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sexta-feira, 17 de agosto de 2018
quinta-feira, 31 de agosto de 2017
Culto Luterano - O culto litúrgico 2
B. Conhecendo a História
É
praticamente impossível compreender o culto luterano sem conhecer a história do
culto litúrgico. A Igreja Luterana, por natureza, é conservadora teológica e
liturgicamente. As igrejas reformadas do século XVI sustentavam que somente
práticas ordenadas pelas Escrituras deveriam ser mantidas no culto público. Os
reformadores luteranos adotaram um princípio mais conservador. Os luteranos
estavam convencidos de que somente o que fosse proibido pela Escritura deveria
ser abolido. Dessa forma, a Igreja Luterana não promoveu uma ruptura radical
com a Igreja da pré-reforma, e sim, uma continuidade com tudo que aconteceu nos
primeiros 1500 anos. Mais, os reformadores luteranos entenderam-se como
herdeiros das práticas de culto do AT.
As
igrejas reformadas acreditavam ser possível retornar aos dias da simplicidade
primitiva dos apóstolos. Os luteranos entendiam que isto era impossível, pois
havia uma interveniência de 1500 anos de história. Os luteranos se reconheciam
mais ricos por causa desses 1500 anos e quiseram reter essas riquezas da
história do cristianismo. A liturgia e a riqueza das práticas de culto faziam
parte dessa história.
A
igreja apostólica, sem dúvida, era uma igreja litúrgica — ela possuía uma ordem
de culto, ela cumpria a ordem do Senhor de pregar, de batizar e de celebrar a
Santa Ceia. Em Atos 2.42 está registrado que a Igreja Apostólica, imediatamente
após o Pentecostes, “perseverava na doutrina dos apóstolos e na comunhão, no
partir do pão e nas orações.” Além disso, o NT está cheio de cânticos
litúrgicos, no Evangelho de Lucas (Lc 1.46-56; 1.67-80; 2.25-32), nas cartas do
apóstolo Paulo (Fp 2.6-11) e no Apocalipse (Ap 7.9-12, 14.1-5). As leituras (Cl
4.16; 1Ts 5.27; 1Tm 4.13, Ap 1.3), as exposições, as orações e cânticos e
salmos, próprios da liturgia das sinagogas, foram assumidos pela igreja do NT e
encontraram espaço em nossa liturgia contemporânea.
Os
apóstolos seguiram a ordem que o Senhor lhes dera com relação à celebração da
última Ceia, realizando regularmente esta Ceia que era feita dentro do ritual
judaico. Um importante ponto de encontro dessa Ceia é a bênção após as
refeições e o “cálice da bênção”. Essa Ceia judaica e a bênção influenciaram a liturgia
do Sacramento na forma como a temos hoje. Vejamos: no início da Ceia era feita
a saudação “o Senhor seja convosco”.
A resposta, genuinamente hebraica, era “e
com o teu espírito”. Da mesma forma a resposta prevista para as orações
permaneceu e permanece até hoje sem tradução: “Amém”. Acredita-se que as palavras “é verdadeiramente digno, justo e do nosso dever...” foram
adaptadas por uma congregação primitiva de uma tradição mais antiga. Tudo
indica que até mesmo a primeira frase do nosso “Sanctus” provém daquela época. É evidente que a Ceia não era uma
Ceia comum, mas um banquete sagrado. Ceias ordinárias nutrem para a existência
humana, mas essa Ceia oferece nutrimento para a vida com Deus.
Em
sua primeira Apologia, Justino o
Mártir (150 A.D.) oferece um relato da celebração eucarística cristã. Lendo
esse relato, o cristão de hoje é confrontado por duas coisas: A primeira é a
grande ênfase que Justino coloca em coisas aparentemente sem importância, como
o Amém da congregação, o qual indica que é a comunidade que celebra o Sacramento. Na comunhão, a comunidade
inteira estava unida. A segunda é a importância da ação de graças.
A
Ordem de Culto da Igreja Egípcia, frequentemente atribuída ao presbítero romano
Hipólito, foi provavelmente completada antes de 215 A.D. Quando os presbíteros
e bispos tomavam o pão e o vinho, iniciavam com a conhecida fórmula: “O Senhor seja convosco. E com teu espírito.
Levantai os vossos corações. Levantemo-los ao Senhor. Demos graças ao Senhor
nosso Deus. Assim fazê-lo é digno e justo.” O que deve ser observado é que
isso era uma descrição e não uma prescrição. Até então ainda não havia uma
fórmula completamente fixa, mas somente uma estrutura. Hipólito, em seu texto,
está apenas nos dando uma sugestão. As orações litúrgicas do terceiro século
permaneceram ainda elásticas, e continuamente foram objetos de mudança e novas
influências. Havia, porém, uma ordem unificada, um conjunto de regras flexíveis
que tinham o selo da autoridade do costume. Todavia, não podemos em sentido
amplo, falar de uma liturgia unificada do primeiro século.
Os
dois mais importantes testemunhos do quarto século vêm de Alexandria no Egito,
o Eucológio (livro de orações e liturgia) do Bispo Serapion e a Constituição
Apostólica de Antioquia, Síria. As constituições Apostólicas são também
conhecidas como a liturgia de Clemente. O esboço externo (ideias gerais) dos
usos litúrgicos no Oriente são claramente percebidos na liturgia de Clemente.
As prescrições daquela liturgia estavam destinadas a ser ampliadas e
estabelecidas pelo grande pregador de Antioquia, São João Crisóstomo. Ainda que
o quarto século fosse um período de vivo desenvolvimento, o antigo esboço
litúrgico se manteve intacto. No Oriente, as celebrações assumiram um esplendor
gradativamente maior, os clérigos apareciam em vestimentas esplêndidas, foram
introduzidas luzes e incenso nos cultos e também se desenvolveu, a partir de
então, a cerimônia externa da genuflexão. Muito do esplendor da corte bizantina
foi adotado pela igreja.
A
influência do Oriente deve ser olhada com seriedade, mas a nossa liturgia é de
origem latina. As liturgias do Ocidente podem ser divididas em duas grandes
famílias, a Afro-Romana e a Gálica. Essas liturgias eram importantes não porque
continuaram em uso, mas por causa da influência que ambas exerceram sobre a
liturgia romana. Enquanto que a Gálica era mais florida e pomposa, a
Afro-Romana era mais austera. A elaboração posterior da liturgia romana é uma
influência direta da tradição gálica. O que sabemos a respeito da missa do
século VI veio a nós por intermédio dos escribas Francônios dos séculos VIII e
IX. Tudo indica que o conteúdo do Cânon Romano ao qual Lutero rebateu tão
veementemente durante o período da Reforma já vinha daquele período.
Especialmente, a forte ênfase do sacrifício da missa que transparece nas orações.
A
moldura da Missa Romana deve ter sido essencialmente determinada no V século.
Depois da era de Gregório o Grande (590 A.D.) encontraremos algumas pequenas
modificações. As Missas do século VII, adotadas pelas sete igrejas de Roma, têm
um grande significado para os desenvolvimentos litúrgicos posteriores. O culto
atingiu um momento de estabilidade quando todos os elementos que o compõe foram
colocados por escrito. Possuindo uma forma definida e determinada, o culto
solene pode ser transmitido com facilidade aos outros territórios.[1]
Em
754 o Rei Pepino, pai de Carlos Magno e, posteriormente, o próprio Carlos
Magno, buscando uma padronização que servisse à unidade do império, decretou a
aceitação da Liturgia Romana em territórios Franco-Germânicos.[2]
A Liturgia Romana adquiriu um novo lar. Por 200 anos seu desenvolvimento foi em
solo Franco-Germânico, em cuja forma retornou à Roma e se tornou o modelo até o
período anterior a Reforma.
