sexta-feira, 5 de agosto de 2011

Morto absolve acusado de seu próprio assassinato

espirita1 O filme “Chico Xavier” esteve por mais de três semanas consecutivas no topo das bilheterias nacionais. Em 20 de abril, O Globo já havia registrado mais de dois milhões de ingressos vendidos. Um “sucesso nacional” segundo um espectador.
O espiritismo é, sem sombra de dúvidas, um sucesso nacional brasileiro. Nem na França, onde Alan Kardec escreveu o Livro dos Espíritos, existem tantos adeptos e simpatizantes quantos no Brasil hoje, que chega a quase 2,3 milhões.
O filme, apesar de transbordante de amor, me lembrou dos velhos filmes de bang-bang. Existe um vilão e um mocinho. Quem assistiu ao filme, pôde perceber quem é quem. O padre intolerante e ignorante e um órfão dotado de poderes os quais ele não pode esconder ou guardar para si. Até o nome de seu guia espiritual sugere a proximidade com o divino: Emanuel – Deus conosco. E o melhor de tudo é que não precisamos deixar o cristianismo de lado para seguirmos o espiritismo. Pra falar a verdade, quem necessita de um salvador, já que podemos reencarnar quantas vezes forem necessárias?
espiritoTudo isto pode soar muito atrativo, mas a coisa muda quando verificamos com cautela o “verdadeiro” vilão da história (se é que podemos usar esse termo e não sermos tachados de “intolerantes ou ignorantes”). O Espírito de Deus diz claramente que, nos últimos tempos, alguns abandonarão a fé. Eles darão atenção a espíritos enganadores e a ensinamentos que vêm de demônios (1 Tm 4.1).
Mas como é que um demônio pode ditar uma carta com tantos detalhes sobre a vida dos vivos? Por que estas cartas servem de consolo, mesmo que um consolo passageiro? Como pode um demônio ter poder de, através de uma simples carta do além, inocentar um criminoso que, acidentalmente, atirou no seu melhor amigo? Paulo diz: isso não é de admirar, pois até Satanás pode se disfarçar e ficar parecendo um anjo de luz (2 Co 11.4).
espiritismo888É difícil ser cristão e espírita ao mesmo tempo. Um é oposto ao outro. Para que um possa ser o mocinho o outro tem que, necessariamente, ser o vilão. Nesse filme, um morto inocentou um vivo, mas no nosso filme, um ressurreto inocentou multidões de mortos.
Chico Xavier disse: Embora ninguém possa voltar atrás e fazer um novo começo, qualquer um pode começar agora e fazer um novo fim. Nós cremos que só Cristo, por graça e por amor, nos deu um novo começo e nos assegurou um fim que nos dá um propósito para vivermos esta vida. Não é um fim falso ou apenas outra chance, mas um começo para o eterno. Eu sou a ressurreição e a vida. Quem crê em mim, ainda que morra, viverá; e todo o que vive e crê em mim não morrerá, eternamente. Crês isto? (Jo 11.25,26).
Otto Neitzel, pastor
Igreja Evangélica Luterana do Brasil
Comunidade Luterana da Cruz

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Teologia do Chamado - opinião minoritária 1

Como o título diz, esta é uma opinião minoritária, assinada por apenas uma pessoa. Ainda há o documento oficial da LC-MS e outra opinião minoritária, que estou traduzindo e, quando pronta, será postada aqui.

Teologia do Chamado

Muita coisa está em transição na Igreja, e uma delas é a questão do Chamado Pastoral.
Começo hoje a publicar material que traduzi (com ajuda de colegas) para servir de apoio a estudo do assunto.
O documento aqui é da Lutheran Church Missouri Synod (LCMS).

Abaixo a "biblioteca" onde serão publicados os outros documentos referentes ao tema.
Na próxima postagem publicarei apenas o documento pronto. A biblioteca fica como referência para todas as publicações deste conteúdo.

Pingos de Conhecimento Litúrgico 003 - O altar

O altar:
Em posição central como o crucifixo, normalmente em um plano elevado, é a mesa onde Jesus Cristo, com seu corpo e sangue, sob os elementos visíveis da Santa Ceia, se faz presente para nós. Toalhas limpas, paramentos trabalhados e nas cores litúrgicas, flores e velas querem destacar esse lugar onde Deus marca sua presença real no sacramento e de onde ele nos assegura o perdão dos pecados. Quando encontramos no altar também a Escritura Sagrada, somos lembrados da importância da Palavra de Deus para a fé da sua igreja.altar

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Pingos de Conhecimento Litúrgico 002 – O Crucifixo

cristo_crucificado O crucifixo ou a cruz:
em posição central, que atrai o olhar do participante do culto, é um testemunho claro sobre a fé e a doutrina que habitam na Casa do Senhor. Na igreja cristã e, por isso, na igreja luterana, está em evidência a palavra do apóstolo Paulo de 1Co 2.2: “Porque, quando estive com vocês, resolvi esquecer tudo, a não ser Jesus Cristo e principalmente a sua morte na cruz”

