sábado, 15 de agosto de 2009

Comida e bebida de salvação

11º Domingo após Pentecostes

Que a graça do Senhor Jesus Cristo, o amor de Deus e a presença do Espírito Santo estejam com todos vocês! (2Co 13.13).


Leia ao lado (à direita) o texto bíblico base


Queridos irmãos em Cristo Jesus Cristo.

Que a Paz esteja com vocês. Amém.

No evangelho de hoje Jesus está terminando sua pregação sobre o pão da vida. Ele usa a multiplicação de pães para mostrar que mais importante que o pão terreno é o pão celestial.

Precisamos do pão físico. Se não comermos vamos morrer. Por outro lado, precisamos do pão da vida, que é Jesus Cristo, pois ele nos dá a vida eterna.

Falando em pão, fiquei surpreso ao descobrir que quase 70% da população brasileira gosta de encontrar-se nas padarias. Perto daqueles pães e doces maravilhosos. Que enchem primeiro os olhos, depois o estômago.

Quando Jesus se comparou ao pão ele sabia muito bem da importância deste alimento tão simples.

Nesta última parte do texto do evangelho, Jesus fala de seu corpo e sangue. Ele fala da Santa Ceia. E na Ceia Jesus é nossa comida e bebida.

Mas como os judeus que estavam ouvindo Jesus em Cafarnaum, muitas pessoas vão perguntar: "– Como é que este homem pode dar a sua própria carne para a gente comer?" (Jo 6.52).

Tais pessoas esquecem que a sabedoria de Deus é loucura para os seres humanos. Afinal, que loucura incomparável foi aceitar o sacrifício de seu próprio filho, para salvar a vida de pecadores indignos! E mais do que isso: Deus não apenas aceitou o sacrifício de Jesus, mas foi ele mesmo que prometeu e enviou Jesus para dar a Salvação a todos que crerem nele.

Então as próprias pessoas que estavam ouvindo Jesus naquele dia, disseram: "– O que ele ensina é muito difícil! Quem pode aceitar esses ensinamentos?" (Jo 6.60).

Apenas aqueles que são de Deus realmente...

Infelizmente a Santa Ceia também foi cercada de confusão e interpretações falsas.

Existem basicamente três ensinos a respeito da Santa Ceia:

Transubstanciação, representação e presença real.

A transubstanciação ensina que o pão se transforma em corpo e o vinho se transforma em sangue. Este é o ensino católico.

A representação ensina que o pão e o vinho são simplesmente representações do corpo e sangue de Jesus, e o comungante recebe apenas pão e vinho. Este é o ensino de igrejas Reformadas, que surgiram com João Calvino e seus seguidores.

E a Presença Real é confessada pela Igreja Luterana.

A presença real ensina que junto com o pão e o vinho (consagrados no momento da Santa Ceia), o crente recebe corpo e sangue de Jesus para perdão dos pecados e fortalecimento da fé.

Destas três formas de ver a Santa Ceia, a única que pode ser comprovada na escritura é a presença real.

A Bíblia não diz que o pão vira corpo e o vinho vira sangue, mesmo assim, são corpo e sangue.

Na Bíblia, o próprio Jesus fala do comer e beber de seu corpo, e não diz isto representa o meu corpo, mas diz: isto é o meu corpo.

O Salvador diz com todas as letras: "– Eu afirmo a vocês que isto é verdade: se vocês não comerem a carne do Filho do Homem e não beberem o seu sangue, vocês não terão vida. Quem come a minha carne e bebe o meu sangue tem a vida eterna, e eu o ressuscitarei no último dia. Pois a minha carne é a comida verdadeira, e o meu sangue é a bebida verdadeira. Quem come a minha carne e bebe o meu sangue vive em mim, e eu vivo nele." (Jo 6.53-55).

Também, o apóstolo Paulo, ao escrever pros coríntios afirma: "Pensem no cálice pelo qual damos graças a Deus na Ceia do Senhor. Será que, quando bebemos desse cálice, não estamos tomando parte no sangue de Cristo? E, quando partimos e comemos o pão, não estamos tomando parte no corpo de Cristo?" (1Co 10.16). Paulo fala do cálice e sangue e também do pão e corpo.

Então, sendo fiéis à Palavra de Deus, temos que saber que ao comer o pão e o vinho na Santa Ceia, também estamos recebendo o corpo e sangue de Jesus Cristo. Como também afirmam nossas confissões luteranas:

"Cremos, ensinamos e confessamos que o corpo e o sangue de Cristo são recebidos, em virtude da união sacramental, com o pão e o vinho não só espiritualmente, pela fé, mas também oralmente, ... de maneira sobrenatural, celeste, segundo mostram claramente as palavras de Cristo, quando ordena tomar, comer e beber, como fizeram os apóstolos, pois está escrito: "E todos beberam dele". (Mc 14.23). Da mesma forma diz São Paulo: "O pão que partimos, não é a comunhão do corpo de Cristo?" (1Co 10.16). Isto é, quem come esse pão, come o corpo de Cristo, o que também testificam, unânimes, os mais eminentes dentre os mestres antigos da igreja: Crisóstomo, Cipriano, Leão I, Gregório, Ambrósio, Agostinho." (FC, Ep VII, 15). Nossas confissões citam os Pais da igreja, para lembrar que o ensino sobre a presença real era unânime no início da igreja cristã.

Ao participar da Santa Ceia recebemos pão e vinho, mas junto com eles o corpo e o sangue de Jesus. Que são comida e bebida para nossa salvação.

Por isso é tão importante participar da Santa Ceia sempre. E também por isso é tão importante estar preparado.

