quarta-feira, 29 de junho de 2011

Creio na Ressurreição da Carne - 008

Ressurreição - mulheres à porta3.4 - Afirmações sobre a ressurreição - A doutrina da ressurreição da carne precisa ser entendida desde a primeira promessa feita por Deus a Adão e Eva. Deus lhes prometeu: “Porei inimizade entre ti e a mulher, entre a tua descendência e o seu descendente. Este te ferirá a cabeça e tu lhe ferirás o calcanhar” (Gn 3.15). O que significaram estas palavras para Adão e Eva? Eles haviam caído em pecado. Perderam a santidade original. Eram, agora, réus da eterna condenação. Estavam separados de Deus e tornaram-se escravos de Satanás. Não tinham como fugir da ira divina, nem como recuperar a santidade perdida. Então Deus, por compaixão, se colocou ao lado deles e lhes prometeu salvação. O Salvador os reconciliaria com Deus e derrotaria o pecado, a morte e Satanás. Derrotado o inimigo, teriam novamente de volta a vida. Portanto, haverá ressurreição da carne. Adão e Eva e muitos de seus descendentes apegaram-se a esta promessa. Por isso Jesus afirmou: “Ora, Deus não é Deus de mortos, e, sim, de vivos; porque para ele todos vivem” (Lc 20.38). Eles creram e falaram desta bênção e vida. Confira: Gn 5.24; 15.15; 22.18; 49.18; Ex 3.6; Dt 32.39; 1Sm 2.6; Jó 19.25-27; Sl 16.9-11; 17.15; 49.15-16; 68.11; 102.27-29; Os 13.14; Is 25.7-8; 26.19; 51.6; Ez 37.1-4; Dn 12.2; Mt 3.13-4.6.
Uma das passagens do Antigo Testamento que fala da ressurreição com muita clareza está no livro de Jó. Jó afirma: “Porque eu sei que o meu Redentor vive, e por fim se levantará sobre a terra. Depois, revestido este meu corpo da minha pele, em minha carne verei a Deus. Vê-lo-ei por mim mesmo. Os meus olhos o verão, e não outros; de saudade me desfalece o coração dentro de mim” (Jó 19.25-27). As palavras são claras e dispensam comentários. Jó, em meio à sua grande dor, tendo a morte diante dos olhos, canta, jubila e proclama sua esperança na ressurreição. Em breve, assim pensa, serei pó. Mas este não será o meu fim. Sei que Deus me é misericordioso. Ele me levantará do pó da terra. Jó tem certeza de sua ressurreição e descreve como ela será: com meus olhos, na minha pele verei a Deus. Maravilhoso. Infelizmente a incredulidade tem levado muitos exegetas a distorcerem estas palavras.
A certeza da ressurreição da carne baseia-se na ressurreição de Cristo. Jesus tomou sobre si os nossos pecados, foi castigado por Deus em nosso lugar, morreu por nós e conquistou a salvação para toda a humanidade. Ora, salvação é a restituição da vida. Esta restituição não seria completa se não houvesse ressurreição da carne. A Escritura confirma com muitas palavras esta verdade.
- O salário do pecado é a morte, mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna em Cristo Jesus nosso Senhor (Rm 6.23).
- É manifestada agora pelo aparecimento de nosso Salvador Cristo Jesus o qual não só destruiu a morte, como trouxe à luz a vida e a imortalidade, mediante o evangelho (2 Tm 1.10).
- Portanto, assim como por um só homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado a morte, assim também a morte passou a todos os homens, porque todos pecaram ... Pois assim como por uma só ofensa veio o juízo sobre todos os homens para condenação, assim também por um só ato de justiça veio a graça sobre todos os homens para a justificação que dá vida (Rm 5.12-18).
O que esta vida é após a morte vem explicado detalhadamente em 1º Coríntios 15. Nossos pais compreenderam estas palavras corretamente, incluindo as nos credos ecumênicos e nas confissão.
Continua…
Horst R. Kuchenbecker

terça-feira, 28 de junho de 2011

call center divino

Ouvi falar de um tal de "call center". Não sabia o que era. Quando descobri do que se tratava constatei que eu já conhecia, mas não sabia que se chamava assim: "call center". Procurando uma definição, li que é um sistema telefônico computadorizado que permite atendimento de múltiplas entradas a partir de um único número. Numa linguagem popular é aquele serviço telefônico que muitos se aborrecem de usar. Você liga e escuta uma voz gravada, fria e inatingível. Quando então consegue falar com uma atendente, você tem a impressão de que tudo continua frio e previsível. Uma voz melosa e falsa do outro lado repetindo frases como: "um momento senhor", "desculpe senhor", "sua ligação é importante para nós"!

Ouvi a expressão "call center" porque foi divulgada pela mídia a aprovação do decreto 6523, que criou regulamentações para tornar o serviço mais eficiente ou menos chato. A verdade é que este tal serviço é chato porque é demorado, artificial e muitas vezes ineficiente.

E se comparássemos a "oração" com uma "ligação telefônica". E se comparássemos o atendimento de Deus com um "call center", será que haveria pontos comuns? Uma comparação possível é a possibilidade de atender uma infinidade de ligações através de um mesmo número. Não sei como este sistema pode ser tão eficiente, mas de fato, Deus recebe e escuta todas orações, mesmo sendo bilhões a orar ao mesmo tempo. Porém, não existe nenhuma regulamentação quanto ao tempo de sermos atendidos. Deus é quem controla quando e como vai nos atender. O interessante é que é sempre do melhor jeito e sempre no tempo certo! Por isso que dizemos "amém" com tanta segurança.

Ao contrário dos "call centeres", na oração, não temos uma resposta artificial e fingida. Bem pelo contrário! Deus oferece eficientíssimo serviço através de sua forte, sincera e poderosa Palavra: a Bíblia. Por isso, seguindo a idéia dos números telefônicos, deixarei alguns para você eventualmente ligar:

Quando você estiver triste, ligue João 14.

Quando pessoas falarem de você, ligue Salmo 27.

Quando você estiver nervoso, ligue Salmo 51.

Ansioso e preocupado? Ligue Filipenses 4.6-7 ou Mt 6.19,34.

Quando você estiver em perigo, ligue Salmo 91.

Quando Deus parecer distante, ligue Salmo 63.

Quando sua fé precisar ser ativada, ligue Hebreus 11.

Está sentindo medo ou solidão? Ligue Salmo 23.

Quando você for áspero e crítico, ligue 1º Coríntios Co 13.

Para saber o segredo da felicidade, ligue Colossenses 3.12-17.

Quando se sentir abandonado, ligue Romanos 8.31-39.

Para encontrar descanso, ligue Mateus 11.25-30.

O "Call Center" Divino é realmente excelente! Além disso, não há outra regulamentação além da fé!

Pastor Ismar Lambrecht Pinz
Congregação Cristo Redentor
Bairro Três Vendas – Pelotas-RS.
Artigo escrito para jornais (03/12/2008)

segunda-feira, 27 de junho de 2011

Sonho americano

O famoso pregador norte-americano, David Wilkerson, já advertia sua nação sobre um possível holocausto econômico. No sermão “O bezerro de ouro da América está despencando”, junho de 1998, lembra que não se trata de “papo apocalíptico de um pregador consternado”, mas de fatos. Fatos que ele mesmo apontava: 43 milhões de americanos são investidores fortes da bolsa, dois trilhões de dólares vinculados a investimentos individuais — pessoas que deixaram o seu emprego para ficar em casa e controlar seus movimentos através do computador. Ora, não é preciso ser profeta para prever o pior nesta globalizada jogatina do mercado. O que acontece na terra do Tio Sam tem explicação lógica: ganância. Exemplos não faltam na vida de nações, empresas, pessoas, que cresceram espantosamente da noite para o dia, mas depois ruíram. Uma lição que serve para todos, ricos e pobres. Afinal, o segredo para a estabilidade financeira permanece o mesmo, e é bíblico:
O homem bom terá uma herança para deixar para os seus netos, mas a riqueza dos pecadores ficará para as pessoas honestas (Provérbios 13.22).
Maria nunca escutou falar em especulação financeira, mas já profetizava:
“Deus derruba dos seus tronos reis poderosos” (Lucas 1.52).
E Lutero nem era analista econômico, mas interpretou sabiamente a canção da mãe do Messias:
“Assim vemos em todos os compêndios de História e na própria experiência, como Deus enaltece um reino e derruba o outro (...) Não destrói a razão, a sabedoria e o direito, pois é preciso haver razão, sabedoria e direito para que o mundo possa subsistir. Mas destrói a soberba e os soberbos, que usam estes belos dons de Deus em proveito próprio, gozam seus benefícios, não temem a Deus e perseguem com eles os piedosos e o direito divino” (Martinho Lutero - Obras Selecionadas, volume 6, página 65).
Bezerros de ouro são fundidos aos pés de incontáveis montes, também aqui neste país da desigualdade social. Obcecados pelo deus dos cifrões, milhões de brasileiros se aventuram na especulação do mercado, em filas de agências loterias, e até em consagradas poltronas de igrejas, no sonho americano (agora pesadelo) de uma gorda conta bancária, casa com piscina e carros na garagem. Ter riquezas não é pecado, o problema é a ganância e os meios para subir na pirâmide. O rei Davi alertou:
Ainda que as suas riquezas aumentem, não confiem nelas (Salmo 62.10).
Por isto a sua oração:
Não me deixes ficar nem rico nem pobre. Porque se tiver mais do que o necessário, poderei dizer que não preciso de ti. E, se eu ficar pobre, poderei roubar e assim envergonharei o teu nome (Provérbios 30.8,9).
Neste planeta de gente insensata onde riquezas e governos não duram mais que um sonho (Provérbios 27.24), Jesus aponta na direção onde está o investimento sólido e sustentável: o Reino de Deus em primeiro lugar no coração (Mateus 6.33).

