quinta-feira, 4 de outubro de 2018

Cristãos, Eleições e Oração!

Resultado de imagem para eleições      Sabe, às vezes me questiono qual é o nosso papel como cristãos diante de mais uma eleição. Aliás, eleição esta que tem despertado os mais diversos sentimentos Brasil à fora e potencializados nas redes sociais. Qual é o papel do cristão neste cenário repleto de extremos de ideias, propostas e ideologias? Ou será que devemos nos silenciar, fazendo de conta que uma eleição em nada influenciará nossas vidas e, quem sabe, até mesmo nossa liberdade de fé?
      A Igreja Evangélica Luterana do Brasil posiciona-se oficialmente e corretamente a respeito do assunto dizendo que não é papel da Igreja fazer partidarismo político ou erguer a bandeia de um determinado candidato. Entretanto ela recomenda a orientação a respeito das qualificações de quem almeja assumir tamanha responsabilidade de cuidar de uma nação e de um estado. E, por conta disto, como pastor luterano, quero exercer esta função de orientação e reflexão, sem manifestar-me a respeito de partido ou candidato.
      Quero partir de um convite bíblico para orarmos pelos que têm autoridade:
“Orem pelos reis e por todos os outros que têm autoridade, para que possamos viver uma vida calma e pacífica, com dedicação a Deus e respeito aos outros” (1Timóteo 2.2).
      O objetivo da oração é pedir a Deus que, por meio de nossas autoridades, tenhamos uma vida tranquila. Ora, esta vida pacífica passa por assuntos como educação, saúde e economia. E, como notamos, o objetivo também é de que tenhamos condições plenas de se viver a fé cristã, dedicando-nos a Deus e ao próximo. Você já analisou as propostas dos seus candidatos sobre isto?
      A Palavra de Deus fala que a autoridade também tem a função de combater os diversos males na sociedade e promover o bem:
“Porque as autoridades estão a serviço de Deus para o bem de você. Mas, se você faz o mal, então tenha medo, pois as autoridades, de fato, têm poder para castigar. Elas estão a serviço de Deus e trazem o castigo dele sobre os que fazem o mal” (Romanos 13.4).
      Quais são as ideias dos seus candidatos a respeito deste assunto?

      Ainda lhe convido a apreciar o capítulo 29 de Provérbios, especialmente alguns trechos adequados ao momento de eleições:
“Quando os honestos governam, o povo se alegra; mas, quando os maus dominam, o povo reclama. Quando o governo é justo, o país tem segurança; mas, quando o governo cobra impostos de mais, a nação acaba na desgraça. Um país sem a orientação de Deus é um país sem ordem. Quem guarda a lei de Deus é feliz”.
      Então #ficaadica: reflita sobre a importância do seu voto. Vote de acordo com a sua consciência, orientada pelos diversos conselhos bíblicos a respeito do assunto. Viva o amor do Salvador Jesus com aqueles que pensam diferente de você. E, depois da eleição, ore. Ore pelo presidente, pelo governador, pelos senadores e deputados eleitos. Deus abençoe o seu voto!

Igreja Evangélica Luterana do Brasil
Congregação Cristo
Candelária-RS

terça-feira, 2 de outubro de 2018

Voto consciente

Imagem relacionada      O voto consciente é uma tarefa difícil. Encontrar os melhores candidatos exige grande esforço. Porque não basta escolher os honestos, verdadeiros, ficha limpa. Nem é suficiente optar pelos capacitados, inteligentes, preparados. É preciso, acima de tudo, eleger os que têm ideias adequadas para a vida dos brasileiros. E daí as opiniões divergem e as dificuldades aumentam. Afinal, certas propostas são bem diferentes. Não só em questões que mexem com o nosso bolso, saúde, segurança, educação, com coisas materiais. Também em assuntos morais e religiosos. Por exemplo, o presidente escolhe os ministros para o Supremo Tribunal Federal. São estes juízes que decidem sobre aborto, questão de gênero e outros assuntos polêmicos. Tem a Lava Jato que está julgando e condenando muita gente. Alguns concordam e outros discordam destas ações comandadas pelo juiz Sérgio Moro. Com meu voto, estarei optando para lá ou para cá, para frente ou para traz. Assim, o que é melhor, justo, coerente? É preciso refletir, calcular e ter convicção. A decisão é minha, ninguém pode me obrigar, coagir, forçar.
      Este jeito consciente e livre da democracia é parecido com a maneira do Deus bíblico se relacionar com as pessoas. Ele nos dá liberdade para seguir a vida. Claro, depois vem as consequências. A diferença é que na política quem entra em ação é o cérebro. Na religião quem trabalha é o espírito humano, a alma – coisa que a ciência não explica. Mesmo separados, política e religião estão juntos assim como corpo e alma. No pensamento de Lutero, política é o esforço constante e paciente para estabelecer e manter uma ordem social compatível com os valores do cristianismo. Neste propósito, a Bíblia lembra: “Vivam de acordo com o evangelho de Cristo” (Filipenses 1.27). “Vivam” é “politeuste” no original grego, termo que aponta para uma cidadania cristã responsável e consciente.

