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quinta-feira, 14 de março de 2019

Árvore de Páscoa: Osterbaum





Toni Jochem (Historiador)

      Na tentativa de evidenciar as tradições trazidas pelos imigrantes alemães para o Brasil a partir do século 19, reproduzimos abaixo três pequenos textos sobre a Árvore da Páscoa (Osterbaum).
      A tradição da Árvore da Páscoa pode ser resumida da seguinte forma:
      Na Sexta-feira Santa coloque em um vaso um galho totalmente seco, sem nenhuma folha, deixando-o exposto em local visível na casa e finalmente no Domingo de Páscoa, ao levantar, ornamente-o pendurando ovos coloridos. Também é comum, em vez do galho, ornamentar uma árvore inteira localizada no jardim da casa  ou mesmo em ambientes públicos. A árvore da Páscoa pode ser retirada a partir do segundo Domingo após a Páscoa.
      De acordo com Márcio S. da Costa, no texto III, abaixo citado:
      A árvore da Páscoa é montada com um galho seco, que simboliza a frieza e morte do sepulcro de Jesus Cristo. No galho são colocadas cascas de ovos coloridas, que simbolizam a alegria da vida que significa a Ressurreição do Senhor. Colocamos ovos porque o ovo significa ou simboliza que há vida dentro dele e dali ela brota, apesar de estar escondida até o momento em que a ruptura acontece. Dentro do ovo está a vida nova que surge para a luz do sol.
      No Brasil a tradição da Osterbaum chegou com os imigrantes e até hoje é cultivada em algumas cidades principalmente em Pomerode, em Santa Catarina.

quarta-feira, 13 de março de 2019

A Páscoa e seus Símbolos

     O nome Páscoa surgiu a partir da palavra hebraica "pessach" ("passagem"), que para os hebreus significava o fim da escravidão e o início da libertação do povo judeu (marcado pela travessia do Mar Vermelho, que se tinha aberto para "abrir passagem" aos filhos de Israel que Moisés ia conduzir para a Terra Prometida).
      Ainda hoje a família judaica se reúne para o "Seder", um jantar especial que é feito em família e dura oito dias. Além do jantar há leituras nas sinagogas.
      Para os cristãos, a Páscoa é a passagem de Jesus Cristo da morte para a vida: a Ressurreição. A passagem de Deus entre nós e a nossa passagem para Deus. É considerada a festa das festas, a solenidade das solenidades, e não se celebra dignamente senão na alegria.
      Em tempos antigos, no hemisfério norte, a celebração da Páscoa era marcada com o fim do inverno e o início da primavera. Tempo em que animais e plantas aparecem novamente. Os pastores e camponeses presenteavam-se uns aos outros com ovos.

Ovos de Páscoa


      De todos os símbolos, o ovo de Páscoa é o mais esperado pelas crianças.
      Nas culturas pagãs, o ovo trazia a ideia de começo de vida. Os povos costumavam presentear os amigos com ovos, desejando-lhes boa sorte. Os chineses já costumavam distribuir ovos coloridos entre amigos, na primavera, como referência à renovação da vida. Existem muitas lendas sobre os ovos. A mais conhecida é a dos persas: eles acreditavam que a terra havia caído de um ovo gigante e, por este motivo, os ovos tornaram-se sagrados.
      Os cristãos primitivos do oriente foram os primeiros a dar ovos coloridos na Páscoa simbolizando a ressurreição, o nascimento para uma nova vida. Nos países da Europa costumava-se escrever mensagens e datas nos ovos e doá-los aos amigos. Em outros, como na Alemanha, o costume era presentear as crianças. Na Armênia decoravam ovos ocos com figuras de Jesus, imagens de santos e outras figuras religiosas.
      Pintar ovos com cores da primavera, para celebrar a Páscoa, foi adotado pelos cristãos, nos século 18. A igreja católica doava aos fiéis os ovos “bentos”.
      A substituição dos ovos cozidos e pintados por ovos de chocolate, pode ser justificada pela proibição do consumo de carne animal, por alguns cristãos, no período da quaresma.
      A versão mais aceita é a de que o surgimento da indústria do chocolate, em 1830, na Inglaterra, fez o consumo de ovos de chocolate aumentar.

Coelho


      O coelho é um mamífero roedor que passa boa parte do tempo comendo. Ele tem pelo bem fofinho e se alimenta de cenouras e vegetais. O coelho precisa mastigar bem os alimentos, para evitar que seus dentes cresçam sem parar.
      Por sua grande fecundidade, o coelho tornou-se o símbolo mais popular da Páscoa. É que ele simboliza a Igreja que, pelo poder de cristo, é fecunda em sua missão de propagar a palavra de Deus a todos os povos.

