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quinta-feira, 29 de novembro de 2018

A economia do Natal

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      O comércio e o turismo já estão fazendo a sua parte para a chegada do Natal com alvos bem definidos, a economia. A igreja tem no Advento a mesma finalidade econômica. Mas, claro, com objetivos distintos na origem da palavra grega “oikonomos”. Na tradução, oikos é casa e nomos é lei, ou seja, “cuidar da casa”. Por isto, quando a Bíblia fala em economia, no final das contas, ela chega no resultado desta festa cristã que celebra o nascimento de Jesus. Por exemplo:
Sejam bons administradores (oikonomoi) dos diferentes dons que receberam de Deus. Que cada um use o seu próprio dom para o bem dos outros. (1Pedro 4.10).
      Lucro, receita, rendimento no sentido bíblico sempre entra na conta dos outros — “para o bem dos outros”. E aí surge o real sentido do Natal, a lembrança do nascimento de um rei que
abriu mão de tudo o que era seu e tomou a natureza de servo, tornando-se assim igual aos seres humanos. (Filipenses 2.7). 
      Nada de errado o comércio, os lucros, as festas no Natal. Sem esta economia aquecida, já naquele tempo Jesus ficaria sem os presentes dos reis magos. Precisamos comer, viver, ter alegria. Mas, foi Jesus quem disse ao Diabo que
o ser humano não vive só de pão, mas de tudo o que Deus diz (Mateus 5.5).
      Este é o problema no Natal e em tudo nesta vida, nós esquecemos do que Deus diz. O resultado disto é a administração das coisas nesta vida para o mal dos outros. Uma gerência que só pensa em si mesmo, uma economia que tira dos outros, que destrói, rouba, mata.
      Natal, por isto, é fazer as contas com mais atenção. É perceber que o resultado sempre será negativo quando fechamos os ouvidos para a voz do deserto:
Arrependam-se dos seus pecados porque o Reino do Céu está perto. (Mateus 2.2).
      Por isso a propaganda do Advento que prepara e convida para o bom consumo do Natal que gera lucros e a aquece a economia no coração das pessoas.

Pastor Marcos Schmidt
Igreja Evangélica Luterana do Brasil
Novo Hamburgo, RS

quinta-feira, 22 de novembro de 2018

Black Friday, Ação de Graças e Advento

      Mais um mês está caminhando para o seu final. E, quando desaceleramos nossas rotinas, percebemos que é mais um ano que está indo para o seu fim. O final do mês de novembro tem a peculiaridade de misturar diferentes sensações. Ao mesmo tempo em que somos bombardeados pelas promoções e apelos consumistas em ritmo de Black Friday, também somos convidados a ter um momento de paz e reflexão com o Dia de Ação de Graças. Enquanto continuamos nas correrias contra o relógio, o calendário e as tarefas, vamos percebendo que as ruas, vitrines e casas começam a receber enfeites de Advento e Natal. De novo! Mais uma vez!
      Permitam-me misturar ainda mais estas datas e sensações. Podemos fazer uma bela mistura de Black Friday, Dia de Ação de Graças e tempo de Advento. A Black Friday, ou “sexta-feira escura”, carrega consigo a ideia de grandes descontos e bons negócios. Porém é possível voltar para uma determinada sexta-feira escura, aliás, a mais escura e sombria de toda a história: a Sexta-Feira Santa. Foi naquela Black Friday que o sangue de Deus escorreu na cruz, sangue inocente derramado para o perdão dos pecadores. Em vez de descontos, aquela sexta-feira escura e sombria garantiu a quitação de toda a dívida, como diz a Palavra do Senhor:
“Ele acabou com essa conta, pregando-a na cruz” (Colossenses 2.14).
      Está consumado, está pago – gritou o salvador em sua cruz.