Mas quem está realmente preparado para participar da Santa Ceia? Nosso catecismo menor responde:

"Verdadeiramente digno e bem preparado é aquele que tem fé nestas palavras: "Dado em favor de vós" e "derramado para a remissão dos pecados". Aquele, porém, que não crê nessas palavras ou delas duvida, é indigno e não está preparado, pois as palavras "por vós" exigem corações verdadeiramente crentes." (Cme, VI. 10)

Pela fé em Cristo todos estamos prontos para a Santa Ceia. E na Santa Ceia recebemos o perdão, vida eterna e Salvação.

O Sacramento do altar deve ser buscado por nós com toda a reverência e amor. Pois é um gesto de amor de Deus para conosco. A Santa Ceia é o Cristo palpável, para ser comido e bebido pelos crentes para fortalecimento da fé e perdão dos pecados.

Mas cabe ainda uma última recomendação: não participemos despreparados! Pois isso traz a ira de Deus.

Jesus nos dá tudo: deu-nos a fé, a salvação, a santa ceia, o perdão dos pecados, a vida eterna e muito mais. Temos tudo, então porque participaríamos despreparados: orgulho? Impenitência?

Preparar-se não é jejuar ou coisas semelhantes.

Para saber se estamos preparados podemos nos fazer as seguintes perguntas:

1. Eu entendo e creio nas palavras da instituição, sabendo que com o pão e o vinho recebo o corpo e sangue de Jesus?

2. Eu reconheço que sou pecador e estou arrependido destes pecados?

3. Eu sei o que Jesus fez por mim e desejo o perdão do Senhor, como ele prometeu?

4. Eu estou disposto a melhorar minha vida e apresentar os frutos do arrependimento diante do Senhor? Como lembra Mateus 3.8: "Façam coisas que mostrem que vocês se arrependeram dos seus pecados."

Procurar estar preparado, não quer dizer que a Santa Ceia depende de nós. Seu poder e sua eficácia vêm do Senhor. Mas quem participa indigno bebe a ira de Deus sobre si. E isso, ninguém, em sã consciência, deveria querer.

A Santa Ceia é Jesus vindo a nós como alimento de Salvação. No que depender de nós, que sempre estejamos preparados para participar. Se briguei com alguém, que eu peça perdão e se outros me ofenderam, que eu perdoe. Se algo me impede de participar da Santa Ceia, Jesus ajuda a remover os obstáculos, para novamente poder receber este maravilhoso dom da salvação.

Jesus é nossa comida e bebida para a vida eterna. Todos os que comerem do seu corpo e beberem do seu sangue tem a vida eterna. Palavra do Senhor. Amém.


E a paz de Deus, que ninguém consegue entender, guardará o coração e a mente de vocês, pois vocês estão unidos com Cristo Jesus. Amém. (Fp 4.7)

Pastor Jarbas Hoffimann – Nova Iguaçu-RJ

Glórias Somente a Deus

sábado, 8 de agosto de 2009

Qual vontade fazer? A minha? Ou a do Pai?

Que a graça do Senhor Jesus Cristo, o amor de Deus e a presença do Espírito Santo estejam com todos vocês! (2Co 13.13).


9º Domingo após Pentecostes


Mensagem:

Queridos irmãos em Cristo Jesus Cristo.

Disse Jesus: "Eu desci do céu para fazer a vontade daquele que me enviou e não para fazer a minha própria vontade." (Jo 6.38).


Hoje é dia dos pais. Comemoramos a vida daqueles que Deus nos deu para cuidar de nós quando nós não podíamos nos cuidar sozinhos.

Que tipo de pai você tem? Que tipo de pai você é? Que tipo de pai você gostaria de ser?

Você tem coragem para ser pai?

Pode parecer estranha esta última pergunta, mas se pensarmos bem, vamos concluir que é preciso ter muita coragem para ser pai. Não um pai qualquer, mas um pai de verdade. Aquele que está presente na vida de seus filhos.

É muito fácil sair fazendo filhos por aí e deixar pro mundo cuidar. Mas esse não é o pai que Deus Pai, espera que sejamos.

O nosso Pai do céu fala assim dos filhos:

"Os filhos são um presente do Senhor; eles são uma verdadeira bênção. Os filhos que o homem tem na sua mocidade são como flechas nas mãos de um soldado. Feliz o homem que tem muitas dessas flechas! Ele não será derrotado quando enfrentar os seus inimigos no tribunal." (Sl 127.3-5).

O pai que ama seus filhos e por eles é amado vive na maior bênção que pode ser desejada dentro de uma família. Nesta família haverá harmonia.

Não quer dizer que será uma família sem problemas. Também não será uma família livre de desentendimentos e discussões. Isto acontecerá nas famílias... Em todas elas...

Mas onde pais e filhos se amam, o amor supera o desentendimento e a harmonia reinará. Porque os pais sabem a importância dos filhos e os filhos sabem a importância de seus pais.

Repetindo a pergunta: Você tem coragem para ser pai?

Como tudo mais na vida do cristão, também é de Deus que vem esta coragem. É Deus quem supre as faltas dos pais.

Que pai nunca desejou dar um presente a seus filhos, mas não pôde? Que pai já não desejou passar mais tempo com os filhos pequenos, mas precisava trabalhar?

Assim somos nós, pais humanos...

E como é o nosso Pai celeste?

Talvez esta resposta seja muito mais fácil para nós filhos de Deus. Sabemos que nosso Pai é amoroso. Sabemos que ele quer nos salvar. Sabemos que ele se preocupa tanto conosco que deu seu Filho Jesus Cristo para nos tornar seus filhos também. Sabemos que ele nos procura para nos dar a salvação. Sabemos isso e muito mais, sobre a forma como Deus nos trata e nos procura incessantemente.

Nós somos filhos.

E os bons filhos sempre querem agradar seus pais. É verdade que às vezes desagradam, mas pedem desculpas e, com o coração arrependido, buscam fazer a vontade de seu pai, a quem amam.

E quanto ao nosso Pai celeste? Nós queremos fazer a sua vontade?

