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segunda-feira, 11 de dezembro de 2023

Mensagem eterna


Mas com quem posso comparar as pessoas de hoje? São como crianças sentadas na praça. Um grupo grita para o outro: “Nós tocamos músicas de casamento, mas vocês não dançaram! Cantamos músicas de sepultamento, mas vocês não choraram!” (Mateus 22.16-17)

Qualquer luterano certamente sabe que o Salmo 46 deu origem ao hino mais conhecido da nossa igreja. Já o chamaram de “Hino Nacional da Igreja Luterana”.

“Deus é nosso refúgio e a nossa força, socorro que não falta em tempos de aflição.” (Sl 46.1) Este versículo não poderia ser mais atual, afinal, estamos novamente cercados de aflições por todos os lados. Há 2 anos era a Pandemia e suas incertezas. Notícias (e mentiras) ainda circulam causando mais pavor, tanto em quem se vacinou com vacinas experimentais, quanto em que escolheu não se arriscar. Medo!
Agora somam-se os rumores (e fatos) de guerras por todos os lados. A economia nacional está entrando em recessão, fábricas demitindo em massas, e os tempos à frente parece que são piores do que os que já deixamos para trás. Com tudo isso, parece que não há boas notícias. Mas para o povo de Deus, sempre há boas notícias. Mesmo em meio a guerras. Afinal: “Não teremos medo, ainda que os mares se agitem e rujam, e os montes tremam violentamente.” (Sl 46.3)
Temos medo, é obvio, mas este medo não nos define. O que nos
define é a esperança em Cristo. Esperança que nos é trazido por aquele anjo que voava muito alto e que trazia “uma mensagem eterna do evangelho para anunciar aos povos da terra, a todas as raças, tribos, línguas e nações.” (Ap 14.6). Esta mensagem eterna não é só de julgamento, embora seja isto que diga o versículo 7. O dia do julgamento final é, para nós que cremos em Jesus, o dia da vitória sobre o mundo, o pecado (nossa carne) e a morte. Lembram? O último inimigo a ser vencido.
Com a liberdade da fé podemos viver verdadeiramente livres, sabendo que “ninguém é aceito por Deus por fazer o que a lei manda, porque a lei faz com que as pessoas saibam que são pecadoras.” (Rm 8.20)
Não tem problema saber que somos pecadores, o problema é continuar no pecado. Quem crê em Jesus e se arrepende, tem a vida eterna garantida.
Não podemos ser como as crianças da praça. É preciso viver vida verdadeiramente cristã. É preciso viver a fé em Jesus diariamente, sem hipocrisia. E, no dia final, receberemos de nosso Pai, o convite para entrar na vida eterna.

@pastorjarbas

terça-feira, 18 de dezembro de 2018

Que pés bonitos!!!


Que formosos são sobre os montes os pés do que anuncia as boas-novas, que faz ouvir a paz, que anuncia coisas boas, que faz ouvir a salvação, que diz a Sião: O teu Deus reina! (Isaías 52.7)
Hoje tive a oportunidade de participar de uma bonita cerimônia de desinstalação de pastor. Ele recebeu um novo chamado e entendeu que o Senhor o queria em um novo desafio.
Havia nove pastores participando da cerimônia, entre eles, o pastor Elmar, que estava sendo desinstalado depois de 9 anos e 5 meses de ministério na Paróquia Concórdia.
Um dos versículos (entre tantos) citados nesta cerimônia foi Isaías 52.7. Certamente um dos versículos mais belos sobre a missão e o mensageiro. E também sobre a notícia entregue, as “boas-novas” (que é a tradução de Evangelho, no Novo Testamento).
Analisando e contradizendo “que feio é o pé daqueles que trazem notícias ruins”. Não o pé em si. O texto fala poéticamente referindo-se às pegadas.
Imagine você chegando em casa e encontrar as pegadas daqueles que roubaram seus bens. Ou as pegadas que se investiga no CSI (“Crime Scene Investigation” – série muito premiada) para se descobrir assassinos, estupradores e outros marginais…
Se esses pés são feios… São horríveis. Nos trazem tristeza. E como pegadas, ficarão marcadas em nossa vida para sempre. Acredite! Senti na pele chegar em casa e ver pegadas de bandidos.
Com o tempo, qual pegadas na areia, as pegadas ficarão cada vez mais rasas, mas ao contrário da areia e como a “areia” lunar, as marcas ficarão como as pegadas de Neil Armstrong no solo do nosso satélite natural. Elas estão lá até hoje, mesmo 41 anos depois.
Se a gente deixar, as boas pegadas também serão apagadas de nossa vida. Mas se continuamente os mensageiros continuarem a vir, sempre haverá pegadas novinhas. Pegadas que nos lembrão de coisas bonitas. Coisas como a notícia da Salvação. Aliás, as pegadas de Jesus estarão sempre novinhas em nossos corações. Elas são renovadas quando paramos para ler a Palavra, quando vamos ao culto e tudo mais.
O pastor Elmar e todos os pastores dedicados ao Senhor, continuarão deixando boas pegadas, não só sobre os belos montes do Espírito Santo, mas aonde o Senhor os levar.
Que cada um de nós também possa deixar boas pegadas pelos caminhos que compartilhamos com outros. Amém.

sexta-feira, 14 de dezembro de 2018

Inocente, mesmo que condenado pelo mundo


Felizes são os que não podem ser acusados de nada, que vivem de acordo com a lei de Deus, o Senhor! (Sl 119.1)
Existem muitas histórias de acusações falsas. O próprio Jesus foi condenado com o uso de testemunhas que deturparam o que ele disse sobre o templo. Mas no fim, depois de tudo, o Senhor Jesus, hoje é reconhecido como aquele que falou a verdade. Ele foi acusado injustamente, mas não poderia ser acusado de nada. Primeiro, porque era o próprio Deus Filho encarnado e não tinha pecado. Segundo, porque em toda sua vida, jamais se afastou da lei de Deus.
Aqueles que vivem na lei de Deus estão também sujeitos a pessoas falsas que os acusarão. Mas no tempo certo, toda verdade será revelada, porque os que vivem na lei não podem ser acusados de nada.
Um outro exemplo. Outro dia, ouvi uma reportagem que fala de pessoas condenadas que estavam sendo libertadas nos Estados Unidos. Estas pessoas tinham sido acusadas de crimes que não cometeram e foram presas, mesmo jurando inocência. Agora, como é possível investigar o DNA, muitos processos estão sendo revistos:
James Woodard, condenado à prisão perpétua, foi libertado por um teste de DNA que provou a sua inocência. O homem, hoje com 55 anos, foi condenado com base em dois testemunhos em julho de 1981, por alegadamente ter estuprado e estrangulado uma mulher de 21 anos, cujo corpo foi encontrado nas margens do Rio Trinity, no Texas. (link completo).
216 pessoas já foram libertadas, entre elas, 16 estavam no corredor da morte. Muitas delas ficaram anos e anos à espera de que a verdade viesse à tona. Mas agora não podem ser acusadas de nada, pois não fizeram nada.
Muitas vezes, mesmo quando seguimos a Lei de Deus, as pessoas vão tentar nos acusar, mas diante do Senhor seremos sempre inocentes. Não simplesmente por cumprir a Lei de Deus, o que ninguém faz de forma perfeita, mas porque, mesmo sendo culpados, Jesus cumpriu a pena em nosso lugar e nos torna livres. Agora, pela fé no Senhor Jesus, temos salvação e vida eterna. Amém.

segunda-feira, 10 de dezembro de 2018

Firmes. Como?

      No primeiro Domingo no Advento, a Igreja Cristã, que segue a tradição litúrgica, iniciou o Ano Novo da Igreja. Eles começam sempre no domingo mais próximo ao dia 30 de novembro.
      Para ver todos os recursos já preparados pela IELB (Igreja Evangélica Luterana do Brasil) par o período, como cartazes e outros materiais de uso da igreja e dos pastores, veja aqui.
      Já há um texto meu, escrito para o primeiro Domingo, mas aqui abaixo, para o segundo Domingo no Advento.

      Pensando neste tema que norteará o trabalho, a pregação do culto no Segundo Domingo no Advento aconteceu com os textos sugeridos, que são:
      Sl 66.1-12 | Ml 3.1-7b | Fp 1.2-11 | Lc 3.1-20