Cordeiro


      O cordeiro é o símbolo mais antigo da Páscoa, é o símbolo da aliança feita entre Deus e o povo judeu na Páscoa da antiga lei. No Antigo Testamento, a Páscoa era celebrada com os pães ázimos (sem fermento) e com o sacrifício de um cordeiro como recordação do grande feito de Deus em prol de seu povo: a libertação da escravidão do Egito. Assim o povo de Israel celebrava a libertação e a aliança de Deus com seu povo.
      Moisés, escolhido por Deus para libertar o povo judeu da escravidão dos faraós, comemorou a passagem para a liberdade, imolando um cordeiro.
      Para os cristãos, o cordeiro Pascal é o símbolo do próprio Jesus, Cordeiro de Deus, que foi sacrificado na cruz pelos nossos pecados, e cujo sangue nos redimiu: "morrendo, destruiu nossa morte, e ressuscitando, restituiu-nos a vida". É a nova Aliança de Deus realizada por Seu Filho, agora não só com um povo, mas com todos os povos.

Girassol


      O girassol é uma flor de cor amarela, formada por muitas pétalas, de tamanho geralmente grande. Tem esse nome porque está sempre voltado para o sol.
      O girassol, como símbolo da Páscoa, representa a busca da luz que é Cristo Jesus e, assim como ele segue o astro rei, os cristãos buscam em Cristo o caminho, a verdade e a vida.

Pão e Vinho


     O pão e o vinho, sobretudo na antiguidade, foram a comida e bebida mais comum para muitos povos. Cristo ao instituir a Santa Ceia se serviu dos alimentos mais comuns para simbolizar sua presença constante entre e nas pessoas de boa vontade. Assim, o pão e o vinho simbolizam essa aliança eterna do Criador com a sua criatura e sua presença no meio de nós.
      Jesus já sabia que seria perseguido, preso e pregado numa cruz. Então, combinou com dois de seus amigos (discípulos), para prepararem a festa da Páscoa num lugar seguro.
      Quando tudo estava pronto, Jesus e os outros discípulos chegaram para juntos celebrarem a ceia da Páscoa. Esta foi a Última Ceia de Jesus, antes de sua morte e ressurreição.
      A instituição da Santa Ceia foi feita por Jesus na Última Ceia, quando ofereceu o pão e o vinho aos seus discípulos dizendo: "Tomai e comei, este é o meu corpo... Este é o meu sangue...
      A Páscoa judaica lembra a passagem dos judeus pelo mar vermelho, em busca da liberdade. Hoje, comemoramos a Páscoa lembrando a jornada de Jesus: vida, morte e ressurreição.

Sino


      Muitas igrejas possuem sinos que ficam suspensos em torres e tocam para anunciar as celebrações.
      O sino é um símbolo da Páscoa. No domingo de Páscoa, tocando festivo, os sinos anunciam com alegria a celebração da ressurreição de cristo.

Bíblia

      Confira a verdadeira Páscoa cristã celebra a Cristo Ressuscitado! Confira em sua Bíblia:
Mateus 28.1-10
Marcos 16.1-8
Lucas 24.1-12
João 20.1-10

Infelizmente o autor desta pesquisa não se identificou. A única referência que tenho é de que foi feita para a Páscoa de 2012. Se você conhece ou é o autor, identifique-se para dar os devidos créditos.


