sexta-feira, 13 de maio de 2011

Crise de confiança

Deve ser bem complicado para um candidato sério fazer campanha política, quando, segundo pesquisa, apenas uma entre cinco pessoas acredita naquilo que os políticos prometem. Assim como extremamente penoso para alguém com boas intenções entrar na política e manter-se íntegro sem seguir o caminho fácil dos conchavos. Não posso falar muito, pois as coisas também não andam boas para o meu lado. Quase a metade das pessoas não acredita nas promessas dos religiosos. É uma crise de credibilidade que afeta outras instituições: o casamento, a economia, a polícia, seguindo uma lista bem espichada. Interessante que a profissão que mais inspira confiança é do Corpo de Bombeiros. Isto tem explicação, afinal, eles colocam a própria vida em risco para salvar a dos outros.
Martinho Lutero (1483-1546) disse que política é “o esforço racional permanente e paciente para estabelecer e preservar uma ordem social compatível com os valores do cristianismo”. Fico matutando nesta definição: se os valores morais da igreja são os mesmos da política, e se o maior valor destas instituições é a verdade, então porque tanta mentira em nosso país onde o cristianismo abrange 90% da população? 90% dos políticos não deveriam ser honestos? Aí pode estar a resposta para a falta de fé nas promessas dos políticos: a falta de fé de muitos “cristãos” nas promessas de Deus. E quando não existe fé, não existem obras - é coisa morta (Tiago 2.17); extingue-se a luz do mundo, fica insípido o sal da terra (Mateus 5.13-14).
No século 16, Europa, a corrupção no governo e na igreja convivia sob a tolerância do povo. No escrito "Da Autoridade Secular", Lutero fala dos fundamentos da ética para o poder estatal e religioso quando os dois estavam promiscuamente acasalados. Lembra que Estado e Igreja são regimentos de Deus, mas com propósitos diferentes. O poder espiritual tem a função de garantir o perdão dos pecados e a salvação eterna em Cristo, e o secular exerce o propósito de manter o convívio das pessoas na sociedade e conceder seu bem-estar físico. “Por isso tem que se distinguir e separar cuidadosamente esses dois regimes e deixá-los vigorar; um que torna justo (cristão), o outro que garante a paz exterior e combate as obras más”.
Seis séculos antes de Cristo a situação não era diferente, e por isto a reclamação divina:
Vocês maltratam as pessoas honestas, aceitam dinheiro para torcer a justiça e não respeitam os direitos dos pobres. Não admira que num tempo mau como este as pessoas que tem juízo fiquem de boca fechada (Amós 5.12,13).
Hoje, permanecer de boca fechada continua sendo um ato prudente, mas tal tolerância pode aumentar a crise de confiança. Um joguinho cínico do “eu sei que você sabe, você sabe que eu sei, mas vamos fazer de conta que ninguém sabe”.
Sem dúvida, deve ser muito complicado hoje convencer as pessoas com promessas. O único caminho continua aquele indicado por Jesus:
pelos frutos a gente conhece quem é quem (Mateus 7.16).
Marcos Schmidt
Pastor luterano
Igreja Evangélica Luterana do Brasil
Comunidade São Paulo, Novo Hamburgo-RS
21 de agosto de 2008

quarta-feira, 11 de maio de 2011

Homoafeição e o cristão

Existe um conflito óbvio e permanente da nova lei da união civil homoafetiva com a fé cristã. Mas, num país onde estado e religião não se misturam, a Constituição Brasileira carrega a sabedoria divina ao dizer que “é inviolável a liberdade de consciência e de crença”. Enquanto esta regra permanecer, devemos procurar a paz social e o respeito às diferenças, mesmo que elas sejam tão opostas. O problema é a conduta extremista de cada lado: paradas gays, incitações fundamentalistas, agressões, propaganda da mídia contra os valores cristãos, ideologias. Enfim, esta guerra moral e imoral praticada por dois extremos.

O cristão tem a tarefa de viver e pregar o Evangelho. Não precisa fazer novas leis, nem julgar. Elas estão nos Dez Mandamentos e nas orientações da Bíblia, e quem julga é Deus. Assim, o seguidor de Cristo não é juiz nem advogado, mas testemunha. Com respeito ao casamento e à família, a regra divina é uma só desde o princípio (Gênesis 2), confirmada pelo Senhor Jesus: “No começo o Criador os fez homem e mulher. E Deus disse: Por isso o homem deixa o seu pai e a sua mãe para se unir com a sua mulher, e os dois se tornam uma só pessoa.” (Mateus 19).

