quinta-feira, 30 de agosto de 2018

Uma Porta Perdoadora?

Basilica di Santa Maria di Collemaggio: Porta Santa      Você já imaginou quantas portas você utiliza ao longo do seu dia? Seja dentro de sua própria casa, como a porta do quarto ou do banheiro, seja no trabalho, na escola, no mercado, no banco ou na igreja. E qual a finalidade destas portas? Possibilitar o acesso a um local, bem como proteger, proporcionar privacidade, fechar.
      Porém, na cidade italiana de Áquila, mais especificamente na Basílica de Santa Maria de Collemaggio, existe uma porta, digamos assim, diferenciada. Em 1924 o então Papa Celestino 5º declarou que quem atravessasse a porta principal daquela Basílica receberia o perdão dos seus pecados. Esta absolvição estava cancelada desde o ano de 2009, quando um grave terremoto causou destruição e morte na região, atingindo inclusive a porta perdoadora. Porém, neste ano a porta foi reinaugurada, oferecendo perdão a todo aquele que passar por ela.
      Por falar nisto, é inevitável lembrar da porta de uma outra igreja. Vamos sair de Áquila, na Itália, e vamos para Wittenberg, na Alemanha. E desta vez a porta não tem poder de oferecer perdão, mas sim, de testemunhar a verdade. Em 31 de Outubro de 1517 o jovem e promissor padre e professor universitário Martinho Lutero pregou na porta da igreja do Castelo de Wittenberg as 95 teses contra o abuso do clero com o povo. E, dentre as quais, estava a comercialização do perdão dos pecados. Bem, aí a gente conhece o resto da história. Aquela porta de Wittenberg testemunhou o início da Reforma Luterana que, neste ano, vai comemorar o seu 501º aniversário.
      Os ecos da Reforma Luterana continuam a ressoar e a confrontar os mesmos erros. Não há como concordar que uma porta ofereça perdão dos pecados. Acima de qualquer decreto ou lei humana está a Palavra de Deus, que sublinha insistentemente que
“Deus perdoou todos os nossos pecados e anulou a conta da nossa dívida, com os seus regulamentos que nós éramos obrigados a obedecer. Ele acabou com essa conta, pregando-a na cruz.” (Colossenses 2.13-14)
      Somos perdoados somente por causa da graça de Deus, somente pela fé em Cristo, e isto aprendemos somente pela Palavra de Deus!
      Então fica a dica: atravessar uma porta nos garante perdão? Que nada! Nos juntamos ao apóstolo Pedro para dizer que “todos os profetas falaram a respeito de Jesus, dizendo que os que creem nele recebem, por meio dele, o perdão dos pecados” (Atos 10.43).

Pastor Bruno A Krüger Serves
CEL Cristo, Candelária-RS

terça-feira, 28 de agosto de 2018

Tudo só na conversa

Resultado de imagem para ponte avenida dos municípios      O problema do Brasil é parecido com a ponte na Avenida dos Municípios (no Rio Grande do Sul) que não sai do papel. Desconfia-se que interesses atrapalham a obra, como, por exemplo, os lucros de um pedágio. Outro exemplo deste País que não funciona é a falta de ajuda adequada de Brasília aos refugiados venezuelanos. Dizem que é para “não encher a bola” da governadora de Roraima, adversária do Planalto. A politicagem movida pela ganância dificulta a nossa vida em tudo. E o mais grave nisto é a ausência de vontade popular em conhecer a raiz dos problemas. Como agora, na campanha política, o pouco interesse nos debates dos candidatos. Ou seja, o eleitor quer seguir por pontes que já caíram. Quer soluções rápidas e egoístas, parecidas com as religiosas que pregam: “Venham, aqui resolvemos na hora todos os seus problemas”. As soluções para um País melhor têm custos, mas, enquanto as pessoas estiverem movidas pela ambição, egoísmo e corrupção, tudo vai continuar só na conversa.
      Se na política é preciso colocar em prática coisas fundamentais, óbvias, básicas, na religião Jesus não deixa dúvidas:
“Quem ouve meus ensinamentos e não vive de acordo com eles, é como um homem sem juízo que construiu a sua casa na areia” (Mt 7.26).
      Diz isto para àqueles que transformam a fé numa ponte fictícia, sem a prática básica da religião que é o amor ao próximo. E, se o Salvador é o fundamento deste amor, infelizmente, ele também é a pedra que os construtores rejeitaram (Mateus 21.42). Por isto, quando insiste que ele é o caminho e ninguém chega a Deus a não ser por ele (João 14.6), então lembra do abismo entre nós e Deus, e da única ponte – sem qualquer atalho.
      Sem dúvida, a questão é o blá blá blá. E por isto, quem sabe, aquilo que Paulo profetizou:
“Vai chegar o tempo em que as pessoas não vão dar atenção ao verdadeiro ensinamento, mas seguirão os seus próprios desejos” (2Timóteo 4.3). 
Marcos Schmidt
pastor luterano

