sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Entre vitórias e derrotas

Em tempos de Copa do Mundo, o Brasil pára. Pessoas se unem numa só voz na torcida e amor pela seleção que representa a Pátria. No país do futebol, multidões, incluindo aqueles que não são grandes amantes do esporte, entram neste time. A cada vitória muitos fogos e comemoração. Ninguém quer pensar em derrotas. Um gol contra o time, gera desconforto e reclamação, mas o jogo segue e nem sempre é sinônimo de derrota e fim da linha ou desclassificação.
imagem_p6jy1elmos Mas, enquanto alguns vibram, outros choram e não celebram as demais fases. A esperança, ficou para a próxima vez. No jogo vitorioso do Brasil, no último domingo, dia 20, não foi diferente: grande parte da população se reuniu, numa só “fé”. Porém muitos, no estado de Alagoas e Pernambuco, não viram o jogo da seleção. Não havia energia elétrica e os televisores, luxo de um passado recente, não funcionaram. A bola da vez não era a temida “jabulani”, mas os dribles para preservar o que para muitos foi uma vitória — a oportunidade de seguir mais uma fase — sobreviver. Na superação frente os estragos causados pela violência das águas, pessoas se uniram na solidariedade por outras milhares, que choravam e ainda choram a tragédia que as enxurradas causaram para centenas de famílias, em dezenas de cidades. Amigos e anônimos empenharam-se para formar uma grande seleção, em prol de muitos, em nome de uma paixão maior que o futebol, o doar-se em favor do próximo.
Na vida, assim como no futebol, parece haver uma grande contradição: quando menos se espera, os favoritos amargam salgadas lágrimas e para recomeçar é necessário unir forças, levantar a cabeça. Foi assim que muitos nas cidades sem acesso obtiveram ajuda, olhando para cima, na esperança do conforto que chegou do alto — pelos helicópteros, com mantimentos e donativos, básicos para a vida. Assim também podemos olhar para cima louvando, como muitos jogadores fazem no momento da comemoração do gol, ou pedindo ajuda e confiando quando as nossas forças e limitações se esvaziam. “Deus é o nosso refúgio e fortaleza, socorro bem presente nas tribulações. Portanto, não temeremos ainda que a terra se transtorne e os montes se abalem no seio dos mares; ainda que as águas tumultuem e espumejem e na sua fúria” (Salmo 46.1-3).
Deus em todos os tempos cuida das pessoas com um grande time, liderado por seu Filho Jesus, sinônimo de doação e providência pela vida, não só diária, mas eterna. Portanto, mesmo que soframos os gols contra, seguimos na certeza de que em Cristo, “somos mais que vencedores” (Romanos 8.37). Entre vitórias e derrotas, este Deus que parece tantas vezes contraditório, nos garante que nosso maior oponente — a morte — já foi vencido. É o apito do juiz. É a esperança que vem do alto!
Márlon Hüther Antunes
Teólogo e Pastor da Igreja Luterana de Maceió-AL

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

A Tábua dos Deveres - Catecismo Menor - Em Áudio

O Catecismo Menor, escrito por Lutero, é um dos livros mais usados na instrução cristã de crianças. Originalmente se destina a ser um auxílio aos pais cristãos na educação de seus filhos.
A Tábua dos Deveres traz diversos textos bíblicos aplicáveis ao dia-a-dia do ser humano.



Este material foi gravado voluntariamente pelo Rev. Leonídio Görl.
O livro pode ser adquirido junto à Editora Concórdia.

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Orações - Catecismo Menor - Em Áudio

O Catecismo Menor, escrito por Lutero, é um dos livros mais usados na instrução cristã de crianças. Originalmente se destina a ser um auxílio aos pais cristãos na educação de seus filhos.
Hoje publicamos algumas orações que serão muito úteis para aprender a falar com Deus e também para guiar você quando quiser escrever e fazer outras orações.



Este material foi gravado voluntariamente pelo Rev. Leonídio Görl.
O livro pode ser adquirido junto à Editora Concórdia.

terça-feira, 27 de setembro de 2011

O Sacramento do Altar - Catecismo Menor - Em Áudio

O Catecismo Menor, escrito por Lutero, é um dos livros mais usados na instrução cristã de crianças. Originalmente se destina a ser um auxílio aos pais cristãos na educação de seus filhos.
O Sacramento do Altar, ou a Santa Ceia, é a comunhão no Corpo e Sangue de nosso Senhor Jesus Cristo. Aprenda toda a riqueza deste Sacramento.



Este material foi gravado voluntariamente pelo Rev. Leonídio Görl.
O livro pode ser adquirido junto à Editora Concórdia.

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Bíblia com “b” minúsculo?


ESTOU curioso para ler o recente livro de Moacyr Scliar, "Manual da Paixão Solitária", que fala da Bíblia no dia-a-dia das pessoas. Em entrevista, Scliar disse que "a cultura bíblica é decisiva na formação do Ocidente e por explorar as paixões humanas, toca as pessoas no seu cotidiano, e por isso que até hoje é um best seller" (clic RBS). No entanto, estou mais curioso do motivo que levou o redator da matéria escrever "bíblia" – com letra inicial minúscula. Está em qualquer manual de redação que os títulos de livros têm a letra inicial maiúscula. Ora, se o título do livro de Scliar está perfeitamente redigido, não entendo a razão de "Bíblia" aparecer 8 vezes no minúsculo no texto desta notícia eletrônica.
É difícil a gente não incorrer em erros, sobretudo ortográficos. Mas, têm horas que o "pré" ou o "pós" conceito faz a gente errar conscientemente. O que é uma grande tolice. Não é o caso de Scliar que disse: — "Eu não leio a Bíblia de maneira religiosa, eu leio a Bíblia de maneira literária". Mesmo sem dar crédito divino, o escritor não esconde que a Bíblia está sempre na sua mesa e a consulta regularmente, coisa que muitos cristãos esquecem de fazer ou têm vergonha de dizer.

Outro escritor famoso que gosta de ler a Bíblia de maneira literária é Luis Fernando Verissimo. Percebe-se isto por sua inteireza nas histórias bíblicas e até em doutrinas – ele que seguidamente aborda temas cristãos. Foi o que aconteceu no seu último artigo, "Armagedon". Irônico e perspicaz como sempre (e insistindo que é um ateu não praticante), Verissimo faz uma interpretação coerente com aquilo que eu já escrevi aqui sobre a guerra de Israel. "Israel precisa ouvir os seus sensatos. Precisa, principalmente, saber quem são os seus amigos", conclui, depois de criticar o fundamentalismo cristão e judaico que encara um Armagedon de carne e osso, isto é, uma batalha física e geográfica entre o Ocidente e o Oriente, entre o bem e o mal.