Rev. Jarbas Hoffimann

Congregação Castelo Forte
Nova Venécia, ES
Igreja Evangélica Luterana do Brasil

terça-feira, 14 de julho de 2009

A cruz


O símbolo cristão mais largamente reconhecido é, sem dúvida, a cruz. Mais de 400 formas diferentes foram criadas, muitas delas originadas como escudos familiares — a cruz foi adaptada para brasões, etc. Alguns hinos compostos durante as cruzadas falam de “tomar a cruz”. Hoje também a cruz aparece em nomes e empreendimentos seculares ou semi-seculares, assim como a Cruz Vermelha Internacional.
Mais de 50 tipos de cruzes foram escolhidos para o uso na igreja. Elas aparecem não só como jóias pessoais, mas também como desenhos artísticos na igreja: sobre o altar, enfeites em púlpitos, em madeira e pedra, em vitrais nas janelas, pontuando as torres... As próprias construções de igrejas podem ser cruciformes, isto é, feitas parecidas com uma cuz, com uma parte da construção traspassando a nave principal da Igreja para formar a cruz. Nesta parte, normalmente ficavam os coros.
Entre as formas mais comuns estã a cruz Latina, a cruz Grega e a cruz Tau, que aparecem acima. A cruz Tau, à direita no brasão acima, é parecida com a letra grega Tau, ou o T português. Esta é algumas vezes chamada de cruz da Antiga Aliança — ou a profética ou antecipatória —, por lembrar a haste na qual Moisés levantou a serpente de bronze, à qual Jesus referiu-se: “Assim como Moisés, no deserto, levantou a cobra de bronze numa estaca, assim também o Filho do Homem tem de ser levantado, para que todos os que crerem nele tenham a vida eterna.” (Jo 3.14-15). Por esta simbolizar a obra salvadora do Messias profetizado, a cruz Tau é particularmente própria para o Advento.
A cruz na qual Jesus foi crucifaco como um criminoso foi também um emblema de sofrimento. Mas os cristãos a usaram como um símbolo de honra, dizendo com São Paulo que nós nos orgulhamos só “da cruz do nosso Senhor Jesus Cristo.” (Gl 6.14).

quinta-feira, 4 de junho de 2009

Cálice e a cruz da paixão


CÁLICE E A CRUZ DA PAIXÃO

Um dos símbolos da Paixão de Cristo é a combinação do cálice e a cruz da Paixão. O cálice ou taça, neste caso não se refere ao cálice da Santa Ceia, mas à grande agonia que Jesus teve que enfrentar, à qual o Salvador se refere como "cálice".

O cálice com o conteúdo amargo de sofrimento e morte que Jesus deveria beber, foi mencionado anteriormente no Getsêmani. Quando, por meio de sua mãe, Tiago e João perguntaram sobre os assentos de honra e poder no reino de Cristo, o Mestre os prova "Por acaso vocês podem beber o cálice que eu vou beber?" (Mateus 20.22). A referência foi claramente à sua Paixão que se aproximava. O contorno do cálice recorda a oração de Jesus no Getsêmani: "Meu Pai, se é possível, afasta de mim este cálice de sofrimento! Porém que não seja feito o que eu quero, mas o que tu queres.".

A cruz da Paixão é desenhada como tendo pontas, que como espadas de tristeza e dor iriam penetrar na alma de Jesus durante a sua paixão. Sombras da cruz tinham cruzado o caminho de Jesus ao longo do seu ministério, começando com a manjedoura da infância. O venerável Simeão, no templo, predisse que Cristo seria rejeitado e que uma espada cortaria a alma de sua mãe.

Sabendo que teria que suportar sua própria Cruz no Calvário, nosso Senhor, muito antes alerta seus seguidores a negarem a si mesmos, pegar a sua cruz, e segui-lo. Para muitos dos seus discípulos ao longo dos séculos essa cruz foi como a cruz da Paixão de Jesus — com pontas em quinas.

O Cálice e a cruz também nos trazem bênçãos: perdão dos pecados, paz com Deus, vida eterna. Por causa de Jesus ter tomado o cálice de sofrimento e suportado a cruz, nosso "copo derrama" (Sl 23.5) e nossas cruzes foram tornadas leves.

Jesus, o Bom Pastor


Jesus é representado como o Bom Pastor na arte cristão primitiva — nas pinturas das catacumbas (Roma, Nápoles, Sardenha, Sicília), mas não apenas ali. No ano 210 Tertuliano disse ter visto o símbolo do Bom Pastor em cálices e lâmpadas. No muro traseiro acima da fonte batismal da capela construída no ano de 250, no local que hoje é a Síria, o Bom Pastor e sua ovelha foram gravados.
As representações mais antigas mostram um jovem, trajando uma túnica, carregando uma ovelha em seus ombros, lembrando as palavras de Jesus sobre o pastor à procura de sua ovelha, que quando a encontra, a coloca nos ombros e vai para casa se regozijando. Os três raios identificam o pastor com Jesus, o Filho de Deus. Ele é mostrado como um jovem resoluto, como alguém que, igual a Davi, pode proteger sua ovelha dos lobos e outros predadores.
Não só comparando Jesus com o Bom Pastor — uma identificação que Jesus faz de si mesmo —, mas também os membros da igreja com suas ovelhas era uma prática afirmada pela igreja.
Jesus é realmente o Bom Pastor, atento às necessidades das ovelhas pelas quais ele deu sua vida e a tomou novamente. E nós realmente somos suas ovelhas. Embora fôssemos como ovelhas perdidas, nós agora fomos recuperadas pelo Pastor e Guardião de nossas almas, como afirma São Pedro na tradicional epístola para o Domingo do Bom Pastor. Nós fomos recuperados de nosso afastamento e retornamos para Jesus, por meio do Santo Batismo.
Tradução e adaptação: Jarbas Hoffimann