Firmes. Como?
  • Louvando.
    • Sl 66.1-2,8: Que todos os povos louvem a Deus com gritos de alegria! Cantem hinos de louvor a ele; ofereçam a ele louvores gloriosos. Que todas as nações louvem o nosso Deus! Que cantem hinos de louvor em voz alta!
  • Orando.
    • Sl 66.3-4: Digam isto a Deus: “Como são espantosas as coisas que fazes! O teu poder é tão grande, que os teus inimigos ficam com medo e se curvam diante de ti. O mundo inteiro te adora e canta louvores a ti; todos cantam hinos em tua honra.”
    • Fp 1.3-4: Sempre que penso em vocês, eu agradeço ao meu Deus. E, todas as vezes que oro em favor de vocês, oro com alegria.
  • Ofertando com sinceridade.
    • Ml 3.3-4: Ele se sentará para purificar os sacerdotes, os descendentes de Levi, como quem purifica e refina a prata e o ouro no fogo. Assim eles poderão oferecer a Deus os sacrifícios que ele exige. Então as ofertas trazidas pelo povo de Judá e pelos moradores de Jerusalém agradarão a Deus, como acontecia nos tempos passados.
    • Fp 1.7: Vocês estão sempre no meu coração. E é justo que eu me sinta assim a respeito de vocês, pois vocês têm participado comigo desse privilégio que Deus me deu. É isso o que vocês estão fazendo agora que estou na cadeia e foi o mesmo que fizeram quando eu estava livre para defender e anunciar com firmeza o evangelho.
  • Arrependidos dos pecados.
    • Lc 3.3: E João atravessou toda a região do rio Jordão, anunciando esta mensagem: Arrependam-se dos seus pecados e sejam batizados, que Deus perdoará vocês.
  • Fugindo do pecado.
    • Ml 3.5,7: O Senhor Todo-Poderoso diz ao seu povo: Eu virei julgá-los. E darei sem demora o meu testemunho contra todos os que não me respeitam, isto é, os feiticeiros, os adúlteros, os que juram falso, os que exploram os trabalhadores e os que negam os direitos das viúvas, dos órfãos e dos estrangeiros que vivem com vocês. ... Vocês são como os seus antepassados: abandonam as minhas leis e não as cumprem. Voltem para mim, e eu voltarei para vocês. Mas vocês perguntam: “Como é que vamos voltar?”
  • Confiando.
    • Sl 66.7: Pelo seu poder, ele governa para sempre, e os seus olhos vigiam as nações. Que ninguém se revolte contra Deus!
    • Fp 1.6: Pois eu estou certo de que Deus, que começou esse bom trabalho na vida de vocês, vai continuá-lo até que ele esteja completo no Dia de Cristo Jesus.
      • Confiando durante os sofrimentos.
        • Sl 66.10-12: Ó Deus, tu nos puseste à prova. Como a prata é provada pelo fogo, assim nos provaste. Tu nos deixaste cair numa armadilha e colocaste cargas pesadas nas nossas costas. Deixaste que os nossos inimigos nos pisassem. Passamos pelo fogo e pela água, mas agora nos trouxeste para um lugar seguro.
      • Porque o Senhor não muda.
        • Ml 3.6: O Senhor diz: Eu sou o Senhor e não mudo. É por isso que vocês, os descendentes de Jacó, não foram destruídos.
  • Testemunhando
    • Sl 66.5-6,9: Venham e vejam o que Deus tem feito, vejam com espanto as coisas que ele tem feito em favor das pessoas. Ele mudou o mar em terra seca, e os nossos antepassados atravessaram o rio a pé. Ali nos alegramos com o que ele fez. ... Ele nos tem mantido vivos e não nos tem deixado cair.
    • Lc 3.8: Façam coisas que mostrem que vocês se arrependeram dos seus pecados. E não digam uns aos outros: “Nós somos descendentes de Abraão.” Pois eu afirmo a vocês que até destas pedras Deus pode fazer descendentes de Abraão!
    • Fp 1.5: por causa da maneira como vocês me ajudaram no trabalho de anunciar o evangelho, desde o primeiro dia até hoje.
  • Trabalhando pelo próximo.
    • Lc 3.11,13-14: Quem tiver duas túnicas dê uma a quem não tem nenhuma, e quem tiver comida reparta com quem não tem. ... Não cobrem mais do que a lei manda! ... Não tomem dinheiro de ninguém, nem pela força nem por meio de acusações falsas. E se contentem com o salário que recebem.
  • Crescendo em fé e comunhão.
    • Fp 1.9-11: O que eu peço a Deus é que o amor de vocês cresça cada vez mais e que tenham sabedoria e um entendimento completo, a fim de que saibam escolher o melhor. Assim, no dia da vinda de Cristo, vocês estarão livres de toda impureza e de qualquer culpa. A vida de vocês estará cheia das boas qualidades que só Jesus Cristo pode produzir, para a glória e o louvor de Deus.
  • Firmes.
    • Ml 3.2: Mas quem poderá aguentar o dia em que ele vier? Quem ficará firme quando ele aparecer? Pois ele será como o fogo, para nos purificar; será como o sabão, para nos lavar.

Rev. Jarbas Hoffimann

Congregação Castelo Forte
Nova Venécia, ES
Igreja Evangélica Luterana do Brasil

sexta-feira, 20 de julho de 2018

Um amigo para nos tirar do cansaço

      Num grupo de estudo bíblico surgiu a conversa de que o pecado da atualidade nesse mundo marcado pela competitividade é o cansaço. As metas da indústria, do comércio, dos vendedores, dos planos de governo, dos programas das igrejas sempre precisam ser superadas e, se este objetivo é alcançado, elas serão maiores no mês seguinte. Acrescente-se a esta conta as canseiras de quem corre atrás de emprego sem conseguir vaga, dos conflitos familiares não resolvidos. Aí se tem uma pequena ideia da dimensão desse cansaço.
      Jesus deve ter levado em conta esse "pecado" ao dizer: “Venham a mim todos vocês que estão cansados e sobrecarregados, e eu os aliviarei” (Mt 11.28). Ele se apresenta como um amigo que nos tira desse cansaço ao assumir a nossa humanidade a ponto de pagar a conta com morte de cruz. O poeta Joseph Medlicott Scriven expressou a atitude desse amigo com essas palavras: “Cristo é verdadeiro amigo; disto provas nos mostrou, quando, para ter consigo os culpados, se humanou. Veio, com seu sangue puro, dos pecados nos lavar; paz na terra e, no futuro, vida eterna vai nos dar” (HL 293).
      Como se processa este alívio prometido por Jesus aos cansados de hoje?  Sem dúvida, a amizade é um canal interessante. Dizem que a amizade protege o coração, melhora as defesas do corpo, relaxa a parede das veias e artérias, ajuda a equilibrar a pressão arterial e fortalece a memória.  Imagina uma amizade fundamentada em Cristo! Ela faz a esperança ir muito além dos limites da terra. Cristo nos compromete com sua amizade a sermos verdadeiros amigos: “Chamo vocês de amigos, pois tenho dito a vocês tudo o que ouvi do meu Pai....O que eu mando a vocês é isto: amem uns aos outros” (Jo 15.16-17).
      Abençoado dia do amigo!
 Edgar Lemke
Pastor da Igreja Evangélica Luterana do Brasil

segunda-feira, 2 de julho de 2018

Eu quero é paz. Que paz?

“E a paz de Deus, que excede todo entendimento, guardará o coração e a mente de vocês em Cristo Jesus.” (Filipenses 4.7)

Um dos livros que estou lendo, este da Hora Luterana, afirma:
“Algumas pessoas afirmam que quando um bebê está pronto para nascer, sente uma grande angústia... o momento de maior estresse... durante toda a sua vida... chegou a hora de sair desse lugar seguro. Sente-se muito angustiado. ... Sente medo, muito medo. Se o bebê soubesse que, do lado de fora desse seu mundo, o aguardam braços cheios de amor, que o receberão e lhe darão tudo o que há de melhor, tudo seria diferente.”
Mas e a morte? Ela também nos tira a paz.
O mesmo livro destaca:
“Nossa morte é similar ao nosso nascimento. Uma grande angústia nos invade no momento que ela chega. Sentimos medo porque não sabemos o que acontecerá. Mas, se soubéssemos que no outro mundo nos esperam braços cheios de amor... isso mudaria algo em nossa atitude?”

E aí entra a PAZ... Não qualquer uma. É aquela paz “que excede todo entendimento”. Pois como a razão humana pode entender alguém que está sofrendo, talvez à beira da própria morte ou da morte de alguém querido... E, mesmo assim, esta pessoa transmite paz e tranquilidade com quem se aproxima dela? Como entender? A razão não entende. A ciência não compreende e nunca compreenderá. Porque é maior do que ela. A PAZ que só quem acredita em Jesus possui.
Sim. Eu quero paz.
Mas muitos querem apenas paz consigo mesmo e não conseguem. Se não estão em Paz com Deus, nunca estarão em paz consigo. Pois sem a paz de Deus, caminhamos para a morte e a condenação eterna. E ninguém fica em paz com esta situação.
Se temos a Paz com Deus, porque Jesus vive em nós, aí teremos paz conosco e com os outros. Aprenderemos a relevar muitas situações... Aprenderemos a ser felizes, apenas por estar juntos... Seja vendo um filme velho ou andando na beira da estrada empoeirada... Ou mesmo nos melhores restaurantes. Quando a Paz é com Deus. Ela é completa. Jesus te oferece esta paz.

Ore: Misericordioso Senhor, Obrigado porque, mesmo em dificuldades, podemos ter a paz completa, pela fé em Jesus e pelo perdão dos pecados. Faze-nos estar em paz com todos. Amém.

O livro citado acima é "Quanto tudo acaba", da Hora Luterana

sábado, 14 de maio de 2016

Lei é lei e precisa ser cumprida

A Igreja Luterana é uma igreja evangélica. Ou seja, uma igreja que fala do Evangelho. Que proclama o Evangelho.
Em termos bem simples, Lei e Evangelho são:
Lei, aquilo que Deus exige de nós.
Evangelho, aquilo que Deus fez e faz por e para nós.