Por interpretações equivocadas e pela incoerência entre palavras e atitudes, isto pode explicar, em parte, a "bíblia" – no minúsculo. O crescente ateísmo, o descrédito com as instituições – sobretudo com as religiosas, a degradação familiar, a insuportável corrupção política e social, a proliferação da violência, enfim, todo este cenário caótico no "mundo cristão" diretamente nos acusa: – Onde está a Bíblia de vocês.

Assim, dá para entender que Bíblia no minúsculo nem é um erro de redação. Pode ser um problema de ação. "Não se enganem; não sejam apenas ouvintes dessa mensagem, mas a ponham em prática" (Tiago 1.22). O que não invalida o poder que ela tem, nem diminui as suas letras. E por um único fato: "Antes de ser criado o mundo, aquele que é a Palavra já existia. Ele estava com Deus e era Deus (...) A Palavra se tornou um ser humano e morou entre nós, cheia de amor e de verdade" (João 1.1,14).

No fim das contas, antes de reprovar o redator, preciso mesmo analisar se a minha vida começa com um "v" maiúsculo.

Marcos Scmidt
Pastor luterano
Igreja Evangélica Luterana do Brasil
Comunidade São Paulo, Novo Hamburgo-RS
26 de março de 2009

domingo, 25 de setembro de 2011

Que o amor de Cristo nos torne irmãos na fé

Fm 1-21
15º Domingo após Pentecostes

Que a graça do Senhor Jesus Cristo, o amor de Deus e a presença do Espírito Santo estejam com todos vocês! (2Co 13.13).
Sl 1; Dt 30.15-20; Fm 1-21; Lc 14.25-35

A Paz do Senhor esteja com todos vocês. Amém.
Queridos irmãos no Senhor Jesus.
Temos diante de nós o texto de Paulo a Filemom.
Paulo está preso, talvez em Roma ou em Cesareia. E nesse tempo ele conheceu Onésimo.
Onésimo era um escravo de Filemom que, provavelmente tinha fugido do seu senhor. E ao ouvir a mensagem do evangelho, esse escravo fugido começa a crer no Senhor Jesus.
O apóstolo não acha correta a fuga e resolve mandar o escravo de volta. Mas como resolver a situação?
Lembremos que era uma época em que se permitia ter escravos, mesmo que muitos pensassem que era errado.
crianca-que-ora O apóstolo, com a sabedoria do Senhor, resolve a situação de uma maneira maravilhosa. Ele não entra em critérios das leis do país. Paulo não discute os direitos que as leis daquele tempo, davam para um dono de escravos fugidos. Paulo aplica a maior de todas as leis, a Lei do Amor. E por esta lei, Paulo se sente à vontade para pedir a Filemom: “receba Onésimo de volta como se você estivesse recebendo a mim mesmo.” (v. 17).
Paulo, como irmão na fé, pede que Onésimo, agora não seja mais recebido como escravo, mas que seja recebido como irmão na fé. E assume até mesmo prejuízos que Onésimo possa ter dado a Filemom.
O que este texto tem a ver conosco?
Se falarmos da questão escravo e senhor, tem muito pouco. Mas considerando a situação apresentada, o texto tem muito a nos ensinar sobre o amor ao próximo. Na prática e não na teoria.
1. Amor independente da situação que se está vivendo. Paulo estava preso e, por amor, intercede por Onésimo.
2. Amor independente da situação da outra pessoa. Onésimo era um escravo fugido. E como escravo, desprezado por muitos.
3. Amor independente do que os outros poderiam alegar. Paulo intercede por um escravo fugido, mesmo que a lei estivesse a favor dos castigos que o escravo poderia sofrer.
4. Amor que leva a tentar resolver uma situação difícil. E Paulo faz isso com todo o carinho. Não procura impor nada. Mesmo podendo exigir, como afirma “eu sei que tenho o direito de exigir o que você deve fazer.”
Por amor a Onésimo e Filemom, Paulo espera que os dois irmãos se entendam. E o que une os dois é o mesmo que une a nós como Comunidade Cristã: é o amor a Jesus Cristo e o amor de Deus por nós, como nos lembra o apóstolo: “Peço a Deus que a fé que une você a nós faça com que compreendamos mais profundamente todas as bênçãos que temos recebido na nossa vida, por estarmos unidos com Cristo.”.
Acima dos problemas que possam aparecer, a vida cristã é união permanente do povo de Deus com Cristo Jesus. Esta união com o Salvador também nos une como irmãos numa mesma fé.
É nessa união e nesse amor que o apóstolo Paulo se sente no direito e na obrigação de tentar resolver uma situação ruim entre Onésimo e Filemom.
Queridos irmãos em Cristo.
Em nosso meio também aparecem discórdias. Mas será que elas valem perder um irmão em Cristo?
Em nosso meio também aparecem ideias divergentes, mas será que elas são maiores do que o amor que nos une ao mesmo Salvador e Senhor?
Será que nós vemos no outro um irmão na fé, ou alguém a ser superado e suplantado?
A semente da discórdia é plantada pelo inimigo. Às vezes por uma palavra mal compreendida. Às vezes por uma reação desmedida. Às vezes por ignorar o irmão que passa do nosso lado. E por tantas outras situações que nos machucam tanto.
uma rosa com amor É muito fácil destruir amizades e destruir aquilo que nos une. Não que Cristo seja fraco, mas é que nós fraquejamos. Nós, em vez de procurarmos resolver as situações, como foi o caso de Paulo, Onésimo e Filemom, procuramos nos livrar da situação difícil, passando de longe. Mas isso não resolve.
Porque onde há ofensa, precisa aparecer o perdão. Onde há rancor, precisa aparecer a suavidade do Senhor, para limpar nosso coração. Não é possível que dois irmãos na fé não se cumprimentem. Porque são irmãos e precisam, em amor, aprender a lidar com as diferenças.
Essa foi a atitude de Paulo, Filemom e Onésimo.
E o texto bíblico de hoje nos ensina que precisamos aprender agir com amor por todos. Sejam eles do nosso círculo de amizades ou sejam conhecidos por causa da igreja.
Paulo podia simplesmente esbravejar sua autoridade pra cima de Filemom, mas ele não o faz. Muito ao contrário o apóstolo é humilde e pede que Filemom leve em consideração o amor mútuo e o amor de Cristo por todas as pessoas.
Paulo age com brandura. Ele não busca mostrar razão, mas apresenta o amor de Jesus.
Que bom se nós sempre pudéssemos agir assim! Que bom se sempre víssemos no outro um alvo de nosso amor! Naquele que está sentado do nosso lado. Naquele que trabalha conosco. Naquele que encontramos na escola.
Quero encerrar esta mensagem com a oração de São Francisco. Um texto escrito também demonstrando muito amor ao próximo.
A oração diz:
Senhor, fazei-me instrumento de vossa paz.
Onde houver ódio, que eu leve o amor;
Onde houver ofensa, que eu leve o perdão;
Onde houver discórdia, que eu leve a união;
Onde houver dúvida, que eu leve a fé;
Onde houver erro, que eu leve a verdade;
Onde houver desespero, que eu leve a esperança;
Onde houver tristeza, que eu leve a alegria;
Onde houver trevas, que eu leve a luz;
Ó Mestre, Fazei que eu procure mais
Consolar, que ser consolado;
Compreender, que ser compreendido;
Amar, que ser amado.
Pois é dando que se recebe,
é perdoando que se é perdoado
e é morrendo que se vive para a vida eterna.
Que possamos ser assim. Amando porque Deus nos amou. Perdoando porque Deus nos perdoou, e na certeza que, mesmo morrendo, viveremos para a vida eterna. Amém.
E a paz de Deus, que ninguém consegue entender, guardará o coração e a mente de vocês, pois vocês estão unidos com Cristo Jesus.” (Fp 4.7)
Pastor Jarbas Hoffimann

