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quarta-feira, 19 de dezembro de 2018

Abadiânia e o Natal

      Abadiânia vai ter que encontrar outro jeito para sustentar hotéis, pousadas, lojas... Os “milagres” do João (que precisa de outro apelido) vão junto com ele para o cárcere, e a cidade vai quebrar. A verdade sempre traz prejuízo, estrago, perdas – consequência que vive o Brasil que desvendou os abusos imorais contra o povo. No caso desta cidade de Goiás, ela lembra Éfeso que perdeu os lucros do mercado religioso em torno da deusa Diana “por causa do Caminho do Senhor” (Atos 19.23). Foi a salvação para muita gente.
      Nas devidas proporções, Natal virou uma grande Abadiânia. Imaginem se ficasse provado que Jesus é uma grande farsa, que nestes dois mil anos tudo do cristianismo é enganação? O que sobraria? Tem muita gente que acredita nisto, que a criança de Belém não é o Deus encarnado, que tudo na Bíblia são histórias inventadas. Não tem o que discutir, é questão de crer. Mas, o cristianismo e todas as religiões sempre enfrentaram o escândalo do comércio da fé. Não foi por nada a indignação do Salvador quando expulsou os mercadores do Templo com um chicote, e bradou “não façam da casa do meu Pai um negócio”.
      Quantos templos, cidades, países entrariam em colapso financeiro sem os lucros em cima da religião? A própria Bíblia acusa que “a religião é um meio de enriquecer” (1Timóteo 6.5).
      E junto com o dinheiro, o poder e o sexo sempre foram vícios diabólicos que causam escândalos, destruição e violência. Vejam a fúria do psicopata Herodes que não poupou as crianças de Belém quando soube do nascimento de um rei. Outro Herodes cortou fora a cabeça de João Batista quando este ousou falar de suas safadezas sexuais. E Judas alimentou sua ganância com trinta moedas de prata entregando Jesus aos soldados. Mas, é por isto o Natal.
      O Deus que vem livrar dos pecados - que não estão em Abadiânia mas no meu coração.

terça-feira, 18 de dezembro de 2018

Natal de Deus

      As acusações de crime sexual contra o famoso curandeiro João de Deus não deveriam surpreender ninguém neste mundo onde os espertos estão por toda a parte. Eles estão na religião, na política, no comércio, nos esportes. Nas ruas e até nos lares. Gente apta para persuadir, ludibriar, iludir, sempre com objetivos financeiros, sexuais e violentos. São clarividentes, astutos, inteligentes, que deixam rastros de indignação, tristeza e desolação. Gente perversa que sabe enganar, auto sugerir e até hipnotizar. Por isto a vergonha das vítimas, como aquelas que perdem dinheiro na velha história do bilhete premiado, e agora, estas mulheres violentadas sexualmente por alguém com sobrenome “de Deus”. Gente diabólica que se aproveita de indefesos, engana idosos, abusa crianças, logra doentes. Gente que ilude desesperados.
      O terrível malefício no meio disto é o uso do nome de Deus. Quantas pessoas avessas à religião por causa destes enganadores? No entanto, isto foi um insistente aviso de Jesus, que
“aparecerão falsos profetas e falsos messias, que farão milagres e maravilhas para enganar” (Mt 24.24).
      Prestem atenção – alerta o Salvador. Ou seja, se alguém faz milagres, promete prosperidade, oferece mundos e fundos, desconfie.
      Milagres existem, fatos extraordinários que a ciência não explica. O próprio Natal é a história de uma mulher que ficou grávida pelo poder do Espírito Santo. E a Bíblia está repleta com histórias onde Deus interferiu diretamente na “normalidade” da vida terrena. Tanto que “a morte de Cristo na cruz é loucura” (1Coríntios 1.18) para os que desprezam o poder de Deus. Se por um lado há descrença, por outro há falsas crenças.
      O João da Bíblia alertou:
“Ponham à prova essas pessoas para saber se o espírito que ela têm vem mesmo de Deus, pois muitos falsos profetas já se espalharam por toda a parte” (1João 4.1).
      Quem sabe até descobrir se o nosso Natal é de Deus.

Pastor Marcos Schmidt
Igreja Evangélica Luterana do Brasil
Novo Hamburgo

Leitura Bíblica para a Quaresma 2026

Você sabe o que é a Quaresma? Muita gente acha que é o tempo de sofrimento e privação (jejum etc...) que começa depois do carnaval. Infelizm...