terça-feira, 7 de junho de 2011

A TV e o sexo

A TV digital está sendo anunciada! Promete-se uma imagem ainda mais nítida, sons ainda mais reais!
Fico feliz com essas inovações, mas por outro lado, os conteúdos televisivos preocupam.
Pesquisadores do instituto RAND recrutaram e entrevistaram jovens entre 12 e 17 anos durante os anos de 2001 a 2004. Chegou-se a evidente conclusão de que os programas de TV que apelam para o lado sexual são prejudiciais às crianças e adolescentes e geram comportamento de risco.
Televisão não é coisa do diabo! Sexo não é coisa do diabo. É importante dizer isso, para não ser taxado prematuramente de moralista, careta, antiquado ou ultrapassado. O que a pesquisa revelou, e o que quero destacar é o perigo da banalização, do status descartável e animalesco que se dá ao sexo na maioria dos programas de televisão.
Sexo é criação de Deus, está dentro dos planos divinos para o homem e a mulher. Não somente para a procriação, mas igualmente para um relacionamento íntimo, de amor e responsabilidades mútuas e maduras. Portanto, sexo é algo bom e precioso! Deus o blindou, o protegeu com o casamento, o reservou para um casal adulto, que se ama, e que, em nome deste amor, estabelece uma nova família.
A TV tem enorme força e influência na vida da gente. Ela faz a cabeça da maioria! Ela influencia a maneira de ser, de agir e reagir das crianças e jovens. Em todo lugar percebe-se meninos e meninas pressionados a entenderem tudo sobre sexo, usando palavreado obsceno e sujo. Não é de se espantar que a família está se desestruturando. Uma letra, de uma determinada música (agora já velha também) revela a pressão da mídia e o jeito como a sexualidade é enfocada. Ela diz: “beijo na boca é coisa do passado, a moda agora é, é namorar pelado!”
Em nome do lucro dos apelos sexuais, alimenta-se o excesso de maníacos, fomenta-se a formação e ação de pedófilos, de estupros, de infidelidades, de doenças sexualmente transmissíveis, de gravidez precoce, etc. Depois a sociedade chora!
A Bíblia fala contra a imoralidade sexual, ela condena a infidelidade, o abuso! Mas, a Palavra de Jesus não é valorizada, talvez porque não entrou para a era digital, ou porque “não dá ibope”.
Porém, quando o vazio doer no coração, quando a solidão daquele que foi de todo mundo, mas que não é verdadeiramente de ninguém doer na alma, não haverá imagem digital, nem programa de grande audiência que irá nos entreter. Por outro lado, é bom saber e dizer que o amor e a misericórdia de Deus não se desligam com controle remoto e que estão sempre disponíveis em Jesus. Na força do seu perdão e na sabedoria dos seus conselhos, a vida fica bem melhor!

Pastor Ismar Lambrecht Pinz
Congregação Cristo Redentor, Bairro Três Vendas, Pelotas-RS.
05/11/2008

segunda-feira, 6 de junho de 2011

Ninho do Chupim

Todo mundo sabe que a China, campeã em piratear produtos de marca, tenta esconder muita coisa dos estrangeiros. Mas a farsa envolvendo esta menina chinesa que cantou "Ode à Pátria" na cerimônia de abertura merece o ouro olímpico da falsidade. O playback que enganou 91 mil pessoas no estádio Ninho do Pássaro e 2 bilhões de telespectadores de todo o mundo foi explicado pelo diretor musical: a verdadeira cantora não era bonita o suficiente para representar a China. Com isto a menina Yang Peiyi, sem graça e com os dentes fora do lugar, apesar da brilhante voz, foi trocada por outra que não canta, mas encanta. Uma injustiça que o Sábio do Eclesiastes já reclamou:
Eu descobri mais uma coisa neste mundo: nem sempre são os corredores mais velozes que ganham as corridas (9.11).

