sábado, 30 de abril de 2011

Violência no parreiral: lavradores matam o filho do proprietário do vinhal

Tempos atrás, numa cidade do interior do Brasil, aconteceu um fato interessante. Um grupo de pessoas veio até a prefeitura para conversar com o prefeito. O prefeito, assustado em ver tanta gente de uma vez no seu gabinete, perguntou o que tinha acontecido. E um deles, brincando, respondeu: “Nós viemos lhe avisar que o nosso vereador morreu. Ele caiu num daqueles buracos da estrada e não conseguiu sair. O senhor não podia mandar uma máquina para lá a fim de tirá-lo e aproveitar para fazer a nossa estrada?!”
O prefeito achou muita graça nisso e noutro dia mandou a máquina para lá a fim de fazer aquela estrada.
Em Minas aconteceu um caso muito parecido. Só que não foi com o vereador, mas com o prefeito. Vendo que as ruas estavam todas esburacadas, cheias de lixo e mato, com muitas lâmpadas queimadas e o interior sem estrada, alguém escreveu nas paredes da prefeitura: “Cadê o prefeito?”
A pessoa que fez isso queria com isso dizer que a cidade estava sem prefeito; se tinha estava sumido, pois não estava fazendo nada.
A mesma pergunta se faz, muitas vezes, com respeito a Deus. Vendo a situação do mundo: crimes, guerra, imoralidade e injustiça social, muitos perguntam: “Onde está Deus, cadê ele? Será que ele não está mais dirigindo o mundo? O que está havendo com ele?”
Outras pessoas, não contentes com isso, começam a zombar dos cristãos, usando as mesmas palavras que Elias usou para zombar dos profetas de Baal, só que inversamente: “O Deus de vocês não age porque pode ser que ele esteja meditando, ou atendendo a alguma necessidade, ou viajando ou ainda dormindo”.
Essa zombaria é antiga e sempre aparece de novo. Já nos tempos do Antigo Testamento os cristãos tiveram que ouvir essa zombaria: “Onde está o Deus de vocês?”
Os filhos de Coré, por exemplo, no Salmo 42, se queixam, com lágrimas, de que não agüentam mais de tanto ouvir os inimigos abusarem deles, dizendo: “O Deus de vocês, onde está?”
Isso, além de ofender o cristão, faz ainda com que muitos dos que estão fracos na fé, caiam e comecem a duvidar de Deus.
Um repórter perguntou, por exemplo, a uma jovem que havia sido cristã, se ela seguia a igreja. Ela respondeu num tão de revolta, dizendo: “Eu não sigo nenhuma igreja e não creio em mais nada. Se Deus existisse o nosso mundo não estaria assim, tão cheio de guerras, crimes e maldades!”.
Diante disso é necessário um estudo à luz da Palavra de Deus para ver a causa do problema e ver o que Deus nos tem a dizer a respeito. Pois pode ser que o problema não seja Deus, mas sim o homem; que o homem, além de não julgar as coisas de uma perspectiva correta, seja ainda o causador de tudo o que está acontecendo.
Um exemplo talvez nos ajude a entender isso. Em Londres existe um grande e famoso relógio “Big Ben”, que trabalha dia, meses e até anos em seguida sem adiantar ou atrasar um minuto. Certo dia veio um homem do interior e resolveu ver de perto o famoso relógio. Quando se aproximou do relógio, o colono tirou do bolso um velho e já gasto “patacão”, consultou-o por alguns instantes, depois balançou a cabeça e disse: “É, deve de haver alguma coisa de errado naquele relógio, pois não confere com o meu. O bichão pode ser famoso e tudo, mas também come banana!”
A atitude desse homem nos ajuda a entender um pouco o problema do mundo e de muitas pessoas: em vez de procurar o defeito em si mesmo ou no mundo, o procuram em Deus.
E se nós formos examinar bem, vamos ver que a questão do mundo, dele estar assim, não é Deus, mas sim o homem. O homem é a causa de o mundo estar assim, tão cheio de problema, e não Deus.
Pois que culpa tem Deus se os homens andam se matando, fazendo guerras e cometendo injustiças contra o seu próximo? Que culpa tem Deus se os líderes de uma nação não sabem administrar os negócios de um país, que, em vez de usar bem os seus recursos e as suas riquezas, os aplicam em coisas desnecessárias e até em armas de guerra?
O problema é que o homem não quer saber nada de Deus, não quer se deixar orientar por ele e rejeitam a sua soberania. Como nos tempos de Cristo, dizem: “Não queremos que este reine sobre nós!” (Lucas 19.14).
E foi justamente por não aceitar a soberania de Deus, que Jesus foi julgado, condenado e morto. O povo não queria saber nada do reino de Cristo, preferia Barrabás.
Jesus simbolizava a justiça, o amor, a paz e o perdão. Enquanto que Barrabás, com os seus crimes, simbolizava a injustiça, o ódio, a violência e a vingança. Ao rejeitar a Jesus, o povo estava dizendo: “Nós não queremos justiça, paz, amor e perdão. Nós queremos guerra, violência, ódio, injustiça e vingança”. Jesus resume em poucas palavras essa verdade, ao dizer: “A luz veio ao mundo, mas os homens amaram mais as trevas do que a luz” (João 3.19).
Esse é exatamente o problema do mundo: rejeitam a luz, que é Deus, para seguir as trevas, que é Satanás. Em vez de aceitar a autoridade de Deus e deixar que ele dirija a sua vida, cada um quer fazer a sua própria vontade. Em vez de buscar em primeiro lugar as coisas de Deus para que Deus os possa abençoar, colocam as coisas do mundo em primeiro lugar e Deus em último. Em vez de amar uns aos outros, como o quer Cristo, os homens se matam, odeiam e exploram.
Eu pergunto: Como Deus pode abençoar um mundo assim, em que os homens rejeitam a Deus e os seus conselhos, em que os homens não buscam em primeiro lugar as coisas de Deus e nem se deixam dirigir por ele, em que os homens se matam, odeiam e preferem mais as trevas que a luz?
Pois se os homens se submetessem à autoridade de Deus, se deixassem dirigir por ele e aceitassem os seus conselhos, não estariam aí se matando um ao outro, cometendo injustiça e desordem social. Eles estariam sim amando o próximo, perdoando as suas ofensas e lhes ajudando nas suas necessidades.
Se todos se submetessem a autoridade de Deus e aceitassem os seus conselhos, isto é: se todos fossem cristãos, desde o presidente da república até o mais humilde lavrador, o mundo estaria diferente.
Pois o cristão que é cristão não mata, não rouba, não comete injustiça e nem faz guerra. Mas ama, perdoa e ajuda a quem quer que seja, assim como o fazia Cristo.
A questão então é ser cristão, ter Cristo no coração e seguir os seus conselhos. Sem isso não precisam esperar um mundo melhor, mais humano e diferente, mas sim: destruição, castigo e fogo do céu.
Mas nem tudo está perdido. Mesmo que o fogo dos céus consuma este mundo, resta ainda uma esperança: a esperança de um mundo melhor. Sim, porque Deus promete depois deste, que não tem jeito, criar um novo mundo, melhor e mais bonito: o novo céu e a nova terra.
No evangelho de hoje Jesus conta uma parábola. É a parábola dos trabalhadores maus (Mateus 21.33-42). Diz Jesus que certo lavrador fez uma plantação de uvas e pôs uma cerca em volta dela. Construiu um tanque para pisar as uvas e fazer vinho e construiu uma torre para o vigia. Em seguida, arrendou a plantação para alguns lavradores e foi viajar. Quando chegou o tempo da colheita, o dono mandou alguns empregados a fim de receber a parte dele. Mas os lavradores agarraram os empregados, bateram num, assassinaram outro e mataram ainda outro a pedradas. Aí o dono mandou mais empregados do que da primeira vez. E os lavradores fizeram a mesma coisa.
Depois de tudo isso, ele mandou o seu próprio filho, pensando: “O meu filho eles vão respeitar”. Mas, quando os lavradores viram o filho, disseram uns aos outros: “Este é o filho do dono; ele vai herdar a plantação. Vamos matá-lo, e a plantação será nossa”. Então agarraram o filho, e o jogaram para fora da plantação, e o mataram.
Esta história contada por Jesus retrata a incredulidade do povo de Israel. Os enviados por Deus são os profetas que exortou Israel, mas não apenas não foram ouvidos, mas ainda foram mortos; um exemplo disso é o profeta Isaías, que foi serrado vivo.
No final de tudo, Deus na sua grande misericórdia, envia o seu próprio Filho, Jesus. Porém, ele também é morto, assim como o foram os profetas que o antecederam.
Mas a parábola não termina aqui, ela continua. Jesus pergunta: “E agora, quando o dono da plantação voltar, o que é que ele vai fazer com aqueles lavradores?” O povo responde, dizendo: “Com certeza ele vai matar aqueles lavradores maus e vai arrendar a plantação a outros. E estes lhe darão a parte da colheita no tempo certo”.
Jesus então conclui a parábola, dizendo: “Vocês não leram o que as Escrituras Sagradas dizem? A pedra que os construtores rejeitaram veio a ser a mais importante de todas. Isso foi feito pelo Senhor e é uma coisa maravilhosa!” (Mateus 21.42).
Conta-se que, quando foi construído o famoso templo de Jerusalém, os pedreiros se depararam com uma enorme pedra. Por causa do seu tamanho, peso e forma, os construtores resolveram refugá-la, colocando-a de lado.
Com a pedra refugada, eles começaram a obra. Eles colocam uma pedra aqui, outra ali, até chegar à esquina. Ao chegar ao canto, notaram que faltava uma pedra adequada para amarrar a fundação, para dar sustentação à obra. Depois de muito procurar em vão, resolvem experimentar aquela pedra rejeitada. E, para a surpresa de todos, essa pedra não só se encaixou perfeitamente naquele lugar, mas ainda passou a ser a principal pedra de toda aquela construção, dando sustentação à obra.
Essa pedra, mais tarde, numa visão profética, passou a simbolizar a obra redentora de Cristo. Jesus, como aquela pedra, foi rejeitado pelos homens, morto e sepultado. Mas, depois da ressurreição, ele se tornou no principal instrumento de Deus para salvar a humanidade. Era, pois, a Jesus que o salmista se referia ao dizer: “A pedra que os construtores rejeitaram, essa veio a ser a principal pedra angular” (Salmo 118.22).
Cristo é a base de tudo: da nossa vida, da nossa família, do nosso trabalho e da nossa felicidade eterna. Quem não tem Cristo como o fundamento de sua vida, afundará quando vierem as dificuldades da vida. Quem, porém, tem Cristo como o fundamento de sua vida, se manterá firme, mesmo quando a tempestade começar a soprar. Diz um hino muito conhecido: “Muitos homens fazem castelos sobre a areia, de Cristo não se lembram nem buscam seu auxílio. Estes seus castelos nas águas não subsistem, pois só Cristo é o fundamento da vida verdadeira. Cristo é a pedra, a pedra angular: mas muitos homens não o querem aceitar. Creia neste Cristo, caminho verdadeiro, é ele quem nos guia à salvação eterna” (Hinário Todos os Povos o Louvem, da Igreja Evangélica Luterana do Brasil, hino número 95).
Fundamentemos, pois, a nossa vida em Jesus, o caminho verdadeiro, para que possamos enfrentar as tempestades da vida e chegar ao porto seguro, que é o paraíso celestial. Amém.