Soli Deo Gloria

sábado, 24 de setembro de 2011

O Ofício das Chaves - Catecismo Menor - Em Áudio

O Catecismo Menor, escrito por Lutero, é um dos livros mais usados na instrução cristã de crianças. Originalmente se destina a ser um auxílio aos pais cristãos na educação de seus filhos.
Hoje aprenda sobre o Ofício das Chaves.



Este material foi gravado voluntariamente pelo Rev. Leonídio Görl.
O livro pode ser adquirido junto à Editora Concórdia.

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Copa do Mundo e Namoro

coracao Uma partida de futebol é igual à relação no casamento: há paixão, amor, ódio, disputa, desentendimentos, torcida contra e a favor, e o jogo só funciona com dois times em campo sob regras e respeito. Amanhã começa o maior espetáculo do futebol e sábado é o Dia dos Namorados. São duas paixões que podem selar união ou desunião, alegrias ou tristezas, bênção ou desgraça. O presidente da África do Sul deveria saber disto, ele que joga contra três times e já pensa na quarta mulher. Uma delas não aguentou a deslealdade e fez um joguinho extra-oficial.
Referindo-se a Copa do Mundo na África, Nelson Mandela fez uma declaração que bem poderia ser sobre o casamento: “Devemos nos esforçar pela excelência do evento e, ao mesmo tempo, garantir que ele deixe benefícios para todo o povo”. Ele, que viveu 27 anos na prisão sob o regime apartheid, soube vencer a injustiça racial com paciência e persistência. Um belo exemplo quando as relações políticas e sociais têm as mesmas bases da relação entre um homem e uma mulher no matrimônio – lealdade, respeito, compromisso, justiça, trabalho. Que são atitudes do amor. Mas quando este amor não é convocado, o apito do juiz provoca mais barulho do que as festivas cornetas africanas, e o jogo fica feio. Por isto a bagunça neste planeta, que precisa de um tremendo aparato de segurança contra a violência para manter a harmonia em torno da bola – a jabulani, que significa celebração.
copa_do_mundoE celebração é o que todos desejam nos esportes, no casamento, na família, na política, na sociedade. É o que Deus também quer. Afinal, o mundo é obra Dele. E nada mais festivo do que as maravilhas da África. Mas os contrastes deste imenso continente, sua pobreza, fome, guerras, tudo isto revela um mundo contraditório, onde a “bola da vida” jabulani rola no gramado da morte e da desilusão.
Mas foi Mandela quem disse, que "não há caminho fácil para a liberdade”. É o que a Bíblia lembra: “Quem ama nunca desiste, porém suporta tudo com fé, esperança e paciência” (1º Coríntios 13). É o ágape (amor incondicional em grego), a bola perfeita fabricada por Cristo. É deste amor atitude que o mundo precisa – condicionamento espiritual que supera o egoísmo e as paixões inconsequentes, e transforma o futebol e o casamento em duradoura celebração.
Marcos Schmidt 
pastor luterano
Igreja Evangélica Luterana do Brasil - IELB
Comunidade São Paulo, Novo Hamburgo-RS
10 de junho de 2010

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

O Sacramento do Santo Batismo - Catecismo Menor - Em Áudio

O Catecismo Menor, escrito por Lutero, é um dos livros mais usados na instrução cristã de crianças. Originalmente se destina a ser um auxílio aos pais cristãos na educação de seus filhos.
As crianças são integradas à fé cristã, no momento do Batismo. O Batismo acontece apenas uma vez na vida, seja de criança, ou seja já adulto. Porém precisamos viver o batismo diariamente. Veja, aliás, ouça como viver o batismo na sua vida diária.



Este material foi gravado voluntariamente pelo Rev. Leonídio Görl.
O livro pode ser adquirido junto à Editora Concórdia.

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

O Pai-Nosso - Catecismo Menor - Em Áudio

O Catecismo Menor, escrito por Lutero, é um dos livros mais usados na instrução cristã de crianças. Originalmente se destina a ser um auxílio aos pais cristãos na educação de seus filhos.
O Pai-Nosso é a oração que o Senhor Jesus nos ensinou. Nela temos o exemplo de "uma oração completa". Veja tudo que pedimos e agradecemos com esta oração e ore sempre o Pai-Nosso.

Este material foi gravado voluntariamente pelo Rev. Leonídio Görl.
O livro pode ser adquirido junto à Editora Concórdia.

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

mensagem dos sapatos


O mundo assistiu Bush entrando "de sola" no Iraque e agora o vê saindo às "sapatadas". Para nós, ocidentais, que entramos e saimos sem tirar os calçados, uma "sapatada" não diz grande coisa. Mas para aquela gente das terras bíblicas, a sola do sapato representa o lugar da imundícia. Não foi por nada que Jesus recomendou seus discípulos sacudirem o pó das sandálias quando saíssem de um lugar que tivesse rejeitado a boa notícia dos céus (Mateus 10.14). Bush rejeitou o bom senso e deixa para trás as truculentas pisadas dos seus soldados. Mas ele insiste em dizer: "É necessário para a segurança dos EUA, para a esperança iraquiana e para a paz mundial".