Nós somos parte de uma igreja que não se envergonha, mas dá graças a Deus pelo evangelho, como diz Rm 1.16-17: “Pois não me envergonho do evangelho, porque é o poder de Deus para a salvação de todo aquele que crê, primeiro do judeu e também do grego; visto que a justiça de Deus se revela no evangelho, de fé em fé, como está escrito: O justo viverá por fé.”
O justo é aquele que crê em Jesus Cristo. Não existe uma justiça própria, mas nossa justiça diante de Deus vem da fé em Jesus Cristo.
Nós não nos envergonhamos do evangelho.
Proclamamos. Vivemos o evangelho. E o evangelho fala que Deus quer salvar a todos. A mim e a todos que ainda estão longe de Deus.
De tanto ressaltar o Evangelho parece que esquecemos que Deus também nos deixou sua lei. Especialmente expressa nos 10 mandamentos.
Ouvimos tanto que Jesus Salva gratuitamente, que podemos confundir, achando que podemos viver de qualquer jeito e Deus ainda nos perdoará. Isto é confundir Lei e Evangelho.
O teólogo C. F. W. Walther, em seu livro Lei e Evangelho, diz:
“Distinguir devidamente entre lei e evangelho é a arte cristã e teológica mais difícil e elevada, a qual só o Espírito Santo ensina na escola da experiência.”
Se por um lado a Lei não salva ninguém, ninguém será salvo sem cumprir a Lei de Deus.
Vejamos:
Se diligentemente ouvirdes a minha voz e guardardes a minha aliança, então, sereis a minha propriedade peculiar dentre todos os povos; porque toda a terra é minha; vós me sereis reino de sacerdotes e nação santa. (Êx 19.5-6)
Se ouvirmos a voz... Ou seja, se dermos atenção ao que o Senhor espera de nós. Deus nos salvou. Nos tirou do caminho da condenação e nos guia por esse caminho. Mas nós, se nos afastamos de Deus, estamos nos lançando novamente na condenação. E o meio de não ir para a condenação é viver sob a guarda dos mandamentos de nosso Deus. Os mandamentos são nossos protetores. Somos livres para seguir os mandamentos.
João diz ainda:
Aquele que tem os meus mandamentos e os guarda, esse é o que me ama; e aquele que me ama será amado por meu Pai, e eu também o amarei e me manifestarei a ele. (Jo 8.21)
De nada adianta dizer que ama a Deus e não estar na sua presença.
De nada adianta dizer que ama a Deus e viver em pecado.
Isso é engano e a pessoa que viver assim, esta está condenada e nem sabe. Está se enganando, achando que no final, independente de como eu viva, o Senhor me dará a salvação...
Jesus morreu não para nós nos lançarmos novamente no pecado. Ele morreu para nos libertar do pecado e vivermos uma nova vida.
O Espírito Santo nos conduz por esse caminho de vida, que um dia terminará na vida eterna.
João ainda nos lembra:
Não vos deixarei órfãos (Jo 14.18)
Deus não nos abandonará jamais.
Mesmo que nós sejamos teimosos e nos afastemos do Pai, ele mandará seus mensageiros para nos buscarem. E tomara que consigam trazer-nos de volta. Pois se pecamos e não voltamos, arrependidos, para Deus, seremos condenados.
Mas se voltarmos para Deus, ele nos recebe de braços abertos e nos fortalece novamente.
O Espírito Santo é quem nos guia. Como Diz Romanos: Todos os que são guiados pelo Espírito de Deus são filhos de Deus. (Rm 8.14)
Se nós nos deixamos guiar pelo Espírito Santo, aí sim somos filhos de Deus. E como o Espírito Santo nos guia?
Palavra, Batismo e Santa Ceia.
O Espírito Santo, por estes meios, nos mantém na fé em Jesus Cristo.
A Santa Ceia perdoa pecados.
A Palavra orienta para a vida e para a vida eterna.
O Batismo nos coloca na família da fé.
E a Palavra orienta, também pelos mandamentos, como diz Jesus em João: Se me amais, guardareis os meus mandamentos (Jo 14.15)
Vocês amam a Deus?
Se sim, vão procurar guardar os mandamentos.
Assim como o povo de Israel disse: Tudo que o Senhor falou faremos (Êx 19.8).
Esse povo, como sabemos, falhou...
Mas sempre que se arrependeu, o Senhor perdoou.
Nós também vamos falhar.
E temos a mesma promessa de Deus de que ele nos perdoará e nos conduzirá por bom caminho.
Por isso, não esqueçam da Lei de Deus. Ela nos mostra o que Deus espera de nós e do mundo todo. Busquem cumprir a lei de Deus em sua perfeição. Não aceitem menos que “perfeito”...
Mas lembrem-se sempre: nós vamos falhar, porque somos pecadores. E, quando falharmos, se arrependidos buscarmos o perdão, seremos perdoados por causa de Jesus Cristo, que deu sua vida para nosso perdão, vida e salvação.
Onde nós falhamos em cumprir a Lei, Jesus cumpre perfeitamente e nos dá a vitória sobre o pecado, o mundo e nossa própria carne. Somos salvos não por fazer o que a lei manda, mas por crer em Cristo, que nos salvou, cumprindo toda a lei em nosso lugar.

Amém.

sábado, 30 de janeiro de 2016

Feliz perfeitamente

Pregação do culto deste dia 30 de Janeiro de 2016.

Texto base: Mt 5.1-12
Dia Litúrgico: 4º Domingo após a Epifania

Que a graça do Senhor Jesus Cristo, o amor de Deus e a presença do Espírito Santo estejam com todos vocês! (2Co 13.13).

A Paz do Senhor Jesus esteja com todos vocês. Amém.
Felicidade.
Esta palavra aparece várias vezes no texto de Mateus 5. Na versão que nós lemos antes aparece “bem-aventurado”. E esta palavra sempre foi complicada pra mim. O dicionário traz vários significados aceitos para a expressão:
1. Que está na bem-aventurança; (não ajuda muito)...
2. O que possui a eterna beatitude;
3. O que foi beatificado pela Igreja (santos católicos);
4. Ditoso; feliz.
5. Felicidade perfeita.

Os três primeiros significados são sempre usados quanto aos santos da igreja Católica. São usados para definir os santos.
Mas o sentido que Jesus dá no evangelho de Mateus é justamente o último: “felicidade perfeita”.

Pra você o que é felicidade perfeita?
É passar as férias perfeitas, sem problemas?
É ter dinheiro para tudo que se quer comprar?
É viver muitos anos, com saúde?
É ter um casamento onde não acontecem problemas?
É ter filhos que só fazem o que é certo, sempre?

O que é a felicidade perfeita, neste mundo?
Bem, pelas perguntas que fiz antes, certamente, se alguém espera estas coisas, nunca terá a felicidade perfeita. Porque as férias passam rápido e ficam apenas as fotos e as lembranças... Algumas lembranças de acidentes, de falta de água, engarrafamentos...
Se ter dinheiro para comprar tudo fosse sinônimo de felicidade, não existiria nenhum rico com depressão ou triste.
Da mesma forma, viver muito pode trazer consigo a tristeza da doença, do abandono, da falta das forças do corpo.
Casamento onde não acontecem problemas não existe. Existem casamentos onde os problemas são superados pelo amor mútuo e amor a Deus. Também filhos perfeitos não existem. Assim como nós falhamos como filhos, nossos filhos também falharão. Por isso é preciso haver perdão de todos para com todos.
Então como é esta felicidade perfeita que Jesus descreve?

1Quando Jesus viu aquelas multidões, subiu um monte e sentou-se. Os seus discípulos chegaram perto dele, 2e ele começou a ensiná-los.
Jesus disse:
3— Felizes as pessoas que sabem que são
espiritualmente pobres,
pois o Reino do Céu é delas.
4— Felizes as pessoas que choram,
pois Deus as consolará.
5— Felizes as pessoas humildes,
pois receberão o que Deus
tem prometido.
6— Felizes as pessoas que têm fome e sede
de fazer a vontade de Deus,
pois ele as deixará
completamente satisfeitas.
7— Felizes as pessoas que têm misericórdia
dos outros,
pois Deus terá misericórdia delas.
8— Felizes as pessoas que têm o coração puro,
pois elas verão a Deus.
9— Felizes as pessoas que trabalham pela paz,
pois Deus as tratará como seus filhos.
10— Felizes as pessoas que sofrem perseguições
por fazerem a vontade de Deus,
pois o Reino do Céu é delas.
11— Felizes são vocês quando os insultam, perseguem e dizem todo tipo de calúnia contra vocês por serem meus seguidores. 12Fiquem alegres e felizes, pois uma grande recompensa está guardada no céu para vocês. Porque foi assim mesmo que perseguiram os profetas que viveram antes de vocês.

Vamos olhar de perto alguns destes versículos e tentar compreender bem o que cada um deles quer dizer:
3— Felizes as pessoas que sabem que são espiritualmente pobres, pois o Reino do Céu é delas.
Uma outra tradução deste versículo nos diz: “Bem-aventurados os humildes de espírito.”
São aquelas pessoas que não confiam em si mesmas para a sua salvação. Sabem que suas obras são poucas e sua fé é fraca... Mesmo assim, confiam naquele que pode dar a Salvação: Jesus Cristo. Ser humilde de espírito é saber que preciso também fortalecer sempre a minha fé, na presença do Senhor, em sua casa, no estudo da Palavra.
São felizes porque confiam completamente em Deus e não em si mesmos.

4— Felizes as pessoas que choram, pois Deus as consolará.
São aqueles que estavam e ainda hoje podem estar, tristes com o sofrimento do povo de Deus. Muitas vezes o povo de Deus foi perseguido e ainda será enquanto este mundo existir. Porém, o próprio Deus é o consolo dos que choram. E ele virá em sua defesa.

5— Felizes as pessoas humildes, pois receberão o que Deus tem prometido.
Deus não falha em suas promessas e aqueles que confiam nele, receberão o que ele prometeu.
Este texto não está prometendo que você vai ficar rico, nem que não terá problemas. Este texto está prometendo que aqueles que confiam em Deus, receberão o que ele prometeu desde Adão: a Salvação Eterna e a vida no paraíso, mesmo que aqui neste mundo passem por aflições.
É um chamado para permanecer firmes, mesmo que o mundo pareça indicar que Deus se esqueceu de nós. Ele nunca esquece.