Lindolfo Pieper
Jaru, RO – Brasil
Igreja Evangélica Luterana do Brasil

sexta-feira, 29 de abril de 2011

Em Jesus amigo temos

Um amigo maior que tudo

Programa CPT, partes 1 e 2

Intrudução, resposta a perguntas, mensagem do Rev. Otto e uma parte da entrevista do Presidente da IELB.

Entrevista do presidente da IELB

Entrevista do Rev. Egon Kopereck concedida ao Programa CPT

Maravilhado

Apenas ouça…

Minha Fortaleza

Mais um belo hino na voz de Jean Regina.

Perdoando e sendo perdoado

A colheita fora boa. O bom tempo ajudara o trabalho dos dois irmãos. Um, casado, vivia com a família numa boa casa. O outro, solteiro, tinha a sua pequena casa ali ao lado da casa do irmão. A divisão da colheita obedeceu à regra do meio a meio. Cada um recolheu a sua metade no seu celeiro.
Alegres, despediram-se para o repouso da noite. Enquanto o sono não chegava, o irmão solteiro ficou pensando: “O meu irmão é casado, tem esposa e dois filhos. Naturalmente, a necessidade dele é maior do que a minha”. Levantou-se, foi até o seu celeiro, encheu uma bolsa de trigo e, sem deixar que fosse percebido, foi despejá-lo no celeiro do irmão.
Enquanto isso, o irmão casado conversava com a sua esposa, e ambos concluíram que o irmão solteiro havia trabalhado mais, livre que estava de compromissos caseiros e familiares. Por isso ele precisava preparar-se para formar uma família. Assim ele se levantou, foi até o seu celeiro, encheu uma bolsa de trigo e o despejou no celeiro do irmão.
Este gesto dos irmãos se repetiu várias noites seguidas. Cada um se sentia bem pelo fato do trigo no seu celeiro não diminuir. Certa noite, porém, o encontro aconteceu. No meio do caminho os irmãos se encontraram. E abraçaram-se, celebrando com alegria o amor que os unia.
Esta história é uma versão nova das palavras do apóstolo Paulo:
“Amem uns aos outros com o amor de irmãos em Cristo e se esforcem para tratar uns aos outros com respeito.” (Romanos 12.10).
Apesar de vivermos num tempo cheio de egoísmo, lembremo-nos que o amor fraterno ainda é capaz de maravilhosos milagres. Vamos, pois, agir de forma a promover abraços na família, na igreja e no círculo social, celebrando a alegria de podermos traduzir na vida, com gestos concretos, o amor do qual nos fala o apóstolo, e que Cristo apontou como o maior de todos os mandamentos.
O evangelho deste domingo fala do perdão (Mateus 18.21-35). Jesus estava explicando como se deve tratar de um irmão culpado, quando Pedro o interrompe e pergunta:
“Então Pedro chegou perto de Jesus e perguntou:– Senhor, quantas vezes devo perdoar o meu irmão que peca contra mim? Sete vezes?
– Não! – respondeu Jesus. – Você não deve perdoar sete vezes, mas setenta e sete vezes.” (Mateus 18.21,22).
Jesus então conta a parábola do credor incompassível. Diz ele que havia certo homem que devia uma grande soma de dinheiro ao seu patrão. Este, chamando-o, ameaçou-lhe tomar a mulher, os filhos e vendê-lo como escravo se não lhe pagasse a dívida.
O homem, que não tinha dinheiro para pagar uma dívida tão grande, se ajoelhou diante do patrão e lhe pediu clemência. E este teve pena dele, perdoou-lhe a dívida e o despediu em paz.
Dias depois este homem, que fora perdoado de uma grande dívida, encontrou um dos seus companheiros, que lhe devia uma pequena quantia de dinheiro. Agarrou-o pelo pescoço, exigindo que lhe pagasse a dívida. Como este não tinha todo o dinheiro na hora, pediu que lhe desse algum prazo. Mas o homem não quis saber de conversa: colocou-o na cadeia e o deixou preso até ele pagar toda a dívida.
O patrão ficou sabendo disso tudo, mandou chamá-lo, dizendo:
“Empregado miserável. Eu perdoei tudo o que você me devia, porque você me pediu. Você devia ter tido pena do companheiro, assim como eu tive pena de você, perdoando-lhe a dívida”.
E o patrão então, irado, mandou prender o empregado sem coração, a fim de ser castigado, até que pagasse toda a dívida. E Jesus conclui, dizendo:
“É isso o que o meu Pai, que está no céu, vai fazer com vocês se cada um não perdoar sinceramente o seu irmão.” (Mateus 18.35).
Essa parábola nos mostra como Deus nos perdoa. O patrão aqui representa Deus, o empregado somos nós, a dívida são os nossos pecados e o companheiro é o nosso irmão na fé. Assim como Deus nos perdoa, ele também espera que nós perdoemos uns aos outros.
Isto quer dizer que Deus, de certa forma, condiciona o seu perdão ao nosso perdão. Quem não perdoa aos outros quando é ofendido, também não tem o perdão de Deus. É o que Jesus também nos diz na oração do Pai Nosso.
Jesus, na oração do Pai Nosso, depois de nos ensinar a orar: “E perdoa-nos as nossas dívidas, assim como nós também perdoamos aos nossos devedores”, ele conclui, dizendo:
“14– Porque, se vocês perdoarem as pessoas que ofenderem vocês, o Pai de vocês, que está no céu, também perdoará vocês. 15Mas, se não perdoarem essas pessoas, o Pai de vocês também não perdoará as ofensas de vocês.” (Mateus 6.14-15).
É muito importante saber isso, porque sem o perdão Deus não nos aceita, não atende as nossas orações e nem aceita as nossas ofertas. Por isso Jesus, numa outra parte do evangelho, diz:
“Portanto, se você estiver oferecendo no altar a sua oferta a Deus e lembrar que o seu irmão tem alguma queixa contra você, deixe a sua oferta ali, na frente do altar, e vá logo fazer as pazes com o seu irmão. Depois volte e ofereça a sua oferta a Deus.” (Mateus 5.23,24).
Muitas pessoas sabem disso, por isso não vão à Santa Ceia quando estão de mal com alguém. Mas será que elas também sabem que se morrerem nesta situação, Deus poderá não aceitar a sua alma, assim como não aceita a sua oferta?
Uma das coisas mais feias na igreja é a briga entre os irmãos na fé. E há pessoas que já gostam de uma briguinha! Sempre estão de mal com alguém: se não é com um, é com outro.
Essas brigas não são de hoje: elas sempre existiram, até mesmo nos tempos bíblicos. Em Filipenses 4 o apóstolo Paulo pede a duas irmãs na fé que façam as pazes entre si e terminem com a briga. E, em Gálatas 5, ele repreende os cristãos que, como cachorro e gato, viviam brigando, querendo comer um ao outro. Diz ele:
“Mas, se vocês agem como animais selvagens, ferindo e prejudicando uns aos outros, então cuidado para não acabarem se matando!” (Gálatas 5.15).
Num mundo cheio de maldade, onde existe tudo quanto é tipo de gente: gente boa, gente chata e gente enjoada, como evitar uma briga e viver em paz com todos?
Em 1º Coríntios 6 Paulo tem um conselho sobre isso, de como evitar uma briga: sofrer o prejuízo, suportar as ofensas. Diz ele:
“Mas o que acontece é que um irmão em Cristo leva ao tribunal a sua queixa contra outro irmão e deixa que juízes pagãos julguem o caso. Só o fato de existirem questões entre vocês já mostra que vocês estão falhando completamente. Não seria melhor agüentar a injustiça? Não seria melhor ficar com o prejuízo? Pelo contrário, vocês cometem injustiça, e roubam, e fazem isso tudo contra os seus próprios irmãos!” (1 Coríntios 6.6-8).
Para viver em paz e evitar brigas é preciso saber sofrer o prejuízo, agüentar desaforo e abrir mão de certos direitos. Quem quiser estar sempre com a razão nunca vai ter amizade com ninguém, mas vai estar sempre em inimizade com os outros.
Uma coisa muito comum numa briga é o espírito de vingança. A pessoa que está de mal com alguém sempre procura prejudicar, falar mal e aborrecer o seu desafeto. Isso é o mesmo que colocar lenha na fogueira.
Certa vez um senhor matou o cachorro de um irmão na fé porque ele havia matado um dos seus porcos. O irmão na fé quis saber do pastor o que devia fazer, pois havia ficado muito triste em perder o seu cachorro de estimação. Ele achava que devia matar também o cachorro do vizinho para aplacar um pouco a sua raiva.
O pastor lhe disse que aquilo que ele queria fazer não ia adiantar nada. Uma: o cachorro não tinha nada a ver com o problema dos dois. Outra: com isso ele só iria agravar mais ainda a situação, pois amanhã ou depois não se estaria matando porco e cachorro, mas sim um ao outro. O irmão aceitou o conselho e a briga acabou.
Paulo, em Romanos 12, nos apresenta uma maneira muito prática de resolver uma encrenca: pagar o mal com o bem. Isto é: fazer o bem a pessoa que não gosta da gente. Diz ele:
Não paguem o mal com mal. “Mas façam como dizem as Escrituras: “Se o seu inimigo estiver com fome, dê comida a ele; se estiver com sede, dê água. Porque assim você o fará queimar de remorso e vergonha.” (Romanos 12.20).
A pessoa que nos odeia vai ficar com vergonha por causa de atitudes boas da nossa parte. É pagar o mal com o bem. É fazer o bem a ela, mesmo que nos odeie. E ela, envergonhada, com o tempo deixará de nos fazer mal.
Foi o que Jesus fez com os seus inimigos. Enquanto os inimigos zombavam dele, ele, do alto da cruz, orava por eles, pedindo que Deus os perdoasse. E, muitos deles, como o malfeitor na cruz, se converteram, pedindo que se compadecessem deles quando estivesse no paraíso. A atitude de Cristo mudou os seus corações, que, de inimigos, passaram a ser em seus amigos.
Perdoar aos outros e viver em paz com todo mundo não é fácil. Isso exige humildade, renúncia e abnegação. Mas vale à pena.
Vale à pena abrir mão de certos direitos, sofrer o desaforo e se humilhar diante dos outros para viver em paz; pois se não fizermos isso, teremos inimizades – e, vivendo em inimizade, seremos reprovados por Deus.
Um dia, pela fé em Cristo, estaremos nos céus. Lá os chatos, os enjoados, os encrenqueiros e os briguentos não terão vez. Então estaremos livres deles.
Porém, até lá vamos ter que suportar uns aos outros. Mas, Deus, que nos agüenta a vida toda, nos dá forças para suportar também ao nosso semelhante.
Que Deus, que em Cristo nos perdoou todos os pecados, tornando-nos suportáveis diante dele, nos dê espírito de humildade e perdão, a fim de que vivamos em paz uns com os outros: perdoando e sendo perdoados. Amém.

