segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Livre ou preso

Está passando no cinema “Mandela — luta pela liberdade", filme baseado no livro de memórias do carcereiro James Gregory que conviveu com Mandela por 20 anos. Conforme sinopse, o filme transcorre sob o ponto de vista do sargento James Gregory, que assume a direção da penitenciária onde se encontra o famoso detento. No começo, Gregory é extremamente racista, e está disposto a qualquer preço para que os brancos não percam o controle político do país. Aos poucos, porém, quanto mais ele tem contato com Mandela, mais começa a rever seus conceitos.
Não vi o filme, até porque foi lançado há duas semanas. Falo desta obra cinematográfica por três motivos. O carcereiro é o ator Joseph Fiennes, o mesmo que interpretou Martinho Lutero no filme “Lutero”. Amanhã é 31 de outubro — dia em que Lutero em 1517 condenou publicamente o comércio do perdão dos pecados e deu início a luta contra o “apartheid” da igreja. E há um paralelo entre o carcereiro Gregory e o teólogo Lutero. Quem conhece a história de Lutero, percebe a semelhança. Só que o preconceito deste monge agostiniano era contra ele mesmo. Tornou-se carcereiro de Deus ao ingressar no mosteiro para conseguir perdão dos pecados e paz de espírito. Confinado numa sela sob os votos da pobreza, castidade e obediência, confessou mais tarde que sentia ódio de Deus. Mas foi ali mesmo no convento, em contato íntimo com as Escrituras Sagradas, que conheceu o Deus misericordioso revelado na face de Cristo.
O termo “apartheid” significa "separação", nome dado a este regime político sul africano que durante décadas impôs a dominação dos brancos sobre os negros. A Bíblia diz que os nossos pecados nos separam de Deus (Isaías 59.2). Um “apartheid” espiritual que, graças a Deus, não existe mais. Ou como escreve Paulo:
“Em todo o Universo não há nada que possa nos separar do amor de Deus, que é nosso por meio de Cristo Jesus, o nosso Senhor” (Romanos 8.39).
Com o fim deste regime diabólico, o único carcereiro agora sou eu mesmo — na ignorância e na descrença. É o que lembra Jesus:
“Quem não crer será condenado” (Marcos 16.16).
Vencedor do Prêmio Nobel da Paz, Mandela disse que
"não há caminho fácil para a liberdade”.
O apóstolo Paulo escreveu algo parecido — ele que também esteve na prisão. Disse que Cristo nos libertou para sermos realmente livres, e que assim devemos permanecer sem voltar à escravidão (Gálatas 5.1). Pensando em tudo isto, que a liberdade não vem de mão beijada, que o carcereiro sou eu mesmo, cabe agora decidir o que fazer com as chaves.
“Eu lhe dou as chaves do Reino dos Céus”,
lembra Jesus,
“o que você fechar na terra será fechado no céu, e o que você abrir na terra será aberto no céu” (Mateus 16.19).
No final, dependendo da decisão, estarei livre ou preso.

Marcos Schmidt
Pastor luterano
Igreja Evangélica Luterana do Brasil
Comunidade São Paulo, Novo Hamburgo, RS
30 de outubro de 2008

domingo, 30 de outubro de 2011

Não mais escravos

Que a graça do Senhor Jesus Cristo, o amor de Deus e a presença do Espírito Santo estejam com todos vocês! (2Co 13.13).

Queridos irmãos em Cristo.

A Paz do Senhor esteja com todos vocês.

Nos livros de história e nas reportagens de TV e jornais vemos falar sobre escravidão. Sempre vemos o quanto é ruim ser escravo.

Anualmente vemos muitas reportagens sobre trabalhadores que viviam em regimes de escravidão ou semiescravidão, especialmente no centro e norte do Brasil. No interior de estados como São Paulo. Mas pode acontecer em qualquer lugar.

E ninguém gostaria de ser escravo. Porque o escravo não tem nenhum poder de escolha. Ele não tem salário. Ele apenas trabalha, em condições muito precárias. Muitas vezes não tem alojamento, não tem a comida necessária. Mas mesmo assim deve continuar trabalhando para poder continuar vivo. Ele não é dono de sua vida.

No texto do Evangelho de João, Jesus está falando sobre a escravidão. Ele diz aos seus ouvintes para eles crerem nele, pois só assim eles seriam realmente livres e não mais escravos.