6— Felizes as pessoas que têm fome e sede de fazer a vontade de Deus, pois ele as deixará completamente satisfeitas.
7— Felizes as pessoas que têm misericórdia dos outros, pois Deus terá misericórdia delas.
Estes dois versículos lembram bastante o Pai-Nosso que vem logo no capítulo 6 de Mateus. No Pai-Nosso pedimos que a vontade de Deus seja feita neste mundo, assim como é no céu, ou seja, perfeita. Também pedimos que Deus nos perdoe como perdoamos aos outros. Assim, quem não tem misericórdia (amor, perdão, compaixão) pelo próximo, renega a misericórdia de Deus para si mesmo.
Muitos acham que dá pra seguir a Deus, mesmo maltratando o próximo. Isto é impossível. Onde as pessoas não se perdoam, também não recebem o perdão de Deus.

8— Felizes as pessoas que têm o coração puro, pois elas verão a Deus.
Nós podemos concluir que quem não tem o coração puro não verá a Deus. E quem são estes?
São pessoas que usam o nome de Deus apenas em benefício próprio. Seja para enganar as pessoas ou para ganhar dinheiro. Quem só tem maldades em seu coração, nunca estará na presença de Deus. Ou seja, nunca verá a Deus. Mas aqueles que se lavaram no Sangue do Cordeiro, estes sim verão a Deus, pois Jesus os limpou completamente.

9— Felizes as pessoas que trabalham pela paz, pois Deus as tratará como seus filhos.
Trabalhar pela paz. Vivemos tempos de guerra. Mesmo que nosso país não esteja em guerra, parece que há uma tensão no ar. Sempre um contra o outro. E isso é desejado pelo mundo. É esta guerra que dá ibope. Se não houvessem crimes, acidentes, mortes estúpidas, brigas... O que seriam dos programas de TV?
Nós naturalmente gostamos das desgraças do outro... É só prestar atenção quando acontece um acidente, quantas pessoas se deslocam quilômetros para ir ver e tirar uma selfie e publicar primeiro nas redes sociais. São urubus modernos, procurando a desgraça alheia para compartilhar... Não é mais informação. É publicação da desgraça apenas.
O que se ganha com isso? Absolutamente nada.
Trabalhar pela paz é perdoar, mesmo que não te peçam perdão. É quando acontece uma discussão, calar para não prolongar a briga e criar ainda mais rancores. É ter palavras boas e não ruins para dizer aos outros. É quando alguém vir te contar uma fofoca, mandar calar a boca e tomar vergonha na cara... Afinal, está sendo instrumento do diabo.

10— Felizes as pessoas que sofrem perseguições por fazerem a vontade de Deus, pois o Reino do Céu é delas.
11— Felizes são vocês quando os insultam, perseguem e dizem todo tipo de calúnia contra vocês por serem meus seguidores. 12Fiquem alegres e felizes, pois uma grande recompensa está guardada no céu para vocês. Porque foi assim mesmo que perseguiram os profetas que viveram antes de vocês.
Das perseguições, calúnias, insultos, já falamos.
E isso acontece muito hoje com os cristãos. Somos perseguidos por pessoas que querem que o pecado tome conta. Seja defendendo aborto, homossexualismo ou qualquer outra prática que Deus condena.
Mas fiquem firmes: a felicidade está garantida. Ela foi conquistada por Jesus Cristo, nosso Salvador e todo aquele que crê no Senhor, mesmo que não seja visto pelo mundo, como uma pessoa feliz, é feliz.
É feliz porque sabe que o que lhe está reservado é muito maior do que qualquer momento de felicidade que possa acontecer neste mundo. Assim, mesmo em momentos de tristeza, somos felizes porque Deus nos amou e nos perdoou todos os pecados. Amém.


E a paz de Deus, que ninguém consegue entender, guardará o coração e a mente de vocês, pois vocês estão unidos com Cristo Jesus. Amém. (Fp 4.7).

domingo, 15 de novembro de 2015

Tomem cuidado para que ninguém engane vocês

Quando Jesus estava saindo do pátio do Templo, um discípulo disse: — Mestre, veja que pedras e edifícios impressionantes!  Jesus respondeu: — Você está vendo estes enormes edifícios? Pois aqui não ficará uma pedra em cima da outra; tudo será destruído!  Jesus estava sentado no monte das Oliveiras, olhando para o Templo, quando Pedro, Tiago, João e André lhe perguntaram em particular:  — Conte para nós quando é que isso vai acontecer. Que sinal haverá para mostrar quando é que todas essas coisas vão começar?  Então Jesus começou a ensiná-los. Ele disse: — Tomem cuidado para que ninguém engane vocês. Porque muitos vão aparecer fingindo ser eu e dizendo: “Eu sou o Messias!” E enganarão muitas pessoas. Não tenham medo quando ouvirem o barulho de batalhas ou notícias de guerras. Tudo isso vai acontecer, mas ainda não será o fim. Uma nação vai guerrear contra outra, e um país atacará outro. Em vários lugares haverá tremores de terra e falta de alimentos. Essas coisas serão como as primeiras dores de parto.  — Vocês precisam ter cuidado porque serão presos e levados aos tribunais e serão chicoteados nas sinagogas. Por serem meus seguidores, vocês serão levados aos governadores e reis para serem julgados e falarão a eles sobre o evangelho. Pois, antes de chegar o fim, o evangelho precisa ser anunciado a todos os povos. Quando prenderem e entregarem vocês às autoridades, não fiquem preocupados, antes da hora, com o que irão dizer. Quando chegar o momento, digam o que Deus lhes der para dizer. Porque as palavras que disserem não serão de vocês mesmos, mas virão do Espírito Santo. Muitos entregarão os seus próprios irmãos para serem mortos, e os pais entregarão os filhos. E os filhos ficarão contra os pais e os matarão. Todos odiarão vocês por serem meus seguidores, mas quem ficar firme até o fim será salvo.
Marcos 13:1-13 NTLH

Nosso texto se passa no pátio do templo. Na verdade, a conversa ali, por causa das grandes pedras do templo. Os discípulos parecem fica impressionados... Mas Jesus, que conhece todas as coisas, sabia o que iria acontecer. Alias foi por causa dessa frase que Jesus foi julgado e condenado.
No momento da acusação de Jesus, os acusadores disseram que ele estava falando mal do templo. Na verdade, ele sabia o que iria acontecer. Cerca de 35 anos mais tarde, aquele templo foi destruído e o que existe hoje é apenas uma parede, que é conhecida por “muro das lamentações”.
Logo mais adiante Jesus avisa sobre as coisas do fim. E algo que é especialmente lembrado em dias como hoje, quando ainda lembramos dos ataques terroristas na França, é dos tais “rumores de guerra”. Muita gente logo se levanta para dizer: “olha, isso é sinal do fim”. Bem, rumores de guerra sempre acompanharam a história humana. Desde que Caim matou Abel. O próprio povo de Israel se envolveu em diversas guerras. Algumas delas foram ordenadas pelo próprio Deus, outras foram castigo de Deus contra seu povo desobediente.
O que quero destacar do texto de Marcos 13 é o seguinte: “ Tomem cuidado para que ninguém engane vocês.” (v. 5).
Jesus deu este aviso, porque ele sabe que quando as pessoas estão desesperadas, se tornam presas fáceis para os mercenários, os bandidos, as aves de rapina.
Todas as vezes que conversei com comerciantes que tinham sido vítimas de falsificação ou cheques roubados, a história foi mais ou menos a mesma: a pessoa chega com uma cara boazinha, se faz de coitada ou de muito esperta... Normalmente quando o funcionário está ocupado com outros afazeres ou com a loja cheia... Daí não vai ter tempo de conferir a nota ou o cheque adequadamente e acaba recebendo algo que não vale nada.
Muitas pessoas que se dizem portadores da fé, hoje em dia, agem exatamente assim: Plantam o desespero no coração das pessoas. Dizem para você que fizeram um trabalho para você e que isso está te tirando o emprego, a saúde, a família... Ou dizem que você está sendo possuído pelo diabo ou por pessoas que servem ao diabo. Uma vez que você esteja com medo, eles vendem o serviço...
É igual aquele vigia de rua que chega e diz: olha, a partir de hoje eu vou cuidar da rua e você pode me ajudar com algum trocado? Você diz: mas aqui o bairro é tranquilo e nunca aconteceu nada... É, era tranquilo até hoje... Só essa frase já te faz ficar com medo e você pode acabar cedendo. Uma coisa: esses vigias nunca quiseram trabalhar em lugares perigosos mesmo. Eles buscam os locais residenciais, com boa vizinhança e onde as pessoas estão bem protegidas... Ali eles dizem trabalhar. Ali, onde justamente ninguém precisa do seu trabalho.
Cuidado para não serem enganados.
Em tempos desesperadores, podemos tirar os olhos da Cruz de Cristo. Em tempos de seca, podemos perder a fé e seguir os falsos profetas. Em tempos de miséria e desemprego, também. Quando falta a saúde, podemos querer resolver por nós mesmos e ficar tentados a acreditar nos falsos profetas que prometem solução pra tudo.
Tem uns até que construíram o templo de novo. Como se aquele templo ainda fosse necessário. O templo que foi destruído, não precisa mais ser reconstruído. Ele era uma figura do que ainda estava por vir. Primeiro veio o tabernáculo, que era construído durante a caminhada do povo pelo deserto. Era móvel e representava a presença de Deus entre o povo. Quando o povo fixou residência, o templo foi construído. Foi erigido e inaugurado por Salomão e abençoado por Deus. Foi destruído quando o povo abandonava Deus. Pois não fazia sentido querer a presença de Deus, se ninguém mais ligava para isso...
Depois, quando o povo se arrependeu, Deus permitiu que o templo fosse reconstruído. Mais tarde, o verdadeiro templo apareceu: era o próprio Jesus Cristo. Por isso que ele fala: vocês vão destruir o templo e ele será reconstruído em três dias. Ele falava de sua morte e ressurreição. E esse templo não é mais fixo em algum lugar. Ele nos acompanha. Ele está conosco sempre. Ele quer nos proteger dos falsos profetas e falsos messias.
Cuidado para que ninguém engane vocês. Permaneça em Cristo e você tem a vida eterna. Nas outras situações, sempre haverá dúvidas. Com Cristo estaremos seguros aqui e rumaremos para a vida eterna. Amém.

domingo, 9 de setembro de 2012

Não briguem inutilmente

 

Evangelho de Marcos, capítulo 9

Queridos irmãos em Cristo.