Marcos Schmidt
pastor luterano

sábado, 29 de setembro de 2018

A corrupção nossa de cada dia



      Quem lê apenas o versículo 1 de Tiago 5, pode achar que a falida Teologia da Libertação fosse verdadeira. Aquela mistura de política e religião, dizia que Deus tem preferência pelos pobres e odeia os ricos. Bobagem. Deus quer salvar a todos.
      O problema não são as riquezas, mas a forma como elas são adquiridas... E a Bíblia nos ajuda a entender mais um pouco. Vejam alguns versículos que falam da riqueza mal adquirida:
1Tm 6.9: “Porém os que querem ficar ricos caem em pecado, ao serem tentados, e ficam presos na armadilha de muitos desejos tolos, que fazem mal e levam as pessoas a se afundarem na desgraça e na destruição.”
Pv 11.28: “Aquele que confia nas suas riquezas cairá, porém os honestos prosperarão como as folhagens.”
      Não tem nenhum mal em querer progredir na vida. Querer enriquecer. O problema é confiar nas riquezas, pois como tudo neste mundo, elas passarão. E, sendo pobre ou rico, viver a gradecido a Deus por tudo que tem... E ofertando honesta e generosamente para que a obra do Senhor sempre continue.
      Mas nesta questão da riqueza, quando a pessoa honesta vê que o desonesto está indo bem, o que acontece?
      O salmista nos responde: (Sl 73.3) “Porém, quando vi que tudo ia bem para os orgulhosos e os maus, quase perdi a confiança em Deus porque fiquei com inveja deles.”
      Satanás usa a prosperidade dos maus para fazer com que os bons se percam. Lembrem-se que a inveja também surge no coração daquele que não confia plenamente em Deus.
      As riquezas acumuladas com a corrupção, são a maldade mais presente em nosso país, neste momento.
      A corrupção mata. Pois quando alguém desvia dinheiro de um hospital, pessoas deixam de ser atendidas... Quando alguém desvia dinheiro de obras de saneamento, pessoas adoecem com esgoto a céu aberto e falta da higiene mais básica.
      Se engana aquele que pensa que governo corrupto não quer fazer obras. É muito pelo contrário, quanto mais obras, mais oportunidade de desviar dinheiro. A gente conhece bem essa história... Deixe isso para o seu voto, no próximo domingo.
      O que quero lembrar é que apontar o dedo e dizer que “eles são corruptos”, ignorando nossas pequenas corrupções do dia-a-dia, também é errado. É hipocrisia e afasta de Deus.
      Me entendam bem. O fato de todo ser humano ser corrupto, não dá direito aos governantes de roubarem. Roubou, tem que ir pra cadeia mesmo. E cumprir a pena até o final.
      O que estou dizendo é que não podemos apontar para um lado e esquecer que nós mesmos temos que lutar diariamente contra a nossa própria corrupção. E esta luta não é fácil. Muitas vezes perderemos a luta contra a fofoca, a soberba, a luxúria... Se tentamos esconder nossas corrupções, quem sabe, apontando o dedo para outros corruptos, não teremos a oportunidade de receber o perdão. Pois onde não há arrependimento, não há perdão.
      Também não dá pra misturar lei civil e o evangelho.
      Vejo pessoas falando de perdão, quando aconteceu um crime. Se aconteceu um crime, o criminoso tem que ser punido.
      Por exemplo: Certa vez vi uma senhora que teve seu filho assassinado, mas que visitava o assassino mensalmente na cadeia. Levava presentes, orava com ele...
      Ao ser perguntada sobre isso, ela respondeu:
      — Meu filho eu já entreguei para o Senhor, mas com sua morte, ele me deu a oportunidade de salvar a vida deste rapaz também... (espero ter uma fé assim...)
      Porém, o rapaz, mesmo perdoado pela mãe de que ele assassinou, continuava preso, porque a pena civil precisa ser cumprida. Assim como o bandido na cruz, ao lado de Jesus, que está no céu, mas morreu naquela cruz, pagando sua pena.