Card - próprio 17 (28/ago a 3/set) - B

sábado, 25 de agosto de 2018

Satanás é o pai do "politicamente correto"

Imagem relacionada     Li este texto (que não consegui identificar a autoria):
Elias ZOMBOU dos falsos profetas. Paulo foi além e mandou "entregar a Satanás" os falsos mestres. Esse papo de "ore por ele" pode te parecer bonito, mas na prática é só uma forma de se esquivar e não fazer nada. Quem lê diariamente as Escrituras nota com tanta evidência as ironias e sarcasmo de Paulo e Jesus que não pode mais ficar no politicamente correto do "vamos amar entregando flores". Tenha alguma decência e se manifeste DE VERDADE contra homens inescrupulosos.

     Enfim, me parece apropriado refletir sobre ele. Especialmente nestes tempos do "politicamente correto". (Uma obs.: politicamente correto é Satanás, ok? Deus não é. Ele age pra te salvar, não pra você parar de mimimi).
     Mas vamos lá.
     Elias zombou dos falsos profetas (1Reis 18.26-27)
Os profetas de Baal pegaram o touro que havia sido trazido para eles, e o prepararam, e oraram a Baal desde a manhã até o meio-dia. ...
Ao meio-dia, Elias começou a caçoar deles. Ele dizia:
— Orem mais alto, pois ele é deus! Pode ser que esteja meditando ou que tenha ido ao banheiro. Talvez ele tenha viajado ou talvez esteja dormindo, e vocês terão de acordá-lo!
     Mais tarde Elias comanda o "extermínio" dos profetas ao falso deus (1Reis 18.40). Lembremos que aqui é um período em que a idolatria era punida com a morte física. Hoje ainda é punida com a morte, mas a Morte Eterna. A Eterna condenação ao Inferno.
     Paulo "entrega a Satanás" (1Timóteo 1.19-20):
Conserve a sua fé e mantenha a sua consciência limpa. Algumas pessoas não têm escutado a sua própria consciência, e isso tem causado a destruição da sua fé. Entre elas estão Himeneu e Alexandre, que eu já entreguei a Satanás para que aprendessem a não blasfemar mais.
     Neste texto Paulo fala a Timóteo, como ele deverá conservar sua própria fé. E cita exemplos de pessoas que estavam abandonando a fé. E que, ao ver do apóstolo, não tinham mais jeito. Esta frase, no texto bíblico, significa o que hoje a igreja entende por "excomunhão"... Eles queriam fazer de conta que eram da igreja, mas sua vida era do mundo. Assim, Paulo os expulsa da congregação.
     Claro, que se eles se arrependessem, perdoados por Cristo, seriam novamente aceitos na congregação. Mas aparentemente queriam viver seu pecado e viver de aparência na igreja. Isso não dá.
     Mas o texto que cito no início, parece sugerir que não se deve orar pelas pessoas. E nisso está errado. Jesus mesmo disse: "amem os seus inimigos e orem pelos que perseguem vocês."
     É nosso dever de amor orar por todos. Pelos que hoje não creem em Deus, pelos que vivem falsamente sua fé, enganando a si mesmos... O objetivo de Deus é salvar a todos.
     Entretanto, fazer de conta que está tudo bem, com esse monte de falso profeta por aí, é ser "politicamente correto" e quem faz assim, será entregue para Satanás também. Porque está sendo omisso em apontar para a verdade.
     Não saiam matando.
     Não saiam brigando.
     Orem e orem muito pelos pecadores, a começar por vocês (nós) mesmos.
     Mas não façam de conta que tá tudo bem "só pra não perder a amizade". É melhor estremecer a amizade para salvar o amigo, do que ser amigo a vida inteira e deixar que a pessoa vá para o Inferno.
     Deus nos chamou para ser sal e luz. Sejamos.


quinta-feira, 23 de agosto de 2018

Brasil da Ansiedade e do Rivotril

      Você já deve ter se deparado diversas vezes com a expressão de que o povo brasileiro é um povo alegre, cheio de felicidade e alegria nos pés para sambar, jogar um bom futebol e comemorar um contagiante carnaval. Será que somos assim mesmo?

