terça-feira, 31 de maio de 2011

Crise gananciosa

A crise nos EUA é compreendida quando percebemos a ganância que existe nos nossos corações. A ganância está lá, no íntimo de todos! Uma cobiça que facilmente torna-se um deus!
(Colossenses 3.5: “Portanto, matem os desejos deste mundo que agem em vocês, isto é, a imoralidade sexual, a indecência, as paixões más, os maus desejos e a cobiça, porque a cobiça é um tipo de idolatria.”)
Um desejo que, quando alimentado, torna-se a razão de ser, a razão de existir. Quando este monstro é alimentado, não há mais nada que traga contentamento. De forma que alguns, mesmo mergulhados no dinheiro, se consideram coitados e injustiçados, se consideram pobres e não param de chorar.
Basta olhar ao redor para notar que muitas vezes aqueles que mais dinheiro têm, são aqueles que mais choram! Reclamam de barriga cheia! Estas reclamações causam náuseas nos justos e provocam a mais intensa ira de Deus. Por vezes, na sua divina sabedoria, o Senhor permite que estes “berrões” cresçam e cresçam sem parar! Por vezes, na sua divina sabedoria, Deus permite que impérios cresçam e cresçam sem parar, como já aconteceu com o Egito Antigo, com a Assíria, com a Pérsia, com a Babilônia e mesmo com o Império Romano. Assim Deus também permite que aconteça com algumas pessoas. Ali, neste crescimento, está a maior tentação. Pois, quanto maior, maior o tombo!
Chega um momento que tais impérios e pessoas se consideram acima de Deus, acima dos outros! Chega um momento em que eles, tontos pela ganância, bêbados de si mesmos, cegos pelo orgulho, tropeçam e caem!
Por isso o Senhor Jesus diz que é extremamente difícil um rico entrar no reino do Céu. Diz-nos que é mais fácil um camelo passar pelo fundo de uma agulha do que um rico entrar no reino do Céu! (Mateus 19.24). Jesus nos aconselha a não acumularmos tesouros sobre a face da terra, pois aqui a ferrugem e a traça tomam conta, aqui os mercados são instáveis, a bolsa de valores é relativa e inconstante. Jesus aconselha-nos a juntarmos tesouros nos céus, onde a traça, nem ferrugem, nem ladrões, nem as bolsas de valores, nem o mercado globalizado, nada, nada pode afetar! (Mateus 6.19-20) Ele pede que invistamos no seu amor! Nem os sofrimentos, nem as dificuldades, nem a perseguição, nem a pobreza e a fome, nenhuma crise financeira, enfim, nada pode nos separar do amor de Deus! (Romanos 8.31-39)
Portanto, se os investidores estão temerosos com a situação dos EUA, se as bolsas de valores estão caindo, saibamos que nós podemos investir e entregar tudo nas mãos de Deus. Podemos depositar e entregar a nossa vida ao Senhor (Salmo 37.5), confiando que ele cuidará de nós, pois o seu amor, e o valor que nos atribui em Cristo, jamais muda. O valor do sangue de Cristo, derramado na Cruz, não muda, nem mesmo nos momentos de crise. Por isso nele podemos confiar!

Pastor Ismar Pinz
Congregação Cristo Redentor - Pelotas-RS
artigo para: Jornal: Diário Popular, Diário da Manhã e Folha de Candelária

segunda-feira, 30 de maio de 2011

A contracultura do palavrão

Dercy Gonçalves era conhecida pelos palavrões. Nas entrevistas que dava na televisão, a gente só ouvia os “biiiiiii” da censura editorial. “O palavrão é o meu ganha pão”, respondeu a um repórter. Referindo-se ao seu palavreado obsceno, um crítico a defende: “Falar mal dela por causa dos palavrões é ridículo, pois o palavrão para ela era uma coisa pura, não tinha nada de negativo”. Não quero falar mal dela, mas permitam-me discordar desta idéia de “coisa pura” e de toda a reverência da mídia brasileira para a irreverência da Dercy. Creio que o exemplo dela fica por conta da sua coragem, ousadia e perseverança – disposição que falta em muita gente que desiste no meio do caminho. Mas não acredito que o riso e a diversão necessitem da obscenidade, e por isto não reconheço neste modo uma lição de vida.
A notoriedade desta divertida e desbocada mulher centenária tem explicação. A própria Dercy revelou: estratégia de público. E qual a explicação para o gosto popular por este tipo de diversão? Li na “Superinteressante” que existe uma resposta científica para o palavrão. Segundo a última edição de fevereiro, pesquisas recentes mostram que as palavras sujas nascem em um mundo à parte dentro do cérebro. Enquanto a linguagem comum e o pensamento consciente ficam a cargo da parte mais sofisticada da massa cinzenta, os palavrões moram nos porões da cabeça. É o fundo do cérebro, a parte que controla nossas emoções.
Isto tem sentido, afinal, quem já não soltou o verbo em momentos quando as emoções negativas escaparam do controle? Dizem que isto ajuda como terapia. Como, por exemplo, ir ao estádio de futebol, xingar a mãe do juiz e meio mundo e depois voltar tranqüilinho para casa. Mas será que esta é a melhor forma de colocar os bichos para fora? Creio que não! Na biografia Dercy de Cabo a Rabo, a própria autora comenta que entre quatro paredes a comediante era uma pessoa muito triste e solitária. Na verdade, a gente fala do que está cheio o coração. Assisti uma entrevista onde o repórter, diante do túmulo dela em forma de pirâmide, indagava sobre as esperanças após a morte. Ela respondeu que “céu e inferno” era aqui mesmo, e depois a gente se transformava numa energia cósmica. Deve ser a pior coisa do mundo, partir sem ter a certeza de continuar existindo. A vida aqui se torna o pior palavrão.
Nestes tempos quando tudo é motivo para piada e deboche, a Bíblia fala de algo bem sério:
Vejam como uma grande floresta pode ser incendiada por uma pequena chama. A língua é um fogo. Ela é um mundo de maldade, ocupa o seu lugar no nosso corpo e espalha o mal em todo o nosso ser. (Tiago 3.5-6).

Por isto ela recomenda:
Usem apenas palavras boas, que ajudam os outros a crescer na fé e a conseguir o que necessitam, para que as coisas que vocês dizem façam bem aos que ouvem (...) Nada de gritarias, insultos e maldades (...) Não usem palavras indecentes, nem digam coisas tolas ou sujas, pois isso não convém a vocês. (Efésios 4.29-30; 5.4). Que as suas palavras sejam sempre agradáveis e de bom gosto. (Colossenses 4.6).

Mas pelo jeito como as coisas andam, contracultura hoje é a linguagem descente.

Marcos Schmidt
pastor da Igreja Evangélica Luterana do Brasil
Comunidade São Paulo - Novo Hamburgo, RS
24 de julho de 2008

domingo, 29 de maio de 2011

Como vive um cristão?

Jo 14.15-21
6º Domingo de Páscoa

Que a graça do Senhor Jesus Cristo, o amor de Deus e a presença do Espírito Santo estejam com todos vocês! (2Co 13.13).

Sl 66.8-20 / At 17.16-31 / 1Pe 3.13-22 / Jo 14.15-21

Como vive um cristão?

A Paz do Senhor esteja com vocês. Amém.

Queridos irmãos em Cristo. Como vive um Cristão?

Não adianta olhar pro lado. Você é cristão. Então você deveria saber responder esta pergunta: “Como vive um Cristão?”

Vejamos a diferença entre cristão e não-cristão:

Um ser humano que não crê em Cristo nasce, cresce, quase sempre constitui família, morre e morre eternamente. Na vida o não-Cristão normalmente estuda e trabalha, até morrer...

Com o cristão acontece mais ou menos a mesma coisa. O cristão nasce, renasce, cresce, quase sempre constitui família, morre e vive eternamente. Na vida neste mundo o cristão normalmente estuda, trabalha, testemunha e depois vai pra vida eterna.

O cristão e o não-cristão nascem, crescem, quase sempre constituem família e morrem. A diferença é que o cristão nasce de sua mãe e depois renasce por meio da fé em Jesus e viverá eternamente com Cristo. E outra diferença é que aqui no mundo, além viver como qualquer pessoa, o cristão também testemunha sua fé.

Já o não-cristão só nasceu para este mundo e, sendo assim, morrerá eternamente.

Nós não somos como as pessoas do mundo. Nós somos renascidos pela fé em Jesus Cristo. Fomos batizados em nome de Deus. Nós somos templos do Espírito Santo. “O mundo não pode receber esse Espírito porque não o pode ver, nem conhecer. Mas vocês o conhecem porque ele está com vocês e viverá em vocês.” (Jo 14.17).

O Espírito Santo vive em nós. Ou “Será que vocês não sabem que o corpo de vocês é o templo do Espírito Santo, que vive em vocês e lhes foi dado por Deus?...” (1Co 6.19)

Nós dizemos que somos cristãos. Mas será que nossa vida confirma isto? Vivemos como cristãos?

Aliás, como vive um cristão?

A primeira resposta é: “Obedecendo à Lei de Deus”.

Na sua vida diária, o cristão vai procurar cumprir tudo aquilo que Deus ordena. Jesus diz: “Se vocês me amam, obedeçam os meus mandamentos.” (Jo 14.15). E ainda: “ A pessoa que aceita e obedece aos meus mandamentos prova que me ama.” (Jo 14.21).

O cristão vive na Lei de Deus que foi resumida por Jesus em Mt 22: “Ame o Senhor, seu Deus, com todo o coração, com toda a alma e com toda a mente.” (37) e “...Ame os outros como você ama a você mesmo.” (39).

Você vive como Cristão? Você obedece a Lei de Deus? Você ama o seu próximo e o seu Deus? Você se preocupa com sua vida cristã? Você dá o devido valor à Palavra de Deus e à Igreja dele? Você procura ajudar para que a Palavra de Deus seja anunciada? Você pelo menos tenta cumprir a Lei de Deus ou já desistiu de tentar?

Se você desistiu de tentar cumprir os mandamentos, você já desistiu de ser cristão, pois o cristão procura obedecer à Lei de Deus.