      A Palavra de Deus também dá a certeza de que “Deus ressuscitou Jesus, e todos nós somos testemunhas disto” (Atos 2.32). Jesus vive! Nosso Deus é Deus vivo, ressuscitado, presente, cuidador. O Dia de Ação de Graças nos faz louvar pela Black Friday da salvação, pela morte e ressurreição de Jesus. Demos graças ao Senhor pela sua mão presente em nossos dias, inclusive nos dias mais sombrios e escuros. Louvemos porque ele resgatou nossas histórias, nossos dias, nossa eternidade.
      E, por fim, marcados pela Black Friday da cruz e pelo Dia de Ação de Graças, podemos preparar um belo tempo de Advento para nossas famílias. Sim, mesmo que no coração ainda pesem preocupações, enfermidades, lutos e sofrimentos diversos. Afinal, os enfeites de Advento são uma doce lembrança para os olhos e o coração de que Deus veio a nós, em Jesus, para nos redimir e garantir a vida que nunca termina.
      Então fica a dica: Black Friday, Dia de Ação de Graças e o tempo de Advento. Eis aí uma bela mistura que pode nos apontar para a misericórdia de Deus. Desfrute de tudo o que Jesus conquistou por você.

Pastor Bruno A. Krüger Serves
Congregação Cristo, Candelária-RS
Igreja Evangélica Luterana do Brasil

sexta-feira, 27 de novembro de 2015

Coroa de Advento

Tomo a liberdade de publicar um texto do pastor Horst Kuchenbecker sobre o Advento. Muito importante, especialmente no caso deste tempo em que vivemos (não o Advento), mas a nossa atualidade, quando a Igreja (ou melhor, as igrejas) perdeu o sentido de liturgia, ano litúrgico, e mesmo culto. Outro dia, vi um vídeo do Youtuber Franklin Medrado, no qual ele lembrava que "antigamente" o culto tinha início, meio e fim... E hoje vai "na liberdade do Espírito" (aqui palavras minhas)... O problema é que esta liberdade do Espírito normalmente não tem nada a ver com o Espírito Santo, pois o Espírito Santo de Deus sempre traz as coisas com ordem e decência e o que vemos são cultos onde não se sabe o que vem depois e nem por que vem...
Então, viva o Advento, nesta ordem que existe, sabendo que, mesmo nesta ordem, o Advento do Menino Jesus já passou e hoje vivemos o segundo Advento (que dura, na verdade, o tempo em que este mundo durar, mas o lembramos mais neste período de cada ano)...

Eis o texto do pastor Horst:


Advento é tempo de júbilo e de alegria para a cristandade. A razão do júbilo é Cristo. Pois Advento significa vinda, chegada. Os quatro domingos de Advento lembram os quatro mil anos, nos quais o povo de Deus esperou pelo nascimento do Salvador Jesus. A primeira promessa da vinda de um salvador foi dada por Deus a Adão e Eva, logo após a queda destes em pecado (Gn 3.15). A promessa foi repetida muitas vezes aos patriarcas e profetas (Hb 1.1-3). Desde Adão e Eva, muitos fiéis esperaram ansiosamente pelo cumprimento desta promessa de Deus, até que finalmente, “o tempo se cumpriu” (Gl 4.4), e o Salvador Jesus nasceu em Belém da Judéia (Lc 2.4-7).
Hoje, olhamos para trás e observamos como o povo de Deus do passado aguardava a vinda de Jesus. Eles meditavam nas misteriosas profecias, buscando nelas consolo, orientação e forças para a caminhada esperançosa. Deles queremos aprender a confiar na Palavra de Deus, a lutar e esperar, pois também nós vivemos em tempo de espera. Esperamos a segunda vinda de Cristo. Em breve Jesus voltará, não mais humilde, mas em grande glória e poder, com todos os santos anjos, para julgar vivos e mortos (At l1.11;17.31). Então criará novo céu e nova terra (Ap 21.1), para habitar com os fiéis eternamente.
No tempo de advento, muitas igrejas estão enfeitadas com a coroa de advento. Este símbolo ainda não tem muita história na Igreja cristã. Ele se firmou como símbolo de Advento na Europa, após a primeira guerra mundial. Mas, sua simbologia é muito significativa. Vejamos.
    