      Dados da Organização Mundial da Saúde revelam que o povo brasileiro é líder mundial não no quesito felicidade, mas em ansiedade. Somos o povo mais ansioso do planeta, com cerca de 10% da população sofrendo de ansiedade. Sem falar nos índices de depressão, bem acima da média mundial. E, para fechar a conta, os números revelam que o Rivotril, famoso antidepressivo, é o segundo medicamento mais vendido no Brasil, ficando atrás somente dos analgésicos. O país da alegria nos pés busca alívio para a mente e o coração. É interessante nos perguntarmos o porquê deste cenário ansioso. Será que é pelo conjunto da obra, ou seja, pelo cenário caótico de insegurança pública, crises financeiras, políticas, morais e sociais?

      E quando a religião entra em campo neste cenário carregado de ansiedade e Rivotril? O Brasil está repleto de apelos da chamada teologia da glória, da prosperidade, do sucesso. A lógica é de que, quanto maior a fé, maior é o sucesso. Mas aí nos deparamos com personagens bíblicos, homens cheios de fé, enfrentando seus dilemas pessoais e tomados de ansiedades. Abraão sofria por não conseguir ser pai. José sofreu nas mãos dos seus irmãos, foi até mesmo preso no Egito. Davi sofreu amargamente com perseguições e com consequências de seus erros. Jó carregou as piores dores que um ser humano pode carregar. E ainda olhamos para Jesus, e mesmo sendo Deus, ele carregou no seu coração as piores angústias, a ponto de seu suor de pavor parecer gotas de sangue. Mesmo sendo Deus, carregou todo sofrimento e culpa em sua cruz, foi humilhado e crucificado.

      Diante de tudo isto, ter fé nos torna imunes às estatísticas de ansiedade, depressão ou do uso de Rivotril? Não! Fé cristã não é uma caixa de isopor que nos protege de tudo. Sofremos porque fazemos parte da criação de Deus que foi arruinada pela queda em pecado, desde Adão e Eva.

      Há um doce consolo para os corações ansiosos e às mentes que sofrem como reféns de seus próprios pensamentos: “os bons passam por muitas aflições, mas o SENHOR os livra de todas elas” (Salmo 34.19). Cristãos também estão entre as estatísticas de ansiedade e depressão. Mas Jesus é Deus que cuida também nas crises e enfermidades. Consolador é saber que ele está ao lado dos ansiosos e depressivos e os cuida através de médicos, psicólogos, amigos, abraços e, principalmente, através da sua Palavra que fala ao coração aflito e à mente ansiosa: “Não fiquem com medo, pois estou com vocês; não se apavorem, pois eu sou o seu Deus. Eu lhes dou forças e os ajudo; eu os protejo com a minha forte mão” (Isaías 41.10).

      Então fica a dica: Jesus ama corações e mentes ansiosas. Pela fé em Cristo, há grande consolo para os dias de ansiedade e forças para superar as crises.