Marcos Schmidt
Pastor luterano
Igreja Evangélica Luterana do Brasil
Comunidade São Paulo, Novo Hamburgo-RS
25 de setembro de 2008

domingo, 26 de junho de 2011

Desculpas para não ir à Igreja - 009

Muito em férias para ir à igreja.

feriasVeja nos menus acima, onde encontrar uma igreja luterana no Brasil.
E ao lado, confira o horário do próximo culto na Castelo Forte de Nova Venécia-ES.

sexta-feira, 24 de junho de 2011

O que é a igreja?

O que é a Igreja?
Há tanta confusão hoje em dia, mas muita coisa tem se afastado daquilo que é a igreja.
Os "ministérios" se multiplicam. "Pastores" ficam cada vez mais famosos e mais ricos, mas o que é a igreja?
Edificada por Jesus: Mateus 16.18.
Um lugar onde se pratica a exortação, o arrependimento e o perdão: Mateus 18.15.5.
Um lugar onde o Espírito Santo guia o povo e traz crescimento: Atos 9.31.
Um lugar onde se ora pelo irmão abatido: Atos 12.5.
Um lugar de compartilhar a fé: Atos 14.27.
Um lugar onde os líderes servem por amor ao rebanho: Atos 20.28.
As pessoas que se reúnem em certo lugar, na presença do Senhor: Romanos 16.5.
O corpo de Cristo, com diferentes dons, no serviço do Senhor: 1º Coríntios 12.1-31.

Carta de José a Zacarias e Isabel


Como teria sido uma carta escrita por José a Zacarias?
Talvez algo assim:



CARTA DE JOSÉ A ZACARIAS E ISABEL



Caro Zacarias e Isabel:

Espero que estejam bem e que João continue crescendo tão saudável e forte como vimos quando partimos.

Estamos bem, no entanto, não é nada fácil escrever-lhes estas linhas já que cada palavra dispara novamente a emoção vivida e as lágrimas turvam o papel e aceleram o coração. Não lhes pudemos dizer a alegria que nos transpassa os dois e o que é o menininho dormido e com uma paz que o inunda todo.

Maria o beija continuamente e o aperta maternalmente sobre seu peito. Parece que sempre teve um menino entre seus braços. Minhas mãos de carpinteiro, desajeitadas para escrever e que tem acariciado com jeito, tremem ao mesmo tempo em que uma estranha sensação recorre todo meu ser. Estou feliz, amo a minha esposa e o menino é um punhado de sensações de vida que nunca senti antes. Já ficou para trás o cansaço da viagem, que foi longa e nos permitiu falar muito com Maria e dar-nos conta de todo amor que cobria o tempo da espera, do que significava este inicio de caminho juntos e a vida que se abre, doce e desafiante à nossa frente e todo entusiasmo de ter uma linda família.

Belém ainda é uma bela cidade, mas fiquei surpreendido pela sua falta de hospitalidade. A passagem pela grande cidade de Jerusalém me deslumbrou; me dei conta de que já não a conhecia. Ao atravessá-la, a caminho de meu povoado, me invadiu uma profunda sensação de temor, de querer passar rápido por ali e com pressentimentos muito contrários ao esperançoso tempo de espera da nova vida que Maria carregava em seu ventre e ambos no coração. Quando era menino, ir a Jerusalém era um belo sonho que se fazia realidade una ou duas vezes por ano; mas agora o sentimento era o de sair de lá rapidamente.

Ja chegou um casal amigo que está regressando e levará estas rápidas líneas. Estamos bem, os três… Vivemos este tempo com a companhia de nosso bom Deus e o lugar que nos cobre tem se tornado quente; não era o que sonhamos para que nascesse o menino, porém através da janela podemos ver um céu pontilhado de estrelas e uma delas é grande e reluzente com una larga cauda e parece ter ficado a viver justamente ali no marco da janela. É uma bela imagem deste mundo que nosso bom Deus nos presenteou.

Agora está chegando muita gente a saudar-nos e com presentes para o menino.
Não quero deixar Maria sozinha por mais tempo; e vai ter tempo para falar e não poderão acreditar em tudo o que temos para lhes contar.

Nosso Deus e criador lhes dê Paz e lhes abençoe até que voltemos a nos ver.

José

(por: Adolfo Pedroza - Dez/08 Clai)

CLAI

quinta-feira, 23 de junho de 2011

A fogueira de João

sao-joao No meio de fogueiras e futebol, João Batista é lembrado (e esquecido) neste 24 de junho, que conforme a tradição, nasceu 6 meses antes de Jesus. Foi um cara esquisito já nos padrões daquele tempo. Ermitão do deserto, com um roupão de couro de camelo, comendo gafanhotos, vuvuzelava às pessoas: “Arrependam-se dos seus pecados porque o reino do céu está perto” (Mateus 3). Teve um final melancólico — foi preso por falar o que não devia e decapitado, com a cabeça numa bandeja. Tudo pelos caprichos de um rei que também perdeu a cabeça, mas por uma dança sensual de Salomé (Mateus 14.11).
Estranho festejar a vida deste pobre coitado, vestindo-se de caipira e dançando quadrilha. Mas tem alguma coisa normal neste planeta? As contrariedades são as regras, as normalidades exceções. Por isto, seria uma vida decadente ao formato de sucesso, se Jesus não tivesse afirmado: “De todos os homens que nasceram, João Batista é o maior” (Mateus 11.11). “Ele é o cara”. Esta é a conclusão do Salvador. Com isto, João tem de volta a cabeça, a boca, a voz, a mensagem. A vida. E por quê? Porque ele preparou o caminho para passar aquele que disse: Eu sou a Vida. É que João Batista pregou o arrependimento dos pecados, a única estrada para o perdão que Jesus oferece na cruz.
JoaoBatista Os problemas são os outdoors, as propagandas que surgem na viagem. E que convidam aos atalhos e caminhos alternativos. Algo parecido com a própria festa de São João. O objetivo dela é a reflexão. Nada contra os festejos, mas então, que fosse a Festa da Fogueira, ou coisa parecida. São as contrariedades. E assim a gente vive o dia-a-dia. Depois, quando termina a brincadeira, vem o que é sério. E daí não adianta dançar quadrilha, ou vestir a camiseta do time.
Também não adianta ser um João Batista. Foi Jesus quem disse: “Ele jejua e não bebe vinho, e todos dizem: está endemoniado. O Filho do Homem come e bebe vinho, e todos dizem: Vejam! Este homem é comilão e beberrão”. (Lucas 11.18). Por isto a conclusão do Salvador: não importa o que as pessoas falam, o que interessa é o resultado, o que a pessoa é. Algo difícil quando a gente vive de aparência e não de substância. Mas nada impossível enquanto o reino do céu ainda está perto.
Marcos Schmidt
pastor luterano
Igreja Evangélica Luterana do Brasil
Comunidade São Paulo, Novo Hamburgo-RS
24 de junho de 2010

quarta-feira, 22 de junho de 2011

Creio na Ressurreição da Carne - 007

paciente terminal3.3 - Como a morte foi vencida? - O pecado separou os homens de Deus. O santo e justo Deus cumpriu sua lei: “Por que no dia em que dela comeres, certamente morrerás” (Gn 2.17; Rm 5.18; Is 66.24; Mc 16.16). “Maldito todo aquele que não permanecer em todas as cousas escritas no livro da lei, para praticá-la” (Gl 3.10). Pelo pecado, o homem tornou-se escravo de Satanás. “Aquele que pratica o pecado procede do diabo, porque o diabo vive pecando desde o princípio” (1Jo 3.8). O pecado tornou o homem réu de morte. “O salário do pecado é a morte” (Rm 6.23). O homem por si, por seus esforços, sua penitência, seus sacrifícios não pode salvar-se. “Nenhum irmão pode salvar outro irmão, seus recursos se esgotariam antes” (Sl 49.7-8).
Mas Cristo, o eterno Filho de Deus se dispôs salvar a humanidade. Para isto Jesus, o eterno filho de Deus, gerado do Pai desde a eternidade, adotou nossa natureza humana, e veio a nascer da virgem Maria. Como nosso irmão na carne, tomou o nosso lugar. E como substituto de toda a humanidade, ele cumpriu a lei de Deus, pagou pelos pecados de toda a humanidade, venceu o pecado, a morte e Satanás e trouxe o perdão e a vida. A Bíblia afirma: “Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo o que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna” (Jo 3.16). “Deus estava em Cristo, reconciliando consigo o mundo, não imputando aos homens as suas transgressões, e nos confiou a palavra da reconciliação. De sorte que somos embaixadores em nome de Cristo, como se Deus exortasse por nosso intermédio. Em nome de Cristo, pois, rogamos que vos deixeis reconciliar com Deus” (2Co 5.19-20). “Porque, como pela desobediência de um só homem muitos (os muitos, todos) se tornaram pecadores, assim também por meio da obediência de um só muitos se tornaram justos” (Rm 5.19). Deus mandou proclamar a salvação à toda humanidade (Mt 2.19-20). Toda a pessoa que der ouvidos à palavra de Deus, se arrepender de seus pecados e confiar na graça de Cristo, tem o que Deus lhe oferece, dá e sela em sua palavra, a saber, perdão, vida e eterna salvação. Pela fé na graça de Cristo a pessoa volta à comunhão com Deus, ao estado de filho de Deus e herdeiro da vida eterna. Como tal aguarda a ressurreição da carne, conforme a promessa de Jesus: “Eu sou a ressurreição e a vida. Quem crê em mim, ainda que morra, viverá; e todo o que vive e crê em mim, não morrerá eternamente” (Jo 11.25-26). Cremos no fato histórico de que Jesus Cristo verdadeiramente ressuscitou da morte. Por isso confessamos no Credo Apostólico: “Desceu ao inferno (para mostrar sua vitória, 1Pe 3.19), no terceiro dia ressuscitou dos mortos, subiu ao céu e está sentado à direita de Deus Pai todo-poderoso, donde há de vir a julgar os vivos e os mortos.” Esta ressurreição de Cristo é tão importante e consoladora, porque ela prova incontestavelmente: 1) que Cristo é Filho de Deus e verdadeira a sua doutrina; 2) que Deus Pai aceitou o sacrifício de seu Filho para a reconciliação do mundo; 3) que todos os fiéis ressuscitarão para a vida eterna (Rm 1.4; Jo 2.19; 1Co 15.17; Rm 4.25; Jo 14.19; Jo 11.25-26).
Continua…
Horst R. Kuchenbecker