"PARE aí e tire as sandálias, pois o lugar onde você está é um lugar sagrado" (Êxodo 3.5), precisou ouvir um Moisés que deixou marcas de sangue no Egito e fugiu. Fazia 40 anos que tinha matado um egípcio para dar segurança aos seus patrícios. Seguiu o caminho da guerra em busca da paz, e deu no que deu. Agora precisava "tirar as sandálias" para atravessar o deserto e subir o monte. Pois a história antiga e a recente confirma isto, que é melhor tirar os sapatos antes que os atirem em nós. E o único jeito é agachando-se. Coisa complicada quando existe um rei na barriga. Por isto, se não conseguimos mais inclinar-nos, outros precisam fazer isto em nosso lugar. Para o Simão Pedro, que corta orelhas de soldados para proteger o Príncipe da Paz, é ele mesmo, o Mestre que desamarra as sandálias do aluno e diz: "Se eu não lavar os teus pés você não será mais meu discípulo" (João 13.8).

ESTE é um princípio amplamente defendido nestes tempos com sofisticados sapatos anatômicos, de justificar as conquistas pisando nos outros. Com palmilhas confortáveis, estamos insensíveis à dura realidade dos que vivem no chão da miséria. É a antiga filosofia hedonista com sola recauchutada – do culto ao prazer egoista – que enche o armário de calçados que nunca vai usar enquanto o próximo anda descalço. Por isto o alerta já naquela época: Não se conformem com este mundo secular (Romanos 12.2). Mais adiante o apóstolo aponta para um caminho sem tapetes vermelhos: Não sejam orgulhosos, mas aceitem serviços humildes. Que nenhum de vocês fique pensando que é sabio! Não paguem a ninguém o mal com o mal... (Romanos 12.16,17).

POIS nesta época do ano quando gastamos a sola dos sapatos adoidadamente atrás das compras, seria bom relaxar por alguns instantes, tirar o calçado e colocar os pés no chão. E assim, quem sabe, descobrir que se há tantos pés que se apressam para fazer o mal (Provérbios 6.18), ainda existem pés formosos, pés que anunciam coisas boas (Romanos 10.15), que calçam a prontidão para anunciar e viver o Evangelho (Efésios 6.15). O que não deixa de ser uma santa terapia, porque se Natal é aquele que disse "eu sou o Caminho", só mesmo tirando os sapatos, ter os pés no chão, e assim descarregar o estresse da fútil correria.

Marcos Scmidt
Pastor luterano
Igreja Evangélica Luterana do Brasil
Comunidade São Paulo, Novo Hamburgo-RS
18 de dezembro de 2008

domingo, 18 de setembro de 2011

Desculpas para não ir à Igreja - 021

Muito tarde para ir à igreja.

Veja nos menus acima, onde encontrar uma igreja luterana no Brasil.
E ao lado, confira o horário do próximo culto na Castelo Forte de Nova Venécia-ES..

sábado, 17 de setembro de 2011

Reino dos Céus é um reino da Graça

 

Que a graça do Senhor Jesus Cristo, o amor de Deus e a presença do Espírito Santo estejam com todos vocês! (2Co 13.13).

Sl 27.1-9 / Is 55.6-9 / Fp 1.12-14,19-30 / Mt 20.1-16

Em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo. Amém.

Queridos irmãos.

O ser humano vive se comparando com os outros. E nessa comparação ele, normalmente, espera ser o melhor e espera o reconhecimento de todos. O ser humano quer ser o mais bonito, o mais forte, o mais inteligente, o que joga melhor...

Na igreja: “eu venho mais do que os outros, eu sou mais consagrado, eu oferto mais, eu faço mais do que os outros”...

E assim, nós seres humanos, concluímos: se eu trabalho mais, meu salário será maior. Se eu venho mais à igreja eu tenho mais direitos do que os outros, o pastor tem que me dar mais atenção do que aos outros”. Esse é um pensamento lógico e humano.

Os discípulos pensavam assim quando Jesus contou a parábola que está registrada em Mt 20.1-16. Eles queriam saber quem era o mais importante: “Naquele momento os discípulos chegaram perto de Jesus e perguntaram: — Quem é o mais importante no Reino do Céu?” (Mt 18.1).

Apesar de terem sido atraídos pelo amor de Jesus, os discípulos ainda não estavam livres do farisaísmo. Ainda trabalhavam com o pensamento de merecer recompensa proporcional ao seu trabalho. Nutriam um espírito de exaltação e faziam distinções entre si. Se algum deles falhava em coisas pequenas, os outros se achavam superiores. Então Jesus conta a parábola da Vinha.

Nesta parábola fica claro que o Reino dos Céus é um reino de Graça. Pois ela mostra que ninguém merece a salvação. Ninguém de nós merece ter fé em Jesus Cristo, mas Deus, em sua imensa graça e amor nos “chamou pelo Evangelho, iluminou com seus dons”, deu e conservou na fé até hoje.

Contudo nos faz achar que merecemos a salvação por nós mesmos e nossas obras. Mas não merecemos.

O Reino dos Céus é um reino de Graça. E Por graça somos chamados à vinha. A vinha é o trabalho neste mundo e é por amor que Deus confia seu trabalho a nós. Pecadores.

Assim como acontece na parábola, nosso Deus nos chama várias vezes em nossa vida. No caso da parábola é bom destacar que as horas judaicas eram divididas em turnos de três horas, começando perto das 6 horas da manhã. O Dono da vinha deu uma volta pela praça às 6 da manhã e chamou trabalhadores. Depois foi às 9 e fez outro convite. Depois voltou ao meio-dia e às 3 da tarde para chamar mais trabalhadores. Por fim, perto das cinco da tarde, ele chamou mais pessoas que estavam na praça. A chance foi oferecida a todos desde o primeiro momento do dia. Mas alguns preferiram ficar na praça. Alguns rejeitaram o convite do dono da vinha. Mesmo às cinco da tarde alguns devem ter recusado o convite ao trabalho.

Mas o dono da vinha convida até o último instante, assim como Deus trata conosco. Ele sempre nos convida ao trabalho. Às vezes nós respondemos às 6 da manhã (batismo). Às vezes nós paramos de impedir o trabalho do Espírito Santo somente às 17 horas, ou na hora da nossa morte.