Humanamente falando, não! Pois o pecado nos afasta da vondade do Pai celeste. Nós buscamos fazer as nossas vontades e ignoramos a vontade do Pai.

E, infelizmente, a nossa vontade, muitas vezes vai nos levar a caminhos ruins, enquanto a vontade de Deus, sempre nos levará ao bom caminho que é Jesus Cristo. Que nos lembra a vontade do Pai: "que nenhum daqueles que o Pai me deu se perca, mas que eu ressuscite todos no último dia." (Jo 6.39).

Então estamos divididos em duas vontades: a nossa e a do Pai. E qual vontade fazer? A minha? Ou a do Pai?

Jesus responde em nosso texto: "Eu desci do céu para fazer a vontade daquele que me enviou e não para fazer a minha própria vontade." (Jo 6.38).

E a vontade de Deus, diz Jesus: é que todos sejam salvos. Você, eu e todos que ainda não conhecem o Salvador Jesus.

Para cumprir esta vontade, o Pai nos dá a fé em Jesus Cristo. E alimenta a fé, por meio de sua Palavra e dos santos Sacramentos.

Sempre que vimos à igreja, estamos cumprindo à vontade do Pai. Sempre que ouvimos e falamos do Evangelho, estamos fazendo a vontade do Pai. Sempre que participamos da Santa Ceia e fugimos do pecado, fazemos a vontade daquele que enviou Jesus Cristo.

Mas nem sempre será fácil fazer esta vontade. Muitas vezes o inimigo nos convencerá de que a nossa vontade é melhor para nós. Afinal de contas a vida é MINHA.

Com esta frase muitos se esquecem de que suas vidas já não são mais suas, aliás, nunca foram. Pois quem nos dá a vida é o Pai que criou todas as coisas. Quem nos mantém é o mesmo Senhor e doador da vida. E com o apóstolo Paulo dizemos: "Assim já não sou eu quem vive, mas Cristo é quem vive em mim. E esta vida que vivo agora, eu a vivo pela fé no Filho de Deus, que me amou e se deu a si mesmo por mim." (Gl 2.20).

Quando as pessoas, no Evangelho de hoje, se deram conta de que não receberiam mais pão para comer, começaram a resmungar contra Jesus. Procuravam nas palavras dele algo para dizer que Jesus estava mentindo: "Este não é Jesus, filho de José? Por acaso nós não conhecemos o pai e a mãe dele? Como é que agora ele diz que desceu do céu?" (Jo 6.42).

É interessante notar que enquanto eles tinham a expectativa de ganhar mais pão, continuaram a ouvir Jesus, mas quando perceberam que Jesus não estava falando mais do pão físico e sim do pão espiritual, começam a procurar algo para contestar suas palavras. Eles queriam o pão, mas não queriam fazer a vontade do pai. Queriam fazer as suas vontades. Alimentar-se e fartar-se de graça. Mas não queriam saber da graça do Salvador Jesus Cristo.

Ignorantes...

Perderam a maior oportunidade de suas vidas, por causa de alguns pães. Mesmo Jesus tendo alertado: "Os antepassados de vocês comeram o maná no deserto e morreram. Aqui está o pão que desce do céu; e quem comer desse pão nunca morrerá." (Jo 6.49-50).

Você quer deste pão? Quem não quer? Quem não quer ter a vida eterna?

Jesus nos chama à vida eterna e nos chama a fazer a vontade do Pai. Porque importa fazer a vontade de Deus. E a vontade de Deus é que todos sejam salvos. Você, eu e todas as pessoas do mundo. Quem quer ser portador desta mensagem?

Eu quero.

Eu quero falar ao mundo que Jesus é o Salvador e que todos que nele creem têm a vida eterna.

Quero ser um pai que leva seus filhos a Jesus.

Quero um dia, junto com minhas filhas e esposa, entrar na vida eterna.

Porque a vontade do pai é que todos sejam salvos.

Então, qual vontade fazer? A minha ou a do Pai celeste?

Não há espaço para a dúvida.

Quero, por obra do Espírito Santo, ser nova criatura e testemunha do amor de Deus, para que assim, eu, você e todos quantos crerem sejamos salvos pelo Senhor Jesus. Amém.


E a paz de Deus, que ninguém consegue entender, guardará o coração e a mente de vocês, pois vocês estão unidos com Cristo Jesus. Amém. (Fp 4.7)

Pastor Jarbas Hoffimann – Nova Iguaçu-RJ

Glórias Somente a Deus

sábado, 1 de agosto de 2009

Jesus da o alimento completo

Dia Litúrgico: 9º Domingo após Pentecostes

Texto Bíblico: João 6.22-35

Tema: Jesus dá o alimento completo.


Que a graça do Senhor Jesus Cristo, o amor de Deus e a presença do Espírito Santo estejam com todos vocês! (2Co 13.13).


Queridos irmãos em Cristo Jesus Cristo.

Vamos ficar de pé e para orar.

Senhor, o pão nosso de cada dia nos dá hoje. Amém.

Queridos irmãos, nós normalmente dividimos o ser humano em duas partes: corpo e alma. E está muito bem assim. O ser humano tem corpo e alma. Mas qual seria o mais importante? Existe um mais importante? E se existe, qual seria: corpo ou alma?

Tentando responder a estas perguntas vamos meditar com o tema: "Jesus dá o alimento completo".

Pensemos sobre nós mesmos. O que pensamos quando escutamos que as pessoas no mundo passam fome?

Não é assim que muitas vezes falamos?:

Isso é falta da palavra de Deus

Falta de escutar o Evangelho.

Falta de receber a Santa Ceia e o perdão dos pecados.

Não é essa nossa conclusão à qual chegamos muitas vezes?

Sempre escutamos que Jesus quer chegar às pessoas e dizer: "Eu sou o pão da vida", então concluímos que tais pessoas precisam escutar a Palavra de Deus. Isso é verdade, mas é apenas parte da verdade.