Os judeus que ouviam Jesus disseram:

“Nós somos descendentes de Abraão e nunca fomos escravos de ninguém. Como é que você diz que ficaremos livres?” | Jo 8.33.

O que aqueles judeus não sabiam é que apesar de livres neste mundo, eles estavam presos a seus pecados. Eram escravos dos desejos da carne. Eram escravos do egoísmo... Da mentira... Da fofoca... Do desamor a Deus e ao próximo. Eram escravos da falta de compromisso com a fé. E Jesus não está falando a qualquer um. Jesus fala para aqueles judeus que creram nele, mas ainda confiavam em suas obras para ter a libertação do pecado.

Aquelas pessoas eram escravas porque, mesmo sabendo que o pecado desagrada a Deus, não conseguiam se livrar do pecado. E, muitas vezes, não queriam se livrar. Tava bom do jeito que tava.

Situações, como esta que Jesus aponta, vêm se repetindo com o povo cristão no decorrer dos séculos.

Quantos hoje são escravos de sua luxúria?

Quantos são escravos da desonestidade?

Quantos são escravos das bebedeiras e brigas? Do desamor a Deus e ao próximo?

E você? É escravo de coisas parecidas com estas?

Quem for escravo de seus pecados não terá salvação. Mas se você é escravo do pecado e quer se livrar dele, existe solução: Jesus Cristo, nosso único Salvador. Aquele que, com sua morte na cruz liberta todos do pecado e da morte eterna.

Jesus diz:

“Eu afirmo a vocês que isto é verdade: quem peca é escravo do pecado. O escravo não fica sempre com a família, mas o filho sempre faz parte da família. Se o Filho os libertar, vocês serão de fato livres.” | Jo 8.34-36.

Pode ser que pareça não fazer diferença entre o escravo e o verdadeiro filho de Deus. Afinal de contas, as portas da casa do Pai estão sempre abertas para todos que vêm aqui. E nem sempre é possível saber se uma pessoa realmente crê ou não crê em Deus...

As duas pessoas podem vir à igreja, mas aquele que escuta a Palavra do Pai celeste e não corrige sua vida, ainda continua sendo escravo. E o escravo será separado da família no devido momento. Quando apenas os filhos de Deus terão a vida eterna.

Aqueles que vêm à igreja, mas continuaram escravos do seu pecado, morrerão e ainda passarão pela segunda morte, que é o lago de fogo e enxofre, como nos diz Apocalipse. Lá no lago de fogo e enxofre, que representa os piores sofrimentos, os escravos do pecado ficarão para sempre. E terão todo o tempo da eternidade para se arrependerem. Infelizmente aquele arrependimento não servirá para mais nada.

É hora de pensar nas coisas que são lá do céu. Deixar de lado os pecados que nos cercam e buscar no Espírito Santo a fortaleza para resistir às tentações.

Viva sua fé de forma completa. Não apenas no fim de semana ou em uma ocasião ou outra. Não naquilo que você quer, mas naquilo que Deus quer. Seja cristão 100% do tempo.

Ser cristão é crer em Jesus Cristo. E uma vez que temos a fé que nos foi dada pelo Espírito Santo, temos Deus ao nosso lado para nos ajudar a resistir às tentações de Satanás.

Ser cristão é crer em Jesus.

Ser cristão é estar livre dos pecados.

Mas enquanto estamos no mundo continuamos pecadores, mesmo não sendo mais escravos do pecado. Porque o pecado não nos domina mais. Assim como diz Jesus:

“Se você continuarem a obedecer aos meus ensinamentos, serão, de fato, meus discípulos e conhecerão a verdade, e a verdade os libertará.” | Jo 8.31.

Você é escravo do pecado?

Em Jesus há liberdade pra você. E para todos que crerem.

Creia em Jesus Cristo e ouça o que ele tem a te ensinar na Bíblia. Confie nele até o fim e lembre-se que ele estará sempre junto de você para te proteger nos momentos de provação e tentação.

Venha à casa de Deus e leia a Bíblia para conhecer a verdade e ficar livre. Participe da Santa Ceia sempre que tiver oportunidade, pois a Ceia liberta do pecado também. E fortalece a sua fé no Salvador Maravilhoso que Martinho Lutero encontrou em seus estudos.

