quarta-feira, 1 de junho de 2011

A música no Culto


Um dos elementos mais presentes no culto divino certamente é a música. Desde os tempos bíblicos ela teve papel importante na vida do povo de Deus, como meio de conduzir a Palavra de Deus e como forma de expressar a alegria na adoração. Ainda hoje ela pode ser uma forma maravilhosa de a igreja propagar sua doutrina e sua fé, e de os filhos de Deus expressarem seu louvor ao Criador. Mas é também através da música que as doutrinas falsas podem encontrar um campo fértil para se propagar.
Os dois lados da inovação

Vivemos numa época em que o mundo produz uma grande variedade de ritmos musicais. Muitos dos sucessos musicais têm ascensão e queda em questão de poucos dias e logo dão lugar a outros ritmos. Boa parte das músicas torna-se produto descartável. Isto impõe uma acelerada busca pelo que é novo. A igreja acaba sendo contagiada por este embalo alucinante e entra na onda da inovação na sua forma de adorar. Pergunta-se: isso é bom ou ruim?

O perigo da avalanche inovadora é que ela pode banalizar a qualidade musical e empobrecer o conteúdo teológico dos hinos. Ou seja, a vasta musicalidade, em lugar de promover a Palavra, pode sufocá-la e restar apenas ritmos. Pode também levar a igreja a descartar a hinódia histórica herdada do passado, que por séculos serviu de referênia para milhões de cristãos. Com o passar do tempo, a onda inovadora pode gerar mais confusão do que crescimento.

Mas há também o lado bom. A busca pelo novo pode despertar novos músicos e novos estilos musicais na igreja. A igreja tem a oportunidade de sair da sua velha forma de cantar, pois não é a única forma de adorar ao Senhor. Se alguém acha que o uso de variados instrumentos musicais, o uso de outros ritmos, de bater palmas e danças está errado, leia os salmos. Eles falam muito destes recursos.

Por outro lado, há reclamações de que muitos dos nossos hinos são pesados e cansativos de cantar. Clama-se, então, por uma música mais alegre e dinâmica, inclusive com ritmos variados e que mexam com os sentimentos. Cresce também o coro daqueles que reclamam dos conjuntos musicais nas igrejas, principalmente dos que têm bateria, pois o volume é elevado para ambientes pequenos.

Qual a finalidade da música no culto?

Primeiro. Neste mundo que produz milhões de ritmos diferentes a cada dia, é difícil, senão impossível, encontrar ritmos que agradem a todos.

Segundo. Nossos sentimentos e nossas emoções também são obra divina. Somos emotivos e temos necessidade de extravasar nossas emoções. Assim, não está errado, ao ouvir uma música ou cantar um hino, romper em alegria ou desabar em lágrimas. Isso pode acontecer naturalmente. Mas é bom lembrar que esta não deveria ser a primeira finalidade de uma música na igreja. O culto tem sempre o propósito de fortalecer nossa fé em Jesus pela Palavra e pelos sacramentos. Os sentimentos deveriam vir como resposta ao amor de Deus.

Terceiro. A finalidade maior de qualquer recurso musical no culto deveria ser o de conduzir a Palavra de Deus, sua vontade e seu ensino. Da mesma forma, um conjunto musical não deveria servir de atração no culto, mas ter a intenção de conduzir o louvor da congregação. Volumes elevados prejudicam o canto.

Quarto. Aquilo que cantamos precisa ser Palavra do Senhor e precisa estar em harmonia com a nossa teologia. Não é possível pregar uma coisa de cima do púlpito e cantar outra nos hinários e cancioneiros. O nossos hinos precisam ter conteúdo escriturísticos e linguagem clara. A igreja necessitar ter uma autocrítica e avaliar a sua hinódia para que continue sendo um meio de propagar o claro ensino da Palavra de Deus.

David Karnopp  é pastor em Vacaria, RS, membro da Comissão de Culto da IELB.