O Ninho do Pássaro deveria, por isto, mudar de nome: o Ninho do Chupim – aquele bichinho esperto que coloca seus ovos no berço alheio e engana os outros passarinhos.
É claro que em certas situações, esconder o que foge da estética torna-se uma atitude de defesa. A mulher sabe disto e tem todo o direito de se produzir. O homem reconhece a eficácia de uma roupa bonita e elegante. A própria natureza acoberta seus defeitos para exibir majestosamente o encanto da sua beleza exterior. O que seria do pavão sem a plumagem multicolorida, da árvore sem a tonalidade do verde diverso, do mar sem o azul exuberante das águas? É obra do Criador, que faz algo parecido na vida do cristão. Paulo escreve que Deus confeccionou uma nova roupa para o ser humano, que é revestida na pessoa por meio da fé, e que faz dela parecida com a beleza perfeita de Cristo – escondendo assim a velha natureza do pecado (Colossenses 3.10). No entanto, certas aparências externas enganam para o mal. Jesus alertou:
Cuidado com os falsos profetas! Eles chegam disfarçados de ovelhas, mas por dentro são lobos selvagens (Mateus 7.15).

Deste tipo de gente está cheio na religião, na política, na família, ludibriando e extorquindo. Por isto a dica do Salvador:
- Vocês os conhecerão pelo que eles fazem.

Isto me obriga a olhar no espelho e perguntar: Qual a roupa que uso? A nova vestimenta do pastor Jesus ou o velho disfarce da ovelha?
Pelo jeito, este embuste "made in China" na abertura dos jogos é apenas uma peninha do chupim. Dizem que a explicação para tantos recordes mundiais dos últimos tempos são os anabolizantes e a facilidade de fraudar um exame antidoping por aqueles que detêm a tecnologia. Isto faz parte da história humana, coisa que o Sábio descobriu ao dizer que nem sempre são os corredores mais velozes que ganham as corridas. Mas, e no jogo da minha história, o que é legítimo e o que é fraude? A recomendação bíblica neste ninho de falsificações, no entanto, permanece:
Não mintam uns aos outros, pois vocês já deixaram de lado a natureza velha com os seus costumes (Colossenses 3.9).
Marcos Schmidt
Pastor luterano
Igreja Evangélica Luterana do Brasil
Comunidade São Paulo, Novo Hamburgo-RS

domingo, 5 de junho de 2011

Desculpas para não ir à Igreja - 006

Muito cansado para ir à igreja.

cansado1Veja nos menus acima, onde encontrar uma igreja luterana no Brasil.
E ao lado, confira o horário do próximo culto na Castelo Forte de Nova Venécia-ES.