Pastor Bruno A. K. Serves | CEL Cristo, Candelária-RS

quinta-feira, 16 de agosto de 2018

Diferentes Percepções de Tempo

Resultado de imagem para o tempo voa
       Quando éramos crianças parecia que o relógio andava mais devagar, não é mesmo? Parecia que o espaço entre um Natal e outro era enorme, que era quase uma eternidade aguardar as próximas férias. E, quando nos tornamos adultos, cheios de responsabilidades e afazeres, parece que o relógio funciona plenamente acelerado. Nesta fase da vida mal nos damos conta, mas vamos empilhando rapidamente sobre os ombros os natais, aniversários, férias e tudo o mais que, lá nos tempos de criança, pareciam ser distantes e lentos para serem vividos.
       Estes dias li uma explicação científica para esta sensação do tempo ser lento na infância e acelerado quando adultos. É a chamada Lei de Weber. A explicação é simples. Quando somos crianças, com nossa pouca idade, a diferença de tempo é muito perceptível. Quando temos poucos anos é mais fácil perceber a diferença entre uma data e outra. E, por outro lado, quando adultos a diferença entre as datas é menos perceptível. Ou seja, para um jovem de 13 anos o ano pode parecer bem mais longo do que para o adulto de 50 anos, que já viveu muito mais tempo. Quanto mais vivemos, maior é a impressão de que o tempo voa!
       Independente da fase da vida e das diferentes percepções de tempo que temos, há um conselho bíblico valioso:
“Faze com que saibamos como são poucos os dias de nossa vida para que tenhamos um coração sábio” (Salmo 90.12).
       O Senhor convida a entregarmos em suas mãos cada dia de nossa existência, com nossos dilemas, medos, culpas e sonhos. Afinal, o Deus eterno fez-se homem e habitou entre nós, experimentando nosso tempo e indo à cruz para resgatar a tudo e a todos. E, com sua ressurreição, garantiu a vida que vai além do tempo, a vida que dura para sempre. Jesus é o Salvador, Jesus é Senhor sobre o tempo, Jesus é Senhor sobre nossos dias, Jesus garante a vida que nunca termina. Vida que é gerada unicamente pela fé!
       Então fica a dica: se a percepção de tempo pode mudar ao longo da vida, o que não muda é o amor Deus, presente nas mais diversas fases de nosso viver:
“desde que vocês nasceram, eu os tenho carregado; sempre cuidei de vocês. E, quando ficarem velhos eu serei o mesmo Deus; cuidarei de vocês quando tiverem cabelos brancos. Eu os criei e os carregarei; eu os ajudarei e salvarei” (Isaías 46.3-4).  
Pastor Bruno A. Krüger Serves
CEL Cristo, Candelária-RS

terça-feira, 14 de agosto de 2018

Aborto — direito da mulher?

      Os argumentos a favor do aborto partem, basicamente, do que disse a presidente do Conselho Nacional dos Direitos Humanos na audiência pública no STF, que negar o “direito de a mulher decidir sobre sua própria vida reprodutiva é incompatível com o direito humano à vida com dignidade e à liberdade sexual e reprodutiva”.
      Muito estranho. Se elas têm este “poder”, então nada importa um feto com 12 semanas ou 9 meses. E se o corpo é dela e faz o que bem entende com ele, então ela pode decidir o que fazer com o filho no colo, se amamenta ou não. Afinal, de quem são os seios? Outro argumento estranho é que a criminalização leva para clínicas clandestinas, provoca riscos de morte à gestante, e a legalização vai cuidar melhor da saúde da mulher.
      Bom, a gente sabe que os filhos fazem um enorme estrago na vida da mãe e do pai. Preocupação, pressão alta, sacrifícios físicos, emocionais e financeiros, um monte de coisa que abrevia a vida dos pais. Portanto, se alguém na barriga ou fora dela está sendo um estorvo, se a mulher tem todo o direito sobre o corpo dela, se o aborto é a solução, e se a clínica legal evita riscos à saúde da gestante, e se o importante é a liberdade da mulher, então, tirem as crianças da sala. Ou da vida dos pais.
      O tema é complicado quando o fascínio das pessoas virou só prazer, felicidade própria, conquistas pessoais, beleza física – tempos de doutores “bumbum”. Também é difícil dar opinião religiosa quando dizem “lá vem eles com estas ideias ultrapassadas”. Mas, a regra continua: “Não matarás”. E a vida, que brota do sopro divino, começa naquilo que a ciência tenta explicar e que Davi já sabia: “Tenho sido pecador desde o dia em que fui concebido” (Sl 51). Herança maldita convertida em bênção pelo Deus também concebido no ventre da mulher e que, certa vez, ordenou: “Deixem que as crianças venham a mim”.