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terça-feira, 31 de maio de 2011

Crise gananciosa

A crise nos EUA é compreendida quando percebemos a ganância que existe nos nossos corações. A ganância está lá, no íntimo de todos! Uma cobiça que facilmente torna-se um deus!
(Colossenses 3.5: “Portanto, matem os desejos deste mundo que agem em vocês, isto é, a imoralidade sexual, a indecência, as paixões más, os maus desejos e a cobiça, porque a cobiça é um tipo de idolatria.”)
Um desejo que, quando alimentado, torna-se a razão de ser, a razão de existir. Quando este monstro é alimentado, não há mais nada que traga contentamento. De forma que alguns, mesmo mergulhados no dinheiro, se consideram coitados e injustiçados, se consideram pobres e não param de chorar.
Basta olhar ao redor para notar que muitas vezes aqueles que mais dinheiro têm, são aqueles que mais choram! Reclamam de barriga cheia! Estas reclamações causam náuseas nos justos e provocam a mais intensa ira de Deus. Por vezes, na sua divina sabedoria, o Senhor permite que estes “berrões” cresçam e cresçam sem parar! Por vezes, na sua divina sabedoria, Deus permite que impérios cresçam e cresçam sem parar, como já aconteceu com o Egito Antigo, com a Assíria, com a Pérsia, com a Babilônia e mesmo com o Império Romano. Assim Deus também permite que aconteça com algumas pessoas. Ali, neste crescimento, está a maior tentação. Pois, quanto maior, maior o tombo!
Chega um momento que tais impérios e pessoas se consideram acima de Deus, acima dos outros! Chega um momento em que eles, tontos pela ganância, bêbados de si mesmos, cegos pelo orgulho, tropeçam e caem!
Por isso o Senhor Jesus diz que é extremamente difícil um rico entrar no reino do Céu. Diz-nos que é mais fácil um camelo passar pelo fundo de uma agulha do que um rico entrar no reino do Céu! (Mateus 19.24). Jesus nos aconselha a não acumularmos tesouros sobre a face da terra, pois aqui a ferrugem e a traça tomam conta, aqui os mercados são instáveis, a bolsa de valores é relativa e inconstante. Jesus aconselha-nos a juntarmos tesouros nos céus, onde a traça, nem ferrugem, nem ladrões, nem as bolsas de valores, nem o mercado globalizado, nada, nada pode afetar! (Mateus 6.19-20) Ele pede que invistamos no seu amor! Nem os sofrimentos, nem as dificuldades, nem a perseguição, nem a pobreza e a fome, nenhuma crise financeira, enfim, nada pode nos separar do amor de Deus! (Romanos 8.31-39)
Portanto, se os investidores estão temerosos com a situação dos EUA, se as bolsas de valores estão caindo, saibamos que nós podemos investir e entregar tudo nas mãos de Deus. Podemos depositar e entregar a nossa vida ao Senhor (Salmo 37.5), confiando que ele cuidará de nós, pois o seu amor, e o valor que nos atribui em Cristo, jamais muda. O valor do sangue de Cristo, derramado na Cruz, não muda, nem mesmo nos momentos de crise. Por isso nele podemos confiar!

Pastor Ismar Pinz
Congregação Cristo Redentor - Pelotas-RS
artigo para: Jornal: Diário Popular, Diário da Manhã e Folha de Candelária