Nos
territórios Franco-Germânicos a missa se tornou cada vez mais clericalizada, as
pessoas comuns não entendiam o latim. Um novo tipo de disciplina do secreto se
desenvolveu: a separação das coisas sagradas, não dos não cristãos (dos de fora
da igreja) e sim, do próprio povo da igreja. O conceito de igreja como corpo de
Cristo tornou-se cada vez mais estranho, a igreja tornou-se uma estrutura
hierárquica entre clérigos e leigos. A divisa entre o altar e o povo, entre os
clérigos e leigos, entre aqueles que tinham o dever de oficiar a ação
sacramental e aqueles que formavam a congregação celebrante, aumentou cada vez
mais.
Essa
situação inclusive manifestou-se na arquitetura. O altar foi fixado na parede
dos fundos. A antiga forma de reunir o povo ao redor do altar para a celebração
da Santa Ceia, foi trocada, tendo o sacerdote parado de costas para a
congregação e celebrando a missa numa linguagem desconhecida. Enquanto a
congregação dos fiéis permanecia muda, testemunhando o espetáculo. Cada vez
mais a missa se tornou um mistério de Deus vindo ao homem, um mistério que
deveria ser contemplado e adorado à distância. E foi esse reducionismo da missa
que passou a ganhar aceitação generalizada em torno do ano 1000 A.D., ao
retornar para Roma.
O
período Gótico viu não somente uma grande ornamentação das igrejas, mas também
da liturgia. A missa se tornou um drama sagrado, uma teatralização diante dos
olhos dos participantes. O cerimonial se tornou elaborado, havendo uma
multiplicação do sinal da cruz. Foi também neste período que as cores
litúrgicas foram fixadas assim como as conhecemos até hoje.
A
missa não só se tornou um teatro, mas também um meio de se fazer dinheiro. A
missa podia ser comprada pelos seus bons efeitos sobre os vivos e os mortos.
Pela compra das missas, os méritos do Cristo sofredor, comemorado na missa,
eram disponibilizados. Os fiéis agora viam o sacerdote representando o drama do
caminho da cruz de nosso Senhor, carregado de mistério, mediante o qual, os
efeitos da morte de Jesus na cruz eram concedidos e atribuídos conforme
solicitado. Esta forma produziu uma nova cerimônia em torno do Século XII — a
elevação da hóstia e do cálice. Ver e testemunhar esse ato tornou-se o ponto
alto da missa, ao invés de participar do corpo e do sangue na Ceia familiar de
ação de graças.
Este
mesmo período Gótico viu a descomunal multiplicação de missas, bem como um
descomunal crescimento dos clérigos, os quais se mantinham só com a compra e a
venda de missas. Comentaristas católicos desse período estão dispostos a
admitir que Lutero corretamente criticava essa visão imprópria da missa.
Já
em 1516, Lutero, ao pregar sobre o terceiro mandamento, enfatizava a
necessidade de “ouvir a Palavra de Deus” em contraposição a “ouvir a missa”. Em
1520, Lutero advogava a comunhão sob as duas espécies, pelo bem da
integralidade do sinal, em objeção à prática de se recitar em secreto as
Palavras da Instituição. Em 1523 Lutero preparou um folheto de oito páginas,
distribuído no período de Pentecostes, intitulado “Von Ordnung Gottesdiensts in der Gemeinde”. Esta foi a primeira
tentativa de Lutero para estabelecer princípios para a ordem do culto, pois em dezembro
de 1523, ele elaboraria a sua Formula
missae et communionis.
Nesta
ordem Lutero aprova os Introitos para os domingos e dias de festa, o Kyrie, o
Gloria in Excelsis, a Coleta, a Epístola, o Gradual, o Evangelho (com suas
cerimônias usuais), o Credo Niceno, o Sermão (nesse momento ou antes do introito),
o Prefácio, as Palavras da Instituição (cantadas audivelmente), o Sanctus, o
Hosana, a Elevação, a Oração do Senhor, a Pax, a Administração, o Agnus Dei ou
Hino da Comunhão, a Coleta, o Benedicamus e a Bênção Arônica (Aarônica).
Qualquer semelhança não é mera coincidência. Os antecedentes desta forma se
encontram na missa celebrada em Wittenberg antes da Reforma.
Em
1526, Lutero finalmente deixou convencer-se com relação a uma liturgia no
vernáculo, elaborando a Deutsche Messe.
Mesmo tendo seguido o esboço da liturgia Franco-Romana da Idade Média, ele a
simplificou, substituindo partes da liturgia por hinos no vernáculo bem
conhecidos.[3]8
Lutero
também promoveu reformas na ordem do Batismo em 1523 e 1526, na ordem para o
casamento, na ordem para a Ordenação em 1525, na Litania em latim e alemão, em
coletas e em 38 hinos. O seu alvo era promover a participação ativa da
Congregação no culto. Como um teólogo da Bíblia, Lutero tinha plena consciência
da importância do culto para toda a família de Deus.
A
Reforma em terras germânicas e países escandinavos foi amplamente
supervisionada por Príncipes, Duques e Reis. Quando o Bispo não assumia a
liderança das reformas em terras germânicas era necessário tornar o Príncipe em
“Bispo emergencial”. E, mesmo em países escandinavos, sempre que os bispos não
cooperavam, a Reforma adquiria um sentido nacionalista, onde as reformas se
produziam de nação em nação.
Em
territórios alemães as visitações aconteciam sob os auspícios do Príncipe ou do
Duque. Os resultados e a regulamentação dessas visitas podem ser observados nas
ordens eclesiásticas (Kirchenordnungen)
que foram produzidas. Tais ordens tinham força de lei e estabeleciam os métodos
da reforma do culto. Mormente, as reformas da liturgia seguiam dois caminhos
principais: os mais conservadores seguiam como seu modelo a Formula Missae de 1523, enquanto outros
adotavam a Deutsche Messe de 1526.
Apesar da diferença, havia concordância substancial nas ordens, pois ambas estavam
casadas com a histórica tradição litúrgica da igreja. A Reforma Luterana não
foi uma revolução radical. Não existia a intenção de separar-se da igreja
histórica. Mesmo que não se buscasse uma uniformidade rígida, havia uma
preocupação respeitosa com a vida de culto tradicional da igreja.[4]
No
que concerne à Igreja Evangélica Luterana, quando o período da Reforma terminou
em torno do século XVI, ela também viveu o fim de seu desenvolvimento
litúrgico. Os séculos subsequentes testemunharam o declínio da vida e do culto
na igreja.
Um
dos fatores mais destrutivos foi a Guerra dos Trinta anos (1618-1648). A vida
na igreja, na maior parte da Alemanha Luterana, chegou a uma estagnação. A
igreja na Alemanha ficou reduzida a uma pobreza penalizante, não somente em
termos materiais, mas também no que se refere à preocupação com a
espiritualidade e a sua cultura litúrgica e musical. Estima-se que a população
foi reduzida de 16 para 6 milhões de habitantes em consequência de conflitos
armados, fome, doença e imigração.