Não importa o tempo, o fato é que Deus convida para estarmos junto dele. Deus convida para viver uma vida consagrada. Deus convida a nos arrependermos dos nossos pecados. Mas nós não merecemos nada disso. Assim como Abraão, um dos pais da fé, também não mereceu: “Então o que é que podemos dizer de Abraão, o antepassado de nossa raça? O que foi que ele conseguiu? Se foi por causa das coisas que ele fez que Deus o aceitou, então ele teria motivo para se orgulhar, mas não para se orgulhar diante de Deus. Pois o que é que as Escrituras Sagradas dizem? Elas dizem: “Abraão creu em Deus, e por isso Deus o aceitou”.’

Nós queremos ser os mais bem pagos, os melhores, os maiores. Mas diante de Deus este nosso desejo cai por terra. Porque O Reino dos Céus é um reino de Graça. E é por Graça que nós somos chamados à vinha. E é por graça também que nós seremos recompensados.

Uma das nossas maiores dificuldades no texto de Mt 20.1-16 é exatamente o fato de que aqueles que chegaram por último receberam o mesmo pagamento que aqueles que chegaram primeiro. Para nós isto é injusto. E provavelmente nós diríamos: “Se eu soubesse só ia vir trabalhar às 17 horas. Assim eu não me cansaria e ganharia a mesma coisa que os outros.”

É este pensamento que atrapalha o funcionamento da igreja. Nós não olhamos para a obra de Cristo. Nós queremos é fazer menos e aparecer mais. Isso é justiça de fariseu. Os fariseus seguiam todos os preceitos da lei e se achavam melhores do que os outros. E para eles Jesus diz: “Pois eu afirmo a vocês que só entrarão no Reino do Céu se forem mais fiéis em fazer a vontade de Deus do que os mestres da Lei e os fariseus.” (Mt 5.20).

Fidelidade não é uma questão de quanto eu faço para a igreja ou pelo Evangelho de Jesus. É uma questão do motivo pelo qual eu faço essas cosias. Eu posso vir à igreja todos os dias e estar indo para o inferno, se eu penso que por vir à igreja serei salvo. Eu posso ajudar todas as entidades da cidade e estar condenado eternamente, se eu penso que por causa da minha ajuda Deus vai ficar bonzinho comigo.

Deus não vai ficar bonzinho conosco por causa disto ou daquilo que fazemos. Deus é misericordiosíssimo conosco por causa de sua graça. Porque O reino dos Céus é um reino de graça. E o Salário é o mesmo: a salvação. Daí nossa natureza humana pensa: “Bom, se o salário é o mesmo, vou deixar para me preocupar com Deus mais tarde. Primeiro vou curtir minha adolescência, minha juventude, minha namorada, meus filhos e aí eu mexo com esse negócio de igreja. Por enquanto eu posso me virar sozinho.” Pra esse pensamento Jesus tem outra Parábola: “Seu tolo! Esta noite você vai morrer; aí quem ficará com tudo o que você guardou?” (Lc 12.20).

Outro pensamento que pode vir: “se a recompensa é a mesma, então eu vou fazer o mínimo”. Será que isso é crer em Cristo. Estar satisfeito com fazer o mínimo? “Portanto, a fé é assim: se não vier acompanhada de ações, pe coisa morta.” (Tg 2.17).

O Reino dos Céus é um reino da Graça. Porque Por graça somos chamados à vinha. E Por graça seremos recompensados.

Deus é justo e quer recompensar a todos que forem fiéis a ele. E recompensará tanto àqueles que chegaram primeiro e foram fiéis na dificuldade e na alegria, quanto àqueles que chegaram no último instante de sua vida.

Este é o Deus que enviou Jesus Cristo que diz que “o salário do pecado é a morte, mas o presente gratuito de Deus é a vida eterna, que temos em união com Cristo Jesus, o nosso Senhor.” (Rm 6.23).

Vamos procurar nos lembrar das promessas feitas no batismo: “Serei fiel”, Na confirmação “Serei fiel”. Na ceia: “Serei fiel”. E Nesta intenção de sermos fiéis estejamos também seguros que “Deus, que começou esse bom trabalho na vida de vocês, vai continuá-lo até que ele esteja completo no Dia de Cristo Jesus.” (Fp 1.6).

“Pois pela graça de Deus vocês são salvos por meio da fé. Isso não vem de vocês, mas é um presente dado por Deus. A salvação não é o resultado dos esforços de vocês: portanto, ninguém pode se orgulhar de tê-la.” Ef 2.8-9

Por que O Reino dos Céus é um reino de Graça.

Por graça somos chamados à vinha celestial.

Por graça seremos recompensados. Quando Jesus voltar. Amém.

E a paz de Deus, que ninguém consegue entender, guardará o coração e a mente de vocês, pois vocês estão unidos com Cristo Jesus. Amém. (Fp 4.7)

Pastor Jarbas Hoffimann – Nova Venécia-ES

Soli Deo Gloria

O Credo Apostólico - Catecismo Menor - Em Áudio

O Catecismo Menor, escrito por Lutero, é um dos livros mais usados na instrução cristã de crianças. Originalmente se destina a ser um auxílio aos pais cristãos na educação de seus filhos.
Aprenda com um dos três credos ecumênicos da cristandade, o Credo Apostólico.



Este material foi gravado voluntariamente pelo Rev. Leonídio Görl.
O livro pode ser adquirido junto à Editora Concórdia.

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

Vida em laboratório?