terça-feira, 21 de junho de 2011

força da água e o do vento



Um vento forte tem sido a marca do clima dos últimos dias aqui na nossa região. Já o estado de Santa Catarina e parte da região sudeste do país vivem verdadeiras catástrofes devido às fortes chuvas. Muitos observaram as águas levando os seus pertences. Observaram impotentes, como que de mãos amarradas, pois o que fazer diante de um rio subindo e ganhando mais força em meio a uma chuvarada?

Em enchentes, a água ganha força, muita força! Mas, existe um momento em que a água é ainda mais forte. Existe um momento em que a água possui mais poder – este momento é no Batismo. Ali, a poderosa Palavra de Deus está ligada à água. No Batismo, a bem da verdade, o poder não está na água, mas na Palavra que nela está ligada, pois não é Palavra comum, é a própria Palavra de Deus.

No Batismo somos regenerados, renascemos perante Deus. Não é pouca coisa o que isso significa. Não são poucos os pecados que nos separam de Deus. Não é de pouca importância o pecado que herdamos de nossos pais. Mas, o poder da água, ou melhor, o poder da Palavra de Deus ligada à água garante-nos o perdão. Toda vez que o indivíduo é perdoado, mesmo muito tempo depois do seu Batismo, é como se ele retornasse àquele momento em que a água lhe tocou o corpo, em que a Palavra de Deus foi semeada em seu coração. A água do Batismo é como uma enxurrada que pela força da Palavra de Deus arranca as impurezas de nosso coração. Mas, a força da água ligada à Palavra é um pouco diferente da força das enchentes. A diferença é que ela tem um poder criador – ela cria a fé, ela dá nova vida. Exatamente por isso ela é mais poderosa. Enchentes, vendavais, ações humanas podem destruir e matar, mas dar nova vida, isto é tarefa divina!

Toda e qualquer tarefa divina é realizada pela Palavra de Deus! Os discípulos de Jesus, que certa vez enfrentaram a força de uma tempestade em meio ao mar da Galiléia, já estavam desesperados com a força dos ventos e das águas. Jesus, por sua vez, dormia. Eles o acordaram pedindo socorro. "Então ele se levantou, falou duro com o vento e disse ao lago: Silêncio! Fique quieto! O vento parou, e tudo ficou calmo." (Mc 4.39)". Ali, diante deles, estava uma tarefa, uma ação divina!

Que o poder da Palavra de Deus, que criou todos os elementos como a água, o ar, o fogo e a terra, acalme as tempestades e enchentes de nossas vidas, concedendo-nos força na reconstrução, mesmo em meio às catástrofes!

Pastor Ismar Lambrecht Pinz
Congregação Cristo Redentor
Bairro Três Vendas – Pelotas-RS.
Artigo escrito para jornais (25/11/2008)

segunda-feira, 20 de junho de 2011

Buraco negro nos miolos

O gigantesco acelerador de partículas quer desembrulhar o segredo “número um” do Universo e transformar uma especulação num fato científico. Conforme teoria, tudo o que existe é resultado da combinação de 12 partículas fundamentais e que não podem ser divididas. Mas os físicos ainda não têm a resposta para uma questão primordial: porque a matéria tem massa? Ou seja, porque uma árvore tem madeira maciça, que dá para ver, cheirar e pegar? A resposta estaria na 13ª partícula, apelidada de partícula de Deus. Ela finalmente comprovaria o “Big Bang” e o surgimento do Universo. Tudo depende agora dos resultados desta parafernália de oito bilhões de dólares acionada semana passada na Europa.
Luis Fernando Verissimo, no artigo A doença da curiosidade, diz que esta máquina é
“espiar por baixo do camisolão de Deus”.

E questiona:
“Quanto mais se sabe sobre o funcionamento do Universo mais aumentam a perplexidade e a angústia por não se saber mais, por jamais se poder compreender tudo – pelo menos não com este cérebro que mal compreende a si mesmo”.

Interessante as palavras deste homem que confessa ter deixado a fé no bolso da fatiota na Primeira Comunhão. Ele reafirma uma promessa bíblica:
Pois Deus, na sua sabedoria, não deixou que os seres humanos o conhecessem por meio da sabedoria deles (1 Coríntios 1.21).
Por isto, acredito que o resultado das experiências deste acelerador de partículas vai mesmo acelerar o crescimento deste imenso ponto de interrogação.
“No começo Deus criou os céus e a terra”.
Estas palavras iniciais da Bíblia remetem para aquilo que está no restante das Escrituras:
É pela fé que entendemos que o Universo foi criado pela palavra de Deus e que aquilo que pode ser visto foi feito daquilo que não se vê (Hebreus 11.3); Por meio da sua palavra, o Senhor fez os céus; pela sua ordem, ele criou o sol, a lua e as estrelas. Pois ele falou, e o mundo foi criado; ele deu ordem, e tudo apareceu (Salmo 33.6,9); Senhor nosso e nosso Deus! Tu és digno de receber glória, honra e poder, pois criaste todas as coisas; por tua vontade elas foram criadas e existem (Apocalipse 4.11).
O próprio Senhor Jesus confirma:
Mas no começo, quando foram criadas todas as coisas, foi dito: Deus os fez homem e mulher (Marcos 9.6).
Portanto, os textos sagrados não permitem dúvidas: Deus criou o Universo já adulto, assim como fez o ser humano inteiramente crescido no sexto dia. Adão e Eva não vieram ao mundo da barriga da mãe ou do macaco, nem as primeiras árvores da semente. Logicamente é uma questão de fé.
A Ciência aposta no evolucionismo – tudo surgiu a partir de uma grande explosão há 13 bilhões de anos – o “Big Bang” – provocando a biodiversidade da vida no imensurável Universo e no planeta Terra. No entanto, se criacionismo e evolucionismo se chocam frontalmente entre fé e razão, os dois caminham lado a lado no terreno da esperança. Na verdade, quanto mais desvenda a complexidade da vida, a Ciência Humana mais se enreda em perguntas sem respostas. Acredito que no lugar desta máquina produzir buracos negros e engolir a Terra inteira, produze outros que irão engolfar os neurônios e o sono dos cientistas.

Marcos Schmidt
Pastor luterano
Igreja Evangélica Luterana do Brasil
Comunidade São Paulo, Novo Hamburgo-RS
18 de setembro de 2008

domingo, 19 de junho de 2011

Desculpas para não ir à Igreja - 008

Muito saudável para ir à igreja.

gato-forte-alimentado-com-espinafreVeja nos menus acima, onde encontrar uma igreja luterana no Brasil.
E ao lado, confira o horário do próximo culto na Castelo Forte de Nova Venécia-ES.