sábado, 4 de junho de 2011

Jesus é o Messias, o nosso bom Pastor

4º Domingo de Páscoa - C
Que a graça do Senhor Jesus Cristo, o amor de Deus e a presença do Espírito Santo estejam com todos vocês! (2Co 13.13).
Sl 23 / At 20.17-35 / Ap 7.9-17 / Jo 10.22-30
Jesus é o Messias, o nosso bom Pastor!
A Paz do Senhor Jesus esteja com todos vocês. Amém!
Jesus olhando o mar Uma das mais antigas atividades campesinas do povo de Israel era o trabalho de pastorear ovelhas. Era considerado uma importante ocupação na época de Jesus. A atividade pastoril com as ovelhas acontecia em locais “abertos” como os campos, diferente do gado criado nas “fazendas”. Os rebanhos de ovelhas necessitavam passar a maior parte do tempo ao ar livre. Eles eram conduzidos pelos pastores aos morros, onde podiam descer no outono para os vales que ainda tinham pastos verdes, ou às terras “incultas” no deserto da Judeia. Os pastores eram os responsáveis pela condução, cuidado, proteção e manutenção dessas ovelhas. Estavam expostas a perigos e situações difíceis que exigiam uma boa habilidade e dedicação do pastor. O trabalho poderia ser fácil e tranquilo se os rebanhos fossem compostos de uma dúzia de ovelhas. No entanto, declarações bíblicas e relatos da época apontam para a composição de milhares e até dezenas de milhares desses animais. As características da relação entre o pastor e as ovelhas eram muito conhecidos e reais ao povo palestino dos dias de Cristo.
Em João 10.22-30 temos o relato que o povo estava reunido em Jerusalém, por ocasião da Festa da Dedicação, quando algumas pessoas perguntaram a Jesus: “você é ou não o Messias?” (Jo 10.24). Jesus não responde com um simples “sim”, pois o povo esperava um Messias diferente! Jesus evidencia suas “credenciais” de Messias e sua pretendida relação com o povo com uma comparação: a relação entre o Bom Pastor e suas ovelhas.
Jesus é o Messias, o nosso Bom Pastor porque as obras que ele faz pelo poder do nome do Pai falam a favor dele (v. 25)! Um pastor de ovelhas realizava uma série de atividades diárias para que seus animais estivessem bem. Exigia dedicação e atenção exclusiva. Pelo convívio constante, havia uma relação íntima e estreita em que as ovelhas identificavam seus pastores e vice-versa. Jesus chama a atenção daquele povo quando diz: “mas vocês não creem porque não são minhas ovelhas” (v. 26).
Muitos não creem que Jesus é o Filho de Deus. Rejeitam-no como Senhor e Salvador. Ignoram a voz e o chamado do Bom Pastor. São como ovelhas desorientadas, perdidas, desgarradas. Pertencem a outro rebanho e aprisco.
O Bom Pastor cuida, alimenta, protege, ampara, livra das situações perigosas e dá a sua vida para salvar seu rebanho. É o que Jesus fez e faz por nós. Por isso, Cristo é o nosso Bom Pastor, pois deu a sua vida para que nós tivéssemos vida em abundância. A sua vida e obra neste mundo atestam em favor dele como Messias prometido no Antigo Testamento. Nós somos seu povo amado e escolhido para sermos suas ovelhas.
Jesus é o Messias, o nosso Bom Pastor porque as suas ovelhas escutam a sua voz, ele as conhece e elas o seguem (v. 27)! Ao levar os animais para beberem água pela manhã os pastores gritavam num tom peculiar de modo que as ovelhas logo ouviam e identificavam a voz do seu pastor. Dentre as muitas vozes e ruídos sonoros, ouviam com atenção e discerniam a voz do seu respectivo pastor. Também era comum que os pastores tocassem gaita ou flauta enquanto caminhavam com as ovelhas.
Muitas pessoas, ao contrário do rebanho do Bom Pastor, não querem ouvir o que Deus tem a lhes dizer. Ou ainda, se escutam, não discernem a voz que conduz à vida e salvação eterna. São muitas as vozes e os ruídos sonoros que se apresentam ao alcance dos nossos ouvidos. Muitas pessoas não as identificam com precisão e acabam seguindo vozes alheias e estranhas. Quais são as vozes que se apresentam e alcançam seus ouvidos hoje? Você consegue reconhecê-las com exatidão? Você segue a voz do Bom Pastor Jesus?
Jesus diz assim: “As minhas ovelhas escutam a minha voz; eu as conheço, e elas me seguem” (v. 27). A relação de amor estabelecida por Deus faz com que identifiquemos sua voz, suas orientações, seus mandamentos, suas palavras de consolo e conforto. A voz de Cristo nos chama para junto de si, para sermos cuidados, amparados e guiados por ele. Quem pertence a Deus o reconhece e o segue nos caminhos da vida que ele nos conduz.
Jesus é o Messias, o nosso Bom Pastor porque ele cuida e protege suas ovelhas e lhes dá a vida eterna (v. 28). Os rebanhos passavam o inverno protegidos. Depois as ovelhas eram levadas uma semana antes da Páscoa e voltavam somente em meados de novembro. Por este tempo, estavam expostas a intempéries, perigos diversos e acontecimentos indesejáveis. Algumas se afastavam para longe ao ponto de se perderem e necessitarem urgentemente da ação e do resgate do pastor. Outras adoeciam. Ainda outras se expunham facilmente aos ataques dos animais ferozes. Hienas, chacais, lobos e até ursos surgiam com frequência para abocanhar as ovelhas. Não eram raras as vezes que o pastor tinha de enfrentar e lutar com feras selvagens que atacavam o rebanho.
Do mesmo modo, muitas pessoas estão expostas a uma série de perigos e caminhos que levam à morte. Aqueles que se afastam do rebanho de Deus se expõem ainda mais aos perigos e caminhos de morte. Muitos se afastam e acabam se perdendo sem saber como voltar. Desorientados são facilmente enganados. Sem contar aquelas pessoas que se tornam alvos e presas fáceis para a ação do diabo e do maligno. Em 1º Pedro 5.8 temos a orientação divina que diz “o diabo, anda por aí como um leão que ruge, procurando alguém para devorar.” Às ovelhas atentas, fica o alerta!
O Bom Pastor Jesus também diz: “Eu lhes dou a vida eterna, e por isso elas nunca morrerão. Ninguém poderá arrancá-las da minha ao. O poder que o Pai me deu é maior do que tudo, e ninguém pode arrancá-las da mão dele. Eu e o Pai somos um” (vv. 28-30). Jesus quer ser o nosso pastor. Com seu grande amor quer cuidar de nós. Com sua graça ele nos salva. A sua proximidade nos traz segurança e proteção. Os bons pastores amam suas ovelhas e estas correspondem ao seu amor. Jesus cristo é o Bom Pastor e nós somos suas ovelhas. Ele quer que ninguém se perca, mas que todos sejam salvos para vida eterna. Essa é a mensagem de consolo e conforto: Jesus é o Messias, o nosso Bom Pastor porque ele cuida e protege suas ovelhas e lhes dá a vida eterna (v. 28). Que Deus exerça este ofício entre nós! Amém.
E a paz de Deus, que ninguém consegue entender, guardará o coração e a mente de vocês, pois vocês estão unidos com Cristo Jesus. Amém. (Fp 4.7)

