriminada.
     Atenciosamente,

Rev. Dr. Rudi Zimmer
Presidente da IELB

Bandidos e mocinhos

Resultado de imagem para carro roubado     Depois de um conhecido meu ter o carro roubado, o telefone chamou: “Ou paga pelo resgate ou nunca mais...”. Sem seguro, mas com os impostos do veículo em dia, pagou também o IPVA do crime. E teve o carro de volta. A polícia orienta para nunca fazer isto, mas os bandidos mandam mais que os mocinhos. Dados confirmam que famílias e empresas brasileiras gastam mais em segurança do que o governo. Gastam mais também na saúde, na educação, nos transportes... Seria tranquilo se não fossem os altos tributos públicos que consomem a metade da renda dos brasileiros. E seria mais tranquilo ainda se o poder público não fosse corrupto e incompetente.
     Eu também já tive o carro roubado quando trabalhava em outra cidade, e foi o delegado quem pediu dinheiro. Não dei e nunca mais vi a cor do carro. Mais tarde, o homem da lei foi preso, mas logo solto. Não tinha seguro e o carro era financiado. Aprendi na carne o recado de Jesus: “Não ajuntem riquezas aqui na terra onde os ladrões arrombam e roubam”. O problema é que os ladrões não levam apenas nossos bens, mas também nossa vida. Por isto, a oração: “Ó meu Deus, protege-me daqueles que me atacam. Salva-me dos homens maus, livra-me desses assassinos” (Salmo 59).
     Mas, não basta orar. Faltam dois meses para escolher nossos governantes e não sabemos quem é bandido e quem é mocinho. Resultado: 59% dos brasileiros ainda não sabem em quem votar. Eu estou fazendo por eliminação. Não vou votar no radical, populista e que promete salvar o Brasil. Estou procurando aquele mencionado em Provérbios 28: “Quando a nação tem líderes inteligentes e sensatos, ela se torna forte e firme (...) O governador sem juízo será um ditador cruel; aquele que odeia a desonestidade governará por muito tempo”. Este é o caminho: governantes honestos, inteligentes, sensatos, com juízo. Ou então, vamos continuar pagando impostos aos bandidos.  Na rua e nas repartições públicas.

Marcos Schmidt
pastor luterano da IELB

Card - próprio 14 (7 a 13/ago) - B

quarta-feira, 1 de agosto de 2018

Programa Acorde (Parte 3) Carlos Magrão


Estará em Nova Venécia, na Praça Adélio Lubiana
dia 10 de agosto, na feirinha.

Terra de sangue

Eclipse Lunar     Estranho! Quando a Lua fica escondida, todos querem enxergá-la. Quando está radiante, poucos a percebem. Ela não deveria chamar a atenção pela sombra do eclipse, mas pelo reflexo da luz solar. Aliás, a Lua é bonita pelo brilho apreciado a 384 mil quilômetros de distância. Quem descobriu isto foi o segundo homem que nela deixou suas pegadas naquele julho de 1969: “É um lugar tão desolado, tão completamente sem vida”. Ele precisou voltar à Terra e valorizar aquilo que ficou para trás. Agora descobriram água em Marte e desejam conquistar o planeta vermelho. Enquanto isto, acabam com a água no único lugar habitável. Estranho, muito estranho!
     O nosso problema é encontrar beleza no lugar onde pisamos. Temos a mania de olhar para longe, o que é bom quando a maldade da ambição não destrói o que está ao redor. Até porque fomos criados para conquistar, inventar, progredir. Mas a cobiça sempre provocou destruição, morte, ruína. Tudo por esta ideia que o forte vence o fraco, o grande acaba com o pequeno, o esperto aniquila o incapaz. É a propaganda enganosa da “seleção natural” tão presente na família, na economia, na política. No meio disto, duas perguntinhas atormentam: “De onde viemos? Para onde vamos?”. Nem Marte nem as estrelas irão responder.
     Eu tinha dez anos e vi pela televisão a conquista da Lua. Lembro que minha avó insistia que tudo era mentira. Morreu não acreditando, mas nunca duvidou que o Criador, encarnado na “roupa espacial” da humilhação (Fp 2.1-11) pisou na Terra para conquistar o impossível à ciência humana, o amor. Hoje, o que chama a atenção são os eclipses (do grego “deixar para trás”) da luz divina. Por isto, o pedido aos seguidores de Cristo: “Sejam filhos de Deus, vivendo sem nenhuma culpa no meio de pessoas más, que não querem saber de Deus. No meio delas vocês devem brilhar como as estrelas no céu” (Fp 2.14). 

