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domingo, 30 de dezembro de 2018

Perdão para um ano novo abençoado - pregação

Textos do dia:
Sl 111
Êx 13.1-3a, 11-15
Cl 3.12-17
Lc 2.22-40


      Nos capítulos 1 e 2 de Colossenses, o Apóstolo Paulo trata da doutrina que deve ser seguida na igreja cristã. Colossenses é, nas palavras de Lutero, um breve resumo daquilo que é tratado mais demoradamente na carta aos Efésios.
      O primeiro capítulo de Colossenses poderia ser resumido assim:
“Primeiro, o apóstolo elogia os colossenses, desejando-lhes que continuem e cresçam na fé. Ressalta o que é o evangelho e a fé, a saber, uma sabedoria que reconhece a Cristo como Senhor e Deus, por nós crucificado, sabedoria esta que está oculta para o mundo e que agora foi revelada por meio do seu ministério.” (Lutero)
      Já no segundo capítulo, Paulo “adverte contra doutrinas humanas que o tempo todo se opõem à fé”. E Paulo descreve estas heresias em Colossenses, como não aparece mais em lugar nenhum da Bíblia.
      Então entramos ao terceiro capítulo, de onde é escolhido o texto de hoje. Um capítulo prático, no qual o Apóstolo descreve a vida cristã do dia-a-dia.
Vocês são o povo de Deus. Ele os amou e os escolheu para serem dele. Portanto, vistam-se de misericórdia, de bondade, de humildade, de delicadeza e de paciência. (Cl 3.12)
      Deus nos escolheu. E esta escolha é feita em Cristo. Ninguém, fora da fé em Cristo, é escolhido. Ninguém, fora da fé em Cristo, terá a salvação.
      Paulo exorta a viver esta fé na prática, como misericórdia, bondade, humildade, delicadeza e paciência... Coisas que tanto faltam hoje em dia...
      As pessoas só têm misericórdia de seus amigos e conhecidos. São bondosas com quem tem bondade com elas. Em vez de ter humildade, cada um quer ser mais do que o outro... Vivemos uma sociedade orgulhosa, egoísta... Onde também não há delicadeza no trato com as pessoas e a paciência já faz tempo que foi embora.
      Estas virtudes, porém, não vêm da própria pessoa. Não é por esforço. É dom de Deus. Talvez, por isso, estejam desaparecendo na mesma medida que as pessoas estão se afastando de Deus. Conforme as igrejas esvaziam, o desamor aumenta. As pessoas pensam só em si mesmas... Se isolam em seu mundinho virtual onde elas são o seu próprio deus. E se dão mal.
      Segue Paulo:
Não fiquem irritados uns com os outros e perdoem uns aos outros, caso alguém tenha alguma queixa contra outra pessoa. Assim como o Senhor perdoou vocês, perdoem uns aos outros. E, acima de tudo, tenham amor, pois o amor une perfeitamente todas as coisas. (Cl 3.13-14)
      Perdão.
      Ano novo é hora de olhar para frente. Mas é também tempo de olhar para trás. Se você não procurar perdoar e viver o perdão, você também não tem perdão do Senhor. “E perdoa-nos as nossas dívidas, assim como nós também perdoamos.” Se você não perdoa, está renegando o perdão de Cristo para sua vida. Depois começa tudo a desandar e você não sabe porquê.
      Está brigado com o pai, ou com irmão... Que são ferramentas que Deus colocou na sua vida, para te ajudar e para que você também possa exercer sua fé, ajudando... Mas por uma pirraça e orgulho idiota, você prefere “nem conversar”.
      Sinto em te dizer, se é que você não sabe, mas se você não perdoa, está indo a passos largos para a condenação. Porque está rejeitando o perdão de Deus para sua vida.
      Está afastando-se do amor de Deus... Este amor que a tudo pode consertar. Não existe briga grande demais. Não existe rancor intransponível. O Senhor nos ama para que nós também amemos uns aos outros, seja da família, seja de outro círculo de convivência.
      Só assim viveremos o que segue nos versículos 15 a 17:
E que a paz que Cristo dá dirija vocês nas suas decisões, pois foi para essa paz que Deus os chamou a fim de formarem um só corpo. E sejam agradecidos. Que a mensagem de Cristo, com toda a sua riqueza, viva no coração de vocês! Ensinem e instruam uns aos outros com toda a sabedoria. Cantem salmos, hinos e canções espirituais; louvem a Deus, com gratidão no coração. E tudo o que vocês fizerem ou disserem, façam em nome do Senhor Jesus e por meio dele agradeçam a Deus, o Pai.
      Só com o amor de Deus em nossa vida, viveremos em paz uns com os outros.
      Só com paz em casa e na congregação, conseguiremos ser “um só corpo”.
      Só entendendo tudo que Deus fez por nós, com a morte e ressurreição de Jesus é que verdadeiramente seremos “agradecidos”.
      Só vivendo esta paz e este amor é que “a mensagem de Cristo” viverá em nossa vida e seremos testemunhas vivas do Deus que quis tanto salvar os seres humanos, que enviou seu filho, para que nós tenhamos a vida eterna.
      Aí também nosso viver na igreja será de ensino, hinos de louvor, oferta com gratidão no coração, pois tudo que fizermos, estaremos fazendo em nome do Senhor Jesus.
      Se vocês têm alguma pendência de 2018 para resolver, resolvam agora. Não esperem para pedir perdão no velório. Peçam perdão e perdoem, como Cristo perdoou a cada um de nós e sejam gratos por ter uma família, uma igreja e a Salvação para a vida eterna.
      Assim, será, de fato, um abençoado e feliz 2019.
      Amém.