quarta-feira, 15 de junho de 2011

Creio na Ressurreição da Carne - 006

anjo da morte 3.2 - A morte - Deus colocou os homens no jardim do Édem. Ali estava a árvore do conhecimento do bem e do mal. Não era uma árvore especial, mas uma árvore determinada por Deus. “Do conhecimento do bem e do mal,” no sentido de revelar se o homem seria fiel a Deus ou não. Deus disse a Adão e Eva: “No dia em que dela comeres, certamente morrerás.” (Gn 2.17). Isto não era uma ameaça, mas uma séria indicação sobre o que acontecerá se desobedecerem. Deus não estava coagindo à obediência. O homem era bom. Ele tinha o bem-aventurado conhecimento de Deus e possuía o livre arbítrio. Se desobedecesse, perderia o estado de graça e bem-aventurança e seria eternamente separado de Deus. Infelizmente, Adão e Eva, tentados por Satanás, de livre e espontânea vontade desobedeceram a Deus. O apóstolo Paulo afirma: “Por um só homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado a morte; assim também a morte passou a todos os homens, porque todos pecaram” (Rm 5.12). O pecado faz separação entre Deus e os homens (Is 53.60). Deus não criou o homem para a morte e sim para a vida. Após um tempo, se o homem não tivesse desobedecido, comeria da “árvore da vida” (Gn 3.22) e passaria para a vida eterna (Pv 3.18; Ap 2.7). Também esta árvore não era uma árvore especial, mas designada por Deus para dar a vida eterna, como hoje o batismo e a santa ceia, os sacramentos que dão a vida eterna como o apóstolo afirma: “O batismo agora vos salva” (1Pe 3.21; Tt 3.5). O homem foi criado para a vida eterna. A morte não é algo natural, mas uma intromissora. Ela veio por causa do pecado. Ela separa corpo e alma. Ela rebenta o laço mais íntimo na pessoa, o laço entre corpo e alma. O corpo volta ao pó da terra do qual foi tomado e a alma comparece diante do trono de Deus para julgamento, como o afirma a Escritura: “ E, assim como aos homens está ordenado morrerem uma só vez e depois disto, o juízo” (Hb 9.27). E Jesus disse ao malfeitor na cruz: “ Hoje estarás comigo no paraíso” (Lc 23.43).
Continua…
Horst R. Kuchenbecker

terça-feira, 14 de junho de 2011

Greve contra Deus

A Greve é um recurso utilizado para conseguir mostrar para a sociedade situações que são consideradas injustas. Estamos vivenciando mais uma greve dos professores estaduais (no Rio Grande do Sul) que novamente lutam por melhores condições na educação.
Praticamente toda classe de trabalhadores realiza greves. No entanto, faço a seguinte pergunta: alguém já fez uma "greve contra Deus"? Alguém já clamou por situações consideradas injustas no relacionamento com Deus?
Muitos perguntam: “onde estava Deus quando precisei?” Outros acusam: “Deus é injusto!” Contudo a verdade é que normalmente atribuímos a Deus a culpa das nossas próprias falhas, ou o culpamos pelas injustiças das outras pessoas. Outras vezes acreditamos naquilo que Deus não prometeu.
Fico entristecido com a ladainha de pastores e religiosos afirmando que se as pessoas os procurarem, desemprego, problemas na família, dívidas e doenças desaparecerão. Tais discursos fazem de Deus um fantoche a ser manipulado e vendido! Os falsos ensinamentos estão inundando as igrejas e gerando “greves” contra Deus.
As greves são justas ou injustas. Tudo depende do ponto de vista. A princípio, todas as greves contra Deus seriam injustas, no entanto, na sua divina sabedoria, Deus aguarda manifestações, Deus aguarda pessoas que lhe procurem, que lhe abram o coração, que lhe questionem. O rei Davi, que foi chamado de
“homem segundo o coração de Deus” (At 13.22),
era uma pessoa que abria o coração ao Senhor. Suas palavras e manifestações eram genuínas. Deus se alegrava com isso! Pois encontrava em Davi um coração sincero, um coração quente! Por isso, se é para fazer greve contra Deus, que seja uma greve cheia de manifestos, de reivindicações, e, sobretudo, uma greve que aposta no fato de que Deus espera que o procuremos, que Deus está pronto para conversar. Temos a promessa divina, que diz:
"Invoca-me no dia da angústia, eu te livrarei e tu me glorificarás"(Sl 50.15).
O Senhor Deus quer ser ouvido, e igualmente quer ouvir nossas reivindicações. Em seu amor, Deus se mostra incrivelmente flexível! Tanto que deixou a glória celeste e fez-se gente em Jesus. O Senhor Jesus fez suas manifestações contra o que considerava injusto, Ele fez greve de silêncio perante os malfeitores (Mt 26.63), fez greve de milagres perante os incrédulos (Mt 12.39), mas jamais faz greve em seu amor — pois seus cuidados são constantes para todos, em especial para aqueles que o temem e o buscam em fé.
Lembrança: Obs.: Quinta-feira (27/11) é dia de Ação de Graças — dia oficial do Agradecimento! Nada de greve de gratidão!

Pastor Ismar L. Pinz
artigo escrito dia 19/11/2008
Congregação Cristo Redentor de Pelotas, RS.

segunda-feira, 13 de junho de 2011

Vereador Voluntário

Posso parecer petulante com a pergunta, mas creio que muitos eleitores gostariam da resposta: Quantos candidatos a vereador o meu município teria se o cargo político fosse voluntário?
Segundo definição das Nações Unidas, "o voluntário é o jovem ou o adulto que, devido a seu interesse pessoal e ao seu espírito cívico, dedica parte do seu tempo, sem remuneração alguma, a diversas formas de atividades, organizadas ou não, de bem estar social, ou outros campos". Já o Programa Voluntários, criado pelo Conselho da Comunidade Solidária em 1997 com o objetivo de promover e fortalecer o voluntariado no Brasil, define o voluntário como "cidadão que, motivado pelos valores de participação e solidariedade, doa seu tempo, trabalho e talento, de maneira espontânea e não remunerada, para causas de interesse social e comunitário".
Evidentemente que o vereador voluntário necessitaria de sustentabilidade financeira, o que já acontece com a maioria deles que continua ativo em sua profissão fora da política. Assim como nas organizações não governamentais. Lembro aqui de uma que conheço bem, o CVV – Centro de Valorização da Vida. Conta com 2500 voluntários em 57 postos distribuídos pelo Brasil, que, segundo o seu site, “colocam-se gratuitamente a disposição de todos que sentem solidão, angústia, desespero e desejam desabafar”. É um serviço para prevenir o suicídio, através do apoio emocional oferecido por telefone ou contato pessoal. Poderia citar outros exemplos num universo de grupos organizados, ou mesmo de atitudes individuais. Dias atrás conheci uma senhora que dedica um dia da semana para visitar idosos numa casa de repouso.
O serviço do povo leigo na igreja é outro exemplo de voluntariado. Deste tipo de gente eu dependo e conheço. São pessoas que gastam a vida com o objetivo de construir o corpo de Cristo (Efésios 4.12). Poderia apontar para muita gente que sacrifica descanso, lazer, família, bens materiais, motivados pelo amor sem pretensão, fruto da fé naquele que disse:
Eu não vim para ser servido, mas para servir e dar a minha vida para salvar muita gente (Marcos 10.45).
É preciso sublinhar que toda a vida de um cristão, dentro e fora da igreja, é uma prestação de serviço voluntário ao próximo, seja na família, na sociedade, na congregação religiosa. Paulo escreve:
Existem maneiras diferentes de servir, mas o Senhor que servimos é o mesmo. Há diferentes habilidades para realizar o trabalho, mas é o mesmo Deus quem dá a cada um a habilidade para fazê-lo (1 Coríntios 12.5-7).
Estima-se que 54% dos jovens brasileiros querem ser voluntários, mas não sabem por onde começar. Outra pesquisa diz que somente 7% dos jovens brasileiros prestam serviço voluntário, contra 62% nos Estados Unidos. Para mudar este quadro, dou uma sugestão: vamos começar em nossas câmaras municipais. Seria uma boa escola de cidadania política para aqueles que pretendem seguir no serviço público e exclusivo de prefeito, deputado etc. O voluntariado na vereança poderia ser exemplo e em parte o remédio para tanta ganância e corrupção em muitos setores da sociedade.

Marcos Schmidt
Pastor luterano
Igreja Evangélica Luterana do Brasil
Comunidade São Paulo, Novo Hamburgo-RS
11 de setembro de 2008

domingo, 12 de junho de 2011

Desculpas para não ir à Igreja - 007

Muito doente para ir à igreja.

cão doenteVeja nos menus acima, onde encontrar uma igreja luterana no Brasil.
E ao lado, confira o horário do próximo culto na Castelo Forte de Nova Venécia-ES.

sábado, 11 de junho de 2011

Jornalista profeta

Penso que o jornalismo investigativo tem cumprido um papel profético.
Giovani Grizotti é o nome do jornalista que tem feito por merecer o título de profeta dos novos tempos, denunciando crimes, corrupções e verdadeiras maldades contra o povo, expondo de maneira tão evidente que deixa rubros até os mais desavergonhados do mundo.
Nos textos bíblicos a principal função dos profetas não era prever o futuro, mas sim chamar as pessoas ao arrependimento. Para atingir seu objetivo, os profetas, em nome de Deus, apontavam com força os erros cometidos. Assim fez Natã ao repreender o rei Davi, igualmente Amós, Jeremias, João Batista e todos demais profetas.
profeta jeremias A verdade é que não apenas os vereadores de Triunfo, flagrados passeando em Foz do Iguaçu, precisam arrependimento. Todos nós necessitamos. Ainda que não tenhamos sido filmados, temos que admitir muitos erros em pensamentos, palavras, ações e omissões.
Se ainda não existem câmeras nos seguindo, lembremos que os olhos de Deus acompanham tudo. É hora de cessar a corrupção. É hora de parar com as traições, com aquilo que julgamos que ninguém sabe. É hora de mudar de vida! Antes que nossos erros sejam escancarados diante de todos.
A Escritura nos diz que “tudo o que está oculto será revelado” (Lc 8.17). Ela também diz que, “se dissermos que não temos pecado, a nós mesmos nos enganamos e a verdade não está em nós”. A Escritura também nos motiva ao afirmar que se pararmos de tapar o sol com a peneira, isso é, “se confessarmos os nossos pecados, Deus é Fiel e nos perdoará” (1 Jo 1.8-9), nos dando a chance de recomeçar.
Na reportagem do Grizotti, a presença das câmeras fez com que muitos fugissem de medo. Era a evidência que também tinham algo a esconder, a ocultar. Com a força do perdão conquistado por Jesus podemos viver uma nova vida, onde os olhos de Deus não representam uma filmadora que quer acusar e revelar pecados, mas proteger e acompanhar.
Pastor Ismar Lambrecht Pinz
11/08/2010
Comunidade Cristo Redentor, Três Vendas, Pelotas-RS