Marcos Schmidt

terça-feira, 24 de julho de 2018

Quem vou escolher?

     É o ano da indecisão. Alguns pré-candidatos para Presidente do Brasil não sabem o que fazer: “Vou ou não vou”. Um juiz e um apresentador de televisão já disseram: “Eu não”. Outro está preso e a incerteza está solta. Enquanto isto, a maioria dos eleitores não sabe em quem votar. Tanto que alguns já decidiram anular o voto diante da dúvida.
     É o começo da tragédia. Nestas horas surgem os espertos, incompetentes, desonestos. Um deles pode ser o nosso presidente, deputado, senador, governador. Aliás, esta gente má, que sabe o que fazer, vem liderando o País, dando as ordens, cuidando do nosso dinheiro, dirigindo a nossa vida (e também a nossa morte). Tudo porque não sabemos o que fazer.
     A convicção, no entanto, não garante boas escolhas. “Há caminhos que parecem certos, mas podem acabar levando para a morte” (Pv 14.12). Por isto o recado bíblico: “Quem tem juízo toma cuidado a fim de não se meter em dificuldade, mas o tolo é descuidado e age sem pensar” (Pv 14.16).
     Temos 75 dias para escolher o nosso futuro. Depois disto, eles terão quatro anos para escolher o nosso presente. Então, o que fazer? Primeiro, não misturar religião com política, isto traz muita confusão. Outra dica sábia quanto aos requisitos dos “sacerdotes” das coisas públicas pode estar nos predicados para os sacerdotes das coisas celestiais: “Deve ser um homem que ninguém possa culpar de nada. Deve ter somente uma esposa, ser moderado, prudente e simples (...) Não pode ser chegado ao vinho, nem briguento, mas deve ser pacífico e calmo. Não deve amar o dinheiro. Deve ser um bom chefe da sua própria família e saber educar os seus filhos de maneira que eles lhe obedeçam com todo o respeito” (1Tm 3.2-4). Claro, só Cristo é perfeito, é nele e por ele que alguém recebe boas qualidades (Gl 3.27). Mas, certos atributos não podem faltar naqueles que decidem a nossa vida. Então, sejamos decididos e inteligentes.

Rev. Marcos Schmidt
pastor luterano
Novo Hamburgo

Card - próprio 4 (29/mai a 4/jun) - B

Card - próprio 12 (24 a 30/jul) - B

domingo, 22 de julho de 2018

Lutero, uma carta a seu filho Hans

Graça e paz em cristo, meu querido filhinho:

    Fico muito feliz em saber que você está estudando bastante e fazendo suas orações com fidelidade. Continue assim, querido filho, e quando eu voltar para casa, vou trazer um bonito presente para você.
    Eu conheço um lindo parque onde há muitas crianças. Elas usam casacos de ouro e colhem maçãs das árvores, e peras e cerejas e ameixas amarelas e vermelhas. Elas cantam e saltam e são muito felizes; elas também têm belos pôneis com selas de prata. Fui perguntar ao dono do parque quem eram essas crianças.
    Ele respondeu: “Estas são as crianças que gostavam de orar e estudar, e foram crianças piedosas.”
    E eu disse a ele: “Querido amigo, eu também tenho um filho. O nome dele é Hans Lutero; será que ele poderia vir aqui, comer destas belas frutas, andar nos pôneis tão lindos e brincar com as outras crianças?”
    O homem respondeu: “Se ele gosta de orar, estuda bastante e é um bom menino, ele pode vir ao parque também – Filipe e Jonas também. E quando todos eles chegarem aqui, também receberão flautas e alaúdes e tambores e todos os tipos de instrumentos; e também podem dançar e brincar com pequenos arcos.”
    Ele também me mostrou um lindo gramado no parque, preparado para dançar e com todos os instrumentos dos quais falei, pendurados por tudo que é lugar. Mais ainda era cedo de manhã, e as crianças ainda não haviam tomado café da manhã. Eu estava ansioso por que a dança começasse. Por isso, eu disse ao homem: “Prezado senhor, vou bem ligeiro escrever a respeito de tudo isso ao meu querido filho Hans e vou dizer para ele sempre ser um bom menino, sempre orar muito e estudar bastante, para que possa vir a este parque também. Mas ele tem sua tia Lena que ele vai querer trazer junto”.
    O homem respondeu: “Sim vá e escreva para que tudo isso se realize”.
Portanto, querido Hans, estude muito e sempre faça oração e diga a Filipe e Jonas que não esqueçam de orar e estudar também; então todos vocês poderão vir a este maravilhoso parque.
    Que o Deus todo-poderoso guarde você. Dê lembranças e um beijo á sua tia Lena por mim.