A Paz do Senhor esteja com todos vocês.

Quando lemos o texto de Marcos 9, vêm à mente muitas situações pelas quais passamos quase sempre.

Momentos de discussão.

E onde costumam levar os momentos de discussão? A mais discussão, rancores e inimizades.

Mas qual era a situação em Marcos 9?

Logo no início do capítulo acontece a transfiguração de Jesus Cristo, fato presenciado por apenas três discípulos de Jesus: Tiago, João e Pedro. Foi o momento em que Deus falou pessoalmente: “Este é o meu Filho querido. Escutem o que ele diz!” (Mc 9.7).

Estavam também presentes ali, como uma concessão divina, Elias e Moisés, dois dos grandes profetas do povo de Israel, se não os maiores profetas...

Não é a toa que Pedro diz: “Mestre, como é bom estarmos aqui!” (Mc 9.5). Ele estava fascinado com a proximidade de Deus. E dos profetas. Ele ficou maravilhado com a revelação divina do Senhor Jesus Cristo, confirmada pela voz de Deus que vinha do céu.

Mas eles precisavam descer o monte...

Ao descer a situação não podia ser pior:

Um pai desesperado trouxe seu filho para os discípulos de Jesus, mas eles não conseguiram libertar o menino. Então os escribas usaram isso contra eles. Estavam tentando desacreditar os discípulos e por consequência, Jesus também. Então eles estão discutindo e no meio disso tudo está o pai com seu filho. E em volta, assistindo pra ver o desfecho, está a multidão.

De repente desce Jesus do monte Tabor. Uma montanha que tem mais ou menos 2km de caminho de subida e que é bastante íngreme.

Jesus aparece e as pessoas ficam surpresas e logo acorrem a ele.

Jesus, percebendo o desentendimento pergunta: “O que vocês estão discutindo com eles?” (v. 16).

Antes mesmo que alguém respondesse o pai pula na frente e fala do seu caso. Conta também que tinha entregue o menino aos discípulos que não conseguiram nada, se não, fracasso.

Jesus acabou com a discussão e tomou o caso nas mãos.

A primeira coisa que fez foi repreender a todos que ali estavam e, no meio desses, os próprios discípulos, que também faziam parte da “Gente sem fé”.

Discutir não ia resolver, aliás, raramente resolve algo quando alguém se exalta e perde a razão. Quando ofende àquele a quem chama de irmão por bobagens. Só pra “não ficar pra trás”!

Pessoas que discutem por qualquer coisa, também ouviriam “Gente sem fé”. Pra que vocês discutem? Tragam o caso de vocês pra mim. Assim Jesus fez: “Tragam o menino aqui.” (v. 19).

Assim que Jesus diz isso, a multidão se aglomera rapidamente. Todos querem ver o que vai acontecer. E não é bonito o que todos vão presenciar: chega uma criança, possuída por um demônio, que lhe causava problemas físicos (comparáveis ao que hoje chamamos de epilepsia). Quando chega à presença de Jesus, o espírito mal agita violentamente o menino, que cai e começa a rolar-se no chão. Certamente se enchendo de mais lacerações e feridas. Isso tudo aconteceu aos olhos daquele pai e aos olhos da multidão, que já tinham visto os discípulos falharem.

Antes ainda de curar, Jesus pergunta desde quando o menino estava assim e ouve do pai que era desde muito pequeno. Quanto sofrimento para um pai e uma família! Quantas vezes viu seu filho quase morto afogado ou queimado, pois o espírito muitas vezes jogava o menino na água e no fogo. Então o pai implora: “se o senhor pode, então nos ajude.” (v. 22).

Será que Jesus pode? Afinal os discípulos falharam...

Será que aquele homem parou de crer em Jesus?

Não parou. Mas sua fé fraquejava e duvidava. Talvez não sabendo mais a quem recorrer em tantos anos de agonia. Talvez como Pedro, que ao sentir as águas e o vento, começou a afundar, mesmo vendo o Senhor andar por cima da água e, então, ouviu de Jesus: “Como é pequena a sua fé” Por que você duvidou?” (Mt 14.31).

Talvez como nós, muitas vezes, ao recorrer a tudo que podemos, nos deparamos com pessoas que disseram poder fazer tudo, mas nossa confiança não é mais a mesma. Estamos a ponto de sentar à beira do caminho, baixar a cabeça e chorar.

É uma reação natural de alguém que já está cansado, que foi provado e atacado de tentações. Mas que ainda crê no Senhor.

Então Jesus prova uma vez mais a fé daquele homem: “Tudo é possível para quem tem fé.” (v. 22).

“Então o pai gritou: —Eu tenho fé! Ajuda-me a ter mais fé ainda!”(v. 23). Essa era a resposta de fé.

Esta é a resposta do cristão frente aos problemas da vida. Mesmo quando é humilhado numa discussão. Ele sabe quem o defende e que não precisa dar o troco. Quem quer dar o troco ou ter a última palavra, está servindo de arma de Satanás para semear a discórdia.

Você quer ser um servo de Satanás? Fique se metendo em discussões inúteis. Semeie a discórdia no trabalho, no lar e na igreja. Talvez você consiga sair sempre por cima. Talvez você consiga não ser humilhado. Mas o que você conseguirá com certeza é o desprezo de todos. Pois ninguém mais vai querer ter você por perto. E mais do que isso. Você talvez crie feridas tão grandes que jamais cicatrizem na família, no trabalho e na sua igreja.

Jesus não discutiu porque era inútil. O importante era ajudar aquele pai e seu filho e falar do Reino de Deus, para salvar mais e mais pessoas.

Mas ainda tem uma última coisa: por que os discípulos não conseguiram libertar o menino? Afinal, eles já tinham feito isso antes. Eles já tinham expulsado demônios e curado pessoas, mas naquele momento não conseguiram.

A resposta é simples: eles não conseguiram porque estavam confiando em si mesmos e em seus procedimentos. Esqueceram o básico. Esqueceram de pedir ao Pai em oração. “Este tipo de espírito só pode ser expulso com oração.” (v. 29).

Interessante notar que Jesus não precisa orar, afinal ele é a palavra de Deus encarnada. Ele é o próprio Deus. Ele recebe o menino, o liberta e o devolve ao seu pai.

Assim, se na nossa vida, tudo mais falhar, mesmo aqueles que se dizem enviados por Deus. Jesus jamais falhará.

Ele nos dá o perdão dos pecados, mesmo que nós jamais tenhamos merecido seu sacrifício.

Ele está conosco hoje e estará sempre. Até o dia em que voltar para nos levar à vida eterna.

Duas coisas então:

1. Não se metam em discussões inúteis. Apenas para provar que são melhores. Os melhores são os humildes. Os melhores são os que se abaixam para lavar os pés do irmão, mesmo que o mundo não entenda.

2. Nunca se esqueça que Jesus jamais falhará com você. E se Jesus não falha, porque deixar pra procurá-lo só no fim. Busque o Senhor em oração e na sua Palavra e ele sempre te ouvirá e, no tempo certo, te atenderá. Afinal, quem não negou-se a dar a própria vida por você, não se negará a te ouvir.

Que o Senhor nos conserve a fé até o fim, amém.

Rev. Jarbas Hoffimann
Nova Venécia-ES

segunda-feira, 3 de setembro de 2012

Vocês têm ouvidos para ouvir?

Marcos 7.14-23

 

Que a graça do Senhor Jesus Cristo, o amor de Deus e a presença do Espírito Santo estejam com todos vocês! (2Co 13.13).

 

Que a Paz esteja com vocês. Amém.

Queridos irmãos em Jesus.

O que vocês entendem com esta frase de Jesus: “Se vocês têm ouvidos para ouvir, então ouçam.”? (Mc 7.16).

...

Vocês têm ouvidos... Mas eles ouvem? Eles ouvem o que o Senhor tem a dizer?

É triste perceber que muitas pessoas têm ouvidos que não ouvem o Salvador. E é claro que o texto do evangelista Marcos não fala de deficiência auditiva. Jesus usa uma expressão para chamar a atenção. Como se dissesse: “Prestem atenção! Não deixem minhas palavras entrarem por um ouvido e sair pelo outro.”

E o que era tão importante as pessoas ouvirem?

“Tudo o que vem de fora e entra numa pessoa não faz com que ela fique impura, mas o que sai de dentro, isto é, do coração da pessoa, é que faz com que ela fique impura.” (Mc 7.15).

Aqui, obviamente, também, Jesus está se referindo à impureza espiritual. Porque era esse o assunto que o Mestre falava aos chefes dos judeus naquele dia. Os judeus estavam preocupados com os cerimoniais de purificação, como lavar as mãos, mas por outro lado eram péssimo exemplo de conduta moral. Então Jesus diz o que realmente nos torna impuros diante de Deus: “... os maus pensamentos, a imoralidade sexual, os roubos, os crimes de morte, os adultérios, a avareza, as maldades, as mentiras, as imoralidades, a inveja, a calúnia, o orgulho e o falar e agir sem pensar nas consequências.” (Mc 7.21-22).

Antes que comecemos a nos defender e acusar a outros é bom lembrar do Salmo 53.3, que diz: “todos caíram, se desviaram assim do caminho certo, e são igualmente corruptos. Não há mais ninguém que faça o que é direito, não há nem mesmo uma só pessoa.”

