quarta-feira, 12 de setembro de 2012

Concílios no Espírito Santo - 11


1.      A Tentação Carnal
a.       É a busca da satisfação, do prazer, nas criaturas e não em Deus. É a tentação de natureza física em que se atiça a carne pelo desejo sexual, ambição, vaidade, desejo de vingança, vanglória, paixão pelo poder e riqueza. Perde-se a capacidade de discernimento, escolha e decisão. Pois é tênue a fronteira entre o que é lícito, sensato, justo e piedoso (Tt 2.12) e o desejo incontrolável da carne em satisfazer seus apetites.
b.      O controle da tentação ao prazer implica em ter paciência e em renúncia. Ela traz sofrimento e o desejo de libertação do desejo pecaminoso. Além do aspecto ético, a tentação carnal envolve o sofrimento em geral ou o mais sério, doença grave e miséria.
c.       Para Lutero a suprema tentação é questionar, contender com Deus (Is 45.9). Aqui ele reflete na tentação de dizer: Por que Deus? (Jó 3.3; Jr 20.14). “Eles amaldiçoaram a Deus com este ‘por que’ do seu nascimento. A experiência de questionar as razões de Deus é extremamente violenta”. Disto resultam pensamento e palavra que põe em dúvida a bênção da existência: “Seria melhor não ter nascido”.