Outro
agente corrosivo na vida litúrgica foi o surgimento do Pietismo. O Pietismo
produziu um tipo desequilibrado de cristianismo que superenfatizava a
experiência pessoal, a vida e a conduta. Por sua forte oposição aos “prazeres
do mundo” encorajava um novo tipo de ascetismo que conduziu ao legalismo e ao
criticismo dos ainda “não reavivados”. Na medida em que o cristianismo pessoal
era supervalorizado, a objetividade dos Meios da Graça era cada vez mais
desvalorizada. A liturgia histórica da igreja deu lugar a expressões de emoções
e ideias individuais. O Pietismo, com suas limitações intensamente pessoais,
não mais entendeu, nem usou o que permaneceu das formas ricas e polidas do
sistema litúrgico-histórico da igreja.
O
Pietismo, carecendo de força intelectual, rapidamente se esgotou e foi
substituído pelo Racionalismo ou Iluminismo. O Pietismo, pelo menos, podia ser
reconhecido como um movimento cristão. O Iluminismo, no entanto, superou até
aquilo que é considerado superstição de origem cristã, substituindo o plano
divino da redenção por um ideal de felicidade. Interesses práticos ao invés de
doutrinas ou alta espiritualidade, eram abordados nos púlpitos. A Escritura foi
minimizada e os milagres, explicados como causas naturais. Dentro da esfera do
culto, o Racionalismo foi totalmente destrutivo. O culto foi mutilado de tal
forma, que não podia ser reconhecido como tal. O templo se tornou um mero lugar
de reunião, o púlpito uma plataforma de preleções, da qual o ministro oferecia
instruções morais. O Sacramento do Altar foi reduzido a uma forma vazia e já
não era mais celebrado a cada domingo e dias santos, mas observado à feição dos
reformados, quatro vezes ao ano.[5]
No
início do século XIX houve uma conscientização por parte de alguns, de que a
vida da igreja estava em decadência. Em 1817, durante a celebração do
tricentésimo aniversário da Reforma, Claus Harms editou um novo conjunto de 95
teses, onde conclamava a igreja a retornar a sua base teológica. Foi em boa
hora que isso ocorreu. Nuremberg, partes da Saxonia, Mecklenburg, e alguns
outros poucos lugares, mantiveram muito do culto histórico com as vestimentas
antigas e costumes e ainda muito das músicas antigas eram cantadas em latim. O
espírito do culto havia desaparecido, e as igrejas estavam vazias. Em outros
lugares as ricas formas litúrgicas há muito haviam desaparecido, dando lugar a
uma ordem vazia, conduzida somente pelo ministro.
Em 1822, Frederico Guilherme
III da Prússia, o qual julgava-se um entendido de liturgia, publicou uma agenda
para uso em todas as igrejas evangélicas de seu reino, ambas, Luteranas e
Reformadas. Essa foi uma tentativa de se reconduzir o culto cristão à sua
fundamentação histórica e de se recuperar um entendimento da liturgia. Mas essa
tentativa encontrou resistência, principalmente porque o mesmo fazia parte de
um movimento que tentava unir Luteranos e Reformados em uma única igreja. A
essa altura, é importante é importante observar que esse foi o fator
precipitante que levou Martin Stephan, pastor da Igreja “São João” em Dresden,
a liderar um grupo de pessoas da Alemanha para a América (Perry County, Mo). A
objeção não era tanto aos abusos nos cultos, e sim, à frouxidão doutrinária que
acompanhava as tentativas de forçar Luteranos e Reformados a se tornarem uma única
igreja. Na verdade, o maior interesse dos Luteranos Saxões de Perry County
estava em restaurar as normas que eram próprias do Culto Luterano, ou seja,
voltar às origens.
Um
dos mais qualificados proponentes desse retorno ao culto histórico litúrgico e sacramental
era Wilhelm Loehe, pastor na vila de Neuendettelsau, na Bavária. Loehe era um
homem da teologia confessional. E foi essa teologia que o levou a ter uma mente
aberta para missões, preocupar-se com o bem estar social, e o determinou a
restaurar o culto como o centro da vida da igreja. Várias agendas foram
lançadas por Loehe, retornando às normas estabelecidas pelos Reformadores
Luteranos. Uma dessas agendas foi escrita especialmente para o Sínodo de
Missouri e foi amplamente usada no sínodo.
O
século XIX viu um reavivamento da Teologia Confessional, tanto na Alemanha,
como nos Estados Unidos. Sínodos confessionais foram organizados, e juntamente
com esse reavivamento da Teologia Confessional, veio um reavivamento do culto
litúrgico e sacramental.
Os
luteranos de fala inglesa estavam usando material de culto e ordens litúrgicas
que estavam muito próximas das usadas por seus vizinhos protestantes. À medida
em que a Teologia Confessional não estava sendo levada a sério, esses materiais
de culto pareciam ser adequados. Mas quando a Teologia Confessional foi
novamente levada a sério, a adequação de tais materiais foi questionada. Em
1860, um Concílio Geral lançou o Manual da Igreja, o qual, sem dúvida,
apresentava a melhor liturgia em inglês até então, produzida pelos luteranos.
Esse livro antecipou os princípios que foram mais especificamente levados a
efeito na preparação do Culto Comum, 20 anos mais tarde.
Em
1888, o Sínodo Geral, o Sínodo Unido do Sul e o Concílio Geral, lançaram juntos
uma versão da liturgia comum, o Culto Comum, o qual estava baseado nas ordens
da igreja do século XVI, usando como modelo a Formula Missae de Lutero.
Enquanto
a reforma litúrgica estava acontecendo em inglês, uma convocação estava sendo
feita aos Germânicos do Sínodo de Missouri, no sentido de valorizarem sua rica
herança litúrgica. O único defensor, que clamava ao Sínodo, para que esse
levasse a sério o seu culto, era Friedrich Lochner, pastor em Springfield, Ill.
Seu livro, Der Hauptgottesdienst (O
Culto Divino Principal), chamou o Sínodo de volta à sua norma Confessional, de
que, a cada domingo e dias santos, o Sacramento do Altar deveria ser celebrado
como o principal culto paroquial.
Em
1912, o Sínodo de Missouri lançou seu primeiro hinário em inglês. O mesmo
continha uma variante do Culto Comum, herdado do Sínodo de Missouri Inglês, o
qual havia se juntado ao Sínodo de Missouri Germânico, em 1911. Foi esse
hinário que se tornou a base para o The
Lutheran Hymnal de 1941. E é nessa linha direta de desenvolvimento que o Lutheran Worship agora se firma.[6]
Quando
em 28 de abril de 1899, a Convenção da LCMS o “Deutsche Evangelische
Lutherische Synode von Missouri, Ohio und Andern Staaten”, decidiu começar o
trabalho no Brasil, na verdade, não se estava abrindo uma missão externa, e
sim, fazendo uma extensão do trabalho entre alemães que provinham de um país
cristianizado.