segunda-feira, 30 de maio de 2011

A contracultura do palavrão

Dercy Gonçalves era conhecida pelos palavrões. Nas entrevistas que dava na televisão, a gente só ouvia os “biiiiiii” da censura editorial. “O palavrão é o meu ganha pão”, respondeu a um repórter. Referindo-se ao seu palavreado obsceno, um crítico a defende: “Falar mal dela por causa dos palavrões é ridículo, pois o palavrão para ela era uma coisa pura, não tinha nada de negativo”. Não quero falar mal dela, mas permitam-me discordar desta idéia de “coisa pura” e de toda a reverência da mídia brasileira para a irreverência da Dercy. Creio que o exemplo dela fica por conta da sua coragem, ousadia e perseverança – disposição que falta em muita gente que desiste no meio do caminho. Mas não acredito que o riso e a diversão necessitem da obscenidade, e por isto não reconheço neste modo uma lição de vida.
A notoriedade desta divertida e desbocada mulher centenária tem explicação. A própria Dercy revelou: estratégia de público. E qual a explicação para o gosto popular por este tipo de diversão? Li na “Superinteressante” que existe uma resposta científica para o palavrão. Segundo a última edição de fevereiro, pesquisas recentes mostram que as palavras sujas nascem em um mundo à parte dentro do cérebro. Enquanto a linguagem comum e o pensamento consciente ficam a cargo da parte mais sofisticada da massa cinzenta, os palavrões moram nos porões da cabeça. É o fundo do cérebro, a parte que controla nossas emoções.
Isto tem sentido, afinal, quem já não soltou o verbo em momentos quando as emoções negativas escaparam do controle? Dizem que isto ajuda como terapia. Como, por exemplo, ir ao estádio de futebol, xingar a mãe do juiz e meio mundo e depois voltar tranqüilinho para casa. Mas será que esta é a melhor forma de colocar os bichos para fora? Creio que não! Na biografia Dercy de Cabo a Rabo, a própria autora comenta que entre quatro paredes a comediante era uma pessoa muito triste e solitária. Na verdade, a gente fala do que está cheio o coração. Assisti uma entrevista onde o repórter, diante do túmulo dela em forma de pirâmide, indagava sobre as esperanças após a morte. Ela respondeu que “céu e inferno” era aqui mesmo, e depois a gente se transformava numa energia cósmica. Deve ser a pior coisa do mundo, partir sem ter a certeza de continuar existindo. A vida aqui se torna o pior palavrão.
Nestes tempos quando tudo é motivo para piada e deboche, a Bíblia fala de algo bem sério:
Vejam como uma grande floresta pode ser incendiada por uma pequena chama. A língua é um fogo. Ela é um mundo de maldade, ocupa o seu lugar no nosso corpo e espalha o mal em todo o nosso ser. (Tiago 3.5-6).

Por isto ela recomenda:
Usem apenas palavras boas, que ajudam os outros a crescer na fé e a conseguir o que necessitam, para que as coisas que vocês dizem façam bem aos que ouvem (...) Nada de gritarias, insultos e maldades (...) Não usem palavras indecentes, nem digam coisas tolas ou sujas, pois isso não convém a vocês. (Efésios 4.29-30; 5.4). Que as suas palavras sejam sempre agradáveis e de bom gosto. (Colossenses 4.6).

Mas pelo jeito como as coisas andam, contracultura hoje é a linguagem descente.

Marcos Schmidt
pastor da Igreja Evangélica Luterana do Brasil
Comunidade São Paulo - Novo Hamburgo, RS
24 de julho de 2008

domingo, 29 de maio de 2011

Como vive um cristão?

Jo 14.15-21
6º Domingo de Páscoa

Que a graça do Senhor Jesus Cristo, o amor de Deus e a presença do Espírito Santo estejam com todos vocês! (2Co 13.13).

Sl 66.8-20 / At 17.16-31 / 1Pe 3.13-22 / Jo 14.15-21

Como vive um cristão?

A Paz do Senhor esteja com vocês. Amém.

Queridos irmãos em Cristo. Como vive um Cristão?

Não adianta olhar pro lado. Você é cristão. Então você deveria saber responder esta pergunta: “Como vive um Cristão?”

Vejamos a diferença entre cristão e não-cristão:

Um ser humano que não crê em Cristo nasce, cresce, quase sempre constitui família, morre e morre eternamente. Na vida o não-Cristão normalmente estuda e trabalha, até morrer...