blue_brain_4_2 A notícia da semana passada, que pesquisadores americanos recriaram a vida, lembra aquela historinha do cientista que chegou para Deus e disse:
– Senhor, agora podemos também criar a vida.
– Tudo bem, disse Deus. Mas, antes, vamos fazer um teste.
– Que tipo de teste?
– Um teste de fazer gente, respondeu Deus.
– Legal, exclamou o cientista. Rapidamente se adiantou, pegou um punhado de barro e disse:
– Vamos lá, estou pronto!
Mas Deus retrucou:
– Assim não vale, tu tens que criar o teu próprio barro.
celula-200 Propaganda enganosa – descreveu Moacyr Scliar sobre esta célula sintética inventada em laboratório. O que eles fizeram foi colocar na célula um enxerto que poderá ser programado para fabricar vacinas, medicamentos e até biocombustível, explica o médico. E ressalta o que todos já sabem: atrás desta pesquisa há muito interesse em grana. Por outro lado, "nas mãos erradas, a novidade de hoje pode representar amanhã um devastador salto ao desconhecido", afirmou o Vaticano. Esta é a preocupação sobre a célula sintética, que pode trazer um impacto imprevisível e catastrófico à humanidade. Parecido com o urânio enriquecido, que além do uso medicinal, produz a bomba atômica.
Foi assim na primeira tecnologia – o manuseio do petróleo tanto na Arca de Noé como na Torre de Babel (Gn 6.14 e 11.2). “Logo serão capazes de fazer o que quiserem”, questionou o Criador, antes de derrubar a soberba construção. genomaMas, e hoje quando as torres alcançam infinitamente os céus da tecnologia. Infinitamente? Scliar responde: “O problema para nós, humanos, não é o de criar a vida; o furo está mais abaixo (ou mais acima). O problema é o que fazer com a nossa vida. E, a resposta nenhum laboratório a dará”. 
O que fazer com a vida? O que fazer com a morte? Contraditório! Quanto mais descobertas, mais dúvidas; quanto mais remédios, mais doenças; quanto mais tecnologia para a vida, mais tecnologia para a morte. Não será isto um alerta quando os mistérios nos microorganismos e no Universo têm a permissão para serem desvendados? Por aquele que soprou nas células do complexo corpo humano a alma vivente? Um sinal amoroso daquele que se fez homem para recriar no laboratório da cruz a divina imagem perdida? Creio que sim!
Marcos Schmidt
pastor luterano
Igreja Evangélica Luterana do Brasil
Comunidade São Paulo, Novo Hamburgo-RS
27 de maio de 2010

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Os Dez mandamentos - Catecismo Menor - Em Áudio

O Catecismo Menor, escrito por Lutero, é um dos livros mais usados na instrução cristã de crianças. Originalmente se destina a ser um auxílio aos pais cristãos na educação de seus filhos.
A partir de hoje, publicamos o Catecismo em áudio, para que você ouça e aprenda tão rico ensinamento sobre a Palavra de Deus, de forma simples.


Este material foi gravado voluntariamente pelo Rev. Leonídio Görl.
O livro pode ser adquirido junto à Editora Concórdia.

terça-feira, 13 de setembro de 2011

O barulho da violência

campanha violência PARA IMPRIMIRA violência é algo que faz barulho! Os noticiários televisivos fazem questão de aumentar o áudio e deixar que o povo escute o som dos tiroteios no Rio de Janeiro.
Há cidades onde não se ouve metralhadoras, no entanto o barulho da violência também se faz presente, ainda que seja apenas na batida forte e descompassada do coração do povo. Um som igualmente forte: O ruído do medo!
Em Canoas, a violência divulgada recentemente não possuía o barulho de tiros, antes o silêncio de nenês sedados para morrer. Ato silencioso, mas igualmente violento.
Na cidade de Pelotas os homicídios e assaltos ganham números sonoros em 2009. Algo realmente impressionante. Assim poderíamos continuar citando o nome de cada cidade. De quem é a culpa? De quem vende crack? De quem consome? A culpa é das famílias desestruturadas? De quem é a culpa?
A culpa é de cada um de nós. A culpa é minha e tua também. Afinal estamos deixando o mundo seguir rumos catastróficos. A violência, a poluição, o aquecimento global não são provocados por alguns, mas por todos. Quem somos nós para criticar os corruptos quando aceitamos pequenos subornos? Agredimos com palavras, violentamos com omissões.
Todos nós fazemos parte da banda que to ca o som da violência. Desesperançoso é saber que um dos lugares de maior barulho são as escolas. É violência na veia dos pequenos. O que será do futuro? Como os ouvidos humanos aguentarão tantos decibéis.
Que Deus nos ajude e nos motive a tocarmos pela Paz.
Jesus ofertou seu corpo, para sofrer a “violenta” morte de cruz e clamar do alto dela pelo perdão do Pai. A Paz começa com o perdão e começa num milagre divino, lá dentro do coração, depois vai para o externo, vai para o lar, vai para a rua, vai para o bairro e para cidade. Quem quer tocar essa melodia? Quem quer cessar o som da violência?
Eu sei que é muita gente. Mas, como fazer isso? Devemos começar trocando o maestro. O barulho descompassado da violência se dá porque cada qual quer reger a vida dos outros. Jesus é o único caminho, verdade e vida. Ele deve ser o maestro. Olhemos para ele. Confiemos em seus movimentos e toquemos juntos agradáveis melodias da Paz.
Pastor Ismar Lambrecht Pinz
Comunidade Cristo Redentor,
18/11/2009
Três Vendas, Pelotas, RS

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

o sol do natal


OS catarinenses necessitam de consolo no sentido literal da palavra. Consolo vem do latim cum + solis que significa "com sol". No lugar da chuva, do céu nublado, é o brilho do Sol que eles mais precisam. Na verdade, o consolo sempre vem de cima, de alguém ou de alguma coisa que tem o poder de ajudar. Por isto a solidariedade, isto é, a ação de solidar, de oferecer solo para os que perderam o chão em todos os sentidos. A única solução – arrisco dizer que solução significa "ação do Sol" – aos catarinenses flagelados é o cum solis.

CEDO ou tarde, todos precisam de consolo. Nuvens pesadas e chuvas torrenciais são a coisa mais certa. Ninguém escapa! Diante desta certeza, a pergunta: temos um plano de emergência, uma "defesa civil" em estado de alerta? Parece que este foi o problema lá em Santa Catarina. A maioria não conhecia o chão onde pisava, nem estava preparada para a catástrofe. Percebe-se que o consolo eficaz é aquele que está à disposição igual aos botes salva-vidas num navio. Interessante dizer que o nome "Noé" vem da mesma raiz na língua hebraica do Antigo Testamento para "consolo" (Gênesis 5.29). Conhecemos a história deste pregador que prenunciou o Dilúvio por 120 anos e construiu um grande navio para salvar. O registro bíblico diz que a maioria zombou de Noé chamando-o de louco. Até hoje esta história é tida como um mito. Conclui-se com isto que sem fé o consolo perde a eficácia de resgatar.

OUTRO episódio marcante na Bíblia que fala de consolo é a escravidão do povo de Judá na Babilônia. Pode parecer assustador, mas os judeus foram avisados da tragédia. Bem antes do flagelo quando perderam pátria e liberdade, o profeta anunciou: "O Senhor, nosso Deus diz: Consolem, consolem o meu povo" (Isaías 40.1). Tais palavras divinas foram uma previsão meteorológica alertando: preparem-se para o temporal que se arma no horizonte, mas eu estou aqui e não os abandonarei. Isto aconteceu uns 600 anos antes de Cristo, e parecido com a história de Noé, a maioria do povo duvidou e rejeitou o consolo.