Diante de Deus todos os seres humanos são iguais: pecadores. Impuros desde o nascimento. Assim o nosso coração é cheio de maldade. E são essas atitudes maldosas que afastam de Deus.

Aquele onde habita o Espírito Santo não pode se contaminar com essas coisas. Precisa, dia após dia, estar na presença do Senhor, pois só assim permanecerá puro.

É triste, mas precisamos reconhecer: nosso coração trama maldades. Quando Jesus diz que do coração vêm os “maus pensamentos” ele sabe o que está dizendo.

A palavra que aparece no texto original da Bíblia, não é um mero pensar, mas um tramar. O coração trama maldades contra os outros. O coração de quem não é de Cristo fica articulando vinganças e remorsos.

Isso tudo sem falar no inimigo, que quer nos afastar do Senhor. E tudo, até a coisa mais perfeita, nas mãos do tentador, vira arma de ataque. Com o objetivo de destruir a nossa fé em Jesus.

Até a Palavra de Deus pode ser virada contra nós com as artimanhas do maligno.

Foi assim na tentação de Jesus. Satanás citou a Palavra de Deus para tentar fazer Jesus pecar.

O que ele pode fazer conosco?

Pode usar amigos, vizinhos, nosso próprio coração para nos afastar do Senhor.

Porém quando Jesus nos encontra ele nos limpa de verdade. Somos transformados em nova criatura. Com coração puro e as mãos limpas, sem precisar de sabões.

Limpos, estamos prontos para viver em Cristo. Livres de toda a impureza e de todo o pecado.

Porém ainda existe pecado em nós e, enquanto estamos no mundo, o pecado vai querer dominar nossas vidas e afastar de Deus. E muitos esquecem Jesus, dando ouvidos ao coração pecador. Enchem suas vidas de problemas, fazendo todo tipo de coisa ruim. Jogam a sua vida na imundície novamente.

A pergunta se repete: vocês, que são cristãos, têm ouvidos para ouvir Jesus?

Hoje novamente o Salvador vem ao nosso encontro e lembra que na cruz ele nos limpou de todo pecado. Pela fé em Jesus Cristo temos a vida eterna e temos Jesus nos acompanhando aqui sempre.

Vocês têm ouvidos, ouçam o que diz a Palavra de Deus:

“A língua é um fogo. Ela é um mundo de maldade, ocupa o seu lugar no nosso corpo e espalha o mal em todo o nosso ser. Com o fogo que vem do próprio inferno, ela põe toda a nossa vida em chamas. O ser humano é capaz de dominar todas as criaturas e tem dominado os animais selvagens, os pássaros, os animais que se arrastam pelo chão e os peixes. Mas ninguém ainda foi capaz de dominar a língua. Ela é má, cheia de veneno mortal, e ninguém a pode controlar.” (Tg 3.6-8).

Do coração vêm as coisas ruins que podem nos tornar impuros diante de Deus. Estas coisas ruins saem pela língua. Língua que quer ferir de morte ao irmão.

E Tiago ainda lembra como, por vezes, somos hipócritas: “Usamos a língua tanto para agradecer ao Senhor e Pai como para amaldiçoar as pessoas, que foram criadas parecidas com Deus. Da mesma boca saem palavras tanto de agradecimento como de maldição. Meus irmãos, isso não deve ser assim. Por acaso pode a mesma fonte jorrar água doce e água amarga? Meus irmãos, por acaso pode uma figueira dar azeitonas ou um pé de uvas dar figos? Assim, também, uma fonte de água salgada não pode dar água doce.” (Tg 3.9-12).

Nosso coração é purificado pelo Sangue de Jesus.

Nos vestimos com a santidade de Cristo, então como poderíamos pensar e falar mal do próximo? Pois isso transforma nossa língua e nosso coração em fonte de impureza.

Mas Jesus nos purifica.

Na Santa Ceia ele perdoa pecados e nos fortalece a fé. E nos dá ouvidos que ouvem.

Que bom é poder saber que nosso coração pode ser fonte de limpeza e não fonte de imundície.

Que bom é saber que lavados em Cristo estamos no caminho da vida eterna.

Que sempre possamos andar com Cristo, limpos de todo o pecado e que por nossos caminhos, nosso coração e nossa língua possam encher nossos caminhos de flores, para perfumar o caminho de todos.

Amém.

E a paz de Deus, que ninguém consegue entender, guardará o coração e a mente de vocês, pois vocês estão unidos com Cristo Jesus. Amém. (Fp 4.7)

Pastor Jarbas Hoffimann – Nova Venécia-ES

Glórias Somente a Deus

quarta-feira, 29 de agosto de 2012

Servir verdadeiro

Mc 7.1-13

 

 

Que a graça do Senhor Jesus Cristo, o amor de Deus e a presença do Espírito Santo estejam com todos vocês! (2Co 13.13).

Tema: Servir verdadeiro...

...com os lábios

...com as mãos

 

Que a Paz esteja com vocês. Amém.

Queridos irmãos em Cristo Jesus Cristo.

Não faz muito tempo, tivemos uma crise mundial por causa de um novo tipo de gripe. Foi em 2009, a grupe suína, ou melhor, o Influenza H1N1. Foram milhares de pessoas infectadas, outras morrendo. Campanha nacional de vacinação...

Naquela vez só se falava de uma coisa:

Se recomendou que lavem bem as mãos e que se evite o contato pessoal. Como abraços, beijos, como se isso fosse possível para as crianças... Crianças brincam, correm dão as mãos e se abraçam naturalmente.

A igreja católica, na época, recomendou que nos cultos não fossem dados os ósculos santos...

É interessante a sensação reinante naquela época: quem precisava entrar num ônibus, metrô ou trem; quem precisava entrar em filas de bancos, salas de espera de consultórios ou, simplesmente, comprar alguma coisa no centro da cidade, sabia o pavor que as pessoas estavam de chegar umas perto das outras. De comer algo na rua. De falar olhando para a pessoa. De dar um abraço, pegar no mesmo corrimão que outro encostou...

Naquela vez houve um certo pânico. E o pânico generalizado não ajuda, mas todos ficamos aflitos em pensar que podemos, de uma hora pra outra, pegar uma doença que nos mataria rapidamente. Por isso houve pânico. Especialmente nos preocupávamos com os nossos filhos.

Os judeus que estavam conversando com Jesus também tinham suas tradições de limpeza. Eles lavavam as mãos antes de comer. E isso era bastante sério para eles. Um famoso historiador registra: “Quando lavavam as mãos, os judeus lavavam até o cotovelo. Eles davam grande valor a estas lavagens ou batismos e, nem pensavam em comer sem antes se lavar. Fazer isso era um ato impensável. Além disso, eles inventaram que um espírito mau sentava sobre a comida de quem não se lavasse e a comida, então seria prejudicial. Esse espírito era chamado de Shibta.”

É esta situação que Jesus está enfrentando, ao assentar-se para comer com seus discípulos.

Jesus não está incentivando a sujeira. Não está dizendo que tanto faz se comemos com as mãos limpas ou sujas. Mas no evangelho de Marcos Jesus diz que aqueles homens supervalorizavam o mandamento de homens e se esqueciam dos mandamentos de Deus. Eles olhavam se os outros estavam se lavando ou não, mas tratavam aos outros de uma forma que Deus não gostava.

Por isso Jesus os chama de hipócritas.

Notem que os fariseus não estão preocupados com a Lei de Deus. O que eles querem saber é porque os discípulos não cumprem a tradição. Versículo 5: “Por que é que os seus discípulos não obedecem aos ensinamentos dos antigos e comem sem lavar as mãos?”

A nossa mãe também nos ensinou a lavar as mãos antes de comer. Isso para a nossa saúde, mas para os fariseus isso valia tanto quanto dar o dízimo, por exemplo. Eram leis igualmente importantes e tratadas como se fossem lei de Deus. E não como leis saudáveis.

Jesus responde citando Isaías: “Este povo com a sua boca diz que me respeita, mas na verdade o seu coração está longe de mim. A adoração deste povo é inútil, pois eles ensinam leis humanas como se fossem mandamentos de Deus.” (Is 29.13)

E quantas vezes somos como aqueles fariseus! Servimos da boca pra fora! Pra que as outras pessoas nos vejam e nos aplaudam, mas por dentro não temos o verdadeiro amor. Por dentro estamos ocos como madeira inútil.

Precisamos sim servir verdadeiramente ao Senhor. Com os lábios e com as mãos.

Por vezes nossas mãos estarão sujas do pecado. Mas, como Jó, podemos sempre buscar ao Senhor: “O sabão não pode lavar os meus pecados; o sabão mais forte não pode limpar o mal que cometi.” (Jó 9.30).

Com as mãos sujas de pecado, é impossível servir verdadeiramente o Senhor. Mas João nos lembra que “se vivemos na luz, como Deus está na luz, então estamos unidos uns com os outros, e o sangue de Jesus, o seu Filho, nos limpa de todo pecado.” (1Jo 1.7).

Com os lábios sujos de pecado, é impossível servir verdadeiramente ao Senhor. Mas com Isaías também aprendemos que Deus nos torna puros, como fez ao profeta que disse: “Ai de mim! Estou perdido! Pois os meus lábios são impuros, e moro no meio de um povo que também tem lábios impuros. E com os meus próprios olhos vi o Rei, o Senhor Todo-Poderoso!

Aí um dos serafins voou para mim, segurando com uma tenaz uma brasa que havia tirado do altar. Ele tocou a minha boca com a brasa e disse:

– Agora que esta brasa tocou os seus lábios, as suas culpas estão tiradas, e os seus pecados estão perdoados.” (Is 6.5-7).