terça-feira, 2 de agosto de 2011

Mundo hospício


Qualquer coisa pode virar doença compulsiva. Por exemplo, este famoso médico de fertilização acusado de estupro. Teria abusado a primeira vez, depois a segunda e nunca mais parou com suas perversões. Algo parecido na política onde a tara é a mentira e os violentados são o povo. Mentem uma vez, depois outra e mais outra, e no final vira obsessão. Este tipo de doença a gente vê na política, nas profissões, na religião. E pensando bem, ninguém escapa, porque de louco todos têm um pouco. São as fraquezas de cada um que Freud não explica. Na verdade, a constante luta que qualquer ser humano enfrenta é manter este maníaco bem acorrentando dentro de si. Uma batalha cada vez mais difícil numa sociedade onde "tudo está liberado" e os valores morais viraram chacota. 
E se agora estamos tão preocupados com bactérias, vírus e outros bichinhos que andam por aí nas maçanetas, carrinhos de supermercados, nos recintos fechados, é preciso se dar conta que existe coisa mais letal e que álcool gel não resolve. Aliás, se a recomendação é lavar bem as mãos, o costume é dos tempos bíblicos e ajudou os judeus contra doenças da época. Só que virou obsessão compulsiva religiosa, e por isto duramente criticada por Jesus. Escreve o evangelista que os fariseus e os mestres da Lei ficaram de cabelo em pé quando viram os discípulos do Mestre comer com mãos impuras. O Salvador não deixou por menos: "Hipócritas (...) Tudo o que vem de fora e entra numa pessoa não faz com que ela fique impura, mas o que sai de dentro (...) Porque é de dentro, isto é, do coração que vêm os maus pensamentos, a imoralidade sexual, os roubos, os crimes de morte, os adultérios, a avareza, as maldades, as mentiras, as imoralidades, a inveja, a calúnia, o orgulho, e o falar e agir sem pensar nas consequências" (Marcos 7.1-21).

Ao perceber que muita gente não tinha controle de seus atos e vivia totalmente entregue aos vícios (Efésios 4.19), o apóstolo recomendou um remédio eficaz: "É preciso que o coração e a mente de vocês sejam completamente renovados. Vistam-se com a nova natureza criada por Deus" (Efésios 4.23,24). Paulo fala de experiência própria ao confessar: "Eu era tão fanático que persegui a igreja" (Filipenses 3.6). Ele havia transformado a religião numa obsessão e por isto precisou jogar tudo fora para "poder ganhar a Cristo" (Filipenses 3.8) e ter uma mente sadia.

Neste mundo hospício onde é fácil ficar louco, vale a recomendação: "Encham a mente de vocês com tudo o que é bom e merece elogios, isto é, tudo o que é verdadeiro, digno, correto, puro, agradável e decente". (Filipenses 4.8).


Marcos Scmidt
Pastor luterano
Igreja Evangélica Luterana do Brasil
Comunidade São Paulo, Novo Hamburgo-RS
27 de agosto de 2009.

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Felicidade

Semana passada aconteceu em São Paulo a I Conferência Nacional sobre Felicidade Interna Bruta – FIB. Vários especialistas do mundo e ONGs brasileiras debateram neste encontro sobre o que faz alguém ser feliz. Segundo a antropóloga norte-americana Susan Andrews que palestrou no encontro, pessoas felizes têm sistemas imunológicos mais fortes, vivem mais tempo, têm melhor desempenho no trabalho, são mais capazes de lidar com situações difíceis, têm melhores casamentos, se saem melhor nas entrevistas de emprego, têm maior capacidade de liderança, são mais sociáveis e despertam mais empatia nas outras pessoas. Apesar do dinheiro não tornar as pessoas mais felizes, ela explica que o conceito de felicidade não implica em negar o progresso material, mas ter uma vida equilibrada entre as coisas materiais com amorosos relacionamentos e paz interior.
A psicóloga Carla Lauffer, na palestra que assisti “Felicidade Autêntica” (baseada no livro do mesmo nome de Martin Seligman), explica que “ser feliz” tem grande relação com a maneira de se enfrentar os problemas. “Os pessimistas têm um modo pernicioso de explicar seus reveses e frustrações, enquanto os otimistas têm uma força que lhes permite interpretar os reveses como resultantes de circunstâncias temporárias”. Entendo que neste mundo onde todos indistintamente passam por situações ruins, o segredo da felicidade está na “esperança”. E aqui entra o meu campo, a religião. Porque segundo pesquisas sobre os efeitos psicológicos da fé, as pessoas religiosas são fisicamente mais saudáveis e vivem mais tempo. Isto quer dizer que pessoas religiosas são mais felizes, e se são mais felizes é porque têm esperança. No entanto, creio que dependendo da religião a pessoa pode ser extremamente infeliz.
A Bíblia fala bastante sobre a felicidade. Diz que quem confia em Deus é feliz (Provérbios 16.20). Jesus, depois de mencionar as famosas “bem-aventuranças” (ou “a verdadeira felicidade” na Bíblia da linguagem de hoje), lembra:
“Fiquem alegres e felizes, pois uma grande recompensa está guardada no céu para vocês” (Mateus 5.12).
Mas será que o cristão deve enxergar tudo na expectativa do céu? E as conquistas aqui neste mundo terreno? Na verdade, não é preciso se desligar das coisas materiais para ser feliz – ter uma vida contemplativa. Como explica a antropóloga, é preciso equilíbrio. Uma harmonia que tem um segredo: confiança em Deus. É nesta direção que Jesus explica, após falar das bem-aventuranças:
“Não fiquem preocupados com o dia de amanhã, pois o dia de amanhã trará as suas próprias preocupações” (Mateus 6.34).
Se alguém me perguntar: Marcos, tu és feliz? Responderei: Sim, eu sou feliz! Não só pela certeza daquilo que me está reservado lá do outro lado, mas por tantas coisas do lado de cá. Aliás, “contentamento” vem daquilo que disse o apóstolo:
Aprendi o segredo de me sentir contente em todo lugar e em qualquer situação (Filipenses 4.12).
Marcos Schmidt
Pastor luterano
Igreja Evangélica Luterana do Brasil
Comunidade São Paulo, Novo Hamburgo-RS
06 de novembro de 2008

Leitura Bíblica para a Quaresma 2026

Você sabe o que é a Quaresma? Muita gente acha que é o tempo de sofrimento e privação (jejum etc...) que começa depois do carnaval. Infelizm...