JOÃO Batista foi outro pregador do consolo: "Arrependam-se dos seus pecados porque o Reino do Céu está perto" (Mateus 3.1). O evangelista lembra que "a respeito de João o profeta Isaías tinha escrito o seguinte: Alguém está gritando no deserto: Preparem o caminho para o Senhor passar!" Tais palavras vêm logo após o "consolem, consolem o meu povo". Por isto João Batista é o famoso personagem do Advento – este período cristão que orienta para a verdadeira celebração do Natal.

LEMBRO tudo isto para perguntar: onde está o consolo neste Natal que vem chegando? Compras, presentes, festas – isto parece ser a salvação de vidas encobertas sob coisas, vidas sem sol. Aliás, os cristãos escolheram o 25 de dezembro – dia quando os gregos antigos lembravam o nascimento do deus-Sol – exatamente para alertar que coisas e criaturas jamais poderão consolar.

Marcos Scmidt
Pastor luterano
Igreja Evangélica Luterana do Brasil
Comunidade São Paulo, Novo Hamburgo-RS
11 de dezembro de 2008

domingo, 11 de setembro de 2011

Desculpas para não ir à Igreja - 020

Muita chuva para ir à igreja.

chuva-alagamentoVeja nos menus acima, onde encontrar uma igreja luterana no Brasil.
E ao lado, confira o horário do próximo culto na Castelo Forte de Nova Venécia-ES..

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

Viver a morte

viver_a_vidaNa terça-feira passada oficiei o sepultamento do seu Walter Mauhs, 82 anos. Ele morreu 10 dias depois da sua esposa, Olinda, 86 anos. O casal havia completado 51 anos de matrimônio neste mês de maio. Apesar da idade, tinham boa saúde e uma vida ativa nos encontros da igreja. Mas em janeiro dona Olinda caiu e quebrou a perna. Depois de recuperar-se, caiu novamente e quebrou a outra perna. Dias depois faleceu dormindo. O seu fiel companheiro, não suportando a separação, resolveu seguir os passos da amada.
Conto esta história por dois motivos. Com tantos casamentos morrendo em vida, é oportuno passar esta boa novela. Isto é viver a vida. O que acontece por aí, na tela da realidade e da televisão, é viver a morte. Sem dúvida, um bom exemplo para o 12 de junho. Outra razão desta bela história é o Pentecostes neste próximo Domingo. Quando Jesus subiu aos céus, mandou os discípulos esperarem em Jerusalém para receberem um poder do alto. Dez dias depois veio o Espírito Santo. Este espaço entre a subida de Jesus e a descida do Espírito Santo mostra que ninguém consegue ficar muito tempo longe do amor. Acho que estes 10 dias representam o intervalo da separação, da saudade, da dor... Por isto a promessa de Jesus: Não fiquem aflitos... Eu pedirei ao Pai e ele lhes dará outro Auxiliador (João 14).
Na verdade, o mesmo Deus que produz amor, paciência, delicadeza, fidelidade (Gálatas 5.22) – atitudes que sustentam o vínculo de marido e mulher – é o Deus que o cristão confessa “Creio no Espírito Santo (...) na ressurreição da carne e na vida eterna”. É aquele que no dia derradeiro nos levantará do túmulo para devolver o sopro da vida. Não existe notícia mais confortadora. Paulo Sant’Ana, no entanto, na crônica “A ideia da morte”, revela uma aflição pessoal e de muita gente: “Será que o homem teme a morte somente porque ela significa o fim? Ou o homem teme a morte porque não sabe o que acontecerá consigo logo depois dela? (...) Que encrenca! A maior de todas as encrencas”.
Marcos Schmidt
pastor luterano
Igreja Evangélica Luterana do Brasil
Comunidade São Paulo, Novo Hamburgo-RS
20 de maio de 2010

terça-feira, 6 de setembro de 2011

Guerra Santa

Um leitor desta coluna, reagindo ao que escrevi nos últimos dois artigos, alertou-me: "O religioso deve ser extremamente cuidadoso na abordagem de determinados assuntos, principalmente quando falados em público, ou em meios de comunicação de massa. Pois existem entre as pessoas ditas normais, os fanáticos, os sociopatas, pessoas doentes e aparentemente normais, que podem cometer crimes em nome de Deus".

Ele tem razão quando a história humana registra tantas atrocidades provocadas principalmente pelas religiões. E se o mundo lembra os vinte anos da queda do muro de Berlim, o começo disto tem um religioso Adolf Hitler que tentou reescrever a Bíblia com o intuito de eliminar as citações à cultura judaica. No entanto, mesmo se o pregador ou outro formador de opinião manter-se cauteloso, qualquer coisa que disser ou escrever pode ser motivo para um louco sentir-se convocado a uma guerra santa. Algo parecido com a barbárie do major americano que matou 13 colegas no Texas. A religião islâmica não incita ao terrorismo, mas caso ele tenha ligação com o Al-Qaeda, encontrou no Alcorão motivo para o ato criminoso. Outro exemplo é a perseguição dos universitários da Uniban contra uma colega. O regimento desta universidade prescreve que é proibido atitudes que "desrespeitam os princípios éticos, a dignidade acadêmica e a moralidade". Uma regra boa e necessária, mas que pode dar vazão para uma turba linchar qualquer moça com vestido curto.

O apóstolo Paulo confessou: "Eu era tão fanático que persegui a Igreja" (Filipenses 3.6). Obcecado pelo farisaísmo judaico, diz que foi curado do extremismo com a ajuda da fé cristã. Mas o próprio Jesus alertou contra o falso cristianismo: "Tomem cuidado para que ninguém engane vocês. Porque muitos vão aparecer em meu nome" (Mateus 24.4). Pedro, num descuido emocional, cortou fora a orelha do soldado que prendia o seu Mestre. Depois de curar o homem decepado, Jesus deu ao discípulo uma lição que parece esquecida: "Guarda a sua espada, pois quem usa uma espada será morto por uma espada. Você não sabe que, se eu pedisse ajuda ao meu Pai, ele mesmo me mandaria agora mesmo doze exércitos de anjos?" (Mateus 26.52,53).