Obviamente a Palavra de Deus guia todos os crentes até o céu. A Palavra de Deus encarnada em Jesus Cristo é o alimento para a alma, como diz o Salmo 119: a Palavra de Deus "está firmada para sempre" [89], "é o nosso prazer" [92], "nos da vida"[93], "é ilimitada"[96], "nos torna sábios"[98], "no dá prudência"[100], "nos ensina"[102], "é doce"[103], e "nos dá entendimento" [104].

Assim é descrita a Palavra de Deus. E essa Palavra nos transforma. Nos dá a vida eterna. Mas também nos torna pessoas que se interessam pelo seu próximo. Assim como Jesus trouxe o alimento para a alma (sua Palavra) e ainda alimentou e curou muita gente. Jesus alimentou completamente.

E para tornar mais clara a situação, quero dar um exemplo:

Alguém me disse: — Tenho fome.

Dei a ele a Palavra de Deus e fui embora.

No outro dia o encontrei novamente. E outra vez me disse: —Tenho fome, muita fome...

—Não se preocupe, no céu não existe fome. Disse e fui embora novamente.

Porém, outro dia, caminhando pelas ruas da cidade vi aquela pessoa caída numa esquina suja. Estava magro, feio, faminto. De tão fraco mau podia parar-se de pé. Estava com a Bíblia nas mãos e olhava esperançoso pro céu.

Então decidi fazer alguma coisa. Enquanto eu o ajudava, notei que a Bíblia estava aberta e marcada no seguinte texto:

"Então, Jesus tomou os pães e, tendo dado graças, distribuiu-os entre eles; e também igualmente os peixes, quantos queriam". (Jo 6.11).

Eu tive que ver uma pessoa morrendo de fome para entender que Jesus e seus discípulos levaram o alimento completo. Para o corpo e para a alma.

E nós, como "bons cristãos" que somos, quantas vezes ficamos apenas no alimento espiritual? Quantas vezes passamos de longe dos famintos? Quantas vezes expulsamos os famintos de nossas portas?

Como temos esquecido a Palavra de Jesus em Mateus 25 (41-43): "Afastem-se de mim, vocês que estão debaixo da maldição de Deus! Vão para o fogo eterno, preparado para o Diabo e os seus anjos! Pois eu estava com fome, e vocês não me deram comida; estava com sede, e não me deram água. Era estrangeiro, e não me receberam na sua casa; estava sem roupa, e não me vestiram. Estava doente e na cadeia, e vocês não cuidaram de mim."

Mas como as pessoas más, queremos nos justificar: "Senhor, quando foi que vimos o senhor com fome, ou com sede, ou como estrangeiro, ou sem roupa, ou doente, ou na cadeia e não o ajudamos?" (Mt 25.44).

E a resposta não poderia ser mais clara: " todas as vezes que vocês deixaram de ajudar uma destas pessoas mais humildes, foi a mim que deixaram de ajudar." (Mt 25.45).

Será que este texto não nos diz mais nada?

Jesus nos da o alimento completo. Para o corpo e para a alma. E nos ensina a fazer o meus ao nosso próximo.

Exemplo disto é também o povo de Israel caminhando pelo deserto, sendo alimentado física e espiritualmente por Deus. Tinham o maná e a Palavra de Deus.

E nós somos um tipo de Israel, ou o novo Israel, se querem chamar assim. Não pertencemos a este mundo. Somos viajantes. Estamos viajando para o céu, nosso verdadeiro lar. Mas Deus nos dá o alimento espiritual: Palavra, Batismo, Santa Ceia e perdão dos pecados e ainda nos dá o alimento físico diariamente. Assim como pedimos no Pai Nosso.

Assim como nós temos fome física e espiritual, o povo do mundo também tem fome. E de quem é a tarefa de alimentar o mundo? Dos discípulos de Jesus. Eu e você.

Quando vamos acordar para ver que muitos que nos cercam estão com fome? Fome espiritual sim, mas muitos têm também a fome corporal também. Fome de comida. E cabe a nós ajudar essas pessoas. Afinal somos discípulos de Jesus. E ele nos ensina a dar o alimento completo. Ele nos ensina que precisamos nos revestir "com a nova natureza, criada por Deus, que é parecida com a sua própria natureza e que se mostra na vida verdadeira, a qual é correta e dedicada a ele." (Ef 4.24). Pois como vamos dizer às pessoas: "eu te amo meu irmão", se nem vemos que ele tem fome? Como vamos dizer "eu te amo meu irmão", se lhes deixamos morrer de fome física?

Além disso sabemos que o ser humano é completo: corpo e alma. E Deus se importa com o ser completo.

E o que Jesus diz?

Ou melhor, o que Jesus faz?

Vejamos o Evangelho de hoje: "– Eu sou o pão da vida. Quem vem a mim nunca mais terá fome, e quem crê em mim nunca mais terá sede." (Jo 6.35).

Jesus diz que alimenta a alma. Que ele é o alimento para a vida eterna, mas lembre que no texto anterior, João 6.1-15, Jesus tinha alimentado a uma multidão.

Por isso vemos, mas uma vez, que Jesus se importa com o ser humano completo: corpo e alma.

E é o Pai que nos alimenta, também para que alimentemos ao faminto perto de nós. Dando alimento para o corpo e para a alma, para que todos nós fiquemos cada vez mais fortes e seguros na esperança da vida eterna. Pois a caridade é um forte testemunho de amor em nome do Senhor Jesus. E é dele que vêm todas as coisas boas que recebemos. Amém.

E a paz de Deus, que ninguém consegue entender, guardará o coração e a mente de vocês, pois vocês estão unidos com Cristo Jesus. Amém. (Fp 4.7)

Pastor Jarbas Hoffimann – Nova Iguaçu-RJ

Glórias Somente a Deus

sábado, 18 de julho de 2009

A dor passará

7º Domingo após pentecostes

Que a graça do Senhor Jesus Cristo,
o amor de Deus
e a presença do Espírito Santo
estejam com todos vocês! (2Co 13.13).

