domingo, 12 de fevereiro de 2012

Sermão 12/02/2012

6º Domingo após Epifania – B
12 de Fevereiro de 2012

Todos ficaram sabendo da notícia

Texto Base: Mc 1.40-45
Salmo do Dia:        Salmo 30
Antigo Testamento:    2º Reis 5.1-14
Epístola        1º Coríntios 10.19-11.1
Evangelho do Dia    Marcos 1.40-45
1. Há um motivo — situação de cura
2. Há uma consequência — testemunho
Estamos acostumados a ver os jornais, as noticias, sejam elas televisivas, online (internet) ou escrita (jornais e revistas). Algumas nos chamam a atenção; outras apenas olhamos por alto. Umas nos atraem; outras não são interessantes. Desta forma nos informamos e ficamos por dentro do que está acontecendo. Antigamente elas vinham especialmente pelas ondas do rádio; hoje as percebemos simultaneamente. É a comunicação que faz a sua história a fim de que todos sejam informados dos acontecimentos. Mas, quais são aos efeitos em nós quando tomamos conhecimento das coisas? Há aqueles que permanecem apáticos como se nada tivesse acontecendo. Outros, porém, ficam antenados, divulgando para os amigos ou parentes, ou seja, partilham da informação. E você? Quais são suas atitudes após receber as notícias? Especialmente a maior notícia de todas: sua salvação eterna. Queremos refletir um pouco sobre este tema.
Toda noticia tem um motivo. As reportagens são escritas ou motivadas a partir do motivo que levou a elas. Ex.: um acidente gera noticia; um show gera noticia; um problema de falta d água ou chuva são motivos para noticiais. No evangelho de hoje a cura do leproso foi o motivo da noticia. Imediatamente toda àquela região sabia do ocorrido. Aquele que fora curado se encarregou doe repassar a quem encontrava a respeito do que lhe aconteceu. Era um leproso. Agora está curado por causa da ação de Jesus. Diante daquela maravilha ele não conseguiu ficar calado, guardar em segredo, umas ele abriu a boca e todos ficaram sabendo da noticia. A ação de Jesus em sua vida foi o motivo da noticia.
E era para ser uma grande noticia mesmo. Se fosse nos dias atuais imaginamos as manchetes nos jornais. Reportagens, correspondentes do mundo inteiro averiguando sobre o assunto. A lepra era considerada doença contagiosa. O indivíduo era retirado do seu convívio social. As famílias sofriam muito. Ainda, a própria religião considerava o leproso um imundo, impuro, ou seja, eram pessoas renegadas da sociedade. Com aquele leproso não era diferente.
É exatamente neste contexto que Jesus entra em cena: É sensível àquela necessidade. Teve compaixão daquele individuo renegado pela sociedade e o cura, restabelecendo por completo sua saúde. Ele o reintegra à sociedade, à família. Foi tremendamente importante para aquele rapaz. A presença de Jesus no lugar certo e na hora certa faz toda a diferença.
Assim ele continua lidando conosco. Diariamente temos o conhecimento do seu amor por nós. Cremos que sua ação em nós e por nós é contínua. Como seres humanos somos miseráveis pecadores e estamos envolvidos numa série de coisas erradas. Construímos, inclusive, nossa desintegração na sociedade. Somos muitas vezes, egoístas, materialistas e carregamos em nós outro tipo de lepra, também muito contagiosas, a nossa natureza pecaminosa.  Precisamos da cura espiritual, de sermos reintegrados novamente à fé crista, à igreja crista. E isto só é possível quando acreditamos na obra de Jesus por nós, na cruz. Ele já nos salvou de todos os pecados. Deu-nos uma nova chance e este é um motivo para uma grande noticia.
Ah! Pastor, isso já sei. Não é novidade. Entretanto podemos conhecer pessoas que não sabem disso e que ninguém que já lhe tenha dito. Grandes coisas o Senhor faz diariamente conosco. Ex.: Seu vizinho sabe que você foi promovido (abençoado); ou que tem um novo carro (benção material), que você estava doente (ou algum amigo seu) e que agora está bem? Então, estas são bênçãos, grandes notícias para todos. A nossa tarefa, portanto é tornar conhecido de todos estas grandes noticias, e em especial a maior de todas, a nossa salvação em Cristo Jesus.
Partimos de um motivo. Este nós temos. A consequência é o testemunho. Falar da nossa fé, do quanto temos sido abençoados. Isso faz a diferença para os outros. Desta forma a igreja primitiva foi crescendo. Muita gente queria ouvir a respeito de Jesus. Talvez estejamos tão habituados (de braços cruzados) que não nos inspiramos a testemunhar de nossa fé cristã, inclusive começando entre nós mesmos. Semana após semana nos alimentamos da Palavra e Deus. Fortalecemos a nossa fé. Temos boas notícias dão reino para partilhar. Vamos testemunhar! Cotamos com a ajuda de Deus. Amém.

Rev. Waldyr Hoffmann — Joinville-SC, pastor da Igreja Evangélica Luterana do Brasil, co-editor desta Revista.