Com o cristão acontece mais ou menos a mesma coisa. O cristão nasce, renasce, cresce, quase sempre constitui família, morre e vive eternamente. Na vida neste mundo o cristão normalmente estuda, trabalha, testemunha e depois vai pra vida eterna.

O cristão e o não-cristão nascem, crescem, quase sempre constituem família e morrem. A diferença é que o cristão nasce de sua mãe e depois renasce por meio da fé em Jesus e viverá eternamente com Cristo. E outra diferença é que aqui no mundo, além viver como qualquer pessoa, o cristão também testemunha sua fé.

Já o não-cristão só nasceu para este mundo e, sendo assim, morrerá eternamente.

Nós não somos como as pessoas do mundo. Nós somos renascidos pela fé em Jesus Cristo. Fomos batizados em nome de Deus. Nós somos templos do Espírito Santo. “O mundo não pode receber esse Espírito porque não o pode ver, nem conhecer. Mas vocês o conhecem porque ele está com vocês e viverá em vocês.” (Jo 14.17).

O Espírito Santo vive em nós. Ou “Será que vocês não sabem que o corpo de vocês é o templo do Espírito Santo, que vive em vocês e lhes foi dado por Deus?...” (1Co 6.19)

Nós dizemos que somos cristãos. Mas será que nossa vida confirma isto? Vivemos como cristãos?

Aliás, como vive um cristão?

A primeira resposta é: “Obedecendo à Lei de Deus”.

Na sua vida diária, o cristão vai procurar cumprir tudo aquilo que Deus ordena. Jesus diz: “Se vocês me amam, obedeçam os meus mandamentos.” (Jo 14.15). E ainda: “ A pessoa que aceita e obedece aos meus mandamentos prova que me ama.” (Jo 14.21).

O cristão vive na Lei de Deus que foi resumida por Jesus em Mt 22: “Ame o Senhor, seu Deus, com todo o coração, com toda a alma e com toda a mente.” (37) e “...Ame os outros como você ama a você mesmo.” (39).

Você vive como Cristão? Você obedece a Lei de Deus? Você ama o seu próximo e o seu Deus? Você se preocupa com sua vida cristã? Você dá o devido valor à Palavra de Deus e à Igreja dele? Você procura ajudar para que a Palavra de Deus seja anunciada? Você pelo menos tenta cumprir a Lei de Deus ou já desistiu de tentar?

Se você desistiu de tentar cumprir os mandamentos, você já desistiu de ser cristão, pois o cristão procura obedecer à Lei de Deus.

É verdade que o cristão falha. Mas ele pelo menos tenta. E, mesmo não conseguindo obedecer à Lei, arrependido encontrará perdão e misericórdia em Cristo.

O Espírito Santo que vive no cristão é o apoio para viver em Cristo. A Santa Ceia fortalece a vida cristã. A Palavra de Deus orienta no rumo certo. O Espírito Santo age em nós por estes meios.

Além de obedecer à Lei de Deus, o que mais faz parte da vida cristã? Como vive um cristão?

Obedecendo à Lei de Deus.

Também vive em paz com Deus e com os outros.

Viver em paz com Deus é cumprir os seus mandamentos o melhor possível. Não pra ganhar a Salvação, mas porque já fomos salvos por Jesus crucificado e ressurreto.

Viver em paz com Deus é poder confiar que aconteça o que acontecer, a nossa vida está sob o controle do Pai e ele não nos deixará desamparados nunca. Viver em paz com Deus é amar a Deus sobre tudo e sobre todos.

Viver em paz com Deus nos leva à paz com o próximo. Ajudando aos necessitados. Chorando com os que choram, perdoando e pedindo perdão.

Para viver em paz é necessário resolver os problemas. Uma atitude não-cristã é sair da igreja porque eu não me dou bem com essa ou com aquela pessoa. A atitude cristã é procurar se dar bem com todos, apesar das falhas que cada um tem.