Texto Bíblico: Sl 23


Mensagem:

A dor passará

Queridos irmãos em Cristo Jesus Cristo.

Certamente muitos descrentes olharão o Salmo 23 e perguntarão: como olhar para nossa vida e dizer: "O Senhor é o meu Pastor e nada me faltará?"


Pois bem, contrariando toda a nossa lógica simplista.

Contrariando todo o nosso imediatismo, Davi, que passou por poucas e boas, ergue suas palavras ao Senhor e diz: "O Senhor é o meu Pastor e nada me faltará."

Talvez o Salmo 23 seja o texto bíblico mais lido e memorizado de todos os tempos. E não é simplesmente porque sua poesia é bonita.

O Salmo do Bom Pastor nos lembrar que as coisas podem ir mal, mas se o Senhor for o nosso Pastor, nada nos faltará. E com Davi, os cristãos se enchem de esperança e oram pedindo que nada nos falte.

A falta é algo que incomoda o ser humano. Pode ser falta de alimento, como as pessoas do evangelho de hoje. Pode ser falta de amigos verdadeiros. De um amor verdadeiro. De uma razão para viver...

Mas a principal falta que uma pessoa pode sofrer é a falta de Deus. Falta do pastor que lhe indique o caminho a seguir por este vale de lágrimas.

Você já pensou quantas vezes esteve andando perdido e sem rumo? Já parou para pensar como, às vezes, você andou no caminho errado por longo tempo? E o que é pior: sem alguém para lhe dizer do erro, você caminhava achando que era o caminho certo.

Como por exemplo, algo que aconteceu com alguns pilotos nos de caças. Eles pilotavam aviões muito velozes. O avião ia tão rápido que as paisagens se transformavam num amontoado de cores. E eles não tinham mais noção de onde estava o céu, ou onde estava o chão.

Então começaram a acontecer acidentes com tais aviões e ninguém entendia por que.

Mas o que acontecia era o seguinte: a certa altura do voo, depois de várias manobras, os equipamentos indicavam um caminho diferente da realidade. O avião estava voando de cabeça para baixo, mas os aparelhos indicavam que estaria em posição normal. Então os aparelhos indicavam que o piloto deveria fazer uma arrancada brusca para cima, mas como ele estava de cabeça para baixo, ele arrancava em direção ao solo.

Quantas vezes já andamos assim?

Achamos que estamos no caminho certo, mas afastados do Bom Pastor é impossível estar no caminho que leva à salvação.

Em nossa vida aparecerão muitos momentos decisivos e o que fazer naqueles momentos? O que fazer na encruzilhada de nossa vida? E serão muitas...

Aqueles momentos decisivos, normalmente serão cheios de incertezas, o que fazer então? Buscar ao Senhor! Buscar aquele que alimenta o corpo e a alma. Buscar aquele que não te abandonará.

Enquanto o Senhor for o seu pastor, nada lhe faltará. Pois se faltarem os amigos verdadeiros, Deus é o amigo mais fiel e verdadeiro. Ele não permitirá que você sofra para sempre. Ele lhe olhará e estenderá a mão para amparar, proteger e guiar.

E lembre: não é de qualquer pastor que o salmo fala, mas do Senhor que criou céus e terra e que criou você também. Ele quer guiar você por caminhos certos e lugares seguros e mesmo que mil caiam mortos ao seu lado, o Senhor protegerá você sempre. Mesmo que chegue a sua hora de partir, ainda assim, o Senhor te protegerá da morte eterna. E te dará a vida eterna. Reservada para todos os que confiam no Senhor Jesus. O nosso Pastor.


Nos dias tristes e decisivos de sua vida, lembre sempre que se o Senhor for o pastor que guia sua vida, nada lhe faltará. E você e sua família serão amparados em todos os momentos.

Foi o próprio Jesus que nos enviou o Espírito Consolador, que nos ampara, anima e enche de coragem para continuar vivendo neste mundo até o dia em que alegremente entraremos na glória eterna. Pois todo aquele que crê em Jesus será salvo.

Mas além da promessa inicial, o salmo segue com muita confiança em Deus.

Ele é uma canção fiel de alguém que nunca perdeu sua fé em Deus e que sempre pode ver o Senhor agir em sua vida.

Não é o salmo de alguém que nunca cometeu pecado, ou que nunca sofreu. Mas é o Salmo de alguém que, mesmo no pecado, pode sentir a misericórdia de Deus em perdoar e reconduzir ao bom caminho. Mesmo no sofrimento pode sentir a presença do Senhor.

Em nossa vida haverá muitos dias de sofrimento. E todos eles têm raiz no mesmo mal: o pecado. Por causa do pecado, todos nós sofremos e será assim até o fim dos dias. Tanto para os que seguem o Senhor, quanto para os que não querem saber de Deus.

A diferença está em como viveremos os dias maus.

Porque os cristãos, mesmo nos momentos difíceis, poderão ver as promessas de Deus se renovando com o sol, com a chuva que cai. Numa flor que brota, no sorriso de uma criança ou de um amigo...

Mas tudo isso será permeado por dias difíceis, que parecerão intermináveis, mas terminarão. Pois não estamos abandonados no vale de lágrimas e como um Pai se compadece de seus Filhos assim o Senhor é bondoso com aqueles que o temem.

Nos momentos tristes, vai doer mesmo. E tem que doer. Para percebermos que há algo errado que precisa de cuidado.

Os piores cânceres só se descobre quando já é tarde de mais, porque eles não doem. Não incomodam e quando dão algum sinal, já é tarde de mais para o tratamento.

Um dos sintomas da hanseníase é a perda de sensibilidade da pele. Assim, podemos nos queimar e não sentir. Não quer dizer que não nos queimaremos, muito pelo contrário, a queimadura pode ser terrível, justamente porque a doença impediu que se sentisse o braço queimando.