A COROA
A coroa simboliza vitória e poder. Coroas são usadas para festejar vitórias. Soldados e atletas vencedores são homenageados com coroas. Os cristãos passaram a usar coroas também em seus atos fúnebres, para declarar: Nossos irmãos falecidos são vencedores, pela graça de Cristo. As coroas expressam a esperança e certeza da ressurreição.
A coroa de Advento quer anunciar a vitória de Cristo sobre: pecado, morte e Satanás. Seus ramos verdes falam da nova esperança, da vida e da alegria que aguarda os fiéis na eternidade, pois cremos na “remissão dos pecados, ressurreição da carne e na vida eterna.”
A fita vermelha simboliza o sangue de Cristo que nos purifica de todos os pecados (1 Jo 1.7). Esta fita envolve a coroa, assim o sangue de Cristo envolve toda a vida cristã e dá certeza do perdão, concede paz e firma na esperança da vida eterna.
A coroa de advento tem o formato de um anel, que lembra a aliança de amor. Uma aliança que envolve os que nela participam. A coroa de Advento fala do amor de Deus em Cristo, da nova aliança de amor com aqueles que nele crêem. Este amor penetra os corações e concede vida nova. Pela fé em Cristo, somos novas criaturas. Isto se revela no dia a dia e perpassa a vida familiar, profissional, social, nossas alegrias e tristezas, a tal ponto que também a coroa de espinhos, que Jesus carregou e pela qual santificou nossos sofrimentos. Sabemos “que todas as coisas cooperam para o bem daqueles que temem e amam a Deus” (Rm 8.28).

AS VELAS
A coroa de Advento é enfeitada com quatro velas vermelhas e algumas colocam uma vela branca no centro da coroa. As quatro velas lembram os quatro mil anos em que o povo de Deus esperou pelo nascimento do Salvador Jesus. Cada vela quer simbolizar e anunciar um conteúdo bem específico. Jesus a luz do mundo: que veio para libertar, trazer a paz e voltará para julgar vivos e mortos. Ele enche nossa alma de alegria, paz e esperança.

1ª VELA – Jesus, a luz do mundo
A primeira vela, acesa no primeiro domingo de Advento, anuncia que Jesus é o verdadeiro Filho de Deus, a luz do mundo, nosso Salvador, conforme a promessa dada a Adão e Eva: “Porei inimizade entre ti e a mulher, entre a tua descendência e o seu descendente. Este te ferirá a cabeça e tu lhe ferirás o calcanhar” (Gn 3.15). O que dizem estas palavras? Adão e Eva pecaram. O pecado os separou de Deus e os tornou réus da eterna condenação. Agora, corrompidos pelo pecado, eram espiritualmente mortos e escravos de Satanás. Tudo estava perdido. Não podiam libertar-se. Trêmulos estavam diante de Deus. Eles esperavam a sentença condenatória. Mas quando Deus começou a falar, que surpresa. Deus se colocou ao lado deles e disse: Vou salvar vocês. A guerra que vocês perderam eu vou retomar e lutar em vosso lugar. Vou salvar-vos pelo descendente da mulher que é Jesus, meu próprio e unigênito Filho. Jesus esmagará a cabeça da serpente, que é Satanás, e trará à humanidade plena e completa salvação. E todo aquele que confiar nesta promessa, nesta salvação que Deus prometeu, será salvo. Que maravilha. Ao longo da história, Deus foi explicando esta salvação e iluminando esta tão preciosa promessa com detalhes. Confira algumas das promessas: Gn 9.13,27; Gn 12.1-3; Gn 49.10; Dt 18.15; 2 Sm 7.11-16; Is 4.2-4; Mq 4.1-4; Jr 30.21,22; Zc 9.9; Jr 23.5,6; Ez 34.23,24; Jr 28.16; Zc 6.l2,13).
Finalmente, “vindo a plenitude do tempo (Gl 4.4), o Verbo se fez carne, e habitou entre nós, cheio de graça e de verdade, e vimos sua glória, glória como do unigênito de Pai” (Jo 1.14). Jesus veio em profunda pobreza e humildade. A grande maioria, infelizmente, não o reconheceu. Não o reconheceram, porque não deram atenção às profecias. Sonhavam com um libertador dos sofrimentos terrenos. Após três anos de ministério, tendo ressuscitado de Lázaro, o povo de Jerusalém recebeu a Jesus cantando: “Hosana ao Filho de Davi! Bendito o que vem em nome do Senhor! Hosana nas maiores alturas!” (Mt 21.9), mas isto foi só um momento de entusiasmo. Pouco depois, vendo-se frustrados em suas esperanças materiais, eles levantaram seus punhos contra Jesus e gritaram: “Crucifica-o, crucifica-o! Não queremos que este reine sobre nós!” (Mc 15.13; Lc 19.14). O evangelista João, escreve no seu evangelho: “Veio para o que era seu, mas os seus não o receberam” (Jo 1.11). Hoje, não somos melhores do que o povo no tempo de Jesus. Mesmo tendo diante de nós as profecias cumpridas, questionamos a Palavra de Deus e duvidamos do amor de Deus para com a humanidade. Quantas vezes  nos afastamos dos caminhos de Deus e não queremos que Jesus governe sobre nós? Precisamos reconhecer nossa incredulidade e nos arrepender. Suplicar a Jesus por perdão, apegar-nos e confiar em sua promessa de perdão. E então, como filhos de Deus pela fé na graça, renunciar ao diabo e ser fiel a Cristo na fé, nas palavras e nas obras até ao fim.  
Que consolo! Jesus veio salvar a humanidade e livrá-la do pecado, da morte e do poder de Satanás. E todos os que confiam em sua palavra têm o que as palavras lhe oferecem, dão e selam: perdão dos pecados, vida e eterna salvação. O que crê, recebe a adoção de filho de Deus e herdeiro da vida eterna. Ao acendermos a vela diante do altar e ou ao contemplarmos a vela acesa, queremos renunciar ao diabo, entregar-nos a Deus e pedir que ele nos firme nesta fé, para lhe sermos fiéis até ao fim.  