É verdade que o cristão falha. Mas ele pelo menos tenta. E, mesmo não conseguindo obedecer à Lei, arrependido encontrará perdão e misericórdia em Cristo.

O Espírito Santo que vive no cristão é o apoio para viver em Cristo. A Santa Ceia fortalece a vida cristã. A Palavra de Deus orienta no rumo certo. O Espírito Santo age em nós por estes meios.

Além de obedecer à Lei de Deus, o que mais faz parte da vida cristã? Como vive um cristão?

Obedecendo à Lei de Deus.

Também vive em paz com Deus e com os outros.

Viver em paz com Deus é cumprir os seus mandamentos o melhor possível. Não pra ganhar a Salvação, mas porque já fomos salvos por Jesus crucificado e ressurreto.

Viver em paz com Deus é poder confiar que aconteça o que acontecer, a nossa vida está sob o controle do Pai e ele não nos deixará desamparados nunca. Viver em paz com Deus é amar a Deus sobre tudo e sobre todos.

Viver em paz com Deus nos leva à paz com o próximo. Ajudando aos necessitados. Chorando com os que choram, perdoando e pedindo perdão.

Para viver em paz é necessário resolver os problemas. Uma atitude não-cristã é sair da igreja porque eu não me dou bem com essa ou com aquela pessoa. A atitude cristã é procurar se dar bem com todos, apesar das falhas que cada um tem.

Para estar em paz com Deus e com nosso próximo, nós precisamos passar por cima do nosso orgulho. É preciso reconhecer que tudo o que somos e temos vem de Deus e saber também que Deus quer que nós vivamos como cristãos: em paz com o nosso próximo. Não dá para ter paz com Deus sem estar em paz com as pessoas. 23Portanto, se você estiver oferecendo no altar a sua oferta a Deus e lembrar que o seu irmão tem alguma queixa contra você, 24deixe a sua oferta ali, na frente do altar, e vá logo fazer as pazes com o seu irmão. Depois volte e ofereça a sua oferta a Deus.” (Mt 5.23-24).

O Cristão vive em paz com Deus e com o seu próximo. Pois sem Deus é impossível ter paz verdadeira e sem estar em paz com o próximo é impossível ter paz com Deus.

Nós sozinhos não conseguimos ter paz nem conosco mesmos. Mas Jesus vem ao nosso encontro e oferece a sua paz: “—Deixo com vocês a paz. É a minha paz que eu lhes dou; não lhes dou a paz como o mundo dá. Não fiquem aflitos, nem tenham medo.” (Jo 14.27). O Espírito Santo de Deus está conosco, nos levando a cumprir os mandamentos e assim ter paz com Deus e com o próximo.

Se alguém perguntar a vocês: Como vive o Cristão?

Vocês podem responder: Obedecendo os mandamentos e em Paz com Deus e com todas as pessoas. E vocês ainda podem dizer: O cristão vive na certeza da vida eterna.

Porque se procuramos cumprir os mandamentos, nós temos paz com Deus e com os outros. Estando em paz com Deus nós podemos ter certeza que ele nos dará a herança reservada para seus filhos: a vida eterna.

O cristão nasce, renasce, cresce, quase sempre constitui família e morre. Mas a morte é só um caminho para a vida eterna. Nós vivemos esperando vida eterna, mas enquanto esperamos podemos estudar, trabalhar e testemunhar.

Jesus diz: “Eu estou à porta e bato. Se alguém ouvir a minha voz e abrir a porta, eu entrarei na sua casa, e nós jantaremos juntos.” (Ap 3.20). E João diz também: “Por isso guardem no coração a mensagem que ouviram desde o começo. Se aquilo que ouviram desde o começo ficar no coração de vocês, então viverão sempre unidos com o Filho e com o Pai.” (1Jo 2.24).

É certo que todo cristão é um ser humano e pecador. Por mais que tente não consegue viver perfeitamente como Deus quer. O cristão sozinho não consegue cumprir a Lei de Deus, nem ter paz com Deus e com as outras pessoas. E por isso, o cristão sozinho nunca pode estar certo de sua vida eterna. A pessoa, sem Cristo, está a caminho do inferno, porque toda nossa vida, sem Cristo, desagrada a Deus.

Mas em Jesus Cristo somos mais que vencedores. Em Jesus Cristo conseguimos viver como verdadeiros cristãos. Por causa de Cristo e por meio dele, Deus nos considera justos e cumpridores da Lei. Então temos paz com Deus e com os outros. E temos a certeza da vida eterna.

Portanto, se alguém perguntar a vocês:

Como vive um Cristão?

Respondam: o cristão vive assim como eu vivo:

1. Obedecendo aos mandamentos;

2. Em Paz com Deus e com o próximo;

3. Certo da sua vida eterna.

Porque “...a verdade é que Cristo foi ressuscitado, e isso é a garantia de que os que estão mortos também serão ressuscitados.” (1Co 15.20). E nós que somos e vivemos como cristãos seremos levados para junto de Deus onde viveremos eternamente. Pois nascemos, renascemos e nunca morreremos eternamente, porque Jesus ressuscitou e nos ressuscitará também. Amém.

Cristo vive, nós também viveremos. Aleluia. Amém.

E a paz de Deus, que ninguém consegue entender, guardará o coração e a mente de vocês, pois vocês estão unidos com Cristo Jesus. Amém. (Fp 4.7)

Pastor Jarbas Hoffimann – Nova Venécia-ES

Soli Deo Gloria

Desculpas para não ir à Igreja - 005

Muita coisa pra terminar em casa para ir à igreja.

muito trabalho Veja nos menus acima, onde encontrar uma igreja luterana no Brasil.
E ao lado, confira o horário do próximo culto na Castelo Forte de Nova Venécia-ES.

sábado, 28 de maio de 2011

Prepare-se: o Carnaval está chegando

carnaval No último domingo, zapeei algum tempo com o controle remoto da TV. É impossível não saber: o carnaval está “chegando” novamente ao Brasil. A tragédia do Haiti ainda ocupa os holofotes, mas de maneira crescente os meios de comunicação voltam suas pautas para considerada “maior festa popular do Planeta”. Cada vez mais, tamborins, cuícas, fantasias, passistas, blocos aos poucos anunciam a sua chegada, convocando o povo para dias de “muita festa”.
Mas que festa? O Dicionário Etimológico Nova Fronteira explica que o carnaval é o "período anual das festas profanas, os três dias imediatamente anteriores à quarta-feira de cinzas, dedicados a folias, folguedos... do italiano carnevale". Ou, literalmente, festa da carne, carnal; relativa aos “prazeres” conectados com o lado físico do ser humano.
Boa parte das denominações religiosas cristãs tem procurado ficar a uma boa distância do carnaval. Não que exista algo errado no fato do cristão festejar, pular, cantar, alegrar-se. Também não existe problema no carnaval como uma manifestação cultural de grande mobilização e intenso apelo estético. O problema está no que o carnaval simboliza, provoca e, em muitos casos, pressupõe em diversos círculos sociais: o culto à “carne” (em detrimento de “espírito”), libertinagem, drogas, bebedeiras, sexo desvairado, desprotegido e, na maioria das vezes, descompromissado. Quem "pula" carnaval expõe-se ao risco de ser afetado negativamente por um ou mais destes excessos. carnaval
Diversas denominações religiosas têm olhado o feriadão de carnaval como uma época propícia para fazer uma espécie de contraponto à “festa da carne”: a “festa do espírito”. Grupos maiores ou menores se reúnem para celebrar a “festa” da fé. Uma “festa” que procura a edificação e a responsabilidade, e não a exposição ao dano físico e emocional e o descompromisso com valores necessários para bem-estar individual e social. 
O cristão procura ter como norma para a sua vida individual e social o que a Palavra de Deus recomenda: “posso fazer todas as coisas, mas nem todas me convêm” (1º Coríntios 6.12). Dentro da sua liberdade cristã, ele questiona: Deus está presente? Isso vai trazer algum dano físico (e espiritual) para mim e para outras pessoas? Existe maneira de aproveitar melhor minhas capacidades, meu dinheiro e meu tempo?
Diz-se que, no Brasil, o ano somente começa depois do carnaval. Isso é grave. O início das folias tantas semanas antes permite uma reflexão oportuna sobre os nossos valores e o que queremos para a nossa própria vida e para o nosso país.
Dieter Joel Jagnow
Teólogo e Jornalista
Visite o blogue de homilética & pregação

Pronunciamento do Senador Magno Malta

Tendo em vista a postagem que fala da posição da IELB sobre a união homossexual, publicada dias atrás (veja aqui) e a repercussão do assunto na mídia, vale a pena assistir o que diz um senador Magno Malta, PR/ES,  sobre o "kit homossexual". A discussão é vasta, união homossexual, "lei da homofobia" e kit homossexual a ser distribuído nas escolas. Assistam e reflitam de que maneira nós cristãos podemos nos pronunciar a respeito e que posição tomar quando querem aprovar leis no Brasil que vão contra a Palavra de Deus. É interessante assistir até o final.