Marcos Schmidt - pastor luterano

Card - próprio 15 (14 a 20/ago) - B

quinta-feira, 9 de agosto de 2018

Escravos de Si Mesmos

     Parece-me que vivemos tempos em que a individualidade e o amor a si mesmo estão supervalorizados. É óbvio que demos nos amar, nos cuidar e nos aceitar. Afinal, o próprio Jesus nos ensinou a amar ao próximo como a si mesmo. Mas chamo a atenção para a idolatria do eu, do amor próprio acima de tudo, da satisfação pessoal praticamente acima do bem e do mal.
     Como sinais deste auto amor exagerado e perigoso, poderiam entrar na lista os relacionamentos descartáveis. Casamentos já não são até que a morte os separe, mas sim, até o primeiro desentendimento. Parece ser mais fácil descartar o que traz sofrimento do que tentar resolver o problema. E, porque não, também entra na lista destes sinais o debate a respeito da descriminalização do aborto até a 12ª semana de gestação para qualquer mulher que assim o deseja cometer. Uma das argumentações para a legalização do aborto nestas condições é o direito da gestante escolher se é ou não um bom momento para se ter um filho. Se o filho for atrapalhar os planos de carreira ou estudos, então ele será punido e sacrificado? O que mais espanta é que, de forma clandestina, estes abortos acontecem aos montes, causando graves problemas de saúde pública. E não são raras as mães que, pelo resto da vida, tornam-se escravas de si mesmas, de suas consciências que não esquecem o aborto realizado.
     Vivendo em uma sociedade onde o amor próprio está perigosamente no centro de tudo, nós cristãos confessamos que quem precisa estar no centro de nossas vidas é a Palavra de Deus. Confessamos que ela é a Verdade! E dela aprendemos que o casamento não deve ser algo descartável, mas “que ninguém separe o que Deus uniu” (Mateus 19.6). E sobre o aborto, confessamos enraizados na Palavra de Deus de que “tu viste quando os meus ossos estavam sendo feitos, quando eu estava sendo formado na barriga da minha mãe, crescendo ali em segredo” (Salmo 139.15). Sim, a Palavra de Deus nos ensina a ver o casamento como algo duradouro e a gestação como um filho com direito à vida.
     Então fica a dica: cuidado para não se tornar escravo de suas próprias vontades corrompidas. Como herdeiros da Reforma Luterana, pedimos a Deus para que a sua Palavra seja o centro de nossas vidas. Para restaurar, transformar e salvar nossas vidas Deus enviou Jesus, seu Filho. Nele há perdão que nos liberta da escravidão de nossos erros. E assim pedimos a este Deus de amor: “Ó Deus, cria em mim um coração puro e dá-me uma vontade nova e firme!” (Salmo 51.10).
Pastor Bruno A. Krüger Serves
CEL Cristo, Candelária-RS

quarta-feira, 8 de agosto de 2018

Artigo, Adão Paiani - A pastora das trevas

*Adão Paiani

     A IECLB (Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil), a mais antiga denominação luterana em nosso país, trazida pelos imigrantes alemães chegados ao Rio Grande do Sul no século XIX, se colocou na defesa da mais torpe, vil, miserável, canalha e abjeta das causas, o aborto, ou assassinato de crianças inocentes e indefesas ainda no ventre das mães.

     Ao permitir que a "pastora" das trevas abrigada em seu meio, Lusmarina Campos Garcia, fosse ao Supremo Tribunal Federal defender a descriminalização da maior das atrocidades que um ser humano pode cometer contra outro,  a IECLB demonstra que de cristã absolutamente mais nada tem, mas tornou-se apêndice e instrumento das idéias de uma diabólica Nova Ordem Mundial.

     Ao abrigar em seus quadros a torpe figura da foto (no blog do autor tem a foto) - comunista, feminista, abortista, petista e defensora de tudo o que de mais desprezível existe na face da terra - a outrora digna, tradicional  e respeitável IECLB sinaliza ao Brasil e ao mundo que tornou-se um valhacouto de covardes, bárbaros e canalhas defensores não dos mais sagrados princípios cristãos, mas da mais indigna de todas as bandeiras, travestida do direito de matar inocentes.


     É com tristeza que escrevo estas palavras, pois  por muitos anos mantive com a IECLB laços de grande admiração e respeito, e lá por muitos anos pude conviver com homens e mulheres da mais pura e genuína fé cristã; mas ante tamanha indignidade é impossível se calar.


     A IECLB que foi a vida e missão de homens como os Pastores e Teólogos Gottfried Brakemeier, Rolf Drost e Godofredo Boll, dentre tantos outros pilares da fé cristã e luterana; a IECLB da Casa Matriz de Diaconisas (CMD) e suas "schwesters" dedicadas à caridade, ao amor e cuidado de crianças, doentes e idosos; a IECLB  da Comunhão dos Obreiros Diaconais (COD); a IECLB da Ordem Auxiliadora das Senhoras Evangélicas (OASE); a IECLB do legado de Martinho Lutero e Dietrich Bonhoeffer - essa deixou de existir.


