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Brasil da Ansiedade e do Rivotril

      Você já deve ter se deparado diversas vezes com a expressão de que o povo brasileiro é um povo alegre, cheio de felicidade e alegria n...

domingo, 29 de julho de 2012

O Senhor nos abençoa e guia

Que a graça do Senhor Jesus Cristo, o amor de Deus e a presença do Espírito Santo estejam com todos vocês! (2Co 13.13).

Lc 12.13-21

Queridos irmãos e irmãs em Cristo...

O evangelho de hoje nos leva a refletir sobre a brevidade da vida humana e como costumamos dar valor às coisas fúteis, deixando de lado aquelas que são realmente importantes.

Este não é um assunto novo.

Já no Antigo Testamento, o sábio rei Salomão escreveu: 2É ilusão, é ilusão, diz o Sábio. Tudo é ilusão. 3A gente gasta a vida trabalhando, se esforçando e afinal que vantagem leva em tudo isso? 4Pessoas nascem, pessoas morrem, mas o mundo continua sempre o mesmo. 5O sol continua a nascer, e a se pôr, e volta ao seu lugar para começar tudo outra vez. 6O vento sopra para o sul, depois para o norte, dá voltas e mais voltas e acaba no mesmo lugar. 7Todos os rios correm para o mar, porém o mar não fica cheio. A água volta para onde nascem os rios, e tudo começa outra vez. 8Todas as coisas levam a gente ao cansaço — um cansaço tão grande, que nem dá para contar. Os nossos olhos não se cansam de ver, nem os nossos ouvidos, de ouvir. 9O que aconteceu antes vai acontecer outra vez. O que foi feito antes será feito novamente. Não há nada de novo neste mundo.” (Ec 1.2-9).

E numa reflexão desalentadora, Salomão diz: “Tudo o que eu tinha e que havia conseguido com o meu trabalho não valia nada para mim. Sabia que teria de deixar tudo para o rei que ficasse no meu lugar.” (Ec 2.18).

Hoje estamos comemorando a Festa da Colheita, que lembra as bênçãos materiais que o Senhor não nos tem deixado faltar. Mas também temos confirmação de vários jovens. A partir de hoje, vocês confirmandos, vão responder pela fé que têm. A partir de hoje a igreja luterana vê vocês como responsáveis pela sua fé. E vocês, como testemunhas de Jesus, vão conviver com muitas pessoas. Por isso eu pergunto:

O que você vai deixar para as pessoas com as quais convive?

E quanto às bênçãos materiais, pra quem vão ficar aquelas ofertas que negamos a oferecer a Deus?

Salomão foi muito rico, mas não pôde deixar a riqueza para seus filhos. Após sua morte o podo de Israel entrou em guerra pelo poder e se autodestruiu por causa da riqueza que rondava o trono.

Assim, quantas são as histórias de pais que deixaram de lado o tempo em que os filhos estavam crescendo, se ocupando em colocar comida sobre a mesa...

Preocupados em juntar dinheiro para a educação e uma eventual emergência eles não viram seus filhos crescerem.

Quando conseguiram olhar para os filhos, o tempo já tinha passado e eles cresceram sem a presença real do pai. Perdeu-se aquilo que era o mais importante, por causa de coisas menos importantes. Também importantes, mas menos importante do que estar com o filho. E muito menos importante do que trazer os filhos à presença de Deus.

Lembro de uma mensagem que diz assim:

Só uma vez... Nosso filho terá três anos e estará doido pra sentar em nosso colo.

Só uma vez... Ele terá cinco anos e quererá brincar conosco.

Só uma vez... Ele terá dez anos e desejará estar conosco em nosso trabalho.

Só uma vez... Ele será um adolescente e verá em nós um amigo com quem conversar.

Só uma vez... Ele entrará na universidade e vai querer trocar ideias conosco.

Se perdermos estas oportunidades, nós perderemos o nosso filho e ele não terá tido um pai.

Não perca as oportunidades de estar com a sua família...

Não perca as oportunidades de estar na casa de Deus. Confirmação não é formatura. É apenas mais uma etapa. A formatura do cristão é no caixão.

Também não perca as oportunidades de demonstrar sua gratidão a Deus pelas bênçãos que tem em sua vida.

Quando acontece, naquele momento pode parecer muito importante trabalhar, mas mais importante é abraçar o filho e dizer o quanto você o ama. Pode parecer muito importante ver um jogo na TV ou com os amigos, mas mais importante é estar com sua família na casa de Deus. Pode parecer muito importante comprar desesperadamente aquela TV de 80 polegadas, mas mais importante é ofertar agradecido pelas bênçãos já recebidas, confiando nas bênçãos futuras.