A dor virá, como um sinal difícil de que os dias são maus e que o mundo jaz no pecado. Mas a dor passará.

Para os cristãos, depois da dor, fica a certeza das promessas de Deus. De que o "Senhor é o meu Pastor e nada me faltará".

E nosso Deus ainda nos lembra: "Certamente a tua bondade e o teu amor ficarão comigo enquanto eu viver. E na tua casa, ó Senhor, morarei todos os dias da minha vida."

E na presença de Deus estamos seguros.

Na fé em Jesus, somos herdeiros da vida eterna. Amém.


E a paz de Deus, que ninguém consegue entender, guardará o coração e a mente de vocês, pois vocês estão unidos com Cristo Jesus. Amém. (Fp 4.7)

Pastor Jarbas Hoffimann – Nova Iguaçu-RJ


Glórias Somente a Deus

terça-feira, 14 de julho de 2009

A cruz


O símbolo cristão mais largamente reconhecido é, sem dúvida, a cruz. Mais de 400 formas diferentes foram criadas, muitas delas originadas como escudos familiares — a cruz foi adaptada para brasões, etc. Alguns hinos compostos durante as cruzadas falam de “tomar a cruz”. Hoje também a cruz aparece em nomes e empreendimentos seculares ou semi-seculares, assim como a Cruz Vermelha Internacional.
Mais de 50 tipos de cruzes foram escolhidos para o uso na igreja. Elas aparecem não só como jóias pessoais, mas também como desenhos artísticos na igreja: sobre o altar, enfeites em púlpitos, em madeira e pedra, em vitrais nas janelas, pontuando as torres... As próprias construções de igrejas podem ser cruciformes, isto é, feitas parecidas com uma cuz, com uma parte da construção traspassando a nave principal da Igreja para formar a cruz. Nesta parte, normalmente ficavam os coros.
Entre as formas mais comuns estã a cruz Latina, a cruz Grega e a cruz Tau, que aparecem acima. A cruz Tau, à direita no brasão acima, é parecida com a letra grega Tau, ou o T português. Esta é algumas vezes chamada de cruz da Antiga Aliança — ou a profética ou antecipatória —, por lembrar a haste na qual Moisés levantou a serpente de bronze, à qual Jesus referiu-se: “Assim como Moisés, no deserto, levantou a cobra de bronze numa estaca, assim também o Filho do Homem tem de ser levantado, para que todos os que crerem nele tenham a vida eterna.” (Jo 3.14-15). Por esta simbolizar a obra salvadora do Messias profetizado, a cruz Tau é particularmente própria para o Advento.
A cruz na qual Jesus foi crucifaco como um criminoso foi também um emblema de sofrimento. Mas os cristãos a usaram como um símbolo de honra, dizendo com São Paulo que nós nos orgulhamos só “da cruz do nosso Senhor Jesus Cristo.” (Gl 6.14).

sábado, 11 de julho de 2009

deus desperta profetas

6º Domingo após pentecostes

Que a graça do Senhor Jesus Cristo,
o amor de Deus
e a presença do Espírito Santo
estejam com todos vocês! (2Co 13.13).

Texto Bíblico: Mc 6.14-29


Mensagem:

Deus desperta profetas


Queridos em Cristo.

O texto bíblico de hoje fala do acontecimento que acabou resultando na morte de João Batista.

Como nós bem sabemos, João era o precursor de Jesus Cristo. E as profecias diziam que o precursor precisava vir para abrir o caminho do Messias, como aconteceu...

João Batista era um profeta e o próprio Jesus diz "de todos os homens que já nasceram, João Batista é o maior" (Mt 11.11).

Mas a vida de uma fiel testemunha do Senhor, nem sempre é fácil. Fácil é ser falso profeta. Fácil é falar o que todos querem ouvir. E receber os aplausos. Porque parece que o ser humano tem prazer em ser enganado. Basta ver o texto do Antigo Testamento, escolhido para hoje, no qual Amazias aparece dizendo mentiras contra Amós.

Amazias vai aos ouvidos do rei Jeroboão e sopra: "Amós está planejando uma revolta contra o senhor no meio do povo. O que ele está dizendo põe o país em perigo. Ele anda falando assim: 'Jeroboão morrerá numa guerra, e o povo de Israel será levado como prisioneiro para fora do seu país.'" (Am 7.10-11).

Mas Amós não era profeta pra ganhar a vida. Ele era um servo dedicado de Deus, que queria servir o Senhor da melhor maneira possível. E a mensagem que Deus lhe deu foi de destruição, pois o povo tinha se esquecido da aliança com Deus. O povo tinha saído do prumo. E como um muro torto, estava prestes a cair. Amós foi chamado por Deus para abrir os olhos do povo, mas eles preferiam ouvir Amazias, que os enganava.

João Batista também anunciava a mensagem de Deus, mesmo que esta desagradasse algumas pessoas.

Numa destas ocasiões ele falou contra o casamento de Herodes com sua cunhada Herodias. Porque pela lei, mesmo que a mulher fosse separada, o casamento se constituiria em adultério. E era contra o adultério que João falava. Mesmo que fosse de uma autoridade. Que, por sinal, deveria dar o exemplo de cumprimento da lei.


É interessante notar também a atitude de Herodes, pois mesmo João falando contra ele, ele não tomou nenhuma atitude mais drástica. Diz o texto bíblico:

"Herodes tinha medo dele, pois sabia que ele era um homem bom e dedicado a Deus. Por isso Herodes protegia João. E, quando o ouvia falar, ficava sem saber o que fazer, mas mesmo assim gostava de escutá-lo." (v. 20).

O que acontece com Herodes é o que acontece com muitas pessoas. Conosco muitas vezes. Nós ouvimos qual é a vontade de Deus. Nós nos propomos a segui-la, mas na hora que a tentação vem, a gente se esquece de Deus e segue os desejos.