Soli Deo Glória

sexta-feira, 3 de junho de 2011

O túmulo vazio de Cristo

Uma revista eletrônica, especializada em túmulos, trás fotografias de catacumbas em que estão sepultadas pessoas famosas que mudaram a história. São verdadeiras obras de arte, em que se gastaram fortunas de dinheiro para construí-las e que atraem milhares de turistas de toda parte do mundo.
túmulo de colombo Na cidade de Medina, na Arábia, por exemplo, está o túmulo de Maomé, o fundador do Islamismo. No Kremlim, em Moscou, num caixão de vidro, está o corpo de Lenin, o fundador do comunismo. Em Paris, na França, está o túmulo de Napoleão, o grande general francês que quis conquistar a Europa. Em Wittemberg, na Alemanha, está o túmulo de Lutero, o reformador da igreja. Em Sevilha, na Espanha, está o túmulo de Colombo, o descobridor da América. Em Cairo, no Egito, está o túmulo de Ramsés II, o faraó que escravizou o povo de Israel.
Em algumas desses túmulos é possível ver o corpo da pessoa que ali foi sepultada: todo deformado, ressecado, um verdadeiro bacalhau. Como se costuma dizer: “Por fora bela viola, por dentro pão bolorento”.
túmulo de lutero Esses corpos ressecados e todas as sepulturas são uns sinais de derrota e fracasso de tudo quanto é humano. O homem, por mais rico e poderoso que seja, não escapa da morte.
Enquanto esses corpos e todas as sepulturas são uns sinais de derrota e fracasso do ser humano, o túmulo vazio de Cristo simboliza vitória, esperança e vida.
Sexta-feira Santa havia sido um dia negro para os seguidores de Cristo. Não podiam compreender o que estava acontecendo com o seu Mestre. Cristo tinha sido a sua grande esperança. E agora, de repente, se vêm desiludidos: mataram o seu líder. Nada mais lhes restava senão enterrar o seu corpo e voltar para suas atividades. Aquela sepultura parecia o fim de sua esperança.
Mas veio a manhã de Páscoa, e com ela o maior acontecimento da história: Cristo ressuscitou, saiu da sepultura, tornou a viver. Ali estava o túmulo vazio, a pedra removida e os lençóis em que ele estava embrulhado. Os discípulos mal conseguem acreditar no que aconteceu. Será verdade o que estamos vendo? Será que não estamos sonhando?
Não. Eles não estavam sonhando. Cristo realmente ressuscitou. E para não deixar nenhuma dúvida na mente dos seus seguidores, ele aparece a todos eles, come com eles e fica junto com eles durante quarenta dias, falando do reino de Deus. E nesses quarenta dias ele aparece a centenas de pessoas, sendo que de uma só vez para mais de quinhentas pessoas.
Isso é importante, pois Deus quer que tenhamos certeza da ressurreição de Cristo. Diz o apóstolo Paulo: “Se Cristo não ressuscitou, é vã a vossa fé e ainda permaneceis em vossos pecados” (1 Coríntios 15). Isto quer dizer que se é mentira que Cristo ressuscitou, estamos perdendo tempo na igreja. O melhor seria aproveitar a vida, já que tudo termina com a morte. É como conclui o mesmo apóstolo, usando a linguagem dos ímpios: “Comamos e bebamos que amanhã morreremos”.
Uma das coisas que mais incomoda o ser humano é a morte. O homem tem medo da morte. Por isso mesmo a evita, faz de tudo para prolongar a vida. Constrói hospitais, procura médico e gasta fortunas em remédio. Contudo, o homem continua a morrer.
Apesar de todo o progresso da ciência, medicina e tecnologia, o homem ainda não conseguiu vencer a morte. Frequentemente vemos a luta dos médicos para salvar a vida de uma pessoa importante. Mesmo estando num dos melhores hospitais, cercado pelos melhores médicos, os médicos não conseguem dar jeito no doente. É que a morte é uma coisa inevitável.
E sabem de uma coisa? Daqui a cem anos todos os seis bilhões de habitantes que estão hoje sobre a face da terra estarão mortos.
Mas há uma solução para a morte. A solução é Cristo. Para todos os que quiserem continuar a viver daqui a cem anos, Cristo oferece a oportunidade de viver. Diz ele na sua palavra: “Eu sou a ressurreição e a vida. Quem crê em mim, ainda que morra, viverá. E todo o que vive e crê e mim, não morrerá eternamente” (João 11.25-26).
Cristo, através da sua morte na cruz, tirou o poder da morte. Assim como ele ressuscitou da morte, também nós, pela fé nele, tornaremos a viver. Diz ele: “Eu vivo e vós também vivereis”.