Nem sempre será fácil fazer estas coisas, mas você não se arrependerá de dedicar tempo à sua família e a Deus.

Já pras outras coisas: não existe nada de novo neste mundo, disse Salomão. O como diria o Chacrinha: “nada se cria, tudo se copia”.

E além de tudo isso, ainda mais importante é compartilhar a fé em Jesus Cristo com seu filho e com as crianças para as quais você é exemplo. Com os amigos que você convive na escola, no lazer, no trabalho...

Algum dia, quando você não estiver mais presente, o que terá importado serão os bons momentos vividos juntos e não a quantidade de dinheiro que deixou num cofre.

Quando você não estiver mais presente, será legal seu filho poder dizer:

— Foi meu pai que me ensinou o caminho da Casa do Senhor. Ele não nos obrigava a ir à doutrina, ele ia com a gente sempre à casa de Deus e ali aprendemos o que é importante. Ele nos ensinou o Catecismo...

— Ele não dizia o que é certo. Ele fazia o certo e nos ensinava a fazer também. Por vezes ele ficou triste por não poder nos dar tudo o que a gente tanto queria, mas nós sabemos que o melhor ele fez. E o melhor ele nos deu: a fé em Jesus.

Este também é o exemplo de Jesus Cristo, no evangelho: “Esta noite você vai morrer e o que você juntou vai servir pra quê?” Pra nada!

Se você apenas se preocupou com este mundo, não terá servido pra nada. Mas se você se preocupou com a vida eterna. Tudo terá valido à pena.

O Senhor, nosso Pai, nos convida: vem meu filho, vem pra perto de mim.

É dele que vêm todas as bênçãos, e ele diz que vai amparar a todos nós, quer estejam perto ou longe um do outro. Se estivermos perto de Deus, as suas bênçãos nunca vão nos faltar. E, no dia da nossa formatura cristã, receberemos a vida eterna. Amém.

E a paz de Deus, que ninguém consegue entender, guardará o coração e a mente de vocês, pois vocês estão unidos com Cristo Jesus. Amém. (Fp 4.7)

sábado, 28 de julho de 2012

Jesus nos traz paz e vida

Que a graça do Senhor Jesus Cristo, o amor de Deus e a presença do Espírito Santo estejam com todos vocês! (2Co 13.13).

Queridos em Cristo.

No texto do Evangelho de hoje temos um acontecimento muito conhecido por todos os cristãos. O episódio em que Jesus caminha sobre a água. Aliás, este acontecimento aparece todos os anos nas leituras bíblicas.

O lugar onde Jesus caminho sobre a água, o Lago da Galileia, tem cerca de 10 km de largura por 20 de comprimento. Pra se ter uma ideia, Nova Venécia, do polo industrial até a Univen, tem cerca de 6 km de extensão, quase metade da largura daquele lago onde.

Então, alguém, no meio da madrugada, aparece caminhando sobre a água. Era de assustar mesmo. Pois era a primeira vez que acontecia.

Naquela madrugada ventava forte, o barco balançava e tudo isso depois de um dia muito cansativo...

Semana passada nós falamos do texto anterior ao de hoje. E vimos que Jesus queria levar seus discípulos para um lugar sossegado, para descansar, mas, quando desceu do barco, lá estava a multidão novamente e, em vez de descansar, Jesus cura, ensina e multiplica os pães e peixes para alimentar mais de 5 mil pessoas.

Aquele dia tinha sido muito cansativo e ainda não tinha terminado. Agora eles estavam no meio do lago, com dúvidas, cansados e, sem Jesus, que tinha ficado para trás.

No meio disso tudo, os discípulos ficaram apavorados ao ver alguém andando sobre a água. E nós, se não soubéssemos da história, também ficaríamos apavorados. Poderíamos até não pensar que fosse um fantasma, mas aquilo nos assustaria.

Jesus não deixa ninguém de seus seguidores com medo. Ele sempre socorre e foi isso que fez com os discípulos: “Coragem, sou eu! Não tenham medo!” (Mc 6.50).

Assim Jesus também faz conosco ainda hoje, quando estamos apavorados no meio das tempestades da vida. Ele vem e diz: “Coragem, sou eu!”

E o Evangelho ainda revela que os discípulos “estavam completamente apavorados.” (Mc 6.51). Isto porque “a mente deles estava fechada, e eles não tinham entendido o milagre dos pães”. (Mc 6.52).