Rev. Jarbas Hoffimann

Congregação Castelo Forte
Nova Venécia, ES
Igreja Evangélica Luterana do Brasil

quinta-feira, 22 de novembro de 2018

Black Friday, Ação de Graças e Advento

      Mais um mês está caminhando para o seu final. E, quando desaceleramos nossas rotinas, percebemos que é mais um ano que está indo para o seu fim. O final do mês de novembro tem a peculiaridade de misturar diferentes sensações. Ao mesmo tempo em que somos bombardeados pelas promoções e apelos consumistas em ritmo de Black Friday, também somos convidados a ter um momento de paz e reflexão com o Dia de Ação de Graças. Enquanto continuamos nas correrias contra o relógio, o calendário e as tarefas, vamos percebendo que as ruas, vitrines e casas começam a receber enfeites de Advento e Natal. De novo! Mais uma vez!
      Permitam-me misturar ainda mais estas datas e sensações. Podemos fazer uma bela mistura de Black Friday, Dia de Ação de Graças e tempo de Advento. A Black Friday, ou “sexta-feira escura”, carrega consigo a ideia de grandes descontos e bons negócios. Porém é possível voltar para uma determinada sexta-feira escura, aliás, a mais escura e sombria de toda a história: a Sexta-Feira Santa. Foi naquela Black Friday que o sangue de Deus escorreu na cruz, sangue inocente derramado para o perdão dos pecadores. Em vez de descontos, aquela sexta-feira escura e sombria garantiu a quitação de toda a dívida, como diz a Palavra do Senhor:
“Ele acabou com essa conta, pregando-a na cruz” (Colossenses 2.14).
      Está consumado, está pago – gritou o salvador em sua cruz.

      A Palavra de Deus também dá a certeza de que “Deus ressuscitou Jesus, e todos nós somos testemunhas disto” (Atos 2.32). Jesus vive! Nosso Deus é Deus vivo, ressuscitado, presente, cuidador. O Dia de Ação de Graças nos faz louvar pela Black Friday da salvação, pela morte e ressurreição de Jesus. Demos graças ao Senhor pela sua mão presente em nossos dias, inclusive nos dias mais sombrios e escuros. Louvemos porque ele resgatou nossas histórias, nossos dias, nossa eternidade.
      E, por fim, marcados pela Black Friday da cruz e pelo Dia de Ação de Graças, podemos preparar um belo tempo de Advento para nossas famílias. Sim, mesmo que no coração ainda pesem preocupações, enfermidades, lutos e sofrimentos diversos. Afinal, os enfeites de Advento são uma doce lembrança para os olhos e o coração de que Deus veio a nós, em Jesus, para nos redimir e garantir a vida que nunca termina.
      Então fica a dica: Black Friday, Dia de Ação de Graças e o tempo de Advento. Eis aí uma bela mistura que pode nos apontar para a misericórdia de Deus. Desfrute de tudo o que Jesus conquistou por você.

