sábado, 9 de abril de 2011

Ossos da Evolução

A divulgação da idéia de que o homem vem do macaco completa 150 anos. No dia 1º de julho de 1858, cientistas ingleses assistiram a uma leitura pública e inédita sobre o evolucionismo. Um ano depois seria publicada "A Origem das Espécies". Poucos sabem, no entanto, que esta teoria tem um fóssil duro, digo, um osso duro de roer: Darwin teria plagiado a tese da seleção natural das espécies e o legítimo autor seria Alfred Russel Wallace. Uma investigação histórica comprova a fraude, isto é, que Darwin se apropriou da teoria do colega como se fosse dele. Mas este não é o único osso fossilizado do evolucionismo. Desde o surgimento desta teoria, se procurou obstinadamente, e sem sucesso, os elos perdidos entre o macaco e o homem. Uma olhadinha na sesquicentenária aventura confirma que alguns cientistas não pensaram duas vezes em recorrer à mentira. Igual ao combustível de São Paulo, parte da história da evolução das espécies está embebida em grotescas e escandalosas fraudes, e uma simples averiguação descobre o que é gasolina e o que é solvente. Exemplos? O homem de Piltdown, o homem de Java, o homem de Pequim, a mandíbula infantil de Ehringsdorf. São apenas alguns entre tantos fósseis famosos, mas depois desvendados como pura invenção para forjar a teoria darwinista.
Dizem que enquanto desenvolvia a teoria da seleção natural, Darwin, de origem cristã anglicana, ainda acreditava num “deus” legislador supremo. Definiu a religião como uma “estratégia tribal de sobrevivência”. Com a morte de sua filha Annie, o famoso naturalista perdeu o pouco que restava de suas convicções espirituais, tornando-se completamente materialista. Encontrou resposta para as suas dúvidas na frieza do evolucionismo - ou seja, nos conceitos racionais que eliminam qualquer possibilidade de vida além da terrena. Morreu acreditando que sua inteligência era apenas um efeito de reações químicas e elétricas no cérebro de um corpo sem alma, semelhante aos animais irracionais.
Thomas Huxley, conhecido como “buldogue de Darwin”, tem uma definição que não deixa dúvidas: "No pensamento evolucionista não há lugar para seres espirituais capazes de afetar o curso dos acontecimentos humanos, nem há necessidade deles. A terra não foi criada. Formou-se por evolução. O corpo humano, a mente, a alma, e tudo o que se produziu, incluindo as leis, a moral, as religiões, os deuses, etc., é inteiramente resultado da evolução, mediante a seleção natural". Qual resultado disto? Na verdade, tal idéia de que os organismos vivos estão em constante concorrência e apenas os seres mais capacitados às condições ambientais sobrevivem, transforma o evolucionismo num imperioso e opressor "dogma" da mentalidade moderna. As conseqüências estão evidentes na política, na economia, na família, na sexualidade, na religião, enfim, na sociedade como um todo. O aborto, a eutanásia, a banalidade sexual, as pesquisas com células-tronco embrionárias, a corrupção, as fraudes, a violência, são alguns exemplos deste princípio utilitarista “os fins justificam os meios”.
“Pois Deus, na sua sabedoria, não deixou que os seres humanos o conhecessem por meio da sabedoria deles (...) Pois aquilo que parece ser loucura de Deus é mais sábia do que a sabedoria humana, e aquilo que parece ser fraqueza de Deus é mais forte do que a força humana” (1 Coríntios 1.21,25).

Marcos Schmidt
Pastor da Igreja Evangélica Luterana do Brasil
Comunidade São Paulo - Novo Hamburgo, RS