sexta-feira, 1 de fevereiro de 2019

O Culto Luterano - manual litúrgico 1

Este manual encontra-se completo aquiMas está disponibilizado também nas postagens, com o marcador "manual da comissão de culto". Há outras duas publicações no blog (mais antigas) devem aparecer na busca também, mas estas aqui estão atualizadas.

O Culto Luterano

I - Palavras Introdutórias

A IELB vem trabalhando esse tema — culto, ou aspectos ligados ao culto há muito tempo. Exemplos:
·      Por treze anos uma comissão trabalhou na reforma do Hinário Luterano, o qual foi editado em 1986.
·      A produção de material complementar: hinos para Missões (1a Edição em 1968 com 54 hinos), produções independentes (Love Songs - Louvor, composto e impresso por Arnaldo Koller em 1977, com 130 cânticos; Musi Jovem, coletânea de cânticos e hinos para jovens, compilada por Gijsbertus van Hattem, DIPA, 1a edição 1980, com 100 hinos); hinários para jovens (Todos os Povos o Louvem, JELB, 1a edição 1982, com 104 hinos) e crianças (Cânticos de Louvor - Vol 1, 2a edição 1986, com 113 hinos e Cânticos de Louvor - Vol 2, 1a edição 1990, com 65 hinos), estudos em Convenções: “Uma Proposta Litúrgica para a IELB” (apresentado na 50a Convenção Nacional da IELB de 21 a 26 de janeiro de 1986, em São Leopoldo, RS).
·      Aprovação de vestes litúrgicas na Convenção Nacional da IELB (1988 em São Leopoldo - RS)
·      Produção de livros na década de 80: Manual da Comissão de Altar (1987); O Culto Cristão (1988); Por Esta Causa me Ponho de Joelhos (1989).
·      A adoção da Série Trienal em 1980.
·      A produção de vários Preciso Falar com auxílios para a pregação e o culto (Vol. 1, 1975; Vol 2, 1976; Vol. 3, 1978; Vol 4, 1984; Vol 5 A e B, 1985; Vol 6, 1986; Vol 7, 1986; Dois Vol., 1998).

Citamos esses pontos, além de trabalhos publicados nas revistas teológicas dos Seminários (Igreja Luterana e Vox Concordiana) e artigos no Mensageiro Luterano, para enfatizar a preocupação da IELB, com a questão litúrgica e do culto corporativo, principalmente nas últimas três décadas. E agora, em 1998, com a ênfase Adorando como Filhos de Deus, a IELB se vê desafiada a mais uma vez refletir sobre a sua vida de culto.
Na medida em que nós nos aproximamos do limiar de um novo milênio, é mais do que natural que reflitamos como igreja sobre onde estamos e para onde queremos ir. Que mudanças o mundo sofrerá? E como isso afetará o nosso país, as nossas comunidades, as nossas profissões, as nossas famílias, etc.?
Convém perguntar o mesmo da igreja! Em particular o povo da IELB. Na medida em que ela olha para frente, para um novo milênio, e observa as muitas mudanças culturais e demográficas em desenvolvimento, precisamos nos perguntar o que o futuro nos reserva em termos de nosso culto corporativo.
Qualquer previsão tem seus riscos. Muitos são os fatores que podem influenciar qualquer item. Quem poderia, por exemplo, prever, no início do século, que a língua alemã utilizada indiscriminadamente em nossos cultos, sofreria uma mudança radical na década de 40. E quem poderia prever que a reforma litúrgica de Vaticano II pudesse afetar as demais igrejas cristãs no que concerne a uma revisão litúrgica. Quem poderia prever as mudanças quase radicais que ocorreram a partir da década de 60, com o advento dos Beatles, no que se refere à linguagem e ao estilo musical, ambos centrais ao culto corporativo.
O Sínodo de Missouri preocupado com novas tendências, em 1987 instalou uma Comissão de Culto, com a tarefa específica de reunir dados que ajudassem a igreja a vislumbrar o futuro e melhor corresponder aos anseios do nosso tempo. Os dados levantados revelaram as seguintes tendências:
1.  Mensagem: Os sermões continuarão a receber um destaque muito especial no culto luterano. Mas deverão ser mais curtos do que os atuais e usarão uma variedade maior de estilos de comunicação. Possivelmente, o esboço do sermão aparecerá impresso nos programas de culto. Os sermões também deverão abordar com maior frequência os temas sociais.
2.  Música: Variedade e simplicidade serão os destaques quanto à música e canto nos próximos anos. Se tornará comum o uso de outros instrumentos musicais para acompanhar os hinos. Haverá uma preferência por ritmos e textos mais alegres e leves.
3.  Recepção: As congregações, de forma geral, prestarão mais atenção às dinâmicas sociais nos cultos. As oportunidades para interação entre os membros durante o culto serão expandidas (ampliadas). Os projetos das igrejas ideais incluirão espaços específicos para que membros possam confraternizar antes e depois do culto.
4.  Ordens Litúrgicas: Esta é a área que deverá receber a maior atenção e adaptação nos próximos anos. Os membros e frequentadores dos cultos estão na expectativa de maior variedade litúrgica. Também ampliarão o seu envolvimento no culto. Os cultos dominicais serão elaborados cuidadosamente com vistas à integração do velho e do novo, no que se refere a formas litúrgicas.
5.  Crianças: A presença e a participação de crianças no culto e vida congregacional se tornará um item prioritário em muitas congregações locais. Sermonetes passarão a ser um item regular nos cultos corporativos. As crianças também deverão acompanhar os pais por ocasião da distribuição da Santa Ceia para, num gesto especial, receberem uma bênção do pastor.
6.  Outras tendências: As congregações se tornarão mais atentas quanto às necessidades espirituais e sociais dos membros e da comunidade em geral. Mais tempo e esforço será empregado no sentido de tornar a experiência cúltica mais agradável, significativa e positiva.[1]

No Brasil, infelizmente, não temos pesquisa similar, todavia, observa-se, ainda que desordenadamente, tendências semelhantes. Observa-se que várias congregações da IELB criaram suas comissões de culto e altar, outras, elaboraram suas próprias ordens de cultos alternativas, a Concórdia recentemente lançou novos auxílios litúrgicos (Vinde, Adoremos, 96/97) e o Seminário Concórdia dedicou em 97 um Laboratório de Litúrgica e Homilética, visando equipar e capacitar estudantes de teologia, pastores e congregações para acompanharem adequadamente as tendências, exigências e necessidades do nosso tempo.
Considerando que a Igreja Luterana é uma igreja historicamente litúrgica. Considerando que desde a sua origem nossos pais, ao longo da história, sempre procuraram orientar suas ações por princípios teológicos sadios, neste momento em que a IELB se propõe a examinar mais uma vez a questão litúrgica, sob a ênfase Adorando como Filhos de Deus, não poderíamos deixar de fazê-lo sem considerar esses princípios teológicos.



[1] “Worship Toward 2000” Challenges and Opportunities. A Task Force Report from the Commission on Worship, The Lutheran Church-Missouri Synod, Janeiro, 1991.


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