Era muita novidade junta: milagres, maravilhas, alimentação da multidão, e agora, Jesus andando sobre a água. Estava cada vez mais confirmado que Jesus era, de fato, o Messias prometido a tanto tempo.

Então Jesus entrou no barco e o vento se acalmou. E os discípulos também se acalmaram, porque a proximidade de Jesus acalma o nosso coração.

Ao descer do outro lado do lago. Em Genesaré, novamente já havia muita gente esperando por eles. E as pessoas vinham trazendo seus doentes e pediam que Jesus deixasse pelo menos que eles tocassem em suas roupas.

Nesta parte do evangelho de Marcos vemos uma questão de fé. Aliás, vemos muitas coisas relacionadas à fé.

As pessoas estão seguindo Jesus para onde ele vai. Vão andando em volta do lago da Galileia, de um lado para outro, para continuar perto de Jesus. Jesus não tem sossego para descansar.

Não adianta Jesus atravessar aqueles dez quilômetros, pois quando chega do outro lado, lá estão as pessoas.

Não adianta Jesus ir de um lugar para outro, pois aonde ele vai, as pessoas o buscam com os seus problemas.

E é aí que eu gostaria que pensássemos em nossa vida e no nosso relacionamento com Jesus.

Nós buscamos Jesus nos momentos difíceis?

E nos momentos alegres, estamos buscando Jesus para agradecer?

Diz o profeta Amós: “Voltem para o Senhor e vocês viverão...” (Am 5.6).

E o próprio Jesus em Mateus 6.33 “ponham em primeiro lugar na sua vida o Reino de Deus e aquilo que Deus quer, e ele lhes dará todas essas coisas.”

E outro texto que conhecemos muito bem: “Se me chamarem no dia da aflição, eu os livrarei, e vocês me louvarão.” (Sl 50.15).

Mas tudo isso começa com a atitude registrada por Josué: “... eu e a minha família serviremos a Deus, o Senhor.” (Js 24.15). Atitude de alguém que crê de verdade em Deus Pai, Filho e Espírito Santo e quer Deus dentro de sua família.

Josué, neste último capítulo de seu livro, estava chamando o povo de Deus a uma decisão. Ele não está falando com qualquer pessoa. Ele está falando com o povo de Deus. E hoje estaria aqui, nesta igreja, falando conosco que cremos em Jesus.

É importante lembrar o versículo todo: “Mas, se vocês não querem ser servos do Senhor, decidam hoje a quem vão servir. Resolvam se vão servir os deuses que os seus antepassados adoravam na terra da Mesopotâmia ou os deuses dos amorreus, na terra de quem vocês estão morando agora. Porém eu e a minha família serviremos a Deus, o Senhor.” (Js 24.15).

Lembrem tudo que falamos até aqui:

Os discípulos, longe de Jesus, cansados, no meio do lago, de madrugada e com muito vento, estavam apavorados. Jesus chega e acalma tudo.

Nós, longe de Jesus, vivemos nos cansando tentando resolver nossos problemas sozinhos. Estamos cada vez mais afastados de Deus... Mas se permitirmos que o Senhor venha para perto de nós, ele trará a paz.

Então, como aquelas pessoas buscavam Jesus para solução de seus problemas, nós sempre precisamos buscar o Senhor em oração, na leitura bíblica, nos cultos...

Ele virá e nos trará a sua paz.

Uma paz que só quem crê em Jesus pode entender. Uma paz que existe, mesmo quando estamos no meio de problemas. Uma paz que existe, mesmo se estivéssemos no meio da guerra.

Porque com Jesus ao lado, por maior que seja o problema, ele vai terminar. A Vida eterna é o lugar de todo aquele que crê em Jesus Cristo.

Vamos fazer como os discípulos, que, mesmo ainda não compreendendo completamente tudo que acontecia, continuavam firmes seguindo Jesus. Ou como as outras pessoas que aparecem no texto de Marcos, sempre buscando o Senhor para solucionar seus problemas.

Ou, ainda, como Josué, fazendo da nossa casa, uma casa do Senhor, onde habita o amor, o perdão, a honra, pois o próprio Senhor Jesus habitará conosco e nos fará ficar em paz. Paz neste mundo e paz na vida eterna, pela fé em Jesus Cristo.

Amém.

