Mostrando postagens com marcador respeito. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador respeito. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2016

Muito obrigado. Ai que susto!!!

Estamos ficando desacostumados com a educação. Estamos nos acostumando com os mal-educados. Estamos nos tornando mal-educados… Não que nossos pais não nos tenham educado. Nós é que estamos deixando pra lá tudo o que eles nos ensinaram.
Já vai longe o tempo em que os mais jovens se levantavam quando entrava o diretor na sala de aula. Ou quando alguém mais velho chegava (especialmente da família) se pedia a bênção. Aliás, nem ao padre se pede mais a bênção (não sou católico, mas este é um gesto bonito, de respeito ao sacerdote). E assim, muitos outros exemplos de nossa crescente falta de educação e respeito, que se reflete em desrespeito à autoridade nos diversos níveis. Não tenho que “gostar” da autoridade para respeitar a pessoa que ocupa o cargo. Afinal, se sou cristão, sigo o princípio de que: “nenhuma autoridade existe sem a permissão de Deus, e as que existem foram colocadas nos seus lugares por ele. Assim quem se revolta contra as autoridades está se revoltando contra o que Deus ordenou, e os que agem desse modo serão condenados.” (Romanos 13.1-2)
Antes de voltar ao foco: este texto não diz que devemos aceitar autoridades ruins corruptas, etc… Só porque são “autoridade”. A tal da carteirada que é algo típico por aqui... Também não é isso. Está dizendo, antes, que tratemos com respeito quem exerce a autoridade. E é pra agir com respeito, mesmo quando as vamos contestar. E, sendo o caso, extirpar do cargo como se tira um câncer que nos estava condenando à morte. Mas com respeito e educação.
Voltando: estamos mais mal-educados, desrespeitosos, impacientes. E não é falta de surra, como alguém pode pensar… E a surra, pela surra, nunca adiantou.
Relato duas situações:
Outro dia, na Feirarte, onde muitas crianças vão para correr com seus patins, patinetes e bicicletas, um menino acertou com muita força a sua bicicleta em mim… Se quer fez menção de parar e pedir desculpas. Simplesmente seguiu seu caminho. Alguém poderia dizer: É apenas uma criança. E é. Mas uma criança mal-educada, desrespeitosa e que, se continuar assim, vai, um dia, bater o carro e fugir.
Outra situação: dentro de uma agência bancária, passei por duas senhoras que desciam as escadas. Uma delas, mais jovem (suponho ser a filha) e a outra com mais idade (suponho ser sua mãe). Quando eu ia passando, a mais jovem, que descia na frente, olhou para trás, já fazendo menção em voltar e disse:
-- Será que eu disse obrigado?
Ao que a senhora respondeu:
-- Sim, você disse obrigado.
-- Tem certeza?
-- Tenho.
Pronto, foram embora.
A atitude delas me leva a ainda ter esperança na humanidade. Mas confesso que levei um susto com a reação da moça. Pois percebo que a maioria das pessoas simplesmente iria embora. Talvez eu mesmo não voltasse.
Não só a mais jovem, apressada talvez por seus afazeres, disse o obrigado tão automaticamente que nem percebeu, como a outra senhora percebeu que o agradecimento tinha sido feito. Ambas estavam preocupadas com a gratidão. E muitas vezes vamos ao banco, ao mercado, à farmácia, à delegacia… E pensamos que não precisamos agradecer, pois os “funcionários não estão fazendo mais do que sua obrigação”.
Bem! Já vi filhos dizendo que os pais não fazem mais do que sua obrigação em sustentá-los… E discordo. Os pais fazem muito mais do que a obrigação, assim como a maioria das vezes os funcionários citados fazem além de suas obrigações.
Me dirijo especialmente a você que é pai e mãe (não que colocou no mundo apenas, isso é reprodutor, não é pai ou mãe): eduque seu filho. A escola não vai educar, vai ensinar matemática, português, etc… A vida não vai educar, muito pelo contrário. A você o criador deu a sublime tarefa de encaminhar as crianças: “Eduque a criança no caminho em que deve andar, e até o fim da vida não se desviará dele.” (Provérbios 22.6). Quer seu filho “do bem”? Ensine o caminho, porque se perder, qualquer um faz sozinho… Pra “se achar” quase sempre precisamos de um guia. Pra servir ao Senhor, SEMPRE precisamos do guia Jesus.

Jarbas Hoffimann é formado em Teologia e pastor da Igreja Evangélica Luterana do Brasil, em Nova Venécia. (pastorjarbas@gmail.com; facebook.com/pastorjarbas, @pastorjarbas)


Estes e outros artigos são publicados no Jornal Correio 9, de Nova Venécia (curta para ser avisado das edições diárias, leitura completa online):