2ª VELA – Jesus, o Libertador
A segunda vela, acesa no segundo domingo de Advento, lembra a grande libertação que Jesus trouxe. Jesus veio para libertar. Ele disse aos judeus: “Se vós permanecerdes na minha palavra, sois verdadeiramente meus discípulos; e conhecereis a verdade e a verdade vos libertará” (Jo 8.32). Os judeus responderam a Jesus, como muitos hoje: “Jamais fomos escravos de alguém”, e não se aperceberam de quanto eram escravos do pecado, da morte e de Satanás; incapazes de libertarem-se por próprias forças, e de que precisavam de um salvador.
“Se, pois, o Filho vos libertar, verdadeiramente sereis livres” (Jo 8.36), disse Jesus. Esta libertação é a libertação de nossos verdadeiros inimigos. O inimigo número um está dentro de nós, e é o pecado original, nossa natureza egoísta e corrompida pelo pecado, inclinada para todo o mal e sujeita à condenação (Ef 2.3). Cristo nos libertou da dívida, do castigo e do domínio do pecado. O inimigo número dois é a morte. A morte não é algo natural, mas um intromissor. Deus disse: “O salário do pecado é a morte” (Rm 6.23.) Jesus venceu a morte. Ele disse: “Eu sou ressurreição e a vida. Quem crer em mim, ainda que morra, viverá” (Jo 11.25). Cristo nos libertou do poder da morte. Não preciso mais temer a morte corporal, porque a morte eterna não tem mais poder sobre nós. O terceiro inimigo é Satanás. “Cristo veio para destruir as obras do maligno” (1 Jo 3.8). Jesus venceu o diabo e nos trouxe perfeita libertação. Cristo nos libertou do poder de Satanás. Ele não pode mais nos acusar diante do trono de Deus e nos podemos resistir-lhe vitoriosamente. Esta vitória de Cristo, esta libertação nos é oferecida pela Palavra de Deus e pelos sacramentos, batismo e santa ceia. Por estes meios o Espírito Santo abre nossos olhos para a realidade e nos conduz ao arrependimento. Por estes meios ele nos leva ao reconhecimento de que Jesus é o verdadeiro filho de Deus, nosso irmão na carne que nos salvou e nos leva a confiar na graça de Cristo. Por esta fé, a salvação de Cristo se torna nossa. Fomos libertados e feitos filhos de Deus, membros do seu reino e herdeiros do céu. Não queremos permitir que alguém nos roube esta salvação. Podem nos colocar em cadeias, ou martirizar, “podem matar o corpo, mas não podem matar a alma” (Mt 10.28). “Se, pois, o Filho vos libertar, verdadeiramente sereis livres” (Jo 8.36). Que maravilhosa libertação. “Grato sou por tanto amor, meus bendito Redentor.”