E a paz de Deus, que ninguém consegue entender, guardará o coração e a mente de vocês, pois vocês estão unidos com Cristo Jesus. Amém. (Fp 4.7)

sábado, 7 de julho de 2012

Pastor, estou em dúvida…

Capa - livro - LDH 001

Com este sugestivo título, está sendo lançado o Livro do Rev. Leandro Daniel Hübner, com respostas sérias e coerentes em meio a tantar turbulência de falta de conhecimento bíblico.

Veja o Depoimento do Professor Gerson:

Conheço o pastor Leandro desde seus tempos de estudos no Instituto Concórdia de São Paulo. Preparava-se para ser pastor. Seu desejo de então, de aliar rigor acadêmico com senso prático, se expressa também neste texto que ora é publicado.

"Pastor, estou em dúvida ..." expõe seu tema com uma abordagem bíblica, cristocêntrica e contextualizada. A visão bíblica se revela no amplo e correto uso de textos da Escritura, que dão ao leitor a segurança de que as conclusões do livro estão fundamentadas na palavra inerrante de Deus. A centralidade da pessoa e obra de Cristo está bem evidenciada no tratamento de cada um dos temas abordados no livro. Tal abordagem deixa claro ao leitor que a justificação pela graça de Deus, por causa de Cristo, mediante a fé, é a verdade central da Escritura e do cristianismo, e princípio fundamental para a reflexão sobre os mais diversos temas da vida cristã. A perspectiva contextualizada da obra revela a preocupação do autor em trazer respostas claras e objetivas a questões que estão diante dos cristãos brasileiros neste tempo de tantas desorientações religiosas.

Recomendo este livro como um auxílio ao povo de Deus, que quer viver sua fé no salvador Jesus, fundamentado na Escritura e com uma atenção cuidadosa ao tempo presente.

Rev. Prof. Gerson L. Linden - B.D, S.T.M

Professor de Teologia Exegética e Diretor do Seminário Concórdia de São Leopoldo (www.seminarioconcordia.com.br).

Introdução do Livro:

"Pastor, estou em dúvida..." foi instigado pelas inúmeras vezes que, em meu ministério como pastor da Igreja Evangélica Luterana do Brasil, ouvi esta pergunta, feita por membros às vezes apenas curiosos, mas outras vezes por angústias e dúvidas na sua fé e vida cristã.

Este pequena obra não pretende ter linguagem e caráter teológico, mas é uma tentativa de responder de maneira simples, direta, objetiva e, principalmente, bíblica, algumas questões que me foram apresentadas, especialmente nos temas abordados.

Não são respostas exaustivas, mas pretendem dar maior clareza em temas em que há muita dúvida e confusão no complicado mundo "evangélico" brasileiro.

Para as muitas citações bíblicas, utilizo a Nova Tradução na Linguagem de Hoje (NTLH, SBB, 2000).

Que as dúvidas nos levem sempre de volta à Palavra de Deus, e nos façam usar com cada vez mais convicção nosso nome de "evangélicos" – aqueles que creem, ensinam, confessam e vivem pelo Evangelho salvador e vivificador de Jesus Cristo!

Agradeço ao professor Gérson Linden, profundo conhecedor da Palavra, pela gentileza de revisar o texto, pelas ótimas sugestões dadas e pela apresentação deste livro.

Dedico este livro à minha esposa Neide, que sempre está ao meu lado no ministério pastoral e me deu todo apoio neste primeiro projeto literário. E a meus pais, que desde criança me guiaram no caminho das Escrituras Sagradas, como foi com Timóteo (2Tm 3.15).

Leandro Daniel Hübner (ledahu@gmail.com)

segunda-feira, 2 de julho de 2012

Não tenha medo, tenha fé!

Que a graça do Senhor Jesus Cristo, o amor de Deus e a presença do Espírito Santo estejam com todos vocês!
(2Co 13.13).

Não tenha medo; tenha fé!

Queridos irmãos em Cristo.

Imaginem aquela situação. Jesus está saindo do barco e ao sair logo tem à frente Jairo, um pai preocupado de uma filha muito doente.

Jesus vai com ele, mas tinha muita gente em volta. Entre eles havia uma mulher que tinha uma hemorragia crônica. E, para desespero de Jairo, aquela mulher faz Jesus parar para atende-la.

A pergunta de Jesus aos discípulos parece meio ridícula: “Quem me tocou nas vestes?” (Mc 5.30).

Tinha muita gente, como saber quem tinha tocado Jesus, entre tantos? Mas a pessoa que tocou Jesus tocou por causa da fé e Jesus a curou.