Diante disto, até onde as "marchas para Jesus" cooperam com o Evangelho, quando Paulo diz que "alguns anunciam Cristo porque são ciumentos e briguentos, mas outros anunciam com boas intenções"? (Filipenses 1.15). Creio que nestes tempos de passeatas, paradas, manifestações, cada qual defendendo ardorosamente as suas idéias, o equilíbrio permanece na recomendação: "O mais importante é que vocês vivam de acordo com o Evangelho de Cristo (...) Porque é Deus quem dá a vitória a vocês" (Filipenses 1.27,28)

Marcos Schmidt
Igreja Evangélica Luterana do Brasil
Comunidade São Paulo, Novo Hamburgo, RS
12 de novembro de 2009

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

desaprender


Assisti no Fantástico o caso do pai de uma aluna de 12 anos que protestou com a forma da orientação sexual. Espantou-se com os comentários da filha sobre um pênis de borracha usado na sala de aula durante a explicação da professora sobre métodos contraceptivos. "Ela ficou bastante chocada, achou esquisito. Ela conta inclusive que na sala de aula houve muita brincadeira indecente e gozação com aquele objeto", disse o pai à reportagem.

Parabéns a este pai do interior de São Paulo, também professor, que entrou com uma representação no Ministério Público contra a Secretaria Estadual da Educação. Teve coragem em dizer "não" às imposições do Ministério da Saúde que obrigam nossos filhos a entender do jeito deles a sexualidade. Tenho uma filha de 12 anos, e não quero que ela veja um pênis de borracha ereto numa sala de aula. Minha "pré-ocupação" não é com a gravidez precoce, mas com aquilo que é gerado na mente e no coração dela. Desta forma, assim como as escolas públicas não têm o direito de impor uma específica religião aos alunos, elas também não têm licença com respeito à orientação sexual dos nossos filhos. No entanto, estamos sob uma ditadura. O Fantástico mostrou isto. A dirigente regional de ensino, a diretora do Programa Nacional contra as doenças sexuais e o promotor da Infância e Juventude foram unânimes em dizer que este pai está errado. Mas o pai pedagogo, no final, disse tudo: "Não podemos dar uma carta de motorista para um menino de 12 anos, assim como não podemos incentivar uma criança de 10 a 15 anos a ter uma relação sexual. A relação sexual tem que ser explicada que é dentro de um contexto de compromisso mútuo".

Neste mesmo Domingo ouvi uma palestra do Osvino Toiller num encontro de casais, e entre tantas coisas sábias, o professor disse algo que me chamou atenção: "Hoje precisamos mais desaprender do que aprender". Não é possível nem salutar tapar os olhos, ouvidos e mente para tudo o que se ensina por aí. Então, o único jeito é desaprender. É usar "preservativo" no coração. Uma proteção essencial, sobretudo contra esta forma doentia que contamina a vida dos jovens e da sociedade, e que gera tanta desarmonia na família. Por isto a recomendação bíblica: "É preciso que o coração e a mente de vocês sejam completamente renovados. Vistam-se com a nova natureza, criada por Deus, que é parecida com a própria natureza dele e que se mostra em vida verdadeira" (Efésios 4.23,24).

Não sou contra campanhas sobre doenças sexualmente transmissíveis e AIDS. No entanto, o problema é a didática. Também não posso obrigar ninguém a aceitar meus princípios religiosos e morais. Mas creio que tem muita gente que pensa como eu penso. No Fantástico, 40% dos telespectadores telefonaram que concordavam com o pai. É isto que o governo e as escolas precisam compreender: nós, pai e mãe, temos o direito de saber o quê e como estão ensinando os nossos filhos. Mesmo que sejamos a minoria!


Pastor luterano
Comunidade São Paulo, Novo Hamburgo-RS
27 de novembro de 2008

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

Chamados e escolhidos

Nesta semana os holofotes estiveram voltados ao técnico da Seleção Brasileira, na convocação daqueles que vestirão a camisa canarinho na próxima Copa do Mundo. Desde 2006 quando o técnico Dunga assumiu a Seleção, 88 atletas tiveram a oportunidade e o privilégio de vesti-la. Passadas as fases de testes e provas, hoje podemos dizer que muitos foram chamados e poucos escolhidos, apenas 23 atletas farão história, podendo levantar a Taça do Mundial.
Palpites à parte sobre nossos preferidos, o objetivo final é um só: vitória. Mas para que esta meta seja alcançada, além das qualidades de um bom atleta – dar o melhor de si, é necessário saber andar em espírito de equipe, tempo em que cada um deixa seu clube, família e até individualismo de lado e joga em prol de uma nação verde-amarela. Apesar de que no futebol (e na vida) aqueles que hoje são aclamados, amanhã podem ser vaiados e duramente criticados. O sucesso é passageiro!
futebol1 Realmente vivemos num constante chamado à vitória! Afinal, nascemos para vencer, casamos para ser feliz, estudamos para ter sucesso, somos chamados em muitos momentos para os testes finais, antes da última convocação. Mas na vida nem sempre estamos no topo!
Tem um texto da escritora Lia Luft, intitulado “quando o homem é uma ilha”, que me vem à mente quando penso em espírito de equipe e contribuição comunitária. Enquanto se busca apenas interesses egoístas e esquece-se ou ignora-se viver em grupo, seja família, sociedade ou num time, certamente nem a primeira fase ou objetivo é superado. Quando pessoas se tornam rótulos, apenas números, a mesquinhez, a corrupção, a mentira, formam este caos chamado “perda de valores” na família, na política, na sociedade e até de “falta de ética” inclusive no esporte.
Numa realidade onde um dia se é herói e no outro é vilão, o plano de Deus aponta para um chamado em geral, por meio daquele que rege a maior seleção: O tempo está cumprido, e o reino de Deus está próximo; arrependei-vos e crede no evangelho” (Marcos 1.15). Esta convocação visa “que todos venham a conhecer a verdade e sejam salvos” (1º Timóteo 2.4), não é um chamado passageiro e mesmo que os convocados sejam vaiados pelos rótulos daqueles que vivem em suas próprias ilhas, “importa que nos apeguemos, com mais firmeza, às verdades ouvidas, para que delas jamais nos desviemos” Hebreus 2.1.
Quando há espírito de equipe, todos saem vencedores, por isso Jesus não deixou de chamar ninguém para a seleção celestial. Quer todos fiéis, a fim de receberem a coroa final da vitoria, a tão sonhada taça, já conquistada (Apocalipse 2.10).
Márlon Hüther Antunes
Teólogo e Pastor da Igreja Luterana, Maceió