sábado, 7 de novembro de 2015

Estatisticamente falando...

Estatística está presente em tudo atualmente. Política, implantação de planos, esportes... Embora faça parte das “exatas” não parece muito “exato” você apontar para estatísticas prováveis.
A estatística, depende, na sua maior parte, não só da coleta adequada e honesta dos dados, com um método correto para interpretação dos dados coletados.
Quanto à coleta dos dados, vai influenciar até o horário em que você fizer a pesquisa. Um exemplo para entender: se você for ao mercado com fome, certamente comprará muito mais por impulso. Por isso, especialistas em economia do lar, indicam que você deve ir descansado e bem alimentado ao mercado. Assim terá mais paciência de ver o melhor preço e sua tendência para comprar supérfluos é menor.
Assim, se você quer saber sobre a real implicação da pobreza, não pode pesquisar somente entre os bairros ricos. Ali, certamente eles terão uma noção mais “filosófica” da pobreza. Nos bairros pobres, nos locais de trabalhadores braçais, você terá uma noção “prática” dessa realidade. Então é preciso que se tenha honestidade e imparcialidade na interpretação dos dados. Para clarear esta ideia: certa vez conversei com um amigo padre, que tinha uma missão em uma favela em São Paulo. Lá a paróquia tinha construído uma sede, tinha casa, templo, etc. Mas não conseguiam que o povo se integrasse à igreja. O padre resolveu fazer uma pesquisa:
— Por que vocês não vêm à Igreja, nós estamos aqui com vocês. Somos parte da comunidade. (Perguntava o padre)
— Vocês não são daqui, padre (respondeu um morador da favela).
— Como não, estamos aqui todos os dias, trabalhamos e comemos juntos.
— É! Mas se começar uma guerra entre os traficantes, vocês têm pra onde fugir, mas nós vamos ficar aqui.
Foi aí que o padre entendeu que, mesmo morando ali, ele não era dali. Ele sempre tinha outros lugares para onde “fugir”. Naquele momento ele entendeu que estavam interpretando equivocadamente os dados apresentados.
A Bíblia é cheia de estatísticas. Jesus nasceu quando se fazia um censo, que nada mais é do que a contagem de pessoas para decisões posteriores. O livro de Números traz uma contagem do povo de Israel: “Você e Arão devem fazer a contagem do povo de Israel por grupos de famílias e por famílias. Façam a lista de todos os homens de vinte anos para cima, isto é, todos os que já têm idade para o serviço militar.” (Números 1.2-3). Fora essa, ainda tem a estatística dos filhos de Jacó que entraram no Egito (Gênesis 46.27, Êxodo 1.5) e dos que saíram (Êxodo 12.37); a estatística de quantos comeram pães e peixes (Mateus 14.21); a pregação de Pedro e o número de convertidos (Atos 2.41)...
Estatisticamente falando, muita gente vai ouvir a pregação do puro evangelho, de que Jesus Cristo salva, mas vai preferir ignorar. Vai preferir “viver do seu jeito”, vai dizer que “não precisa de uma igreja”... Estatisticamente falando, há muita gente que se diz cristão e nem vai à sua Igreja. Estatisticamente falando, muitos vão viver a vida dentro da Igreja, sem nunca ter feito parte dela.
Então lembre-se da estatística que mais interessa: Jesus cumpriu 100% de sua promessa de salvação. Jesus quer 100% das pessoas na vida eterna. Jesus ama você 100%. E lembrem: até números estatísticos humanos podem falhar, mas a Palavra de Deus não falha. Estatisticamente falando ela acerta 100%.
  

Jarbas Hoffimanné formado em Teologia
 e pastor da Igreja Evangélica Luterana do Brasil,
 em Nova Venécia.
www.
facebook.com/pastorjarbas