Alguém que refletiu muito sobre isso foi o Apóstolo Paulo, que escreveu:

"Assim eu sei que o que acontece comigo é isto: quando quero fazer o que é bom, só consigo fazer o que é mau. Dentro de mim eu sei que gosto da lei de Deus. Mas vejo uma lei diferente agindo naquilo que faço, uma lei que luta contra aquela que a minha mente aprova. Ela me torna prisioneiro da lei do pecado que age no meu corpo. Como sou infeliz! Quem me livrará deste corpo que me leva para a morte? Que Deus seja louvado, pois ele fará isso por meio do nosso Senhor Jesus Cristo!" (Rm 7.21-25)

Nós somos um pouquinho de cada personagem destes.

Somos como Herodes, ouvimos a Palavra de Deus e até gostamos dela. Gostamos do que ouvimos, mas quando a tentação vem, preferimos o pecado. Mas uma vez que Cristo habitar verdadeiramente em nós, não vamos apenas ouvir a Palavra de Deus e gostar dela. Também viveremos na Palavra de Salvação. Como lembra o Salvador Jesus:

"Mais felizes são aqueles que ouvem a mensagem de Deus e obedecem a ela." (Lc 11.28)

Uma vez salvos. Uma vez em Cristo, somos tornados uma espécie de João Batista, ou Amós. Sem querer nos comparar a estes grandes profetas.

Mas somos discípulos do Senhor Jesus, e portadores de sua mensagem. E Jesus nos enviou para salvar as pessoas. Nos envia para propagar a sua mensagem de consolo. Que primeiro consola a nós, depois a todos quantos se deixarem converter pelo Espírito Santo.

O rei Herodes resistiu.

Herodias, o mau em pessoa, quis fazer de tudo para tirar a Palavra de Deus de seu caminho. Ela queria usufruir do seu pecado sem ter que escutar ninguém falar contra. Herodias estava furiosa com João e usou sua filha, Salomé, para seduzir Herodes e convencê-lo a matar João. Assim ela pensava ter calado a Palavra de Deus.

Mas a Palavra de Deus não se cala. Deus sempre dá um jeito de sua palavra seguir o curso. E se nós nos calarmos, as pedras falarão. Pois a mensagem do Senhor Jesus não pode ficar oculta. Ela precisa alcançar a todos.

"Como dizem as Escrituras Sagradas: 'Todos os que pedirem a ajuda do Senhor serão salvos.'

Mas como é que as pessoas irão pedir, se não crerem nele? E como poderão crer, se não ouvirem a mensagem? E como poderão ouvir, se a mensagem não for anunciada? E como é que a mensagem será anunciada, se não forem enviados mensageiros? As Escrituras Sagradas dizem: 'Como é bonito ver os mensageiros trazendo boas notícias!'

Mas nem todos aceitam a boa notícia do evangelho. Foi Isaías quem disse: 'Senhor, quem creu na nossa mensagem?' Portanto, a fé vem por ouvir a mensagem, e a mensagem vem por meio da pregação a respeito de Cristo." (Rm 10.14-16).

A mensagem quer chegar a todos.

Deus levantou muitos profetas, entre eles, Amós, João Batista, o próprio Jesus, que era mais que um profeta. Chamou e enviou discípulos. E sua mensagem continua chegando.

Todos aqueles que ouvirem a mensagem e crerem em Jesus Cristo, serão salvos. É este o objetivo da fé e da igreja Cristã: testemunhar Jesus, para que todos sejam salvos. Que Deus nos abençoe neste trabalho de salvação. E que nós também, neste trabalho sejamos mais e mais fortalecidos na fé, enquanto levamos Jesus a outros. Amém.

E a paz de Deus, que ninguém consegue entender, guardará o coração e a mente de vocês, pois vocês estão unidos com Cristo Jesus. Amém. (Fp 4.7)

Pastor Jarbas Hoffimann – Nova Iguaçu-RJ

Glórias Somente a Deus

sábado, 4 de julho de 2009

convém que Jesus cresça

5º Domingo após pentecostes

Que a graça do Senhor Jesus Cristo,
o amor de Deus
e a presença do Espírito Santo
estejam com todos vocês! (2Co 13.13).

Texto Bíblico: Mc 6.1-13

Mensagem: Convém que Jesus cresça



Contigo ó Mestre quero andar.

Assim começa o hino 334 do nosso hinário. É um hino que está na parte sobre o Ministério, mas também é a expressão daquilo que se passa na vida de todos que seguem a Jesus Cristo.

Outro hino parecido seria: Quero estar Jesus contigo, onde fores te seguir (HL 321).


São hinos, inspirados na Palavra de Deus e que expressam a confiança em Jesus Cristo. São Hinos de fé.

E "fé é a certeza de que vamos receber as coisas que esperamos e a prova de que existem coisas que não podemos ver." (Hb 11.1).

Nosso texto bíblico diz que Jesus não pode fazer muitos milagres em Nazaré porque as pessoas não creram nele.

Na verdade o poder de Deus não depende da fé das pessoas. Não precisamos crer para que Deus tenha poder. Ele é todopoderoso, mesmo que o mundo não creia. Mas as pessoas que estavam indo ali estavam buscando o mestre milagreiro. E certamente tomaram um susto quando se depararam com aquele homem, que eles tinham visto menino correndo pelas ruas.

Nós precisamos lembrar que Jesus nunca fez milagres para forçar as pessoas a crerem. Mas ao contrário, seus milagres eram testemunhos necessários de seu poder. Testemunhos do seu envio. Confirmação de que ele era, de fato, o Messias prometido. Lembrem a pergunta dos discípulos, quando encontraram um cego de nascença:

"– Mestre, por que este homem nasceu cego? Foi por causa dos pecados dele ou por causa dos pecados dos pais dele?" E Jesus respondeu: "Ele é cego ... para que o poder de Deus se mostre nele." (Jo 9.2-3).

