domingo, 11 de abril de 2010

Servir com alegria!

Ap 1.4-18
2º Domingo de Páscoa

Que a graça do Senhor Jesus Cristo, o amor de Deus e a presença do Espírito Santo estejam com todos vocês! (2Co 13.13).

Salmo 148; Atos 5.12-20; Apocalipse 1.4-18; João 20.19-31


felicidade

A Paz do Senhor Jesus esteja com todos vocês. Amém!

Vocês sabem o que fazia o sacerdote, na época do Antigo Testamento. Ele era responsável por tudo que dizia respeito ao culto.

Era ele que providenciava tudo para que o culto acontecesse sempre, conforme deveria acontecer. Para que as ofertas fossem preparadas e entregues ao Senhor, conforme deveria ser.

O Sacerdote também era um intermediário, que levava a oferta ao Senhor. Que levava a oração do povo a Deus.

Quero destacar, de nosso texto de Apocalipse, parte dos versículos 5 e 6 que dizem: “Ele nos ama, e pela sua morte na cruz nos livrou dos nossos pecados, e fez de nós um reino de sacerdotes a fim de servirmos ao seu Deus e Pai.”

Ele (Jesus) nos ama.

Com a sua morte na cruz ele nos livrou dos nossos pecados.

E fez de nós um reino de sacerdotes.

Para quê?

A fim de servirmos ao seu Deus e Pai.

Versículos similares a este são:

1Pe 2.9: “Mas vocês são a raça escolhida, os sacerdotes do Rei, a nação completamente dedicada a Deus, o povo que pertence a ele. Vocês foram escolhidos para anunciar os atos poderosos de Deus, que os chamou da escuridão para a sua maravilhosa luz.”

Reflexo de Êx 19.6: “Vocês são um povo separado somente para mim e me servirão como sacerdotes.” E de Is 61.6: “E vocês serão conhecidos como sacerdotes do Senhor, como servos do nosso Deus.” Entre tantas outras vezes que esta promessa foi feita ao povo de Israel e repetida ao novo Israel, composto daqueles que creem em Jesus Cristo.

Mas ao falarmos de sacerdócio, é preciso fazer uma diferença: um é o sacerdócio ministerial. Quando alguém é chamado e vocacionado ao Santo Ministério da Pregação. Estes são chamados pela igreja e a eles se delega a tarefa que Jesus uma vez delegou a Pedro: “Tome conta das minhas ovelhas!” (Jo 21.15,17).

E tão importante quanto o Santo Ministério é o sacerdócio universal de todos os crentes. Porque pela fé em Jesus, todos fomos tornados sacerdotes. Mas não somos tirados de nossa vida cotidiana. Enquanto o pastor exerce o ministério “em volta da igreja”, cada um dos sacerdotes do rei, chamados por Cristo, exercem seu sacerdócio onde estão: em casa, no trabalho, no estudo e no lazer. Ao levar o conforto àquele que chora e ao se alegrar com aquele que ri.

E ainda podemos e precisamos exercer nosso sacerdócio também na igreja. Participando de tudo que for possível e, como o Senhor, procurando servir e não mandar.

O sacerdote nunca é chefe. Este exemplo foi dado pelo próprio Bom Pastor Jesus. O sacerdote é aquele que serve. Que trabalha em humildade, para que tudo transcorra bem e com ordem e decência dentro da Casa de Deus. O sacerdote não é aquele que levanta a voz, mas é aquele que não se cala diante da injustiça cometida ao irmão.

Somos sacerdotes do Rei Jesus.

E o Senhor nos dá uma função: “Vocês foram escolhidos para anunciar os atos poderosos de Deus”

Mas como fazer isso?

Com palavras e com obras.

ECRAS001 Já citei várias oportunidades para sermos sacerdotes, mas a vida está cheia delas. Algumas vezes seremos sacerdotes falando. Outras vezes seremos sacerdotes, calando, para não alimentar a discussão. Pois o que importa é reinar a paz entre irmãos.

Reclamar e criticar tudo é muito fácil. O difícil é apontar soluções. Estamos vendo aí todos colocando a culpa no outro por causa da desgraça ocorrida esta semana, devido às chuvas.

A culpa é de quem fez o lixão. É do governo que não olhou pelas pessoas que estavam lá. É das pessoas que invadiram o local. É de Deus que mandou a chuva fora do normal...

O que pouco se falou é que havia um plano pra que esta desgraça não acontecesse e, mesmo que acontecesse, não tirasse vida de pessoas. Mas o governo de Niteroi não estava disposto a gastar 19 milhões para tais mudanças, como afirmaram jornalistas durante esta semana.

Na vida da igreja também há problemas. Também há dificuldades. E é aí que entra cada sacerdote. Não pra criticar ou mandar o outro fazer. Mas para servir em humildade. Trabalhando para o bem de todos. Testemunhando com palavras e com ações. E não trabalhamos para depois dizer: Ah! Eu fiz tudo sozinho e reclamar da vida! Mas para dizer: graças a Deus o Senhor me deu força e eu pude ajudar. Espero sempre poder me dispor ao Serviço do Senhor.

O sacerdote não é um bobo que trabalha pelos outros. Mas ele trabalha para o Senhor, na obra do Senhor. Nas grandes e nas pequenas coisas. Limpando o chão ou alimentando uma multidão. E com seu exemplo dedicado ele atrairá outros a trabalhar também.

Mas se gastamos nosso tempo para criticar apenas, quem ficará perto de nós? Se eu só vejo coisas ruins, como fazer para que os outros vejam coisas boas?

Certa vez um professor e grande amigo me disse o seguinte:

—Procure ver as pessoas e fazer um elogio, mas não elogie falsamente. A pessoa percebe quando o elogio é falso. Olhe para a pessoa e destaque algo realmente positivo. E mesmo que não tenha mais nada para dizer, sempre há pelo menos uma coisa; diga: Que legal que você tá aqui e eu pude te encontrar. Fico feliz em te ver! E seja sincero.

Lembro com muito carinho deste professor do Seminário. E lembro que todas as pessoas que o conhecem gostam dele, pois ele sempre procura ver o lado bom de tudo. E em Cristo, é possível ver as coisas boas. Pois em cada irmão vemos o rosto de Cristo. E vemos uma oportunidade para servir como sacerdote do Rei Jesus.

O que você pode fazer pelo seu irmão na fé?

Se todos nós nos dedicarmos a servir, sem esperar nada em troca, ao irmão na fé, todos sairemos ganhando, pois sempre haverá quem nos ajude no momento difícil e sempre poderemos ajudar ao irmão sofredor.

Aí sim sentiremos a real satisfação de poder dizer: eu sou sacerdote do Rei. Fui chamado para proclamar as maravilhas do Senhor que me chamou da escuridão para a sua maravilhosa luz.

Que cada um de nós tenha a alegria no servir, com palavras e obras, pois não servimos a seres humanos simplesmente. No nosso serviço aos irmãos é ao senhor que servimos.

Servimos aquele que morreu por nós e que nos dá a vida eterna. Amém.

E a paz de Deus, que ninguém consegue entender, guardará o coração e a mente de vocês, pois vocês estão unidos com Cristo Jesus. Amém. (Fp 4.7)

Pastor Jarbas Hoffimann – Nova Iguaçu-RJ

Soli Deo Glória