Para estar em paz com Deus e com nosso próximo, nós precisamos passar por cima do nosso orgulho. É preciso reconhecer que tudo o que somos e temos vem de Deus e saber também que Deus quer que nós vivamos como cristãos: em paz com o nosso próximo. Não dá para ter paz com Deus sem estar em paz com as pessoas. “23Portanto, se você estiver oferecendo no altar a sua oferta a Deus e lembrar que o seu irmão tem alguma queixa contra você, 24deixe a sua oferta ali, na frente do altar, e vá logo fazer as pazes com o seu irmão. Depois volte e ofereça a sua oferta a Deus.” (Mt 5.23-24).

O Cristão vive em paz com Deus e com o seu próximo. Pois sem Deus é impossível ter paz verdadeira e sem estar em paz com o próximo é impossível ter paz com Deus.

Nós sozinhos não conseguimos ter paz nem conosco mesmos. Mas Jesus vem ao nosso encontro e oferece a sua paz: “—Deixo com vocês a paz. É a minha paz que eu lhes dou; não lhes dou a paz como o mundo dá. Não fiquem aflitos, nem tenham medo.” (Jo 14.27). O Espírito Santo de Deus está conosco, nos levando a cumprir os mandamentos e assim ter paz com Deus e com o próximo.

Se alguém perguntar a vocês: Como vive o Cristão?

Vocês podem responder: Obedecendo os mandamentos e em Paz com Deus e com todas as pessoas. E vocês ainda podem dizer: O cristão vive na certeza da vida eterna.

Porque se procuramos cumprir os mandamentos, nós temos paz com Deus e com os outros. Estando em paz com Deus nós podemos ter certeza que ele nos dará a herança reservada para seus filhos: a vida eterna.

O cristão nasce, renasce, cresce, quase sempre constitui família e morre. Mas a morte é só um caminho para a vida eterna. Nós vivemos esperando vida eterna, mas enquanto esperamos podemos estudar, trabalhar e testemunhar.

Jesus diz: “Eu estou à porta e bato. Se alguém ouvir a minha voz e abrir a porta, eu entrarei na sua casa, e nós jantaremos juntos.” (Ap 3.20). E João diz também: “Por isso guardem no coração a mensagem que ouviram desde o começo. Se aquilo que ouviram desde o começo ficar no coração de vocês, então viverão sempre unidos com o Filho e com o Pai.” (1Jo 2.24).

É certo que todo cristão é um ser humano e pecador. Por mais que tente não consegue viver perfeitamente como Deus quer. O cristão sozinho não consegue cumprir a Lei de Deus, nem ter paz com Deus e com as outras pessoas. E por isso, o cristão sozinho nunca pode estar certo de sua vida eterna. A pessoa, sem Cristo, está a caminho do inferno, porque toda nossa vida, sem Cristo, desagrada a Deus.

Mas em Jesus Cristo somos mais que vencedores. Em Jesus Cristo conseguimos viver como verdadeiros cristãos. Por causa de Cristo e por meio dele, Deus nos considera justos e cumpridores da Lei. Então temos paz com Deus e com os outros. E temos a certeza da vida eterna.

Portanto, se alguém perguntar a vocês:

Como vive um Cristão?

Respondam: o cristão vive assim como eu vivo:

1. Obedecendo aos mandamentos;

2. Em Paz com Deus e com o próximo;

3. Certo da sua vida eterna.

Porque “...a verdade é que Cristo foi ressuscitado, e isso é a garantia de que os que estão mortos também serão ressuscitados.” (1Co 15.20). E nós que somos e vivemos como cristãos seremos levados para junto de Deus onde viveremos eternamente. Pois nascemos, renascemos e nunca morreremos eternamente, porque Jesus ressuscitou e nos ressuscitará também. Amém.

Cristo vive, nós também viveremos. Aleluia. Amém.