Aquelas pessoas que buscavam os milagres, se deixaram levar pelas características humanas de Jesus. E como ele tinha crescido ali e todos conheciam seus parentes, desprezaram o seu ensinamento. Esqueceram que Jesus veio para ser o Messias e não creram nas suas palavras.

O povo tinha esquecido a promessa de Moisés em Deuteronômio 18.15: "Do meio de vocês Deus escolherá para vocês um profeta que será parecido comigo, e vocês vão lhe obedecer.", bem como Deuteronômio 18.18, onde o próprio Deus diz: "Do meio deles escolherei para eles um profeta que será parecido com você. Darei a esse profeta a minha mensagem, e ele dirá ao povo tudo o que eu ordenar."

O profeta saiu do meio do povo, como prometido, mas não foi bem recebido em sua terra.


E se Jesus aparecesse hoje, como nós o receberíamos?

Vemos por aí pessoas procurando milagres e maravilhas.

Vemos por aí pessoas fazendo todo o tipo de coisa para alcançar "a vitória" sobre o inimigo, que deixou de ser Satanás, para ser a derrota financeira ou a doença.

Vemos rosas consagradas, canetas abençoadas, grutas da libertação, oração de 318 e assim por diante.

Mas Jesus Cristo desaparece a cada dia, entre cantos efusivos e emocionantes. As pessoas choram com belas palavras de excelentes oradores, mas não mais ouvem Jesus Cristo.


Esqueceram o exemplo de João Batista.

Os discípulos de João estavam preocupados porque as pessoas estavam indo atrás de Jesus. Então João responde a eles: "Ninguém pode ter alguma coisa se ela não for dada por Deus. Vocês são testemunhas de que eu disse: 'Eu não sou o Messias, mas foi enviado adiante dele.' Num casamento, o noivo é aquele a quem a noiva pertence. O amigo do noivo está ali, e o escuta, e se alegra quando ouve a voz dele. Assim também o que está acontecendo com Jesus me faz ficar completamente alegre. Ele tem que ficar cada vez mais importante, e eu, menos importante." (Jo 3.27-30).

João não quis ser importante, pois ele sabia quem era realmente importante. E me angustia muito ver pela cidade cartazes gigantesco com nomes de pastores, cantores e tantas outras coisas. Me angustia por que Jesus desaparece e os outros crescem.

O que é isto que está se anunciando hoje por todo lugar? Ainda é Jesus?

Que espécie de fé é esta anunciada de diversas formas? Será que ainda é fé verdadeira no verdadeiro Salvador?

No texto bíblico, o verdadeiro Jesus apareceu entre os seus e os seus não o receberam. Pois procuravam um milagreiro. Tinham esquecido as promessas do Salvador que viria do meio do próprio povo de Israel.

Mesmo assim, esse Salvador veio e habitou entre nós. Como um ser humano comum. Mas também como o verdadeiro Deus. E por causa da falta de fé de seus conterrâneos, Jesus logo se retirou de sua terra novamente. E caminhava pelas redondezas anunciando a Palavra da Salvação.

Mas mesmo ali no meio daqueles incrédulos, "alguns doentes" recorreram a Jesus, com fé, e tiveram suas doenças curadas.

Hoje, mesmo no meio deste mundo cheio de maldades e mentiras, todos que vão à Jesus com fé, recebem dele atenção e carinho.

Foi assim com Jairo, que viu sua filha voltar viva.

Foi assim com a mulher doente que apenas tocou na borda da roupa de Jesus. Foi assim com tantos outros, que mais que a cura pro corpo, receberam cura para a alma, no perdão dos pecados.

Será assim com todos que buscarem Jesus. Colocando em primeiro lugar nas suas vidas o Reino de Deus, pois todo o resto Deus dará um jeito. Talvez não seja o nosso jeito, mas Deus nunca nos deixará abandonados.

Na segunda parte de nosso texto, os discípulos são chamados e enviados. Este envio também era uma demonstração de fé. Pois Jesus lhes disse: "para não levarem nada na viagem, somente uma bengala para se apoiar. Não deviam levar comida, nem sacola, nem dinheiro. Deviam calçar sandálias e não levar nem uma túnica a mais." (Mc 6.8-9).

Jesus agiu de maneira contrária aos vendedores de milagres. Seus discípulos não ostentavam contas polpudas e carros importados. Eles não iriam vender a mensagem, mas como receberam de graça, de graça a entregavam.

Os discípulos deveriam depender inteiramente da fé em seu Senhor que, por meio dos ouvintes, providenciaria o pão de cada dia.

Esses mestres vendedores já existiam na época de Jesus. E quando um deles ficava famoso, juntavam muitos discípulos e os discípulos também queriam lucrar como o mestre estava lucrando. E, como acontece hoje, muitos caíam em sua conversa vazia.

Porém aos seus, Jesus envia sem nada, além da fé. Nem com o frio deveriam se preocupar, pois o Pai estaria com eles.

Jesus está entre nós. Ele vem a nós no perdão e na Santa Ceia. Vem a nós em sua Palavra e nos livra de todos os medos e males.

Jesus, o Salvador verdadeiro, morreu por nós e nos dará a vida eterna. E é nele que a nossa fé está firmada. Assim caminhamos firmes para a vida eterna. Amém.


E a paz de Deus, que ninguém consegue entender, guardará o coração e a mente de vocês, pois vocês estão unidos com Cristo Jesus. Amém. (Fp 4.7)

Pastor Jarbas Hoffimann – Nova Iguaçu-RJ

Glórias Somente a Deus

Leitura Bíblica para a Quaresma 2026

Você sabe o que é a Quaresma? Muita gente acha que é o tempo de sofrimento e privação (jejum etc...) que começa depois do carnaval. Infelizm...