Pastor Bruno A. Krüger Serves
Congregação Cristo, Candelária-RS
Igreja Evangélica Luterana do Brasil

quarta-feira, 14 de novembro de 2018

O preço do perdão

      Ressentimentos. Repetição de um sentimento ruim. De mágoa, raiva, ódio. Motivos não faltam, afinal, a maldade anda mais solta que os bandidos. Mas, ressentimento é tomar veneno e esperar que a pessoa detestada morra. O jeito, portanto, é perdoar.
      Perdonare, diz o latim.  Per – total. Donare – doar. Ato que vem da razão, não da emoção. Não é esquecer. É não mais cobrar. Coisa que o coração não faz. Coisa que o Pedro perguntou:
“Senhor, quantas vezes devo perdoar o meu irmão que peca contra mim? Sete vezes?”. “Você não deve perdoar sete vezes, mas setenta e sete vezes”.
      Coisa de maluco. Mas, e a loucura da cruz? Interessante que o termo “perdão” tem vários irmãos gêmeos nas páginas da Bíblia. Nasa, kaphar, salach na língua hebraica, aphesis, aphíemi, charizomai, apolúo, paresis, dikaio, katalasso na língua grega. É um monte de palavras complicadas na pronúncia assim como o próprio perdão na prática, mas que carregam o mesmo significado fácil e simples de entender: apagar, deixar de lado, expiar, doar, presentear.
      O perdão não é facultativo. É regra primordial de convivência onde todos se ofendem. Além do mais, é a primeira obra do amor cristão. Tanto que, se o perdão não vier lá de cima, nunca haverá chance aqui em baixo. Mas, Jesus lembrou:
“Se não perdoarem (...), o Pai de vocês também não perdoará as ofensas de vocês” (Mateus 6.15).
      É causa e efeito. É fé e ação. Deus me perdoa e eu perdoo. Eu não perdoo e o perdão divino congestiona. Foi o problema do credor incompassivo (Mateus 18). Na parábola, o empregado livre de milhões não anistiou seu colega que lhe devia cem, e o incalculável indulto do patrão retornou ao vermelho. “Perdoa as nossas dívidas”, ensinou Jesus, “assim como nós também perdoamos aos nossos devedores”.
      “Quem ama não guarda mágoas” (1Coríntios 13.5), sublinha o hino do amor. Não é fácil. Para Deus custou a vida do seu único Filho. E para mim?

Marcos Schmidt
pastor luterano
Novo Hamburgo, RS

quarta-feira, 10 de outubro de 2018

Consciências Mortas Pela Corrupção

      Algo que chama a atenção nas eleições do primeiro turno é a população rejeitando diversos candidatos envolvidos em processos de corrupção. Quem sabe estes procuravam em um novo cargo a imunidade parlamentar. Porém parece-me que, na era pós Operação Lava-Jato, boa parte da população está tirando a venda dos olhos quando o quesito é corrupção. Corrupção é crime grave, que afeta a vida de todos os cidadãos, e que precisa ser punida. Não é mesmo?
      No inverno deste ano em Gramado, na serra gaúcha, aconteceu uma conferência sobre os mecanismos cerebrais da corrupção. E, nas palavras de um dos palestrantes, o psiquiatra Pedro Schmidt, o cérebro se adapta à desonestidade. Diante de um ato corrupto, o cérebro avisa que a ação não está correta. Porém, com a repetição da desonestidade, o cérebro acaba aceitando a conduta corrupta. Quem sabe aí esteja uma explicação para tantos candidatos corruptos que agem como se nada tivesse acontecido.
      A Palavra de Deus tem um termo interessante que expressa esta dormência cerebral: “pessoas cuja consciência está morta como se tivesse sido queimada com ferro em brasa”. O texto é de 1Timóteo 4.2, onde o contexto do versículo fala sobre pessoas que ensinavam coisas profundamente erradas, repletos de ensinamentos demoníacos.
      E aí eu lhe pergunto: o que tudo isto tem a ver com a nossa fé cristã? Consciências mortas pela corrupção precisam de arrependimento e perdão. E não falo apenas dos candidatos, mas de nós mesmos. Quantas e quantas vezes agimos contra a própria consciência cristã, até mesmo no atual cenário político, tão acalorado e tenso? O perdão de Jesus dá vida e sentido às consciências arrependidas de estarem adormecidas em suas imoralidades. Esta é a garantia da Palavra de Deus, conforme 1 João 1.9: “Se confessarmos os nossos pecados a Deus, ele cumprirá a sua promessa e fará o que é correto: ele perdoará os nossos pecados e nos limpará de toda a maldade”. Sim, consciências arrependidas de suas ações imorais têm perdão! Consciências mortas são vivificadas pela fé em Jesus!
      Então fica a dica: que o Espírito Santo nos abençoe com uma consciência viva, na qual ele nos acusa de nossas corrupções diárias e, arrependidos, nos torna sedentos do que Jesus tem a oferecer: perdão, vida e salvação! Em Jesus há vida para consciências mortas! Em Jesus, há vida para toda a eternidade!

