quarta-feira, 15 de junho de 2011

Creio na Ressurreição da Carne - 006

anjo da morte 3.2 - A morte - Deus colocou os homens no jardim do Édem. Ali estava a árvore do conhecimento do bem e do mal. Não era uma árvore especial, mas uma árvore determinada por Deus. “Do conhecimento do bem e do mal,” no sentido de revelar se o homem seria fiel a Deus ou não. Deus disse a Adão e Eva: “No dia em que dela comeres, certamente morrerás.” (Gn 2.17). Isto não era uma ameaça, mas uma séria indicação sobre o que acontecerá se desobedecerem. Deus não estava coagindo à obediência. O homem era bom. Ele tinha o bem-aventurado conhecimento de Deus e possuía o livre arbítrio. Se desobedecesse, perderia o estado de graça e bem-aventurança e seria eternamente separado de Deus. Infelizmente, Adão e Eva, tentados por Satanás, de livre e espontânea vontade desobedeceram a Deus. O apóstolo Paulo afirma: “Por um só homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado a morte; assim também a morte passou a todos os homens, porque todos pecaram” (Rm 5.12). O pecado faz separação entre Deus e os homens (Is 53.60). Deus não criou o homem para a morte e sim para a vida. Após um tempo, se o homem não tivesse desobedecido, comeria da “árvore da vida” (Gn 3.22) e passaria para a vida eterna (Pv 3.18; Ap 2.7). Também esta árvore não era uma árvore especial, mas designada por Deus para dar a vida eterna, como hoje o batismo e a santa ceia, os sacramentos que dão a vida eterna como o apóstolo afirma: “O batismo agora vos salva” (1Pe 3.21; Tt 3.5). O homem foi criado para a vida eterna. A morte não é algo natural, mas uma intromissora. Ela veio por causa do pecado. Ela separa corpo e alma. Ela rebenta o laço mais íntimo na pessoa, o laço entre corpo e alma. O corpo volta ao pó da terra do qual foi tomado e a alma comparece diante do trono de Deus para julgamento, como o afirma a Escritura: “ E, assim como aos homens está ordenado morrerem uma só vez e depois disto, o juízo” (Hb 9.27). E Jesus disse ao malfeitor na cruz: “ Hoje estarás comigo no paraíso” (Lc 23.43).
Continua…
Horst R. Kuchenbecker