domingo, 3 de janeiro de 2016

Ano novo... Novas oportunidades

Todo ano, por ocasião da virada, as pessoas tendem a renovar suas promessas. E normalmente são as mesmas promessas que não foram cumpridas desde a última vez que o ano mudou: “vou emagrecer” (deve ser a campeã), “vou estudar mais”, “vou ser melhor marido/esposa”... Vou mais à Igreja (tomara que ainda prometam isso).
Fato é: ano novo traz sim novas oportunidades. Mas outro fato é que é apenas mais um dia no calendário e, pasmem, nem todo mundo tem o mesmo calendário...
Há diversas formas de contar o tempo. A mais popular no ocidente (a nossa) é a forma do calendário Cristão. Esta contagem começou no século VI, quando o abade Dionísio decidiu que se deveria contar a partir do nascimento de Jesus Cristo. Como já se tinham passado cerca de 600 anos, há um provável equívoco no calendário e Jesus deve ter nascido cerca de 4 anos antes do que, para nós, é o ano zero. Ou seja, hoje já estaríamos em 2019. Mas isso não faz muita diferença, né? Pois é, se você tinha planos para 2019, tá quase acabando seu prazo... Mas e se você contasse pelos outros calendários?
Há o calendário Hebraico, que tem treze meses. Como o ano não estica, muda a forma de contar e hoje quem segue este calendário está no ano 5776. No calendário hindu há doze meses, porém, só 354 dias. Então, para acertar a diferença, a cada trinta meses se soma mais um mês ao ano. O calendário muçulmano, também de doze meses, começou no dia 16 de julho de 622, quando Maomé fugiu para Meca. E como usam a contagem lunar, de 354 dias, dá uma diferença de 97 dias a cada século. Isto não é corrigido, então os anos deles passam mais rápido do que os nossos.
No calendário chinês, com doze meses, de ciclo lunar, a cada oito anos se acrescenta 90 dias para igualar ao calendário solar. Como este começou em 2636 a.C., hoje ele estaria no ano 4651. Ainda tem o calendário Etíope, Egípcio...
Confuso? Muita informação? Sem dúvida, é muita informação. Mas uso todas estas informações para concluir algo bem normal e que já citei acima: 1º de Janeiro, para nós que seguimos o calendário cristão, ou para qualquer outro, é apenas mais um dia, que se correr dentro da normalidade, terá manhã, tarde, noite e logo termina. Não mudará nada se nós não mudarmos. Sei que gostamos destes “ritos de passagem”, como se a virada de uma noite, deixasse tudo de ruim para trás. Mas se nossa atitude não muda, nada muda...
Sendo assim, seja no dia 1º de janeiro, ou 4 de março, se tem algo que precisa mudar, mude. Se precisa cuidar mais da saúde, não espere para amanhã, cuide agora. Se precisa (ou se quer) emagrecer, feche a boca agora... E, acima de tudo, se está longe de Jesus, volte agora. Amanhã pode ser muito tarde e o ontem não volta.
Feliz ano novo sob a bênção de Deus.


Jarbas Hoffimann é formado em Teologia e pastor da Igreja Evangélica Luterana do Brasil, em Nova Venécia. (pastorjarbas@gmail.com; facebook.com/pastorjarbas)

Estes e outros artigos são publicados no Jornal Correio 9, de Nova Venécia (curta para ser avisado das edições diárias, leitura completa online):