      Deus governa este mundo...
      Não se desespere, seja qual for o resultado das próximas eleições. Deus continuará governando. Faça o seu melhor. Escolha conscientemente e vote. Respeite a decisão do seu irmão na fé... Mas acima de tudo, confie em Deus.
      Tiago pede, nos versículo 7 e 8: “Por isso, irmãos, tenham paciência até que o Senhor venha. Vejam como o lavrador espera com paciência que a sua terra dê colheitas preciosas. Ele espera pacientemente pelas chuvas do outono e da primavera. Vocês também precisam ter paciência. Não desanimem, pois o Senhor virá logo.” O Salmo de hoje fala algo semelhante...

      Paciência.
      Seu irmão pecou contra você e nem quer mais falar com você? Paciência e continue orando por ele.
      Você pecou contra seu irmão e ele está tão magoado que não quer te ouvir? Paciência. Se você se arrependeu, Deus já te perdoou... E continue orando para restabelecer a amizade.

      Uma coisa que deveria ser dita a nossos políticos e a nós todos é Tg 5.12: “Acima de tudo, meus irmãos, quando vocês prometerem alguma coisa, não jurem pelo céu, nem pela terra, nem por nada mais. Digam somente “sim”, quando for sim, e “não”, quando for não, para que Deus não os condene.”
      E é claro que Tiago está lembrando que as pessoas fazem promessas que nem sempre conseguem cumprir, por isso não jurar. Mas deveríamos fazer promessas e tentar cumprir. Pois prometer algo, já sabendo que não vai cumprir, também é parte da corrupção.
      Por fim, um lembrete de que juntos, o Senhor usa uns e outros, dentro da igreja, para nos proteger a todos (Tg 5.19-20): “Meus irmãos, se algum de vocês se desviar da verdade, e outro o fizer voltar para o bom caminho, lembrem disto: quem fizer um pecador voltar do seu mau caminho salvará da morte esse pecador e fará com que muitos pecados sejam perdoados.”
      Resumindo:

  • Riquezas não são más. A forma de adquirir é que pode ser.
  • Todos somos corruptos, mas precisamos sempre, com o auxílio do Senhor, ser melhores.
  • No sofrimento: paciência. O Senhor está conosco.
  • Prometeu (e prometam), cumpra! Seja de uma palavra só, honesto, verdadeiro...
  • Ajudemos uns aos outros a permanecer no caminho do Senhor. Vindo à igreja e ajudando o irmão a vir. Orando. Lendo a Palavra de Deus.

      Jesus Cristo, que deu a sua vida por nós, nos dá a certeza de que até mesmo a corrupção tem jeito. Porque tirou de nós a nossa corrupção e substituiu pela fé. Em Cristo, somos novas criaturas lutando diariamente contra a corrupção. Deus seja louvado e que nós ganhemos esta luta afinal e retenhamos a fé até o dia da vida eterna, quando Jesus vem nos buscar. Amém.

Rev. Jarbas Hoffimann
Pastor Luterano
Congregação Castelo Forte
Igreja Evangélica Luterana do Brasil