Por isto, mesmo quando a deputada Manuela D’Ávila prega que “qualquer maneira de amar vale a pena” ao defender a relação homoafetiva, para os cristãos só existe um amor conjugal que vale a pena: “Marido, ame a sua esposa assim como Cristo amou a Igreja e deu a sua vida por ela” (Efésios 5.25). E se o ministro Ayres Britto lembrou que “nas coisas ditas humanas, não há o que crucificar, não há o que idealizar, há só o que compreender”, cabe lembrar que nas coisas divinas Cristo foi crucificado para idealizar um amor impossível de compreender. Aqueles que seguem esta afeição divina fazem de tudo para viver o amor ideal no matrimônio e nas outras relações. Um desafio cada vez maior nesta sociedade carente de afeição que vale a pena.  

Marcos Schmidt
pastor luterano
Igreja Evangélica Luterana do Brasil
Comunidade São Paulo, Novo Hamburgo-RS
12 de maio de 2011

Homofobia e Liberdade de opinião

Não sou contra as leis criadas para proteger homossexuais contra a violência de fundamentalistas. Ainda que não entenda porque não se enquadram em leis já existentes contrárias a violência contra toda e qualquer pessoa.

Vejo com temor a maneira como projetos de leis têm sido apresentados. Pois na ânsia de proteger um comportamento, acabam roubando a liberdade de expressão.

Que a liberdade seja para todos! Que cada um escolha a cor que quer pintar a sua casa, o time que quer torcer, o alimento que deseja comer. Contudo, cada um também deve ser livre para dizer que não gosta da cor marrom, ou que não gosta desta ou daquela equipe.

Que cada um tenha o direito de ser e agir como homossexual ou como heterossexual, bissexual e outras definições existentes nesse sentido. Contudo, cada um também deve ser livre para dizer que não gosta ou não aprova tal comportamento por princípios políticos, filosóficos ou religiosos.

Ninguém tem o direito de machucar, violentar ou discriminar uma pessoa. Não pode um torcedor agredir o outro - só porque torce pelo time rival. Não pode pichar a casa que foi pintada da cor que eu não gosto. Porém eu posso me manifestar. Posso torcer pelo meu time, posso recomendar outra cor. Uma coisa é discriminar e violentar. Outra é manifestar opinião.

Precisamos respeitar todas as “pessoas”, heteros ou homossexuais, mas podemos, por liberdade, expressar nossa opinião e convicção religiosa, de que Deus criou homem e mulher e que julgamos a prática homossexual não recomendável, contrária a ordem do Criador.

Essa manifestação não é homofobia! Confundir uma coisa com outra é um atentado a liberdade de expressão!

Pastor Ismar Pinz
Pelotas-RS

Estudos bíblicos aprofundados


A partir de hoje, sempre que possível, postarei estudos que faço para a preparação das mensagens nos cultos e nos blogs. Se lhe interessar, procure por exegese e baixe os arquivos.
São arquivos sempre em produção e revisão então é possível que haja erros de ortografia, ou mesmo pareçam incompletos. À medida que forem sendo modificados, os documentos serão substituídos.

O desta semana é sobre Marcos 7.24-37

Creio na Ressurreição da Carne

Introdução

Ressurreição - cruz vazada A maioria das igrejas cristãs confessa em seus cultos o Credo Apostólico, no qual afirmam: “Creio na ressurreição da carne.”
A doutrina da ressurreição da carne é doutrina fundamental da fé cristã. O apóstolo Paulo afirma: “Se Cristo não ressuscitou (fato histórico) é vã a nossa pregação e vã a nossa fé, e somos tidos por falsas testemunhas” (1Co 15.14-15). Sim, “se a nossa esperança em Cristo se limita apenas a esta vida, somos os mais infelizes de todos os homens” (1Co 15.19).
A doutrina da ressurreição da carne é central na fé cristã. Ela dá sentido à vida, força na luta contra o pecado, consolo nas aflições e enche a alma de alegria e esperança.
A base desta doutrina é a palavra de Deus. Somente a palavra de Deus. Importa ouvir e estudá-la. Queremos humilhar-nos à poderosa palavra de Deus, porque a doutrina da ressurreição da carne não pode ser comprovada pela ciência, nossa razão não pode entendê-la, não posso experimentar ou senti-la. Ela excede ao nosso entendimento. Somente a palavra de Deus pode nos orientar, consolar e encher de esperança com respeito à doutrina da ressurreição da carne.
Infelizmente, mesmo muitos cristãos, apesar de confessarem: “Creio na ressurreição da carne ...”, já não entendem mais o que significam estas palavras. Daí a importância de focalizarmos, de tempos em tempos, esta importante doutrina. Isto nos leva às pergunta: O que é a morte? Há vida após a morte? O que é e em que consiste a ressurreição da carne.
Todas as pessoas sabem, por sua própria consciência, que a vida não termina com a morte. Mas, o que vem após a morte, que tipo de vida, isto as pessoas não sabem nem podem desvendar. Surgem então as muitas especulações. O resultado disto são as mais diferentes teorias nas diversas religiões.
Vamos ocupar-nos, portanto, com o tema e focalizar os seguintes itens: 1) Principais teorias errôneas; 2) Única fonte da verdade; 3) Afirmações da Escritura sobre a ressurreição da carne; 4) A ressurreição da carne propriamente dita; 5) Consolo desta doutrina.
Continua…
Horst R. Kuchenbecker