sexta-feira, 27 de maio de 2011

O Haiti no meu caminho


O que choca nesta tragédia do Haiti é a dimensão. Dezenas de milhares de mortos, cidades inteiras arrasadas, um mundo de gente em condições miseráveis e caóticas, enfim, uma catástrofe de proporções inimagináveis que causa perplexidade. Também o efeito mundial – são 23 países junto com o Brasil que contabilizam mortos e desaparecidos. Este é o ingrediente que chama a atenção: é uma tragédia titânica e global. Parecida com o atentado contra as Torres Gêmeas que matou gente de 60 países. Só que ali foi no coração da riqueza, enquanto que nessa ilha caribenha, no coração da pobreza.
Mas o Haiti logo estará esquecido. Afinal, a vida continua. E a morte também. Cada qual preocupado com o seu terremoto, com a sua sobrevivência. É claro, com exceções. Existem Zildas Arns, soldados da ONU, voluntários. Pois neste mundo há duas realidades conflagradas, algo parecido com o que acontece ali mesmo no Haiti. Cerca de cem quilômetros da zona devastada, na costa norte haitiana, luxuosos transatlânticos atracam em praias paradisíacas, com turistas comendo do bom e do melhor, enquanto sobreviventes brigam por água e comida em meio aos escombros. Mas, pensando bem, qual a diferença de cem ou dez mil quilômetros? A maioria de nós não está de férias, na beira de uma praia, comendo e bebendo? Ou protegido numa “barca de Noé” longe de qualquer tragédia, enquanto muita gente padece bem ao lado? Na verdade, o Haiti está em todo lugar e bem próximo de cada um, neste mundo que treme e sofre. O que se pode fazer?
Jesus disse o que pode ser feito na parábola do bom samaritano (Lucas 10.25-37). Diz a história que enquanto o sacerdote e o levita – pessoas de religião, mas sem a prática do amor – evitaram um moribundo que tinha sido assaltado, o samaritano acudiu-o gastando tempo e dinheiro. “Pois vá e faça a mesma coisa”, respondeu Jesus a um fariseu que precisava ouvir esta história. Pois no caminho de cada um cruzam pessoas soterradas e que necessitam urgentemente de resgate. Não podemos reconstruir a vida delas nem salvar o mundo. Mas podemos retirar algumas pedras e oferecer o mínimo de ajuda.
E se nestas horas ainda surge arrogância de que é castigo, ou blasfêmias contra a justiça divina, cabe ouvir o que escreve o mesmo evangelista. Pessoas chegaram a Jesus com “santa” satisfação comentando uma tragédia. O Salvador foi enérgico: “ – Vocês pensam que, se aqueles galileus foram mortos desse jeito, isso quer dizer que eles pecaram mais do que os outros galileus? De modo nenhum! Eu afirmo a vocês que, se não se arrependerem dos seus pecados, todos vocês vão morrer como eles morreram” (Lucas 13.2-3). Sem comentários!
Catástrofes irão acontecer enquanto o mundo será mundo. E ninguém está livre. Se não estivermos sob os escombros, que tenhamos o sentimento de compaixão e de responsabilidade. E a decisão de socorrer.     




pastor luterano 
Comunidade São Paulo, Novo Hamburgo, RS
21 de janeiro de 2010

quinta-feira, 26 de maio de 2011

Programa CPT - Cristo Para Todos

Em vez de ficar simplesmente republicando os links do programa CTP, publico aqui o link do blog do programa. Assim, cada um, a sua maneira poderá ver e ouvir.
Dá também para se cadastrar e receber as atualizações por e-mail, twitter e seguir o blog.
Fique à vontade para ver e divulgar.
Programa CPT - Cristo Para Todos

Sopa indigesta

Assisti o documentário do Fantástico deste domingo sobre a sopa de plástico que toma conta dos oceanos. É de cortar o coração. Milhões e milhões de toneladas deste lixo tóxico, jogado de forma inconsequente na natureza, e que tem seu destino no mar. Um lixo que leva centenas de anos para se decompor, que vai se desmanchando em pedacinhos e vira uma sopa. E os animais marinhos, que confundem com alimento, depois ingerem e morrem. Quem viu a reportagem deve ter se horrorizado comigo. Porque é muita, muita sujeira letal descartada no coração da natureza marinha, vida que depende todo o sistema biológico do planeta.
Estou de férias na beira da praia, e além do ensurdecedor barulho eletrônico provocado por exibicionistas em seus carros com som, que faz tremer os tímpanos e a paciência, fico abismado com a quantidade de plástico no caminho até o mar: fraldas, canudinhos, sacolas, embalagens de picolé, garrafas, copos... É um absurdo o desrespeito de gente relaxada. Não consigo ficar indiferente a este jeito irresponsável. Deveria existir multa pesada para isto. Afinal, todas estas tragédias naturais que estamos vivendo nos últimos dias, em parte são a resposta deste comportamento criminoso.
O problema é que não sabemos viver em sociedade. Procedemos como se estivéssemos sozinhos no mundo. Qualquer ação pessoal, boa ou ruim, tem efeito no coletivo, seja na vida das pessoas ou no restante da natureza. E já que não somos apenas matéria, isto também vale na vida espiritual. O que está bem explicado num texto bíblico. Ao tratar da interação funcional dos diversos dons na igreja, o apóstolo Paulo busca como exemplo o corpo humano: “Se uma parte do corpo sofre, todas as outras sofrem com ela. Se uma é elogiada, todas as outras se alegram com ela. Pois bem, vocês são o corpo de Cristo, e cada um é parte desse corpo” (1 Coríntios 12.26-27). Depois desta analogia, o escritor bíblico mostra como é possível tal convivência dos cristãos, que são pecadores apesar de carregarem uma nova e boa vontade: “Portanto, esforcem-se para ter amor” (1 Coríntios 14.1). Antes disto,  no capítulo treze, o autor já tinha orientado o jeito prático desta novidade de vida, sobretudo ao dizer que “quem ama não é grosseiro nem egoísta”.
Lamentavelmente, esta sopa indigesta de plástico que aniquila a vida nos mares, junto com tantas outras misturas irresponsáveis da ação humana, só vai acabar quando o ser humano não tiver mais nada para jogar no lixo. Pois assim será obrigado a olhar para cima e perceber a besteira que fez. Enquanto isto permanece a promessa bíblica: “Um dia o próprio Universo ficará livre do poder destruidor que o mantém escravo e tomará parte da gloriosa liberdade dos filhos de Deus” (Romanos 8.21).
pastor luterano
Comunidade São Paulo, Novo Hamburgo-RS
14 de janeiro de 2010

quarta-feira, 25 de maio de 2011

O bolo natalino no forno do efeito estufa

aquecimento_global“O relógio está zerado. Chegou a hora. Temos que transformar propostas em ações", afirmou o chefe da ONU para o clima, no discurso de abertura na 15ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas. Disse também que o "bolo de Natal" que espera de presente está dividido em três partes: diminuição das emissões de gases; ajuda financeira aos países pobres para adaptar a economia às novas tecnologias limpas e renováveis; e cooperação entre todos os países para combater o aquecimento global.
Não posso prever o final deste encontro, mas uma coisa afirmo com absoluta certeza: ele terminará sem as ações necessárias para resolver os graves problemas do planeta. A conclusão é lógica porque ninguém vai querer dividir o bolo de Natal. Só um exemplo: de acordo com um jornal inglês, os mais de 30 mil participantes vão produzir durante os 11 dias, cerca de 41 mil toneladas desta fumaça que provoca o efeito estufa. Estima-se que 140 jatos particulares pousarão no aeroporto da cidade e 1200 limusines vão transportar os participantes durante o período – gerando uma poluição de uma cidade de 140 mil habitantes. Se o “relógio está zerado”, se a hora é agora, o exemplo não deveria vir de cima? Mas numa economia mundial viciada na fumaça do petróleo e das chaminés industriais, o tratamento é doloroso e extremamente difícil. É que o remédio exige sacrifício próprio. E muito, muito dinheiro. E como diz a Bíblia, o amor ao dinheiro é a fonte de todos os tipos de males. É o nocivo combustível que fumega no coração e solta fumaça mortal. Parece que estamos numa chaminé cheia de fuligem e sem saída.
Mas, saída existe. Está descrita nas páginas da Bíblia:
“Um dia o próprio Universo ficará livre do poder destruidor que o mantém escravo e tomará parte na gloriosa liberdade dos filhos de Deus. Pois sabemos que até agora o Universo todo geme e sofre” (Romanos 8.21,22).
aquecimento-globalPortanto, uma solução total e definitiva por meio da interferência direta do Senhor que veio, que vem e que virá. Não de mãos tecnológicas da ciência humana, mas do poder divino e criador, que resgatou o mundo das consequências do pecado e prometeu um novo céu e uma nova terra (Apocalipse 21.1).
No entanto, a esperança cristã, focada outra vez na Festa do Natal, não autoriza a omissão e o descaso com a preservação do meio ambiente. Muito pelo contrário. Aqueles que creem na profecia do filho da mulher que esmagou a cabeça da serpente (Gênesis 3.15) – presenteada no Deus enrolado em panos, deitado em manjedoura – têm agora o compromisso de preservar os campos de Belém. Afinal, não foi revogado o primeiro mandamento das leis ambientais que ordena: cuidarás da terra e nela farás plantações (Gênesis 2.15). Por isto, ó Deus-Homem, ilumina os senhores do mundo e dá-nos o amor do teu sacrifício para dividir o bolo de Natal. Amém.
Marcos Schmidt
pastor luterano
Igreja Evangélica Luterana do Brasil
Comunidade São Paulo
Novo Hamburgo-RS
10 de dezembro de 2009