E a paz de Deus, que ninguém consegue entender, guardará o coração e a mente de vocês, pois vocês estão unidos com Cristo Jesus. Amém. (Fp 4.7)

Pastor Jarbas Hoffimann – Nova Venécia-ES

Soli Deo Gloria

Desculpas para não ir à Igreja - 005

Muita coisa pra terminar em casa para ir à igreja.

muito trabalho Veja nos menus acima, onde encontrar uma igreja luterana no Brasil.
E ao lado, confira o horário do próximo culto na Castelo Forte de Nova Venécia-ES.

sábado, 28 de maio de 2011

Prepare-se: o Carnaval está chegando

carnaval No último domingo, zapeei algum tempo com o controle remoto da TV. É impossível não saber: o carnaval está “chegando” novamente ao Brasil. A tragédia do Haiti ainda ocupa os holofotes, mas de maneira crescente os meios de comunicação voltam suas pautas para considerada “maior festa popular do Planeta”. Cada vez mais, tamborins, cuícas, fantasias, passistas, blocos aos poucos anunciam a sua chegada, convocando o povo para dias de “muita festa”.
Mas que festa? O Dicionário Etimológico Nova Fronteira explica que o carnaval é o "período anual das festas profanas, os três dias imediatamente anteriores à quarta-feira de cinzas, dedicados a folias, folguedos... do italiano carnevale". Ou, literalmente, festa da carne, carnal; relativa aos “prazeres” conectados com o lado físico do ser humano.
Boa parte das denominações religiosas cristãs tem procurado ficar a uma boa distância do carnaval. Não que exista algo errado no fato do cristão festejar, pular, cantar, alegrar-se. Também não existe problema no carnaval como uma manifestação cultural de grande mobilização e intenso apelo estético. O problema está no que o carnaval simboliza, provoca e, em muitos casos, pressupõe em diversos círculos sociais: o culto à “carne” (em detrimento de “espírito”), libertinagem, drogas, bebedeiras, sexo desvairado, desprotegido e, na maioria das vezes, descompromissado. Quem "pula" carnaval expõe-se ao risco de ser afetado negativamente por um ou mais destes excessos. carnaval
Diversas denominações religiosas têm olhado o feriadão de carnaval como uma época propícia para fazer uma espécie de contraponto à “festa da carne”: a “festa do espírito”. Grupos maiores ou menores se reúnem para celebrar a “festa” da fé. Uma “festa” que procura a edificação e a responsabilidade, e não a exposição ao dano físico e emocional e o descompromisso com valores necessários para bem-estar individual e social. 
O cristão procura ter como norma para a sua vida individual e social o que a Palavra de Deus recomenda: “posso fazer todas as coisas, mas nem todas me convêm” (1º Coríntios 6.12). Dentro da sua liberdade cristã, ele questiona: Deus está presente? Isso vai trazer algum dano físico (e espiritual) para mim e para outras pessoas? Existe maneira de aproveitar melhor minhas capacidades, meu dinheiro e meu tempo?
Diz-se que, no Brasil, o ano somente começa depois do carnaval. Isso é grave. O início das folias tantas semanas antes permite uma reflexão oportuna sobre os nossos valores e o que queremos para a nossa própria vida e para o nosso país.
Dieter Joel Jagnow
Teólogo e Jornalista
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Pronunciamento do Senador Magno Malta

Tendo em vista a postagem que fala da posição da IELB sobre a união homossexual, publicada dias atrás (veja aqui) e a repercussão do assunto na mídia, vale a pena assistir o que diz um senador Magno Malta, PR/ES,  sobre o "kit homossexual". A discussão é vasta, união homossexual, "lei da homofobia" e kit homossexual a ser distribuído nas escolas. Assistam e reflitam de que maneira nós cristãos podemos nos pronunciar a respeito e que posição tomar quando querem aprovar leis no Brasil que vão contra a Palavra de Deus. É interessante assistir até o final.

Leitura Bíblica para a Quaresma 2026

Você sabe o que é a Quaresma? Muita gente acha que é o tempo de sofrimento e privação (jejum etc...) que começa depois do carnaval. Infelizm...