
Na vida, assim como no futebol, parece haver uma grande contradição: quando menos se espera, os favoritos amargam salgadas lágrimas e para recomeçar é necessário unir forças, levantar a cabeça. Foi assim que muitos nas cidades sem acesso obtiveram ajuda, olhando para cima, na esperança do conforto que chegou do alto — pelos helicópteros, com mantimentos e donativos, básicos para a vida. Assim também podemos olhar para cima louvando, como muitos jogadores fazem no momento da comemoração do gol, ou pedindo ajuda e confiando quando as nossas forças e limitações se esvaziam. “Deus é o nosso refúgio e fortaleza, socorro bem presente nas tribulações. Portanto, não temeremos ainda que a terra se transtorne e os montes se abalem no seio dos mares; ainda que as águas tumultuem e espumejem e na sua fúria” (Salmo 46.1-3).
Deus em todos os tempos cuida das pessoas com um grande time, liderado por seu Filho Jesus, sinônimo de doação e providência pela vida, não só diária, mas eterna. Portanto, mesmo que soframos os gols contra, seguimos na certeza de que em Cristo, “somos mais que vencedores” (Romanos 8.37). Entre vitórias e derrotas, este Deus que parece tantas vezes contraditório, nos garante que nosso maior oponente — a morte — já foi vencido. É o apito do juiz. É a esperança que vem do alto!
Márlon Hüther Antunes
Teólogo e Pastor da Igreja Luterana de Maceió-AL
Teólogo e Pastor da Igreja Luterana de Maceió-AL
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