sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Entre vitórias e derrotas

Em tempos de Copa do Mundo, o Brasil pára. Pessoas se unem numa só voz na torcida e amor pela seleção que representa a Pátria. No país do futebol, multidões, incluindo aqueles que não são grandes amantes do esporte, entram neste time. A cada vitória muitos fogos e comemoração. Ninguém quer pensar em derrotas. Um gol contra o time, gera desconforto e reclamação, mas o jogo segue e nem sempre é sinônimo de derrota e fim da linha ou desclassificação.
imagem_p6jy1elmos Mas, enquanto alguns vibram, outros choram e não celebram as demais fases. A esperança, ficou para a próxima vez. No jogo vitorioso do Brasil, no último domingo, dia 20, não foi diferente: grande parte da população se reuniu, numa só “fé”. Porém muitos, no estado de Alagoas e Pernambuco, não viram o jogo da seleção. Não havia energia elétrica e os televisores, luxo de um passado recente, não funcionaram. A bola da vez não era a temida “jabulani”, mas os dribles para preservar o que para muitos foi uma vitória — a oportunidade de seguir mais uma fase — sobreviver. Na superação frente os estragos causados pela violência das águas, pessoas se uniram na solidariedade por outras milhares, que choravam e ainda choram a tragédia que as enxurradas causaram para centenas de famílias, em dezenas de cidades. Amigos e anônimos empenharam-se para formar uma grande seleção, em prol de muitos, em nome de uma paixão maior que o futebol, o doar-se em favor do próximo.
Na vida, assim como no futebol, parece haver uma grande contradição: quando menos se espera, os favoritos amargam salgadas lágrimas e para recomeçar é necessário unir forças, levantar a cabeça. Foi assim que muitos nas cidades sem acesso obtiveram ajuda, olhando para cima, na esperança do conforto que chegou do alto — pelos helicópteros, com mantimentos e donativos, básicos para a vida. Assim também podemos olhar para cima louvando, como muitos jogadores fazem no momento da comemoração do gol, ou pedindo ajuda e confiando quando as nossas forças e limitações se esvaziam. “Deus é o nosso refúgio e fortaleza, socorro bem presente nas tribulações. Portanto, não temeremos ainda que a terra se transtorne e os montes se abalem no seio dos mares; ainda que as águas tumultuem e espumejem e na sua fúria” (Salmo 46.1-3).
Deus em todos os tempos cuida das pessoas com um grande time, liderado por seu Filho Jesus, sinônimo de doação e providência pela vida, não só diária, mas eterna. Portanto, mesmo que soframos os gols contra, seguimos na certeza de que em Cristo, “somos mais que vencedores” (Romanos 8.37). Entre vitórias e derrotas, este Deus que parece tantas vezes contraditório, nos garante que nosso maior oponente — a morte — já foi vencido. É o apito do juiz. É a esperança que vem do alto!
Márlon Hüther Antunes
Teólogo e Pastor da Igreja Luterana de Maceió-AL

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

A Tábua dos Deveres - Catecismo Menor - Em Áudio

O Catecismo Menor, escrito por Lutero, é um dos livros mais usados na instrução cristã de crianças. Originalmente se destina a ser um auxílio aos pais cristãos na educação de seus filhos.
A Tábua dos Deveres traz diversos textos bíblicos aplicáveis ao dia-a-dia do ser humano.



Este material foi gravado voluntariamente pelo Rev. Leonídio Görl.
O livro pode ser adquirido junto à Editora Concórdia.

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Orações - Catecismo Menor - Em Áudio

O Catecismo Menor, escrito por Lutero, é um dos livros mais usados na instrução cristã de crianças. Originalmente se destina a ser um auxílio aos pais cristãos na educação de seus filhos.
Hoje publicamos algumas orações que serão muito úteis para aprender a falar com Deus e também para guiar você quando quiser escrever e fazer outras orações.