terça-feira, 10 de maio de 2011

CPT 02 PARTE 1 - Dia das Mães

Pais Olímpicos

Os jogos e competições em geral causam grande fascínio! A busca pela vitória leva os atletas ao limite dos treinamentos.
A raça, o esforço e a determinação são diferenciais dos grandes vencedores. É constrangedor e irritante acompanhar uma equipe ou um atleta jogar sem raça, sem vontade de vencer. Creio que nesse sentido o esporte nos leva à reflexão sobre as competições do dia-a-dia. Como disputamos o jogo da vida? Como enfrentamos as situações que a vida nos sugere?
Nesta semana do Dia dos Pais é conveniente refletir sobre a maneira como exercemos a paternidade. Todos os pais enfrentam desafios. Como agimos diante deles? Apenas lamentamos? Nos esforçamos apenas na arrancada e depois desistimos, ou lutamos e nos esforçamos em cada lance?
É importante destacar que todos nós temos um Pai Celeste, o nosso Deus. Ele é um perfeito treinador, mas é muito mais do que isso! É dEle que vem a força para treinar e a capacidade para vencer! Ele desperta não somente o “querer’, como também o próprio “realizar”.
Por isso, um pai cristão está preparado para as disputas diárias, seja qual for a modalidade. Por exemplo, se falássemos no “basquete” da vida, diríamos que um pai cristão pode até errar a cesta, mas encontraria a vitória no final! Nas “corridas”, o pai cristão até poderia tropeçar, mas sempre correria no caminho certo. No “salto em altura”, o pai que crê em Deus já saberia o caminho do grande salto, rumo às alturas dos céus. Se a modalidade fosse “esgrima”, o pai que confia em Cristo saberia que a melhor espada é a espada do Espírito — a Palavra de Deus. Nas lutas como o “judô” ou o “boxe”, o pai que crê em Deus lutaria contra o mal, usando golpes de bondade. No “vôlei” da vida, o pai cristão saberia defender e atacar, marcando pontos com cortadas cheias de fé. No “hipismo”, o pai cristão disputaria com a força de um puro-sangue — o sangue de Cristo. Na “ginástica” o pai cristão ensinaria a dar cambalhotas de felicidade promovendo sorrisos com o brilho das estrelinhas. Se a disputa fosse “levantamento de peso”, o pai que confia em Jesus saberia procurar ajuda de Deus, em especial no momento em que se sentisse sobrecarregado, afinal, saberia que é no Pai do Céu que encontramos forças para suportar os pesos do dia-a-dia. E, finalmente, poderíamos dizer que, se a modalidade fosse “futebol”, o pai cristão poderia até levar dribles e rasteiras, mas não desistiria do caminho do gol, afinal, lembraria do Pai Celeste que jamais desiste de nós!
No jogo da vida, em qualquer modalidade, lembremos que
temos a vitória, lembremos que somos mais que vencedores, em Jesus, que nos amou! (Rm 8.37).
Pastor Ismar Lambrecht Pinz
Artigo escrito dia 06/08/2008
Publicado dia 08/08/2008 no jornal Folha de Candelária-RS.
e no dia 10/08/2008 no jornal Diário Popular de Pelotas-RS.

Leitura Bíblica para a Quaresma 2026

Você sabe o que é a Quaresma? Muita gente acha que é o tempo de sofrimento e privação (jejum etc...) que começa depois do carnaval. Infelizm...