quarta-feira, 10 de outubro de 2018

Esperança em pessoas

      A maioria já decidiu quem é o seu Presidente, ou seja, 75% dos eleitores. Agora, seguindo a lógica dos votos já garantidos no primeiro turno, o futuro chefe do Brasil precisa correr atrás da outra fatia do bolo, pedaço que pode mudar para melhor ou para pior um País confrontado em direita e esquerda. Mas, o que é isto,“direita e esquerda”? Estamos aprendendo. Afinal, as coisas se ajeitam na prática. Entendemos a política na hora do desemprego, empresa falida, assalto, violência, buraco nas estradas, fila no hospital, escola sem professor, corrupção, lava-jato, enfim, naquilo que hoje se experimenta num Brasil sem terremotos, tsunamis e vulcões, mas em estado de calamidade. Isto é certo, o povo ergue bandeiras no ajuntamento dos fatos, não na multidão das promessas.
      E política sempre vai ser isto que estamos assistindo, um cenário cheio de surpresas. Algumas boas, a maioria ruins. Porque é feita por gente com defeitos. “Não ponham a sua confiança em pessoas importantes nem confiem em seres humanos”, alertou Davi, “pois eles são mortais e não podem ajudar ninguém” (Salmo 146). Disse isto porque ele mesmo, governante, precisou confessar graves erros nos seus projetos políticos e na vida pessoal. Ao lembrar que as pessoas voltam ao pó da terra, e que neste dia todos os planos deles se acabam, o salmista expõe o cruel resultado da urna funerária. Se não fosse o voto fiel de Deus na cruz, o famoso rei jamais teria ousadia em dizer: “Feliz aquele que põe a sua esperança no Senhor, seu Deus (...) O Senhor sempre cumpre as suas promessas”.
      Hoje o Brasil tenta expurgar erros, fracassos, mentiras, imoralidades, fraudes... Afinal, o voto é a esperança em pessoas empenhadas com a boa política. E, se números ajudam, é bom lembrar que 86% dos brasileiros se dizem “cristãos”. Então, outro voto para sermos uma nação comprometida com a Verdade, o Caminho e a Vida.

Marcos Schmidt
pastor luterano