3ª VELA – Jesus, o Príncipe da Paz
A terceira vela, acesa no terceiro domingo de Advento, lembra que Jesus veio como príncipe da paz. - O culto está por começar. As pessoas estão chegando. Aproximo-me do altar para acender a terceira vela. Lembro o Príncipe da Paz. Viro-me e olho para a congregação. Vejo pessoas entrando. Penso nelas. Diversas recordações me vêm à mente. Quanta indisposição, ressentimentos, antipatias ainda existem mesmo numa congregação cristã. E, nem preciso pensar neles. Olho para o meu próprio coração. Lá dentro não é diferente. Quanta luta. Como é difícil conservar a paz na família, nas reuniões, na congregação e com os vizinhos. Quantas guerras estão em andamento nas cidades, nos países e no mundo? Estamos num mundo mergulhado em trevas, egoísmos e ódios. Enquanto o mundo enaltece o ser humano, suas qualidades seu amor, sua busca e seus esforços pela paz, o apóstolo Paulo exclama, à luz da palavra de Deus e em profundo arrependimento: “Porque eu sei que em mim isto é, na minha carne não habita bem nenhum ... Desventurado homem que sou! quem me livrará do corpo desta morte? Graças a Deus, por Jesus Cristo” (Rm 7.19, 24-25). Sim, graças a Deus por Jesus Cristo, o Príncipe da Paz (Is 9.6). Ele nos reconciliou com Deus (2 Co 5.19). Nele temos perdão dos pecados, e pelo perdão, paz com Deus. Jesus disse: “Deixo-vos a paz, a minha paz vos dou; não vo-la dou como a dá o mundo. Não se turbe o vosso coração, nem se atemorize” (Jo 14.27). Por esta paz temos a vida e eterna salvação (Jo 3.16). O perdão de Jesus nos move a amarmos o nosso próximo e até os nossos inimigos e esforçar-nos pela paz (Lc 6.27; 2 Jo 5).

4ª VELA – Jesus, o Rei dos reis
A quarta vela, acesa no quarto domingo de Natal, anuncia a grande alegria natalina, de que Jesus é Rei dos reis. Feliz quem tiver parte, pela fé, no reino eterno de Jesus.
Na primeira vinda, Jesus veio humilde. “Eis aí te vem o teu Rei humilde” (Mt 21.5). Ele se humilhou profundamente. Sendo verdadeiro Filho de Deus, “não julgou como usurpação o ser igual a Deus: antes a si mesmo se esvaziou, assumindo a forma de servo, tornando-se em semelhança de homem; e, reconhecido em figura humana, a si mesmo se humilhou, tornando-se obediente até à morte, e morte de cruz” (Fp 2.7,8). Assim trouxe maravilhosa salvação que nos enche de alegria e júbilo, como os anjos o anunciaram no dia de Natal: “Eis que vos trago boa nova de grande alegria, que o será para todo o povo: é que hoje vos nasceu na cidade de Davi, o Salvador, que é Cristo o Senhor” (Lc 2.10,11). Então os anjos cantaram e nos ainda hoje cantamos cheios de alegria com eles: “Glórias a Deus nas maiores alturas, e paz na terra aos homens, a quem ele quer bem” (Lc 2.14).
Em breve Jesus voltará. Não mais em humilhação, mas em grande glória e majestade, com todos os seus santos anjos, (Jo 14.18) para julgar vivos e mortos. E não como muitos imaginam e ensinam, para levantar aqui na terra um reino glorioso de mil anos. Jesus disse: “Quando virdes estas cousas a suceder, exultai e erguei as vossas cabeças; porque a vossa redenção se aproxima” (Lc 21.15-18). Aguardamos com grande alegria a segunda vinda de Cristo em glória. Então passaremos do crer para o ver. O apóstolo João escreveu: “Amados, agora somos filhos de Deus, e ainda não se manifestou o que havemos de ser. Sabemos que, quando ele se manifestar, seremos semelhantes a ele, porque havemos de vê-lo como ele é” (1 Jo 3.2).