Observação: As mensagens do Pastor Lindolfo podem ser encontradas também em:
http://www.uni-goettingen.de/de/suche.html?query=lindolfo+pieper&sln=all
http://www.online-sermons.info
http://groups.google.com.br/group/sermoesdaielb
ou diretamente no "Google Search" bastando digitar "Lindolfo Piepper" no espaço indicado e mandar procurar, é o "link" que segue:
http://www.google.com.br/search?hl=pt-BR&pwst=1&q=lindolfo+pieper&start=0&sa=N&filter=0.

Pastor Lindolfo Pieper
Jaru-RO – Brasil
Igreja Evangélica Luterana do Brasil

quinta-feira, 28 de abril de 2011

Oração da Noite

Senhor tu és meu Bom Pastor

Hino do Hinário Luterano ao piano, que vai ao ar pelo programa Cristo Para Todos.

Olhar para o alto

Um famoso e conhecido artista, observando como os homens, numa grande e movimentada cidade, se agitavam de um lado para o outro, cheios de preocupação e ansiedade, resolveu pintar um quadro que representasse a cena.
No quadro que pintou aparecia uma grande multidão de pessoas que se deslocavam numa movimentada rua da cidade, todos com a cabeça inclinada para baixo, olhando para a calçada. E por baixo do quadro se lia: “Já quase ninguém mais olha para cima!”.

Não é preciso dizer o impacto que esse quadro causou na mente das pessoas, pois o artista acertara em cheio no problema. O homem moderno, rodeado pela floresta de aço e concreto, perdeu a capacidade de olhar para cima.
Para ele não há mais beleza nas montanhas que falam do Criador, não há mais colinas de cujas cristas distantes esteja a promessa de um mundo melhor; mas apenas calçadas, asfalto, tijolos e edifícios.
Por isso não é de se admirar que o homem de hoje seja tão consumido pela neurose, tendo sempre os nervos à flor da pele; e é tão vitimado pelo enfarto do coração e pelo derrame cerebral. São conseqüências diretas do seu olhar para baixo, para o asfalto, para dentro de si, para os seus problemas.
O que o homem de nossos dias precisa é fugir das paredes sufocantes que circundam sua vida e olhar para fora, para cima, para o alto e contemplar o panorama da graça de Deus.
Certa vez Pedro viu Jesus andando sobre as ondas do mar. Pedro achou muito interessante isso: ter o poder de caminhar sobre o mar. Aí ele pediu a Jesus que lhe desse também esse poder. Jesus falou: “Vem”.
E Pedro fez o que Jesus lhe pediu: saiu do barco e começou a caminhar sobre as águas. Enquanto ele olhava para cima, para Jesus, ele conseguiu andar sobre as águas. Mas na hora em que ele começou a olhar para baixo, para as ondas do mar, para o perigo, ele começou a afundar. Se Jesus não tivesse pegado ele pelas mãos ele teria morrido afogado.
Diz o texto bíblico:
Respondendo-lhe Pedro, disse: Se és tu, Senhor, manda-me ir ter contigo por sobre as águas. E ele disse: Vem! E Pedro, descendo do barco, andou por sobre as águas e foi ter com Jesus. Reparando, porém, na força do vento, teve medo; e, começando a submergir, gritou: Salva-me, Senhor! E, prontamente, Jesus, estendendo a mão, tomou-o e lhe disse: Homem de pequena fé, por que duvidaste? Subindo ambos para o barco, cessou o vento. E os que estavam no barco o adoraram, dizendo: Verdadeiramente és Filho de Deus! (Mateus 14.28-32).

Assim é com a nossa vida. Se ficarmos olhando apenas para os problemas, para as dificuldades que a vida nos oferece, nós vamos afundar, fracassando nos nossos objetivos.
A solução é sempre olhar para cima, para o alto, para o Autor e Consumador da nossa fé, que é Jesus, conforme recomenda o autor da Carta aos Hebreus, no capítulo 12:
“Deixemos de lado tudo o que nos atrapalha e conservemos os nossos olhos fixos em Jesus, o Autor e Consumador da fé; o qual em troca da alegria que lhe estava proposta, não se importou com a humilhação de morrer na cruz, e agora está assentado do lado direito do trono de Deus”.