Este material foi gravado voluntariamente pelo Rev. Leonídio Görl.
O livro pode ser adquirido junto à Editora Concórdia.

terça-feira, 27 de setembro de 2011

O Sacramento do Altar - Catecismo Menor - Em Áudio

O Catecismo Menor, escrito por Lutero, é um dos livros mais usados na instrução cristã de crianças. Originalmente se destina a ser um auxílio aos pais cristãos na educação de seus filhos.
O Sacramento do Altar, ou a Santa Ceia, é a comunhão no Corpo e Sangue de nosso Senhor Jesus Cristo. Aprenda toda a riqueza deste Sacramento.



Este material foi gravado voluntariamente pelo Rev. Leonídio Görl.
O livro pode ser adquirido junto à Editora Concórdia.

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Bíblia com “b” minúsculo?


ESTOU curioso para ler o recente livro de Moacyr Scliar, "Manual da Paixão Solitária", que fala da Bíblia no dia-a-dia das pessoas. Em entrevista, Scliar disse que "a cultura bíblica é decisiva na formação do Ocidente e por explorar as paixões humanas, toca as pessoas no seu cotidiano, e por isso que até hoje é um best seller" (clic RBS). No entanto, estou mais curioso do motivo que levou o redator da matéria escrever "bíblia" – com letra inicial minúscula. Está em qualquer manual de redação que os títulos de livros têm a letra inicial maiúscula. Ora, se o título do livro de Scliar está perfeitamente redigido, não entendo a razão de "Bíblia" aparecer 8 vezes no minúsculo no texto desta notícia eletrônica.
É difícil a gente não incorrer em erros, sobretudo ortográficos. Mas, têm horas que o "pré" ou o "pós" conceito faz a gente errar conscientemente. O que é uma grande tolice. Não é o caso de Scliar que disse: — "Eu não leio a Bíblia de maneira religiosa, eu leio a Bíblia de maneira literária". Mesmo sem dar crédito divino, o escritor não esconde que a Bíblia está sempre na sua mesa e a consulta regularmente, coisa que muitos cristãos esquecem de fazer ou têm vergonha de dizer.

Outro escritor famoso que gosta de ler a Bíblia de maneira literária é Luis Fernando Verissimo. Percebe-se isto por sua inteireza nas histórias bíblicas e até em doutrinas – ele que seguidamente aborda temas cristãos. Foi o que aconteceu no seu último artigo, "Armagedon". Irônico e perspicaz como sempre (e insistindo que é um ateu não praticante), Verissimo faz uma interpretação coerente com aquilo que eu já escrevi aqui sobre a guerra de Israel. "Israel precisa ouvir os seus sensatos. Precisa, principalmente, saber quem são os seus amigos", conclui, depois de criticar o fundamentalismo cristão e judaico que encara um Armagedon de carne e osso, isto é, uma batalha física e geográfica entre o Ocidente e o Oriente, entre o bem e o mal.

Por interpretações equivocadas e pela incoerência entre palavras e atitudes, isto pode explicar, em parte, a "bíblia" – no minúsculo. O crescente ateísmo, o descrédito com as instituições – sobretudo com as religiosas, a degradação familiar, a insuportável corrupção política e social, a proliferação da violência, enfim, todo este cenário caótico no "mundo cristão" diretamente nos acusa: – Onde está a Bíblia de vocês.

Assim, dá para entender que Bíblia no minúsculo nem é um erro de redação. Pode ser um problema de ação. "Não se enganem; não sejam apenas ouvintes dessa mensagem, mas a ponham em prática" (Tiago 1.22). O que não invalida o poder que ela tem, nem diminui as suas letras. E por um único fato: "Antes de ser criado o mundo, aquele que é a Palavra já existia. Ele estava com Deus e era Deus (...) A Palavra se tornou um ser humano e morou entre nós, cheia de amor e de verdade" (João 1.1,14).