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2016

Amor e fidelidade

Vi uma matéria interessante, outro dia, sobre um evento ocorrido no Japão.
Japão é uma terra de cultura bastante diferente da ocidental, para dar um exemplo, basta saber que eles têm dois “alfabetos”. Um é usado para escrever palavras de origem japonesa e outro para palavras de origem estrangeira. Cada alfabeto tem 46 “letras”, mas como estas “letras” não contemplam todas as pronúncias, são acrescentados sinais às letras, transformando-as em outras. O “ha”, por exemplo, acrescido destes sinais, vira “ba”... E a gente complica até pra saber se “ele” ainda tem acento na língua portuguesa...
Mas o “alfabeto” só represeta 50% da escrita. Os outros 50% são representados com os “kanji”. Hoje existem cerca de 40 mil kanji. Estes símbolos expressão letras, ideias, e frases inteiras. E pra ser considerado alfabetizado você precisa conhecer os dois “alfabetos” e cerca de 2 mil “kanji”. E nosso povo não sabe nem se “k”, “w” e “y” fazem parte do alfabeto português...
Bem, isto foi apenas um dos detalhes para mostrar com este povo é diferente. Nem melhor, nem pior... Diferente.
Algo que sempre admirei nos japoneses é o respeito que eles demonstram por seus idosos, pelo relacionamento familiar e coisas semelhantes. Certamente têm problemas também, pois todas famílias os têm, mas demonstram muitas vezes que prezam tanto à família, a ponto de submeter a vontade própria ao bem coletivo.
Este submeter minha egoísta vontade ao bem dos outros é algo muito contraditório para nossa cultura e nosso momento político. Temos atualmente grupos políticos que querem fazer a sua vontade, mesmo que não seja para o bem do povo. Temos grupos políticos defendendo que o Estado sabe educar melhor do que os pais, por isso se limita os poderes dos pais em detrimento a um Estado com educação falida, que acha que sabe fazer alguma coisa. Mas a verdade é que o que acontece de bom na educação, onde acontece, é por esforço de nossos professores e diretores de escola, que muitas vezes são heróis nesta “pátriaeducadorafalida”.
Nós, como povo, esquecemos os valores básicos e o resultado está nas ruas... Nos menores abandonados... Nos drogados (o álcool ainda é a maior droga, mas temos jovens cantando que o legal é beber até cair... Que o legal é a garota beber e subir na mesa “piradinha”)...
Esta falta de educação e respeito ainda se reflete nos homens e mulheres que ignoram “aquilo que o padre falou” (como diria Raul) e fingem-se solteiros, pois na balada “ninguém viu ninguém” e o que “acontece na balada, fica na balada” (importação pobre e malfeita do jargão criado para “Las Vegas”).
Essa é a nossa “cultura”... Mas como disse, certa vez, Miguel Falabela: “Feliz dia da cultura, se é que podemos comemorar isso ainda neste país.”. E olha que ele disse isso uns 10 anos atrás, no dia da cultura.
E os japoneses? Bem, como disse acima, vi uma matéria interessante: “Japoneses gritam em público para declarar amor às mulheres em festival”. O título da matéria é errado. Não é o dia em que os “homens” dizem que amam as “mulheres”. É bem mais específico: é o dia de declarar amor à esposa. Pelo nono ano consecutivo o evento acontece.
Enquanto por aqui se diz que o legal é trair no escurinho, atrás do banheiro... Enquanto em rede nacional se idiotiza a população com programas que exaltam a bebedeira e a promiscuidade... Lá, em rede nacional, se declara amor à esposa. Diga-se de passagem, eu nem sei se teria coragem de gritar isso numa TV, sou tímido para isso, mas aqui escrevo, com orgulho: nem mereço a esposa que tenho e a amo mais do que sou capaz de explicar em palavras... Tenho orgulho deste sentimento. Um sentimento que vai além a paixão. Paixão costuma ser inconsequente (e precisamos dela também, de vez em quando), mas o amor é mais que isso. É mais do que a sensação erótica (que também é necessária num casamento). Amor é algo inexplicável e independe da atividade sexual e dos arroubos da paixão. Só quem desfruta do amor verdadeiro vai entender como um casal consegue discutir, ter visões diferentes e, ainda assim, se respeitar profundamente. Não foi à toa que o amor foi chamado de o “dom supremo” em 1º Coríntios 13, estando acima de todos os outros dons. E Renato Russo, inspirado neste texto bíblico, cantou: “sem amor, eu nada seria.”
Não esperem ver este amor na TV, ele não “dá ibope”. O que as pessoas querem ver são casais se destruindo. Parece que destruir a felicidade do outro, torna as pessoas menos infelizes com sua incapacidade de ser feliz. Na mídia é todo mundo pegando todo mundo, porque “ninguém é de ninguém”. Bobagem... Apesar de negarmos, queremos pertencer a alguém, assim como eu sou da minha esposa e ela é MINHA esposa. Pertencemos um ao outro e isso é ótimo. Sentir-se pertencente a algo ou alguém é muito importante. É como uma criança, que sempre sabe de quem ela é filha e sabe pra onde correr nos momentos de insegurança. Pertencer a algo ou alguém nos dá segurança. Sempre teremos a “minha casa” para voltar. Mas neste mundo em que todos parecem estar em festas… A ressaca vai ser grande e, talvez, dessa vez não tenha mais cura. Cuidado. Não esqueça de sua esposa, família, namorada por causa de “uma noite de carnaval”...
Os cristãos pertencem ao Senhor Jesus e suas vidas serão dedicadas a ele. Pertencemos ao ministério de amar profundamente o próximo, assim como fomos amados por Deus. Que tenhamos cada vez mais orgulho do amor verdadeiro e cada vez mais vergonha das letras desses arroxas e funks que se canta cada vez mais em alto volume...


Jarbas Hoffimann é formado em Teologia e pastor da Igreja Evangélica Luterana do Brasil, em Nova Venécia. (pastorjarbas@gmail.com; facebook.com/pastorjarbas, @pastorjarbas)

Leitura Bíblica para a Quaresma 2026

Você sabe o que é a Quaresma? Muita gente acha que é o tempo de sofrimento e privação (jejum etc...) que começa depois do carnaval. Infelizm...