Pastor Bruno A. K. Serves
Candelária-RS

quinta-feira, 30 de agosto de 2018

Uma Porta Perdoadora?

Basilica di Santa Maria di Collemaggio: Porta Santa      Você já imaginou quantas portas você utiliza ao longo do seu dia? Seja dentro de sua própria casa, como a porta do quarto ou do banheiro, seja no trabalho, na escola, no mercado, no banco ou na igreja. E qual a finalidade destas portas? Possibilitar o acesso a um local, bem como proteger, proporcionar privacidade, fechar.
      Porém, na cidade italiana de Áquila, mais especificamente na Basílica de Santa Maria de Collemaggio, existe uma porta, digamos assim, diferenciada. Em 1924 o então Papa Celestino 5º declarou que quem atravessasse a porta principal daquela Basílica receberia o perdão dos seus pecados. Esta absolvição estava cancelada desde o ano de 2009, quando um grave terremoto causou destruição e morte na região, atingindo inclusive a porta perdoadora. Porém, neste ano a porta foi reinaugurada, oferecendo perdão a todo aquele que passar por ela.
      Por falar nisto, é inevitável lembrar da porta de uma outra igreja. Vamos sair de Áquila, na Itália, e vamos para Wittenberg, na Alemanha. E desta vez a porta não tem poder de oferecer perdão, mas sim, de testemunhar a verdade. Em 31 de Outubro de 1517 o jovem e promissor padre e professor universitário Martinho Lutero pregou na porta da igreja do Castelo de Wittenberg as 95 teses contra o abuso do clero com o povo. E, dentre as quais, estava a comercialização do perdão dos pecados. Bem, aí a gente conhece o resto da história. Aquela porta de Wittenberg testemunhou o início da Reforma Luterana que, neste ano, vai comemorar o seu 501º aniversário.
      Os ecos da Reforma Luterana continuam a ressoar e a confrontar os mesmos erros. Não há como concordar que uma porta ofereça perdão dos pecados. Acima de qualquer decreto ou lei humana está a Palavra de Deus, que sublinha insistentemente que
“Deus perdoou todos os nossos pecados e anulou a conta da nossa dívida, com os seus regulamentos que nós éramos obrigados a obedecer. Ele acabou com essa conta, pregando-a na cruz.” (Colossenses 2.13-14)
      Somos perdoados somente por causa da graça de Deus, somente pela fé em Cristo, e isto aprendemos somente pela Palavra de Deus!
      Então fica a dica: atravessar uma porta nos garante perdão? Que nada! Nos juntamos ao apóstolo Pedro para dizer que “todos os profetas falaram a respeito de Jesus, dizendo que os que creem nele recebem, por meio dele, o perdão dos pecados” (Atos 10.43).

Pastor Bruno A Krüger Serves
CEL Cristo, Candelária-RS

sábado, 27 de fevereiro de 2016

Como é que Deus nos aceita?

Como é que Deus nos aceita?
Como é possível ter paz com Deus?
Vamos tentar responder a estas duas perguntas hoje. Aliás, elas já estão respondidas no primeiro versículo do texto de Romanos 5.
“Agora que fomos aceitos por Deus pela nossa fé nele, temos paz com ele por meio de nosso Senhor Jesus Cristo.”
Nossa paz com Deus depende de estarmos em Cristo.
Estar em Cristo é crer nele e viver pra ele.
Mas por que, neste tempo em que tanta gente fala de Jesus, ao mesmo tempo, tanta gente ainda busca incansavelmente a paz com Deus e consigo mesmo?
Porque, de fato, não estão em Cristo.
Creem em palavras humanas, como se fossem palavras de Deus. E a própria Bíblia já adverte: “maldito o que confia no ser humano...”.