Jesus deve ser o nosso exemplo. Ele enfrentou muitas dificuldades, como a pobreza, o ódio, a inveja, a perseguição e a própria morte. Mas ele venceu. Hoje ele está assentado à direita de Deus, governando o mundo.
O rei Davi aprendeu o segredo de olhar para cima, pois descobriu que havia força espiritual em olhar para o alto. Diz ele:
“Elevo os meus olhos para os montes: de onde me virá o socorro? O meu socorro vem do Senhor, que fez o céu e a terra” (Salmo 121).

Olhar para os montes significa olhar para cima, para o alto, para Deus. Foi nos montes que Deus se manifestou várias vezes: no monte Sinai, no monte Horebe, no monte Carmelo e, sobretudo, no monte Calvário, onde Cristo deu a sua vida por nós, para nos salvar de todos os pecados. Monte é, pois, símbolo da presença e da misericórdia de Deus.
Olhar para cima sempre. Esse deve ser o grande objetivo da nossa vida. Há pessoas que só olham para cima quando estão em grandes dificuldades.
Isso aconteceu com a mulher Cananéia, com os discípulos na tempestade, com o carcereiro de Filipos, com o filho Pródigo. E acontece ainda hoje na vida de muitas pessoas. Só olham para cima nos momentos de extrema necessidade.
E sabedor disso, Deus, às vezes, permite que aconteçam certas coisas na sua vida – também na nossa – para que tirem os olhos do mundo e olhem para ele. Um exemplo disso é o povo de Israel.
Os israelitas estavam certa vez num beco sem saída. Eles haviam sido libertados da terra do Egito e estavam fugindo da ira do rei Faraó. De repente, quando se encontram diante do Mar Vermelho, eles vêem atrás de si o exército inimigo. Eles então tentam fugir.
Mas, para onde? Na frente está o mar, à direita as montanhas, à esquerda o deserto e atrás os inimigos. Não havia salvação do ponto de vista humano. Eles então se lembram de olhar para cima, para Deus. Clamam por socorro. E Deus faz o mar se abrir. Eles o atravessam em terra enxuta, enquanto que os inimigos morrem afogados.

Quem sabe, você não esteja neste momento passando por grandes dificuldades, num beco sem saída, sem saber o que fazer. Pois olhe para cima, clame a Deus, que ele o atenderá. Diz ele na sua Palavra:
“Invoca-me no dia da angústia, eu te livrarei e tu me glorificarás” (Salmo 50.15).

Sim, tiremos os nossos olhos desse mundo de pecados e de miséria e olhemos para Deus. Olhemos para Deus, para o alto, pois só ele pode nos socorrer.
Ele nos enviou o seu Filho Jesus para nos livrar de todos os pecados. Diz a palavra de Deus:
“Se Deus é por nós, quem será contra nós? Aquele que não poupou o seu próprio Filho, antes, por todos nós o entregou, porventura, não nos dará graciosamente com ele todas as coisas? Em todas estas coisas, porém, somos mais que vencedores por meio daquele que nos amou. Porque eu estou bem certo de que nem a morte, nem a vida, nem os anjos, nem os principados, nem as coisas do presente, nem do porvir, nem os poderes, nem a altura, nem a profundidade, nem qualquer outra criatura poderá separar-nos do amor de Deus, que está em Cristo Jesus, nosso Senhor” (Romanos 8.31,37).

Olhemos, pois, firmemente para Jesus, o Autor e Consumador da nossa fé, do qual depende a nossa salvação, bem como a força para chegar à pátria celestial. Em nome de Jesus. Amém.

Pastor Lindolfo Pieper
Jaru-RO – Brasil
Igreja Evangélica Luterana do Brasil

quarta-feira, 27 de abril de 2011

Diário de uma Bíblia


15 de janeiro:
Descansei a semana toda. Durante algumas noites no principio do ano, meu dono lia-me com regularidade, porém creio que tem se esquecido de mim...

2 de fevereiro:
Arrumação da casa. Fui espanada juntamente com outros objetos e colocada no meu lugar como de costume.

8 de fevereiro:
O meu dono usou-me por alguns momentos depois do almoço. Estava procurando algumas referências. Fui hoje a um estudo bíblico numa casa de família.

2 de abril:
Passei o dia muito preocupada. O meu dono tinha de auxiliar na liturgia do culto e estava procurando algumas referências e leituras. Custou-lhe bastante achar um texto, embora estivesse no lugar de sempre.

1º de maio:
Passei toda à tarde no colo da vovó. Ela está de visita aqui. Deixou cair lágrimas sobre Colossenses 2.5-7.

6 de maio:
Passei toda à tarde no colo da vovó novamente. Ela passou a maior parte do tempo meditando sobre 1 Coríntios 15.7-9 - No colo da vovó toda à tarde. É um lugar tão confortável! Algumas vezes lê-me, outras conversa comigo.

10 de maio:
A vovó voltou hoje para sua casa. Deu-me um beijo em despedida. Estou novamente no meu lugar de costume.

1º de junho:
Foram colocadas algumas florzinhas entre minhas folhas.

3 de junho:
Fui arrumada dentro de uma mala com roupa e outros objetos. Acho que vamos passar uma temporada fora de casa.

7 de junho:
Ainda estou na mala, apesar de quase todas as outras coisas já estarem dispostas em outros lugares.

15 de junho:
Em casa outra vez e no meu lugar habitual! Fiz uma longa viagem. Não compreendo por que motivo fui levada.

1 de agosto:
Que calor insuportável! Duas revistas, um romance e um velho chapéu estão em cima de mim. Se ao menos tirassem essas coisas de cima de mim!

5 de setembro:
Arrumação. Fui bem espanada e colocada em meu lugar de costume.

10 de outubro:
Fui usada pela Angélica. Ela estava escrevendo uma carta à sua amiga, cujo irmão faleceu e procurava um versículo apropriado. Como ela demorou para achar!

30 de novembro:
Arrumação da casa. Outra vez espanada e colocada no meu lugar para um longo descanso.

8 de dezembro:
Domingo da Bíblia. Meu dono levou-me à Igreja. Ouvi coisas lindas a meu respeito. Não posso entender como sabem dizer coisas maravilhosas sobre mim, e ainda me deixaram esquecida.

16 de dezembro:
O Pastor veio visitar o meu dono que está doente. Fui usada por ele por alguns instantes.

20 de dezembro:
A casa está sendo preparada para festejar o Natal. Bem espanada continuo no meu lugar.

03 de Janeiro:
Ano Novo Vida Nova! Diz uma Música: "Que tudo se realize no ano que vai nascendo... Meu sonho é ao menos ser lida por você neste ano.

Será semelhante a este diário o da sua Bíblia? Já imaginou se este diário fosse publicado com o teu nome?

terça-feira, 26 de abril de 2011

Reféns Libertados


Quarta-feira aconteceu a final da Copa Libertadores da América entre o Fluminense e a LDU. Um grande evento no mundo esportivo! Mas, a notícia que causou mais impacto, foi a ação dos “libertadores” de Íngrid Betancourt e demais 14 reféns, que estiveram sob o poder das Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia).
Ingrid disse: “Achávamos que estavam nos levando para outro cativeiro, a fim de nos fazer de palhaços novamente! Mas quando ouvimos que estávamos 'livres', gritamos, choramos e pulamos tanto que o helicóptero quase caiu! Não podíamos acreditar! É um milagre, um 'milagre' de Deus!”
Liberdade é um dos maiores dons que recebemos! Liberdade é, de fato, um milagre divino! Deus nos fez livres, por isso nenhum ser humano consegue acostumar-se com a escravidão! Com a queda em pecado, porém, nos tornamos escravos do próprio pecado! Tal qual o viciado, tal qual o dependente químico não tem domínio sobre si mesmo, assim somos todos nós! Iremos pecar e voltar a pecar! Não há saída, somos escravos do pecado. Essa realidade está escrita na Bíblia. É por isso que caímos nos mesmos erros! Condenamos a fofoca, mas agimos como fofoqueiros, condenamos as injustiças, mas vez por outra somos injustos.
Por causa da escravidão do pecado a liberdade é transformada em libertinagem e cada vez nos encrencamos e nos escravizamos mais e mais! A Verdade suprema do Universo, oculta e ao mesmo tempo revelada em Jesus, é a única capaz de gerar plena libertação! Essa liberdade é proclamada e anunciada a todos, pois com a morte a ressurreição de Jesus, os grilhões da escravidão foram arrebentados. Mas nem todos desfrutam dessa liberdade! Leiam a história abaixo e reflitam sobre essa realidade.
Um bondoso rei viajou pelo seu país e notou que a escravidão atormentava e entristecia muitas pessoas, por isso fez uma declaração: Declarou que daquele dia em diante, todos em seu país eram cidadãos livres. “Sebastião” ouviu falar da abolição, mas não acreditou nela. Achou que era conversa do povo. Sebastião, que era escravo, escravo continuou! Anastácio também ficou sabendo, mas não sabia como iria agir com a liberdade. Além disso, ele tinha medo do seu patrão. Por isso, Anastácio, até ali escravo, escravo continuou! Sandro, outro escravo, ficou sabendo da abolição! Acreditou nela! Lutou por ela! Alegrou-se com a liberdade, mas decidiu, mesmo em liberdade, servir o rei que o havia libertado!
A Bíblia nos diz assim em Gálatas 5.1: “Cristo nos libertou para que nós sejamos realmente livres. Por isso, continuem firmes como pessoas livres e não se tornem escravos novamente!” “Então Jesus disse para os que creram nele: - Se vocês continuarem a obedecer os meus ensinamentos serão, de fato, meus discípulos, e conhecerão a verdade, e a verdade vos libertará". (Jo 8.31-32).
Efetivamente, mediante a fé em Jesus, somos pessoas livres! Mas, pelo amor gerado por esta fé, agimos como servos das pessoas, isto é, usamos a nossa liberdade para servir. E é justamente quando presos e enlaçados pelo amor, que nos sentimos como pássaros livres no ar, em completa liberdade. O amor de Deus liberta não somente a mim, não somente a América, mas o mundo inteiro!