A
igreja em solo brasileiro, sendo herdeira da cultura alemã, bem como da prática
litúrgica alemã, não precisou preocupar-se com grandes adaptações quanto a
métodos e formas. Assim, a nossa prática litúrgica na fase inicial não passou
de uma mera transferência geográfica, ainda que, segundo o Dr. Paulo W. Buss, os
alemães do Brasil não aceitaram pacificamente todas as práticas litúrgicas que
lhes eram propostas. Sendo natural que as congregações organizadas antes da
vinda dos pastores missourianos oferecessem as maiores resistências. Essas, não
estavam acostumadas a inscrição da Santa Ceia, ao sinal da cruz, uma frequência
mais regular nos cultos e na Santa Ceia, uso modificado da confissão auricular,
a uma forma mais democrática de administração (era praxe pastor e congregação
acatarem decisões tomadas exclusivamente pela diretoria).
O
Dr. Buss ainda lembra, que a situação econômica das primeiras congregações no
Brasil, influenciou fortemente o desenvolvimento litúrgico na IELB: igrejas
(capelas) simples e sem sinos, bancos sem genuflexórios, cruzes de madeira
simples em vez de crucifixos mais requintados, batinas pretas ao invés de
vestes litúrgicas completas.
Paralelamente,
em 1917, com o rompimento diplomático com a Alemanha e a consequente proibição
do uso da língua alemã no Brasil as igrejas tiveram dificuldades em dar
continuidade ao trabalho, pois nem membros e pastores falavam e entendiam o
vernáculo. Inicia-se assim o processo de indigenização na IELB: os primeiros
hinos, partes da liturgia e orações são traduzidas para o português; começam as
primeiras pregações em português nas reuniões sinodais; inicia-se a missão
entre luso-brasileiros (1918 - Lagoa Vermelha, RS) e negros (1920 - Solidez,
Canguçu, RS). Infelizmente, porém, com o término da guerra, o processo foi
radicalmente interrompido. Por volta de 1938 apenas 16% dos cultos tinham
pregação em português e apenas 40 dos 90 pastores e professores sinodais eram
brasileiros natos.
Com
o advento do estado novo, em 1941, o governo obrigou as igrejas a pregarem
apenas em língua nacional. Um sermão em língua estrangeira poderia seguir o
português nas áreas onde o mesmo não fosse entendido. Mas em 1942, a língua
alemã foi totalmente proibida, transformando o distrito brasileiro da LCMS,
finalmente e até certo ponto, numa igreja brasileira. Suspensa a proibição, em
muitos lugares o alemão voltou a ser usado com certa regularidade.
Independente
disso, a Igreja Brasileira já havia incumbido o Dr. Rodopho Hasse a
confeccionar um Hinário em língua portuguesa, editado em 1938, conforme a ata
da 24a Convenção Nacional, de 1940. O mesmo continha uma ordem de
culto simplificada sem Santa Ceia e uma ordem de culto com Santa Ceia, o qual
continha 217 hinos e uma seção com orações. Nesse mesmo ano, este hinário foi
reeditado e ampliado para 314 hinos. Em 1949 foi ampliado para 340 hinos. Em
1974 recebeu um apêndice de 112 hinos.[7]
Essa realidade permaneceu até 1986, quando foi lançado o atual Hinário
Luterano, com linhas melódicas e 573 hinos. Sobre esse novo hinário convém
ressaltar o seguinte:
1. Foi ampliado,
levando em conta a originalidade das músicas e das letras.
2. Para acentuar a
origem confessional da IELB, foram acrescentados o Catecismo Menor de Lutero
(1529) e a Confissão de Augsburgo (1530), bem como a inclusão de duas ordens
litúrgicas com celebração da Santa Ceia.
3. Foi mantida a
antiga ordem litúrgica (tradicional com Santa Ceia) e acrescida uma nova ordem
de culto, procurando resgatar alguns elementos históricos: a Confissão e
Absolvição como parte preparatória ao culto propriamente dito; o Credo posposto
ao sermão, como a proclamação de fé diante da palavra ouvida e a relocação do
Ofertório ao seu lugar original, como preparação à Santa Ceia.
4. Foram
acrescentadas as informações sobre os Domingos e Festas Maiores e Menores para
mostrar as diferenças existentes entre o Ano Eclesiástico Tradicional e o
Reformulado, em acordo com a renovação litúrgica a partir do Vaticano II
(1962-1965).
Apesar
desse novo Hinário Luterano ter tido como objetivo contemplar as diversas
necessidades da igreja (atendendo a grupos mais tradicionais e as missões), a
realidade mais uma vez está demonstrando que isso não aconteceu. O que
aconteceu ao longo da história (1968, 1974 e 1977) com a elaboração de vários
hinários para missão e ocasiões especiais, também aconteceu após a elaboração
do novo Hinário Luterano, sendo elaborando um novo hinário (Louvai ao Senhor, 1988) visando atender
mais especificamente as necessidades da missão, exclusivamente com relação ao
canto e à música.
Com
relação aos dois volumes da Liturgia Luterana, ainda em uso na IELB,
desconhece-se qualquer explicação quanto à sua origem, impressão, tradução e
autoria. Sabe-se apenas que ambos são uma “publicação autorizada pela Igreja
Evangélica Luterana do Brasil”.[8]
Por volta da década de 70, a Comissão de Culto e Liturgia recebeu a incumbência
de fazer uma revisão destes dois volumes. Mas em 1980, com a adoção do sistema
Trienal de leituras, a IELB também adotou o novo calendário litúrgico,
obrigando-se a promover uma reformulação mais profunda, que começou com o
lançamento do Preciso Falar Vol. VI
em 1986, adequando os Introitos, as Orações do Dia (Coletas) e Graduais dos
Domingos e Festas Maiores e Menores ao calendário reformulado. Desde então, a
Comissão de Culto e Liturgia tem trabalhado na reformulação integral dos
referidos volumes. Enquanto isso, a referida comissão, em conjunto com a
Concórdia Editora, decidiu publicar num único volume a Liturgia Luterana,
observando as adaptações ao novo calendário litúrgico e a Série Trienal.[9]
No
período pós-guerra, principalmente de 1945 a 1960, ainda não se dava muita
atenção às questões litúrgicas. O Ano da Igreja frequentemente era substituído
por leituras que atendessem o ano civil, os sermões em geral seguiam temas
livres, não respeitando as leituras e os temas designados para a ocasião, as
orações fugiam do tema do sermão e do Domingo. Mesmo que a IELB tivesse uma
proposta de ordens litúrgicas no hinário, as inovações e alterações eram muito
comuns. A passagem do uso da liturgia chamada “antiga” para a “nova” ordem
litúrgica (que é a Liturgia II do HL e, na verdade, era mais tradicional e,
portanto, mais antiga), foi lenta e gradativa.[10]
A questão da conscientização litúrgica na IELB é um processo recente,
pertencente basicamente às últimas duas décadas, o que pode ser demonstrado por
várias maneiras:
1. Estudos e
palestras em Convenções e Congressos;
2. Moções em
Convenções: sobre reformulação do Hinário, manuais e vestes litúrgicas.
3. Publicação de
Manuais e literatura sobre culto e liturgia.
4. Publicação de
artigos em revistas teológicas e no Mensageiro Luterano.
5. Publicação do Vivendo em Cristo (1987), contendo uma
unidade exclusivamente tratando do culto (O Culto Cristão, pp.188-223).
6. Além do
currículo normal, foram oferecidas disciplinas optativas sobre litúrgica nos
seminários.
7. A Comissão de Culto
e Liturgia oferecendo novos materiais de culto.