Creio na Ressurreição da Carne - 003

II. A FONTE DA VERDADE

biblia_003 Posso ter certeza sobre a vida após a morte? Onde posso encontrar a verdade? Os espíritas afirmam: Não há livro sagrado. A vida é um mistério. Temos revelações parciais de espíritos, médiuns e profetas. A Bíblia só contém parte da verdade. Afirmam que João Batista foi a reencarnação de Elias, etc. Por não terem compromisso com a palavra de Deus, eles extraem da Bíblia as doutrinas que querem.
A segunda linha são os evangélicos que afirmam: A Bíblia contém a palavra de Deus. Com isto abrem a porta a inúmeras teorias. Interpretam a Bíblia com sua razão. Eles jogam afirmações de um apóstolo contra outro apóstolo, ou afirmações do Antigo contra o Novo Testamento.
Ao lado deles temos os católicos que aceitam a Bíblia, mas não como a única palavra de Deus. Eles colocam a autoridade do Papa e dos Concílios ao lado da Bíblia. Ensinam, como os mórmons, que na eternidade ainda há a possibilidade de alguém remir-se de seus pecados (Purgatório). Lutero constatou: “Está provado que papas e concílios erram.” Com os católicos estão os pentecostais que colocam ao lado da Bíblia revelações especiais (subjetivismo), que frequentemente desinterpretam e até contradizem as afirmações da Bíblia.
Qual a posição bíblica? A Bíblia é palavra por palavra a única, inspirada, infalível, inerrante, clara e pura palavra de Deus. A Bíblia se interpreta a si mesma. Ela é a única autoridade em matéria de fé e de vida. Quem não a aceitar como tal e não a respeitar, não pode ter certeza de nada. Ao mesmo tempo é preciso lembrar que, quem não tiver esta convicção, com esta pessoa não podemos discutir religião. Pois quando argumentamos com a palavra de Deus, a pessoa, não tendo compromisso com a palavra de Deus, não aceitará os argumentos da palavra de Deus e contra argumentará com a razão ou a opinião de pessoas, da maioria ou com outras revelações, etc. A uma pessoa que não aceita a autoridade da palavra inspirada da Bíblia, só podemos proclamar a palavra de Deus para testemunho, na esperança de que ela dê lugar à palavra e ao Espírito Santo, “se converta de seu mau caminho e viva” (At 21.17).
Uma vez clarificada a fonte em que baseamos a certeza da doutrina da ressurreição, podemos contemplar esta tão consoladora doutrina.
Continua…
Horst R. Kuchenbecker

terça-feira, 24 de maio de 2011

Revista Teologia e Prática - 4 - Ética

Revista Teologia ano 1 número 4 - Ética

O petróleo e a felicidade da Pátria

Achei curiosa e incoerente a afirmação do governo de nossa Pátria de que as descobertas de petróleo e da camada pré-sal acabariam com a miséria (fome) e os problemas na área de educação.
Não é preciso ter grande capacidade matemática para saber que os recursos já existentes em nosso país seriam suficientes para acabar com a fome. Basta saber somar e dividir para notar que o problema da educação não está na falta de dinheiro; o problema está na má distribuição de renda! Enquanto alguns acumulam milhões, outros contam os centavos para, com muito esforço, comprar o pãozinho de cada dia.
Oramos, conforme Jesus ensinou:
“o pão nosso de cada dia nos dá hoje”.
E o Senhor Deus assim nos concede. Nossa pátria é extremamente abençoada com o Pão. Há riquezas para todos! Porém o egoísmo rouba a alegria dos pobres! O egoísmo e a ganância tentam destruir a esperança do povo. Não é a toa que a Bíblia diz que o amor às riquezas é a raiz de todos o males (1º Timóteo 6.10). Por amor ao dinheiro muitos esquecem de orar o “pão nosso” e priorizam o “pão meu”.
Fiquei sabendo que foi feito uma pesquisa internacional para saber qual o povo mais confiante em felicidade futura. Pois não é que o Brasil ficou em primeiro lugar. Segundo a pesquisa somos o povo mais esperançoso do mundo.
Mas, será que este otimismo tem uma base sólida? Será que ele tem razão de ser? É conveniente e agradável que exista esperança de dias melhores. Porém esta esperança precisa estar bem fundamentada. A felicidade precisa ter fundamento sólido. A Bíblia diz que:
“Feliz é a nação que tem o Senhor como o seu Deus” (Salmo 33.12).
Feliz a nação que coloca Deus e a sua Palavra em primeiro lugar, pois a partir disso, a honra e a honestidade falarão mais alto! Somente neste instante a matemática passará a ser usada e praticada, somando e dividindo corretamente.
O pessoal de Brasília anda investigando os grampos ilegais! É preciso que todos lembremos que de certa forma, todas as nossas palavras e ações estão grampeadas. Deus acompanha, ouve e sabe tudo (Salmo 139)! Por isso, precisamos começar a conter a corrupção a partir das nossas vidas pessoais! Precisamos aprender a sermos patriotas fora das Olimpíadas e outras competições esportivas.
Com as eleições, temos mais uma chance de avaliar e fugir da corrupção, escolhendo gente que administre e calcule com amor, pois não há petróleo no mundo capaz de acabar com a miséria enquanto estivermos sufocados por camadas e camadas de egoísmo.
Somente o amor de Deus, revelado em Jesus - que venceu egoísmo entregando-se a si mesmo por nós, pode ser um combustível forte e caro, para influenciar e motivar os cidadãos de nossa Pátria, para que juntos lutem e trabalhem por nosso país, para que a esperança de dias melhores para nossos filhos e netos seja coerente e real.

Pastor Ismar Lambrecht Pinz
Congregação Luterana Cristo Redentor - Três Vendas - Pelotas-RS

segunda-feira, 23 de maio de 2011

Algemas douradas

O “prende e solta” do bilionário Daniel Dantas me fez lembrar a Epístola de Tiago (2.1-4):
“Nunca tratem as pessoas de modo diferente por causa da aparência delas. Por exemplo, entra na reunião de vocês um homem com anéis de ouro e bem vestido, e entra também outro, pobre e vestindo roupas velhas. Digamos que vocês tratam melhor o que está bem vestido e dizem: ‘Este é o melhor lugar; sente-se aqui’, mas dizem ao pobre: ‘Fique de pé’ ou ‘Sente-se aí no chão, perto dos meus pés’. Neste caso vocês estão fazendo diferença entre vocês mesmos e estão se baseando em maus motivos para julgar o valor dos outros”.
Se isto é comum dentro da própria igreja, não é nenhuma surpresa o que acontece nesta sociedade que julga pressionada pelos cifrões. Por exemplo, metade dos presos no Brasil espera decisão semelhante a esta que Dantas recebeu do presidente do Supremo Tribunal Federal. Por que um banqueiro em menos de cinco horas é libertado e um “ladrão de galinha” apodrece na cadeia por meses esperando julgamento? E o lamentável é que tal parcialidade em tratar com deferência ricos e pobres é uma peste que atinge todos, crentes e descrentes. Os vigaristas sabem disto. Apresentam-se bem trajados e enganam empresários inteligentes, mulheres carentes, aposentados desavisados. Histórias não faltam! Por que? Porque as aparências enganam.
Isto é coisa antiga. Já percebia o Sábio da Bíblia:
"Neste mundo eu também reparei o seguinte: no lugar onde deviam estar a justiça e o direito, o que a gente encontra é a maldade." (Eclesiastes 3.16)
Por isto o irônico conselho (que o delegado que prendeu Dantas não ouviu):
Não critique o homem rico nem mesmo dentro do seu próprio quarto, pois um passarinho poderia ir contar a eles o que você disse. (Eclesiastes 10.20)
E por isto também a hipócrita realidade:
Os ricos arranjam muitos amigos, mas o pobre não consegue nem conservar os poucos que tem (...) Se o pobre é desprezado até pelos seus próprios irmãos, não é de admirar que os seus amigos se afastem dele. (Provérbios 19.4, 7)
Evidentemente que ser rico não é nenhum pecado. O erro é a idolatria, a cobiça. É a origem iníqua da fortuna – algo corriqueiro em nosso país. É o tratamento desigual entre os que têm e os que não têm. Ou a insensibilidade dos ricos honestos para com o infortúnio dos miseráveis. O erro é a própria disparidade social da concentração de renda, ou seja, ricos aviltantemente ricos e pobres miseravelmente pobres. Por isto a condenação do profeta já naquela época:
Vocês maltratam as pessoas honestas, aceitam dinheiro para torcer a justiça e não respeitam os direitos dos pobres. Não admira que num tempo mau como este as pessoas que têm juízo fiquem de boca fechada (...) Façam com que os direitos de todos sejam respeitados nos tribunais. Talvez o Senhor, o Deus Todo-Poderoso tenha compaixão das pessoas do seu povo que escaparem da destruição (Amós 5.12-15).

O evangelista conta que o abonado e desonesto Zaqueu, depois de arrepender-se e crer no Filho de Deus, fez uma promessa:
Eu vou dar a metade dos meus bens aos pobres. E, se roubei alguém, vou devolver quatro vezes mais. (Lucas 19.8)

Imaginem se a metade dos milionários desonestos deste país seguisse o exemplo de Zaqueu! Estaria resolvida grande parte da corrupção e da pobreza nesta terra das algemas douradas.

Marcos Schmidt
pastor da Igreja Evangélica Luterana do Brasil
Comunidade São Paulo - Novo Hamburgo, RS
17 de julho de 2008

domingo, 22 de maio de 2011

Desculpas para não ir à Igreja - 004

Muito preocupado para ir à igreja.

homem preocupado Veja nos menus acima, onde encontrar uma igreja luterana no Brasil.
E ao lado, confira o horário do próximo culto na Castelo Forte de Nova Venécia-ES.

sábado, 21 de maio de 2011

Prende e solta

aulas-de-bandidagem A triste realidade no Brasil é que os bandidos não têm medo, enquanto os bons cidadãos têm. É a tal da impunidade. Por isto a repercussão do desabafo em público do oficial da Brigada (Polícia) Militar em Porto Alegre. “A sensação que fica é de descrédito nas instituições”, disse o tenente-coronel numa entrevista. “Quando tu prendes um delinquente de madrugada, e este delinquente é solto na tarde do mesmo dia, isso gera um descrédito nas instituições”. Eu mesmo presenciei um fato desses nas férias agora em janeiro. A Brigada prendeu adolescentes que arrombaram um comércio em frente à casa de minha mãe, mas soltou os bandidos logo depois. Um deles antes respondeu: “Eu vou roubar de novo”.
Está lá nas Escrituras: “Somente os que fazem o mal devem ter medo dos governantes, e não os que fazem o bem (...) Se você faz o mal, então tenha medo, pois as autoridades, de fato, têm poder para castigar” (Romanos 13.3-4). Mas isto agora mudou. Os bons precisam se esconder de medo, e os maus vivem tranquilos por aí. De quem é a culpa? Do executivo, dos juízes, dos deputados, da polícia? Não sei, mas alguém é culpado. Creio que a culpa é de todos, começando pela passividade do povo que paga impostos e, seguindo pela omissão e conivência do poder público.
Uma das causas desta bandidagem sem medo vem de outro fato. O Brasil ocupa a 88º posição mundial no quesito Educação, conforme índices da Unesco. Nesta pesquisa, a categoria dos professores brasileiros está entre as menos valorizadas em termos salariais. O que causa desestímulo ao magistério e desistência de gente capacitada neste fundamental ofício. Tal situação, junto com a crise familiar, vem transformando nosso país num “Haiti” imerso sob os escombros da marginalidade social. No Haiti flagelado existem 400 mil órfãos. Aqui no Brasil são milhares de crianças sem pai, mãe e professor, seguindo pelo trágico caminho da desorientação, indisciplina, drogas, bandidagem. Nesta trajetória, logo seremos obrigados a construir mais cadeias do que lares e escolas.
algemas de papel É um problema grave, e não vejo solução sem uma mudança radical no comportamento moral e ético da sociedade. Mas enquanto isto, segue a recomendação aos cristãos de “viverem na lei do amor”. E interessante, uma orientação que vem logo após a citação bíblica de que somente os que fazem o mal deveriam ter medo: “Não fiquem devendo nada a ninguém. A única dívida que vocês devem ter é a de amar uns aos outros. Quem ama os outros está obedecendo à lei. Os seguintes mandamentos: ‘Não cometa adultério, não mate, não roube, não cobice’ — esses e ainda outros mais são resumidos num mandamento só: ‘Ame os outros como você ama a você mesmo.’ Quem ama os outros não faz mal a eles. Portanto, amar é obedecer a toda a lei. (Romanos 13.8-10).
Marcos Schmidt
pastor luterano
Igreja Evangélica Luterana do Brasil
Comunidade São Paulo, Novo Hamburgo-RS
04 de fevereiro de 2010