Pastor Ismar Lambrecht Pinz
Candelária-RS.

O valor do casamento

O casamento real do príncipe britânico com a plebeia, mais parece um conto de fadas, cercado de assombrações e de uma pressão para que seja diferente dos capítulos anteriores, que culmine num “felizes para sempre”. Para alguns, os milhões que envolvem esta cerimônia, são um grande desperdício para a Inglaterra, mesmo grande parte do custo saindo da fortuna real. Mas, o país tem muito a ganhar com este casamento, primeiro porque milhões serão movimentados em função deste evento com turismo, vendas de lembranças, etc – estima-se que um terço da população mundial estará de olho na cerimônia. Também a futura sucessão do trono britânico, o sucesso ou fracasso da continuidade desta cerimônia, podem afetar positiva ou negativamente toda uma nação e economia. Investimento em casamento continua sendo um bom negócio, não para contos de fadas, mas para a vida prática; não só para glamorosos eventos, mas para aqueles que acontecem inclusive no anonimato. É o melhor investimento porque é através dele que se forma toda uma base para realizações, plena felicidade, ética, família e estrutura para novas gerações. E como bem se sabe, é da família que provém todo o reflexo/base na sociedade. De um investimento bem feito, todos ganham! E se o casamento hoje é visto por muito apenas como um conto de fadas, uma estória de faz de conta, um fardo, uma cruz que se foge, é porque na prática, os bons costumes têm sido ignorados. Os reais valores que envolvem uma relação com o próximo mais próximo, passam por um bom investimento: amor, confiança cumplicidade. Sem estes, não há relação que dure – não importa sob qual circunstância aconteça. Infidelidade, mentira, fingimento, imaturidade, continuam sendo os fantasmas que assombram não só o casamento de Willian e Kate, mas de todas as pessoas, de cada relação de compromisso que se estabelece. Não há maior valor do que quando cônjuges aprendem a dar as mãos: reconhecendo erros, perdoando, mas especialmente unindo em oração. Segundo o Teólogo M.C. Warth, no Livro A ética de cada dia: “onde há perdão, não há motivo para adultério” Casamento que traz lucro é aquele, que mesmo sendo humilde, longe das lentes de alta definição, tenha respeito e ambos se tratem como rei e rainha. Onde se busque fazer feliz a pessoa que ama. Um exemplo aprendido da relação divina para com todos: “Deus nos ama, não porque somos preciosos, mas somos preciosos, porque Deus nos ama” (Warth). O valor não está no quanto gasta, mas na qualidade que qualquer investimento possa trazer, ganha um, ganha dois, ganham todos! Este sim é a base para um ‘felizes para sempre’.
Márlon Hüther Antunes
Teólogo e Pastor da Igreja Luterana em Maceió-AL 

Ano Eclesiástico (Ano da Igreja)

O Ano da Igreja é lembrado e seguido nas igrejas tradicionais e marca as festividades principais. Existem as Festas Maiores, que são os domingos e existem as Festas Menores, que lembram os exemplos de fidelidade e dedicação a Deus, como é o caso dos Mártires, dos Apóstolos, Evangelistas e outras datas.
Seguindo o Ano Eclesiástico, no Círculo de Festas Maiores, estão as marcações das cores para cada domingo do Ano.
As Festas Menores têm data específica. Comemoradas anualmente, no mesmo dia. Já as Festas Maiores têm mudança, por causa da data da Páscoa.
O Ano Novo para a Igreja Cristã é o Advento, que está dentro do período de Natal. Então, para a Igreja, o Ano Novo começa 4 semanas antes do Natal.
Abaixo uma amostra do Ano Eclesiástico em Círculo e logo depois deste, também as Festas Menores.
Para imagem em maior qualidade, os arquivos em formato "metafile" estão nos "links" ao fim desta "postagem".

Festas Maiores


Festas Menores


Ano Eclesiástico - Festas Maiores
Ano Eclesiástico - Festas Menores

segunda-feira, 25 de abril de 2011

Contratempos - uma homenagem

Republico este sermão em homenagem à lembrança do colega Lindolfo, recém falecido em Jaru-RO.

Todos nós conhecemos o hino “Já refulge a glória eterna”. Ele está praticamente em todos os hinários e é muito cantado nas igrejas. O estribilho desse hino diz: “Glória, glória, aleluia!” que é repetido três vezes. Como este hino tem três estrofes, o “Glória, glória, aleluia!” é repetido nove vezes toda vez que este hino é cantado.
É muito fácil cantar “Glória, glória, aleluia!” quando tudo vai bem, quando se está contente e feliz. Porém, quando as coisas ficam difíceis, nas horas de sofrimento e dor, aí a coisa muda de figura. Nessas horas é mais fácil xingar, praguejar e reclamar do que louvar a Deus.
Muitas pessoas são bons cristãos quando vai tudo bem na sua vida, quando estão num mar de rosas. Quando tudo vai bem, vêm aos cultos, contribuem e até lêem algumas vezes a sua Bíblia. Mas quando as coisas ficam difíceis, quando vêm os contratempos, então ficam com raiva, fecham a cara e abandonam a igreja.
Aliás, é nos contratempos, nas dificuldades e momentos difíceis que se conhece a vida espiritual de uma pessoa e se descobre se ela é realmente cristã ou não. Uma pessoa na dificuldade faz uma das duas coisas: ou se revolta contra Deus ou se refugia nele. E, dependendo da sua fé, ela até o louva.
Quantas pessoas que diziam ser cristãs, quando ia tudo bem na sua vida liam a Bíblia, freqüentavam os cultos e ajudavam na manutenção da igreja. Mas quando entraram em dificuldades abandonaram a sua fé e se tornaram em inimigos de Deus!
Certa vez um homem fez uma grande plantação de trigo. Ele esperava colher naquele ano tanto trigo como nunca havia colhido. Porém, para a sua desgraça a chuva começou a faltar bem na hora em que o trigal estava soltando cacho. E pouco a pouco a sua esperança de uma grande colheita se foi indo.
Quando ele viu que não ia colher nada naquele ano, começou a reclamar e a zombar de Deus. Até que finalmente resolveu pegar a espingarda para dar um tiro no sol, afirmando que se aquilo fosse o olho de Deus ele o estouraria. Só que o tira, em vez de estourar o olho de Deus, estourou os seus próprios olhos, como um castigo divino.
Outro homem perdeu a esposa num acidente de carro. Todo dia ele ia ao cemitério, onde levantava os punhos para os céus e reclamava de Deus, querendo saber por que Deus tinha levado a sua mulher.

Porém, a pessoa que é de fato cristã, age diferente. Mesmo não entendendo porque certas coisas acontecem com ela, ela confia em Deus e se conforma com a sua vontade. E, em lugar de se revoltar contra Deus e se afastar dele, se aproxima cada vez mais dele e o busca. Como os pintinhos que em meio aos perigos buscam as asas da mãe galinha, assim o cristão, em momentos de dificuldades, refugia-se em Deus. Diz a Palavra de Deus no Salmo 46:
“Deus é nosso refúgio e fortaleza, socorro bem presente nas tribulações. Portanto, não temeremos ainda que a terra se transtorne e os montes se abalem no seio dos mares, ainda que as águas tumultuem e espumejem e na sua fúria os montes estremeçam”.