Santíssima Trindade


Já no primeiro século falsos mestres, incluindo Ário, atacaram a doutrina do Deus Triúno. O Credo Niceno, é como uma bandeira confessional contra o Arianismo e heresias similares, e declara que Jesus Cristo é igual ao Pai. O Credo Atanasiano enfatiza com grande clareza que as três pessoas de Deus são iguais: “E nesta Trindade nada é anterior ou posterior, nada maior ou menor, mas todas as três Pessoas são juntamente eternas e iguais entre si. ... em tudo deve ser honrada a Trindade na unidade e a unidade na Trindade. ”.
Um dos símbolos mais antigos da Trindade é o triângulo equilátero. Os lados e ângulos são iguais. Juntos formam uma nova figura. Este símbolo é um auxílio visual para afirmar a verdade que existem três pessoas distintas: Pai, Filho e Espírito Santo, e estas são iguais. O triângulo mostra além disso que as três Pessoas constituem uma unidade — uma essência divina.
O triângulo cercado de um círculo mostra não só a unidade divina, mas també a eternidade divina. Assim como as três Pessoas são iguais em honra e poder, também são coeternas, nenhuma antes ou depois da outra.
Qualquer ilustrações da Trindade, verbal ou visual, é melhor par anos aproximar do verdadeiro ser de Deus. Nós não podemos alcançar a natureza de Deus com as nossas mentes. Mas nós podemos crer que Deus revelou a si mesmo em sua Palavra, e nós podemos adorar ao Deus Triúno com nossos corações juntamente com São Paulo: “Como são grandes as riquezas de Deus! Como são profundos o seu conhecimento e a sua sabedoria! Quem pode explicar as suas decisões? Quem pode entender os seus planos?” (Romanos 11.33).
Tradução e adaptação: Jarbas Hoffimann

sábado, 4 de abril de 2009

Coroa de Espinhos e pregos - símbolos cristãos

COROA DE ESPINHOS E PREGOS

Talvez o símbolo mais conhecido da Paixão de nosso Senhor seja a coroa de espinhos. Ela é lembrada nas linhas do hino de Paul Gerdhardt Salve caput cruentatum: “Ó fronte ensanguentada, ferida pela dor, de espinhos coroada, marcada pelo horror!”.

A coroa de espinhos foi fincada e forçada verdadeiramente na cabeça de Cristo foi parte do escárnio que eles impuseram. Ante Pôncio Pilatos Jesus sustentou o testemunho sobre seu reino divino. Os soldados se valeram desta afirmação para o ridicularizar. Eles colocaram uma capa escarlate sobre ele, uma coroa de espinhos em sua cabeça, e um bastão (um cetro fictício) em sua mão direita. Então com o bastão eles bateram a coroa de espinhos em sua cabeça, afligindo não só dor ao corpo mas também dor na alma e na mente.

Os espinhos penetrantes foram logo seguidos por pregos penetrantes. Que foram aqueles que cruzaram as mãos e os pés de Jesus. Depois de ressuscitar Jesus aparece ante os discípulos, mostra suas credenciais ao incrédulo Tomé, convidando-o a colocar seu dedo nas marcas dos pregos em suas mãos. No salmo 22 o Messias é profetizado assim: “rasgam as minhas mãos e os meus pés”.

Na simbologia cristã apenas três pregos — outro símbolo da Trindade — são tradicionalmente mostrados, na suposição que apenas um prego foi usado para fixar os pés de Jesus, um sobre o outro, na cruz. Foi pela cruz, os pregos e espinhos que Cristo nos redimiu. Nossa dívida com Deus foi cancelada, Deus a colocou de lado, “pregando-a na cruz” (Colossenses 2.14).

Tradução e adaptação: Jarbas Hoffimann

Leitura Bíblica para a Quaresma 2026

Você sabe o que é a Quaresma? Muita gente acha que é o tempo de sofrimento e privação (jejum etc...) que começa depois do carnaval. Infelizm...