sexta-feira, 20 de maio de 2011

RT 4–Pronta para Download

Até à noite estará disponível a versão para leitura on-line, mas já veja a versão para download. Como sempre, são duas versões, uma padrão e outra com qualidade reduzida para reduzir o tamanho.

CPT 03 - Louvor (parte 2 de 2)

CPT 04 - Louvor II (parte 1 de 2)

CPT 03 - Louvor (parte 2 de 2)

CPT 03 - Louvor (parte 1 de 2)

Homenzinho torto

quinta-feira, 19 de maio de 2011

Os Leigos Luteranos

A igreja Luterana usa uma palavra para definir os homens de Cristo: Leigos.
Muitas pessoas acham que esta palavra não serve. Afinal, leigo, pensam alguns, são aqueles que não entendem... São os Leigos no assunto.
Enganam-se ao pensar assim...
A primeira definição para leigo, num dos melhores dicionários de língua portuguesa é: “aquele que não recebeu ordens sacras”. Quer dizer, vivia junto das coisas de Deus, mas nunca foi ordenado sacerdote. Esta palavra já designava este sentido em escritos do ano 875.
Como o sacerdote, o Leigo serve ao Senhor, mas em outras funções. E o hino dos Leigos Luteranos, nos leva a pensar em tudo que os leigos fazem e podem fazer pela obra do Senhor.
Lembrando textos como Hebreus 12.28; Efésios 6.5-7 e Gênesis 12.2, o Pastor Martinho Lutero Hasse escreveu o hino dos Leigos. Que tem sempre esta perspectiva: o Leigo está sempre acompanhado com Jesus. Por isso pode, sem medo, erguer a voz para convocar todos ao Serviço do Rei Jesus.
Conheça o hino dos Leigos Luteranos:

Leigos, com Jesus marchai!

Leigos, com Jesus marchai!
Desfraldai o seu pendão!
Sem demora proclamai
o Evangelho do perdão.
Vossa voz sem medo erguei
para os homens convocar
ao serviço deste Rei,
que nos veio aqui salvar.

Leigos, vamos batalhar
pela causa de Jesus!
Na congregação, no lar
nosso lema seja a cruz!

Leigos, sempre fiéis andar
nas pegadas do Senhor!
Vossa vida consagrai
ao seu reino com fervor.
Fé e amor fortalecei
na Palavra, que voz traz,
em Jesus, o vosso Rei,
vida, salvação e paz.

Sempre unidos no dever,
só a Deus com fé servi
onde Cristo vos puser,
e no seu temor segui.
Leigos, não será em vão
a obra santa que fazeis;
vosso eterno galardão
junto a Deus recebereis.

quarta-feira, 18 de maio de 2011

As Servas Luteranas

A Igreja Luterana também tem uma palavra especial para designar suas mulheres: Servas.
Mas o que são as servas? A primeira coisa que a palavra lembra é a servidão. A escravidão que reinou no Brasil e que ainda existe em alguns locais de nosso amado país. O dicionário diz apenas isso: “serva é quem vive na servidão...”
Se olhamos a palavra no masculino, veremos algo ainda mais terrível: “aquele que não é livre, que não exerce direitos”.
Mas olhando para a Palavra de Deus, vemos a figura de Maria, que foi escolhida para ser a mãe de Jesus.
Quando recebe essa notícia Maria fica assustada, mas depois de ouvir o anjo, ela responde: “Eu sou uma serva de Deus; que aconteça comigo o que o senhor acabou de me dizer!”
Assim, as mulheres luteranas, também se dispõe ao serviço do Senhor e, quando convocadas, respondem: “Aqui está a tua serva Senhor. Eu quero te servir com tudo que sou e tenho.”
E confiantes, pedem a bênção do Senhor à sua Igreja e ao seu lar, cantando o hino das servas:

Com tudo que somos e temos.

Com tudo que somos e temos
a ti nos sagramos, Senhor.
Chamaste à Seara e viemos
servir-te com zelo e fervor.
A bênção vem dar
na igreja e no lar
nesta obra de fé e de amor.
A benção vem dar
na igreja e no lar
nesta obra de fé e de amor.

|: Com as mãos trabalhamos,
com os pés te seguimos,
com a voz te louvamos,
com os lábios servimos,
e dos bens te trazemos
para as almas salvar;
e com tudo queremos
teu amor proclamar. :|

Com tudo que somos e temos
a ti nos sagramos, Senhor.
Chamaste à Seara e viemos
servir-te com zelo e fervor.
A bênção vem dar
na igreja e no lar
nesta obra de fé e de amor.
A benção vem dar
na igreja e no lar
nesta obra de fé e de amor.

Creio na Ressurreição da Carne - 002

Teorias Errôneas

As teorias sobre se há ou não vida após a morte são inúmeras. De tempos em tempos estas teorias mudam de roupagem, mas a raiz é sempre a mesma: o desconhecimento da palavra de Deus e a incredulidade; sim, a inimizade contra Deus.
As teorias que rejeitam a palavra de Deus podem ser dividas em dois blocos: materialistas e espiritualistas.
morte_inferno
1.1 - Materialistas - Os materialistas afirmam que tudo é matéria e/ou energia. Tudo é passageiro. Com a morte tudo acaba. O importante é viver a vida aqui e aproveitá-la. Esta teoria busca provas na ciência. Só aceitam o que a ciência pode comprovar. Daí sua filosofia de vida: “Comamos e bebamos, porque amanhã morreremos” (1Co 15.32; At 17.18). Sem dúvida, a ciência tem sua razão de ser. Deus ordenou aos homens: “Sujeitai a terra” (Gn 1.28). Mas, ciência sem o temor de Deus é um desastre. “Pois, o temor do Senhor é o princípio do saber” (Pv 1.7). A ciência deve estar sujeita às verdades divinas, expressas na Bíblia.

1.2 - Espiritualistas - Os espiritualistas, ao contrário dos materialistas, afirmam que a personalidade ou o espírito da pessoa é eterno; a matéria é passageira.
Nesta linha encontramos os espíritas, algumas filosofias orientais, certos ramos do cristianismo e da Nova Era.
Espiritismo-Kardecista a) Espíritas - Os espíritas, mesmo que divididos em muitos ramos com teorias diferentes, valorizam o espírito sobre a matéria. Dizem que a matéria é a vestimenta que aprisiona o espírito. A morte é benfeitora, pois ela liberta o espírito da matéria. Falam em diversas reencarnações. No oriente, Índia por exemplo, ensinam a reencarnação em animais; no ocidente falam em reencarnações só em pessoas. Dizem que pelas reencarnações o espírito é purificado até alcançar a perfeição e poder achegar-se ao espírito superior. Inferno não existe. Procuram explicar as diferenças sociais (saúde e doença, riqueza e pobreza) pela teoria: “Aqui se faz, aqui se paga.” Se alguém passa por privações nesta vida, é porque fez coisas ruins nesta vida ou em vidas anteriores. Todo o sofrimento é pagamento por males cometidos. O sofrimento purifica. Conforme a doutrina da reencarnação, a pessoa sempre tem mais uma oportunidade para corrigir erros do passado e se purificar. Além disto, ensinam que os espíritos que vagueiam pelo espaço, participam da vida presente. Os médiuns e pessoas sensitivas podem servir de intermediários. Podem comunicar-se com os espíritos e solicitar o auxílio deles para resolver problemas. - A Bíblia ensina que há uma só vida e após, o juízo; que a salvação não é por méritos, mas pela graça de Cristo. Deus também proibiu consultar os mortos. “Não se achará entre ti quem faça passar pelo fogo o seu filho ou a sua filha, nem adivinhador, nem prognosticador, nem agoureiro, nem feiticeiro; nem encantador, nem necromante, nem mágico, nem quem consulte os mortos; pois todo aquele que faz tal cousa é abominação ao Senhor, e por estas abominações o Senhor teu Deus os lança de diante de ti”(os castiga) (Dt 18.10-12). Pois, “aos homens está ordenado morrerem uma só vez e, depois disto, o juízo, assim também Cristo, tendo-se oferecido uma vez para sempre para tirar os pecados de muitos, aparecerá segunda vez, sem pecado, aos que o aguardam para a salvação” (Hb 9.27; Ap 22).
cemiterio cruzes brancas b) Distorções cristãs - Os Adventistas do Sétimo Dia ensinam que na morte corpo e alma vão para a sepultura e dormem até o dia do juízo final. Então Deus levantará a alma da morte. Há, também, ramos evangélicos, que negam a imortalidade da alma, ou afirmam a superioridade do espírito sobre a matéria, dizendo que na morte o espírito sobrevive e Deus o reveste logo após a morte. A matéria volta ao pó de onde não retorna, e que os incrédulos serão totalmente extintos. A isto soma-se também os que defendem o arrebatamente. Afirmam que por ocasião da volta da primeira volta de Cristo, haverá também a primeira ressurreição dos fiéis, que reinarão com Cristo aqui na terra, por mil anos. Todas estas teorias são distorções da palavra de Deus. A Bíblia ensina que Cristo voltará em glória no dia do juízo final para julgar vivos e mortos. Naquele dia, todos ressuscitarão. Isto é, todos os corpos serão levantados. A terra, o mar e o ar devolverão seus mortos. Uns ressuscitarão para a vida eterna, outros para a eterna condenação (Mt 25.46).
nova era c) Nova Era - O sonho da Nova Era é estabelecer um império único, mundial de paz, no qual não existam mais fronteiras, sendo todos irmãos e tendo todos a mesma religião. Neste reino se destacará a superioridade da razão humana (gnose). O homem é seu próprio deus ou parte dele. Esta teoria é uma imitação satânica do reino de Deus. A Nova Era busca este objetivo no campo político e religioso. No religioso afirmam: Ninguém é dono da verdade. Há um só ser superior ou energia superior. Todas as religiões são boas e têm seu lado positivo e bom. Não existe verdade absoluta. O importante é o amor, não a doutrina. O homem é parte de Deus, é Deus.
gnose d) Gnose - Conhecimento. O movimento gnóstico é o movimento da razão humana. Napoleão Bonaparte afirmou: “ O que o homem pode conceber, isto poderá realizar.” Usamos só pouca porcentagem de nossa capacidade mental. Vamos aprender a usá-la melhor, experimentar, sentir, migrar com nosso espírito para fora do corpo. O movimento gnóstico enfatiza: a ciência, a filosofia, a arte e a mística. O espírito deve buscar contactos extra corpóreas com outros espíritos. São os movimentos da Ciência Cristã, movimentos do pensamento positivo, o Método Silva de Controle Mental (Silva Mind Control), etc.
Conclusão - De pouco nos aproveita detalhar as raízes destas vãs filosofias. Jesus afirmou: “Errais, não conhecendo as Escrituras nem o poder de Deus (Mt 22.29). Por isso, vamos à fonte, pois o que importa é conhecer a palavra de Deus.
Continua…
Horst R. Kuchenbecker