8. O incentivo às
celebrações dominicais da Santa Ceia e cultos regulares e dominicais em todas
as congregações (Projeto Portas Abertas).
9. Provisão dentro
do lema da IELB para a última década, com uma ênfase específica ligada à
questão do culto na igreja — Adorando como Filhos de Deus (1998).
10. O uso
generalizado de paramentos em acordo com as cores litúrgicas.
Apesar de todo esse esforço, empreendido
na valorização das nossas raízes históricas de sermos uma igreja litúrgica, nos
ressentimos de não termos alcançado uma indigenização que levasse em conta a
cultura e as características peculiares do povo brasileiro.
[1] Com a invenção
da imprensa a possibilidade da padronização litúrgica foi ampliada. No início
do séc. 16 havia cerca de 200 variedades de missais em uso. Tanto católicos
como não católicos se convenceram que a uniformidade litúrgica representava um
avanço. Hoje, a variedade de ministérios em várias culturas exige uma abordagem
mais pluralista da liturgia. James F. WHITE,
op. cit., p.. 32.
[2] Id. Ibid., p.186.
[3] Id. Ibid., pp.118 e 188.
[4] Nelson KIRST, Liturgia. In.: Teologia Prática no contexto da América Latina. São Leopoldo,
Sinodal e São Paulo, Aste, 1998, p.125.
[5] James F. WHITE,
op. cit., pp.118-119. Nelson KIRST ainda lembra que “foi Zwínglio - e não
Lutero nem Calvino - que transformou um culto especial de pregação, chamado pronaus, no culto dominical, eliminando
com isso a Eucaristia.” op. cit., p.124.
[6] Fonte: “Guide to Introducing Lutheran Worship” CPH,
St. Louis, 1981. Reprinted in Worship
Toward 2000 - Resource Packet,
Commission on Worship, LCMS, 1992, pp.2-8.
[7] Paulo W. BUSS,
In: Uma Proposta Litúrgica para a IELB
- Estudo apresentado à 50a CN da IELB, em São Leopoldo, de 21-26 de
janeiro de 1986, pela Congregação de Professores da EST-IC de São Paulo,
pp.10-12. Contatos com diversos pastores mais antigos, nos levaram a concluir
que entre os anos 40 e 60 o Prof. Paul W. Shelp produziu diversas edições de
agendas para o culto. Os volumes I e II da agenda litúrgica para pastores
surgiu no final da década de 60, tendo o Rev. Rodolpho Hasse como seu principal
tradutor.
[8] Id. Ibid., p.12.
[9] No meio do
caminho as trienais mudaram novamente, e decidiu-se por fazer 2 volumes das
liturgias.
[10] Id. Ibid, pp.12-13.
quarta-feira, 30 de agosto de 2017
Culto Luterano - O culto litúrgico 1
II - O Culto Litúrgico - História e Teologia
A. Definindo Termos
Não
é fácil falar e definir um assunto que é tão amplo como a história do próprio
homem. Mas, precisamos fazê-lo de alguma forma, pois é importante entender o
que estamos fazendo quando nos reunimos. James F. White nos serve de auxílio
nessa grandiosa empreitada, mostrando como diferentes pensadores protestantes,
católicos e luteranos usam o termo.
Escrevendo
a partir da tradição metodista, o
professor Paul W. Hoon define a vida
cristã como sendo uma vida litúrgica. O culto para ele está vinculado
diretamente aos eventos da história da salvação. Para ele, o núcleo do culto é
“Deus agindo para dar a sua vida ao ser humano e para levar o ser humano a
participar dessa vida”. As palavras-chave na compreensão de Hoon sobre culto
parecem ser “revelação” e “resposta”. Trata-se, portanto, de uma relação
recíproca em que Deus toma a iniciativa em relação ao homem por meio de Jesus
Cristo e nós, por meio de Jesus Cristo, respondemos usando uma variedade de
emoções, palavras e ações.
Jean-Jaques von Allmen, escrevendo
dentro da tradição reformada,
defende vigorosamente o culto cristão como sendo a recapitulação daquilo que
Deus já fez. Para ele o culto “resume e confirma sempre de novo a história da
salvação, cujo ponto culminante se encontra na intervenção encarnada do
Cristo”. Von Allmen ainda descreve o culto como sendo a “epifania da igreja”,
visto que, ao resumir a história da salvação, capacita a igreja a tornar-se ela
mesma, tomar consciência de si mesma e se confessar entidade específica.
Finalmente, ele acrescenta que culto é ao mesmo tempo ameaça de juízo e
promessa de esperança para o próprio mundo. O culto, portanto, para von Allmen
tem três dimensões-chave: recapitulação, epifania e juízo.
Na Igreja Católica Romana é comum
descrever o culto como “a glorificação de Deus e a santificação da humanidade”.
A origem dessa definição é do papa Pio X, que em ao falar sobre música na
igreja em 1903, disse que o culto deve ser para “a glória de Deus e a
santificação e edificação dos fiéis”. A mesma definição se repete com Pio XII e
aparece com frequência na Constituição
sobre a Sagrada Liturgia do Vaticano II em 1963, porém, invertendo essa
ordem, ou seja, fala primeiro da santificação do ser humano e então da
glorificação de Deus. Felizmente mais tarde, se chegou à conclusão que
glorificação e santificação formam uma unidade. Tanto a glorificação de Deus
quanto a santificação das pessoas caracterizam o culto cristão.
Peter Brunner, representando
o pensamento luterano, se vale do
termo cunhado por Lutero — Gottesdienst,
que tem tanto a conotação de serviço de Deus aos seres humanos quanto a de
serviço dos seres humanos a Deus. Com respeito ao culto, Brunner cita palavras
do próprio Lutero, “que nele [culto] nenhuma outra coisa aconteça exceto que
nosso amado Senhor ele próprio fale a nós por meio de sua santa palavra e que
nós, por outro lado, falemos com ele por meio de oração e canto de louvor”[1].
Para
os luteranos, o culto é mais do que uma via de mão dupla; ele pressupõe a ação
anterior de Deus e, a partir disso, provoca a resposta do homem. Por isso,
entre os luteranos, se afirma que o culto é teocêntrico
(centralizado em Deus), é cristocêntrico
(centralizado naquilo que Deus fez por nós em Cristo) e espiritocêntrico (centralizado na ação do Espírito Santo pelos meios
da graça).[2]
O
termo liturgia, apesar de clássico e
consagrado, é recente. O termo é pouco encontrado em documentos oficiais da
igreja, ante do século XX, ganhando popularidade somente no século XXI. Muitas
definições, mesmo que tendo sido elaboradas por grandes nomes, mereceram
reparos.
Do
início do movimento litúrgico (1909) até o Concílio Vaticano II (1962-1965), a
maioria dos autores tentou chegar a uma definição de liturgia que englobasse
tanto sua natureza quanto suas características essenciais. A dificuldade de
fazê-lo residia no fato de a liturgia ser “uma realidade ao mesmo tempo viva e
rica. Só participando dela é que pode ser compreendida. Ela não permite ver-se
encerrada em conceitos”.[3]
De
acordo com Arthur A. Just, uma das melhores definições é a que entende o termo leitourgia como sendo um serviço, um
dever de estar na presença do Deus vivo, devido ao que Jesus é — o Ungido de
Deus que veio para realizar a salvação do mundo, e devido ao que nós somos — os
ungidos de Deus que carregam em seus corpos a plenitude da salvação. E nesse
sentido, cristãos se reúnem para fazer liturgia, não para divertir-se — pois
talvez até nem gostem da mesma, não para fazer algo que seja bom para eles,
ainda que fato seja, mas eles se reúnem para fazer algo que é bom para o mundo.