“Lutero, sobre este texto, nos diz: Não conheço instrução ou orientação melhor e mais simples na fé cristã do que aquela que foi estabelecida desde o início da cristandade e que até agora assim permaneceu, qual seja, os três pontos: Os Dez Mandamentos, o Credo e o Pai-Nosso. Nesses três pontos consta, de forma simples e breve, quase tudo que um cristão precisa saber. Não basta que as crianças decorem ou recitem as palavras como de praxe até agora, mas é preciso que sejam questionadas ponto por ponto e que respondam o que cada um significa e como o entendem. É necessário aprendê-los até que se tenha guardado no coração toda a síntese da verdade cristã em dois artigos, como em duas bolsinhas, quais são, fé e amor. A bolsinha da fé deve ter dois bolsinhos; num deles, coloque-se o seguinte artigo: cremos que pelo pecado de Adão estamos todos corrompidos, somos pecadores e condenados, conforme Rm 5 e Sl 51.5. No outro bolsinho coloque-se o artigo de que todos somos redimidos por meio de Jesus Cristo dessa natureza corrompida, pecaminosa e condenada, conforme Rm 5.18s e Jo 3.16ss. A bolsinha do amor também deve ter dois bolsinhos. Num deles, ponha-se o artigo de que devemos servir e fazer o bem a todos, como no-lo fez Cristo (Rm 13.8/10). No outro, encontre-se o artigo de que devemos tolerar e sofrer de bom grado toda espécie de mal.”


Quer dizer:
1. Precisamos crer que somos pecadores e crer que Cristo nos redimiu.
2. Precisamos servir e fazer o bem a todos e precisamos suportar o mal que nos fazem.

Deus nos aceita pela fé em Jesus Cristo e o apóstolo Paulo nos lembra isso de maneira muito clara, quando diz: “Foi Cristo quem nos deu, por meio da nossa fé, esta vida na graça de Deus. E agora continuamos firmes nessa graça e nos alegramos na esperança de participar da glória de Deus.”

Como Deus nos aceita?
Aceita se cremos em Jesus Cristo e estamos dispostos a viver a vida cristã com todas as suas alegrias. Mas o próprio Cristo alertou que haveriam perseguições. Por isso Paulo também diz: “E também nos alegramos nos sofrimentos”.
Paulo vê utilidade nos sofrimentos. Não que ele gostasse de sofrer, mas ele aprendeu, com os sofrimentos, que Deus usa até os momentos difíceis para nos aproximar dele.
E Paulo diz: “sabemos que os sofrimentos produzem a paciência, a paciência traz a aprovação de Deus, e essa aprovação cria a esperança. Essa esperança não nos deixa decepcionados.”
Os seres humanos com suas promessas vazias podem nos decepcionar. Deus jamais nos decepcionará. Jamais.

Pra resumir, de forma magnífica, Paulo conclui o pensamento:
“De fato, quando não tínhamos força espiritual, Cristo morreu pelos maus, no tempo escolhido por Deus. Dificilmente alguém aceitaria morrer por uma pessoa que obedece às leis. Pode ser que alguém tenha coragem para morrer por uma pessoa boa. Mas Deus mostrou o quanto nos ama: Cristo morreu por nós quando ainda vivíamos no pecado.”

Como é que Deus nos aceita?
Como é possível ter paz com Deus?

A resposta é:
Deus nos aceita pela fé em Cristo. E quando somos incluídos nesta fé, assumimos o compromisso de viver na fé até o fim, procurando servir a Deus e ao próximo. Pois o cristão, libertado de todo o pecado, se torna servo de Deus e do próximo, por amor.
A coisa mais importante que podemos fazer pelo próximo é apresentar Jesus Cristo. Claro que se ele está passando fome, também precisamos alimentá-lo, mas muito mais importante é o alimento para a vida eterna…
Pois só é possível ter paz. Paz de verdade, com Deus e com o próximo, por meio de Jesus Cristo, o salvador que nos perdoa todos os pecados.
Creia em Jesus. Viva pra Jesus. Proclame a Salvação em Jesus.
Assim, além de você ser salvo, ajudará a salvar a muitos.


Amém.

Leitura Bíblica para a Quaresma 2026

Você sabe o que é a Quaresma? Muita gente acha que é o tempo de sofrimento e privação (jejum etc...) que começa depois do carnaval. Infelizm...