Quando se fala em ressurreição, logo surge uma porção de perguntas: Como pode uma pessoa que já morreu há mais de cem anos, tornar a viver? O que será daqueles que morreram queimados no fogo, comido pelos animais ou destruídos pelo tempo? Será que eles também vão ressuscitar? 
jesus-savior-of-the-world A Bíblia nos diz que todos ressuscitarão, tanto os que foram queimados pelo fogo como os que foram destruídos pelo tempo. Lemos em João 5.28: “Vem a hora em que todos os que se acham nos túmulos ouvirão a sua voz e sairão: os que tiveram feito o bem para a ressurreição da vida, os que tiveram feito o mal para a ressurreição do juízo”. E em Apocalipse 20.13 lemos: “Deu o mar os mortos que neles estavam. A morte e o além entregaram os mortos que neles havia. E foram julgados, um por um, segundo as suas obras”.
Nós achamos difícil uma pessoa tornar a viver depois de cem, mil anos, ou mais, quando o seu corpo já virou pó ou desapareceu totalmente. Mas para Deus não há nada impossível. O mesmo Deus que criou o mundo do nada, que nos deu vida e nos sustenta, tem poder para ressuscitar os nossos corpos, não importando quantos anos estiverem enterrados.
Quando certa vez os saduceus perguntaram a Jesus sobre a ressurreição, querendo fazer ver que a ressurreição era uma coisa ridícula, Jesus lhes repreende, dizendo: “Errais, não conhecendo as Escrituras e o poder de Deus. Ele não é Deus dos mortos, e sim dos vivos” (Mateus 23.29).
O erro dos judeus, que negavam a ressurreição, estava em não acreditar no poder de Deus, de que Deus seria capaz de fazer uma pessoa morta tornar a viver.
Jesus, quando esteve aqui na terra, deu provas desse poder ao ressuscitar Lázaro, a filha de Jairo e o filho da viúva de Naim. Também aquelas pessoas que ressuscitaram por ocasião da morte de Jesus e entraram em Jerusalém na manhã de Páscoa, é uma demonstração do poder de Deus em ressuscitar mortos.
Por ocasião da Segunda Guerra Mundial foi afundado um navio alemão, com milhares de pessoas dentre, entre elas estava o filho de um casal de cristãos, membros da igreja luterana. O pastor, para consolar a família, fez uma cerimônia na igreja e, numa certa altura, emocionado, disse: “O filho de vocês não está mais entre nós, pois morreu afogado no mar. Mas haverá um dia em que Deus ordenará ao mar e ele vai ter que devolver o filho de vocês. Sim, o mar vai entregar o filho de vocês e ele vai voltar a viver”.
Muitos de vocês que estão lendo esta mensagem já perderam algum ente querido e hoje estão tristes, sentindo a sua falta. Pois eu quero dizer a vocês, firmado na palavra de Deus, que este seu ente querido vai ressuscitar. Não importa quanto tempo já tenha sido sepultado, qual o tamanho da catacumba que o encobre. A sua sepultura vai abrir, o seu corpo vai sair para fora e vocês vão poder vê-lo novamente.
É isso que dá sentido a nossa vida: saber que os mortos um dia vão ressuscitar. Se não fosse isso, a nossa vida seria uma tristeza, um desespero sem fim. Não teríamos condições de suportar a partida de um ente querido.
É por isso que celebramos a Páscoa. É por isso que nós estamos tão alegremos hoje. É por isso que nós, ano após ano, nos reunimos na igreja todos os domingos.
Neste dia cantamos: “O grande herói, Senhor Jesus, venceste a morte lá na cruz, venceste o próprio Satanás. E tal vitória a vida traz”.
Nesse dia ouvimos: “Ele não está aqui, ressuscitou. Cristo está vivo, ele saiu da sepultura. Se ele vive, nós também viveremos”.
Neste dia confessamos: “Creio na remissão dos pecados, na ressurreição da carne e na vida eterna”.
Ressurreição - mulheres à porta Nesse dia exclamamos: “Tragada foi a morte pela vitória. Onde está, ó morte, o teu aguilhão? O aguilhão da morte é o pecado e a força do pecado é a lei. Graças a Deus que nos dá a vitória por intermédio de nosso Senhor Jesus Cristo”.
Daqui a pouco nosssa vida vai voltar ao cotidiano, mas, por Cristo, estaremos cheios de fé, coragem e confiança, dispostos a enfrentar mais uma semana de trabalho. E, agradecidos, terminamos cantando: “Jesus, eu quero te servir: pois tu quiseste me remir. Demais irás me despertar e aos céus contigo me levar”.
Que a lembrança da ressurreição de Cristo nos conforte em todos os momentos da nossa vida, especialmente nas horas de provação. Amém.
Lindolfo Pieper
Jaru-RO – Brasil
Igreja Evangélica Luterana do Brasil (IELB)