Portanto,
nosso foco litúrgico não é para dentro,
e sim, para fora. Primeiro ele se
dirige a Deus em Cristo por meio do Espírito Santo, depois se dirige para o
mundo ao qual Cristo foi enviado pelo Pai no Espírito para redimir e restaurar
o mundo ao seu Criador.[4]
[1] James F. WHITE, Introdução ao Culto Cristão. São
Leopoldo, IEPG e Sinodal, 1997., pp.14-18.
[2] William J.
SCHMELDER, Por esta Causa me Ponho de
Joelhos - Manual do Líder. Porto Alegre, Concórdia, pp.14 e 15.
[3] Aimé G.
MARTIMORT, A Igreja em Oração -
Introdução à Liturgia. Vol. I. Petrópolis, Vozes, 1988, pp.31-33.
[4] Arthur A. JUST, Liturgy as Pastoral Care. (ensaio não publicado),
1985, pp.3 e 4.
domingo, 3 de janeiro de 2016
Leituras bíblicas da Igreja Luterana (Trienais)
Muitas pessoas sempre perguntam sobre as leituras para cada domingo e dias especiais da Igreja Luterana.
No link aparecem até 2018.
Aqui o link do google drive
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sexta-feira, 27 de novembro de 2015
Coroa de Advento
Tomo a liberdade de publicar um texto do pastor Horst Kuchenbecker sobre o Advento. Muito importante, especialmente no caso deste tempo em que vivemos (não o Advento), mas a nossa atualidade, quando a Igreja (ou melhor, as igrejas) perdeu o sentido de liturgia, ano litúrgico, e mesmo culto. Outro dia, vi um vídeo do Youtuber Franklin Medrado, no qual ele lembrava que "antigamente" o culto tinha início, meio e fim... E hoje vai "na liberdade do Espírito" (aqui palavras minhas)... O problema é que esta liberdade do Espírito normalmente não tem nada a ver com o Espírito Santo, pois o Espírito Santo de Deus sempre traz as coisas com ordem e decência e o que vemos são cultos onde não se sabe o que vem depois e nem por que vem...
Então, viva o Advento, nesta ordem que existe, sabendo que, mesmo nesta ordem, o Advento do Menino Jesus já passou e hoje vivemos o segundo Advento (que dura, na verdade, o tempo em que este mundo durar, mas o lembramos mais neste período de cada ano)...
Eis o texto do pastor Horst:
Advento é tempo de júbilo e
de alegria para a cristandade. A razão do júbilo é Cristo. Pois Advento
significa vinda, chegada. Os quatro domingos de Advento lembram os quatro mil
anos, nos quais o povo de Deus esperou pelo nascimento do Salvador Jesus. A
primeira promessa da vinda de um salvador foi dada por Deus a Adão e Eva, logo
após a queda destes em pecado (Gn 3.15). A promessa foi repetida muitas vezes
aos patriarcas e profetas (Hb 1.1-3). Desde Adão e Eva, muitos fiéis esperaram
ansiosamente pelo cumprimento desta promessa de Deus, até que finalmente, “o tempo se cumpriu” (Gl 4.4), e o
Salvador Jesus nasceu em Belém da Judéia (Lc 2.4-7).
Hoje, olhamos para trás e
observamos como o povo de Deus do passado aguardava a vinda de Jesus. Eles
meditavam nas misteriosas profecias, buscando nelas consolo, orientação e
forças para a caminhada esperançosa. Deles queremos aprender a confiar na
Palavra de Deus, a lutar e esperar, pois também nós vivemos em tempo de espera.
Esperamos a segunda vinda de Cristo. Em breve Jesus voltará, não mais humilde, mas em
grande glória e poder, com todos os santos anjos, para julgar vivos e mortos
(At l1.11;17.31). Então criará novo céu e nova terra (Ap 21.1), para habitar
com os fiéis eternamente.
No tempo de advento, muitas
igrejas estão enfeitadas com a coroa de advento. Este símbolo ainda não tem
muita história na Igreja cristã. Ele se firmou como símbolo de Advento na
Europa, após a primeira guerra mundial. Mas, sua simbologia é muito significativa.
Vejamos.
A COROA
A coroa simboliza vitória e
poder. Coroas são usadas para festejar vitórias. Soldados e atletas vencedores
são homenageados com coroas. Os cristãos passaram a usar coroas também em seus
atos fúnebres, para declarar: Nossos irmãos falecidos são vencedores, pela
graça de Cristo. As coroas expressam a esperança e certeza da ressurreição.
A coroa de Advento quer
anunciar a vitória de Cristo sobre: pecado, morte e Satanás. Seus ramos verdes
falam da nova esperança, da vida e da alegria que aguarda os fiéis na
eternidade, pois cremos na “remissão dos pecados, ressurreição da carne e na
vida eterna.”
A fita vermelha simboliza o
sangue de Cristo que nos purifica de todos os pecados (1 Jo 1.7). Esta fita
envolve a coroa, assim o sangue de Cristo envolve toda a vida cristã e dá
certeza do perdão, concede paz e firma na esperança da vida eterna.
A coroa de advento tem o
formato de um anel, que lembra a aliança de amor. Uma aliança que envolve os
que nela participam. A coroa de Advento fala do amor de Deus em Cristo, da nova
aliança de amor com aqueles que nele crêem. Este amor penetra os corações e
concede vida nova. Pela fé em Cristo, somos novas criaturas. Isto se revela no
dia a dia e perpassa a vida familiar, profissional, social, nossas alegrias e
tristezas, a tal ponto que também a coroa de espinhos, que Jesus carregou e
pela qual santificou nossos sofrimentos. Sabemos “que todas as coisas cooperam para o bem daqueles que temem e amam a
Deus” (Rm 8.28).
AS VELAS
A coroa de Advento é
enfeitada com quatro velas vermelhas e algumas colocam uma vela branca no
centro da coroa. As quatro velas lembram os quatro mil anos em que o povo de
Deus esperou pelo nascimento do Salvador Jesus. Cada vela quer simbolizar e
anunciar um conteúdo bem específico. Jesus a luz do mundo: que veio para
libertar, trazer a paz e voltará para julgar vivos e mortos. Ele enche nossa
alma de alegria, paz e esperança.
1ª VELA – Jesus, a luz do mundo
A primeira vela, acesa no
primeiro domingo de Advento, anuncia que Jesus é o verdadeiro Filho de Deus, a luz do mundo, nosso Salvador,
conforme a promessa dada a Adão e Eva: “Porei
inimizade entre ti e a mulher, entre a tua descendência e o seu descendente.