terça-feira, 17 de maio de 2011

Posicionamento da IELB frente à união homossexual

A Igreja Evangélica Luterana do Brasil (IELB) está estabelecida num país onde há liberdade de viver, se expressar e agir conforme a decisão ou vontade de cada um. Assim, a opção sexual faz parte dessa liberdade. Por outro lado, a IELB também entende que a liberdade de discordar e não aceitar em seu meio uma união homossexual, por esta ferir os princípios da Bíblia Sagrada, faz parte da sua liberdade e não lhe pode ser cerceada, pois fere a Constituição Nacional. A Constituição Brasileira, no seu Artigo V, incisos IV, VI, VIII e IX, diz:
IV – é livre a manifestação do pensamento, sendo vedado o anonimato;
VI – é inviolável a liberdade de consciência e de crença, sendo assegurado o livre exercício dos cultos religiosos e garantida, na forma da lei, a proteção aos locais de culto e a suas liturgias;
VIII – ninguém será privado de direitos por motivo de crença religiosa ou de convicção filosófica ou política, salvo se as invocar para eximir-se de obrigação legal a todos imposta e recusar-se a cumprir prestação alternativa, fixada em lei;
IX – é livre a expressão da atividade intelectual, artística, científica e de comunicação, independentemente de censura ou licença;
Assim, precisamos diferenciar homossexualismo de homofobia. A Igreja Luterana não concorda com a conduta homossexual, mas não discrimina o ser humano homossexual.
Por isso declaramos:
1 – A IGREJA EVANGÉLICA LUTERANA DO BRASIL crê e confessa que a sexualidade é um dom de Deus, destinado por Deus para ser vivido entre um homem e uma mulher dentro do casamento.
2 - A IELB crê e confessa que o homossexual é amado por Deus como são amadas por Deus todas as suas criaturas.
3 - Em amando todas as pessoas e também o homossexual, Deus não anula o propósito da sua criação.
4 - Por esta razão, a igreja, em acordo com a Sagrada Escritura, denuncia na homossexualidade um desvio do propósito criador de Deus, fruto da corrupção humana que degrada a pessoa e transgride a vontade de Deus expressa na Bíblia. “Com homem não te deitarás, como se fosse mulher: é abominação. Nem te deitarás com animal, para te contaminares com ele, nem a mulher se porá perante um animal, para ajuntar-se com ele: é confusão. Portanto guardareis a obrigação que tendes para comigo, não praticando nenhum dos costumes abomináveis que praticaram antes de vós, e não vos contamineis com eles: Eu sou o Senhor vosso Deus” (Levítico 18.22,23,30); “Por isso Deus entregou tais homens à imundícia, pelas concupiscências de seus próprios corações, para desonrarem os seus corpos entre si; semelhantemente, os homens também, deixando o contato natural da mulher, se inflamaram mutuamente em sua sensualidade, cometendo torpeza, homens com homens, e recebendo em si mesmos a merecida punição do seu erro” Romanos 1.24,27); “Ou não sabeis que os injustos não herdarão o reino de Deus? Não vos enganeis: nem impuros, nem idólatras, nem adúlteros, nem efeminados, nem sodomitas, nem ladrões, nem avarentos, nem bêbados, nem maldizentes, nem roubadores herdarão o reino de Deus” (1 Coríntios 6.9-10).
5 - Porque a homossexualidade transgride a vontade de Deus e porque Deus enviou a igreja a levar Cristo Para Todos, a igreja se compromete a encaminhar o homossexual dentro do que preceitua o amor cristão e na sua competência de igreja, visando a que as pessoas vivam vida feliz e agradável a Deus; Mateus 19.5: “... Por esta causa deixará o homem pai e mãe, e se unirá a sua mulher, tornando-se os dois uma só carne.”
6 - A IELB, repudiando qualquer forma de discriminação, deve estar ao lado também das pessoas de comportamento homossexual, para lhes dar o apoio necessário e possam vir a ter a força para viver vida agradável a Deus.
7 - Diante disto repudiamos a idéia de se conceder à união entre homossexuais o caráter de matrimônio legítimo porque contraria a vontade expressa de Deus e dificulta, se não impossibilita, a oportunidade de tais pessoas revisarem suas opções e comportamento.
8 - Repudiamos também, por conseqüência, a hipótese de ser dado a um casal homossexual a adoção e guarda de crianças como filhos porque entre outros prejuízos de formação, formará na criança uma visão distorcida da sua própria natureza.
Fiéis ao nosso lema CRISTO PARA TODOS ensinamos que a igreja renova também o seu compromisso de receber pessoas homossexuais no amor de Cristo visando que a fé em Jesus as transforme para a nova vida da qual Deus se agrada.
Em nome da Igreja Evangélica Luterana do Brasil
Rev. Egon Kopereck
Presidente IELB
*(A posição da IELB atende ao disposto em parecer da Comissão de Teologia e Relações Eclesiais, da 57ª Convenção Nacional)

Fracassos olímpicos e diários

Nos emocionamos e lamentamos ao acompanhar a derrota de um esportista nas Olimpíadas. Parece que o lamento é maior quando o esportista é considerado favorito.
Lembro quando a ginasta Daiane do Santos competiu nas Olimpíadas em Atenas (2004). Considerávamos como certa a medalha de ouro. No entanto, ela “escorregou”. Falhou! Deu vontade de pedir aos juízes que concedessem uma nova chance. Mas, isso já não era possível.
Com certeza, em nossas vidas, temos muito que lamentar. Afinal, quem de nós não “escorrega”? Quem não erra, não falha?
Ficam as queixas, os lamentos. Talvez, na vida profissional eu fiz o que não devia. Na vida particular “escorreguei” nos relacionamentos. Fui duro ou mole demais com meu filho(a). Fui insensível com meu marido, minha esposa. Desrespeitei meu pai, não ouvi os conselhos de minha mãe. Aliás, alguns “escorregões’ na vida doem muito! Atrapalham muito! É preciso senso de realidade, humildade e disposição para dar a volta por cima.
Todos precisamos de renovação. É importante colocar a situação perante Deus. O que você quer renovar? Onde você anda escorregando? É preciso identificar o erro, confessá-lo, encará-lo e buscar forças em Deus.
A Bíblia diz assim:
Se confessarmos os nossos pecados a Deus, ele cumprirá a sua promessa e fará o que é correto: ele perdoará os nossos pecados e nos limpará de toda maldade. (1Jo 1.9).
Uma coisa é certa, depois dos escorregões não dá para voltar atrás! Não adianta lamentar o leite derramado! Mas é imprescindível que exista arrependimento e fé! Confiança em um Deus que é misericordioso, confiança e certeza de que podemos recomeçar!
É lamentável ver um esportista favorito perder a medalha por um simples deslize, porém, mais lamentável é perder a medalha da vida eterna. Por isso, cuidemos com os escorregões, mas cuidemos, sobretudo, para não esquecer que na vida espiritual existe perdão e renovação, afinal, foi para isso que o sangue de Jesus “escorregou”, ou melhor, escorreu pela cruz do Calvário.
Tropeçou? Caiu? Não desanimes. É hora de levantar! Pois, em Cristo Jesus, temos um lugar garantido no podium da vida.