sexta-feira, 10 de junho de 2011

Ministério Pastoral

CORCS002 Cremos, ensinamos e confessamos que o ministério pastoral é um ofício ordenado por Deus para administrar publicamente a palavra de Deus e os sacramentos. Os ministros não constituem uma classe especial de pessoas, como os sacerdotes do Antigo Testamento. Sendo todos os cristãos sacerdotes reais, ninguém tem o direito de sobrepor-se aos outros. Por isso, só o chamado de uma congregação torna alguém um ministro. O ministro exerce publicamente as funções que todos os cristãos exercem em particular.
Referências: At 6.2; 1Pe 2.9; Tt 1.5-7; At 20.17,28; 1Co 14.34ss; 1Tm 2.11.

quinta-feira, 9 de junho de 2011

O mundo num clic

O acesso a internet está cada vez mais democrático. O clic que há pouco era artigo de luxo, está cada vez mais presente nos lares. Com ele não há distância que impeça a comunicação, contas são pagas, negócios são fechados, pesquisa e informação estão nas mãos. Na mesma velocidade e praticidade que trazem benefícios, trazem prejuízos e problemas movidos pela má fé de muitos. Fato foi a ação de hackers apontados como responsáveis por um apagão que atingiu 15 estados brasileiros no ano passado, trazendo muita dor de cabeça.
O clic põe o mundo na ponta dos dedos de cada vez mais pessoas, como ferramenta de trabalho ou entretenimento precisa ser usada com moderação e cuidado. Pessoas já tiveram suas contas varridas, privacidade roubada, honra e moral destruídas. As redes de relacionamentos expõem a vida sem limites, problemas de pedofilia na rede têm sido deflagradas ultimamente, uma prática crescente, absurda e lucrativa. Sites de vídeos viraram febre para todo tipo divulgação, alguns flor_clic preocupantes como registrados na última madrugada do dia 26, onde dois adolescentes gaúchos, ele com 16 e ela com 14 anos, convocaram internautas acordados naquele momento para uma apresentação sexual ao vivo. A mãe da jovem no dia seguinte mostrou-se surpresa e apavorada com a atitude da filha, relatou que não foi por falta de orientação e limites.
Limites, como estabelecê-los? Os jovens estão cada vez mais isolados, informados e precoces com todo tipo de informação que conseguem ali, sozinhos na frente do computador. E se há poucos anos a crítica era para a televisão que calava toda a família reunida enfrente à tela, hoje é o computador com programação prevista para muitas 24horas.
Se o clic ganha o mundo em milésimos de segundos, precisamos antes de tudo preparar dedos, olhos e mentes, que com ele viajam e que estão bem próximo a nós. Pode demorar um pouco, mas sem educação senso de responsabilidade e ética um clic pode ser fatal. O clic que leva a uma verdadeira viagem virtual, não deve nos esquecer do fato que somos de carne e osso, precisamos de identidade e objetivos claros “alguém vai dizer: ‘eu posso fazer tudo o que quero’. Pode, sim, mas nem tudo é bom para você. Eu poderia dizer: ‘posso fazer qualquer coisa’. Mas não vou deixar que nada me escravize” (1ª Coríntios 6.12). Os limites do mundo virtual e do clic, poderiam bem representar estas palavras: “eu vim para que tenham vida e vida em abundância” (João 10.10), mas esta é a verdade, bem real e viva de Jesus antes do clic final, depois de salientar do cuidado daquele que vem de mansinho, rouba, mata e destrói, não falava da internet, mas aponta para um fato: vivemos por um clic.
Márlon Hüther Antunes
Teólogo e Pastor da Igreja Luterana em Maceió,/p>

quarta-feira, 8 de junho de 2011

Creio na Ressurreição da Carne - 005

HOMEM01 3.1 - Que é o homem? - Deus formou o homem do pó da terra. Por isso ele se chama Adão (terra). Disse Deus: “Façamos (nós, a Trindade) o homem à nossa imagem, conforme a nossa semelhança” (Gn 1.26). “Deus (Jesus, Jo 1.2) formou o homem do pó da terra, e lhe soprou nas narinas o fôlego da vida, e o homem passou a ser alma vivente”(Gn 2.7). Olhando, no entanto, com a razão para o curso da vida de uma pessoa e de um animal, não vemos diferença, exceto o fato de o homem ser um animal racional, e ambos voltam ao pó da terra. Por isso diz Salomão: “O que sucede aos filhos dos homens, sucede aos animais; o mesmo lhes sucede: como morre um, assim vemos o outro” (Ec 3.19-21). Mas, olhando para o que Deus diz sobre a criação, vemos que Deus deu ao homem algo mais do que só um corpo material. O homem recebeu o fôlego da vida diretamente de Deus. O homem foi criado alma vivente. Deus lhe deu uma alma, ou espírito (Cf.: Ex 12.7; Lc 23.43; Lc 16.22-23; Fp 1.23; 2Co 5.8; Mt 10.28; Lc 23.46; At 7.58; Ec 3.1-3). O que é a alma ou o espírito do homem? Ninguém o pode explicar. Deus é Espírito (Jo 4.24). Anjos são espíritos (Hb 1.14). Nós, seres racionais, só podemos analisar o que vemos e sentimos. O invisível foge à nossa compreensão. Cabe-nos aceitar e confiar naquilo que Deus nos diz em sua palavra. Por isso cremos que somos corpo e alma. E o que é a alma? É a sede dos sentimentos, do ânimo. A alma está intimamente ligada ao corpo, que é sua casa (2Co 5.1). A alma atua pelo corpo e pelos sentidos (1Co 13.11). A alma age pelo corpo e pelos órgãos do corpo. E Deus se comunica conosco pelos sentidos da razão. “A fé vem pelo ouvir e o ouvir da palavra de Deus” (Rm 10.17). “Abriu-lhes o entendimento para compreenderem as Escrituras” (Lc 24.17). Por natureza, devido ao pecado original, somos em coisas espirituais cegos, mortos e inimigos de Deus (Rm 1.28; Ef 4.17; Ef 2.5; 1Tm 6.5; 2Tm 3.8; Tt 1.15). A alma está tão ligada ao corpo e toda sua percepção depende do corpo. O apóstolo Paulo afirma: “ Como crerão naquele de quem nada ouviram” (Rm 10.14). Mesmo que Deus nos tenha amarrado à sua palavra, ele, na verdade, está livre para agir quando, como e onde quer. O apóstolo Paulo fala disto em 2Co 12.2-4. O Espírito Santo atuou em João Batista, quando ele ainda estava no ventre materno (Lc 1.44). Satanás também procura agir nas pessoas. Ele domina nos que lhe pertencem e tenta os cristãos constantemente, tendo em nossa carne um forte aliado (1Pe 5.8; 1Co 6.18; Gl 5.16-26). Se alguém sede às tentações, Satanás volta a fazer habitação naquela pessoa (Lc 11.25; Ef 6.12).
Assim a grande diferença entre homens e animais está nisto que o homem recebeu uma alma, conforme a imagem divina (Gn 1.27), e tem uma relação única com Deus. Ele é servo e administrador de Deus em relação às outras criaturas (Sl 8.5-8).
Continua…
Horst R. Kuchenbecker

terça-feira, 7 de junho de 2011

A TV e o sexo

A TV digital está sendo anunciada! Promete-se uma imagem ainda mais nítida, sons ainda mais reais!
Fico feliz com essas inovações, mas por outro lado, os conteúdos televisivos preocupam.
Pesquisadores do instituto RAND recrutaram e entrevistaram jovens entre 12 e 17 anos durante os anos de 2001 a 2004. Chegou-se a evidente conclusão de que os programas de TV que apelam para o lado sexual são prejudiciais às crianças e adolescentes e geram comportamento de risco.
Televisão não é coisa do diabo! Sexo não é coisa do diabo. É importante dizer isso, para não ser taxado prematuramente de moralista, careta, antiquado ou ultrapassado. O que a pesquisa revelou, e o que quero destacar é o perigo da banalização, do status descartável e animalesco que se dá ao sexo na maioria dos programas de televisão.
Sexo é criação de Deus, está dentro dos planos divinos para o homem e a mulher. Não somente para a procriação, mas igualmente para um relacionamento íntimo, de amor e responsabilidades mútuas e maduras. Portanto, sexo é algo bom e precioso! Deus o blindou, o protegeu com o casamento, o reservou para um casal adulto, que se ama, e que, em nome deste amor, estabelece uma nova família.
A TV tem enorme força e influência na vida da gente. Ela faz a cabeça da maioria! Ela influencia a maneira de ser, de agir e reagir das crianças e jovens. Em todo lugar percebe-se meninos e meninas pressionados a entenderem tudo sobre sexo, usando palavreado obsceno e sujo. Não é de se espantar que a família está se desestruturando. Uma letra, de uma determinada música (agora já velha também) revela a pressão da mídia e o jeito como a sexualidade é enfocada. Ela diz: “beijo na boca é coisa do passado, a moda agora é, é namorar pelado!”
Em nome do lucro dos apelos sexuais, alimenta-se o excesso de maníacos, fomenta-se a formação e ação de pedófilos, de estupros, de infidelidades, de doenças sexualmente transmissíveis, de gravidez precoce, etc. Depois a sociedade chora!
A Bíblia fala contra a imoralidade sexual, ela condena a infidelidade, o abuso! Mas, a Palavra de Jesus não é valorizada, talvez porque não entrou para a era digital, ou porque “não dá ibope”.
Porém, quando o vazio doer no coração, quando a solidão daquele que foi de todo mundo, mas que não é verdadeiramente de ninguém doer na alma, não haverá imagem digital, nem programa de grande audiência que irá nos entreter. Por outro lado, é bom saber e dizer que o amor e a misericórdia de Deus não se desligam com controle remoto e que estão sempre disponíveis em Jesus. Na força do seu perdão e na sabedoria dos seus conselhos, a vida fica bem melhor!