A VELA BRANCA – NATAL
Após o quarto domingo de Advento, vem o dia 25 de dezembro, Natal. A vela branca é acesa. Ela simboliza o nascimento de Jesus. Veio o príncipe da Paz. O profeta Isaías profetizou a respeito do Natal: “Porque um menino nos nasceu, um filho se nos deu; o governo está sobre os seus ombros; e o seu nome será: Maravilhoso, Conselheiro, Deus Forte, Pai da Eternidade, Príncipe da paz; para que aumente o seu governo e venha paz sem fim sobre o trono de Davi; e venha paz sem fim sobre a casa de Davi e sobre o seu reino, para o estabelecer e o firmar mediante o juízo e a justiça desde agora e para sempre. O zelo do Senhor dos Exércitos fará isto” (Is 9.6,7). O mesmo profeta ainda escreveu: “Eis que a virgem conceberá e dará à luz um filho, e lhe chamará Emanuel” (Is 7.l4). Por isso os anjos anunciaram aos pastores nos campos de Belém: “Não temais: eis aqui vos trago boa nova de grande alegria, que o será para todo o povo: é que hoje vos nasceu na cidade de Davi, o Salvador, que é Cristo o Senhor. E isto vos servirá de sinal: encontrareis uma criança envolta em faixas e deitada em manjedoura. E subitamente apareceu com o anjo uma multidão da milícia celestial louvando a Deus e dizendo: Glória a Deus nas maiores alturas, e paz na terra aos homens, a quem ele quer bem” (Lc 2.10-14). No dia do Natal se manifestou a benignidade do Senhor e o seu amor para com todos os homens (Tt 3.4). Que amor. Jesus, o filho de Deus, gerado do Pai desde a eternidade e também verdadeiro homem nascido da virgem Maria, veio ao mundo. Ele veio de uma maneira bem estranha. Podemos dizer: ao contrário do que se poderia imaginar e esperar. Quem jamais procuraria o Salvador Jesus numa pobre estrebaria. Quem poderia imaginar que ele salvaria a humanidade por sua profunda paixão e morte de cruz? Mas foi assim que ele veio e salvou a humanidade do pecado, da morte e do poder de Satanás. Por isso o próprio Jesus disse a Nicodemos: “Porque Deus amou ao mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo o que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna. Porquanto Deus enviou o seu Filho ao mundo, não para que julgasse o mundo, mas para que o mundo fosse salvo por ele. Quem nele crê não é julgado; o que não crê já está julgado, porquanto não crê no nome do unigênito Filho de Deus. O julgamento é este: Que a luz veio ao mundo, e os homens amaram mais as trevas do que a luz; porque as suas obras eram más” (Jo 3.16-19). Por isso escreve o apóstolo Paulo: “Porque pela graça sois salvos, mediante a fé; e isto não vem de vós, é dom de Deus; não de obras, para que ninguém se glorie. Pois somos feituras dele, criados em Cristo Jesus para boas obras, as quais Deus de antemão preparou para que andássemos nelas” (Ef 2.9-10). Por isso o mesmo apóstolos nos conclama: “Alegrai-vos sempre no Senhor; outra vez digo, alegrai-vos. Seja a vossa moderação conhecida de todos os homens. Perto está o Senhor. Não andeis ansiosos de cousa alguma; em tudo, porém, sejam conhecidas diante de Deus as vossas petições, pela oração e pela súplica, com ações de graças. E a paz de Deus, que excede todo o entendimento, guardará os vossos corações e as vossas mentes em Cristo Jesus” (Fp 4.4-7).

CONCLUSÃO
Eis a mensagem da coroa de Advento: Cristo é Rei dos reis. Ele venceu nossos inimigos: pecado, morte e Satanás. E todo o que confia na palavra de Deus tem o que estas palavras lhe oferecem, dão e confirmam, perdão dos pecados, vida e eterna salvação. Em breve Jesus voltará para julgar vivos e mortos e receber os seus fiéis no reino da glória, no novo céu e na nova terra. Que esta mensagem se grave fundo em nossa alma para bênção, para crescimento na fé, bem como para a prática de toda a boa obra, para sermos cheios de frutos da justiça (Fp 1.3-11); e nos firme na esperança da vinda de Cristo para o grande e derradeiro dia, de sua vinda em glória. Por isso a Bíblia termina com a mensagem de Advento: “Certamente venho sem demora. E a igreja toda responde: Amém. Vem, Senhor Jesus” (Ap 22.20).

quinta-feira, 26 de novembro de 2015

Advento

Entrem pelos portões do Templo com ações de graças, entrem nos seus pátios com louvor. Louvem a Deus e sejam agradecidos a ele. Salmos 100.4 NTLH
Neste fim de semana começa o Advento.
Quando lembramos a espera do Natal... Mas é também tempo de lembrar que o primeiro Advento já passou e o menino Jesus já veio.
Agora, neste segundo Advento que compreende a Ascensão de Jesus até à sua segunda vinda, é tempo de nós prepararmos para, quando ele vier, ir com ele. Prepare-se! Jesus voltará.

Leitura Bíblica para a Quaresma 2026

Você sabe o que é a Quaresma? Muita gente acha que é o tempo de sofrimento e privação (jejum etc...) que começa depois do carnaval. Infelizm...