Pastor Ismar Lambrecht Pinz

segunda-feira, 16 de maio de 2011

Tudo é ilusão

A gente acorda de manhã e não sabe o que vai acontecer nas próximas horas. Pode ser um dia normal, mas também um dia de cão. Quem me garante que voltarei inteiro e tranqüilo à minha cama? Quem me promete que nenhum bandido vai aterrorizar minha rotina? Que nenhum policial vai me confundir com um bandido, atirar no meu carro e matar o meu filho? Tudo pode acontecer nos próximos segundos, inclusive um monstro de ferro cair bem em cima da minha cabeça. Aquelas três pessoas da mesma família, no interior da Colômbia, morreram na madrugada desta segunda-feira sem saber o que acontecia quando um avião de carga espatifou-se sobre a casa delas. Aeronaves desgovernadas, assassinos cruéis, policiais despreparados cruzam a todo instante por nosso caminho, expondo-nos perigosamente à desgraça.
Chamou-me atenção o caso do humorista Felizberto Duarte, o Feliz, de 71 anos, o homem do tempo que finalizava seu programa com o “piriri-pororó”. Hospitalizado e deprimido, o “Feliz está infeliz”, anunciava a manchete. “Eu só queria que ele tivesse um pouco de dignidade e não acabasse a vida dele assim, tão chateado”, lamentou a mulher dele. É duro pensar nisto, mas a satisfação que hoje tenho com o trabalho, a família, os amigos, a saúde, o lazer, enfim, esta vida de realizações, tudo acabará. E depois? Como enfrentar este terremoto, de um dia levantar da cama e perceber que o meu tempo acabou?
O rei Salomão já confessava: “Tudo é ilusão. A gente gasta a vida trabalhando, se esforçando e afinal que vantagem leva em tudo isso?” (Eclesiastes 1.3). Este homem culto, inteligente, poderoso, rico, bem sucedido, reconhece que tudo é como correr atrás do vento – palavras que repete insistentemente no livro. No final, depois de confessar que “ninguém sabe quando a hora da desgraça vai chegar” (Eclesiastes 9.12), faz uma recomendação: “Tema a Deus e obedeça aos mandamentos, porque foi para isto que fomos criados. Nós teremos que prestar contas a Deus de tudo o que fizemos e até daquilo que fizemos em segredo, seja o bem ou o mal” (Eclesiastes 12.13-14). Intrigante! Além das doces ilusões e desagradáveis surpresas terrenas, ainda existe este tribunal divino? Na verdade, este é um dos lados da moeda. Salomão lembra que estas palavras são como as varas pontudas que os pastores usam para guiar as ovelhas (Eclesiastes 12.11).
Muito tempo depois o apóstolo Paulo escreveria: “Se a nossa esperança em Cristo só vale para esta vida, somos as pessoas mais infelizes deste mundo.” (1 Coríntios 15.19). Lembra, no entanto, que Cristo foi ressuscitado, e isso é a garantia da nossa própria ressurreição (1 Coríntios 15.20). Em outra carta Paulo diz que “nada pode nos separar do amor de Deus, nem o presente nem o futuro, nem o mundo lá de cima, nem o mundo lá de baixo.” (Romanos 8.38,39). Esta foi também a convicção do rei Davi, pai de Salomão e antepassado de Jesus: “Estou certo de que o Senhor está sempre comigo; ele está ao meu lado direito e nada pode me abalar. Por isto o meu coração está feliz e alegre, e eu, um ser mortal, me sinto bem seguro, porque tu, ó Deus, me proteges do poder da morte.” (Salmo 16.8-9). Por isto confessa: “Quando me deito, durmo em paz, pois só tu, ó Senhor, me fazes viver em segurança.” (Salmo 4.8).
Sinceramente não sei o que pode me acontecer nos próximos minutos. Mas sei quem estará comigo. E isto me deixa mais tranqüilo.

Comunidade São Paulo - Novo Hamburgo-RS
10 de julho de 2008

domingo, 15 de maio de 2011

Desculpas para não ir à Igreja - 003

Muito ocupado para ir à igreja.

excesso-trabalho Veja nos menus acima, onde encontrar uma igreja luterana no Brasil.
E ao lado, confira o horário do próximo culto na Castelo Forte de Nova Venécia-ES.

sexta-feira, 13 de maio de 2011

Superstição

Como hoje é a temida “Sexta-Feira 13”, adiantamos uma das matérias que será publicada na RT (http://www.revistateologia.blogspot.com) semana que vem. Lá estará devidamente formatada e com as notas de referência, aqui apenas o texto.

Introdução

Um grande problema que toda humanidade sofre, e que possivelmente vem de longa data, é a questão da superstição. Este certamente é um sério problema que os cristãos, de maneira geral, enfrentam. Por isso neste trabalho queremos abordar este tema, olhando para as consequências que as superstições trazem para o mundo em geral. E sabendo que o pastor é o seelsorger (cura d’almas), e por isso tem por obrigação combater estas coisas. Queremos aqui, de maneira breve, mostrar como o pastor guia o povo de Deus para longe destas coisas, que na verdade levam para a condenação. O pastor precisa saber lidar com as superstições que o povo tem, pois estas podem estar incutidas na cultura, e muitas vezes, sem perceber, as pessoas já estão sendo supersticiosas, de uma ou de outra forma.
Em primeiro lugar queremos falar sobre o que realmente vem a ser esta tal de superstição, depois vamos ver porque nós cristãos somos contra e abominamos esta prática, a partir daí, podemos perceber como o pastor pode lidar com situações deste tipo, ensinando o que a Palavra de Deus diz, aplicando lei e evangelho.

1. A Superstição

1.1. Definição

Nós podemos encontrar várias definições para superstição: o dicionário Aurélio nos traz assim: “superstição: 1- Sentimento religioso baseado no temor ou na ignorância, e que induz ao conhecimento de falsos deveres, ao receio das coisas fantásticas, e à confiança em coisas ineficazes; crendice; 2- Crenças em presságio tirados de fatos puramente fortuitos; 3- Apego exagerado e/ou infundado a qualquer coisa.”

1.2. O que é superstição

É engraçado como este problema da superstição não tem fim, já estamos no ano 2001 e ele persiste, as pessoas não abandonam isso em hipótese alguma.
Podemos dizer que superstição não é apenas brincadeira ou passatempo, eu diria até que podemos chamar de religião, por causa da fé que as pessoas dirigem a coisas, objetos, a pessoas, e porque não dizer ao demônio, também chamamos de idolatria. Certa vez escutei um pastor em um sermão dizendo o seguinte: “Quem liga o rádio pela manhã, e escuta o horóscopo, está deixando que o Diabo entre dentro de sua casa...”, por isso digo que superstição é idolatria, “coisa que o Diabo gosta”.
Enquanto a verdadeira fé em Deus consiste em confiança em Deus, conhecimento de Deus, obediência a Deus, amor, dedicação, esperança, adoração a Deus; a superstição coloca o homem diante do poder das trevas, do Diabo, e quem se entrega a este tipo de coisa, certamente está caminhando para a perdição eterna.
Podemos tirar a seguinte conclusão disso tudo: superstição é pecado, e tira a salvação do cristão, se ele não reconhece e se arrepende.
A superstição está se tornando uma nova ciência, uma nova crença com os seus muitos adeptos. O significado original da palavra superstição é “ pôr cima ”, que vem da palavra latina “supertitio”, representa aquilo que está acima da possibilidade humana, o reconhecimento de uma força superior. Muitos tem esta crença acima de fé em Deus. Uma “crença” que quer saber mais do que as verdades que Deus revelou na Bíblia.
Superstição, podemos afirmar que é uma repetição contínua do pecado, ou seja, a vontade de ser como Deus para manejar as forças encobertas e misteriosas. Ou também, uma nova “ciência” para aqueles que não aceitam Deus como o Senhor da sua vida, daqueles que querem ser o próprio senhor da sua vida, que querem ser como Deus (Gn 3.4,5).
Vemos o surto da superstição no cumprimento das palavras do apóstolo Paulo em 2 Timóteo 4.3,4. Onde Paulo exorta para que a pregação da Palavra seja mantida sempre, com perseverança, pois os homens, por causa da cobiça e ignorância, deixarão surgir novas doutrinas, e  “deixarão de dar ouvidos à verdade, entregando-se às fábulas.”
E não é isso que acontece hoje, as pessoas estão se deixando levar por estas “fábulas”, que apenas fazem mal para a alma do ser humano, pois leva certamente a condenação, e o que o ser humano, convertido pelo Espírito Santo, quer, é a salvação mediante Cristo, e não a condenação e sofrimento. Por isso a pregação da Palavra de Deus nunca deve deixar de ser pregada, pois Deus nos dá assistência para isso, e os que estão fora da Igreja cristã, precisam ser trazidos para dentro dela, para que sejam salvas também.

2. Exemplos de Superstição

Quanto mais o homem avança em descobertas e técnicas, mais se mete em feitiçarias e superstições. Assim sendo, cada jornal que se abre traz um horóscopo e, muitas vezes, as mais variadas receitas e simpatias para os mais variados problemas. Muitos se apegam a objetos, amuletos, como: figas, trevo de quatro folhas, meias luas, pata de coelho, cavalos marinhos, ferraduras e tantas outras coisas.
Existem também os serviços de baralho e leituras das mãos, para prever o futuro e o despacho, o passe e a reza para resolver qualquer problema da vida.
Na verdade, hoje vemos que pode-se ganhar muito dinheiro com a superstição dos outros, é um negócio muito lucrativo, pois os supersticiosos não tem medo de gastar com as coisas que “dão sorte”.
Assim como para os supersticiosos existem as coisas que dão sorte, tem também as coisas que “dão azar” e que, ao ver deles, devem ser evitadas. É o caso de:

• passar por baixo de uma escada;
• sair da cama com o pé esquerdo;
• o número 13;
• entrar por uma porta e sair por outra;
• gato preto;
• varrer o lixo para fora de casa, e tantas outras coisas que a “sabedoria” popular tão bem conhece.

É incrível como muitas pessoas não fazem certas coisas por medo do azar. Temos um exemplo disso dado pelo pastor Herberto Hoerlle, quando ia realizar o seu ano de prática no norte do Paraná, teve que pernoitar em Curitiba, e chegando a um hotel, só tinha o quarto treze disponível, o hoteleiro disse com todas as palavras que era um quarto que dava azar pelo número.