Pastor Ismar Lambrecht Pinz
Congregação Cristo Redentor, Bairro Três Vendas, Pelotas-RS.
05/11/2008

segunda-feira, 6 de junho de 2011

Ninho do Chupim

Todo mundo sabe que a China, campeã em piratear produtos de marca, tenta esconder muita coisa dos estrangeiros. Mas a farsa envolvendo esta menina chinesa que cantou "Ode à Pátria" na cerimônia de abertura merece o ouro olímpico da falsidade. O playback que enganou 91 mil pessoas no estádio Ninho do Pássaro e 2 bilhões de telespectadores de todo o mundo foi explicado pelo diretor musical: a verdadeira cantora não era bonita o suficiente para representar a China. Com isto a menina Yang Peiyi, sem graça e com os dentes fora do lugar, apesar da brilhante voz, foi trocada por outra que não canta, mas encanta. Uma injustiça que o Sábio do Eclesiastes já reclamou:
Eu descobri mais uma coisa neste mundo: nem sempre são os corredores mais velozes que ganham as corridas (9.11).

O Ninho do Pássaro deveria, por isto, mudar de nome: o Ninho do Chupim – aquele bichinho esperto que coloca seus ovos no berço alheio e engana os outros passarinhos.
É claro que em certas situações, esconder o que foge da estética torna-se uma atitude de defesa. A mulher sabe disto e tem todo o direito de se produzir. O homem reconhece a eficácia de uma roupa bonita e elegante. A própria natureza acoberta seus defeitos para exibir majestosamente o encanto da sua beleza exterior. O que seria do pavão sem a plumagem multicolorida, da árvore sem a tonalidade do verde diverso, do mar sem o azul exuberante das águas? É obra do Criador, que faz algo parecido na vida do cristão. Paulo escreve que Deus confeccionou uma nova roupa para o ser humano, que é revestida na pessoa por meio da fé, e que faz dela parecida com a beleza perfeita de Cristo – escondendo assim a velha natureza do pecado (Colossenses 3.10). No entanto, certas aparências externas enganam para o mal. Jesus alertou:
Cuidado com os falsos profetas! Eles chegam disfarçados de ovelhas, mas por dentro são lobos selvagens (Mateus 7.15).

Deste tipo de gente está cheio na religião, na política, na família, ludibriando e extorquindo. Por isto a dica do Salvador:
- Vocês os conhecerão pelo que eles fazem.

Isto me obriga a olhar no espelho e perguntar: Qual a roupa que uso? A nova vestimenta do pastor Jesus ou o velho disfarce da ovelha?
Pelo jeito, este embuste "made in China" na abertura dos jogos é apenas uma peninha do chupim. Dizem que a explicação para tantos recordes mundiais dos últimos tempos são os anabolizantes e a facilidade de fraudar um exame antidoping por aqueles que detêm a tecnologia. Isto faz parte da história humana, coisa que o Sábio descobriu ao dizer que nem sempre são os corredores mais velozes que ganham as corridas. Mas, e no jogo da minha história, o que é legítimo e o que é fraude? A recomendação bíblica neste ninho de falsificações, no entanto, permanece:
Não mintam uns aos outros, pois vocês já deixaram de lado a natureza velha com os seus costumes (Colossenses 3.9).
Marcos Schmidt
Pastor luterano
Igreja Evangélica Luterana do Brasil
Comunidade São Paulo, Novo Hamburgo-RS

domingo, 5 de junho de 2011

Desculpas para não ir à Igreja - 006

Muito cansado para ir à igreja.

cansado1Veja nos menus acima, onde encontrar uma igreja luterana no Brasil.
E ao lado, confira o horário do próximo culto na Castelo Forte de Nova Venécia-ES.

sábado, 4 de junho de 2011

Jesus é o Messias, o nosso bom Pastor

4º Domingo de Páscoa - C
Que a graça do Senhor Jesus Cristo, o amor de Deus e a presença do Espírito Santo estejam com todos vocês! (2Co 13.13).
Sl 23 / At 20.17-35 / Ap 7.9-17 / Jo 10.22-30
Jesus é o Messias, o nosso bom Pastor!
A Paz do Senhor Jesus esteja com todos vocês. Amém!
Jesus olhando o mar Uma das mais antigas atividades campesinas do povo de Israel era o trabalho de pastorear ovelhas. Era considerado uma importante ocupação na época de Jesus. A atividade pastoril com as ovelhas acontecia em locais “abertos” como os campos, diferente do gado criado nas “fazendas”. Os rebanhos de ovelhas necessitavam passar a maior parte do tempo ao ar livre. Eles eram conduzidos pelos pastores aos morros, onde podiam descer no outono para os vales que ainda tinham pastos verdes, ou às terras “incultas” no deserto da Judeia. Os pastores eram os responsáveis pela condução, cuidado, proteção e manutenção dessas ovelhas. Estavam expostas a perigos e situações difíceis que exigiam uma boa habilidade e dedicação do pastor. O trabalho poderia ser fácil e tranquilo se os rebanhos fossem compostos de uma dúzia de ovelhas. No entanto, declarações bíblicas e relatos da época apontam para a composição de milhares e até dezenas de milhares desses animais. As características da relação entre o pastor e as ovelhas eram muito conhecidos e reais ao povo palestino dos dias de Cristo.
Em João 10.22-30 temos o relato que o povo estava reunido em Jerusalém, por ocasião da Festa da Dedicação, quando algumas pessoas perguntaram a Jesus: “você é ou não o Messias?” (Jo 10.24). Jesus não responde com um simples “sim”, pois o povo esperava um Messias diferente! Jesus evidencia suas “credenciais” de Messias e sua pretendida relação com o povo com uma comparação: a relação entre o Bom Pastor e suas ovelhas.
Jesus é o Messias, o nosso Bom Pastor porque as obras que ele faz pelo poder do nome do Pai falam a favor dele (v. 25)! Um pastor de ovelhas realizava uma série de atividades diárias para que seus animais estivessem bem. Exigia dedicação e atenção exclusiva. Pelo convívio constante, havia uma relação íntima e estreita em que as ovelhas identificavam seus pastores e vice-versa. Jesus chama a atenção daquele povo quando diz: “mas vocês não creem porque não são minhas ovelhas” (v. 26).
Muitos não creem que Jesus é o Filho de Deus. Rejeitam-no como Senhor e Salvador. Ignoram a voz e o chamado do Bom Pastor. São como ovelhas desorientadas, perdidas, desgarradas. Pertencem a outro rebanho e aprisco.
O Bom Pastor cuida, alimenta, protege, ampara, livra das situações perigosas e dá a sua vida para salvar seu rebanho. É o que Jesus fez e faz por nós. Por isso, Cristo é o nosso Bom Pastor, pois deu a sua vida para que nós tivéssemos vida em abundância. A sua vida e obra neste mundo atestam em favor dele como Messias prometido no Antigo Testamento. Nós somos seu povo amado e escolhido para sermos suas ovelhas.
Jesus é o Messias, o nosso Bom Pastor porque as suas ovelhas escutam a sua voz, ele as conhece e elas o seguem (v. 27)! Ao levar os animais para beberem água pela manhã os pastores gritavam num tom peculiar de modo que as ovelhas logo ouviam e identificavam a voz do seu pastor. Dentre as muitas vozes e ruídos sonoros, ouviam com atenção e discerniam a voz do seu respectivo pastor. Também era comum que os pastores tocassem gaita ou flauta enquanto caminhavam com as ovelhas.
Muitas pessoas, ao contrário do rebanho do Bom Pastor, não querem ouvir o que Deus tem a lhes dizer. Ou ainda, se escutam, não discernem a voz que conduz à vida e salvação eterna. São muitas as vozes e os ruídos sonoros que se apresentam ao alcance dos nossos ouvidos. Muitas pessoas não as identificam com precisão e acabam seguindo vozes alheias e estranhas. Quais são as vozes que se apresentam e alcançam seus ouvidos hoje? Você consegue reconhecê-las com exatidão? Você segue a voz do Bom Pastor Jesus?
Jesus diz assim: “As minhas ovelhas escutam a minha voz; eu as conheço, e elas me seguem” (v. 27). A relação de amor estabelecida por Deus faz com que identifiquemos sua voz, suas orientações, seus mandamentos, suas palavras de consolo e conforto. A voz de Cristo nos chama para junto de si, para sermos cuidados, amparados e guiados por ele. Quem pertence a Deus o reconhece e o segue nos caminhos da vida que ele nos conduz.
Jesus é o Messias, o nosso Bom Pastor porque ele cuida e protege suas ovelhas e lhes dá a vida eterna (v. 28). Os rebanhos passavam o inverno protegidos. Depois as ovelhas eram levadas uma semana antes da Páscoa e voltavam somente em meados de novembro. Por este tempo, estavam expostas a intempéries, perigos diversos e acontecimentos indesejáveis. Algumas se afastavam para longe ao ponto de se perderem e necessitarem urgentemente da ação e do resgate do pastor. Outras adoeciam. Ainda outras se expunham facilmente aos ataques dos animais ferozes. Hienas, chacais, lobos e até ursos surgiam com frequência para abocanhar as ovelhas. Não eram raras as vezes que o pastor tinha de enfrentar e lutar com feras selvagens que atacavam o rebanho.
Do mesmo modo, muitas pessoas estão expostas a uma série de perigos e caminhos que levam à morte. Aqueles que se afastam do rebanho de Deus se expõem ainda mais aos perigos e caminhos de morte. Muitos se afastam e acabam se perdendo sem saber como voltar. Desorientados são facilmente enganados. Sem contar aquelas pessoas que se tornam alvos e presas fáceis para a ação do diabo e do maligno. Em 1º Pedro 5.8 temos a orientação divina que diz “o diabo, anda por aí como um leão que ruge, procurando alguém para devorar.” Às ovelhas atentas, fica o alerta!
O Bom Pastor Jesus também diz: “Eu lhes dou a vida eterna, e por isso elas nunca morrerão. Ninguém poderá arrancá-las da minha ao. O poder que o Pai me deu é maior do que tudo, e ninguém pode arrancá-las da mão dele. Eu e o Pai somos um” (vv. 28-30). Jesus quer ser o nosso pastor. Com seu grande amor quer cuidar de nós. Com sua graça ele nos salva. A sua proximidade nos traz segurança e proteção. Os bons pastores amam suas ovelhas e estas correspondem ao seu amor. Jesus cristo é o Bom Pastor e nós somos suas ovelhas. Ele quer que ninguém se perca, mas que todos sejam salvos para vida eterna. Essa é a mensagem de consolo e conforto: Jesus é o Messias, o nosso Bom Pastor porque ele cuida e protege suas ovelhas e lhes dá a vida eterna (v. 28). Que Deus exerça este ofício entre nós! Amém.
E a paz de Deus, que ninguém consegue entender, guardará o coração e a mente de vocês, pois vocês estão unidos com Cristo Jesus. Amém. (Fp 4.7)