E o apóstolo Paulo no nosso texto acrescenta dizendo:
“Quem nos separará do amor de Cristo? Será tribulação, ou angústia, ou perseguição, ou fome, ou nudez, ou perigo, ou espada? Como está escrito: Por amor de ti somos entregues à morte o dia todo, fomos considerados como ovelhas para o matadouro. Em todas estas coisas, porém, somos mais que vencedores por meio daquele que nos amou. Porque eu estou bem certo de que nem a morte, nem a vida, nem os anjos, nem os principados, nem as coisas do presente, nem do porvir, nem os poderes, nem a altura, nem a profundidade, nem qualquer outra criatura poderá separar-nos do amor de Deus que está em Cristo Jesus, nosso Senhor” (Romanos 8.35-39).

Paulo e Silas haviam sido presos em Felipos. Eles eram cristãos e não tinham feito nada de errado. No entanto, foram presos como se fossem criminosos. Depois de haverem sido surrados com quarenta lambadas de chicote, que deixou marcas profundas no seu corpo, foram levados para o fundo da cadeia, onde tiveram que suportar o frio e o mau cheiro da prisão.
Era de se esperar que eles ficassem tristes e se revoltassem contra Deus, que deixou que eles fossem presos e sofressem inocentemente. Mas, o que eles fazem? Eles louvam a Deus, deixando todo mundo impressionado, até mesmo o guarda da cadeia.
Jó, além de crer em Deus, era muito rico, dono de muitas terras e gado. E, de uma hora para outra, ele perdeu tudo o que tinha: o seu gado, a sua casa, a sua mulher e os seus filhos.
Mas Jó não se revoltou contra Deus. Antes, pelo contrário, ele o louva, dizendo:
“Nu saí do ventre da minha mãe e nu voltarei. O Senhor o deu e o Senhor o tomou, bendito seja o nome do Senhor” (Jó 1.21).

A história nos conta que quando os cristãos do primeiro século, por causa de sua fé, eram lançados para dentro das jaulas de animais ferozes para serem devorados pelos leões famintos, eles davam as mãos uns aos outros e começavam a cantar hinos de louvor.
No Antigo Testamento encontramos a história de Habacuque, o autor de um dos livros da Bíblia que leva o seu nome. Habacuque estava enfrentando um contratempo muito grande na sua vida. Ele havia formado um bonito pomar, havia enchido a sua terra de plantação. Mas, de repente veio a seca e tudo começou a morrer: o seu gado, o seu pomar e a sua roça.
E, diante da seca, da morte dos animais e da fome, o que faz Habacuque? Ele se revolta contra Deus? Não. Ele o louva e exalta, dizendo:
“Ainda que a figueira não floresce, nem há fruto na vide. Ainda que o produto da oliveira mente e os campos não produzem alimento. Ainda que as ovelhas forem arrebatadas do aprisco e no curral não há gado. Eu, todavia, me alegro no Senhor: exulto no Deus da minha salvação” (Habacuque 3.17-18).

A pergunta que se faz é: Por que esse homem conseguia se manter firme? Por que Habacuque não se desespera no meio da provação e amaldiçoa a Deus? Ele mesmo nos responde, dizendo:
“O Senhor Deus é a minha fortaleza, ele me faz andar altaneiramente” (Habacuque 3.19).

Aqui está a explicação porque Habacuque, apesar de todos os contratempos, se mantinha firme: era Deus que lhe dava força para isso e o fazia andar de cabeça erguida. É como diz o profeta Neemias no capítulo 8 do seu livro:
“A alegria do Senhor a nossa força é”.

E um hino muito conhecido, baseado neste texto, acrescenta dizendo:
“Se tu tens alegria poderás cantar, se tu tens alegria poderás sorrir, se tu tens alegria poderás dizer: alegria sem medida ele (Deus) dá”.

Paulo, Silas, Jó e Habacuque eram homens de muita comunhão com Deus. Eram homens de oração, pessoas que viviam realmente a sua fé. Esse era, portanto, o segredo de sua vida: a comunhão com Deus.
Esse é também o segredo para nós hoje, se quisermos superar as dificuldades da vida do dia-a-dia: a comunhão com Deus através da fé em Cristo Jesus.
Só Deus pode nos ajudar nas horas de provação, de dificuldades e problemas. Ele o faz, fortalecendo a nossa fé, mediante o uso constante da sua Palavra.
Por isso, procuremos manter-nos em constante comunhão com Deus, lendo a sua Palavra, orando, participando dos cultos e da Santa Ceia. Só assim, fazendo uso dos meios que Deus nos deu, é que podemos nos manter firmes quando vierem as dificuldades da vida. Que Deus nos abençoe. Em nome de Jesus. Amém.

Pastor Lindolfo Pieper
Igreja Evangélica Luterana do Brasil.
Jaru-RO – Brasil

O Intolerante bafômetro

O tempo vai dizer se a incompassível lei de trânsito contra a bebida é boa ou não. Num país embriagado por coquetéis de legislações, pode ser outra regra cambaleante sob os efeitos sonolentos de uma fiscalização ineficiente. O assunto é polêmico, e também tem implicância no terreno religioso. Afinal, enquanto denominações já condicionam tolerância zero no uso da bebida alcoólica em qualquer situação, outras toleram liberdade no caminho da moderação. É o caso da minha igreja que não julga o uso responsável de bebida alcoólica, e que até oferece vinho na Santa Ceia. Aliás, aqui começa um problema para nós, cristãos luteranos, porque aquele pequeno gole que ingerimos na comunhão eucarística do altar já pode causar um terrível transtorno lá fora, caso formos abordados numa ação policial com bafômetro. Em todo o caso, se é para acabar com os “bebuns” do volante e reduzir a carnificina nas estradas, que seja bem-vinda tal “lei seca”. Os dados confirmam que o álcool, além de causar um prejuízo anual de 70 bilhões de reais ao país no tratamento de doenças, acidentes de trânsito, violência, ausência no trabalho etc, é culpado por quase a metade dos acidentes de trânsito.
No tempo bíblico em que carros eram puxados sob o bafo dos cavalos, o exagero na bebida provocava “mortes” no próprio culto cristão. Conforme costume da igreja primitiva, a Santa Ceia acontecia numa confraternização com comida e bebida. No entanto, Paulo escreve para a congregação de Corinto: Nas instruções que agora vou dar a vocês, eu não posso elogiá-los... Quando se reúnem, não é a Ceia do Senhor que vocês comem... Enquanto uns ficam com fome, outros chegam até a ficar bêbados... e alguns já morreram (1 Coríntios 11). O texto registra as imprudências: embriaguez, brigas, falta de amor, egoísmo. Em sinal de alerta, o apóstolo aponta para os danos: Pois a pessoa que comer do pão e beber do cálice sem reconhecer que se trata do corpo do Senhor, estará sendo julgada ao comer e beber para o seu próprio castigo (1 Coríntios 11.29).
Tolerância zero, infração e castigo são palavras que também surgem quando o assunto é a lei de Deus. Não existe retorno, o único caminho é seguir reto. Sejam perfeitos, diz Jesus, assim como é perfeito o Pai de vocês que está no céu (Mateus 5.48). Quem quebra um só mandamento da lei é culpado de quebrar todos, lembra Tiago (2.10). Por isto, no teste do bafômetro divino, ninguém escapa: Não há ninguém que faça o bem, não há ninguém mesmo (Romanos 3.12). Seria o precipício sem a ponte se não fosse o supremo tribunal divino intervir e fazer Cristo soprar o bafômetro no lugar dos transgressores. É o Evangelho – a boa nova. Ou como diz a Bíblia: Mas, pela sua graça e sem exigir nada, Deus aceita todos por meio de Cristo Jesus, que os salva (Romanos 3.24).
Na verdade, em âmbito espiritual, segue-se no caminho da Lei com tolerância zero, ou no caminho de Cristo. Eu optei por este que me dá livre arbitro, consciência tranqüila e responsabilidade. E mesmo quando ninguém tem o direito de me julgar por causa de comida ou bebida (Colossenses 2.16), em outra via, sei que todas as coisas são lícitas, mas nem todas convêm (1 Coríntios 10.23). Já no âmbito desta nova lei de trânsito, é o bafômetro que vai dizer se estou livre para seguir no volante.


Marcos Schmidt
Comunidade São Paulo
Novo Hamburgo, RS
26 de junho de 2008

sábado, 23 de abril de 2011

Hoje é dia de esperança

1º Domingo de Páscoa

 

Que a graça do Senhor Jesus Cristo, o amor de Deus e a presença do Espírito Santo estejam com todos vocês! (2Co 13.13).

Sl 16 / Jr 31.1-6 / Cl 3.1-4 / Mt 28.1-10

Hoje é dia de esperança

A Paz do Senhor esteja com vocês. Amém.