Poderíamos lembrar ainda muitos outros textos, como Mt 15, onde Jesus diz que não é o que comemos que nos tira a vida eterna. Mas o que brota do coração impuro.

Ou o texto onde Pedro ouve o Senhor dizer: “o que eu tornei puro, não torne impuro você”. (At 10)

Regras de higiene são importantes e necessárias, mas para a Salvação é preciso estar limpo por dentro.

Quando aparecem as novas doenças, nos preocupamos, foi assim como a Aids, a gripe aviária, a gripe asiática, a gripe suína e ainda aparecerão mais doenças. Nos preocupamos com nossa saúde física, mas esquecemos que estamos em perigo de morte dia após dia. Estamos vivos. E isso nos dá uma certeza: vamos morrer. Pois todos vão. Não sabemos se hoje ou daqui a 100 anos. Não sabemos como e esperamos que seja daqui a muito tempo e de forma boa.

Porém enquanto estamos aqui, fomos chamados a Servir ao Senhor, como os discípulos fizeram.

Servindo com os corações e lábios puros. Assim estamos seguros diante do Senhor, como lembra João no Apocalipse: “– Estes são os que atravessaram sãos e salvos a grande perseguição. São as pessoas que lavaram as suas roupas no sangue do Cordeiro, e elas ficaram brancas. É por isso que essas pessoas estão de pé diante do trono de Deus e o servem de dia e de noite no seu templo. E aquele que está sentado no trono as protegerá com a sua presença. Elas nunca mais terão fome nem sede. Nem o sol nem qualquer outro calor forte as castigará. Pois o Cordeiro, que está no meio do trono, será o pastor dessas pessoas e as guiará para as fontes das águas da vida. E Deus enxugará todas as lágrimas dos olhos delas.” (Ap 7.14-16)

E quem estará na presença do Senhor?

Tem uma música antiga que diz assim:

1. |: Senhor, quem entrará, no santuário pra te louvar? :|

|: Quem tem as mãos limpas e o coração puro,
que não é vaidoso e sabe amar. :|

2 |: Senhor, faze-me entrar no santuário pra te louvar? :|

|: Oh! Dá-me mãos limpas e um coração puro,
arranca a vaidade, ensina-me a mar. :|

3. |: Senhor, já posso entrar, no santuário pra te louvar? :|

|: Teu sangue me lava, teu fogo me queima,
o Espírito Santo inunda meu ser. :|

Este lavar sim adianta. Este resolve o problema de nossa vida: o pecado. E nos une ao Salvador. Lavados no sangue do Cordeiro, pela fé em Jesus Cristo, estamos prontos para servir com lábios e mãos puras. E prontos para levantar mãos santificadas ao Serviço do Senhor. Em amor ao próximo e a Deus, na certeza da vida eterna. Pois todos aqueles que lavaram as suas vidas no sangue do Cordeiro, servem agora, purificados. Até o dia da vida eterna.

Amém.

E a paz de Deus, que ninguém consegue entender, guardará o coração e a mente de vocês, pois vocês estão unidos com Cristo Jesus. Amém. (Fp 4.7)

Pastor Jarbas Hoffimann – Nova Venécia-ES

Glórias Somente a Deus

domingo, 19 de agosto de 2012

Comida e bebida de salvação

 

Evangelho de João 6.51-69

Que a graça do Senhor Jesus Cristo, o amor de Deus e a presença do Espírito Santo estejam com todos vocês! (2Co 13.13).

 

Queridos irmãos em Cristo Jesus Cristo.

Que a Paz esteja com vocês. Amém.

No evangelho de hoje Jesus está terminando sua pregação sobre o pão da vida. Ele usa a multiplicação de pães para mostrar que mais importante que o pão terreno é o pão celestial.

Precisamos do pão físico. Se não comermos vamos morrer. Por outro lado, precisamos do pão da vida, que é Jesus Cristo, pois ele nos dá a vida eterna.

Falando em pão, fiquei surpreso quando descobri que quase 70% da população brasileira gosta de encontrar-se em padarias. Perto daqueles pães e doces maravilhosos. Que enchem primeiro os olhos, depois o estômago.

Quando Jesus se comparou ao pão ele sabia muito bem da importância deste alimento tão simples.

Nesta última parte do texto do evangelho, Jesus fala de seu corpo e sangue. Ele fala da Santa Ceia. E na Ceia Jesus é nossa comida e bebida.

Mas como os judeus que estavam ouvindo Jesus em Cafarnaum, muitas pessoas vão perguntar: “– Como é que este homem pode dar a sua própria carne para a gente comer?” (Jo 6.52).

Pessoas como estas esquecem que a sabedoria de Deus é loucura para os seres humanos. Afinal, que loucura incomparável foi aceitar o sacrifício de seu próprio filho, para salvar a vida de pecadores indignos! E mais do que isso: Deus não apenas aceitou o sacrifício de Jesus, mas foi ele mesmo que prometeu e enviou Jesus para dar a Salvação a todos que crerem nele.

Então as próprias pessoas que estavam ouvindo Jesus naquele dia, disseram: “– O que ele ensina é muito difícil! Quem pode aceitar esses ensinamentos?” (Jo 6.60).

Apenas aqueles que são de realmente de Deus...

Infelizmente a Santa Ceia também foi cercada de confusão e interpretações falsas.

Mas existem basicamente três ensinos a respeito da Santa Ceia:

Transubstanciação, representação e presença real.

A transubstanciação ensina que o pão se transforma em corpo e o vinho se transforma em sangue. Este é o ensino católico.

A representação ensina que o pão e o vinho são simplesmente representações do corpo e sangue de Jesus, e o comungante recebe apenas pão e vinho. Este é o ensino de igrejas Reformadas, que surgiram com João Calvino e seus seguidores. (Igreja Anglicana, Igreja Presbiteriana, Igreja Episcopal, Igreja Batista, entre outras).

E a Presença Real ensina que junto com o pão e o vinho (consagrados no momento da Santa Ceia), o crente recebe corpo e sangue de Jesus para perdão dos pecados e fortalecimento da fé.

Destas três formas de ver a Santa Ceia, a única que pode ser comprovada na escritura é a presença real.

A Bíblia não diz que o pão vira corpo e o vinho vira sangue, mesmo assim, são corpo e sangue.

Na Bíblia, o próprio Jesus fala do comer e beber de seu corpo, e não diz isto representa o meu corpo, mas diz: isto é o meu corpo.

O Salvador diz com todas as letras:

“– Eu afirmo a vocês que isto é verdade: se vocês não comerem a carne do Filho do Homem e não beberem o seu sangue, vocês não terão vida. Quem come a minha carne e bebe o meu sangue tem a vida eterna, e eu o ressuscitarei no último dia. Pois a minha carne é a comida verdadeira, e o meu sangue é a bebida verdadeira. Quem come a minha carne e bebe o meu sangue vive em mim, e eu vivo nele.” (Jo 6.53-55).

Também, o apóstolo Paulo, ao escrever pros coríntios afirma:

“Pensem no cálice pelo qual damos graças a Deus na Ceia do Senhor. Será que, quando bebemos desse cálice, não estamos tomando parte no sangue de Cristo? E, quando partimos e comemos o pão, não estamos tomando parte no corpo de Cristo?” (1Co 10.16).

Paulo fala do cálice e sangue e também do pão e corpo.

Então, sendo fiéis à Palavra de Deus, temos que saber que ao comer o pão e o vinho na Santa Ceia, também estamos recebendo o corpo e sangue de Jesus Cristo. Como também afirmam nossas confissões luteranas:

“Cremos, ensinamos e confessamos que o corpo e o sangue de Cristo são recebidos, em virtude da união sacramental, com o pão e o vinho não só espiritualmente, pela fé, mas também oralmente, ... de maneira sobrenatural, celeste, segundo mostram claramente as palavras de Cristo, quando ordena tomar, comer e beber, como fizeram os apóstolos, pois está escrito: “E todos beberam dele”. (Mc 14.23). Da mesma forma diz São Paulo: “O pão que partimos, não é a comunhão do corpo de Cristo?” (1Co 10.16). Isto é, quem come esse pão, come o corpo de Cristo, o que também testificam, unânimes, os mais eminentes dentre os mestres antigos da igreja: Crisóstomo, Cipriano, Leão I, Gregório, Ambrósio, Agostinho.” (FC, Ep VII, 15).

Nossas confissões citam os Pais da igreja, para lembrar que o ensino sobre a presença real era unânime no início da igreja cristã.

Ao participar da Santa Ceia recebemos pão e vinho, mas junto com eles o corpo e o sangue de Jesus. Que são comida e bebida para nossa salvação.

Por isso é tão importante participar da Santa Ceia sempre. E também por isso é tão importante estar preparado.

Mas quem está realmente preparado para participar da Santa Ceia? Nosso catecismo menor responde:

“Verdadeiramente digno e bem preparado é aquele que tem fé nestas palavras: “Dado em favor de vós” e “derramado para a remissão dos pecados”. Aquele, porém, que não crê nessas palavras ou delas duvida, é indigno e não está preparado, pois as palavras “por vós” exigem corações verdadeiramente crentes.” (CMe, VI. 10)

Pela fé em Cristo todos estamos prontos para a Santa Ceia. E na Santa Ceia recebemos o perdão, vida eterna e Salvação.

O Sacramento do altar deve ser buscado por nós com toda a reverência e amor. Pois é um gesto de amor de Deus para conosco. A Santa Ceia é o Cristo palpável, para ser comido e bebido pelos crentes para fortalecimento da fé e perdão dos pecados.

Mas cabe ainda uma última recomendação: não participemos despreparados! Pois isso traz a ira de Deus.

