sábado, 12 de março de 2016

A plantação

Que a graça do Senhor Jesus Cristo, o amor de Deus e a presença do Espírito Santo estejam com todos vocês! (2Co 13.13).

Queridos irmãos e irmãs em Jesus Cristo.
Vocês certamente já ouviram esta parábola de Jesus. Mas alguns podem tentar perguntar, quem é o dono da plantação de uvas? Quem são os lavradores maus? Quem são os empregados que o patrão envia? E, quem é o filho do dono da plantação? Aliás, que plantação é essa? O que ela representa?
Os personagens desta parábola são todos conhecidos: Deus, os profetas e servos de Deus, Jesus Cristo, os Israelitas e o campo da missão de Deus.
Jesus está dialogando com os judeus e vai direto ao ponto. Ele não usa de meias palavras para tentar ludibriar seus ouvintes. Ele fala, mesmo que tenham sido palavras duras.
No caso desta parábola, Jesus falava aos mestres da lei e aos demais judeus, aqueles que eram o povo escolhido.
Vamos mudar a parábola e fazer uma releitura, acompanhem na Bíblia de vocês:
(Deus) fez uma plantação de uvas, arrendou-a para (os judeus) e depois foi viajar, ficando fora por muito tempo. 10Quando chegou o tempo da colheita, ele mandou um (profeta) para receber a sua parte. Mas os (israelitas) bateram nele e o mandaram de volta sem nada. 11(Deus) mandou outro (profeta), mas eles também bateram nele, depois o trataram de modo vergonhoso e o mandaram de volta sem nada. 12Então ele enviou um terceiro (profeta), mas os (judeus) também bateram nele e o expulsaram. 13Aí (Deus) pensou: “O que vou fazer? Já sei: vou mandar o meu filho querido. Tenho certeza de que vão respeitá-lo.”
14– Mas, quando os (judeus) viram (Jesus), disseram: “Este é o filho (de Deus); ele vai herdar a plantação. Vamos matá-lo, e a plantação será nossa.”
15– Então eles jogaram (Jesus) para fora da (cidade) e o mataram (no Gólgota).
Assim fica ainda mais claro sobre quem Jesus falava. Ele não estava contando uma historinha pra crianças. Estava mostrando aos mestres da lei que o problema deles era rejeitar os profetas de Deus e o próprio Filho de Deus que estava entre eles. O problema deles era ignorar a Palavra de Deus na sua vida diária.
Pra concluir Jesus pergunta: “E, agora, o que é que (Deus) vai fazer? 16Ele virá, (acabará com os israelitas) e dará a plantação (aos gentios).”
Que horror! Que coisa terrível, devem ter pensado as Pessoas que estavam ouvindo. Porque elas sabiam que elas eram os lavradores maus. E sabiam que ali Jesus estava mostrando o que aconteceria com os judeus que rejeitaram mais uma vez a Palavra de Deus.
Jesus afirma que a plantação será entregue àqueles que não faziam parte do povo de Deus. Como aconteceu: agora não é pelo sangue ou raça que se faz parte do povo de Deus. O novo Israel é constituído de todos que creem no Salvador Jesus Cristo e vivem na sua Palavra.
Os mestres da lei não deram ouvidos a Jesus. Ou melhor, deram sim... Entenderam tudo que Jesus tinha dito, mas não queriam deixar seus pecados. Vejam o que diz o v. 19: “Os mestres da Lei e os chefes dos sacerdotes sabiam que era contra eles que Jesus havia contado essa parábola e queriam prendê-lo ali mesmo, porém tinham medo do povo.” Ao invés de se arrependerem, aquelas pessoas quiseram calar o Senhor Jesus.
Infelizmente o novo Israel está cheio de pessoas que agem como esses mestres da lei. Muitas vezes você e eu somos estes mestres da lei, porque ensinamos os outros a vontade de Deus, mas nós mesmos não vivemos a Palavra no dia a dia.
Por isso, muitos querem calar Jesus e continuar em seus pecados. Esquecem palavras como as do Salmo 28, que nos lembram que Deus age em favor dos seus filhos e que dará o merecido castigo àqueles que não querem saber dele.
Esquecem também que o nosso objetivo cristão é perseguir a salvação, vivendo uma vida agradável a Deus. Vivendo como se hoje fosse o último dia de nossa vida, para não ser pego de surpresa. É isso que nos ensina Fp 3.8-14.
Quantos já foram pegos de surpresa no momento da morte! Esperavam para se converter e viver com Deus, no fim de suas vidas, mas o fim da vida os pegou desprevenidos... E hoje ardem por toda a eternidade no fogo do inferno...
Você quer ser pego de surpresa também?
Se quer, continue vivendo como se Deus não existisse. Esqueça de ler a Bíblia. Esqueça de vir à igreja. Esqueça de agradecer por meio das ofertas de bens e vida. Viva como se fosse viver pra sempre neste mundo, mas cuidado para não ser pego de surpresa...
Porém se você não quer ser pego de surpresa, vigie e ore. Fale com Deus em casa, no trabalho e na igreja. Seja uma testemunha viva do amor de Deus. Oferte sua vida ao Senhor Jesus...
Jesus ofertou a vida dele para que todos nós pudéssemos ter a salvação. Todo aquele que crer no Senhor Jesus será salvo, porque ele é o caminho e a verdade e a vida e espera por você todos os dias. Não recuse o convite do Salvador, como aqueles judeus fizeram. Venha trabalhar na vinha do Senhor e venha para os braços do Salvador que te dá a vida eterna.
Ele te ama tanto, que não cansa de enviar seus empregados pra te buscar de volta sempre. Se pecou, se arrependa e volte para o Senhor, porque ele te espera de braços abertos, para te perdoar e te fazer viver na Palavra até o fim. Amém.