3. Causas da Superstição

A ação do diabo é a primeira e a mais forte. O homem é essencialmente religioso, ele precisa crer em alguma coisa. Daí as diversas crenças. Todos crêem. O diabo, aproveitando essa necessidade do homem de crer em alguma coisa,  apresenta-lhe uma vasta gama de recursos para todos os fins. As várias causas vemos a seguir:

• A insatisfação do sentimento religioso. Pessoas que estão insatisfeitas com a sua religião, buscam outros meios para os seus problemas.
• A doença. A doença é o mal que mais aflige o homem: por isso, no combate à doença, a superstição encontra o terreno mais propício e fértil, todos querem Ter esperança de cura..
• O fantástico. A inclinação do homem para o fantástico, para o maravilhoso, para o inesperado, para as intervenções do além são um grande apoio na difusão da superstição.
• A curiosidade. O grande desejo de tudo saber, tudo experimentar, é outra fonte que apóia o crescimento da superstição. No caso da curiosidade, desempenha papel importante a cartomancia (leitura do futuro pelas cartas), a quiromancia (leitura do futuro pelas mãos), o horóscopo...
• A literatura supersticiosa, que invadiu o mercado livreiro. Livros como: O Manual das Cartomantes, O Livro dos Sonhos, Guia Astrológico, Planeta, etc. isso faz aguçar a curiosidade do povo.

Estas são algumas causas da superstições, é por tudo isso, e certamente por muito mais, que a superstição existe.

4. Consequências da Superstição

A primeira consequência da superstição é o castigo de Deus. Dt 18.9 nos diz: “... não aprenderás a fazer conforme as abominações (os costumes nojentos) daqueles povos.” E ainda o versículo 12, diz: “... todo aquele que faz tal coisa é abominação ao Senhor”, e o versículo 14 encerra dizendo: “... a ti o Senhor teu Deus não permitiu tal coisa. A Palavra de Deus é clara, é pecado, Deus não aprova, e quem não abandona a superstição vai para o inferno.
Outra consequência é a perda da fé cristã. O supersticioso deixou a fé baseada na Bíblia, porque a superstição é a fé que anda no caminho proibido, é a fé desviada de Deus (Sl 73.27), tudo que contradiz a Cristo, é superstição.
O pecado está em colocar a fé em coisas e práticas supersticiosas e delas esperar proteção, pois, ao agir assim, está se aceitando essas coisas como salvador e Deus e, é adorar a criatura em lugar do Criador. Na superstição, já não se espera de Jesus Cristo a paz de espírito e toda a proteção, mas, sim, destas determinadas coisas e práticas, isso porque o supersticioso está vivendo sob o dominio de Satanás, e como diz Leopoldo Heimann, “os supersticiosos estão com as suas almas envenenadas pelo cheiro do fogo do Inferno”.
Desta forma, o supersticioso peca contra o 1º Mandamento, que diz: “Eu sou o Senhor, teu Deus. Não terás outros deuses diante de mim.” (Êx 20.2,3). O supersticioso não quer saber da Palavra de Deus, não quer saber da Igreja, pode ser que até vá, mas na verdade, a fé verdadeira está na superstição.
Estas são as consequências para quem é supersticioso, consequências graves que ninguém quer para si, por isso, a seguir veremos o que o pastor, como o conselheiro, o que guia o povo de Deus pela Palavra e sacramentos, deve fazer para que a superstição seja esquecida, e os membros tenham nova vida.

5. A Superstição sob

o Ponto de Vista Cristão   

O pastor deve ter em mente justamente o que já foi dito antes, o que é, quais as causas, as consequências que a superstição traz para quem acredita nela. A partir daí ele pode trabalhar melhor esta questão. Ao meu modo de ver o pastor não deve tentar pegar casos separados dentro de uma paróquia, a não ser que o caso seja muito grave, mas o pastor deve ser convincente a toda uma congregação, pela Palavra de Deus, pois assim o Espírito Santo pode agir.
Talvez alguns passos deveriam ser seguidos ao “ensinar” a respeito da superstição:
O primeiro deles seria mostrar ao povo o que a Palavra de Deus diz sobre isso, textos não faltam para mostrar o que Deus pensa disso, e o que acontece com quem confia em superstição. A partir daí vem os outros passos, que são simples, e mostram como o cristão deve reagir com respeito a este e algum outro pecado.
A partir daí, o que o cristão deve  fazer é o seguinte:
1° Reconhecer o pecado da superstição, assim como reconhece qualquer outro pecado
2º Confessar este pecado, dizer a Deus que cometeu pecado contra Ele, que esteve longe da fé, e pedir o perdão, que certamente Deus dá.
3° Abandonar o pecado da superstição, não mais procurar nada que tem a ver com superstição.
4º Odiar o pecado da superstição, destruir tudo o que tem a ver com a superstição, e abominar isso, a fim de mostrar aos outros qual é o caminho certo.
5°  Crer em Cristo, este é o passo mais decisivo que precisa ser dado. Isso porque nós somos propriedades de Deus, e nem o Diabo pode vir nos tocar e nos levar para o lado dele, para isso Deus nos dá oportunidades para que possamos segui-lo de todo o coração. A Palavra de Deus deve ser o alicerce de nossa vida em tempo integral, e principalmente confiar nas promessas que a Palavra de Deus nos dá.
Deus nos protege e nos guarda, e se estamos firmados nele, resistimos qualquer tentação, qualquer dificuldade, qualquer provação, pois ele estará conosco dando-nos força e capacidade para isso.
6º Resistir ao pecado, assim como diz em Efésios 6.10-18. Assim podemos ver que a armadura de Deus é a seguinte:
A verdade – Jesus é a verdade
A justiça – A justiça de Cristo (Rm 8.33)
O Evangelho – é o poder de Deus para salvar a humanidade (Rm 1.16)
A salvação – a esperança da salvação nos anima a lutar contra estas coisas que não pertencem a Deus.
A Palavra de Deus – É a arma ofensiva do Cristão para se defender, bem como atacar ao diabo, e os seus seguidores.
O pastor precisa estar consciente que o problema da  superstição existe, principalmente no Brasil, e que isto tem que ser abolido, pois o cristão de verdade não suporta isso. Por isso, se o pastor usar a Palavra de Deus, certamente as pessoas se convencem, e se arrependem, pois o Espírito Santo vai agir, mostrando que quer a salvação de todas as pessoas que crêem.

Conclusão

Este trabalho foi apenas para mostrar com este problema é complicado, pois envolve religiosidade. Muitos acreditam que isso tenha força mesmo, e isso precisa ser trabalhado pelo pastor. Nós vimos que o pastor tem que saber lidar com esta situação, pois a superstição pode até estar incutida na cultura de determinado lugar, por isso complica.
O que o pastor deve fazer, é justamente aplicar a Palavra de Deus, usar lei e evangelho, o resto Deus faz com seu Espírito Santo, como pastores, nós não somos deuses, mas instrumentos do Deus verdadeiro para que as pessoas cheguem a verdade, e possam ser salvas pela verdadeira fé em Cristo, dada pelo Espírito Santo, e fazer também com que as pessoas se neguem a praticar a superstição, pois ela não salva, mas condena eternamente.

Rev. Cláudio Ramir Schreiber — Medianeira-PR,
pastor da Igreja Evangélica Luterana do Brasil

Crise de confiança

Deve ser bem complicado para um candidato sério fazer campanha política, quando, segundo pesquisa, apenas uma entre cinco pessoas acredita naquilo que os políticos prometem. Assim como extremamente penoso para alguém com boas intenções entrar na política e manter-se íntegro sem seguir o caminho fácil dos conchavos. Não posso falar muito, pois as coisas também não andam boas para o meu lado. Quase a metade das pessoas não acredita nas promessas dos religiosos. É uma crise de credibilidade que afeta outras instituições: o casamento, a economia, a polícia, seguindo uma lista bem espichada. Interessante que a profissão que mais inspira confiança é do Corpo de Bombeiros. Isto tem explicação, afinal, eles colocam a própria vida em risco para salvar a dos outros.
Martinho Lutero (1483-1546) disse que política é “o esforço racional permanente e paciente para estabelecer e preservar uma ordem social compatível com os valores do cristianismo”. Fico matutando nesta definição: se os valores morais da igreja são os mesmos da política, e se o maior valor destas instituições é a verdade, então porque tanta mentira em nosso país onde o cristianismo abrange 90% da população? 90% dos políticos não deveriam ser honestos? Aí pode estar a resposta para a falta de fé nas promessas dos políticos: a falta de fé de muitos “cristãos” nas promessas de Deus. E quando não existe fé, não existem obras - é coisa morta (Tiago 2.17); extingue-se a luz do mundo, fica insípido o sal da terra (Mateus 5.13-14).
No século 16, Europa, a corrupção no governo e na igreja convivia sob a tolerância do povo. No escrito "Da Autoridade Secular", Lutero fala dos fundamentos da ética para o poder estatal e religioso quando os dois estavam promiscuamente acasalados. Lembra que Estado e Igreja são regimentos de Deus, mas com propósitos diferentes. O poder espiritual tem a função de garantir o perdão dos pecados e a salvação eterna em Cristo, e o secular exerce o propósito de manter o convívio das pessoas na sociedade e conceder seu bem-estar físico. “Por isso tem que se distinguir e separar cuidadosamente esses dois regimes e deixá-los vigorar; um que torna justo (cristão), o outro que garante a paz exterior e combate as obras más”.
Seis séculos antes de Cristo a situação não era diferente, e por isto a reclamação divina:
Vocês maltratam as pessoas honestas, aceitam dinheiro para torcer a justiça e não respeitam os direitos dos pobres. Não admira que num tempo mau como este as pessoas que tem juízo fiquem de boca fechada (Amós 5.12,13).
Hoje, permanecer de boca fechada continua sendo um ato prudente, mas tal tolerância pode aumentar a crise de confiança. Um joguinho cínico do “eu sei que você sabe, você sabe que eu sei, mas vamos fazer de conta que ninguém sabe”.
Sem dúvida, deve ser muito complicado hoje convencer as pessoas com promessas. O único caminho continua aquele indicado por Jesus:
pelos frutos a gente conhece quem é quem (Mateus 7.16).
Marcos Schmidt
Pastor luterano
Igreja Evangélica Luterana do Brasil
Comunidade São Paulo, Novo Hamburgo-RS
21 de agosto de 2008