Este te ferirá a cabeça e tu lhe ferirás o calcanhar” (Gn 3.15). O que dizem
estas palavras? Adão e Eva pecaram. O pecado os separou de Deus e os tornou
réus da eterna condenação. Agora, corrompidos pelo pecado, eram espiritualmente
mortos e escravos de Satanás. Tudo estava perdido. Não podiam libertar-se. Trêmulos
estavam diante de Deus. Eles esperavam a sentença condenatória. Mas quando Deus
começou a falar, que surpresa. Deus se colocou ao lado deles e disse: Vou
salvar vocês. A guerra que vocês perderam eu vou retomar e lutar em vosso
lugar. Vou salvar-vos pelo descendente da mulher que é Jesus, meu próprio e
unigênito Filho. Jesus esmagará a cabeça da serpente, que é Satanás, e trará à
humanidade plena e completa salvação. E todo aquele que confiar nesta promessa,
nesta salvação que Deus prometeu, será salvo. Que maravilha. Ao longo da
história, Deus foi explicando esta salvação e iluminando esta tão preciosa
promessa com detalhes. Confira algumas das promessas: Gn 9.13,27; Gn 12.1-3; Gn
49.10; Dt 18.15; 2 Sm 7.11-16; Is 4.2-4; Mq 4.1-4; Jr 30.21,22; Zc 9.9; Jr
23.5,6; Ez 34.23,24; Jr 28.16; Zc 6.l2,13).
Finalmente, “vindo a plenitude do tempo (Gl 4.4), o Verbo
se fez carne, e habitou entre nós, cheio de graça e de verdade, e vimos sua
glória, glória como do unigênito de Pai” (Jo 1.14). Jesus veio em profunda
pobreza e humildade. A grande maioria, infelizmente, não o reconheceu. Não o
reconheceram, porque não deram atenção às profecias. Sonhavam com um libertador
dos sofrimentos terrenos. Após três anos de ministério, tendo ressuscitado de Lázaro,
o povo de Jerusalém recebeu a Jesus cantando: “Hosana ao Filho de Davi! Bendito o que vem em nome do Senhor! Hosana
nas maiores alturas!” (Mt 21.9), mas isto foi só um momento de entusiasmo.
Pouco depois, vendo-se frustrados em suas esperanças materiais, eles levantaram
seus punhos contra Jesus e gritaram: “Crucifica-o,
crucifica-o! Não queremos que este reine sobre nós!” (Mc 15.13; Lc 19.14). O evangelista João, escreve no seu
evangelho: “Veio para o que era seu, mas
os seus não o receberam” (Jo 1.11). Hoje, não somos melhores do que o povo
no tempo de Jesus. Mesmo tendo diante de nós as profecias cumpridas, questionamos
a Palavra de Deus e duvidamos do amor de Deus para com a humanidade. Quantas
vezes nos afastamos dos caminhos de Deus
e não queremos que Jesus governe sobre nós? Precisamos reconhecer nossa incredulidade
e nos arrepender. Suplicar a Jesus por perdão, apegar-nos e confiar em sua
promessa de perdão. E então, como filhos de Deus pela fé na graça, renunciar ao
diabo e ser fiel a Cristo na fé, nas palavras e nas obras até ao fim.
Que consolo! Jesus veio
salvar a humanidade e livrá-la do pecado, da morte e do poder de Satanás. E
todos os que confiam em sua palavra têm o que as palavras lhe oferecem, dão e
selam: perdão dos pecados, vida e eterna salvação. O que crê, recebe a adoção de
filho de Deus e herdeiro da vida eterna. Ao acendermos a vela diante do altar e
ou ao contemplarmos a vela acesa, queremos renunciar ao diabo, entregar-nos a
Deus e pedir que ele nos firme nesta fé, para lhe sermos fiéis até ao fim.
2ª VELA – Jesus, o Libertador
A segunda vela, acesa no
segundo domingo de Advento, lembra a
grande libertação que Jesus trouxe. Jesus veio para libertar. Ele disse aos
judeus: “Se vós permanecerdes na minha
palavra, sois verdadeiramente meus discípulos; e conhecereis a verdade e a
verdade vos libertará” (Jo 8.32). Os judeus responderam a Jesus, como
muitos hoje: “Jamais fomos escravos de alguém”,
e não se aperceberam de quanto eram escravos do pecado, da morte e de Satanás;
incapazes de libertarem-se por próprias forças, e de que precisavam de um salvador.
“Se, pois, o Filho vos libertar, verdadeiramente sereis livres” (Jo
8.36), disse Jesus. Esta libertação é a libertação de nossos verdadeiros
inimigos. O inimigo número um está dentro de nós, e é o pecado original, nossa
natureza egoísta e corrompida pelo pecado, inclinada para todo o mal e sujeita
à condenação (Ef 2.3). Cristo nos libertou da dívida, do castigo e do domínio
do pecado. O inimigo número dois é a morte. A morte não é algo natural, mas um
intromissor. Deus disse: “O salário do
pecado é a morte” (Rm 6.23.) Jesus venceu a morte. Ele disse: “Eu sou ressurreição e a vida. Quem crer em
mim, ainda que morra, viverá” (Jo 11.25). Cristo nos libertou do poder da
morte. Não preciso mais temer a morte corporal, porque a morte eterna não tem
mais poder sobre nós. O terceiro inimigo é Satanás. “Cristo veio para destruir as obras do maligno” (1 Jo 3.8). Jesus
venceu o diabo e nos trouxe perfeita libertação. Cristo nos libertou do poder
de Satanás. Ele não pode mais nos acusar diante do trono de Deus e nos podemos
resistir-lhe vitoriosamente. Esta vitória de Cristo, esta libertação nos é
oferecida pela Palavra de Deus e pelos sacramentos, batismo e santa ceia. Por
estes meios o Espírito Santo abre nossos olhos para a realidade e nos conduz ao
arrependimento. Por estes meios ele nos leva ao reconhecimento de que Jesus é o
verdadeiro filho de Deus, nosso irmão na carne que nos salvou e nos leva a
confiar na graça de Cristo. Por esta fé, a salvação de Cristo se torna nossa.
Fomos libertados e feitos filhos de Deus, membros do seu reino e herdeiros do
céu. Não queremos permitir que alguém nos roube esta salvação. Podem nos
colocar em cadeias, ou martirizar, “podem
matar o corpo, mas não podem matar a alma” (Mt 10.28). “Se, pois, o Filho vos libertar, verdadeiramente sereis livres” (Jo
8.36). Que maravilhosa libertação. “Grato sou por tanto amor, meus bendito
Redentor.”
3ª VELA – Jesus, o Príncipe da Paz
A terceira vela, acesa no
terceiro domingo de Advento, lembra que Jesus veio como príncipe da paz. - O
culto está por começar. As pessoas estão chegando. Aproximo-me do altar para
acender a terceira vela. Lembro o Príncipe da Paz. Viro-me e olho para a
congregação. Vejo pessoas entrando. Penso nelas. Diversas recordações me vêm à
mente. Quanta indisposição, ressentimentos, antipatias ainda existem mesmo numa
congregação cristã. E, nem preciso pensar neles. Olho para o meu próprio coração.