Hoje é dia de Páscoa. Hoje é dia de esperança.

A Ressurreição de Jesus vem renovar nossa esperança para o dia-a-dia da nossa própria ressurreição.

Nosso Salvador ressuscitou e, com isso, garante que todos os que creem nele também serão ressuscitados no último dia deste mundo.

Vocês têm esta esperança?

Por que é que vocês vêm à Casa de Deus, se não pela esperança que têm de um dia ver Cristo face a face?

Olhando para os textos bíblicos de hoje, podemos sentir a esperança fluindo nas palavras daqueles que testemunharam a ressurreição. No Evangelho, as mulheres procuravam um cadáver, mas encontraram um túmulo vazio.

Laughing JesusNa epístola sentimos a esperança de Paulo escrevendo aos colossenses para ensinar como viver em Cristo.

Até mesmo nos dois textos do Antigo Testamento, há esperança em Cristo...

Em Jeremias, Deus diz: “Está chegando o tempo em que os vigias gritarão nas montanhas de Efraim: ‘Venham! Vamos subir até Sião, onde está o Senhor, nosso Deus!’” (Jr 31.6). E no Salmo 16, versículo 5: “Tu, ó Senhor Deus, és tudo o que tenho. O meu futuro está nas tuas mãos”.

São palavras de esperança. Palavras daquele que confia no Senhor em todo o tempo. Mas não uma esperança fútil, como alerta o apóstolo Paulo aos Coríntios: Se a nossa esperança em Cristo só vale para esta vida, nós somos as pessoas mais infelizes deste mundo.” (1Co 15.19).

Como disse o Pr. Roberto no culto de Quinta-Feira:

Esperar em Cristo apenas pra curar as dores do dia-a-dia, é esperar muito pouco. Mas hoje muitos querem apenas esse cristo:

- que resolve seus problemas financeiros...

- que resolve seus problemas amorosos...

- que pode curar suas doenças físicas...

- e que ainda cobra uma oferta especial para fazer seus milagres...

- ou vende uma garrafinha de água abençoada...

- ou que vende uma chave dourada ou uma medalha com água do rio Jordão...

Esse cristo, como muitos outros falsos cristos, está morto.

Coitadas das pessoas que buscam esse cristo, porque são os mais infelizes dos seres humanos. Eles creem num Cristo que não existe. E colocam todas as suas esperanças em quem não lhes pode defender. Pois o verdadeiro Jesus Cristo é muito mais que esse falso cristo. O nosso Salvador nos dá esperança plena, para esta vida e para a vida eterna.

Você tem esta esperança? Eu tenho. E todo aquele que crê em Jesus também a terá a esperança da salvação.

No texto de Colossenses, o apóstolo lembra o motivo da esperança: Vocês foram ressuscitados com Cristo.” (v.1).

E daí? O que fazer com esta esperança?

Paulo responde: Portanto, ponham o seu interesse nas coisas que são do céu, onde Cristo está sentado ao lado direito de Deus. Pensem nas coisas lá do alto e não nas que são aqui da terra.” (vv.1-2).

Nós já lemos o texto que relembra o que aconteceu naquele primeiro domingo da verdadeira Páscoa. Agora vamos ouvir novamente. Feche seus olhos e se veja naquele caminho, junto com as mulheres, que vão visitar o túmulo do Salvador.

Vamos relembrar como isto aconteceu (áudio foi usado quando foi proferido o sermão, mas aqui, leia o texto).

Aquelas mulheres não tinham mais esperança. Sua esperança jazia naquele túmulo frio. Mas Jesus, contrariando toda lógica, cumpre sua promessa e ressuscita.

Assim é o nosso Senhor, ele contraria a lógica para nos dar a Salvação.

Contrariando a lógica...

... Deus que se torna homem;

... Deus que não pode morrer, se dá à morte por nós;

... Aqueles que merecem castigo – pela fé – são tornados justos e inocentes diante de Deus;

Assim Deus sempre continua contrariando a lógica humana e nos enchendo de esperança para esta vida e para a vida eterna.

21Porque, assim como por meio de um homem veio a morte, assim também por meio de um homem veio a ressurreição. 22Assim como, por estarem unidos com Adão, todos morrem, assim também, por estarem unidos com Cristo, todos ressuscitarão.” (Rm 1Co 15.21-22).

Por causa de Adão todos ficam doentes... Sofrem... Morrem...

Mas há uma solução:

por causa de Jesus todos são restaurados... Vivificados... E recebem a Vida eterna.

Enquanto vivemos esta vida, o importante é estar unido a Cristo. Participando de seu Corpo e Sangue. Aprendendo de sua Palavra. Para que nossa esperança esteja cada vez mais firme. E a exemplo daqueles que viram o Mestre ressuscitado, nós também vamos contar esta boa notícia para todos. E assim a esperança em Cristo vai se propagar cada vez mais. E a vida de Cristo tornará nossa vida mais alegre e plena.

Onde está Jesus? Não está no túmulo. Cristo vive e reina eternamente, se você crê em Jesus, você também tem a vida eterna. E ele está onde dois ou três se reúnem em seu nome, por isso o Senhor está aqui conosco também.

Ponham a confiança e a esperança de vocês em Cristo. E no último momento das suas vidas, não precisa ter medo do que tem do outro lado. Ali, todos que cremos e esperamos em Jesus, veremos o Salvador, que nos acolherá com braços de um pai amoroso.

Cristo vive, nós também viveremos. Aleluia. Amém.

E a paz de Deus, que ninguém consegue entender, guardará o coração e a mente de vocês, pois vocês estão unidos com Cristo Jesus. Amém. (Fp 4.7)

Pastor Jarbas Hoffimann – Nova Venécia-ES

Soli Deo Gloria

domingo, 17 de abril de 2011

Deus está no mesmo lugar!

Até o último dia 07 de abril eu só tinha boas lembranças de Realengo. Minha adolescência e juventude registraram fatos inefáveis, conquistaram amigos que ainda hoje caminham ao meu lado e volta e meia, numa inestimável nuvem de nostalgia, me traziam a memória momentos de união, consagração, evangelismo e muitas, muitas noites de boa música, cumplicidade, sorrisos, descobertas e planos.
De repente, numa manhã aparentemente tranquila, uma chamada na TV inunda de sangue as minhas recordações. Alguém invadiu uma escola e a tiros ceifou a vida de mais de uma dezena de adolescentes; feriu outras; incontáveis... Semeou o desespero abrindo sequelas físicas e emocionais que parecem retratar um campo de guerra.
Entrei em choque. O primeiro pensamento egoisticamente humano foi: "Será que há alguém que conheço"?
Diante de tamanha brutalidade que me paralisou por completo, minh'alma parecia congelar, um arrepio profundo tomou todo o meu ser enquanto as lágrimas tornavam-se incessantes.
Neste turbilhão de emoções veio o segundo pensamento; pior, me fez questionar: "Deus, cadê você"?
Tudo aquilo era pesado demais; demorei um tempo para entender o que acontecia; demorei para me refazer e me levantar do baque que por instantes me fez com propriedade questionar a Onisciência e a Onipresença Divina.
Chorei; chorei muito. Não entendia nada. Orei; orei muito, intensamente, e continuava sem entender, parecia que algo insistia em roubar-me a fé do coração e da razão. Mas felizmente meu pranto me levou aos braços do Pai e consegui me refazer, voltei a crer, e mesmo ainda sem compreender eu pude ver que Deus continuava , no mesmo lugar.
Assim, em meio há tanta dor consegui respirar novamente. E apesar dos olhos marejados, do coração estraçalhado e do espírito contrito por um instante de dúvida, eu sentia que Deus estava lá!
As notícias não paravam de invadir minhas boas lembranças, e chorando como criança a cada desespero que assistia, minha angústia crescia, mas paradoxalmente eu sabia; Deus estava lá!
E nessa troca de dor, embora a minha fosse mínima diante das vítimas e familiares, eu desejava (e desejo) ardentemente que eles pudessem crer e ver, não obstante trágico cenário, que Deus estava lá!
Deus estava com as crianças feridas, com as que se salvaram e espero com aquelas que partiram.
Deus estava com o menino herói que sem sentir o próprio ferimento correu e foi em busca de socorro; Deus estava com o sargento Alves.
Deus estava com aquele senhor de cabelos brancos que com sua velha pick-up levou seis crianças para o hospital; Deus estava com os médicos, enfermeiros e bombeiros.
Deus estava com a professora que orientou o bravo aluno e com as outras que se refugiaram com as crianças no terceiro andar.
Deus estava com todos os anônimos que numa corrente de solidariedade infinita se fizeram uno, independente de credo, raça ou religião...
E assim, percebendo esses detalhes eu pude constatar que Deus estava lá (e está), no mesmo lugar... Apesar das perdas e do desespero; apesar da tristeza e dos traumas; apesar dos pais sem os filhos; apesar de um distúrbio, de um surto, de um louco... Deus estava lá!
E, embora eu carregue agora essa mancha que entristece as minhas lembranças, Deus está lá; no mesmo lugar!
Hoje, depois de uma semana, minha perplexidade ainda se mistura a uma agonia que permanece, a gente simplesmente não esquece, mas O lenitivo Divino do Espírito Santo alicerça a minha fé nEle, na humanidade, na juventude e na promessa da ressurreição que viveremos em breve no domingo de Páscoa.
Os noticiários insistem em veicular aquelas cenas, não sei se certo ou errado apesar de ser jornalista; evito ao máximo. Ao rever o acontecido imediatamente trago a memória as palavras do pastor Joel Muller (de Realengo) na mensagem do último domingo: "...É errado o ditado popular que afirma que há jeito para tudo menos para a morte. Há sim um Único jeito para a morte se durante a vida Jesus for o seu Senhor e Salvador; amém"! Obrigada pastor.
Que todas as vítimas (diretas e indiretas) do bairro de Realengo possam crer que Deus está no mesmo lugar e que a Sua Misericórdia excede todo e qualquer desmando da humanidade pela Graça do Seu Filho Jesus, o Cristo. Assim seja.