E a paz de Deus, que ninguém consegue entender, guardará o coração e a mente de vocês, pois vocês estão unidos com Cristo Jesus. Amém. (Fp 4.7)

quinta-feira, 3 de março de 2016

Assédio moral

A nossa perturbação com os serviços públicos é parecida com o meu problema com a Sky. Em agosto do ano passado consegui cancelar a assinatura da TV e desfiz o débito em conta corrente. Mas logo vieram as cobranças de fatura vencida. Várias ligações, todos os dias. Diante do eficiente assédio, em dezembro paguei o que exigiam e o que não devia. Logo retiraram os equipamentos e, finalmente, me senti livre da encrenca. Puro engano. Em janeiro voltaram a cobrar uma fatura vencida com ligações e mais ligações diárias por um serviço que eles já nem me oferecem. Enquanto escrevo este artigo, o assédio continua. Quem vai pagar pelo meu tempo e sossego perdidos? A Gisele Bündchen?
É assim com os serviços públicos. O Governo cobra por serviços que não oferece. E se não pagamos, nos assedia sem dó e sem piedade. Exemplo é a (in)segurança pública. Fizeram o desarmamento da população e depois tiraram a polícia das ruas. Uma piada se não fosse o horror com a bandidagem solta que mata mesmo quando não reagimos. Um desgoverno em tudo. Quem vai nos ressarcir pela qualidade da vida que não volta mais? A Dilma, os deputados, os juízes? O Chapolin Colorado?
Precisamos de um Brasil legítimo. Caso contrário, nossa situação será igual ao que expôs o escritor bíblico sobre os deuses inventados: “Eles têm boca, mas não falam, têm olhos, mas não veem. Têm ouvidos, mas não ouvem, têm nariz, mas não cheiram. Têm mãos, mas não podem pegar, têm pés, mas não andam” (Salmo 115). Aliás, a Bíblia lembra que, quando as autoridades cumprem os seus deveres, elas estão a serviço do Deus que não foi inventado (Romanos 13.6). Mas, e quando elas não cumprem? Estão a serviço de quem?
Apesar dos cercos, ainda há esperanças, aqui e mais adiante. Por isto a Quaresma, época cristã de reflexão no sofrimento do próprio Deus que veio em carne e osso para suportar o pior de todos os assédios. Em nosso lugar.
 
Artigo do pastor Marcos Schmidt
marcos.ielb@gmail.com
Pastor da Igreja Evangélica Luterana do Brasil
Novo Hamburgo, 5 de março de 2016