     Uma história quase bicentenária de fé e trabalho hoje se resume a uma Lusmarina de tal. Triste epílogo de uma fé.


     O preço de tamanha indecência, torpeza e crueldade certamente será cobrado na eternidade.


     É o que eu acredito e espero.

*Advogado do RS.

Obs.:
Nós somos luteranos da IELB, que não compactua com causas como esta do aborto. Se uma mulher, em desespero, acaba por abortar, será acolhida como alguém que precisa da Palavra de perdão e de amor. Mas não endossamos a tentativa de legalizar (não estão tentando descriminalizar, mas legalizar) o aborto.

Pai Nosso - Carlos Magrão Gospel


Estará em Nova Venécia, na Praça Adélio Lubiana
dia 10 de agosto, na feirinha.

terça-feira, 7 de agosto de 2018

A posição da IELB sobre o aborto

Porto Alegre, RS, 07 de agosto de 2018

A POSIÇÃO DA IELB SOBRE O ABORTO

    Visto que o aborto foi levado ao Supremo Tribunal Federal e ali foi discutido em audiência pública, líderes de igrejas também se manifestaram. Alguns colocaram sua posição contrária ao aborto, outros, porém, colocaram-se a favor. Diante disso, também a Igreja Evangélica Luterana do Brasil (IELB) foi questionada a respeito. Em resposta, evidentemente, não é possível dar um longo parecer. No entanto, trazemos, de forma resumida, a posição da IELB.
     Em primeiro lugar, a IELB chama atenção para o fato de que julgamentos feitos por cortes judiciais, inclusive pelo Supremo Tribunal Federal, sobre a legalidade ou ilegalidade de ações das pessoas, não resolvem assuntos morais e não são determinativos para a consciência cristã.
     Em segundo lugar, quanto ao aborto, evidentemente, ocorrem abortos espontâneos e inevitáveis, que se equiparam à morte de uma pessoa. Agora, quanto a abortos provocados, a posição da IELB é esta: Visto que o aborto provocado implica em tirar uma vida humana, ele não é uma opção moral viável, a não ser que se trate de um infeliz e inevitável procedimento médico necessário para evitar a morte de outro ser humano, a saber, da mãe. Se não houver esta infeliz e inevitável necessidade de escolha entre duas vidas, o aborto provocado se equivale ao assassinato, pois claramente é uma desobediência aberta ao quinto mandamento, dado por Deus, que diz: “Não mate” (Êxodo 20.13). Isto, porque, do ponto de vista bíblico, o embrião humano já é um ser humano, conforme Davi, inspirado pelo Espírito Santo, claramente
confessa no Salmo 139.13-16 (NAA):
Pois tu formaste o meu interior,
tu me teceste no ventre de minha mãe.
Graças te dou, visto que de modo assombrosamente maravilhoso
me formaste;
as tuas obras são admiráveis,
e a minha alma o sabe muito bem.
Os meus ossos não te foram encobertos,
quando no oculto fui formado e entretecido como nas profundezas
da terra.
Os teus olhos viram a minha substância ainda informe,
e no teu livro foram escritos todos os meus dias,
cada um deles escrito e determinado,
quando nem um deles ainda existia.
     Além de o aborto provocado ser uma séria ofensa contra o quinto mandamento, ele também é ofensa contra o primeiro mandamento, em que Deus diz: “Não tenha outros deuses diante de mim” (Êxodo 20.3). Pois a ação de abortar claramente é manifestar rejeição de honrar a Deus como o Criador e de buscá-lo acima de tudo em tempos de necessidade. Assim, isso se encaixa naquilo que diz o apóstolo Paulo, em Romanos 1.32: “Embora conheçam a sentença de Deus, de que os que praticam tais coisas são passíveis de morte, eles não somente as fazem, mas também aprovam os que as praticam”.
     Portanto, em consonância com o ensinamento bíblico, a IELB é contrária à prática do aborto provocado de forma indiscriminada.
     Atenciosamente,