Soli Deo Glória

sexta-feira, 3 de junho de 2011

O túmulo vazio de Cristo

Uma revista eletrônica, especializada em túmulos, trás fotografias de catacumbas em que estão sepultadas pessoas famosas que mudaram a história. São verdadeiras obras de arte, em que se gastaram fortunas de dinheiro para construí-las e que atraem milhares de turistas de toda parte do mundo.
túmulo de colombo Na cidade de Medina, na Arábia, por exemplo, está o túmulo de Maomé, o fundador do Islamismo. No Kremlim, em Moscou, num caixão de vidro, está o corpo de Lenin, o fundador do comunismo. Em Paris, na França, está o túmulo de Napoleão, o grande general francês que quis conquistar a Europa. Em Wittemberg, na Alemanha, está o túmulo de Lutero, o reformador da igreja. Em Sevilha, na Espanha, está o túmulo de Colombo, o descobridor da América. Em Cairo, no Egito, está o túmulo de Ramsés II, o faraó que escravizou o povo de Israel.
Em algumas desses túmulos é possível ver o corpo da pessoa que ali foi sepultada: todo deformado, ressecado, um verdadeiro bacalhau. Como se costuma dizer: “Por fora bela viola, por dentro pão bolorento”.
túmulo de lutero Esses corpos ressecados e todas as sepulturas são uns sinais de derrota e fracasso de tudo quanto é humano. O homem, por mais rico e poderoso que seja, não escapa da morte.
Enquanto esses corpos e todas as sepulturas são uns sinais de derrota e fracasso do ser humano, o túmulo vazio de Cristo simboliza vitória, esperança e vida.
Sexta-feira Santa havia sido um dia negro para os seguidores de Cristo. Não podiam compreender o que estava acontecendo com o seu Mestre. Cristo tinha sido a sua grande esperança. E agora, de repente, se vêm desiludidos: mataram o seu líder. Nada mais lhes restava senão enterrar o seu corpo e voltar para suas atividades. Aquela sepultura parecia o fim de sua esperança.
Mas veio a manhã de Páscoa, e com ela o maior acontecimento da história: Cristo ressuscitou, saiu da sepultura, tornou a viver. Ali estava o túmulo vazio, a pedra removida e os lençóis em que ele estava embrulhado. Os discípulos mal conseguem acreditar no que aconteceu. Será verdade o que estamos vendo? Será que não estamos sonhando?
Não. Eles não estavam sonhando. Cristo realmente ressuscitou. E para não deixar nenhuma dúvida na mente dos seus seguidores, ele aparece a todos eles, come com eles e fica junto com eles durante quarenta dias, falando do reino de Deus. E nesses quarenta dias ele aparece a centenas de pessoas, sendo que de uma só vez para mais de quinhentas pessoas.
Isso é importante, pois Deus quer que tenhamos certeza da ressurreição de Cristo. Diz o apóstolo Paulo: “Se Cristo não ressuscitou, é vã a vossa fé e ainda permaneceis em vossos pecados” (1 Coríntios 15). Isto quer dizer que se é mentira que Cristo ressuscitou, estamos perdendo tempo na igreja. O melhor seria aproveitar a vida, já que tudo termina com a morte. É como conclui o mesmo apóstolo, usando a linguagem dos ímpios: “Comamos e bebamos que amanhã morreremos”.
Uma das coisas que mais incomoda o ser humano é a morte. O homem tem medo da morte. Por isso mesmo a evita, faz de tudo para prolongar a vida. Constrói hospitais, procura médico e gasta fortunas em remédio. Contudo, o homem continua a morrer.
Apesar de todo o progresso da ciência, medicina e tecnologia, o homem ainda não conseguiu vencer a morte. Frequentemente vemos a luta dos médicos para salvar a vida de uma pessoa importante. Mesmo estando num dos melhores hospitais, cercado pelos melhores médicos, os médicos não conseguem dar jeito no doente. É que a morte é uma coisa inevitável.
E sabem de uma coisa? Daqui a cem anos todos os seis bilhões de habitantes que estão hoje sobre a face da terra estarão mortos.
Mas há uma solução para a morte. A solução é Cristo. Para todos os que quiserem continuar a viver daqui a cem anos, Cristo oferece a oportunidade de viver. Diz ele na sua palavra: “Eu sou a ressurreição e a vida. Quem crê em mim, ainda que morra, viverá. E todo o que vive e crê e mim, não morrerá eternamente” (João 11.25-26).
Cristo, através da sua morte na cruz, tirou o poder da morte. Assim como ele ressuscitou da morte, também nós, pela fé nele, tornaremos a viver. Diz ele: “Eu vivo e vós também vivereis”.
Quando se fala em ressurreição, logo surge uma porção de perguntas: Como pode uma pessoa que já morreu há mais de cem anos, tornar a viver? O que será daqueles que morreram queimados no fogo, comido pelos animais ou destruídos pelo tempo? Será que eles também vão ressuscitar? 
jesus-savior-of-the-world A Bíblia nos diz que todos ressuscitarão, tanto os que foram queimados pelo fogo como os que foram destruídos pelo tempo. Lemos em João 5.28: “Vem a hora em que todos os que se acham nos túmulos ouvirão a sua voz e sairão: os que tiveram feito o bem para a ressurreição da vida, os que tiveram feito o mal para a ressurreição do juízo”. E em Apocalipse 20.13 lemos: “Deu o mar os mortos que neles estavam. A morte e o além entregaram os mortos que neles havia. E foram julgados, um por um, segundo as suas obras”.
Nós achamos difícil uma pessoa tornar a viver depois de cem, mil anos, ou mais, quando o seu corpo já virou pó ou desapareceu totalmente. Mas para Deus não há nada impossível. O mesmo Deus que criou o mundo do nada, que nos deu vida e nos sustenta, tem poder para ressuscitar os nossos corpos, não importando quantos anos estiverem enterrados.
Quando certa vez os saduceus perguntaram a Jesus sobre a ressurreição, querendo fazer ver que a ressurreição era uma coisa ridícula, Jesus lhes repreende, dizendo: “Errais, não conhecendo as Escrituras e o poder de Deus. Ele não é Deus dos mortos, e sim dos vivos” (Mateus 23.29).
O erro dos judeus, que negavam a ressurreição, estava em não acreditar no poder de Deus, de que Deus seria capaz de fazer uma pessoa morta tornar a viver.
Jesus, quando esteve aqui na terra, deu provas desse poder ao ressuscitar Lázaro, a filha de Jairo e o filho da viúva de Naim. Também aquelas pessoas que ressuscitaram por ocasião da morte de Jesus e entraram em Jerusalém na manhã de Páscoa, é uma demonstração do poder de Deus em ressuscitar mortos.
Por ocasião da Segunda Guerra Mundial foi afundado um navio alemão, com milhares de pessoas dentre, entre elas estava o filho de um casal de cristãos, membros da igreja luterana. O pastor, para consolar a família, fez uma cerimônia na igreja e, numa certa altura, emocionado, disse: “O filho de vocês não está mais entre nós, pois morreu afogado no mar. Mas haverá um dia em que Deus ordenará ao mar e ele vai ter que devolver o filho de vocês. Sim, o mar vai entregar o filho de vocês e ele vai voltar a viver”.
Muitos de vocês que estão lendo esta mensagem já perderam algum ente querido e hoje estão tristes, sentindo a sua falta. Pois eu quero dizer a vocês, firmado na palavra de Deus, que este seu ente querido vai ressuscitar. Não importa quanto tempo já tenha sido sepultado, qual o tamanho da catacumba que o encobre. A sua sepultura vai abrir, o seu corpo vai sair para fora e vocês vão poder vê-lo novamente.
É isso que dá sentido a nossa vida: saber que os mortos um dia vão ressuscitar. Se não fosse isso, a nossa vida seria uma tristeza, um desespero sem fim. Não teríamos condições de suportar a partida de um ente querido.
É por isso que celebramos a Páscoa. É por isso que nós estamos tão alegremos hoje. É por isso que nós, ano após ano, nos reunimos na igreja todos os domingos.
Neste dia cantamos: “O grande herói, Senhor Jesus, venceste a morte lá na cruz, venceste o próprio Satanás. E tal vitória a vida traz”.
Nesse dia ouvimos: “Ele não está aqui, ressuscitou. Cristo está vivo, ele saiu da sepultura. Se ele vive, nós também viveremos”.
Neste dia confessamos: “Creio na remissão dos pecados, na ressurreição da carne e na vida eterna”.
Ressurreição - mulheres à porta Nesse dia exclamamos: “Tragada foi a morte pela vitória. Onde está, ó morte, o teu aguilhão? O aguilhão da morte é o pecado e a força do pecado é a lei. Graças a Deus que nos dá a vitória por intermédio de nosso Senhor Jesus Cristo”.
Daqui a pouco nosssa vida vai voltar ao cotidiano, mas, por Cristo, estaremos cheios de fé, coragem e confiança, dispostos a enfrentar mais uma semana de trabalho. E, agradecidos, terminamos cantando: “Jesus, eu quero te servir: pois tu quiseste me remir. Demais irás me despertar e aos céus contigo me levar”.
Que a lembrança da ressurreição de Cristo nos conforte em todos os momentos da nossa vida, especialmente nas horas de provação. Amém.
Lindolfo Pieper
Jaru-RO – Brasil
Igreja Evangélica Luterana do Brasil (IELB)