Seja filho de Deus e não escravo do pecado. Pois os filhos sempre farão parte da família. E têm a herança da vida eterna.

Que Deus te abençoe e te guarde, em nome de Jesus Cristo.

Amém.

E a paz de Deus, que ninguém consegue entender, guardará o coração e a mente de vocês, pois vocês estão unidos com Cristo Jesus. Amém. (Fp 4.7)

Pastor Jarbas Hoffimann – Nova Venécia-ES

Glórias Somente a Deus

Simbologia Cristã – A Rosa de Lutero

200910 - A Rosa de Lutero - Cópia

sábado, 29 de outubro de 2011

Últimas Coisas – Escatologia – Juízo Final

4-cavalos-do-apocalipse Cremos, ensinamos e confessamos que Deus determinou um dia, no qual julgará o mundo com justiça. Ninguém sabe quando será este dia. Naquele dia, Jesus voltará visível e glorioso. Céu e terra se desfarão. Todos serão julgados por Jesus. Aos incrédulos, Jesus dirá:
Apartai-vos de mim, para o fogo eterno, preparado para o diabo e seus seguidores.
Aos fiéis, que terão um corpo glorioso, dirá:
Vinde, benditos de meu Pai e entrai no gozo de vosso Senhor que vos está preparado desde a fundação do mundo.
Então serão criados os novos céus e a nova terra, nos quais habitará justiça.
Referências bíblicas: Jo 5.28-29; At 10.42; 1Co 15.51-52; Rm 8.18; Mt 10.28; Is 66.24; Jo 19.25-27; Mt 26.31-46; 2Pe 3.10-13; Ap 21.1-8.

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

Dia das crianças

No último fim de semana, nós comemoramos o Dia das Crianças da Congregação Casteolo Forte.

Veja a notícia no site da IELB:

http://www.ielb.teo.br/site/index.php?pagina=noticias&id=821

Batismo - Sacramentos

Batizado Cremos, ensinamos e confessamos que o sacramento do santo Batismo foi ordenado por Jesus como meio da graça pelo qual o Espírito Santo "opera a remissão dos pecados, livra da morte e dá a vida eterna a quantos crêem." Pelo Batismo, as crianças recebem a fé e se tornam filhos de Deus e, aos adultos, o Batismo sela o perdão dos pecados. Enquanto alguém permanece na fé, desfruta as bênçãos do Batismo. O Batismo deve ser administrado uma vez só, em nome do Deus triúno: Pai, Filho e Espírito Santo.
Referências: Mt 28.19; Tt 3.5; Mc 10.14; Mc 7.4; 16.16; At 22.16.

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

O que é a Igreja? Por quem ela é formada?

família na igreja Os luteranos ensinam que há uma Igreja invisível, que consiste de todos aqueles que em seus corações, verdadeira e sinceramente, crêem em Jesus Cristo como seu Salvador;
Que essa Igreja é única;
Que Jesus Cristo é o seu único cabeça e Senhor;
Que todos os seus membros possuem direitos iguais;
Que ela pode ser encontrada onde quer que o Evangelho de Cristo seja conhecido, e que durará para sempre.
Os luteranos ensinam também que há uma Igreja cristã visível, que se compõe de todos aqueles que professam a fé cristã e se reúnem em torno da Palavra de Deus. Triste, porém, é que, por causa da inerente inclinação do ser humano para o mal, sempre há, na igreja como um todo, os hipócritas, os defensores de falsas doutrinas e práticas não cristãs. Diante disso, é dever de todo cristão sincero buscar e unir-se com aquela parte da igreja visível que retém o puro Evangelho e a correta prática. Deve ser evitada a comunhão religiosa com todos aqueles que se afastam da Palavra de Deus.
Referências: Jo 18.36; Lc 17.20-21; Jo 8.31-32; 1Co 12.13; Ef 1.22-23; 2.19-22; Is 55.10-11; Mt 16.18; 13.47-48; 22.2-14; 15.9; Rm 16.17; 2Ts 3.6,14; 2Co 6.14-18.

Leitura Bíblica para a Quaresma 2026

Você sabe o que é a Quaresma? Muita gente acha que é o tempo de sofrimento e privação (jejum etc...) que começa depois do carnaval. Infelizm...