Lá dentro não é diferente. Quanta luta. Como é difícil conservar a paz na
família, nas reuniões, na congregação e com os vizinhos. Quantas guerras estão
em andamento nas cidades, nos países e no mundo? Estamos num mundo mergulhado
em trevas, egoísmos e ódios. Enquanto o mundo enaltece o ser humano, suas qualidades
seu amor, sua busca e seus esforços pela paz, o apóstolo Paulo exclama, à luz
da palavra de Deus e em profundo arrependimento: “Porque eu sei que em mim isto é, na minha carne não habita bem nenhum
... Desventurado homem que sou! quem me livrará do corpo desta morte? Graças a
Deus, por Jesus Cristo” (Rm 7.19, 24-25). Sim, graças a Deus por Jesus Cristo,
o Príncipe da Paz (Is 9.6). Ele nos reconciliou com Deus (2 Co 5.19). Nele
temos perdão dos pecados, e pelo perdão, paz com Deus. Jesus disse: “Deixo-vos a paz, a minha paz vos dou; não
vo-la dou como a dá o mundo. Não se turbe o vosso coração, nem se atemorize” (Jo
14.27). Por esta paz temos a vida e eterna salvação (Jo 3.16). O perdão de
Jesus nos move a amarmos o nosso próximo e até os nossos inimigos e
esforçar-nos pela paz (Lc 6.27; 2 Jo 5).
4ª VELA – Jesus, o Rei dos reis
A quarta vela, acesa no
quarto domingo de Natal, anuncia a grande alegria natalina, de que Jesus é Rei dos reis. Feliz quem tiver parte,
pela fé, no reino eterno de Jesus.
Na primeira vinda, Jesus
veio humilde. “Eis aí te vem o teu Rei
humilde” (Mt 21.5). Ele se humilhou profundamente. Sendo verdadeiro Filho
de Deus, “não julgou como usurpação o ser
igual a Deus: antes a si mesmo se esvaziou, assumindo a forma de servo,
tornando-se em semelhança de homem; e, reconhecido em figura humana, a si mesmo
se humilhou, tornando-se obediente até à morte, e morte de cruz” (Fp
2.7,8). Assim trouxe maravilhosa salvação que nos enche de alegria e júbilo,
como os anjos o anunciaram no dia de Natal: “Eis que vos trago boa nova de grande alegria, que o será para todo o
povo: é que hoje vos nasceu na cidade de Davi, o Salvador, que é Cristo o
Senhor” (Lc 2.10,11). Então os anjos cantaram e nos ainda hoje cantamos
cheios de alegria com eles: “Glórias a
Deus nas maiores alturas, e paz na terra aos homens, a quem ele quer bem” (Lc
2.14).
A VELA BRANCA – NATAL
Após o quarto domingo de
Advento, vem o dia 25 de dezembro, Natal. A vela branca é acesa. Ela simboliza
o nascimento de Jesus. Veio o príncipe da Paz. O profeta Isaías profetizou a
respeito do Natal: “Porque um menino nos
nasceu, um filho se nos deu; o governo está sobre os seus ombros; e o seu nome
será: Maravilhoso, Conselheiro, Deus Forte, Pai da Eternidade, Príncipe da paz;
para que aumente o seu governo e venha paz sem fim sobre o trono de Davi; e
venha paz sem fim sobre a casa de Davi e sobre o seu reino, para o estabelecer
e o firmar mediante o juízo e a justiça desde agora e para sempre. O zelo do
Senhor dos Exércitos fará isto” (Is 9.6,7). O mesmo profeta ainda escreveu: “Eis que a virgem conceberá e dará à luz um filho, e lhe chamará
Emanuel” (Is 7.l4). Por isso os anjos anunciaram aos pastores nos campos de
Belém: “Não temais: eis aqui vos trago
boa nova de grande alegria, que o será para todo o povo: é que hoje vos nasceu
na cidade de Davi, o Salvador, que é Cristo o Senhor. E isto vos servirá de
sinal: encontrareis uma criança envolta em faixas e deitada em manjedoura. E subitamente
apareceu com o anjo uma multidão da milícia celestial louvando a Deus e
dizendo: Glória a Deus nas maiores alturas, e paz na terra aos homens, a quem ele
quer bem” (Lc 2.10-14). No dia do Natal se manifestou a benignidade do Senhor
e o seu amor para com todos os homens (Tt 3.4). Que amor. Jesus, o filho de
Deus, gerado do Pai desde a eternidade e também verdadeiro homem nascido da virgem
Maria, veio ao mundo. Ele veio de uma maneira bem estranha. Podemos dizer: ao
contrário do que se poderia imaginar e esperar. Quem jamais procuraria o
Salvador Jesus numa pobre estrebaria. Quem poderia imaginar que ele salvaria a
humanidade por sua profunda paixão e morte de cruz? Mas foi assim que ele veio
e salvou a humanidade do pecado, da morte e do poder de Satanás. Por isso o
próprio Jesus disse a Nicodemos: “Porque
Deus amou ao mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo
o que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna. Porquanto Deus enviou o seu
Filho ao mundo, não para que julgasse o mundo, mas para que o mundo fosse salvo
por ele. Quem nele crê não é julgado; o que não crê já está julgado, porquanto
não crê no nome do unigênito Filho de Deus. O julgamento é este: Que a luz veio
ao mundo, e os homens amaram mais as trevas do que a luz; porque as suas obras
eram más” (Jo 3.16-19). Por isso escreve o apóstolo Paulo: “Porque pela graça sois salvos, mediante a
fé; e isto não vem de vós, é dom de Deus; não de obras, para que ninguém se
glorie. Pois somos feituras dele, criados em Cristo Jesus para
boas obras, as quais Deus de antemão preparou para que andássemos nelas” (Ef
2.9-10). Por isso o mesmo apóstolos nos conclama: “Alegrai-vos sempre no Senhor; outra vez digo, alegrai-vos. Seja a vossa
moderação conhecida de todos os homens. Perto está o Senhor. Não andeis
ansiosos de cousa alguma; em tudo, porém, sejam conhecidas diante de Deus as
vossas petições, pela oração e pela súplica, com ações de graças. E a paz de
Deus, que excede todo o entendimento, guardará os vossos corações e as vossas
mentes em Cristo Jesus ”
(Fp 4.4-7).
CONCLUSÃO
Eis a mensagem da coroa de
Advento: Cristo é Rei dos reis. Ele venceu nossos inimigos: pecado, morte e
Satanás. E todo o que confia na palavra de Deus tem o que estas palavras lhe
oferecem, dão e confirmam, perdão dos pecados, vida e eterna salvação. Em breve Jesus voltará
para julgar vivos e mortos e receber os seus fiéis no reino da glória, no novo
céu e na nova terra. Que esta mensagem se grave fundo em nossa alma para
bênção, para crescimento na fé, bem como para a prática de toda a boa obra, para
sermos cheios de frutos da justiça (Fp 1.3-11); e nos firme na esperança da
vinda de Cristo para o grande e derradeiro dia, de sua vinda em glória. Por isso a
Bíblia termina com a mensagem de Advento: “Certamente
venho sem demora. E a igreja toda responde: Amém. Vem, Senhor Jesus” (Ap
22.20).
quarta-feira, 14 de setembro de 2011
A bênção do culto
Adoracao e Louvor - ML2010 09
Texto extraído do Mensageiro Luterano, que pode ser assinado junto à Editora Concórdia.
Texto extraído do Mensageiro Luterano, que pode ser assinado junto à Editora Concórdia.
sábado, 10 de setembro de 2011
IELB edita livro – Culto Luterano - Liturgias
Adoracao e Louvor - ML2010 08
Texto extraído do Mensageiro Luterano, que pode ser assinado junto à Editora Concórdia.
Texto extraído do Mensageiro Luterano, que pode ser assinado junto à Editora Concórdia.
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Leitura Bíblica para a Quaresma 2026
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