Cassia de Sousa Lacerda.
Jornalista e teóloga.
membro da congrgação Bom Pastor de Nova Iguaçu - Rio de Janeiro.
16 de abril, 2011.

Pra alegrar seu dia

sábado, 9 de abril de 2011

Ossos da Evolução

A divulgação da idéia de que o homem vem do macaco completa 150 anos. No dia 1º de julho de 1858, cientistas ingleses assistiram a uma leitura pública e inédita sobre o evolucionismo. Um ano depois seria publicada "A Origem das Espécies". Poucos sabem, no entanto, que esta teoria tem um fóssil duro, digo, um osso duro de roer: Darwin teria plagiado a tese da seleção natural das espécies e o legítimo autor seria Alfred Russel Wallace. Uma investigação histórica comprova a fraude, isto é, que Darwin se apropriou da teoria do colega como se fosse dele. Mas este não é o único osso fossilizado do evolucionismo. Desde o surgimento desta teoria, se procurou obstinadamente, e sem sucesso, os elos perdidos entre o macaco e o homem. Uma olhadinha na sesquicentenária aventura confirma que alguns cientistas não pensaram duas vezes em recorrer à mentira. Igual ao combustível de São Paulo, parte da história da evolução das espécies está embebida em grotescas e escandalosas fraudes, e uma simples averiguação descobre o que é gasolina e o que é solvente. Exemplos? O homem de Piltdown, o homem de Java, o homem de Pequim, a mandíbula infantil de Ehringsdorf. São apenas alguns entre tantos fósseis famosos, mas depois desvendados como pura invenção para forjar a teoria darwinista.
Dizem que enquanto desenvolvia a teoria da seleção natural, Darwin, de origem cristã anglicana, ainda acreditava num “deus” legislador supremo. Definiu a religião como uma “estratégia tribal de sobrevivência”. Com a morte de sua filha Annie, o famoso naturalista perdeu o pouco que restava de suas convicções espirituais, tornando-se completamente materialista. Encontrou resposta para as suas dúvidas na frieza do evolucionismo - ou seja, nos conceitos racionais que eliminam qualquer possibilidade de vida além da terrena. Morreu acreditando que sua inteligência era apenas um efeito de reações químicas e elétricas no cérebro de um corpo sem alma, semelhante aos animais irracionais.
Thomas Huxley, conhecido como “buldogue de Darwin”, tem uma definição que não deixa dúvidas: "No pensamento evolucionista não há lugar para seres espirituais capazes de afetar o curso dos acontecimentos humanos, nem há necessidade deles. A terra não foi criada. Formou-se por evolução. O corpo humano, a mente, a alma, e tudo o que se produziu, incluindo as leis, a moral, as religiões, os deuses, etc., é inteiramente resultado da evolução, mediante a seleção natural". Qual resultado disto? Na verdade, tal idéia de que os organismos vivos estão em constante concorrência e apenas os seres mais capacitados às condições ambientais sobrevivem, transforma o evolucionismo num imperioso e opressor "dogma" da mentalidade moderna. As conseqüências estão evidentes na política, na economia, na família, na sexualidade, na religião, enfim, na sociedade como um todo. O aborto, a eutanásia, a banalidade sexual, as pesquisas com células-tronco embrionárias, a corrupção, as fraudes, a violência, são alguns exemplos deste princípio utilitarista “os fins justificam os meios”.
“Pois Deus, na sua sabedoria, não deixou que os seres humanos o conhecessem por meio da sabedoria deles (...) Pois aquilo que parece ser loucura de Deus é mais sábia do que a sabedoria humana, e aquilo que parece ser fraqueza de Deus é mais forte do que a força humana” (1 Coríntios 1.21,25).

Marcos Schmidt
Pastor da Igreja Evangélica Luterana do Brasil
Comunidade São Paulo - Novo Hamburgo, RS

sábado, 2 de abril de 2011

Inflação e os valores

Os brasileiros andam apavorados com as últimas notícias que estão destacando a volta da inflação. Nos anos 80, um produto tinha um preço num dia, mas no dia seguinte o preço já era bem outro. Será que esse tempo vai voltar?
Interessante pensar no valor das coisas e principalmente na subjetividade dos valores. Uma coisa pode valer muito para uma pessoa e pode valer pouco para outra. Qual o valor dado à família, à honra, à moral? Cada um dá um determinado valor! Qual o valor da verdade, da sinceridade e, principalmente, qual o valor que atribuímos à Palavra de Deus e ao próprio Pai do Céu?
Para esquentar nossos pensamentos sobre este assunto, permitam-me contar a experiência realizada pelo pessoal do jornal The Washington Post. Eles fizeram o seguinte: colocaram um dos mais renomados e qualificados músicos, chamado Joshua Bell, um dos maiores violinistas do mundo, a tocar num instrumento raríssimo, um Stradivarius de 1713, estimado em mais de 3 milhões de dólares. Imaginem só, que combinação! Um excelente músico tocando em um excelente violino! Porém, o pessoal do jornal o colocou tocando em uma estação de trem na hora do "rush". O músico simplesmente desceu do metrô e começou a tocar por 45 minutos. A experiência, gravada em vídeo, mostra homens e mulheres de andar ligeiro, copo de café na mão, celular no ouvido, todos indiferentes ao som do violino, todos “sem dar valor” algum àquele espetáculo. Para agravar a ironia da situação, o mesmo músico apresentara-se há uma semana no "Simphony Hall" de Boston, onde os melhores lugares custam 1000 dólares.
É ou não é interessante pensar no valor das coisas?
O som de um violino de 3 milhões de dólares sendo tocado por um dos melhores músicos do mundo não recebeu valor alguma por parte das pessoas! Por quê? Simplesmente porque não era em um bonito teatro, simplesmente porque o músico não estava de terno e gravata, mas estava de jeans e camiseta.
Deus, o nosso Senhor, é aquele que está acima de tudo e de todos! No entanto, ele não espera ser valorizado apenas quando identificado como majestoso Rei; antes, como o humilde senhor Jesus. Deus se fez homem! Qual foi o valor atribuído a Cristo? Qual honra lhe foi concedida? Um coroa de espinhos? Realmente. Foi erguido e enaltecido em uma cruz! Não para ser aplaudido, mas para ser cuspido!
Assim como a glória e a majestade de Deus estavam ocultas em Jesus, nos dias de hoje, Deus se oculta nas pessoas ao nosso redor, nas pessoas mais simples, nas pessoas mais humildes. O jeito que a gente trata estas pessoas revela o jeito ou o valor que atribuímos ao nosso Deus. (Mt 25.31-46).
Por outro lado, se nós não valorizamos devidamente o Senhor Deus e as pessoas, o nosso Pai do Céu nos valorizou de tal forma, ao ponto de entregar a vida de seu Filho Jesus, por nós. Para nos redimir, Ele não usou ouro, prata, dólares ou reais; antes disso, ele nos comprou com o próprio sangue de Jesus, derramado na cruz (1Pe 1.18-19). Se não bastasse isso, o amor de Deus se renova constantemente! O amor de Deus está sempre em “inflação”! Cada dia ele nos cuida!
Que, motivados pelo amor e pelo valor que Deus nos atribuiu, possamos nós transferir este amor às pessoas ao nosso redor. Que nossas autoridades valorizem as pessoas e com sabedoria controlem a inflação e outros malefícios, para que o pão seja para nós todos e não apenas para alguns, e para que a escala de valores esteja em harmonia em nossos corações.

Pastor Ismar Pinz
27/06/2008 no Jornal Folha de Candelária
Coluna Paralelas / Candelária-RS.