No fim das contas, antes de reprovar o redator, preciso mesmo analisar se a minha vida começa com um "v" maiúsculo.

Marcos Scmidt
Pastor luterano
Igreja Evangélica Luterana do Brasil
Comunidade São Paulo, Novo Hamburgo-RS
26 de março de 2009

domingo, 25 de setembro de 2011

Que o amor de Cristo nos torne irmãos na fé

Fm 1-21
15º Domingo após Pentecostes

Que a graça do Senhor Jesus Cristo, o amor de Deus e a presença do Espírito Santo estejam com todos vocês! (2Co 13.13).
Sl 1; Dt 30.15-20; Fm 1-21; Lc 14.25-35

A Paz do Senhor esteja com todos vocês. Amém.
Queridos irmãos no Senhor Jesus.
Temos diante de nós o texto de Paulo a Filemom.
Paulo está preso, talvez em Roma ou em Cesareia. E nesse tempo ele conheceu Onésimo.
Onésimo era um escravo de Filemom que, provavelmente tinha fugido do seu senhor. E ao ouvir a mensagem do evangelho, esse escravo fugido começa a crer no Senhor Jesus.
O apóstolo não acha correta a fuga e resolve mandar o escravo de volta. Mas como resolver a situação?
Lembremos que era uma época em que se permitia ter escravos, mesmo que muitos pensassem que era errado.
crianca-que-ora O apóstolo, com a sabedoria do Senhor, resolve a situação de uma maneira maravilhosa. Ele não entra em critérios das leis do país. Paulo não discute os direitos que as leis daquele tempo, davam para um dono de escravos fugidos. Paulo aplica a maior de todas as leis, a Lei do Amor. E por esta lei, Paulo se sente à vontade para pedir a Filemom: “receba Onésimo de volta como se você estivesse recebendo a mim mesmo.” (v. 17).
Paulo, como irmão na fé, pede que Onésimo, agora não seja mais recebido como escravo, mas que seja recebido como irmão na fé. E assume até mesmo prejuízos que Onésimo possa ter dado a Filemom.
O que este texto tem a ver conosco?
Se falarmos da questão escravo e senhor, tem muito pouco. Mas considerando a situação apresentada, o texto tem muito a nos ensinar sobre o amor ao próximo. Na prática e não na teoria.
1. Amor independente da situação que se está vivendo. Paulo estava preso e, por amor, intercede por Onésimo.
2. Amor independente da situação da outra pessoa. Onésimo era um escravo fugido. E como escravo, desprezado por muitos.
3. Amor independente do que os outros poderiam alegar. Paulo intercede por um escravo fugido, mesmo que a lei estivesse a favor dos castigos que o escravo poderia sofrer.
4. Amor que leva a tentar resolver uma situação difícil. E Paulo faz isso com todo o carinho. Não procura impor nada. Mesmo podendo exigir, como afirma “eu sei que tenho o direito de exigir o que você deve fazer.”
Por amor a Onésimo e Filemom, Paulo espera que os dois irmãos se entendam. E o que une os dois é o mesmo que une a nós como Comunidade Cristã: é o amor a Jesus Cristo e o amor de Deus por nós, como nos lembra o apóstolo: “Peço a Deus que a fé que une você a nós faça com que compreendamos mais profundamente todas as bênçãos que temos recebido na nossa vida, por estarmos unidos com Cristo.”.
Acima dos problemas que possam aparecer, a vida cristã é união permanente do povo de Deus com Cristo Jesus. Esta união com o Salvador também nos une como irmãos numa mesma fé.
É nessa união e nesse amor que o apóstolo Paulo se sente no direito e na obrigação de tentar resolver uma situação ruim entre Onésimo e Filemom.
Queridos irmãos em Cristo.
Em nosso meio também aparecem discórdias. Mas será que elas valem perder um irmão em Cristo?