Jesus nos dá tudo: deu-nos a fé, a salvação, a santa ceia, o perdão dos pecados, a vida eterna e muito mais. Temos tudo, então porque participaríamos despreparados: orgulho? Impenitência?

Preparar-se não é jejuar ou coisas semelhantes.

Para saber se estamos preparados podemos nos fazer as seguintes perguntas:

1. Eu entendo e creio nas palavras da instituição, sabendo que com o pão e o vinho recebo o corpo e sangue de Jesus?

2. Eu reconheço que sou pecador e estou arrependido destes pecados?

3. Eu sei o que Jesus fez por mim e desejo o perdão do Senhor, como ele prometeu?

4. Eu estou disposto a melhorar minha vida e apresentar os frutos do arrependimento diante do Senhor? Como lembra Mateus 3.8: “Façam coisas que mostrem que vocês se arrependeram dos seus pecados.”

Procurar estar preparado, não quer dizer que a Santa Ceia depende de nós. Seu poder e sua eficácia vêm do Senhor. Mas quem participa indigno bebe a ira de Deus sobre si. E isso, ninguém, em sã consciência, deveria querer.

A Santa Ceia é Jesus vindo a nós como alimento de Salvação. No que depender de nós, que sempre estejamos preparados para participar. Se briguei com alguém, que eu peça perdão e se outros me ofenderam, que eu perdoe. Se algo me impede de participar da Santa Ceia, Jesus ajuda a remover os obstáculos, para novamente poder receber este maravilhoso dom da salvação.

Jesus é a nossa comida e bebida para a vida eterna. Todos os que comerem do seu corpo e beberem do seu sangue tem a vida eterna. Palavra do Senhor. Amém.

E a paz de Deus, que ninguém consegue entender, guardará o coração e a mente de vocês, pois vocês estão unidos com Cristo Jesus. Amém. (Fp 4.7)

Pastor Jarbas Hoffimann – Nova Venécia-ES

Glórias Somente a Deus

terça-feira, 14 de agosto de 2012

Qual vontade fazer?

Que a graça do Senhor Jesus Cristo, o amor de Deus e a presença do Espírito Santo estejam com todos vocês!
(2Co 13.13).

João 6.35-51

Qual vontade fazer?

A minha?

Ou a do Pai?

Queridos irmãos em Cristo Jesus Cristo.

Disse Jesus: “Eu desci do céu para fazer a vontade daquele que me enviou e não para fazer a minha própria vontade.” (Jo 6.38).

Hoje é dia dos pais. Comemoramos a vida daqueles que Deus nos deu para cuidar de nós quando nós não podíamos nos cuidar sozinhos.

Que tipo de pai você tem? Que tipo de pai você é? Que tipo de pai você gostaria de ser?

Você tem coragem para ser pai?

Pode parecer estranha esta última pergunta, mas se pensarmos bem, vamos concluir que é preciso ter muita coragem para ser pai. Não um pai qualquer, mas um pai de verdade. Aquele que está presente na vida de seus filhos.

É muito fácil sair fazendo filhos por aí e deixar pro mundo cuidar. Mas esse não é o pai que Deus Pai, espera que sejamos.

O nosso Pai do céu fala assim dos filhos: “Os filhos são um presente do Senhor; eles são uma verdadeira bênção. Os filhos que o homem tem na sua mocidade são como flechas nas mãos de um soldado. Feliz o homem que tem muitas dessas flechas! Ele não será derrotado quando enfrentar os seus inimigos no tribunal.” (Sl 127.3-5).

O pai que ama seus filhos e por eles é amado vive na maior bênção que pode ser desejada dentro de uma família. Nesta família haverá harmonia.

Não quer dizer que será uma família sem problemas. Também não será uma família livre de desentendimentos e discussões. Isto acontecerá nas famílias... Em todas elas...

Mas onde pais e filhos se amam, o amor supera o desentendimento e a harmonia reinará. Porque os pais sabem a importância dos filhos e os filhos sabem a importância de seus pais.

Repetindo a pergunta: Você tem coragem para ser pai?

Como tudo mais na vida do cristão, também é de Deus que vem esta coragem. É Deus quem supre as faltas dos pais.

Que pai nunca desejou dar um presente a seus filhos, mas não pôde? Que pai já não desejou passar mais tempo com os filhos pequenos, mas precisava trabalhar?

Assim somos nós, pais humanos...

E como é o nosso Pai celeste?

Talvez esta resposta seja muito mais fácil para nós filhos de Deus. Sabemos que nosso Pai é amoroso. Sabemos que ele quer nos salvar. Sabemos que ele se preocupa tanto conosco que deu seu Filho, Jesus Cristo, para nos tornar seus filhos também. Sabemos que ele nos procura para nos dar a salvação. Sabemos isso e muito mais, sobre a forma como Deus nos trata e nos procura incessantemente.

Nós somos filhos.

E os bons filhos sempre querem agradar seus pais. É verdade que às vezes desagradam, mas pedem desculpas e, com o coração arrependido, buscam fazer a vontade de seu pai, a quem amam.

E quanto ao nosso Pai celeste? Nós queremos fazer a vontade dele?

Humanamente falando, não! Pois o pecado nos afasta da vontade do Pai celeste. Nós buscamos fazer as nossas vontades e ignoramos a vontade do Pai.

E, infelizmente, a nossa vontade, muitas vezes vai nos levar a caminhos ruins, enquanto a vontade de Deus, sempre nos levará ao bom caminho que é Jesus Cristo. Que nos lembra a vontade do Pai: “que nenhum daqueles que o Pai me deu se perca, mas que eu ressuscite todos no último dia.” (Jo 6.39).

Então estamos divididos em duas vontades: a nossa e a do Pai. E qual vontade fazer? A minha? Ou a do Pai?

Jesus responde em nosso texto: “Eu desci do céu para fazer a vontade daquele que me enviou e não para fazer a minha própria vontade.” (Jo 6.38).

E a vontade de Deus, diz Jesus: é que todos sejam salvos. Você, eu e todos que ainda não conhecem o Salvador Jesus.

Para cumprir esta vontade, o Pai nos dá a fé em Jesus Cristo. E alimenta a fé, por meio de sua Palavra e dos santos Sacramentos.

Sempre que vimos à igreja, estamos cumprindo à vontade do Pai. Sempre que ouvimos e falamos do Evangelho, estamos fazendo a vontade do Pai. Sempre que participamos da Santa Ceia e fugimos do pecado, fazemos a vontade daquele que enviou Jesus Cristo.

Mas nem sempre será fácil fazer esta vontade. Muitas vezes o inimigo nos convencerá de que a nossa vontade é melhor para nós. Afinal de contas a vida é MINHA VONTADE.

Com esta frase muitos se esquecem de que suas vidas já não são mais suas, aliás, nunca foram. Pois quem nos dá a vida é o Pai que criou todas as coisas. Quem nos mantém é o mesmo Senhor e doador da vida. E com o apóstolo Paulo dizemos: “Assim já não sou eu quem vive, mas Cristo é quem vive em mim. E esta vida que vivo agora, eu a vivo pela fé no Filho de Deus, que me amou e se deu a si mesmo por mim.” (Gl 2.20).

Quando as pessoas, no Evangelho de hoje, se deram conta de que não receberiam mais pão para comer, começaram a resmungar contra Jesus. Procuravam nas palavras dele algo para dizer que Jesus estava mentindo: “Este não é Jesus, filho de José? Por acaso nós não conhecemos o pai e a mãe dele? Como é que agora ele diz que desceu do céu?” (Jo 6.42).

É interessante notar que enquanto eles tinham a expectativa de ganhar mais pão, continuaram a ouvir Jesus, mas quando perceberam que Jesus não estava falando mais do pão físico e sim do pão espiritual, começam a procurar algo para contestar suas palavras. Eles queriam o pão, mas não queriam fazer a vontade do pai. Queriam fazer as suas vontades. Alimentar-se e fartar-se de graça. Mas não queriam saber da Graça do Salvador Jesus Cristo.

Ignorantes...

Perderam a maior oportunidade de suas vidas, por causa de alguns pães. Mesmo Jesus tendo alertado: “Os antepassados de vocês comeram o maná no deserto e morreram. Aqui está o pão que desce do céu; e quem comer desse pão nunca morrerá.” (Jo 6.49-50).

Você quer deste pão? Quem não quer? Quem não quer ter a vida eterna?

Jesus nos chama à vida eterna e nos chama a fazer a vontade do Pai. Porque importa fazer a vontade de Deus. E a vontade de Deus é que todos sejam salvos. Você, eu e todas as pessoas do mundo. Quem quer ser portador desta mensagem?

Eu quero.

Eu quero falar ao mundo que Jesus é o Salvador e que todos que nele creem têm a vida eterna.

Quero ser um pai que leva seus filhos a Jesus.

Quero um dia, junto com minhas filhas e esposa, entrar na vida eterna.

Porque a vontade do pai é que todos sejam salvos.

Então, qual vontade fazer? A minha ou a do Pai celeste?

Não há espaço para a dúvida.

Quero, por obra do Espírito Santo, ser nova criatura e testemunha do amor de Deus, para que assim, eu, você e todos quantos crerem sejamos salvos pelo Senhor Jesus. Pois todo aquele que crê em Jesus tem a vida eterna. E será um pai e um filho melhor neste mundo. Amém.

E a paz de Deus, que ninguém consegue entender, guardará o coração e a mente de vocês, pois vocês estão unidos com Cristo Jesus. Amém. (Fp 4.7)

Leitura Bíblica para a Quaresma 2026

Você sabe o que é a Quaresma? Muita gente acha que é o tempo de sofrimento e privação (jejum etc...) que começa depois do carnaval. Infelizm...