Ano 1530
Seu pai, que o amo muito, 
Martinho Lutero.

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Tem uma versão mais curta da carta, que segue abaixo, mas acredito que a escrita acima seja mais próxima da realidade.

    Graça e Paz em Cristo, meu querido filhinho. Eu me alegro que tu estudas bastante e és aplicado em tuas orações. Faça isto, meu filhinho e, quando eu chegar em casa, eu trarei uma moeda...
    Eu sei de um lindo e divertido jardim, ali entram muitas crianças, elas estão vestidas com roupas douradas e colhem maçãs, peras, cerejas, ameixas e pêssegos, elas cantam e correm e pulam de alegria, e lá tem pequenos cavalos com relhos de ouro e selim de prata.
    Então eu falei: Querido Senhor, eu também tenho um filho, ele se chama Hans Lutero, ele também poderia vir para esse jardim, onde tem essas lindas frutas e ele também poderia montar nesse lindo cavalinho e brincar com essas crianças?
    O homem falou: Ele gosta de orar, de estudar e crê, então ele pode vir para este jardim e seus amigos Felipe e Jonas também podem vir. E quando vierem, eles podem assobiar, tocar bateria, e há também um lugar preparado para dançar, pular e tudo o que eles gostam de fazer.
    Ah! Senhor, eu vou correndo escrever para meu filhinho para ele ser um praticante na oração e perseverante nos estudos e tenha fé... Por isto, meu filhinho Hans, estude, ore e seja abençoado por Deus, e diga também a Felipe e Jonas, para que eles também orem e estudem.
    Seja abençoado por Deus Todo-Poderoso e Ele te guarde. Dê um beijo aos de casa. 
Teu querido pai, 
Martinho Lutero

Card - Santíssima Trindade - B

sábado, 21 de julho de 2018

O melhor antídoto contra corrupção

      A melhor forma de combater a corrupção é democratizar o país. Sem dúvida muitos vão reagir afirmando que somos um país democrático. Infelizmente o Brasil não tem nenhuma tradição democrática e por isso nossa democracia é precária. Existem muitos vícios em nossas instituições.
      Para começar os partidos não são democráticos e precisam democratizar suas ações. As decisões não podem ser tomadas por uma cúpula do partido. As indicações dos candidatos precisam ser feitas por todos os filhados e não apenas pela direção do partido sem consultar as bases.
      O poder legislativo do país também está cheio de vícios permitindo que certos “caciques” possam manipular a ações e decisões da casa. A mesa da casa está muito acima do plenário. Os presidentes destes órgãos têm até poderes para engavetar pedidos de impeachment de presidente da República e ministros do STF sem consultar ninguém. Este tipo de ação não é nada democrático, mas um ranço forte de autoritarismo.
      O executivo é um poder, onde se governa para as elites e não para o povo. A governabilidade é com a caneta distribuindo valores com verbas públicas e nomeações de cargos em empresas públicas.
      No judiciário temos o STF, cujas indicações são políticas e estes ministros tomam suas decisões defendo os interesses daqueles que os indicaram, sem qualquer compromisso com as leis do país.
      Para um Brasil melhor é preciso lutar por mais democracia e fazer com os ocupantes públicos prestem contas à população que os elegeu.
Elmer Teodoro Jagnow
Pastor
Igreja Evangélica Luterana do Brasil

Card - 7º Domingo de Páscoa - B