Em nosso meio também aparecem ideias divergentes, mas será que elas são maiores do que o amor que nos une ao mesmo Salvador e Senhor?
Será que nós vemos no outro um irmão na fé, ou alguém a ser superado e suplantado?
A semente da discórdia é plantada pelo inimigo. Às vezes por uma palavra mal compreendida. Às vezes por uma reação desmedida. Às vezes por ignorar o irmão que passa do nosso lado. E por tantas outras situações que nos machucam tanto.
uma rosa com amor É muito fácil destruir amizades e destruir aquilo que nos une. Não que Cristo seja fraco, mas é que nós fraquejamos. Nós, em vez de procurarmos resolver as situações, como foi o caso de Paulo, Onésimo e Filemom, procuramos nos livrar da situação difícil, passando de longe. Mas isso não resolve.
Porque onde há ofensa, precisa aparecer o perdão. Onde há rancor, precisa aparecer a suavidade do Senhor, para limpar nosso coração. Não é possível que dois irmãos na fé não se cumprimentem. Porque são irmãos e precisam, em amor, aprender a lidar com as diferenças.
Essa foi a atitude de Paulo, Filemom e Onésimo.
E o texto bíblico de hoje nos ensina que precisamos aprender agir com amor por todos. Sejam eles do nosso círculo de amizades ou sejam conhecidos por causa da igreja.
Paulo podia simplesmente esbravejar sua autoridade pra cima de Filemom, mas ele não o faz. Muito ao contrário o apóstolo é humilde e pede que Filemom leve em consideração o amor mútuo e o amor de Cristo por todas as pessoas.
Paulo age com brandura. Ele não busca mostrar razão, mas apresenta o amor de Jesus.
Que bom se nós sempre pudéssemos agir assim! Que bom se sempre víssemos no outro um alvo de nosso amor! Naquele que está sentado do nosso lado. Naquele que trabalha conosco. Naquele que encontramos na escola.
Quero encerrar esta mensagem com a oração de São Francisco. Um texto escrito também demonstrando muito amor ao próximo.
A oração diz:
Senhor, fazei-me instrumento de vossa paz.
Onde houver ódio, que eu leve o amor;
Onde houver ofensa, que eu leve o perdão;
Onde houver discórdia, que eu leve a união;
Onde houver dúvida, que eu leve a fé;
Onde houver erro, que eu leve a verdade;
Onde houver desespero, que eu leve a esperança;
Onde houver tristeza, que eu leve a alegria;
Onde houver trevas, que eu leve a luz;
Ó Mestre, Fazei que eu procure mais
Consolar, que ser consolado;
Compreender, que ser compreendido;
Amar, que ser amado.
Pois é dando que se recebe,
é perdoando que se é perdoado
e é morrendo que se vive para a vida eterna.
Que possamos ser assim. Amando porque Deus nos amou. Perdoando porque Deus nos perdoou, e na certeza que, mesmo morrendo, viveremos para a vida eterna. Amém.
E a paz de Deus, que ninguém consegue entender, guardará o coração e a mente de vocês, pois vocês estão unidos com Cristo Jesus.” (Fp 4.7)
Pastor Jarbas Hoffimann

Soli Deo Gloria

sábado, 24 de setembro de 2011

O Ofício das Chaves - Catecismo Menor - Em Áudio

O Catecismo Menor, escrito por Lutero, é um dos livros mais usados na instrução cristã de crianças. Originalmente se destina a ser um auxílio aos pais cristãos na educação de seus filhos.
Hoje aprenda sobre o Ofício das Chaves.



Este material foi gravado voluntariamente pelo Rev. Leonídio Görl.
O livro pode ser adquirido junto à Editora Concórdia.

Leitura Bíblica para a Quaresma 2026

Você sabe o que é a Quaresma? Muita gente acha que é o tempo de sofrimento e privação (jejum etc...) que começa depois do carnaval. Infelizm...