quinta-feira, 2 de junho de 2011

quarta-feira, 1 de junho de 2011

Creio na Ressurreição da Carne - 004

III – AFIRMAÇÕES

DA ESCRITURA SOBRE A

RESSURREIÇÃO


Ressurreição - Maria procurando Jesus no túmulo Ao nos aproximarmos da doutrina da ressurreição, queremos fazê-lo com “temor e tremor” (Is 6.2), e a súplica: Senhor Jesus, leva nossa razão cativa à tua palavra, pois o mistério da ressurreição da carne excede à nossa compreensão.
Contemplando a história da ressurreição de Jesus, ficamos impressionados com a incredulidade dos discípulos de Jesus e a rápida aceitação do fato pelos inimigos de Cristo. Os inimigos de Cristo logo se lembraram das palavras de Cristo sobre sua ressurreição e temeram a possibilidade. Eles procuraram impedir a ressurreição, colocando guardas no sepulcro (Mt 27.62-66). E quando os soldados lhes trouxeram a notícia da ressurreição de Jesus, os fariseus não duvidaram, nem correram para a sepultura a fim de se certificarem do fato. Eles estavam tão certos do fato que, em sua inimizade contra Cristo, planejaram combater a verdade, semeando a mentira. Pagaram alto preço aos soldados para que mentissem ao povo. Enquanto isso, os discípulos, mesmo tendo ouvido de Jesus várias vezes a afirmação de que ele haveria de ressuscitar no terceiro dia, conforme profetizado no Antigo Testamento, não creram (Mt 16.21; 17.9; Sl 16.10; Mt 12.40; Jo 20.9). Custou-lhes acreditar. Foi necessário que o próprio Senhor Jesus lhes aparecesse várias vezes e lhes abrisse o entendimento para crerem (Mt 28.17). De fato, ninguém pode crer por “própria razão ou força” em Cristo e na doutrina da ressurreição. Esta doutrina é totalmente contrária à razão. É preciso que o próprio Jesus e o Espírito Santo nos convençam, abram nossa mente, gerem a fé e nos mantenham nesta fé. E Deus quer fazê-lo por sua palavra e seus sacramentos. Esta graciosa ação de Deus Espírito Santo de nos abrir os olhos e nos levar à fé, a Bíblia chama de renascimento e de a primeira ressurreição (Ap 20.5). A fé cristã é a nova vida, a vida espiritual. Mas, antes de falarmos da doutrina da ressurreição, é preciso clarificar o que é o ser humano, o que é a morte, como a morte foi vencida e então detalhar a pergunta: Em que consiste a ressurreição da carne?
Continua…
Horst R. Kuchenbecker

A música no Culto


Um dos elementos mais presentes no culto divino certamente é a música. Desde os tempos bíblicos ela teve papel importante na vida do povo de Deus, como meio de conduzir a Palavra de Deus e como forma de expressar a alegria na adoração. Ainda hoje ela pode ser uma forma maravilhosa de a igreja propagar sua doutrina e sua fé, e de os filhos de Deus expressarem seu louvor ao Criador. Mas é também através da música que as doutrinas falsas podem encontrar um campo fértil para se propagar.
Os dois lados da inovação

Vivemos numa época em que o mundo produz uma grande variedade de ritmos musicais. Muitos dos sucessos musicais têm ascensão e queda em questão de poucos dias e logo dão lugar a outros ritmos. Boa parte das músicas torna-se produto descartável. Isto impõe uma acelerada busca pelo que é novo. A igreja acaba sendo contagiada por este embalo alucinante e entra na onda da inovação na sua forma de adorar. Pergunta-se: isso é bom ou ruim?

O perigo da avalanche inovadora é que ela pode banalizar a qualidade musical e empobrecer o conteúdo teológico dos hinos. Ou seja, a vasta musicalidade, em lugar de promover a Palavra, pode sufocá-la e restar apenas ritmos. Pode também levar a igreja a descartar a hinódia histórica herdada do passado, que por séculos serviu de referênia para milhões de cristãos. Com o passar do tempo, a onda inovadora pode gerar mais confusão do que crescimento.

Mas há também o lado bom. A busca pelo novo pode despertar novos músicos e novos estilos musicais na igreja. A igreja tem a oportunidade de sair da sua velha forma de cantar, pois não é a única forma de adorar ao Senhor. Se alguém acha que o uso de variados instrumentos musicais, o uso de outros ritmos, de bater palmas e danças está errado, leia os salmos. Eles falam muito destes recursos.

Por outro lado, há reclamações de que muitos dos nossos hinos são pesados e cansativos de cantar. Clama-se, então, por uma música mais alegre e dinâmica, inclusive com ritmos variados e que mexam com os sentimentos. Cresce também o coro daqueles que reclamam dos conjuntos musicais nas igrejas, principalmente dos que têm bateria, pois o volume é elevado para ambientes pequenos.

Qual a finalidade da música no culto?

Primeiro. Neste mundo que produz milhões de ritmos diferentes a cada dia, é difícil, senão impossível, encontrar ritmos que agradem a todos.

Segundo. Nossos sentimentos e nossas emoções também são obra divina. Somos emotivos e temos necessidade de extravasar nossas emoções. Assim, não está errado, ao ouvir uma música ou cantar um hino, romper em alegria ou desabar em lágrimas. Isso pode acontecer naturalmente. Mas é bom lembrar que esta não deveria ser a primeira finalidade de uma música na igreja. O culto tem sempre o propósito de fortalecer nossa fé em Jesus pela Palavra e pelos sacramentos. Os sentimentos deveriam vir como resposta ao amor de Deus.

Terceiro. A finalidade maior de qualquer recurso musical no culto deveria ser o de conduzir a Palavra de Deus, sua vontade e seu ensino. Da mesma forma, um conjunto musical não deveria servir de atração no culto, mas ter a intenção de conduzir o louvor da congregação. Volumes elevados prejudicam o canto.

Quarto. Aquilo que cantamos precisa ser Palavra do Senhor e precisa estar em harmonia com a nossa teologia. Não é possível pregar uma coisa de cima do púlpito e cantar outra nos hinários e cancioneiros. O nossos hinos precisam ter conteúdo escriturísticos e linguagem clara. A igreja necessitar ter uma autocrítica e avaliar a sua hinódia para que continue sendo um meio de propagar o claro ensino da Palavra de Deus.

David Karnopp  é pastor em Vacaria, RS, membro da Comissão de Culto da IELB.



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