quinta-feira, 27 de setembro de 2018

Morangos, agulhas e culpas

Resultado de imagem para morangos agulhas      Quando pensamos que é só no Brasil que certas coisas acontecem, nos deparamos com uma notícia lá da Austrália. A polícia está investigando a sabotagem de uma determinada marca de morangos, dentro dos quais foram encontradas algumas agulhas, prontas para machucar quem fosse deliciar-se com aqueles morangos avermelhados e apetitosos. O que era para ser um momento de prazer e saciedade tornou-se susto, dor e até mesmo de internação hospitalar, como foi o caso de dois australianos que precisaram de cuidados médicos depois das agulhadas na boca.
      Quem sabe nem nos damos conta, mas estamos cercados de situações parecidas com a dos morangos australianos, onde algo aparentemente apetitoso e belo termina em dor. Lembro do Rei Davi, encantado com a bela esposa de Urias, chamada de Bate-Seba. Davi foi dominado pelo desejo do adultério e, como conhecemos a história, tudo terminou com uma agulhada dolorosa de culpa e dor. E como não falar de Pedro, naquela triste noite em que Jesus foi preso, quando pareceu-lhe mais confortável negar a Cristo quando interrogado se o conhecia, porém a agulhada no seu coração o fez chorar amargamente pela culpa.
      Ainda hoje cristãos têm diante de si diversos morangos repletos de agulhas, ou seja, diversas situações que aos olhos até são tentadoras e apetitosas, mas que terminam em terríveis agulhadas de dor e culpa. Diante destas tentações que afrontam a vontade de Deus, o conselho é do próprio Senhor: “As tentações que vocês têm de enfrentar são as mesmas que os outros enfrentam; mas Deus cumpre a sua promessa e não deixará que vocês sofram tentações que vocês não têm forças para suportar. Quando uma tentação vier, Deus dará forças a vocês para suportá-la, e assim vocês poderão sair dela” (1Coríntios 10.13).
      Então fica a dica: cuidado com o que parece belo e apetitoso e que, na verdade, termina em sofrimento. Há um grande conforto aos que sofrem pelas agulhadas das tantas culpas juntadas ao longo da vida: Jesus. Sim, Deus feriu ele com nossas agulhas de culpa e sofrimento. Deus o ressuscitou dos mortos para nosso perdão e salvação. E é este perdão que cura e restaura das agulhadas de nossas próprias culpas.

Pastor Bruno A. K. Serves
Candelária-RS

terça-feira, 25 de setembro de 2018

Mudam apenas as moscas

Resultado de imagem para largado às moscas      Vale tudo no disputado jogo da campanha eleitoral. Até a mentira. Seria apenas “coisas da política”, mas é coisa oficial. O engodo é tolerado pela própria Lei Eleitoral. Regras aprovadas por gente que não fica mais de cara vermelha. Segundo um jurista brasileiro, toda mentira será tolerada na propaganda, pois ela “não é criminalizada e não existe nenhum tipo de punição para candidatos que mintam durante a campanha”.
      Um jogo sujo que é conhecido por todos. E, por isto, a descrença generalizada. Mas, quando a mentira é sacramentada, a sociedade fica atolada até o pescoço na corrupção. O que falta para chegar no nariz? Se mentem na campanha amparados pela lei, com a mesma proteção se apropriam de seus cargos públicos e trilham no mesmo caminho da enganação. E daí é o fim. Porque, quando a mentira não tem mais perna curta, a sociedade não vai muito longe. Fica a pergunta: de onde vem esta politicagem?
      Salomão foi um político que pediu a Deus sabedoria para governar com justiça e integridade. Foi ele quem escreveu as sete coisas que Deus não tolera:

  1. o olhar orgulhoso,
  2. a língua mentirosa,
  3. mãos que matam gente inocente,
  4. a mente que faz planos perversos,
  5. pés que se apressam para fazer o mal,
  6. a testemunha falsa que diz mentiras e
  7. a pessoa que provoca brigas entre amigos

(Provérbios 6.16-19).

      Interessante dizer que a mentira é mencionada duas vezes e tem relação com os outros pecados. Por que Deus tanto detesta a falsidade? A resposta está aí, nos dias de hoje.
      A água onde Pilatos lavou as mãos continua podre e contaminada. Vendeu a alma ao pai da mentira porque não queria perder vantagens, regalias, propinas. E perdeu a grande chance de lavar o coração em água limpa, na fonte daquele que disse: “Eu sou a Verdade”. Assim, a solução não está em tirar uns e colocar outros, mas expurgar a podridão da alma. Senão, mudam apenas as moscas.

Rev. Marcos Schmidt
pastor luterano

Leitura Bíblica para a Quaresma 2026

Você sabe o que é a Quaresma? Muita gente acha que é o tempo de sofrimento e privação (jejum etc...) que começa depois do carnaval. Infelizm...