Rev. Dr. Rudi Zimmer
Presidente da IELB

Bandidos e mocinhos

Resultado de imagem para carro roubado     Depois de um conhecido meu ter o carro roubado, o telefone chamou: “Ou paga pelo resgate ou nunca mais...”. Sem seguro, mas com os impostos do veículo em dia, pagou também o IPVA do crime. E teve o carro de volta. A polícia orienta para nunca fazer isto, mas os bandidos mandam mais que os mocinhos. Dados confirmam que famílias e empresas brasileiras gastam mais em segurança do que o governo. Gastam mais também na saúde, na educação, nos transportes... Seria tranquilo se não fossem os altos tributos públicos que consomem a metade da renda dos brasileiros. E seria mais tranquilo ainda se o poder público não fosse corrupto e incompetente.
     Eu também já tive o carro roubado quando trabalhava em outra cidade, e foi o delegado quem pediu dinheiro. Não dei e nunca mais vi a cor do carro. Mais tarde, o homem da lei foi preso, mas logo solto. Não tinha seguro e o carro era financiado. Aprendi na carne o recado de Jesus: “Não ajuntem riquezas aqui na terra onde os ladrões arrombam e roubam”. O problema é que os ladrões não levam apenas nossos bens, mas também nossa vida. Por isto, a oração: “Ó meu Deus, protege-me daqueles que me atacam. Salva-me dos homens maus, livra-me desses assassinos” (Salmo 59).
     Mas, não basta orar. Faltam dois meses para escolher nossos governantes e não sabemos quem é bandido e quem é mocinho. Resultado: 59% dos brasileiros ainda não sabem em quem votar. Eu estou fazendo por eliminação. Não vou votar no radical, populista e que promete salvar o Brasil. Estou procurando aquele mencionado em Provérbios 28: “Quando a nação tem líderes inteligentes e sensatos, ela se torna forte e firme (...) O governador sem juízo será um ditador cruel; aquele que odeia a desonestidade governará por muito tempo”. Este é o caminho: governantes honestos, inteligentes, sensatos, com juízo. Ou então, vamos continuar pagando impostos aos bandidos.  Na rua e nas repartições públicas.

Marcos Schmidt
pastor luterano da IELB

Card - próprio 14 (7 a 13/ago) - B

quarta-feira, 1 de agosto de 2018

Programa Acorde (Parte 3) Carlos Magrão


Estará em Nova Venécia, na Praça Adélio Lubiana
dia 10 de agosto, na feirinha.

Terra de sangue

Eclipse Lunar     Estranho! Quando a Lua fica escondida, todos querem enxergá-la. Quando está radiante, poucos a percebem. Ela não deveria chamar a atenção pela sombra do eclipse, mas pelo reflexo da luz solar. Aliás, a Lua é bonita pelo brilho apreciado a 384 mil quilômetros de distância. Quem descobriu isto foi o segundo homem que nela deixou suas pegadas naquele julho de 1969: “É um lugar tão desolado, tão completamente sem vida”. Ele precisou voltar à Terra e valorizar aquilo que ficou para trás. Agora descobriram água em Marte e desejam conquistar o planeta vermelho. Enquanto isto, acabam com a água no único lugar habitável. Estranho, muito estranho!
     O nosso problema é encontrar beleza no lugar onde pisamos. Temos a mania de olhar para longe, o que é bom quando a maldade da ambição não destrói o que está ao redor. Até porque fomos criados para conquistar, inventar, progredir. Mas a cobiça sempre provocou destruição, morte, ruína. Tudo por esta ideia que o forte vence o fraco, o grande acaba com o pequeno, o esperto aniquila o incapaz. É a propaganda enganosa da “seleção natural” tão presente na família, na economia, na política. No meio disto, duas perguntinhas atormentam: “De onde viemos? Para onde vamos?”. Nem Marte nem as estrelas irão responder.
     Eu tinha dez anos e vi pela televisão a conquista da Lua. Lembro que minha avó insistia que tudo era mentira. Morreu não acreditando, mas nunca duvidou que o Criador, encarnado na “roupa espacial” da humilhação (Fp 2.1-11) pisou na Terra para conquistar o impossível à ciência humana, o amor. Hoje, o que chama a atenção são os eclipses (do grego “deixar para trás”) da luz divina. Por isto, o pedido aos seguidores de Cristo: “Sejam filhos de Deus, vivendo sem nenhuma culpa no meio de pessoas más, que não querem saber de Deus. No meio delas vocês devem brilhar como as estrelas no céu” (Fp 2.14). 

Marcos Schmidt