Maravilhoso! Mas para Jairo, cada segundo era importante e Jesus tinha parado pra procurar quem tinha tocado em suas roupas...

E no meio dessa pequena confusão vêm algumas pessoas da casa de Jairo e dizem que não adianta mais, pois a menina já tinha morrido.

A morte é sempre surpreendente, mesmo que seja esperada. Seja ela ao nascer ou com idade avançada.

Pior ainda é para um pai, ter que sepultar seu filho. Por isso se coloquem no lugar de Jairo. Lembrem também de todo mal que os chefes dos judeus causaram a Jesus.

Pois bem, Jairo era o “chefe da sinagoga” (5.22), que era alguém encarregado do bom andamento do culto público.

Quando Jairo vê que sua filha está morrendo, ele vai procurar Jesus. Nada mais interessa, pois a vida de sua filha estava em risco. Perto de Jesus, Jairo “se joga aos pés de Jesus, pedindo com muita insistência: — A minha filha está morrendo! Venha comigo e ponha as mãos sobre ela pra que sare e viva!” (5.22-23).

Mas como lemos, antes de conseguirem ir, Jesus é parado por uma mulher que sofria havia 12 anos. Olhando para a mulher, Jesus lembra:

—Minha filha, você sarou porque teve fé. Vá em paz; você está livre do seu sofrimento. (5.34).

Este acontecimento não alegrou apenas àquela mulher. Certamente Jairo teve a confirmação de que buscou ajuda no lugar certo.

Mas a alegria vira tristeza novamente: “chegaram alguns empregados da casa de Jairo e disseram: —Seu Jairo, a menina morreu. Não aborreça mais o Mestre.” (5.35).

Esta frase é muito parecida com outro texto bíblico...

Marta, irmã de Lázaro disse a Jesus:

“Se o senhor estivesse aqui, meu irmão não teria morrido.” (Jo 11.21).

Mas Jairo tinha feito a coisa certa. Ele recorreu à fonte da nossa esperança: Jesus Cristo. Aquele que é a ressurreição e a vida.

Quando percebe que Jairo está profundamente entristecido, Jesus olha para ele e diz:

“Não tenha medo; tenha fé!” (5.36)

Para chegar até Jesus, Jairo despiu-se de tudo que o impedia de chegar perto do Mestre:

1) Colocou de lado os seus preconceitos;

2) Deixou de lado sua vaidade de chefe da sinagoga.

3) Sujeitou-se a outra pessoa, quando se ajoelhou diante de Jesus.

4) Reconheceu em Jesus a única esperança e foi atrás dele.

Assim como a morte vem sem avisos, também acontecem muitas coisas ruins em nossas vidas. Não é por acaso que os vendedores de milagres estão lotando templos de um deus inexistente. Um deus-edir, deus-valdemiro, ou qualquer outro destes mercadores de promessas falsas e carniceiros do sofrimento alheio.

Os problemas e dificuldades sempre existirão enquanto este mundo existir. Mas para os filhos de Deus Jesus diz: “Não tenha medo; tenha fé!” (5.36).

Faça como o profeta Jeremias, que no capítulo principal de suas Lamentações diz: “o amor do Senhor Deus não se acaba, e a sua bondade não tem fim.” (Lm 3.22).

É este mesmo Deus que olha por você todos os dias. Que vê o sofrimento pelo qual você está passando, mas que prometeu e vai te salvar.

O inimigo quer que você pare de crer. Quer que você abandone Jesus, mas “Não tenha medo; tenha fé!”

A melhor tradução para esta frase, na verdade, seria: “Pare de ter medo e continue crendo.” Ou seja, continue no caminho do Senhor. É um caminho sempre bom no final.

Jairo continuou crendo e viu sua filha viva novamente. Mas as nossas esperanças em Jesus não são apenas para esta vida. São para esta vida e também para a vida eterna.

Quando os problemas vierem “pare de ter medo e continue crendo em Jesus”. Continue lendo a Palavra do Senhor. Continue participando dos Sacramentos. Assim é que Deus nos tira o medo e aumenta a fé.

É assim que o Senhor nos mostra que o amanhã pode e será melhor. Pois a nossa esperança está firmada no Senhor da Vida. Ele vive e nós também viveremos. Por isso, não tenha medo; tenha fé em Jesus Cristo. Só ele é a salvação verdadeira. Amém.

E a paz de Deus, que ninguém consegue entender, guardará o coração e a mente de vocês, pois vocês estão unidos com Cristo Jesus. Amém. (Fp 4.7)