quinta-feira, 2 de junho de 2011

quarta-feira, 1 de junho de 2011

Creio na Ressurreição da Carne - 004

III – AFIRMAÇÕES

DA ESCRITURA SOBRE A

RESSURREIÇÃO


Ressurreição - Maria procurando Jesus no túmulo Ao nos aproximarmos da doutrina da ressurreição, queremos fazê-lo com “temor e tremor” (Is 6.2), e a súplica: Senhor Jesus, leva nossa razão cativa à tua palavra, pois o mistério da ressurreição da carne excede à nossa compreensão.
Contemplando a história da ressurreição de Jesus, ficamos impressionados com a incredulidade dos discípulos de Jesus e a rápida aceitação do fato pelos inimigos de Cristo. Os inimigos de Cristo logo se lembraram das palavras de Cristo sobre sua ressurreição e temeram a possibilidade. Eles procuraram impedir a ressurreição, colocando guardas no sepulcro (Mt 27.62-66). E quando os soldados lhes trouxeram a notícia da ressurreição de Jesus, os fariseus não duvidaram, nem correram para a sepultura a fim de se certificarem do fato. Eles estavam tão certos do fato que, em sua inimizade contra Cristo, planejaram combater a verdade, semeando a mentira. Pagaram alto preço aos soldados para que mentissem ao povo. Enquanto isso, os discípulos, mesmo tendo ouvido de Jesus várias vezes a afirmação de que ele haveria de ressuscitar no terceiro dia, conforme profetizado no Antigo Testamento, não creram (Mt 16.21; 17.9; Sl 16.10; Mt 12.40; Jo 20.9). Custou-lhes acreditar. Foi necessário que o próprio Senhor Jesus lhes aparecesse várias vezes e lhes abrisse o entendimento para crerem (Mt 28.17). De fato, ninguém pode crer por “própria razão ou força” em Cristo e na doutrina da ressurreição. Esta doutrina é totalmente contrária à razão. É preciso que o próprio Jesus e o Espírito Santo nos convençam, abram nossa mente, gerem a fé e nos mantenham nesta fé. E Deus quer fazê-lo por sua palavra e seus sacramentos. Esta graciosa ação de Deus Espírito Santo de nos abrir os olhos e nos levar à fé, a Bíblia chama de renascimento e de a primeira ressurreição (Ap 20.5). A fé cristã é a nova vida, a vida espiritual. Mas, antes de falarmos da doutrina da ressurreição, é preciso clarificar o que é o ser humano, o que é a morte, como a morte foi vencida e então detalhar a pergunta: Em que consiste a ressurreição da carne?
Continua…
Horst R. Kuchenbecker

Leitura Bíblica para a Quaresma 2026

Você sabe o que é a Quaresma? Muita gente acha que é o tempo de sofrimento e privação (jejum etc...) que começa depois do carnaval. Infelizm...